quinta-feira, 10 de março de 2011

"SALVO, SEGURO E TRANSFORMADO"

“Nossas igrejas estão cheias de pessoas que não evidenciam conversão, porém, elas creem sinceramente que são salvas”. (Jim Elliff)

Dr. Gregory Frizzell já é um autor conhecido dos membros e congregados de nossa igreja. Ele é um pastor batista americano que tem dedicado a sua vida na publicação de livros que tem valores subsidiados para atender a igrejas brasileiras, africanas, asiáticas e de outros continentes. Os seus títulos traduzidos para o português são: “retorno a santidade”, “como desenvolver uma vida poderosa de oração”, “liberando o fluir do avivamento” e agora, “salvo, seguro e transformado”. E há dezenas de outros livros dele para serem traduzidos a fim de abençoar a igreja brasileira.

“Salvo, seguro e transformado” é o livro que vamos estudar neste ano em nossos estudos na Escola Bíblica Dominical. E ele tem como tema principal demonstrar biblicamente quais são as evidências de alguém genuinamente salvo. Temos observado já há muito tempo que são muitos os frequentadores de nossos cultos que, apesar de já terem tomado uma decisão por Jesus, não vivem de acordo com os princípios da Palavra de Deus, em outras palavras, são convencidos mas não convertidos.

Frizelll anima o nosso coração ao declarar: “Você realmente pode experimentar a plenitude do Espírito e glorificar a Deus com sua vida. Mesmo na dor e nas provações que todos enfrentaremos na vida, há uma paz que não pode ser destruída”.

E é em busca dessa paz interior que vamos destrinchar o intrigado tema da certeza da salvação. Não se pode aceitar definitivamente crentes inseguros de sua própria salvação, e não salvos confiantes em si mesmos. Temos de acertar essas definições e provocar neste ano de estudos “crises espirituais” que anteciparão ajustes importantes que todos nós precisamos fazer para estarmos no centro da vontade de Deus para nossas vidas.

Eu lhe encorajo a adquirir e a ler esse livro. Nossa igreja estará a partir de domingo agora, dia 13/03 estudando-o com afinco e tenho para mim que um tempo de despertamento espiritual sem precedentes estará acontecendo, pois estamos nos sintonizando com o diapasão divino a fim de estabelecermos para nós mesmos qual seja a direção do mover do Senhor em nosso meio. 

Nos dias de Retiro de Carnaval pude expor com precisão o significado de sermos filhos adotados pelo Senhor, e terminei minha série de mensagens com a seguinte declaração: não deixe Satanás lhe acusar! Caso ele lembre a você de seu passado, lembre-o do futuro dele, pois ele será esmagado pelos pés do Senhor Jesus, aquele que vive e reina para todo sempre! 

Você que mora em Angra, venha estudar a Bíblia com a gente! Você que é de longe, poderá adquirir o seu livro mandando um email à nossa livraria: secretaria@ibacen.com.br e ainda você acompanhará nossos estudos bíblicos via site da igreja: www.ibacen.com.br

Será uma benção!

sexta-feira, 4 de março de 2011

REVOLUÇÃO SILENCIOSA: ESSE É O MOMENTO!

"Há unções repetidas e há tempos quando Deus afasta a Si mesmo e te faz sentir como se você estivesse caindo nas profundezas do inferno. Ele te deixará sozinho para ver se você irá lutar pela sua unção ou se continuará na sua própria eloqüência e habilidade." (Leonard Ravenhil)


Hoje mais do nunca eu creio que o Senhor estará derramando sobre nós uma revolução silenciosa... em um tempo de grande despertamento espiritual quando seremos surpreendidos com oportunidades preciosas de serviço expansivo na Obra do Senhor em nosso país. O Senhor está à procura de homens e mulheres disponíveis e ocupados para um chamado desconcertante para um tempo de grandes possibilidades que estavam vivendo como igreja evangélica brasileira. Na realidade eu percebo alguns princípios que não podemos nos esquecer, se queremos fazer parte dessa "revolução silenciosa". E, antes uma explicação do termo "silenciosa" junto com a palavra "revolução". Eu creio que algo silenciosamente parece estar acontecendo, quando homens e mulheres simples, sem projeção denominacional ou até mesmo status de "midiático" estão em nossas igrejas colocando-se diante do Senhor para a realização de grandes coisas, em termos de avanço missionário e presença do Reino de Deus nas estruturas de nossa sociedade, a partir da mudança do coração de pecadores.


(1) Precisamos de homens e mulheres genuinamente e não apenas posicionalmente, santos.


Digo isto pois, já temos em posição a nossa santidade assegurada pela graça do nosso Senhor, agora é preciso darmos um passo além para exteriozarmos essa postura em atos concretos de testemunho junto à nossa sociedade que anda carente de referenciais de generosidade e vida com o Senhor. Lembro-me do que li de J. C. Ryle em seu clássico, "Santidade", publicado no Brasil pela "Editora Fiel": “Aquele que pretende ser santo, ao mesmo tempo em que despreza os dez mandamentos e pensa que é de menos mentir, ser hipócrita, enganar o próximo, ter explosões de mau humor, caluniar, embriagar-se e desobedecer ao sétimo mandamento está vivendo sob uma temível ilusão. Ele verá que será muito difícil provar que é “santo” naquele dia.”


Não basta carregar uma Bíblia, honrar um Hinário denominacional , ser membro de uma igreja verdadeiramente evangélica, ser fiel nos compromissos de um crente comum e ao mesmo tempo manter uma vida dúbia, sonegando imposto de renda, mentindo para se "dar bem" em determinadas situações, odiando o seu irmão que é diferente de você, desrespeitando seu cônjuge ou ainda no aplauso incontido diante da injustiça dos ricos em relação aos pobres. Santidade é ter o posicionamento do Senhor em todas as questões da vida, sobretudo aquelas em que o Senhor exige de nós uma postura aguerrida e comprometida.


(2) Precisamos de homens e mulheres que sejam íntimos do Senhor.


No texto de I Samuel 16.1-13 encontramos a convocação de Davi para uma obra que ele veria concluída apenas dezenas de anos após esse episódio. Ele teve de esperar pelo tempo do Senhor para a concretização de algo que o próprio Deus havia semeado em seu coração: ele seria rei de Israel. Davi sim, viveu aquela tensão que alguns teólogos gostam de chamar de crise entre o "já e o ainda não". Mas, o que fortalecia a Davi era a convicção de que ele havia sido escolhido pelo Senhor e não era pelos seus próprios méritos, visto que ele era o "menor" de sua casa, mas sim porque ele se agradava em se aproximar de modo calorosamente pessoal com o Senhor.


Li certa vez que Deus escolheu Davi porque, na parte mais profunda de seu ser, ele meditava, ansiava e decidia por Deus. Resumindo, ele era um homem segundo o coração de Deus. Deus escolheu Davi por causa do que havia em seu coração: seus pensamentos, seus sentimentos, suas decisões. Deus não mudou. A Bíblia diz: "Pois os olhos do Senhor passam por toda a terra, para mostrar-se forte para com aqueles cujo coração é perfeito para com ele" (II Cr. 16:9).


03. Precisamos de homens e mulheres que sejam matriculados na "escola do quebrantamento".


No excelente livro "o perfil de três reis", Gene Edwards é muito feliz ao comentar que na santa e divina escola de submissão e quebrantamento, por que são tão poucos os alunos? É porque todos os que se encontram nessa escola têm de sofrer muita dor. (...) Davi foi aluno nesta escola, e Saul foi o instrumento escolhido por Deus para esmigalhar Davi. Á medida que a loucura do rei aumentava, crescia o conhecimento de Davi. Ele compreendia que o Deus o tinha colocado no palácio sob legítima autoridade.


Gosto de pensar nessa escola com as seguintes disciplinas: Renúncia Explicita; Teologia do Sofrimento; Perdas e Ganhos;  Desmerecimento Glorioso; Quebra do Orgulho; Perdendo dinheiro, Ganhando Esperança; Ministério Glamoroso X Ministério Horroroso; Eclesiologia da Simplicidade; Administração de Egos, dentre outras. Eu poderia citar palestras livres que também são dadas nessa escola (que eu já estou matriculado): "como perder aliados não-comprometidos", "lidando bem depois de uma traição", "aumentando o estopim na igreja", enfim... 

Paro de imaginar esse currículo e série de palestras e, voltando o meu olhar para a cruz, onde me regozijo, peço graça ao Senhor para persistir no cumprimento desse chamado pastoral e orando ao Senhor assim: "Manda gente santa, Senhor, para se aliar a todos aqueles que genuinamente desejam participar da obra que o Senhor já está operando em nosso meio. Não permita que, com o crescimento da apostasia no meio da igreja brasileira os ímpios ocupem posições de visibilidade a ponto de vermos manchado o nome da sua igreja sacrossanta. Mantenha-nos como o arminho, aquele animalzinho que prefere morrer do que ver o seu pelo salpicado de lama. Faz-nos santos, urgentemente santos. Hoje e sempre. Amém!" 

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

PROJETO HAITI EM 2011: VOCÊ PODE PARTICIPAR!

A viagem está planejada para acontecer entre os dias 16 e 30 de agosto. Esse projeto custará para cada voluntário um investimento de R$ 2000,00 (incluindo passagens e estadia).  As bases de trabalho de nosso projeto comunitário são as seguintes:

(*) IREMOS oferecer um socorro a uma comunidade no Haiti com atendimento na área de saúde; para isso pretendemos levar Dr. Marcos Ritti que nos cederá o seu tempo e investimento pessoal para prestar atendimentos em um “ambulatório de campanha” que montaremos nas cercanias da igreja. Levaremos também enfermeiros formados e técnicos em Enfermagem.

(*) TRABALHAREMOS na construção de um templo evangélico no Haiti; (com valor aproximado de oito mil reais). Iremos recolher o valor de custo desse projeto a igrejas e parceiros e iremos com força de mão de obra especializada para o erguimento desse prédio (de madeira) em um dos acampamentos da capital, Porto Príncipe.

(*) VISITAREMOS às igrejas e orfanatos para montarmos uma rede de apoio financeiro a alguns obreiros e crianças no Haiti. Além disso, faremos um trabalho de Recreação com as crianças de uma comunidade haitiana com histórias bíblicas (em francês).

(*) PRETENDEMOS elaborar um projeto de fomentação do artesanato local visando a importação de peças aqui para o Brasil, onde promoveremos nas igrejas e demais comunidades, feiras haitianas para levantarmos recursos de ajuda ao grupo de artesãos de uma das nossas igrejas daquele país.

Nossa viagem será amparada em sua logística pela missão M.A.I.S. (www.maisnomundo.org) que possui igrejas-bases para recepção de equipes, bem como ajuda na infraestrutura necessária para as operações de ajuda.

Vamos mobilizar nossas igrejas para o envio de equipamentos e demais doações para a igreja haitiana e todas as doações conseguidas serão administradas por um Conselho Gestor escolhido pela nossa igreja que vem a ser a líder do projeto.

Ficamos à disposição para demais esclarecimentos pelo email: ezequias@ibacen.com.br.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

FRACO FORTE! FORTE FRACO!

"Se você se julga fraco, limitado ou comum, você é o melhor material através do qual Deus pode operar".

Todas as vezes que encontramos o Senhor Deus convocando alguém para uma obra extraordinária, ele se utiliza  de pessoas comuns, triviais, corriqueiramente reconhecidas pela quietude e simplicidade de vida. Foi assim com Moisés! Embora ele tenha sido educado na mais alta corte de seu tempo, na Universidade do Egito, onde, de acordo com o autor aos Hebreus, ele era chamado de "filho da filha de Faraó". (Hebreus 11.24)

Moisés é tipo de um líder que, embora devidamente preparado em sua ideologia ainda patina no quesito "quebrantamento". Esse entendimento eu devo em parte aquilo que tenho aprendido com Watchaman Nee em seus livros, sobretudo o que estamos estudando com a igreja, "Autoridade Espiritual". Transcrevo aqui suas palavras:

"A autoridade vem de Deus, não de nós mesmos. Somos apenas mordomos de sua autoridade. Essa percepção capacita-nos a receber autoridade delegada. Sempre que tentamos exercer a autoridade como se fosse nada, somos imediatamente despojados dela."

Dai então eu aplico o principio "fraco forte e forte fraco", e esmiúço da seguinte forma: quando o homem que está em evidência de liderança pensa de si mesmo mais alto do que convém, esquecendo-se de que ele é servo e não dono das pessoas ele perde automaticamente a sua autoridade espiritual. Ele pode continuar na chefia, no pastoreio, no comando... mas já perdeu a benção de estar trabalhando onde Deus está agindo! Ele passa a ser um pária em sua vida espiritual, um errante, como Caim!

Cabe ao lider pastoral ou não estar muito ciente desse importante ponto, e re-afirmar constantemente sua dependência em relação ao Senhor, custe o que custar! Mesmo que essa tomada de posição o leve a passar por crises fortíssimas de fé, onde ele certamente só encontrará abrigo no colo caloroso do nosso Senhor! Em suma: quem precisa impor sua autoridade é porque já a perdeu! Liderança bíblica é oportunidade para servir mais e não para massacrar pessoas!

Essa é uma das razões que eu odeio o movimento "G12" e suas corruptelas neo-pentecostais! Pois, no bojo dessas invencionices eclesiásticas está o desejo de mandar, de ser "cobertura espiritual", de manter as ovelhas no cabresto (como gado!). Em minha pobre (já foi mais rica! de valores, eu digo!) denominação eu convivo com pastores que, para manter suas ovelhas agaiolhadas, despejam mantras e maldições àqueles que ousarem ouvir um pastor tido como "tradicional". Já vivemos como Batistas sob o regime do horror ao conservador e bíblico! Parodiando o hino do Santos Futebol Clube: "agora quem dá bola são os neo-pentecas!".

Uma lástima!

domingo, 13 de fevereiro de 2011

SEM CRUZ, NÃO HÁ MINISTÉRIO!

“Uma cruz santificada é melhor do que um conforto não santificado. A perda na misericórdia é melhor do que o deleite na ira. ’ (Samuel Bolton).

O ministério pastoral precisa ser encarado na dimensão do sofrimento. Afinal de contas, bebemos o cálice do Senhor e fomos batizados com o mesmo batismo que ele o foi, segundo texto de Marcos 10. Na realidade, sofremos por cumprimento expresso da vontade de Deus em nossas vidas, uma vez que não consigo mensurar um ministério que não tenha uma reserva de renúncia e sofrimento.

É inadmissível encararmos o conceito de um ministério (não apenas pastoral, mas toda e qualquer expressão de serviço no Reino de Deus) que não esteja antenado com aquilo que eu chamo de “escravidão sob as consciências alheias”. No texto clássico sobre esse assunto, o apóstolo Paulo escrevendo à complicada igreja de Corinto fez questão de informar-lhes que o ministério que ele desenvolveu entre eles foi como de alguém que está imbuído de uma “mordomia” (do grego oikonomos).

I Coríntios 9:16-17
16 - Porque, se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois me é imposta essa obrigação; e ai de mim, se não anunciar o evangelho!
17 - E por isso, se o faço de boa mente, terei prêmio; mas, se de má vontade, apenas uma dispensação me é confiada.

Cabe aqui uma citação a guisa de comentário desses versos do reformador João Calvino: “O homem, uma vez chamado, deve pôr indelevelmente em sua cabeça que ele não é mais livre para retroceder, quando bem lhe convir, se porventura as frustrações arrebentarem seu coração, ou as tribulações o esmagarem; porquanto ele está dedicado ao Senhor e à Igreja, e se acha firmemente amarrado por um laço sagrado, o qual lhe seria pecaminoso desamarrar.”.

O ministério precisa dos melhores homens, já disse Spurgeon aos seus alunos, e esse é um fato incontestável! Não dá para conviver no ministério com gente fraca, ensimesmada e refém das novidades mercadológicas, sobretudo em contextos de “movimentos de crescimento de igrejas” onde a regra é fazer de tudo para agradar aos homens, e não a Deus. Para estes, o apóstolo Paulo mais uma vez deve ser citado:

Gálatas 1:10
10 - Porque, persuado eu agora a homens ou a Deus? ou procuro agradar a homens? Se estivesse ainda agradando aos homens, não seria servo de Cristo.

Eu sonho com o tempo em que nossas denominações serão livres de obreiros interessados apenas em si mesmos, que ainda não passaram pelo teste do tempo maduro, e que, pelo contrário estão sempre em busca da supremacia do poder pela “meritocracia” e não pelos favores oriundos da Graça de Deus. Quem não passou ainda pela morte do seu eu na cruz não pode transitar pelos limites altos do sobrenatural, fica “patinando” aqui em baixo com um ministério puramente firmado em suas opiniões pessoais.

Em outras palavras, a minha tese a ser exposta é que, se o ministério pastoral ou eclesiástico no sentido mais abrangente da palavra não reunir homens e mulheres que não queiram “viver de brisa”, mas sim que se submetem a passar pela moenda do sofrimento, sem ignorar a verdade de que, mais cedo ou mais terá de encarar muitas “noites sombrias da alma”, onde na maioria das vezes estarão sozinhos, mas nunca desamparados, pois o Senhor não abandona os seus soldados feridos, e como diz uma música, ele não os deixa morrer!

PS. Esse artigo é uma homenagem aos verdadeiros pastores que eu conheci, sendo que os que mais me encantaram com o testemunho aguerrido foram os haitianos. O Haiti, embora seja o país mais miserável das Américas é o lugar onde eu vi o meu ministério pastoral sendo submetido a uma dura prova. Pois vi homens ali que não possuem formação alguma, não brigam por querelas teológicas, mas adotam dezenas de crianças abandonadas, e alguns mantém seus cultos em campos abertos, onde a palavra de Deus é pregada sem triunfalismos próprios da miserável “teologia da prosperidade”, mas sim pela emergência da cruz. Eu ouvi alguns dos pastores lá conversando, e a despeito do abismo linguístico eu percebi em seus semblantes, os mesmos semblantes de Daniel, Hananias, Mizael e Azarias, que tiveram seus “rostos melhores” por conta da decisão que colocaram no coração de não se contaminar com as iguarias reais. Tenho para mim, com tristeza que muitos dos pastores brasileiros já se venderam ao sistema, a ponto de o desejo de estarem diante dos Nabocodonozores de nosso tempo é maior do que está diante do Rei dos Reis, aquele que morreu para viver e perdeu para ganhar! Abaixo a sofisticação pastoral e que, o Senhor tenha misericórdia dos pastores convertidos em nosso país para que mantenham a “pureza e a simplicidade” que se encontra no Senhor Jesus.

Tenho dito e choro quando digo o digo.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

A SOLIDÃO DO LÍDER E O DESAFIO DE SER PASTOR!

"A solidão é a marca da autoridade". (Watcman Nee)

Tenho pensado nos homens de Deus que marcaram a minha vida, pessoas especiais que foram sustentadas pelo Senhor em tudo, alguns com salários paupérrimos, recursos pequeníssimos, mas que não deixaram de ser fiéis no envolvimento com as pessoas e com a proclamação fiel das Sagradas Escrituras. Vejo rostos, lembro de nomes e fico emocionado ao relembrar de que alguns partiram para a glória, e como Abel, falam mesmo depois de mortos!

Mas, o que a ver um pastor? Além de um homem solitário, vez por outra incompreendido, esquecido e questionado constantemente por críticos duros e insensíveis que desejam fazer dele, algumas vezes, capachos de seus desejos imperialistas. Na realidade, o obreiro quando está no exercício de seu ministério precisa estar consciente de suas funções, já divinamente reveladas na Bíblia, sobretudo no uso do termo "pastor" para se referir aos líderes dentre o povo de Deus. Por que, justamente "pastor"? Segue algumas dicas do pr. Irland Pereira de Azevedo para aplicarmos o trabalho pastoral (com as ovelhas de verdade) ao ministério pastoral (de ovelhas espiritualmente constituídas):


* Nos tempos bíblicos, ele era antes de tudo um vigia. Ele divisava o horizonte, antecipava tempestades ou enchentes, conforme a época do ano, ou a aproximação de inimigos.

* É também o guardador do rebanho. A missão do pastor oriental não era apenas supervisionar as ovelhas, mas também protegê-las. Ele as defendia, pois sabemos que entre a espécie animal as ovelhas figuram entre as mais indefesas.

* O pastor é um guia. As ovelhas não podem caminhar sozinhas, pois lhes falta sentido de direção. Elas precisam de um condutor, um líder, alguém que vá à frente.

* O pastor em Israel era também um médico para suas ovelhas. Estava sempre atento ao bem-estar físico de suas ovelhas: as que eram vítimas de algum distúrbio feriam os pés, quebravam a perna, manquejavam, perdiam o apetite, sentiam falta de ar, caiam e ficavam de pernas para o ar, ou eram velhas ou pequeninas demais para caminhar.

* O pastor é um “salvador” ou restaurador. Ele “salva”, ele “restaura” a ovelha que se perdeu. O salvamento é um trabalho crítico e difícil para o pastor.


É bom acrescentar que cabe ao pastor não privilegiar ovelhas as ovelhas mais dóceis, mas tratar a todos igualmente, uma vez que ele sempre presta contas de todas elas ao seu Senhor! Hoje percebemos uma perigosa profissionalização do ministério pastoral, quando homens inescrupolosos tem se feito "pastores" para comandar igrejas formadas por divisões e marcadas por um espirito rebelde e divisionista, somente para brilharem como "luzes próprias", pois se cansaram (segundo eles) de colaborarem em denominações solidamente estabelecidas em nosso país.

Nunca me cansarei de acusar os "projetos", "comunidades", "ministérios" e outras "igrejas independentes" como aberrações eclesiásticas, pois foram plantadas não com o senso de missão, mas sim de ambição, e certamente, seus líderes não desejam  o bem de suas ovelhas, mas a preciosa lã delas para serem vendidas a outros espertalhões e assim o lucro ser completo!

Termino com a oração de John Piper, em que ele clama a Deus para que os pastores se vejam como mensageiros simples do Deus Todo Poderoso e não como homens que aspiram reconhecimento e credibilidade diante dos homens da nossa sociedade pervertidamente perniciosa:


“Elimina o profissionalismo de nosso meio, ó Deus, e em seu lugar dá-nos uma oração apaixonada, pobreza de espírito, fome de ti, estudo rigoroso das coisas sagradas, devoção fervorosa a Jesus Cristo, extrema indiferença diante de todo lucro material e o labor incessante para resgatar os que estão perecendo, aperfeiçoar os santos e glorificar nosso soberano Senhor.”

Amém.

sábado, 29 de janeiro de 2011

REVOLUÇÃO DO AMOR NO HAITI!

Cheguei de férias com o coração ainda mais ardido em relação ao Haiti. Tenho feito leituras que compartilharei a seu tempo aqui neste blog com informações históricas e reflexões na perspectiva missiológica da contribuição que creio ser relevante da igreja brasileira na reconstrução das bases daquela nação.

Fico pensando que não podemos nos apeguenar diante desse grande desafio que é fazer-nos presentes em um contexto de tragédias tão gigantescas e periclitantes! Sei que alguns dos meus leitores devem estar se perguntando se não temos aqui no Brasil situações caóticas semelhantes ao Haiti. E eu digo, categoricamente: NÃO.

Ainda que, ainda estejamos no ritual macabro de contagem de mortos na Região Serrana aqui no Rio, não podemos nos esquecer que o nosso Brasil tem um governo eleito democraticamente, possui instituições de defesa dos moradores em contextos de tragédias e também uma cultura bem forte de soerguimento moral e espiritual. Não é o que o que encontramos no Haiti! Lá, os pastores tem de abrigar em suas barracas (nem sempre eles tem casas) crianças abandonadas, a alimentação é bem frugal, o governo é ausente e corrupto, e a bandidagem faz do estilo de vida haitiano como de alguém acostumado a viver numa "terra sem lei"! O relato parece perturbadamente sincero, mas as linhas não poderiam ser outras! Somente uma intervenção especial do Senhor pode desconstruir uma identidade bandida estacionanda na elite haitiana que já vendeu litros do próprio sangue haitiano para abastecer bancos de sangue europeus!

A igreja do Brasil não pode estar assentada confabulando sobre suas construções e esbanjando orgulho por suas denominações cada vez mais carcumidas pelo pragmatismo e pelo discurso "politicamente correto", é hora de uma postura mais aguerrida, mais verdadeira, mais no estilo de "vergonha na cara". Temos de lidar com os desafios missionários como única expressão da missão verdadeira da igreja, e não como algo que temos de fazer porque não encontramos outra coisa para ocupar a nossa agenda.

Quero, e nessa fala eu destaco a minha observação ao contexto de minha denominação, Convenção Batista Brasileira, corroborar com a opinião de Aloisio Freitas, aqui do meu estado do Rio de Janeiro que, numa seção do "O Jornal Batista", de 30/01/2011 salienta que o tema "meio ambiente" (tema dos batistas brasileiros em 2011) é importante, mas não é fundamental. Em sua fala, saliento essa porção: "Portanto, primordialmente, a preocupação denominacional, sempre deverá ser com evangelização e missões. Salve o homem e as demandas ambientais serão resolvidas. Preocupar-se com o meio ambiente é importante, mas preocupar-se com a alma perdida é fundamental."

Estou fechado com a opinião do meu irmão! Pode ser interessante no aspecto mercadológico falar de ecologia nesse tempo, mas não podemos nos esquecer que a preocupaçao principal da igreja não é de preservação do meio ambiente, embora esse tema deva ter preocupação secundária na nossa missão, mas sim, o que é mais importante é a salvação da alma humana aqui no Brasil e no mundo inteiro. Missões é a coisa mais importante.

Por isso, um convite: vamos participar com a nossa igreja aqui em Angra e outras igrejas e obreiros parceiros de um mutirão missionário no Haiti na segunda quinzena de agosto desse ano! Me mande um email (ezequias@ibacen.com.br) e vamos persistir em considerar a coisa importante (missões) como a coisa mais importante de nossa missão!

Espero o seu contato.