"Uma vida investida em comunhão com Deus, é a vida mais prazerosa no mundo inteiro". (Mattew Henry)
Semana passada, dias 06 a 10 de outubro, ano 2008, eu e minha esposa e mais um casal de amigos aqui da nossa igreja desfrutamos de um tempo agradável na presença de Deus na 24a. Conferência FIEL, um encontro para pastores e líderes patrocinado pela "Editora Fiel" (www.editorafiel.com.br).
Um tempo de derramamento do poder de Deus em relação à mensagens que falaram profundamente ao meu coração, seguem algumas anotações que fiz:
"... a verdadeira fé nasce no ventre da consciência de nossa indignidade diante de Deus". (Sam Waldron)
"... quanto mais piedoso o homem (...) maior é a sua necessidade de lutar em relação ao orgulho..."
Pincei apenas duas das muitas frases e esboços guardados por aqui, e o mais substancial é o que não se pode ver nem tocar, mas só se pode sentir, a certeza de que a minha vida foi impactada profundamente.
Tempos como esse funcionam como refrigério no dia a dia puxado de quem vive em função de cuidar dos outros, enquanto vez por outra amarga uma solidão existencial, ao se ver sugado sem ser alimentado! Mas, posso afirmar com galhardia: a conferência FIEL é um oásis em meio ao deserto! Serve para redefinir linhas ministeriais. Na minha vida eu cito essas áreas como determinantes após a Conferência:
(1) Aceito o desafio de ver a igreja a que pastoreio como "única".
Não estou ignorando os defeitos e as limitações do meu povo, mas sim quero destacar que preciso ver a sua unicidade, em seu aspecto mais completo! Domingo agora, dia 12/10, fiquei observando o nosso povo durante o momento de adoração e vibrei por dentro: que entusiasmo! que vontade! quantos rostos ali representam pessoas que lutam com tanto afinco para vencer a carne diuturnamente! que desafios ambulantes!
A igreja, sem sombra de dúvida, não nos permite viver em deslumbramentos obsessivos, temos que estar certos de nossas próprias situações-limites, mas o fato é que, à luz de todas as nossas possibilidades temos avançado como um povo que deseja marcar esse tempo como um grupo de pessoas que se importam com aqueles que caminham a passos largos na direção do inferno! Pessoas que se importam em adorar a Deus do modo como Ele mesmo já prescreveu nas Escrituras! Pessoas que se importam em viver o cristianismo pelo qual Deus entregou o seu Filho!
Na consciência da especificidade de nossa igreja, tenho de tolerar suas manhas e extravagâncias, e preciso entender o tempo de cada um desabrochar-se em seus dons e talentos postos à dedicação do Espírito. Na formação de algum plano ou projeto ministerial sempre tenho de considerar que, infelizmente muitos começarão e poucos terminarão a corrida. É fato que na igreja, uns veêm em cada oportunidade uma calamidade, enquanto outros veêm em cada calamidade, uma oportunidade! São dois olhares, e duas sentenças!!!
(2) Aceito o desafio de levar a pregação expositiva à sério.
A pregação da Palavra de Deus não pode ser menosprezada em nosso meio como já vem sendo em algumas comunidades de fé no Brasilzão de meu Deus! Vim de Aguas de Lindóia, não apenas com livros para ler, mas com conceitos a serem mudados! Penitencio-me por ver que, ainda tenho de crescer mais, ler mais, estudar com mais afinco, esmerar-me para ser um mensageiro fiel e autêntico da Palavra do Eterno!
A Bíblia precisa ser levada a sério em nossos púlpitos. A saúde de uma congregação depende da dieta de seu púlpito. Não temos como sermos negligentes nesse ponto. Tenho admitido para mim mesmo da necessidade não apenas de zelar do púlpito de nossa igreja como também inspirar outros a fazê-lo também! Olho para meus seminaristas aqui e quero impactá-los para também se encherem do conhecimento do Senhor e da boa fé bíblica (Reformada)e da companhia de homens que levam o conselho de Deus como algo imprescindível para suas decisões em qualquer nível que seja!
Como eu gostaria de ver homens e mulheres consultando mais a Deus antes de tomarem qualquer decisão na vida! Como eu gostaria que a Palavra de Deus tivesse destaque maior na agenda de cada um dos nossos crentes! Teríamos certamente menos entulhos humanos na "casa de Deus" se só permanecessem entre nós os que levam as coisas de Deus à sério!!!
(3) Preciso levar mais pessoas à Conferência FIEL em 2009.
Aceito o desafio de indicar você que está recebendo esse texto em seu email, ou você que está visitando esse blog a participar da conferência de 2009. Já temos data, tema e principais preletores: 05 a 09 de outubro, o tema será "Vencendo o Mundo", e ja estão confirmados os pastores Mark Dever (Igreja Batista Capitol Hill); D. A. Carson (Trinity Evangelical Divinity School);Gilson Santos (Igreja Batista da Graça em São José dos Campos, SP) e Adauto Lourenço (Igreja Presbiteriana de Limeira, SP).
Entre em contato com a Editora Fiel, através do email marilene@editorafiel.com.br e escolha o seu hotel, quarto e pague sua inscrição (R$ 200,00) e vá pagando sua hospedagem (em pagando R$ 100,00 por mês... até julho você quita toda a dívida, e agosto, setembro e outubro você junta valores para a sua viagem e compra de livros na excelente livraria que eles oferecem no evento!
Eu recomendo fortemente! Já fizemos nossa inscrição para o próximo ano! Será mais um tempo de graça de Deus nas nossas vidas! Nossos ministérios não serão mais os mesmos! Nossas famílias não serão mais as mesmas! Nossas vidas sofrerão o tempo do bom avivamento do Senhor em nosso meio!!!
Fique com Deus!
terça-feira, 14 de outubro de 2008
domingo, 5 de outubro de 2008
CUIDADO COM O SINCRETISMO!
A palavra “sincretismo” é derivada do grego, sunkretizo, “combinar”. Ela aponta para a realidade de junção de elementos constituintes de uma idéia ou um conceito. Há expressões sincréticas superficiais, quando o ajuntamento é meramente formal, sem nenhuma pretensão em montar um arrazoado que tenha o mínimo de seriedade no seu conteúdo, e há também expressões mais profundas onde no intrigado conjunto de fragmentos vemos a possibilidade de encontrarmos uma verdade excelente.
No sincretismo religioso temos a transposição de elementos de uma cultura religiosa para uma outra, sem se preocupar com a profundidade de tais correspondências, importando-se apenas com o invólucro da fé e não com a sua essência. Um exemplo grandiloquente disso é o que aconteceu com os negros aqui no Brasil Colônia. Uma vez proibidos de exercerem uma fé com suas raízes africanas, eles se submeteram ao “embraquecimento” de seus cultos e rituais apenas trocando os nomes de suas divindades por santos católicos portugueses.
Para o sincretismo teológico, vou novamente me render ao exposto por Champlim em seu dicionário em que ele expõe que se tentou durante anos unificar os credos das igrejas reformadas para que as mesmas fizessem quorum diante do domínio católico em continente europeu em meados do séc. XVI, mas o que se percebeu historicamente foi que um século depois todos os dogmas já estavam estabelecidos e absolutizados e toda tentativa de harmonização (sincretismo) foi considerado fútil. Na teologia o sincretismo esbarra-se na controvérsia do conceito de verdade dogmática, onde o importante não é apenas a verdade real dos fatos, mas também a verdade experimentada no contato com esses fatos!
Ambos, sincretismo religioso e teológico estão o tempo todo na mente do missionário que faz o seu trabalho no campo e depara-se com a tensão de tornar a sua mensagem compreensível ao seu público-alvo. Mas, eu temo que o mergulho nesse processo sem uma reflexão teológica séria poderá render prejuízos à integridade da mensagem evangélica. Já temos em nosso país elementos pagãos, por exemplo, em cultos de várias igrejas (sobretudo, neo-pentecostais!).
Citando textualmente Champlim: “Naturalmente, também existe um sincretismo barato, que meramente combina fatores por motivo de conveniência ou ignorância, não sendo, realmente, uma maneira adequada de inquirir pela verdade”.
Todo sincretismo que não tem como elemento norteador a verdade, cujo conhecimento da mesma torna o homem liberto de suas trevas espirituais (João 8.32) deve ser reputado como nocivo e totalmente inválido na nossa luta pelo retorno da igreja às estruturas simples do evangelho bíblico e cristocêntrico. O próprio apostolo Paulo sentenciou que como igreja somos “coluna e esteio da verdade” (I Timóteo 3.15)
E nessa luta, não podemos perder nunca do refinamento espiritual que somente o discernimento bíblico apurado poderá nos proporcionar, em um tempo de tantas distorções da verdade e tantos “cantos da sereia” com melodias melosas tentando seduzir-nos às heresias destruidoras da fé que temos de pelejar (Judas 3).
No sincretismo religioso temos a transposição de elementos de uma cultura religiosa para uma outra, sem se preocupar com a profundidade de tais correspondências, importando-se apenas com o invólucro da fé e não com a sua essência. Um exemplo grandiloquente disso é o que aconteceu com os negros aqui no Brasil Colônia. Uma vez proibidos de exercerem uma fé com suas raízes africanas, eles se submeteram ao “embraquecimento” de seus cultos e rituais apenas trocando os nomes de suas divindades por santos católicos portugueses.
Para o sincretismo teológico, vou novamente me render ao exposto por Champlim em seu dicionário em que ele expõe que se tentou durante anos unificar os credos das igrejas reformadas para que as mesmas fizessem quorum diante do domínio católico em continente europeu em meados do séc. XVI, mas o que se percebeu historicamente foi que um século depois todos os dogmas já estavam estabelecidos e absolutizados e toda tentativa de harmonização (sincretismo) foi considerado fútil. Na teologia o sincretismo esbarra-se na controvérsia do conceito de verdade dogmática, onde o importante não é apenas a verdade real dos fatos, mas também a verdade experimentada no contato com esses fatos!
Ambos, sincretismo religioso e teológico estão o tempo todo na mente do missionário que faz o seu trabalho no campo e depara-se com a tensão de tornar a sua mensagem compreensível ao seu público-alvo. Mas, eu temo que o mergulho nesse processo sem uma reflexão teológica séria poderá render prejuízos à integridade da mensagem evangélica. Já temos em nosso país elementos pagãos, por exemplo, em cultos de várias igrejas (sobretudo, neo-pentecostais!).
Citando textualmente Champlim: “Naturalmente, também existe um sincretismo barato, que meramente combina fatores por motivo de conveniência ou ignorância, não sendo, realmente, uma maneira adequada de inquirir pela verdade”.
Todo sincretismo que não tem como elemento norteador a verdade, cujo conhecimento da mesma torna o homem liberto de suas trevas espirituais (João 8.32) deve ser reputado como nocivo e totalmente inválido na nossa luta pelo retorno da igreja às estruturas simples do evangelho bíblico e cristocêntrico. O próprio apostolo Paulo sentenciou que como igreja somos “coluna e esteio da verdade” (I Timóteo 3.15)
E nessa luta, não podemos perder nunca do refinamento espiritual que somente o discernimento bíblico apurado poderá nos proporcionar, em um tempo de tantas distorções da verdade e tantos “cantos da sereia” com melodias melosas tentando seduzir-nos às heresias destruidoras da fé que temos de pelejar (Judas 3).
terça-feira, 30 de setembro de 2008
UM FIM DE SEMANA EM SUMIDOURO! QUE BENÇÃO TRIPLA!
Passei três dias no fim de semana passado em Sumidouro, em uma região rural, entre Teresópolis e Nova Friburgo. Meu pai é pastor na região de uma igreja acolhedora e carinhosa, a IB Boas Novas, em um lugarejo de nome, "São Lourenço". Eu posso dizer que fui visitado pelo Senhor neste fim de semana! Foi um tempo de meditação, oração e reflexão bíblica como há muito tempo eu não tinha!
Ainda estou vivendo os efeitos de tudo o que experimentei em Deus. Eu fui para fazer uma série de conferências doutrinárias. Me preparei para falar sobre o aspecto prático da nossa fé em Deus, e usei três narrativas bíblicas para endossar o meu tema: Daniel 3, Atos 27 e Marcos 5, mas quero confessar que eu fui muito mais ministrado do que ministrador!
O clima estava propício à aplicação das verdades bíblicas: um povo atento e amoroso em relação às Escrituras. Fui bastante prático em minhas exposições, nada de teoremas ou postulados clássicos da exegese, ministrei vida na vida daquela gente, com rostos queimados pelo sol, em sua maioria lavradores que contam com o milagre diário de germinação da semente para a colheita de frutos em tempo aprazado! Talvez gente, eu não tenha visto um tempo mais próprio para três grandes reflexões acerca da vida:
01. Estamos aqui na vida para colher o que semeamos.
Quando eu penso nas sementes que tenho plantado, lembro-me imediatamente do Salmo 126 e confesso que fico pasmado em apenas pensar que, minhas lágrimas são companheiras inseparáveis de minha semeadura, e que, preciso "levar a semente para semear andando e chorando". Tenho convicção plena de que o meu tempo de colher os meus feixes de trigo estão chegando! Olho para o meu coração e percebo que muita coisa passei neste ano (sobretudo no primeiro semestre) justamente para poder visualizar um tempo de colheita incrível que o Senhor tem guardado para mim, agora não posso deixar de prestar atenção ao fato de que: eu colho o que semeio!
Se eu semeio ressentimento, eu colho aborrecimentos; se eu semeio mentiras, eu colho arbitrariedades; se eu semeio ira, eu colho destruição; se eu semeio desconfianças, eu colho traições, e por ai vai o rosário de tragédias que se sucedem justamente quando eu não observo a qualidade das minhas sementes. A vida pode ser forrada de frutos abençoados quando eu me esmero em semear apenas aquilo que for para a edificação e crescimento da minha vida e do meu próximo. Sabe qual o segredo para se ter apenas sementes de Deus? Encher o coração de pensamentos bíblicos, de expressões de fé e de alegria de um Deus desejoso de se fazer transbordar em nós. Que sejamos como John Bunyan (nas palavras de C. H. Spurgeon), um "sangue bíblico".
02. Na vida precisamos estar preparados para o sol e para a chuva.
Vez por outra vejo pessoas assustadas pelo aparecimento de crises previsíveis no casamento e na vida pessoal. Ora, até parecem que eles vêem à vida apenas pelo prisma dos contentamentos, dos dias de sol, e quando vem a chuva, não suportam o sofrimento e a luta e acabam capitulando cedo demais da batalha, em outras palavras, desistem com extrema facilidade. Eu tenho pedido a Deus pele de rinoceronte, prudência de uma serpente e mansidão de um cordeiro para liderar a igreja do Senhor Jesus neste tempo de crise!
Percebo que o espírito desse século tem sido o do descontentamento por questões mínimas, o desafio constante à autoridade estabelecida, a maldade de fazer de sua opinião pessoal a única expressão da verdade e se isso tudo não fosse suficiente: a tendência de se fazer de "vitima" no contexto de uma repreensão pastoral mais dura! Gente ensimesmada, que aprendeu no inferno a amar apenas a si mesmo e que, ainda costuma se utilizar da famosa artimanha do tamanduá para fazer seus estragos na igreja! O tamanduá quando quer destruir um formigueiro lança sua lingua no orificio do habitat das formiguinhas que insistem em ficar queimando a lingua do predator com suas mordidas, mas elas não sabem, que ao se colarem à lingua do tamanduá estão se tornando presas fáceis!
É assim que acontece com a fofoca no meio da igreja! O diabo lança sua lingua atiçada pelo inferno e atrai os que gostam de ter suas posições reconhecidas pelo status ministerial e com isso, liberam os pseudocrentes a professarem suas criticas descabidas e sem compaixão a respeito de seus líderes sem ao menos permitir que os mesmos se manifestem! E fazem com que outros também "mordam a lingua do diabo" com seus comentários e impressões, e quando o diabo tira a sua lingua, consegue arrebanhar pessoas, que até mesmo há algum tempo eram puras mas foram contaminadas por maus pensamentos e teses que, mesmo que não sejam verdades, passam a ser defendidas, em alguns casos com a própria vida! É o tempo da chuva, das lutas, tribulações que precisam ser encaradas por homens e mulheres de Deus como sendo permissão de Deus visando o nosso crescimento!
03. Na vida tudo depende do solo que estamos plantados.
Uma coisa interessante em tudo isso é que, o solo precisa ser fértil! Pero Vaz de Caminha registrou em uma carta escrita ao rei D. Manuel por ocasião do descobrimento do Brasil, em idos de 1500, "aqui, em se plantando tudo dá!". Brasil, terra fértil. Eu sonho com o dia em que o Brasil será terra fértil também de missões! Um pais onde os crentes se unirão para compartilhar da água que pode desedentar o pecador, sem partidarismos, igrejismos ou divisões! Eu fico triste ao perceber que um candidado a prefeito consegue unir mais pastores do que uma campanha de evangelização de nossa cidade! Tente marcar um encontro de oração entre os pastores de Angra! Com dependência de Deus (como estamos fazendo mensalmente) reunimos 08... deixa o prefeito e seu candidato marcar um almoço! Vão 30 "homens de Deus"!
Homens de Deus precisam ouvir mais a Deus do que aos homens, precisa se humilhar mais diante de Jesus no reconhecimento de nossa total carência e dependência do Eterno. Quero terminar esse artigo com um trecho do texto de A. W.Tozer, um renomado avivalista canadense do século passado que certa vez disse "precisamos novamente de homens de Deus!":
"Sim, se o cristianismo evangélico tem de permanecer vivo, precisa novamente de homens, o tipo certo de homens. Deverá repudiar os fracotes que não ousam falar o que precisa ser externado; precisa buscar, em oração e muita humildade, o surgimento de homens feitos da mesma qualidade dos profetas e dos antigos mártires. Deus ouvirá os clamores de seu povo, assim como Ele ouviu os clamores de Israel no Egito."
Que Deus nos mande esses homens para a nossa cidade! Que eu e você sejamos estes! E que, essa reflexão sobre minha ida a Sumidouro faça de mim e de você (amado e amada de Deus) alguém que deseja ser plantado em terra fértil, encarando o sol e a chuva provenientes da providência divina e que, na lei da semeadura e da colheita estejamos certos de que: "aquele que eu nós começou a boa obra, há de aperfeiçoar-nos até o dia de Cristo!" (Filipenses 1.6)
Ainda estou vivendo os efeitos de tudo o que experimentei em Deus. Eu fui para fazer uma série de conferências doutrinárias. Me preparei para falar sobre o aspecto prático da nossa fé em Deus, e usei três narrativas bíblicas para endossar o meu tema: Daniel 3, Atos 27 e Marcos 5, mas quero confessar que eu fui muito mais ministrado do que ministrador!
O clima estava propício à aplicação das verdades bíblicas: um povo atento e amoroso em relação às Escrituras. Fui bastante prático em minhas exposições, nada de teoremas ou postulados clássicos da exegese, ministrei vida na vida daquela gente, com rostos queimados pelo sol, em sua maioria lavradores que contam com o milagre diário de germinação da semente para a colheita de frutos em tempo aprazado! Talvez gente, eu não tenha visto um tempo mais próprio para três grandes reflexões acerca da vida:
01. Estamos aqui na vida para colher o que semeamos.
Quando eu penso nas sementes que tenho plantado, lembro-me imediatamente do Salmo 126 e confesso que fico pasmado em apenas pensar que, minhas lágrimas são companheiras inseparáveis de minha semeadura, e que, preciso "levar a semente para semear andando e chorando". Tenho convicção plena de que o meu tempo de colher os meus feixes de trigo estão chegando! Olho para o meu coração e percebo que muita coisa passei neste ano (sobretudo no primeiro semestre) justamente para poder visualizar um tempo de colheita incrível que o Senhor tem guardado para mim, agora não posso deixar de prestar atenção ao fato de que: eu colho o que semeio!
Se eu semeio ressentimento, eu colho aborrecimentos; se eu semeio mentiras, eu colho arbitrariedades; se eu semeio ira, eu colho destruição; se eu semeio desconfianças, eu colho traições, e por ai vai o rosário de tragédias que se sucedem justamente quando eu não observo a qualidade das minhas sementes. A vida pode ser forrada de frutos abençoados quando eu me esmero em semear apenas aquilo que for para a edificação e crescimento da minha vida e do meu próximo. Sabe qual o segredo para se ter apenas sementes de Deus? Encher o coração de pensamentos bíblicos, de expressões de fé e de alegria de um Deus desejoso de se fazer transbordar em nós. Que sejamos como John Bunyan (nas palavras de C. H. Spurgeon), um "sangue bíblico".
02. Na vida precisamos estar preparados para o sol e para a chuva.
Vez por outra vejo pessoas assustadas pelo aparecimento de crises previsíveis no casamento e na vida pessoal. Ora, até parecem que eles vêem à vida apenas pelo prisma dos contentamentos, dos dias de sol, e quando vem a chuva, não suportam o sofrimento e a luta e acabam capitulando cedo demais da batalha, em outras palavras, desistem com extrema facilidade. Eu tenho pedido a Deus pele de rinoceronte, prudência de uma serpente e mansidão de um cordeiro para liderar a igreja do Senhor Jesus neste tempo de crise!
Percebo que o espírito desse século tem sido o do descontentamento por questões mínimas, o desafio constante à autoridade estabelecida, a maldade de fazer de sua opinião pessoal a única expressão da verdade e se isso tudo não fosse suficiente: a tendência de se fazer de "vitima" no contexto de uma repreensão pastoral mais dura! Gente ensimesmada, que aprendeu no inferno a amar apenas a si mesmo e que, ainda costuma se utilizar da famosa artimanha do tamanduá para fazer seus estragos na igreja! O tamanduá quando quer destruir um formigueiro lança sua lingua no orificio do habitat das formiguinhas que insistem em ficar queimando a lingua do predator com suas mordidas, mas elas não sabem, que ao se colarem à lingua do tamanduá estão se tornando presas fáceis!
É assim que acontece com a fofoca no meio da igreja! O diabo lança sua lingua atiçada pelo inferno e atrai os que gostam de ter suas posições reconhecidas pelo status ministerial e com isso, liberam os pseudocrentes a professarem suas criticas descabidas e sem compaixão a respeito de seus líderes sem ao menos permitir que os mesmos se manifestem! E fazem com que outros também "mordam a lingua do diabo" com seus comentários e impressões, e quando o diabo tira a sua lingua, consegue arrebanhar pessoas, que até mesmo há algum tempo eram puras mas foram contaminadas por maus pensamentos e teses que, mesmo que não sejam verdades, passam a ser defendidas, em alguns casos com a própria vida! É o tempo da chuva, das lutas, tribulações que precisam ser encaradas por homens e mulheres de Deus como sendo permissão de Deus visando o nosso crescimento!
03. Na vida tudo depende do solo que estamos plantados.
Uma coisa interessante em tudo isso é que, o solo precisa ser fértil! Pero Vaz de Caminha registrou em uma carta escrita ao rei D. Manuel por ocasião do descobrimento do Brasil, em idos de 1500, "aqui, em se plantando tudo dá!". Brasil, terra fértil. Eu sonho com o dia em que o Brasil será terra fértil também de missões! Um pais onde os crentes se unirão para compartilhar da água que pode desedentar o pecador, sem partidarismos, igrejismos ou divisões! Eu fico triste ao perceber que um candidado a prefeito consegue unir mais pastores do que uma campanha de evangelização de nossa cidade! Tente marcar um encontro de oração entre os pastores de Angra! Com dependência de Deus (como estamos fazendo mensalmente) reunimos 08... deixa o prefeito e seu candidato marcar um almoço! Vão 30 "homens de Deus"!
Homens de Deus precisam ouvir mais a Deus do que aos homens, precisa se humilhar mais diante de Jesus no reconhecimento de nossa total carência e dependência do Eterno. Quero terminar esse artigo com um trecho do texto de A. W.Tozer, um renomado avivalista canadense do século passado que certa vez disse "precisamos novamente de homens de Deus!":
"Sim, se o cristianismo evangélico tem de permanecer vivo, precisa novamente de homens, o tipo certo de homens. Deverá repudiar os fracotes que não ousam falar o que precisa ser externado; precisa buscar, em oração e muita humildade, o surgimento de homens feitos da mesma qualidade dos profetas e dos antigos mártires. Deus ouvirá os clamores de seu povo, assim como Ele ouviu os clamores de Israel no Egito."
Que Deus nos mande esses homens para a nossa cidade! Que eu e você sejamos estes! E que, essa reflexão sobre minha ida a Sumidouro faça de mim e de você (amado e amada de Deus) alguém que deseja ser plantado em terra fértil, encarando o sol e a chuva provenientes da providência divina e que, na lei da semeadura e da colheita estejamos certos de que: "aquele que eu nós começou a boa obra, há de aperfeiçoar-nos até o dia de Cristo!" (Filipenses 1.6)
terça-feira, 23 de setembro de 2008
"EU PRECISO MUDAR!"
"Aqui é o fim do assunto. Quanto a mim, Daniel, os meus pensamentos muito me perturbaram, e o meu semblante se mudou; mas guardei estas coisas no coração". (Daniel 7.28)
Depois da visão apavorante dos animais que sairam do mar, espaço de confusão ideológica, para o espectro dos reinos humanos que sucederiam ao forte império babilônico em seu tempo representado pelo jovem petulante Belsazar, Daniel se vê assustado com o desfecho da visão onde aparece uma figura enigmática com dentes de ferro, pés massacradores e com chifres expondo domínio e poder. E se isso não fosse suficiente, esse último animal, representado o ímpério romano, ainda havia dentre os chifres do fantasmagórico animal um que, com olhos de homem e lingua afiada, lançava acusações em relação aos santos de Deus.
Daniel fica consternado pelo que aconteceria aos "santos do Altissimo", representação pictórica do povo de Deus, a igreja do Novo Testamento que sofreria horrores nas mãos do espírito de Roma, também chamado ao meu ver em II Tessalonicenses 2.3-10 de Anticristo! Esse enviado do inferno não é apenas uma pessoa, representa um espírito que age a partir de dentro da igreja para dominar o mundo com valores contraditórios em relação à Cristo e seu propósito salvífico.
Mas, temos sabido que os "santos do Altíssimo" são defendidos pelo "ancião de dias" (o próprio Deus) que confere todo o poder ao "filho do homem" (JESUS) para dominar por completo as estrategemas malignas do espírito do Anticristo, fazendo-nos desfrutar de uma vitória cabal em relação ao diabo e seus demônios aliados. Não temos o que temer!
Mas Daniel me ensina neste texto que eu preciso mudar no que diz respeito ao modo como eu encaro o desfecho dessa batalha cósmica que terá espaço no tempo na vinda do Senhor Jesus para buscar a sua igreja gloriosa. Não posso ter uma visão meramente triunfalista como que dizendo aos quatro cantos: "a vitória pertence a Jesus" se eu não viver uma vida que tenha marcas dessa vitória no meu dia a dia.
Pensando nessa encarnação da vitória de Cristo na minha vida particular, me pus a pensar em atitudes que preciso tomar para que na mudança proposta eu venha a servir ao meu Deus de maneira mais inteira e dedicada. Transcrevo essas mal traçadas linhas na intenção de que elas também impactem à sua vida para mudar também comigo, e a nos ajudarmos a fim de não esquecermos de nenhum destes pontos preciosos:
(a) Preciso ter os meus pensamentos perturbados.
Há muita passividade vez por outra na minha mente. Pensamentos por demais alocados que impedem uma reviravolta naqueles instantes em que o Espírito Santo me cobra posturas mais radicais em relação ao nível de cristianismo que eu vivo. Fico imaginando que os primeiros cristãos que alvoroçaram o mundo não eram cristãos medianos, pragmáticos em sua fé, percebo neles uma inquietante busca para algo mais profundo! E é isso que tenho de buscar ir além do que o comum, o trivial na vida cristã.
Terminei hoje de ler o livro de Richard Foster, o "Celebração da Disciplina". Confesso que esse livro me nocauteou, eu estou "na lona"! Mas, eu aprendi que preciso apelar para horários mais intensos em meditação, oração e estudo. Preciso marcar horários regulares de jejum! E também tenho que ouvir mais os conselheiros espirituais da igreja para a tomada de decisões importantes, bem como levar a adoração e a celebração comunitárias mais à sério com investimentos na qualidade de nossos cultos e encontros na igreja.
Enfim, olho para dentro de mim e me vejo em um momento ou outro vazio, e faço a oração do falecido pr. Antonio Elias, "Senhor, me encha do que estou vazio, e me esvazie do que estou cheio!", e assim vou caminhando junto com o meu povo! Creio que vamos ver coisas incriveis acontecendo em nossa igreja neste fim de ano, já posso antever vitórias estrondosas, mas não usarei nenhuma delas para tripudiar em cima de meus desafetos e opositores! Persistirei em não expor nenhum dos que são contra um ponto ou outro de meu ministério e pessoa. Serei amável com os não amáveis!
(b) Preciso mudar o meu semblante.
Chega de risos inconsequentes! Chega de expor defeitos dos outros como motivos de boas piadas! Há muita brincadeira na casa de Deus. Há espaço para a alegria nas reuniões e ajuntamentos dos santos, mas precisamos tomar cuidado para que o sarcasmo não seja algo constante. Tenho me preocupado com os nossos jovens que vez por outra, elegem um do grupo para rotularem, e às vezes de modo muito vil, temos que acabar com isso, alegria agora só a sadia provocada pelo Espírito.
Semblante mudado reflete um coração quebrantado! Bob Pierce, o fundador de uma organização que atende vários países do mundo com projetos sociais, certa feita orou assim: "Quero ser quebrantado com aquilo que quebranta o coração de Deus!". Preciso fazer essa mesma oração! E quebrantamento amado e amada, é "quebra" mesmo! Não se trata de uma suave consternação, ou um aliviado senso de responsabilidade, não, na realidade, quebrantamento tem a ver com quebra de resistências pessoais, é aquilo que alguém já disse: "submissão é abrir mão de direitos pessoais"!
Em nosso tempo temos muitos "crentes" que não admitem envergarem-se diante de nenhum pastoreamento. São ensimesmados, pensam apenas em si mesmos, e quando as coisas não caminham segundos seus curtos pontos de vista, logo trabalham para que o projeto esteja dando errado! São vis e improducentes! Mas, ainda bem que, quando o nosso semblante expressa quebrantamento e dependência de Deus, tudo muda, e o Senhor Jesus aplica a sua justiça no nosso assunto e questão, e logo temos o resultado: as coisas concorrem para o bem daqueles que amam a Deus e pertencem ao grupo dos seus eleitos! (Romanos 8.28).
(c) E, por fim, preciso guardar mais coisas de Deus em meu coração.
Temos de ser como Maria, que por duas vezes, em situações contraditórias, ela optou em guardar as coisas no seu coração. Quando os pastores apressadamente foram homenagear o menino Jesus (LUcas 2.19) e por ocasião da situação em que Jesus fica no templo para conversar com os entendidos da lei, e Maria fica a pensar de que de fato, a missão de seu filho seria nobre e salvadora!
Naquilo que não entendemos, temos de fazer conforme Jesus vez por outra preceituava, "não temas, crê somente!". Existem mistérios nos céus e na terra que nunca serão precisados por nós, meros mortais, por isso temos de fazer como o sábio Daniel, "guardar tudo no coração".
Se ficássemos mais em silêncio, guardando as coisas no coração, erraríamos menos! A fala é um dom de Deus, sem dúvida, mas o silêncio também é! No silêncio nós meditamos nas grandezas de Deus a absorvemos da sua mente! Dai, você e eu poderemos soletrar amorosamente uma das poesias de Frederixk W. Faber: "Só sentar-se e pensar em Deus, ah, que júbilo isso dá! Pensar o pensamento, o Nome respirar, na terra maios bem-aventurança não há!".
Olha, ter pensamentos perturbados, mente mudada e coração cheio de impressões divinas é o meu segredo pessoal para buscar uma vivência com Deus mais intensa e significativa. Vou ficar muito feliz ao saber que não estou sozinho nessa busca. Caso essa seja a sua também, vamos entrar em contato um com o outro sempre, para fazer valer a realidade de uma devocionalidade mais profunda e mergulhada no mistério divino.
Depois da visão apavorante dos animais que sairam do mar, espaço de confusão ideológica, para o espectro dos reinos humanos que sucederiam ao forte império babilônico em seu tempo representado pelo jovem petulante Belsazar, Daniel se vê assustado com o desfecho da visão onde aparece uma figura enigmática com dentes de ferro, pés massacradores e com chifres expondo domínio e poder. E se isso não fosse suficiente, esse último animal, representado o ímpério romano, ainda havia dentre os chifres do fantasmagórico animal um que, com olhos de homem e lingua afiada, lançava acusações em relação aos santos de Deus.
Daniel fica consternado pelo que aconteceria aos "santos do Altissimo", representação pictórica do povo de Deus, a igreja do Novo Testamento que sofreria horrores nas mãos do espírito de Roma, também chamado ao meu ver em II Tessalonicenses 2.3-10 de Anticristo! Esse enviado do inferno não é apenas uma pessoa, representa um espírito que age a partir de dentro da igreja para dominar o mundo com valores contraditórios em relação à Cristo e seu propósito salvífico.
Mas, temos sabido que os "santos do Altíssimo" são defendidos pelo "ancião de dias" (o próprio Deus) que confere todo o poder ao "filho do homem" (JESUS) para dominar por completo as estrategemas malignas do espírito do Anticristo, fazendo-nos desfrutar de uma vitória cabal em relação ao diabo e seus demônios aliados. Não temos o que temer!
Mas Daniel me ensina neste texto que eu preciso mudar no que diz respeito ao modo como eu encaro o desfecho dessa batalha cósmica que terá espaço no tempo na vinda do Senhor Jesus para buscar a sua igreja gloriosa. Não posso ter uma visão meramente triunfalista como que dizendo aos quatro cantos: "a vitória pertence a Jesus" se eu não viver uma vida que tenha marcas dessa vitória no meu dia a dia.
Pensando nessa encarnação da vitória de Cristo na minha vida particular, me pus a pensar em atitudes que preciso tomar para que na mudança proposta eu venha a servir ao meu Deus de maneira mais inteira e dedicada. Transcrevo essas mal traçadas linhas na intenção de que elas também impactem à sua vida para mudar também comigo, e a nos ajudarmos a fim de não esquecermos de nenhum destes pontos preciosos:
(a) Preciso ter os meus pensamentos perturbados.
Há muita passividade vez por outra na minha mente. Pensamentos por demais alocados que impedem uma reviravolta naqueles instantes em que o Espírito Santo me cobra posturas mais radicais em relação ao nível de cristianismo que eu vivo. Fico imaginando que os primeiros cristãos que alvoroçaram o mundo não eram cristãos medianos, pragmáticos em sua fé, percebo neles uma inquietante busca para algo mais profundo! E é isso que tenho de buscar ir além do que o comum, o trivial na vida cristã.
Terminei hoje de ler o livro de Richard Foster, o "Celebração da Disciplina". Confesso que esse livro me nocauteou, eu estou "na lona"! Mas, eu aprendi que preciso apelar para horários mais intensos em meditação, oração e estudo. Preciso marcar horários regulares de jejum! E também tenho que ouvir mais os conselheiros espirituais da igreja para a tomada de decisões importantes, bem como levar a adoração e a celebração comunitárias mais à sério com investimentos na qualidade de nossos cultos e encontros na igreja.
Enfim, olho para dentro de mim e me vejo em um momento ou outro vazio, e faço a oração do falecido pr. Antonio Elias, "Senhor, me encha do que estou vazio, e me esvazie do que estou cheio!", e assim vou caminhando junto com o meu povo! Creio que vamos ver coisas incriveis acontecendo em nossa igreja neste fim de ano, já posso antever vitórias estrondosas, mas não usarei nenhuma delas para tripudiar em cima de meus desafetos e opositores! Persistirei em não expor nenhum dos que são contra um ponto ou outro de meu ministério e pessoa. Serei amável com os não amáveis!
(b) Preciso mudar o meu semblante.
Chega de risos inconsequentes! Chega de expor defeitos dos outros como motivos de boas piadas! Há muita brincadeira na casa de Deus. Há espaço para a alegria nas reuniões e ajuntamentos dos santos, mas precisamos tomar cuidado para que o sarcasmo não seja algo constante. Tenho me preocupado com os nossos jovens que vez por outra, elegem um do grupo para rotularem, e às vezes de modo muito vil, temos que acabar com isso, alegria agora só a sadia provocada pelo Espírito.
Semblante mudado reflete um coração quebrantado! Bob Pierce, o fundador de uma organização que atende vários países do mundo com projetos sociais, certa feita orou assim: "Quero ser quebrantado com aquilo que quebranta o coração de Deus!". Preciso fazer essa mesma oração! E quebrantamento amado e amada, é "quebra" mesmo! Não se trata de uma suave consternação, ou um aliviado senso de responsabilidade, não, na realidade, quebrantamento tem a ver com quebra de resistências pessoais, é aquilo que alguém já disse: "submissão é abrir mão de direitos pessoais"!
Em nosso tempo temos muitos "crentes" que não admitem envergarem-se diante de nenhum pastoreamento. São ensimesmados, pensam apenas em si mesmos, e quando as coisas não caminham segundos seus curtos pontos de vista, logo trabalham para que o projeto esteja dando errado! São vis e improducentes! Mas, ainda bem que, quando o nosso semblante expressa quebrantamento e dependência de Deus, tudo muda, e o Senhor Jesus aplica a sua justiça no nosso assunto e questão, e logo temos o resultado: as coisas concorrem para o bem daqueles que amam a Deus e pertencem ao grupo dos seus eleitos! (Romanos 8.28).
(c) E, por fim, preciso guardar mais coisas de Deus em meu coração.
Temos de ser como Maria, que por duas vezes, em situações contraditórias, ela optou em guardar as coisas no seu coração. Quando os pastores apressadamente foram homenagear o menino Jesus (LUcas 2.19) e por ocasião da situação em que Jesus fica no templo para conversar com os entendidos da lei, e Maria fica a pensar de que de fato, a missão de seu filho seria nobre e salvadora!
Naquilo que não entendemos, temos de fazer conforme Jesus vez por outra preceituava, "não temas, crê somente!". Existem mistérios nos céus e na terra que nunca serão precisados por nós, meros mortais, por isso temos de fazer como o sábio Daniel, "guardar tudo no coração".
Se ficássemos mais em silêncio, guardando as coisas no coração, erraríamos menos! A fala é um dom de Deus, sem dúvida, mas o silêncio também é! No silêncio nós meditamos nas grandezas de Deus a absorvemos da sua mente! Dai, você e eu poderemos soletrar amorosamente uma das poesias de Frederixk W. Faber: "Só sentar-se e pensar em Deus, ah, que júbilo isso dá! Pensar o pensamento, o Nome respirar, na terra maios bem-aventurança não há!".
Olha, ter pensamentos perturbados, mente mudada e coração cheio de impressões divinas é o meu segredo pessoal para buscar uma vivência com Deus mais intensa e significativa. Vou ficar muito feliz ao saber que não estou sozinho nessa busca. Caso essa seja a sua também, vamos entrar em contato um com o outro sempre, para fazer valer a realidade de uma devocionalidade mais profunda e mergulhada no mistério divino.
terça-feira, 16 de setembro de 2008
FUI AO RIO GRANDE DO SUL E.... FIQUEI IMPACTADO!
"Porque o que se compadece deles os guiará e os levará mansamente aos mananciais das águas". (Isais 49.10b)
Estivemos (eu, Alberto e Leonardo) em viagem missionária ao Rio Grande do Sul nestes últimos 06 dias. Foi um tempo de muito crescimento pessoal e ministerial onde vimos os desafios que o campo gaúcho reserva para aqueles que amam a causa missionária.
Tenho pensado já há algum que tempo que missões existe para a glória de Deus e o motivo principal do avanço da igreja é justamente esse: dar a todos a oportunidade de glorificarem a Deus com suas vidas!
O que vimos no Rio Grande do Sul foram cidades enormes, com estruturas formidáveis e com uma carência espiritual sem paralelos! Reparem comigo: Porto Alegre, a capital com 1500000 habitantes tem apenas 12 igrejas batistas (e a maior tem 300 membros!). Há possibilidades também na plantação de igrejas em cidades que possui acima de 300 mil habitantes como Caxias do Sul, Pelotas e Canoas.
Em todo o estado são 30 mil terreiros de macumbas, um materialismo cega grande parte da população engessada por tradições alegres e envolventes, mas que escondem uma barreira emocional em relação ao evangelho, dai o Rio Grande do Sul ter a menor taxa de crescimento evangélico do Brasil!
A despeito de ser o estado com maior qualidade de vida e renda per capita do Brasil, o Rio Grande do Sul também acaba colecionando um título nada honroso: é o campeão brasileiro de suicídios! Mata-se no Rio Grande do Sul por ano, seis vezes o número de vítimas daquele acidente de avião na rota Porto Alegre e São Paulo da TAM no ano passado!
Conversamos com pessoas especiais lá: pr. Marcelo Saldanha (um dos pastores da Igreja Batista Boas Novas em Novo Hamburgo), um jovem preparado academicamente e com um espírito gauchesco de amor ao seu estado, com requintes de piedade e bom senso de humor! Também estivemos em reunião com o Diretor Executivo da Convenção Batista do Rio Grande do Sul, irmão Egon Grimm, com sua visão arrojada de plantação de igrejas e um espírito despreendido com a obra missionária!
O nosso foco no Rio Grande do Sul era a nossa congregação em Taquara: uma importante cidade, com seus mais de 60 mil habitantes, com rota de acesso à outras cidades como Cachoerinha, Parobé, Santo Antônio da Patrulha, Três Coroas, dentre outras com baixissima presença evangélica.
Em Taquara, temos uma familia de obreiros sustentados por nossa igreja (e algumas igrejas amigas, como Primeira Igreja Batista em Nova Aurora, Belford Roxo e Igreja Batista em Campinas, Sumidouro) Gilberto, Cinara, Júlia e Débora. Vimos ali uma familia abnegada que buscará recursos próprios para que, nesse tempo tenham condições de se sustentarem condignamente a fim de que o nosso investimento ali seja investido numa mudança necessária da congregação para o centro da cidade!
A congregação na realidade não está localizada de modo estratégico, precisamos ir para o centro da cidade. E temos lá um salão que comporta cerca de 50 pessoas, com um estacionamento e área social com o custo de R$ 800,00! No centro, um apartamento para a nossa família de obreiros ficará em torno de R$ 350,00! Com isso, o Gilberto precisará de um emprego (orem por isso!) para dar à sua família o mínimo de dignidade nesse primeiro tempo de plantação de igreja.
Participamos lá de um chá de mulheres na congregação. Que emoção! E, como são fortes as mulheres gaúchas! Percebemos que o trabalho lá promete! Agora, precisamos de apoio!
Abraçamos e conversamos com o pr. Mauro Jacques, de Igrejinha, um ardoroso plantador de igrejas que tem feito, em conformidade com a sua visão, um trabalho especial no Rio Grande do Sul.
Agora, sei que chegou o tempo de darmos à nossa contribuição para desedentar boa parte daquela região. Junte-se a nós! Mande-me um email (amanciomarins@oi.com.br) e me pergunte o que você deve fazer para ajudar nessa obra missionária! Nós vimos jovens, adultos, criaças, jovens e adolescentes sorrirem em Taquara! Eles precisam conhecer o segredo da verdadeira alegria!
Que tal, investirmos no Rio Grande do Sul?
Estivemos (eu, Alberto e Leonardo) em viagem missionária ao Rio Grande do Sul nestes últimos 06 dias. Foi um tempo de muito crescimento pessoal e ministerial onde vimos os desafios que o campo gaúcho reserva para aqueles que amam a causa missionária.
Tenho pensado já há algum que tempo que missões existe para a glória de Deus e o motivo principal do avanço da igreja é justamente esse: dar a todos a oportunidade de glorificarem a Deus com suas vidas!
O que vimos no Rio Grande do Sul foram cidades enormes, com estruturas formidáveis e com uma carência espiritual sem paralelos! Reparem comigo: Porto Alegre, a capital com 1500000 habitantes tem apenas 12 igrejas batistas (e a maior tem 300 membros!). Há possibilidades também na plantação de igrejas em cidades que possui acima de 300 mil habitantes como Caxias do Sul, Pelotas e Canoas.
Em todo o estado são 30 mil terreiros de macumbas, um materialismo cega grande parte da população engessada por tradições alegres e envolventes, mas que escondem uma barreira emocional em relação ao evangelho, dai o Rio Grande do Sul ter a menor taxa de crescimento evangélico do Brasil!
A despeito de ser o estado com maior qualidade de vida e renda per capita do Brasil, o Rio Grande do Sul também acaba colecionando um título nada honroso: é o campeão brasileiro de suicídios! Mata-se no Rio Grande do Sul por ano, seis vezes o número de vítimas daquele acidente de avião na rota Porto Alegre e São Paulo da TAM no ano passado!
Conversamos com pessoas especiais lá: pr. Marcelo Saldanha (um dos pastores da Igreja Batista Boas Novas em Novo Hamburgo), um jovem preparado academicamente e com um espírito gauchesco de amor ao seu estado, com requintes de piedade e bom senso de humor! Também estivemos em reunião com o Diretor Executivo da Convenção Batista do Rio Grande do Sul, irmão Egon Grimm, com sua visão arrojada de plantação de igrejas e um espírito despreendido com a obra missionária!
O nosso foco no Rio Grande do Sul era a nossa congregação em Taquara: uma importante cidade, com seus mais de 60 mil habitantes, com rota de acesso à outras cidades como Cachoerinha, Parobé, Santo Antônio da Patrulha, Três Coroas, dentre outras com baixissima presença evangélica.
Em Taquara, temos uma familia de obreiros sustentados por nossa igreja (e algumas igrejas amigas, como Primeira Igreja Batista em Nova Aurora, Belford Roxo e Igreja Batista em Campinas, Sumidouro) Gilberto, Cinara, Júlia e Débora. Vimos ali uma familia abnegada que buscará recursos próprios para que, nesse tempo tenham condições de se sustentarem condignamente a fim de que o nosso investimento ali seja investido numa mudança necessária da congregação para o centro da cidade!
A congregação na realidade não está localizada de modo estratégico, precisamos ir para o centro da cidade. E temos lá um salão que comporta cerca de 50 pessoas, com um estacionamento e área social com o custo de R$ 800,00! No centro, um apartamento para a nossa família de obreiros ficará em torno de R$ 350,00! Com isso, o Gilberto precisará de um emprego (orem por isso!) para dar à sua família o mínimo de dignidade nesse primeiro tempo de plantação de igreja.
Participamos lá de um chá de mulheres na congregação. Que emoção! E, como são fortes as mulheres gaúchas! Percebemos que o trabalho lá promete! Agora, precisamos de apoio!
Abraçamos e conversamos com o pr. Mauro Jacques, de Igrejinha, um ardoroso plantador de igrejas que tem feito, em conformidade com a sua visão, um trabalho especial no Rio Grande do Sul.
Agora, sei que chegou o tempo de darmos à nossa contribuição para desedentar boa parte daquela região. Junte-se a nós! Mande-me um email (amanciomarins@oi.com.br) e me pergunte o que você deve fazer para ajudar nessa obra missionária! Nós vimos jovens, adultos, criaças, jovens e adolescentes sorrirem em Taquara! Eles precisam conhecer o segredo da verdadeira alegria!
Que tal, investirmos no Rio Grande do Sul?
terça-feira, 9 de setembro de 2008
SIMPLIFIQUE A SUA VIDA!
É sem dúvida alguma expressão de loucura o que vemos em nosso tempo na cabeça de líderes que usam o nome de Deus, mas menosprezam uma das mais importantes disciplinas espirituais: o descanso. Fico embasbacado ao perceber rotinas estressantes que caem sobre os ombros daqueles que deveriam cultivar a simplicidade de vida e exigências mais realistas a respeito de si mesmos.
Richard Foster em seu clássico “Celebração da Disciplina” dedica um capítulo sobre a simplicidade e a ela vou tecer algumas considerações. É fato de que precisamos nos despertar para o fato de que a nossa conformação com os valores de nossa sociedade doente está nos adoecendo.
Daí ele trabalha em três aspectos que nos fazem pensar do por que devemos aliar o nosso trabalho ao descanso, a fim de fugirmos da pressão do imediatismo.
(a) Precisamos considerar tudo que possuímos como dádiva de Deus.
Não é o nosso trabalho que nos faz ter o que temos, tudo que temos vem de Deus. Nossas mãos permaneceriam vazias se não fôssemos agraciados com um Deus que é glorificado quando nos satisfazemos nEle!
(b) Precisamos entender que é de Deus a responsabilidade de cuidar do que temos.
Nesse aspecto lembro-me do Salmo 127:1,2: “Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o Senhor não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela. Inútil vos será levantar de madrugada, repousar tarde, comer o pão de dores, pois ele supre aos seus amados enquanto dormem”.
Temos de ser precavidos, mas o fato é que, se na nossa precaução assumimos o pensamento que estamos protegidos por conta de nossa habilidade em antever o perigo, ficamos ansiosos e roubamos de Deus o direito de governo sobre nossas vidas. Temos de descansar porque temos um Deus que cuida daquilo que é nosso!
(c) Precisamos colocar o que temos à disposição do outro.
Temos de vencer o medo em relação ao futuro, acreditando que o que hoje temos é nos dado pelo “conta gotas” divino! É o maná diário! É seguir a máxima da oração ensinada por Jesus, “o pão nosso de cada dia nos dá hoje!” (Mateus 6.11)
Por fim, temos de receber no coração o que foi dito pelo filósofo dinamarquês Soren Kierkegaard: “Existe uma coisa que nem todas as astúcias de Satanás nem todas as ciladas da tentação conseguem pegar de surpresa, e essa coisa é a simplicidade”.
Somente um coração encharcado de simplicidade pode fazer frente às pressões que recebemos diariamente, e para a alma cansada do missionário deve haver um ponto de refrigério, tudo é de Deus, Ele cuida de tudo, e ainda, lhe abençoa para que através daquilo que você tem, outros venham a ser poderosamente tocados com Graça.
Richard Foster em seu clássico “Celebração da Disciplina” dedica um capítulo sobre a simplicidade e a ela vou tecer algumas considerações. É fato de que precisamos nos despertar para o fato de que a nossa conformação com os valores de nossa sociedade doente está nos adoecendo.
Daí ele trabalha em três aspectos que nos fazem pensar do por que devemos aliar o nosso trabalho ao descanso, a fim de fugirmos da pressão do imediatismo.
(a) Precisamos considerar tudo que possuímos como dádiva de Deus.
Não é o nosso trabalho que nos faz ter o que temos, tudo que temos vem de Deus. Nossas mãos permaneceriam vazias se não fôssemos agraciados com um Deus que é glorificado quando nos satisfazemos nEle!
(b) Precisamos entender que é de Deus a responsabilidade de cuidar do que temos.
Nesse aspecto lembro-me do Salmo 127:1,2: “Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o Senhor não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela. Inútil vos será levantar de madrugada, repousar tarde, comer o pão de dores, pois ele supre aos seus amados enquanto dormem”.
Temos de ser precavidos, mas o fato é que, se na nossa precaução assumimos o pensamento que estamos protegidos por conta de nossa habilidade em antever o perigo, ficamos ansiosos e roubamos de Deus o direito de governo sobre nossas vidas. Temos de descansar porque temos um Deus que cuida daquilo que é nosso!
(c) Precisamos colocar o que temos à disposição do outro.
Temos de vencer o medo em relação ao futuro, acreditando que o que hoje temos é nos dado pelo “conta gotas” divino! É o maná diário! É seguir a máxima da oração ensinada por Jesus, “o pão nosso de cada dia nos dá hoje!” (Mateus 6.11)
Por fim, temos de receber no coração o que foi dito pelo filósofo dinamarquês Soren Kierkegaard: “Existe uma coisa que nem todas as astúcias de Satanás nem todas as ciladas da tentação conseguem pegar de surpresa, e essa coisa é a simplicidade”.
Somente um coração encharcado de simplicidade pode fazer frente às pressões que recebemos diariamente, e para a alma cansada do missionário deve haver um ponto de refrigério, tudo é de Deus, Ele cuida de tudo, e ainda, lhe abençoa para que através daquilo que você tem, outros venham a ser poderosamente tocados com Graça.
sexta-feira, 5 de setembro de 2008
MISSÕES, DESAFIO DE NOSSO TEMPO!
Quando se pára a fim de pensar se é possível para a igreja alcançar as quatro áreas geográficas de Atos 1.8: “Jerusalém, Judéia, Samária e até os confins da terra”, deve-se permitir-se ser orientado nos três desafios missionários de nosso tempo. E eu percebo que “missões transculturais” tem a ver com o desafio da igreja de alcançar todos os povos da terra com a mensagem do evangelho.
Um conceito missiológico importante que retiro de uma palestra de Samuel Escobar é: “Evangelização é, então, a chamada a esses que estão fora para que entrem como filhos do Pai na abundância da vida eterna em Cristo pelo Espírito, e na alegria de uma comunidade amorosa, na comunhão da igreja”.
Deus tem os seus filhos eleitos que, no tempo aprazado se achegarão ao filho conduzidos pelo Espírito (João 6.37, Romanos 8.14) e consiste em necessidade por parte da igreja de uma abordagem que vença sim, os obstáculos culturais, lingüísticos, geográfico e de pensamentos diversos para consumação da obra do Senhor Jesus em nosso tempo.
(a) Temos de orar.
A oração é a chave para resolvermos o grande “problema missionário” que é justamente a distância que existe entre a igreja que envia, e pensa que por conta disso já tem a sua consciência aliviada e abandona o missionário no campo com suas crises humanas, desconsiderando por completo que o mesmo é gente, e vez por outra, enfraquecida pelos desafios do seu hercúleo trabalho!
Pela oração o crente da igreja local faz missões! Ele não apenas se embebeda de informações e pelos números eloqüentes do trabalho além das suas fronteiras, mas ele participa, “veste a camisa”, sua o suor do missionário!
(b) Temos de contribuir.
Não gosto muito das atuais pesquisas expedidas por entidades denominacionais, inclusive a minha, que fala em termos de 1 real por crente brasileiro para missões! Não considero que seja justo fazer tal maquiagem numérica, isso porque não contempla com reconhecimento daqueles que se sacrificam a ponto de passarem os meses de campanha missionária tendo de sobreviver com parcos recursos para dedicar 30%, 50% e até 90% dos seus ordenados, tudo pela causa missionária!
A matemática fria enfraquece o coração, porque não leva em conta o fato de que, se há crentes medíocres que não colaboram em nada para a obra missionária, também podemos verificar nas mais diversas denominações evangélicas de nosso pais homens e mulheres que se doam para missões transculturais com a alma cheia de contentamento e gozo espirituais!
(c) Temos de ir.
Edison Queiroz denuncia: “Hoje em dia verificamos uma falta de compromisso no meio do povo evangélico. O povo quer somente receber. Poucos estão dispostos a dar, servir e trabalhar para o reino de Deus”. Li essa semana um artigo muito interessante de Robinson Cavalcanti em que ele suspira de saudades pelo tempo em que ser evangélico em nosso pais não era status, e sim martírio. Há jovens em nossas igrejas dispostos a ir para os campos, mas não se inclinam para a obediência porque estão ainda contaminados pelo espírito do deus desse século, Mamom (divindade das riquezas materiais).
Sei que muitos dos nossos futuros missionários vão ficar em nossas cidades mesmo. É conveniente afirmarmos que esta certo a observação logo no inicio do texto sobre “missões transculturais” em nossa apostila. E, concordo que isso não é desperdício e sim propósito divino. Agora não me sossega o coração saber que, muitos não estão indo, porque falta na igreja uma visão de entrega e de priorização das coisas genuinamente espirituais. Ora, numa igreja em que um tijolo vale mais do que um missionário, está decretada a falência da visão espiritual desse rebanho, e no lugar de Cristo já está entronizado um falso deus, e o consumismo terá ganhado a batalha contra o cristianismo!
Um conceito missiológico importante que retiro de uma palestra de Samuel Escobar é: “Evangelização é, então, a chamada a esses que estão fora para que entrem como filhos do Pai na abundância da vida eterna em Cristo pelo Espírito, e na alegria de uma comunidade amorosa, na comunhão da igreja”.
Deus tem os seus filhos eleitos que, no tempo aprazado se achegarão ao filho conduzidos pelo Espírito (João 6.37, Romanos 8.14) e consiste em necessidade por parte da igreja de uma abordagem que vença sim, os obstáculos culturais, lingüísticos, geográfico e de pensamentos diversos para consumação da obra do Senhor Jesus em nosso tempo.
(a) Temos de orar.
A oração é a chave para resolvermos o grande “problema missionário” que é justamente a distância que existe entre a igreja que envia, e pensa que por conta disso já tem a sua consciência aliviada e abandona o missionário no campo com suas crises humanas, desconsiderando por completo que o mesmo é gente, e vez por outra, enfraquecida pelos desafios do seu hercúleo trabalho!
Pela oração o crente da igreja local faz missões! Ele não apenas se embebeda de informações e pelos números eloqüentes do trabalho além das suas fronteiras, mas ele participa, “veste a camisa”, sua o suor do missionário!
(b) Temos de contribuir.
Não gosto muito das atuais pesquisas expedidas por entidades denominacionais, inclusive a minha, que fala em termos de 1 real por crente brasileiro para missões! Não considero que seja justo fazer tal maquiagem numérica, isso porque não contempla com reconhecimento daqueles que se sacrificam a ponto de passarem os meses de campanha missionária tendo de sobreviver com parcos recursos para dedicar 30%, 50% e até 90% dos seus ordenados, tudo pela causa missionária!
A matemática fria enfraquece o coração, porque não leva em conta o fato de que, se há crentes medíocres que não colaboram em nada para a obra missionária, também podemos verificar nas mais diversas denominações evangélicas de nosso pais homens e mulheres que se doam para missões transculturais com a alma cheia de contentamento e gozo espirituais!
(c) Temos de ir.
Edison Queiroz denuncia: “Hoje em dia verificamos uma falta de compromisso no meio do povo evangélico. O povo quer somente receber. Poucos estão dispostos a dar, servir e trabalhar para o reino de Deus”. Li essa semana um artigo muito interessante de Robinson Cavalcanti em que ele suspira de saudades pelo tempo em que ser evangélico em nosso pais não era status, e sim martírio. Há jovens em nossas igrejas dispostos a ir para os campos, mas não se inclinam para a obediência porque estão ainda contaminados pelo espírito do deus desse século, Mamom (divindade das riquezas materiais).
Sei que muitos dos nossos futuros missionários vão ficar em nossas cidades mesmo. É conveniente afirmarmos que esta certo a observação logo no inicio do texto sobre “missões transculturais” em nossa apostila. E, concordo que isso não é desperdício e sim propósito divino. Agora não me sossega o coração saber que, muitos não estão indo, porque falta na igreja uma visão de entrega e de priorização das coisas genuinamente espirituais. Ora, numa igreja em que um tijolo vale mais do que um missionário, está decretada a falência da visão espiritual desse rebanho, e no lugar de Cristo já está entronizado um falso deus, e o consumismo terá ganhado a batalha contra o cristianismo!
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