terça-feira, 27 de outubro de 2009

A DES-GRAÇA DAS DROGAS!

Olha, estou impressionado! Já estou a par de dados, estatísticas, números funestamente macabros sobre o uso e o alcance de morte das drogas, mas a cada dia, consigo ficar surpreso com a dramaticidade do poder de fogo da dependência química.

A carta do pai do rapaz que matou a sua namorada no fim de semana passada revelou ao mundo um dado que a hipócrita sociedade que vivemos prefere fingir que não é tão relevante! A questão das chamadas "drogas lícitas". Um trecho dessa carta gostaria de salientar aqui:

"Meu filho começou na droga pelo álcool, no colégio, esta droga LEGAL com que a propaganda bombardeia nossas crianças e jovens todo dia, escancaradamente, e que produz milhares de mortes no trânsito, destrói lares, pessoas do bem e é, como se sabe, a primeira droga que os jovens experimentam. A maioria segue pela vida em maior ou menor grau se drogando com ela, o álcool, outros acabam provando das ilegais, sendo que uns fogem delas, outros se viciam numa espiral crescente e veloz. Em geral, passam pela maconha, vão na boca adquiri-la, e os comerciantes, felizes, lhes oferecem um variado cardápio, self-service: cocaína, crack, haxixe, êxtase, ácido..."...

É esta na hora do Brasil "mostrar a sua cara" e combater esse mal em sua raíz: no álcool, no tabaco, nesse discurso mórbido de liberação da maconha (preconizada inclusive por um dos ministros de Estado, e assustadoramente defendida por um ex-presidente ultimamente....). A droga lícita é a porta de entrada para outras drogas ilícitas, na realiddade essa distinção é desnecessária, não importa se aceita ou não na legislação brasileira, droga é droga!

Gente, é tudo assustador! 40% dos usuários de crack são da classe média http://g1.globo.com/Noticias/Rio/0,,MUL1355428-5606,00-ESPECIALISTA+DIZ+QUE+DE+VICIADOS+EM+CRACK+SAO+DE+CLASSE+MEDIA.html)! E ai? E as classes C e D de nossa hipócrita sociedade? Quem irá ajudá-los!

Recentemente uma mãe amarrou seus filhos em Porto Alegre, RS para evitá-los de ir à rua procurar drogas! A sociedade logo pensou em punir essa mãe! Quando é que vão tratar o foco da doença ao invés de tentar amenizar seus sintomas?

Eu confesso que estou cansado dessa hipocrisia! Precisamos fazer algo! Você que quer sair das drogas e mora em Angra ou arredores, ligue para um serviço de nossa igreja, denominado "Disque HAJA", (24) 98481777, o líder desse ministério lhe atenderá, fará uma visita e uma proposta de atendimento, encaminhamento e trabalho terapêutico com base nos 12 passos!

Eu não vou ficar calado! Nossa igreja também não! Venha nos ajudar! Dê o seu BASTA!

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

VONTADE DE DEUS... QUE DESAFIO, NÉ?

Estou por aqui pensando e "matutando" sobre o conceito correto e bíblico de "vontade de Deus". Fico inclinado a aceitar o fato de que a maioria das pessoas acaba tendo uma visão um tanto fatalista dessa "vontade", e como resultado muitos tem trazido desgostos para si mesmos por não entenderem que a vontade de Deus é "boa, agradável e perfeita", segundo Romanos 12.2.

Vivemos em um tempo onde as pessoas querem a tudo custo fazer valer seus pensamentos, suas opiniões e suas ideologias. Ninguém quer "ficar por baixo". A posição de líderes espirituais tem sido trocadas por gurus de auto-ajuda ou ainda apresentadores de televisão. Vale o que se vê, não o que se crê. Um tempo de superficialidades e vazios interiores. São muitos que tem aparência de vivos mas já estão mortos há algum tempo. Talvez estejamos no tempo onde há ovelhas de Sardes no meio da igreja: "tens nome de que vives, e estás morto!", Apocalípse 3.1.

A vontade de Deus representa em primeiro plano os preceitos de um Deus que em santo amor tem governado todas as coisas. A base de seu reino é a sua vontade estabelecida por seu Palavra desde a criação, e que se manterá intacta até à consumação dos séculos! A vontade de Deus é o seu arbítrio, seus valores, seus conceitos, suas ordenanças que têm como referencial supremo não o nosso contentamento superficial, mas a entrega de nosso querer a Ele! Trata-se de uma entrega sacrificial: o que somos para o que Deus é; o temos para recebermos o que Deus tem; nossa inconsistência pela soberana vontade de um Deus amoroso e justo!

A vontade de Deus também tem o seu viés decretivo, ou absoluto. Significa que como Deus não tem conselheiros (Isaías 45.9) tudo o que Ele ordena, impreterivelmente acontecerá! Agora, tenho aprendido que quando fazemos a oração "faça a tua vontade", estamos dizendo, em outras palavras, "eu me submeto ao teu projeto para mim!". Há bençãos em nossa vida que só nos serão compartilhadas por respostas de orações, e isso já estava na mente de Deus desde a eternidade. Deus predestina os resultados, mas também os meios de nossas ações! Tudo faz parte de um programa divino onde nós temos a nossa liberdade valorizada pela determinação de um Deus criativo e santo!

Não temos motivos para temer pela vontade de Deus. Ela é a melhor para nós. Concordo com alguém que disse: "No fim tudo ficará bem. E se as coisas não estão bem, é porque ainda não é o fim!".

Termino com um trecho da poesia, "torna-me um cativo, Senhor" de George Matheson, o "pregador cego", que deixou-nos como legado sermões, poesias, hinos e livros ditados e escritos por sua irmã mais velha:

"Minha vontade não é minha própria,
até que tornes Tua;
se ela subisse ao trono de um monarca,
ela teria de resignar a sua coroa.
Minha vontade só fica firme,
em meio à estrondosa luta,
quanto em Teu peito se apóia
e descobre sua vida em Ti."

sábado, 17 de outubro de 2009

O QUE É ESSE NEGÓCIO DE AUTORIDADE ESPIRITUAL?

Vou me dedicar nesta manhã no esforço de trabalhar em um apanhado dos princípios compartilhados por Watchaman Nee em seu precioso livro, "autoridade espiritual", lançado no Brasil pela Editora Vida.

Esse livro que é resultado de mensagens radiofônicas do mestre da Bíblia e um dos principais líderes do movimento cristão na China Comunista feita em 1948. Nee dedicou sua vida inteira em abençoar a igreja clandestina na China e faleceu em 1972 numa das prisões daquele complexo país.

Para Nee o exercício da autoridade espiritual é algo palpável na história da humanidade e trata-se de um tema facilmente verificável na própria relação de Deus com a natureza criada. Deus é a própria manifestação de sua autoridade, isto pois "a autoridade divina representa Deus, ao passo que o seu poder se expressa apenas pelos seus atos".

Isto posto começo então a fazer algumas reflexões que julgo serem relevantes. Nos desdobramentos naturais desse principio de "autoridade absoluta", posição que somente o nosso Deus ocupa, uma vez que Ele é um ser perfeitamente belo e justo, posso acompanhar na história que Deus nos comissiona a sermos seus "vice regentes" (usando uma expressão de Groningen), e isso é visto nas alianças iniciadas por Deus na mediação de homens que representavam aquilo que Nee chama de "autoridade delegada".

Nesse primeiríssimo aspecto de mediadores de alianças não temos hoje necessidade de identificarmos homens que venham a ser nossos intermediários em relação a planos e projetos de Deus a nosso respeito. Já temos a "lei e os profetas", como diria o Senhor Jesus na alegoria do rico e Lázaro, em Lucas 16. Embora, infelizmente existam em nosso meio homens que desejam obter poder e autoridade no domínio espiritual por suas próprias forças e méritos, sabemos que tais impostores megalomaníacos são loucos por visibilidade mas podem ser considerados "nada" diante de um Deus santo, que não admite dividir a sua glória com ninguém.

Ah! como precisamos de homens que tenham ao menos um vislumbre da santidade de Deus!

Invejo (e uso essa palavra com certa cautela, mas foi a melhor que meu veio agora) da experiência que Jonathan Edwards teve com a manifestação da trindade divina, vejo que ela resume muito bem o nosso desejo por um toque da magnitude divina:

“Uma vez, em 1.737, ao cavalgar nos bosques por causa da minha saúde, tendo desmontado de meu cavalo em lugar afastado, como geralmente faço, para andar e para contemplação divina e oração, tive uma visão, que para mim foi extraordinária, da glória do filho de Deus, como Mediador entre Deus e o homem, e da sua maravilhosa, grande, plena, pura e doce graça, e do seu amor e de sua condescendência mansa e gentil [...] isto durou, no que posso avaliar, por mais ou menos uma hora; e me deixou na maior parte do tempo em um mar de lágrimas, chorando em alta voz."

Por isso que eu creio que nessa trilha da experiência profunda com Deus encontramos algumas marcas de quem de fato recebe de Deus a incumbência de ser autoridade na casa de Deus, a saber, os que são chamados a serem líderes precisam ter:

(a) Humildade. Enquanto os ambiciosos procuram acercarem-se de responsabilidades para estarem sempre se movimentando em busca de algo por fazer, os líderes humildes expulsam a raiz venenosa do orgulho, compreendendo que a pior forma de orgulho que existe é o de expressão religiosa e pseudo-espiritual. O próprio Jesus submeteu-se em humildade ao imperativo do Pai sem perder sua essência como pessoa divina, mas humilhando-se até incorporar-se em forma de servo. (Filipenses 2)

(b) Conteúdo bíblico. Enquanto os personalistas no meio evangélico estão preocupados apenas em tirar proveito do povo (sobretudo em questões financeiras, com a solicitação de ofertas absurdas), os líderes de Deus empenham-se na exposição das verdades bíblicas. Vou citar mais uma vez o Jonathan Edwards nesse quesito: Ele afirmou certa vez: “Quando vou pregar, tenho dois objetivos em mente. Primeiro, cada ouvinte deve entregar o coração a Jesus. Segundo, independentemente das decisões dos outros, eu entregarei minha vida a ele.”

(c) Amor Pastoral. Há pessoas que reinvidicam "autoridade espiritual" apenas para controlar, manipular, e usam esse principio bíblico para dominar pelo medo! Mas, a verdade exposta por este tema é justamente o contrário: quem é autoridade, só pode manter-se nessa posição se cultivar um espirito de servo. Vou citar textualmente Nee: "Não nos esqueçamos de permanecer na posição de servo. Deus jamais confia sua autoridade aos que têm justiça própria e se apóiam apenas na própria competência."

Julgo ser oportuno tratar desse assunto nesse contexto que vivemos. Hoje à noite falarei com os líderes de ministérios de nossa igreja sobre este tema. Encorajo pastores e líderes a lerem o livro de Nee e não apenas passar esse conteúdo, mas deixá-lo entrar na veia dos nossos homens e mulheres (que exercem autoridade limitada, uma vez que elas devem estar sujeitas ao governo masculino, de acordo com I Timóteo 2.9-15).

Façam seus comentários.

sábado, 10 de outubro de 2009

MINHAS IMPRESSÕES DA CONFERÊNCIA FIEL 2009!

Passei a semana toda em comunhão com outros 1500 pastores e líderes do país todo na XXV Conferência Fiel em Águas de Lindóia, no estado de São Paulo, meditando sobre o tema: "Jusfificação pela fé: o coração do evangelho".

O padrão da programação seguiu o script da mais conceituada Editora Evangélica em nosso país, que vem divulgando sua forte e bem embasada literatura desde 1964 com maestria.

Os preletores foram Mark Dever (dos livros "Nove marcas de uma igreja saudável", "Deliberadamente igreja", "Refletindo a glória de Deus" e "O que uma igreja saudável"), D. A. Carson (dos livros "Os perigos da interpretação bíblica", "O comentário de João", e outros 45 livros)e outros oradores brasileiros: Adauto Lourenço, Sillas Campos, Gilson Santos e Leonardo Sahuim.

O assunto foi amplamamente exposto nas cartas de Romanos, Gálatas, Tiago e em outras exposições em porções dos Evangelhos e no livro do profeta Samuel (em uma brilhante comparação com a questão mal resolvida entre Davi e Absalão). Destaco também duas palavras sobre criacionismo e também um aula do Dr. Carson sobre a "nova perspectiva de Paulo" em grande discussão no contexto americano no momento.

Particularmente tenho de fazer a minha "vista de um ponto". O Dr. Mark Dever apresentou exposições simples sobre o tema proposto e mostrou o seu método de expor livros inteiros da Bíblia como Habucuque, porções de Isaias e porções de Tiago. Em todas as suas falas ele sustentava o fato de que a justificação é a declação de um Deus santo e satisfeito plenamente pelo sacrificio de Jesus por nós.

O Dr. Carson foi o grande nome da Conferência! Profundo e apenas em sua palestra ele ao meu ver "errou na mão" ao tratar de um assunto que interessava apenas à menos de 10% de sua audiência! Perdeu de continuar suas exposições pormenirizadas, bem ilustradas e com aplicações pastorais para todos nós! Ele terminou sua contribuição citando John Newton falando sobre a graça de Deus:

"Eu não sou o que devo ser. Eu não sou o que quero ser. Eu não sou o que eu deveria ser. Mas eu não sou o que fui. É pela graça de Deus que eu sou o que sou!".

Ponto alto da conferência!

Agora, devo registrar a palavra abençoadora de Sillas Campos e Gilson Santos! Eles me mantiveram entusiastas pela pregação de brasileiros identificados com os valores da Reforma! Tenho tido para alguns amigos que quando ouvimos e vemos calvinistas de semblantes tão fechados e tão pouco inclinados ao sorriso... logo penso: "essa não é a imagem da saudável e alegre herança reformada!".

Que venha a próxima Conferência... e nós aqui em casa estaremos lá. Querendo Deus!

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

ONDE ESTÃO OS HOMENS?

Mais uma denúncia, desta vez extraido do livro de Patrick Mears, "conflitos secretos dos homens", Editora Vida:

"Na obra "Fatherless America (América sem pais", o sociólogo David Blankenhorn demonstra que a "síndrome do pai ausente" está ficando cada vez pior. "Nesta noite, cerca de 40% das crianças norte-americanas irão para a cama em lares nos quais o pai não vive. Antes de chegarem aos 8 anos de idade, mais da metade das crianças de nosso país provavelmente passarão uma parte significativa de sua infância vivendo longe de seu pai. Nunca antes neste país houve tantas crianças (...) crescendo sem saber o que significa ter um pai".

Essa declaração é chocante! Os homens estão aos poucos perdendo sua relevância na constituição emocional de crianças que, crescem feito bichos, apenas por instinto de sobrevivência e sem o calor característico da afabilidade paterna! Como resultado direto disso temos crianças ensimesmadas, doentes afetivamente, homens e mulheres que crescem como "conjugês substitutos" de mulheres infelizes com seus maridos entregues aos vicios e ao adultério.

O quadro é desolador! E, como igreja nos encontramos em um beco com apenas uma saida: o investimento sério de nossas lideranças com a questão familiar! Não basta termos na programação anual um mês para a família. Não basta realizarmos um ou dois "encontros de casais com Cristo" durante o ano. Não basta ver os nossos pastores assumindo papel de bombeiros matrimoniais. Não basta termos eventos e mais eventos que nada mais são do que e-ventos (algo passageiro e fugaz como o vento que balança as copas das árvores). Temos de tomar uma atitude. Eu sugiro uma que segue em três níveis de atuação.

(1) Está na hora de atacarmos o problema pela raiz: falta profundidade espiritual em nossos crentes. Tenho para mim que temos de desenvolver um bom programa de discipulado onde a familia como um todo é tratada com firme e sólida formação em termos de princípios, valores, experiências e aplicações espirituais, tendo a Bíblia (e não os postulados psicológicos) como base de sustento!

(2) Percebo também que sobretudo, entre nós os pastores, tem de haver um investimento nos relacionamentos conjugais dos líderes da igreja: há muita meninice em nosso meio. Assisto assustado o fato de algumas igrejas estarem mantendo em sua liderança espiritual pastores divorciados, vindos de um (ou mais) caso(s) extraconjugal(is) e isso sempre com a atenuante pecaminosa: "nosso pastor também é homem!". Ora, é homem, sim! Mas, é homem de Deus e tem caracteristicas distintivas para estar à frente do rebanho de Deus (I Timóteo 3).

(3) Temos de re-ver e assumir o compromisso pelos ideais bíblicos de liderança masculina e submissão feminina na construção de nosssas familias. Daí a minha suspeita por conta do crescimento da chamada "posição feminina" em nossos contextos eclesiásticos. Sou contra a ordenação de mulheres ao ministério pastoral de acordo com o exposto por Paulo em I Timóteo 2.12: "Pois não permito que a mulher ensine, nem tenha domínio sobre o homem, mas que esteja em silêncio".

Explico: a mulher só pode ensinar na igreja estando debaixo da autoridade masculina na igreja, a saber o pastor. Ela não pode com base no princípio da criação (ela foi criado após o homem) exercer autoridade sobre o homem! Alguns entusiastas da ordenação feminina dizem: "mas elas são juizas... são prefeitas... são governadoras.. e podem ser presidente..."... Sim, concordo e retruco com o argumento usado pelo Senhor Jesus quando foi indagado acerca do principio de autoridade do mundo em contraposição aos valores da autoridade espiritual: "mas entre vós não será assim; antes, qualquer que entre vós quiser tornar-se grande, será o que vos sirva"...

Temo e protesto de que, com o crescimento da liderança feminina a partir do mundo, isso já esteja chegando com "força total" na igreja, e, como resultado teremos lares com governo feminino, servindo a Deus em igrejas com governo feminino, sujeitos a uma governante política feminina. Tudo em desacordo com o pressuposto bíblico. Ora, Deus criou a Adão como representante (co-regente) seu da criação!

Que caos! Eu termino perguntando: "Onde estão os homens?".

terça-feira, 22 de setembro de 2009

JESUS ESTÁ VIVO! VOCÊ SABIA?

"Por que buscais entre os mortos aquele que vive?" (Lucas 24.5)

Hoje parei para meditar nesse verso e me ocorreu que são muitos os que vêm buscando a Jesus em meio às páginas amareladas da História! São tradicionais em sua fé e hipocritamente religiosos no contato experiencial com aquele que quer ser buscado entre os vivos, e não entre os mortos!

Buscar Jesus entre os mortos é o mesmo que crer que pelo fato puro e simples de ter tido contato com doutrinas e fatos acerca de Jesus já se pode julgar no direito de impor aos outros suas posições e definições pessoais com um ar de "todo poderoso".

Tenho tido minhas críticas já há algum tempo à determinados autores e pensadores que vem usando a grande rede para disseminar suas doutrinas camalêonicas que seduzem pensadores que não costumam levar a sério o que está nas entrelinhas. Fico encucado e algumas vezes irritado com isso!

Tratam-se de autores que abominam a piedade cristã, criticam o casamento, descreêm na ressurreição literal do Senhor Jesus, são acostumados a viver em meio às futricas denominacionais, mas que recebem um espaço nada vigilante de listas de discussão, blogs e citações de pregadores néfitos ou no mínimo, mal informados.

É hora de darmos um basta nisso tudo! Chega de tanta ingenuidade! Temos de recorrer aos principios básicos da fé cristã! Abandonar os "achismos" e levar mais a sério o principio da "Sola Scriptura"! Me parece que os adeptos do modernismo, da ordenação pastoral feminina, dos liberais travestidos de conservadores de terno e gravata precisam tirar Jesus da poeira da história e passarem a ter a humildade de o buscarem entre os vivos, os que são cheios do Espírito Santo de Deus!

Vamos acertar nosssas pendências com Deus pelo fato de que, de uma maneira leviana e preconceituosa temos cuidado de fazer contextualizações desmedidas com a sua Palavra e com isso, nos esquecemos de que "Toda a carne é como a erva, e toda a sua glória como a flor da erva. Secou-se a erva, e caiu a sua flor; mas a palavra do Senhor permanece para sempre. E esta é a palavra que vos foi evangelizada". (I Pedro 1.25)

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

A HORA É DE CONSTRUIR E AVANÇAR!

“Pois qual de vós, querendo construir uma torre, não se senta primeiro para calcular as despesas, para ver se tem como acabá-la? Para não acontecer que, depois de haver posto os alicerces, e não a podendo acabar, todos os que a virem comecem a zombar dele, dizendo: Este homem começou uma construção e não conseguiu terminá-la.” (Lucas 14.28-30)

Odorico Paraguassu, personagem folclórico da série “Bem amado” de Dias Gomes costumava dizer: “sou um homem de iniciativas e de acabativas!”. Tenho para mim que este é o momento que estamos vivendo em nossa igreja: de terminar o que já começamos.

Nossa igreja vem sinalizando nessa direção! Temos por exemplo: avançar em nossa construção em todas as fases até chegar à colocação do forro, precisamos de uma nova diretoria, conselho fiscal e conselho diaconal que sejam ousados e determinados para cumprir o mandato do Senhor para a NOSSA geração, e sobretudo, penso que precisamos concluir tudo aqui que nossa geração passada começou!

No domingo passado escrevi sobre os 138 anos completados dos batistas no Brasil e agora retorno a esse tema para dizer: no que avançamos em relação aos nossos pioneiros? Não vejo que tenhamos ido muito longe. Crescemos numericamente (o que é previsível, pelo próprio crescimento da população brasileira), nos estruturamos (o que consiste vez por outra, em limitações para o nosso crescimento) e envelhecemos (o que é natural). Mas eu pergunto: no que o Brasil melhorou pela presença dos Batistas em seu solo? Temos feito diferença?

Quero lhes trazer uma reflexão de Charles Swindoll sobre a compaixão que li essa semana e espero que ela nos leve a pensar sobre nossa postura como igreja neste tempo denominado hoje: "Eu estava com fome e você criou uma organização para discutir o problema de minha fome. Eu estava encarcerado e você saiu mansamente para a sua capela, para orar por minha libertação. Eu estava despido e você, debateu em sua mente a moralidade de minha aparência. Eu estava enfermo e você se ajoelhou agradecendo a Deus por sua saúde. Eu estava sem casa para morar e você pregou para mim sobre o abrigo espiritual do amor de Deus. Eu estava só e você me deixou sozinho, indo orar por mim. Você parece tão santo; tão perto de Deus. Mas eu estou ainda muito faminto, só e com frio. Para onde foram as suas orações? O que elas fizeram? Qual o valor de um caderno repleto de motivos de oração quando o resto do mundo clama por ajuda?”

É para pensar!

Um abração.