"Nós como igreja, achamo-nos tão impregnados de uma filosofia anti-cristã, isto é, da idéia de que nosso alvo na vida consiste em obter uma infinidade de bens materiais, de ter status e gozar os prazeres do sexo, e não de viver os preceitos do Sermão do Monte, que o cristianismo praticado hoje, na verdade não passa de uma apostasia, pois se curvou diante do espírito desta época". (Carl F. Henry, 1913-2003)
Minha fala com esse artigo é denunciar que vivemos em um tempo perigoso para a expansão da fé sincera e bíblica, que uma vez por todas foi dada aos santos (Judas 3). A impressão que tenho é de que precisamos segurar bem firmes as nossas defesas e cabe uma preparação por nossa parte para resistirmos todos esses dias maus!
A fala do Dr. Carl referindo-se em primeiro plano à realidade americana na realidade nos persegue bem de perto. O que temos visto são crentes ensimesmados, preocupados apenas com seus próprios umbigos, escravos do imediatismo e de um evangelho que lhes dê vantagens pessoais. Há muita gente orgulhosa em nosso meio! Gente mesquinha e interesseira!
Tenho para mim que o evangelho pregado pelos meios de comunicação estão fortalecendo essa má impressão das palavras bíblicas, uma vez que temos encontrado pessoas humildes sendo enganadas por verdadeiros charlatões da fé. O tempo de juizo por parte dos homens pode ser limitado e restrito, mas o de Deus é invariavelmente justo e começará sem dúvida, pela própria casa de Deus. (I Pedro 4.17)
Quero lembrar nesse artigo duas situações de avivamento vividas em periodos bem distintos na história. Uma em Israel, no século VII aC e outro na Inglaterra no século XVIII. Espero contribuir para o entendimento de que é tempo de aguardamos e buscarmos um avivamento sem precedentes em nossa história.
O primeiro aconteceu no tempo do rei Josias, e encontra-se registrado em II Reis 22 e II Crônicas 34. Josias assume o trono com a idade de 08 anos e é tutelado pelo sacerdote Hilquias, com quem o noviço monarca recebe orientações sobre os valores espirituais. Em seu tempo, o livro da lei de Deus achava-se perdido dentro da casa de Deus! Que assombroso paradoxo! Sob a orientação de Hilquias, o sacerdote e de Hulda, a profetiza um movimento de reforma espiritual acontece naqueles dias, a celebração da Páscoa encontra eco em meio a um clima de redescoberta de valores históricos, e um avivamento é derramado sobre todos!
Josias abole a idolatria em seu reino, ele purifica os lugares sagrados, quebra os túmulos de hereges, repara o templo de Deus, e o rei e o povo faz um pacto diante do Senhor de buscar andar segundo os mandamentos divinos! Tudo estava correto, e um grande derramamento do Espírito Santo de Deus era percebido na nação de Judá! Jerusalém vive dias de festa como nunca antes, desde os dias de Salomão! Tudo termina quando no vale de Megido, Josias perde a vida ao insistir numa batalha sem nexo com Faraó Neco! Um fim lamentoso, precipitado, que abateu a nação e o avivamento arrefeceu-se. Triste. Melancólico. Bucólico. Tudo porque faltou discernimento espiritual! Cuidado, sem visão de Deus o povo se corrompe!
O segundo exemplo que quero dar é o de um jovem, filho de pastor, chamado John Wesley, que vocacionado para obra missionária, resolve ir até à Geórgia (EUA) para pregar o evangelho aos indigenas. Em sua viagem de ida, depara-se com uma grande tempestade e ele ficou comovido pelo fato de que um grupo de morávios no mesmo navio não pareciam estar desesperados, pois, intertidos eles apenas oravam e cantavam.
Wesley guardou esse quadro em seu coração e mais tarde, ao regressar de sua frustrada empreitada missionária ele suspirou: "Fui à América para converter os índios; mas quem há de me converter? Quem é que me libertará deste coração mau de incredulidade?".
A conversão de Wesley em Aldergaste Street, em Londres, em 24 de maio de 1738, foi seguida por algumas semanas em Hernhut, onde presenciou a realidade do avivamento que transformou aquela comunidade de maneira que reviviam as realidades da igreja de Jerusalém.
Wesley recebeu um toque especial do Espírito de Deus no primeiro dia de 1739. Nunca mais seria o mesmo. Incansável na luta pelas almas, percorreu mais ou menos 400 mil quilômetros a cavalo, cerca de oito mil quilômetros por ano. Pregou 40 mil vezes, até sete ou oito vezes por dia. Escreveu 200 livros, e incontáveis hostes de almas foram redimidas da destruição. Reconheceu o valor indispensável da oração. Os seus ajudantes deveriam investir três horas por dia no exercício desse privilégio cristão. Segundo um historiador inglês: "Não seria exagero dizer que a cena que passou na humilde reunião na Aldergate Street marcou uma época na história inglesa". Tal dedicação e amor pelo Senhor e pela sua causa refletem os efeitos de um avivamento genuíno.
Creio num avivamento, que mudará a face desse país. E me ancoro nestes dois exemplos históricos para fazer essa denúncia. Esse é o tempo de clamarmos e acreditarmos que, o Senhor está despertando os seus eleitos e levantando homens e mulheres para erguer a chama do avivamento! Oxála que sejamos nós esses homens e mulheres!
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
FESTA DO MILHO: PESSOAS SÃO A PRIORIDADE!
Está chegando o fim de semana, e com ele virá a nossa 11a edição da Festa do Milho. Estamos envolvidos aqui como igreja nos preparativos finais de nosso evento com um clima de culto e reverência excepcionais. Problemas? Temos! Pendências? Demais. Conflitos? Com certeza. Mas sabe o que entusiama o meu coração? Estar no centro da vontade de Deus ao servir pessoas nessa igreja formidável que é a IBACEN (Igreja Batista Central em Japuiba, Angra dos Reis, RJ).
Tenho dito que há pessoas que passam pela nossa vida e outras (poucas) que nos marcam profundamente! Ao longo de todas as edições de nossa Festa muitas pessoas passaram por nossa igreja e de alguma forma, fizeram história entre nós em suas doações, entregas e colaborações sem medida. Algumas delas não permaneceram conosco, optaram em trilhar outros caminos e, sempre foram livres para isso. Outras ficaram, acreditam que a igreja é mais do que um evento (ou uma série deles). Fica complicado estabelecer algo permanente quando se é fissurado em e-ventos, como se pode depreender dessa nova escrita, ventos que se movem de um lado para o outro, sem consistência e sem senso de história.
Quando olho para algumas fotos como as que temos em nosso site (www.ibacen.com.br) me reporto às mais variadas reflexões sobre as pessoas e me refugio no seguinte entendimento: pessoas devem ser sempre a nossa prioridade enquanto igreja. A nossa Festa do Milho já no sexto ano reuniu uma multidão impressionante de 4 mil pessoas! Nos dois anos seguintes, já contabilizávamos (por escrita oficial) 6 mil pessoas! Chegou o tempo de fazermos uma escolha: continuávamos a crescer e tornaríamos um "evento de ponta" em nossa cidade, fustigando nossos voluntários (membros e congregados da igreja), abrindo mão de nosso gerenciamento ao ceder espaços consideráveis da Festa a iniciativas privadas ou iriamos limitar a nossa Festa no espaço de nosso templo e estrutura.
Optamos pela segunda saida: hoje persistimos como uma Festa "de igreja" com as limitações de todo programa que conta com voluntariado gratuito, mas conservamos a leveza e a beleza de um encontro de amigos, parentes, irmãos e conhecidos em Cristo que se relacionam com simplicidade. No uso de nosso próprio templo como restaurante estamos dando o seguinte sinal: aqui onde semanalmente alimentamos o espírito, agora alimentamos o corpo, isso porque a nossa proposta como igreja é atingir o homem em sua integralidade: corpo e alma-espírito!
As pessoas que gerenciam a Festa o fazem de um coração tão ativo e piedoso que, nem ouso citar os seus nomes (embora tenha sido tentado ao começar o artigo) pois isso quebraria a intenção deles em figurarem no anonimato entre os homens para serem reconhecidos apenas por Deus!
Olha, fica dificil ao menos cogitar de modo sério me distanciar dessa igreja tão amorosa e acolhedora. Somente o Deus Eterno poderá fazer isso! E, eu aproveito para terminar citando Donald Gray no livro que eu estou lendo por esses dias, "a assinatura de Jesus" de Brenan Manning: "Um dos mistérios da tradição do evangelho é essa estranha atração de Jesus pelas pessoas sem atração alguma, seu estranho desejo pelos indesejáveis, seu estranho amor pelos não-amáveis. A chave desse mistério é, naturalmente, o Pai. Jesus faz o que vê seu Pai fazendo, ama os que o Pai ama".
E como igreja nesses dias não podemos fazer diferente! Trataremos e receberemos pessoas de lugares diversos, situações vivenciais variadas e todas, carentes de um toque de amor que receberão pelos nossos mais de 200 voluntários que, trabalharam sábado e domingo (alguns já estão trabalhando desde abril desse ano) para fazer dessa "Festa do Milho" um marco. E saiba que o milho é apenas o pretexto para estarmos juntos. O milho é apenas o convite para vivermos e encarnarmos o Evangelho nesses dois dias. Seja bem vindo na Festa você também!!!
Tenho dito que há pessoas que passam pela nossa vida e outras (poucas) que nos marcam profundamente! Ao longo de todas as edições de nossa Festa muitas pessoas passaram por nossa igreja e de alguma forma, fizeram história entre nós em suas doações, entregas e colaborações sem medida. Algumas delas não permaneceram conosco, optaram em trilhar outros caminos e, sempre foram livres para isso. Outras ficaram, acreditam que a igreja é mais do que um evento (ou uma série deles). Fica complicado estabelecer algo permanente quando se é fissurado em e-ventos, como se pode depreender dessa nova escrita, ventos que se movem de um lado para o outro, sem consistência e sem senso de história.
Quando olho para algumas fotos como as que temos em nosso site (www.ibacen.com.br) me reporto às mais variadas reflexões sobre as pessoas e me refugio no seguinte entendimento: pessoas devem ser sempre a nossa prioridade enquanto igreja. A nossa Festa do Milho já no sexto ano reuniu uma multidão impressionante de 4 mil pessoas! Nos dois anos seguintes, já contabilizávamos (por escrita oficial) 6 mil pessoas! Chegou o tempo de fazermos uma escolha: continuávamos a crescer e tornaríamos um "evento de ponta" em nossa cidade, fustigando nossos voluntários (membros e congregados da igreja), abrindo mão de nosso gerenciamento ao ceder espaços consideráveis da Festa a iniciativas privadas ou iriamos limitar a nossa Festa no espaço de nosso templo e estrutura.
Optamos pela segunda saida: hoje persistimos como uma Festa "de igreja" com as limitações de todo programa que conta com voluntariado gratuito, mas conservamos a leveza e a beleza de um encontro de amigos, parentes, irmãos e conhecidos em Cristo que se relacionam com simplicidade. No uso de nosso próprio templo como restaurante estamos dando o seguinte sinal: aqui onde semanalmente alimentamos o espírito, agora alimentamos o corpo, isso porque a nossa proposta como igreja é atingir o homem em sua integralidade: corpo e alma-espírito!
As pessoas que gerenciam a Festa o fazem de um coração tão ativo e piedoso que, nem ouso citar os seus nomes (embora tenha sido tentado ao começar o artigo) pois isso quebraria a intenção deles em figurarem no anonimato entre os homens para serem reconhecidos apenas por Deus!
Olha, fica dificil ao menos cogitar de modo sério me distanciar dessa igreja tão amorosa e acolhedora. Somente o Deus Eterno poderá fazer isso! E, eu aproveito para terminar citando Donald Gray no livro que eu estou lendo por esses dias, "a assinatura de Jesus" de Brenan Manning: "Um dos mistérios da tradição do evangelho é essa estranha atração de Jesus pelas pessoas sem atração alguma, seu estranho desejo pelos indesejáveis, seu estranho amor pelos não-amáveis. A chave desse mistério é, naturalmente, o Pai. Jesus faz o que vê seu Pai fazendo, ama os que o Pai ama".
E como igreja nesses dias não podemos fazer diferente! Trataremos e receberemos pessoas de lugares diversos, situações vivenciais variadas e todas, carentes de um toque de amor que receberão pelos nossos mais de 200 voluntários que, trabalharam sábado e domingo (alguns já estão trabalhando desde abril desse ano) para fazer dessa "Festa do Milho" um marco. E saiba que o milho é apenas o pretexto para estarmos juntos. O milho é apenas o convite para vivermos e encarnarmos o Evangelho nesses dois dias. Seja bem vindo na Festa você também!!!
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
VEM AI A FESTA DO MILHO!!! OLHA A TOLERÂNCIA!!!
"Pessoas que não trabalham não têm o direito de criticar aqueles que, pelo menos, tentam".
Nesse fim de semana estaremos envolvidos na 11a edição da nossa Festa do Milho. Circulam pela Festa entre 5 e 6 mil pessoas (com estimativas oficiais) e como resultado temos os seguintes benefícios: inserção da igreja com a comunidade, oportunidade de evangelização, exposição de talentos musicais da cidade e arredores, retorno financeiro para a construção de nosso templo e aumento considerável de nosso nível de comunhão entre os nossos crentes!
Mas, me veio à mente hoje de escrever um curto artigo lembrando que, num contexto de trabalho tão dedicado, com uma dinâmica de 15 horas de puro batente, é muito comum haver ranhuras em relacionamentos, e ainda uma dose altíssima e perigosa de intolerância! Isto porque o orgulho infelizmente começa a falar mais alto quando posições de liderança e de trabalho são modificadas ano após ano, considerando a entrada constante de pessoas novas na igreja.
Nós temos de aprender muito com as formigas em relação à Festa do Milho. Você conhece a história da formiga e da cigarra? Vou relembrar (com uma versão diferente):
Era uma vez uma cigarra que vivia saltitando e cantando pelo bosque, sem se preocupar com o futuro. Esbarrando numa formiguinha, que carregava uma folha pesada, perguntou: "Ei, formiguinha, para que todo esse trabalho? O verão é para gente aproveitar! O verão é para gente se divertir!". "Não, não, não! Nós, formigas, não temos tempo para diversão. É preciso trabalhar agora para guardar comida para o inverno."
Durante o verão, a cigarra continuou se divertindo e passeando por todo o bosque. Quando tinha fome, era só pegar uma folha e comer. Um belo dia, passou de novo perto da formiguinha carregando outra pesada folha. A cigarra então aconselhou:
"Deixa esse trabalho para as outras! Vamos nos divertir. Vamos, formiguinha, vamos cantar! Vamos dançar!"
A formiguinha gostou da sugestão. Ela resolveu ver a vida que a cigarra levava e ficou encantada. Resolveu viver também como sua amiga. Mas, no dia seguinte, apareceu a rainha do formigueiro e, ao vê-la se divertindo, olhou feio para ela e ordenou que voltasse ao trabalho. Tinha terminado a vidinha boa. A rainha das formigas falou então para a cigarra: "Se não mudar de vida, no inverno você há de se arrepender, cigarra! Vai passar fome e frio."
A cigarra nem ligou, fez uma reverência para rainha e comentou: "Hum!! O inverno ainda está longe, querida!"
Para cigarra, o que importava era aproveitar a vida, e aproveitar o hoje, sem pensar no amanhã. Para que construir um abrigo? Para que armazenar alimento? Pura perda de tempo.
Certo dia o inverno chegou, e a cigarra começou a tiritar de frio. Sentia seu corpo gelado e não tinha o que comer. Desesperada, foi bater na casa da formiga.
Abrindo a porta, a formiga viu na sua frente a cigarra quase morta de frio. Puxou-a para dentro, agasalhou-a e deu-lhe uma sopa bem quente e deliciosa.
Naquela hora, apareceu a rainha das formigas que disse à cigarra: "No mundo das formigas, todos trabalham e se você quiser ficar conosco, cumpra o seu dever: toque e cante para nós."
Para cigarra e para as formigas, aquele foi o inverno mais feliz das suas vidas.
Enfim, mesmo para a inconsequente cigarra houve uma tolerância especial por parte da rainha das formigas! Tem de ser assim também em nosso meio! Os mais novos precisam ser mais respeitados pelos mais velhos! Todos estão no caminho do aprendizado! Igreja tem um pouco de Escola sim!
Nesse fim de semana estaremos envolvidos na 11a edição da nossa Festa do Milho. Circulam pela Festa entre 5 e 6 mil pessoas (com estimativas oficiais) e como resultado temos os seguintes benefícios: inserção da igreja com a comunidade, oportunidade de evangelização, exposição de talentos musicais da cidade e arredores, retorno financeiro para a construção de nosso templo e aumento considerável de nosso nível de comunhão entre os nossos crentes!
Mas, me veio à mente hoje de escrever um curto artigo lembrando que, num contexto de trabalho tão dedicado, com uma dinâmica de 15 horas de puro batente, é muito comum haver ranhuras em relacionamentos, e ainda uma dose altíssima e perigosa de intolerância! Isto porque o orgulho infelizmente começa a falar mais alto quando posições de liderança e de trabalho são modificadas ano após ano, considerando a entrada constante de pessoas novas na igreja.
Nós temos de aprender muito com as formigas em relação à Festa do Milho. Você conhece a história da formiga e da cigarra? Vou relembrar (com uma versão diferente):
Era uma vez uma cigarra que vivia saltitando e cantando pelo bosque, sem se preocupar com o futuro. Esbarrando numa formiguinha, que carregava uma folha pesada, perguntou: "Ei, formiguinha, para que todo esse trabalho? O verão é para gente aproveitar! O verão é para gente se divertir!". "Não, não, não! Nós, formigas, não temos tempo para diversão. É preciso trabalhar agora para guardar comida para o inverno."
Durante o verão, a cigarra continuou se divertindo e passeando por todo o bosque. Quando tinha fome, era só pegar uma folha e comer. Um belo dia, passou de novo perto da formiguinha carregando outra pesada folha. A cigarra então aconselhou:
"Deixa esse trabalho para as outras! Vamos nos divertir. Vamos, formiguinha, vamos cantar! Vamos dançar!"
A formiguinha gostou da sugestão. Ela resolveu ver a vida que a cigarra levava e ficou encantada. Resolveu viver também como sua amiga. Mas, no dia seguinte, apareceu a rainha do formigueiro e, ao vê-la se divertindo, olhou feio para ela e ordenou que voltasse ao trabalho. Tinha terminado a vidinha boa. A rainha das formigas falou então para a cigarra: "Se não mudar de vida, no inverno você há de se arrepender, cigarra! Vai passar fome e frio."
A cigarra nem ligou, fez uma reverência para rainha e comentou: "Hum!! O inverno ainda está longe, querida!"
Para cigarra, o que importava era aproveitar a vida, e aproveitar o hoje, sem pensar no amanhã. Para que construir um abrigo? Para que armazenar alimento? Pura perda de tempo.
Certo dia o inverno chegou, e a cigarra começou a tiritar de frio. Sentia seu corpo gelado e não tinha o que comer. Desesperada, foi bater na casa da formiga.
Abrindo a porta, a formiga viu na sua frente a cigarra quase morta de frio. Puxou-a para dentro, agasalhou-a e deu-lhe uma sopa bem quente e deliciosa.
Naquela hora, apareceu a rainha das formigas que disse à cigarra: "No mundo das formigas, todos trabalham e se você quiser ficar conosco, cumpra o seu dever: toque e cante para nós."
Para cigarra e para as formigas, aquele foi o inverno mais feliz das suas vidas.
Enfim, mesmo para a inconsequente cigarra houve uma tolerância especial por parte da rainha das formigas! Tem de ser assim também em nosso meio! Os mais novos precisam ser mais respeitados pelos mais velhos! Todos estão no caminho do aprendizado! Igreja tem um pouco de Escola sim!
sexta-feira, 31 de julho de 2009
MEU INIMIGO! EU TE AMO!
"Nós como igreja, achamo-nos tão impregnados de uma filosofia anti-cristã, isto é, da idéia de que nosso alvo na vida consiste em obter uma infinidade de bens materiais, de ter status e gozar os prazeres do sexo, e não de viver os preceitos do Sermão do Monte, que o cristianismo praticado hoje, na verdade não passa de uma apostasia, pois se curvou diante do espírito desta época". (Carl F. Henry, 1913-2003)
Estamos vivendo um tempo de apostasia. E apostasia tem a ver com desvio da verdade do Evangelho por uma mensagem que apenas massageia o ego dos crentes com pensamentos de auto-ajuda enchertados com textos bíblicos sem nexo citados por homens inescrupolosos! É uma denúncia o que faço: se Jesus Cristo estivesse na terra e pregasse o que muitos pastores vem pregando, jamais teria sido crucificado! Por que? Por que tais mensagens não impactam o mundo!
Temos de como crentes que somos, filhos de um Deus tão amoroso mostrar ao mundo uma nova face do verdadeiro cristianismo: temos de amar mais! Tenho observado já há tempo que quando passo por traições preciso amar mais a quem me trai! Essa semana mesmo fiz uma lista de meus possíveis inimigos, cheguei à soma de 20 pessoas! E orei por eles ao Senhor para amá-los de todo o meu coração.
Depois eu li algo que William Barclay, conhecidíssimo comentarista bíblico escreveu: "Ninguém conseguirá orar por uma pessoa e logo em seguida, odiá-la. Quando se apresenta diante de Deus uma pessoa que estamos tentados a odira, algo acontece. Não podemos seguir odiando na presença de Deus. A maneira mais eficaz de acabar com a amargura é orar pela pessoa que estamos tentados a odiar!".
E quem são os nossos inimigos? Tenho aprendido às duras penas que o nosso inimigo é aquela pessoa que o Senhor escolheu para tocar em áreas que precisam de tratamento em nosso coração! São agentes da graça de Deus em nosso favor, como diria Ray Pritchard são como "o cinzel que Deus usa para remover, aos poucos, as imperfeições de sua vida".
Sugiro que você faça a listagem de seus inimigos. Depois você se assentará e orará por eles nominalmente. Faça como Jesus que orou por aqueles que lhe transpassaram as mãos e os pés, gostei demais da frase de Carlos Queiroz: "ele transformou o sofrimento do Calvário em um altar de intercessão!" Aleluia! Sofrimento no Calvário em Altar de Intercessão!
É assim que precisamos proceder. Foi Jesus quem disse: "amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem" (Mateus 5.44). O sermão do Monte está ai para mexer com nossos valores, para firmar nossas estacas no centro da vontade de Deus, o Pai. Nossa história precisa ser reescrita por alguém que o tempo todo foi "manso e humilde de coração!".
Pior do que ter inimigos, é tê-los e não transformá-los em amigos, no altar da intercessão! Pense comigo: como filho de Deus você deve ser parecido com Ele, e assim como Deus não faz acepção de pessoas (ele manda seu sol e sua chuva para maus e bons, justos e injustos) não podemos fazer distinção entre aqueles que amamos dentre os que odiamos! Absolutamente!
Não podemos nos igualar aos publicanos (corruptos) e gentios (impios), somos filhos, e como disse o Senhor Jesus, "o filho fica para sempre" na casa do Pai (João 8.35). Com isso, a perfeição do Pai será transmitida aos seus filhos pela ação sobrenatural do Espírito Santo de Deus! Persita pois o cumprimento desse principio de amor ao inimigo fará sua vida ser honrada por Deus entre os homens! Mesmo que a perseguição venha sobre você, não desista! Mesmo que seja dificil recomeçar, não desista! Mesmo que o ódio tente voltar ao seu coração, não desista!
Ame! Ame! Ame!
Estamos vivendo um tempo de apostasia. E apostasia tem a ver com desvio da verdade do Evangelho por uma mensagem que apenas massageia o ego dos crentes com pensamentos de auto-ajuda enchertados com textos bíblicos sem nexo citados por homens inescrupolosos! É uma denúncia o que faço: se Jesus Cristo estivesse na terra e pregasse o que muitos pastores vem pregando, jamais teria sido crucificado! Por que? Por que tais mensagens não impactam o mundo!
Temos de como crentes que somos, filhos de um Deus tão amoroso mostrar ao mundo uma nova face do verdadeiro cristianismo: temos de amar mais! Tenho observado já há tempo que quando passo por traições preciso amar mais a quem me trai! Essa semana mesmo fiz uma lista de meus possíveis inimigos, cheguei à soma de 20 pessoas! E orei por eles ao Senhor para amá-los de todo o meu coração.
Depois eu li algo que William Barclay, conhecidíssimo comentarista bíblico escreveu: "Ninguém conseguirá orar por uma pessoa e logo em seguida, odiá-la. Quando se apresenta diante de Deus uma pessoa que estamos tentados a odira, algo acontece. Não podemos seguir odiando na presença de Deus. A maneira mais eficaz de acabar com a amargura é orar pela pessoa que estamos tentados a odiar!".
E quem são os nossos inimigos? Tenho aprendido às duras penas que o nosso inimigo é aquela pessoa que o Senhor escolheu para tocar em áreas que precisam de tratamento em nosso coração! São agentes da graça de Deus em nosso favor, como diria Ray Pritchard são como "o cinzel que Deus usa para remover, aos poucos, as imperfeições de sua vida".
Sugiro que você faça a listagem de seus inimigos. Depois você se assentará e orará por eles nominalmente. Faça como Jesus que orou por aqueles que lhe transpassaram as mãos e os pés, gostei demais da frase de Carlos Queiroz: "ele transformou o sofrimento do Calvário em um altar de intercessão!" Aleluia! Sofrimento no Calvário em Altar de Intercessão!
É assim que precisamos proceder. Foi Jesus quem disse: "amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem" (Mateus 5.44). O sermão do Monte está ai para mexer com nossos valores, para firmar nossas estacas no centro da vontade de Deus, o Pai. Nossa história precisa ser reescrita por alguém que o tempo todo foi "manso e humilde de coração!".
Pior do que ter inimigos, é tê-los e não transformá-los em amigos, no altar da intercessão! Pense comigo: como filho de Deus você deve ser parecido com Ele, e assim como Deus não faz acepção de pessoas (ele manda seu sol e sua chuva para maus e bons, justos e injustos) não podemos fazer distinção entre aqueles que amamos dentre os que odiamos! Absolutamente!
Não podemos nos igualar aos publicanos (corruptos) e gentios (impios), somos filhos, e como disse o Senhor Jesus, "o filho fica para sempre" na casa do Pai (João 8.35). Com isso, a perfeição do Pai será transmitida aos seus filhos pela ação sobrenatural do Espírito Santo de Deus! Persita pois o cumprimento desse principio de amor ao inimigo fará sua vida ser honrada por Deus entre os homens! Mesmo que a perseguição venha sobre você, não desista! Mesmo que seja dificil recomeçar, não desista! Mesmo que o ódio tente voltar ao seu coração, não desista!
Ame! Ame! Ame!
terça-feira, 28 de julho de 2009
SOU A FAVOR DOS DROGADOS!
Certo dia, um pai descobre que seu filho é um drogado, dependente de crack. Faz de tudo para ajudar o rapaz, mas este, ainda que lute para se desenvencilhar da droga, não tem mais forças para largá-la e tenta se matar, até mesmo para se livrar do complexo de culpa pelo desgosto causado aos pais. O pai o acha a tempo ( estava meio de olho), socorre-o e o salva.
Alguns dias depois, em conversa com o filho já convalescente, propõe-lhe uma solução extrema. O pai tem uma idéia para devolver ao filho a força para sair daquela situação. Este, desesperado, ainda que sem compreender bem o que o pai tem em mente, aceita.
Pegam um carro e vão, somente os dois, para um sítio isolado, longe de tudo e de todos. Ali, tentam lutar contra a droga, cortando lenha, subindo corredeiras, trabalhando pesado até caírem mortos de cansaço. O pai está atento e determinado mais que o fragilizado filho.
No segundo dia, o rapaz começa a mudar. Mostra-se indócil, agitado, impaciente, nervoso, irado, truculento, violento. Seu organismo começa a reclamar; precisa daquela droga. Com um pouco mais de tempo, seu organismo exige. O pai vai contemporizando, conversando, distraindo, sabendo que precisa ganhar tempo. Precisa de, pelo menos, uma semana.
No terceiro dia, o filho tenta fugir à noite, mas o pai, que a estas alturas está dormindo com um olho só, o intercepta. O garoto está transtornado e louco. O pai o agarra. Cego por dores internas fortíssimas, reage com fúria e tenta correr . O pai se recupera e o alcança. Está determinado a ajudar o filho. A meta é uma semana. Ainda faltam 4 dias, que prometem ser os piores de suas vidas. Agarra o garoto, que tenta agredi-lo novamente. Mas desta vez o pai é quem o soca violentamente. O garoto cai desacordado.
O pai o leva de volta para a casa e o amarra na cama. Quando o rapaz acordo e se dá conta da sua condição, começa a gritar, gemer, xingar, blasfemar, contorcer-se e desafiar o pai, dizendo os piores desaforos. Este tenta abraçá-lo, acalmá-lo com palavras doces e de ânimo, mas é recebido com cusparadas e palavrões. Uma noite de cão.
Amarrado, o rapaz fica ali por mais 4 dias. Reclama de dores nas costas, de mau jeito e de dores nas mãos e nos tornozelos, por causa das cordas. O pai tenta afrouxá-las, para aliviar o desconforto e permitir que ele vire-se de lado, mas ele tenta escapar. É preciso lutar, agarrar, bater de novo.
Bem, não vou me alongar nos detalhes desse transe medonho. O fato é que a semana se passa e , ao raiar do oitavo dia, o garoto já não está mais suando nem sentindo cólicas nem trêmulo nem com dores musculares. A dependência química está cedendo. Restam, ainda, os fatores psicológicos. Mas esses requerem um cuidado de mais longo prazo. E já não será amarrado numa cama que serão vencidos.
Logo pela manhã, o rapaz acorda com um cheiro de café coado na hora, broa de milho, pão, manteiga e outras guloseimas. Uma mesa posta. Ele estava quase de jejum e fica cheio de fome.
Então o pai o surpreende com o inesperado. Chega à sua cama com um sorriso e corta-lhe as cordas. Solta-o e convida-o para o café. Ele toma um banho quente e se assenta à mesa. Está mais animado e chega a balbuciar algumas palavras monossilábicas em resposta às tentativas de conversa do pai. Está despertando de um pesadelo.
De repente, no meio do café, num gesto brusco, levanta-se e corre para a porta. Num segundo, já está lá na porteira. Mas estranha que seu pai não esteja ao seu encalço. Olha para trás e constata que ele ficou parado na porta da casa. Entre desconcertado e curioso, ele pára, volta-se e arrisca mais uma olhada, como que a perguntar: “você não vai me prender?”
O pai entendendo a perplexidade do filho, grita: “filho, hoje você é livre. Das drogas e de mim. Você volta para elas se quiser; volta para mim se quiser. Filho, não quer terminar o café?”
A vida é formada por escolhas que fazemos desde a mais tenra idade. A mais importante de todas as escolhas é essa ilustrada por essa história: ficar para o café ou partir para o gozo das futilidades da vida!
Eu sou a favor sim, dos drogados, porque quero que todos tenham acesso a essa escolha que determinará o lugar em que eles passarão toda a eternidade: vida ou morte. Qual será que você irá aceitar?
Alguns dias depois, em conversa com o filho já convalescente, propõe-lhe uma solução extrema. O pai tem uma idéia para devolver ao filho a força para sair daquela situação. Este, desesperado, ainda que sem compreender bem o que o pai tem em mente, aceita.
Pegam um carro e vão, somente os dois, para um sítio isolado, longe de tudo e de todos. Ali, tentam lutar contra a droga, cortando lenha, subindo corredeiras, trabalhando pesado até caírem mortos de cansaço. O pai está atento e determinado mais que o fragilizado filho.
No segundo dia, o rapaz começa a mudar. Mostra-se indócil, agitado, impaciente, nervoso, irado, truculento, violento. Seu organismo começa a reclamar; precisa daquela droga. Com um pouco mais de tempo, seu organismo exige. O pai vai contemporizando, conversando, distraindo, sabendo que precisa ganhar tempo. Precisa de, pelo menos, uma semana.
No terceiro dia, o filho tenta fugir à noite, mas o pai, que a estas alturas está dormindo com um olho só, o intercepta. O garoto está transtornado e louco. O pai o agarra. Cego por dores internas fortíssimas, reage com fúria e tenta correr . O pai se recupera e o alcança. Está determinado a ajudar o filho. A meta é uma semana. Ainda faltam 4 dias, que prometem ser os piores de suas vidas. Agarra o garoto, que tenta agredi-lo novamente. Mas desta vez o pai é quem o soca violentamente. O garoto cai desacordado.
O pai o leva de volta para a casa e o amarra na cama. Quando o rapaz acordo e se dá conta da sua condição, começa a gritar, gemer, xingar, blasfemar, contorcer-se e desafiar o pai, dizendo os piores desaforos. Este tenta abraçá-lo, acalmá-lo com palavras doces e de ânimo, mas é recebido com cusparadas e palavrões. Uma noite de cão.
Amarrado, o rapaz fica ali por mais 4 dias. Reclama de dores nas costas, de mau jeito e de dores nas mãos e nos tornozelos, por causa das cordas. O pai tenta afrouxá-las, para aliviar o desconforto e permitir que ele vire-se de lado, mas ele tenta escapar. É preciso lutar, agarrar, bater de novo.
Bem, não vou me alongar nos detalhes desse transe medonho. O fato é que a semana se passa e , ao raiar do oitavo dia, o garoto já não está mais suando nem sentindo cólicas nem trêmulo nem com dores musculares. A dependência química está cedendo. Restam, ainda, os fatores psicológicos. Mas esses requerem um cuidado de mais longo prazo. E já não será amarrado numa cama que serão vencidos.
Logo pela manhã, o rapaz acorda com um cheiro de café coado na hora, broa de milho, pão, manteiga e outras guloseimas. Uma mesa posta. Ele estava quase de jejum e fica cheio de fome.
Então o pai o surpreende com o inesperado. Chega à sua cama com um sorriso e corta-lhe as cordas. Solta-o e convida-o para o café. Ele toma um banho quente e se assenta à mesa. Está mais animado e chega a balbuciar algumas palavras monossilábicas em resposta às tentativas de conversa do pai. Está despertando de um pesadelo.
De repente, no meio do café, num gesto brusco, levanta-se e corre para a porta. Num segundo, já está lá na porteira. Mas estranha que seu pai não esteja ao seu encalço. Olha para trás e constata que ele ficou parado na porta da casa. Entre desconcertado e curioso, ele pára, volta-se e arrisca mais uma olhada, como que a perguntar: “você não vai me prender?”
O pai entendendo a perplexidade do filho, grita: “filho, hoje você é livre. Das drogas e de mim. Você volta para elas se quiser; volta para mim se quiser. Filho, não quer terminar o café?”
A vida é formada por escolhas que fazemos desde a mais tenra idade. A mais importante de todas as escolhas é essa ilustrada por essa história: ficar para o café ou partir para o gozo das futilidades da vida!
Eu sou a favor sim, dos drogados, porque quero que todos tenham acesso a essa escolha que determinará o lugar em que eles passarão toda a eternidade: vida ou morte. Qual será que você irá aceitar?
sexta-feira, 24 de julho de 2009
EU VOU TE PROCESSAR!
Mateus 5:
38 ¶ Ouvistes que foi dito: Olho por olho, e dente por dente.
39 Eu, porém, vos digo que não resistais ao mal; mas, se qualquer te bater na face direita, oferece-lhe também a outra;
40 E, ao que quiser pleitear contigo, e tirar-te a túnica, larga-lhe também a capa;
41 E, se qualquer te obrigar a caminhar uma milha, vai com ele duas.
42 Dá a quem te pedir, e não te desvies daquele que quiser que lhe emprestes.
Jesus aqui está referindo-se à famosa "Lex Taliones", cujos primeiros indícios foram encontrados no Código de Hamurabi, em 1780 a.C, no reino da Babilônia. Essa lei serviu para tentar equilibrar o jogo de forças em caso de uma punição legal. Na realidade, a intenção originição da lei, que está registrada também no AT (Ex. 21.24; Lev. 24.20; Dt. 19.21 é deixar claro que a punição deveria ser justa e adequada ao crime. Logo alguém que feria o olho de outro não deveria ser punido com a morte, e alguém que fosse assassino não poderia ter apenas o olho ferido! Dura e justa lei!
Acontece que nos tempos bíblicos os homens começaram a abusar desse principio legal utilizando-o para vingar-se de seus adversários de modo aleatório e indiscriminado. Segundo Vincent Cheung os judeus tinham adotado ilegitamente a lei da retribuição como justificativa para a vingança pessoal.
Nunca foi do "espírito da lei" que os homens abusassem do processo de justiça institucionalizada a ponto de tentar sempre encontrar lucros e dividendos a partir de processos impetrados na justiça comum. O que vemos hoje, infelizmente é uma verdadeira indústria de homens e mulheres que se beneficiam de brechas na lei para ter lucros pessoais. E, nesse rolo encontra-se sempre advogados inescrupolosos que, estão sempre à procura de vantagens pessoais!
Por isso Jesus disse tacitamente: "não resistais ao homem mau", em outras palavras, não devemos retribuir o mau com mau, nós somos de Cristo e devemos ter uma postura diferenciada. Não podemos nos igualar aqueles que nos trataram de maneira injusta, mas devemos ser melhores, como? Perdoando-os.
Dai Jesus prosseguer sobre as pelejas na justiça. Se alguém nos insultar (bater em nossa face direita) devemos retribuir com palavras e gestos de amor. Se alguém entrar na justiça requerendo nossa roupa de baixo (túnica), devemos também dar a roupa de cima (capa), isto é: devemos sempre nos sacrificar, a ponto de perder para quem deseja nos prejudicar para ganharmos com Deus, que tem olhos que tudo vê. Ainda, se houver alguma obrigação trabalhista para andarmos uma milha (1500 km), temos de andar duas! Isto é: Ao invés de demonstrarmos rancor e amargura com a pessoa que nos obriga na justiça trabalhista, temos de fazer nosso trabalho com amor!
Tenho para mim que devo terminar esse artigo com as palavras de Martin Lloyd Jones sobre este texto: Não fomos chamados para uma vida caracterizada pela autodefesa e pela auto-sensibilidades, e, sim, para uma vida em que, mesmo quando insultados, não retaliemos; mesmo quando recebamos uma bofetada no lado direito do nosso rosto, estejamos prontos a voltar também a outra face; mesmo quando um homem chega a demandar conosco diante dos tribunais, querendo arrebatar-nos a túnica, estejamos dispostos a entregar-lhe também a capa; quando alguém nos compelir a caminhar uma milha, caminhemos com ele duas; e quando alguém vier a pedir alguma coisa de nós, não retruquemos: "Isso é meu". Pelo contrário, que digamos: "Se este homem está padecendo alguma necessidade, e se eu posso ajudá-lo, assim farei". Cumpre-nos dizer: "Já rompi definitivamente comigo mesmo, morri para mim mesmo, e a minha exclusiva preocupação é a glória e a honra de Deus".
Um conselho: pare de tirar proveito das brechas da lei para sair processando um e outro! Contente-se com o que você tem! Não queira tirar dinheiro do seu patrão de um jeito ou de outro! Aplique-se às coisas simples! Viva com o que legitimamente é teu! E, ainda reparta com quem não tem! Dá a quem te pedir!
É só.
38 ¶ Ouvistes que foi dito: Olho por olho, e dente por dente.
39 Eu, porém, vos digo que não resistais ao mal; mas, se qualquer te bater na face direita, oferece-lhe também a outra;
40 E, ao que quiser pleitear contigo, e tirar-te a túnica, larga-lhe também a capa;
41 E, se qualquer te obrigar a caminhar uma milha, vai com ele duas.
42 Dá a quem te pedir, e não te desvies daquele que quiser que lhe emprestes.
Jesus aqui está referindo-se à famosa "Lex Taliones", cujos primeiros indícios foram encontrados no Código de Hamurabi, em 1780 a.C, no reino da Babilônia. Essa lei serviu para tentar equilibrar o jogo de forças em caso de uma punição legal. Na realidade, a intenção originição da lei, que está registrada também no AT (Ex. 21.24; Lev. 24.20; Dt. 19.21 é deixar claro que a punição deveria ser justa e adequada ao crime. Logo alguém que feria o olho de outro não deveria ser punido com a morte, e alguém que fosse assassino não poderia ter apenas o olho ferido! Dura e justa lei!
Acontece que nos tempos bíblicos os homens começaram a abusar desse principio legal utilizando-o para vingar-se de seus adversários de modo aleatório e indiscriminado. Segundo Vincent Cheung os judeus tinham adotado ilegitamente a lei da retribuição como justificativa para a vingança pessoal.
Nunca foi do "espírito da lei" que os homens abusassem do processo de justiça institucionalizada a ponto de tentar sempre encontrar lucros e dividendos a partir de processos impetrados na justiça comum. O que vemos hoje, infelizmente é uma verdadeira indústria de homens e mulheres que se beneficiam de brechas na lei para ter lucros pessoais. E, nesse rolo encontra-se sempre advogados inescrupolosos que, estão sempre à procura de vantagens pessoais!
Por isso Jesus disse tacitamente: "não resistais ao homem mau", em outras palavras, não devemos retribuir o mau com mau, nós somos de Cristo e devemos ter uma postura diferenciada. Não podemos nos igualar aqueles que nos trataram de maneira injusta, mas devemos ser melhores, como? Perdoando-os.
Dai Jesus prosseguer sobre as pelejas na justiça. Se alguém nos insultar (bater em nossa face direita) devemos retribuir com palavras e gestos de amor. Se alguém entrar na justiça requerendo nossa roupa de baixo (túnica), devemos também dar a roupa de cima (capa), isto é: devemos sempre nos sacrificar, a ponto de perder para quem deseja nos prejudicar para ganharmos com Deus, que tem olhos que tudo vê. Ainda, se houver alguma obrigação trabalhista para andarmos uma milha (1500 km), temos de andar duas! Isto é: Ao invés de demonstrarmos rancor e amargura com a pessoa que nos obriga na justiça trabalhista, temos de fazer nosso trabalho com amor!
Tenho para mim que devo terminar esse artigo com as palavras de Martin Lloyd Jones sobre este texto: Não fomos chamados para uma vida caracterizada pela autodefesa e pela auto-sensibilidades, e, sim, para uma vida em que, mesmo quando insultados, não retaliemos; mesmo quando recebamos uma bofetada no lado direito do nosso rosto, estejamos prontos a voltar também a outra face; mesmo quando um homem chega a demandar conosco diante dos tribunais, querendo arrebatar-nos a túnica, estejamos dispostos a entregar-lhe também a capa; quando alguém nos compelir a caminhar uma milha, caminhemos com ele duas; e quando alguém vier a pedir alguma coisa de nós, não retruquemos: "Isso é meu". Pelo contrário, que digamos: "Se este homem está padecendo alguma necessidade, e se eu posso ajudá-lo, assim farei". Cumpre-nos dizer: "Já rompi definitivamente comigo mesmo, morri para mim mesmo, e a minha exclusiva preocupação é a glória e a honra de Deus".
Um conselho: pare de tirar proveito das brechas da lei para sair processando um e outro! Contente-se com o que você tem! Não queira tirar dinheiro do seu patrão de um jeito ou de outro! Aplique-se às coisas simples! Viva com o que legitimamente é teu! E, ainda reparta com quem não tem! Dá a quem te pedir!
É só.
terça-feira, 21 de julho de 2009
MANDA FOGO, SENHOR!
"... e com a brasa tocou-me a boca, e disse: Eis que isto tocou os teus lábios; e a tua iniquidade foi tirada, e perdoado o teu pecado". (Isaías 6.7)
Escrevo essas linhas com o coração inquieto pelo planejamento e execução de tantas atividades aqui na igreja, mas com uma santa incomodação: "quero viver um avivamento sem precedentes em minha vida". Ontem vi na televisão um documentário que registrou as palavras do segundo homem a pisar na lua, o Buzz Aldrin, isso em 20 de julho de 1969 ao olhar para a lua: "magnifica desolação".
Fico a pensar que essa famosa expressão "magnifica desolação" cabe perfeitamente para retratar alguns crentes e muitas das nossas igrejas! Há vida, mas não há movimento vivo! Quando contemplo a pobreza de vida cristã de muitos de nós fico pensando se de fato de uma visitação sobrenatural do Senhor da igreja para nos trazer um julgamento e por sua vez, uma purificação sem precedentes de nossos corações para um tempo de avanços no Reino de Deus!
Sabe por que há muitos crentes frios na fé? Porque em um momento ou outro em suas vidas faltou o fogo que se retira apenas no altar do Senhor! São fragilidades que não são resolvidas com joelhos flexionados ao chão em rendição e quebrantamento. Falta a humildade de reconhecer que se não estivermos ao pé da cruz de Cristo nossas vaidades ainda governarão nossa frágil existência!
Precisamos de crentes como aquele doutor (Dr. Carson) que visitou o Dr. Mahaney em seu escritório nos EUA e numa conversa bem informal eles se relembraram de Carl Henry, talvez o mais famoso teólogo evangelico da segunda metade do século vinte (opinião de ambos). O Carson comentou que o que destacava em Carl era justamente a sua humildade. Perguntado sobre como ele permanecera humilde por tantas décadas de estudo, pesquisas e palestras, Dr. Carl respondeu: "Como alguém pode ser arrogante quando fica ao lado da cruz?".
Clamo pelo fogo do Espírito Santo em sua vida lhe gerando a humildade que só é possível quando se visita diariamente a cruz de Cristo, contemplando aquele que poderia se orgulhar de qualquer coisa, ele era o simplesmente "Eu sou", mas se limitou a ser homem como nós para que nós pudéssemos ser adotados por Deus Pai!
Levante a cabeça! Mantenha-se em humildade! Clame pelo fogo do Senhor em sua vida!
Escrevo essas linhas com o coração inquieto pelo planejamento e execução de tantas atividades aqui na igreja, mas com uma santa incomodação: "quero viver um avivamento sem precedentes em minha vida". Ontem vi na televisão um documentário que registrou as palavras do segundo homem a pisar na lua, o Buzz Aldrin, isso em 20 de julho de 1969 ao olhar para a lua: "magnifica desolação".
Fico a pensar que essa famosa expressão "magnifica desolação" cabe perfeitamente para retratar alguns crentes e muitas das nossas igrejas! Há vida, mas não há movimento vivo! Quando contemplo a pobreza de vida cristã de muitos de nós fico pensando se de fato de uma visitação sobrenatural do Senhor da igreja para nos trazer um julgamento e por sua vez, uma purificação sem precedentes de nossos corações para um tempo de avanços no Reino de Deus!
Sabe por que há muitos crentes frios na fé? Porque em um momento ou outro em suas vidas faltou o fogo que se retira apenas no altar do Senhor! São fragilidades que não são resolvidas com joelhos flexionados ao chão em rendição e quebrantamento. Falta a humildade de reconhecer que se não estivermos ao pé da cruz de Cristo nossas vaidades ainda governarão nossa frágil existência!
Precisamos de crentes como aquele doutor (Dr. Carson) que visitou o Dr. Mahaney em seu escritório nos EUA e numa conversa bem informal eles se relembraram de Carl Henry, talvez o mais famoso teólogo evangelico da segunda metade do século vinte (opinião de ambos). O Carson comentou que o que destacava em Carl era justamente a sua humildade. Perguntado sobre como ele permanecera humilde por tantas décadas de estudo, pesquisas e palestras, Dr. Carl respondeu: "Como alguém pode ser arrogante quando fica ao lado da cruz?".
Clamo pelo fogo do Espírito Santo em sua vida lhe gerando a humildade que só é possível quando se visita diariamente a cruz de Cristo, contemplando aquele que poderia se orgulhar de qualquer coisa, ele era o simplesmente "Eu sou", mas se limitou a ser homem como nós para que nós pudéssemos ser adotados por Deus Pai!
Levante a cabeça! Mantenha-se em humildade! Clame pelo fogo do Senhor em sua vida!
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