“E, como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo depois disso o juízo”. (Hebreus 9.27)
John Donne foi um pastor protestante no século XIX que dizia: “não importa por quem os sinos dobram (uma alusão ao repicar de sinos das igrejas católicas na Europa quando alguém falecia na cidade), eles dobram por mim e por você!”. Num tempo de consternação como esse que vivemos não encontro outras palavras para referir-se a tudo isso que vimos e participamos como: morremos um pouco mais! Nossa tecnologia que faz com que o homem transite na mesma órbita dos pássaros, não nos torna suficientemente protegidos das contingências da própria natureza que parece não se conformar com tamanha invasão de seu espaço vital.
Durante uma cerimônia de formatura, um pastor levantou-se e disse: “Vocês não pensam nisso agora, mas um dia vocês vão morrer. Quando forem colocados em seus túmulos, as pessoas vão se reunir ao redor citando os títulos que vocês conquistaram, ou falarão sobre o quanto vocês foram uma benção? As pessoas se lembrarão do quanto vocês foram ‘importantes’, ou lamentarão a perda do melhor amigo que tiveram? Os títulos são bons, mas se tiver de escolher entre um título e um testemunho, opte pelo testemunho! Faraó tinha o título, Moisés o testemunho. Nabucodonozor tinha o título, Daniel o testemunho. Jezabel tinha o título, Elias o testemunho. Pilatos tinha o título, mas Jesus o testemunho. É fácil pensar que ser alguém é o mais importante, mas são os atos de amor que você pratica que serão lembrados”.
Ainda estou com o coração partido pela queda do avião francês em território aéreo supostamente brasileiro ceifando a vida de mais de duas centenas de pessoas que, desfrutavam em sua maioria dos seus melhores anos. Dentre a tripulação havia príncipe brasileiro, um médico respeitado internacionalmente, um assessor político do prefeito da cidade do Rio de Janeiro, artistas, engenheiros, dentre outras pessoas “comuns” que iam à trabalho para a Europa ou ainda no desfrute de merecidas férias e comemorações festivas diversas!
Eles representavam muitos títulos, como os noticiários vêm alardeando desde ontem, mas eu quero me ater nesse artigo em seus testemunhos, suas histórias de vida e também preciso lançar uma reflexão sobre dois aspectos para mim muito taxativos sobre a morte: a necessidade de estarmos preparados para o encontro com ela e também no fato de que precisamos morrer sem perder a vida. E, a partir da história dessa tragédia aérea que nos tem deixado assustados vamos pensar sobre a brevidade da vida.
Ouvi histórias de quem estava nesse vôo que me marcaram: a do alemão que voltava a Europa para pegar alguns documentos para viabilizar seu casamento com uma brasileira, um trabalhador que iria exercer sua profissão em Angola prevendo um tempo melhor para a sua família, uma jovem que ao ouvir de sua mãe o quanto ela amava disse apenas: “amém, amém e amém”! Foram dados alguns abraços efusivos (como do que iria para a Angola) que geraram um e outro estranhamento, mas que em contextos de viagens sem volta sempre ficam a martelar a frágil consciência de quem fica e sofre dobrado! A morte de fato é inexplicável mas, algo que acontece em várias histórias é a impressão de que muitos estavam se despedindo, não era um “até breve”, mas um “adeus”!
Um pouco de nós estava naquele vôo, a natureza humana é muito volátil em suas sensações e eu temo que daqui a alguns dias todos se esquecerão dessa tragédia e continuarão suas vidas. Mas, algo precisa acontecer! Temos de nos impactar! Ontem até mesmo o irreverente programa de televisão “CQC” fez um tempo de silêncio em solidariedade ao acontecido! O próprio presidente Lula não participou de um almoço comemorativo em El Salvador, dizendo: “não há clima para se comemorar nada!”.
Temos de parar, refletir sobre a vida, e eu lanço aqui algumas reflexões:
(a) Temos de viver a vida de fato como quem se encontra de passagem nesta terra!
Era esse o pensamento do autor da carta aos Hebreus: “Porque não temos aqui cidade permanente, mas buscamos a vindoura” (13.14). Essa busca tem de ser séria na nossa curta existência aqui na terra. Não somos de fato donos de nada por aqui, somos peregrinos, estamos indo na direção da nossa verdadeira casa: a cidade celestial.
Não podemos nos dar ao luxo de nos encantarmos com as belezas desse mundo tão vil e cruel. Há belezas aqui, sim, mas elas não podem nos roubar da visão de que nada permanecerá de pé por toda a vida, tudo um dia cederá o lugar para o que de fato será permanente, a eternidade. No momento estamos presos a esse tempo cronológico, mas não persistiremos assim não, e o que me impacta é o fato de que aquelas pessoas que estavam no vôo pensavam que chegariam aos seus respectivos destinos, fizeram planos, elaboraram metas, mas o Senhor Deus resolveu recolher-nos no tempo que Ele determinou para cada um deles!
(b) A morte deixa-nos com uma sensação amarga na boca!
É sempre assim: quando sabemos de uma tragédia, um pouco de nós morre, fica como que desmaiado, sob o efeito do narcótico da dor. Logo pensamos nos nossos filhos, pais, amigos, irmãos, enfim, naqueles que amamos e pretendemos ainda marcar suas vidas com o nosso testemunho. É triste, mas ao mesmo tempo é realista pensar que um dia todos nós vamos experimentar o lado de dentro da morte! Hoje temos visão dela por fora, visitamos os funerais, choramos nos velórios dos outros, mas um dia estaremos vivendo o lado de dentro dessa questão emblemática, seremos nós os mortos! E ai? Como encararemos?
Quando lidamos de perto com a morte, lidamos com o que há de mais melindroso em nós, o temor de passar uma vida inteira e não conseguir influenciar nada para que esse mundo fosse um pouquinho melhor! Só pode se sentir completo quem cumpre bem a sua missão olhando para a sua volta e percebendo que o mundo ficou um pouco mais colorido graças a sua presença. Isso é sério! É quando morremos, mas não perdemos a vida! Parece estranho, mas é real. Alguns morrem sem perder a vida. E outros perdem a vida sem morrerem!
Jim Elliot, o missionário sacrificado com 29 anos pelos indígenas em sua tentativa de comunicação com uma tribo do Equador para a implantação de um trabalho missionário, disse em seu diário: “não é tolo aquele que dá o que não pode reter, para ganhar o que não pode perder!” Ele morreu, mas não perdeu a vida! Seu exemplo de vida, mesmo depois de morto encoraja milhares de missionários em todo o mundo! Sua abnegação não foi em vão! E a história confirma que a esposa e o filho de Jim Elliot fizeram uma obra incrível no Equador entre os mesmos índios que tiraram a sua vida!
Quer saber de outro exemplo bíblico que me fascina: Eliseu ao morrer, adoecido por uma séria enfermidade foi sepultado e o texto de I Reis 13.20-25 é lindo ao referir-se ao que aconteceu quando um homem foi enterrado na mesma cova que o profeta: “Logo que ele tocou os ossos de Eliseu, reviveu e se levantou sobre os seus pés”. Ainda morto, Eliseu não perde sua unção profética e Deus lhe concede a realização de um derradeiro milagre, nada menos do que uma ressuscitação! Que Deus fantástico!
Assim é morrer e não perder a vida! Mesmo morto sendo alvo de lembranças curadoras, e sendo canal de bênçãos pelo testemunho empenhado por toda uma vida de dedicação à vontade do Senhor. A morte mesmo com seu sabor amargo na boca sempre produzirá gosto de mel quando se trata de apenas uma pausa para o desfrute de uma eternidade inteira com o Senhor da Vida, o próprio Deus revelado na Bíblia e encarnado em Jesus Cristo, nosso Senhor e Salvador!
terça-feira, 2 de junho de 2009
quarta-feira, 27 de maio de 2009
O LIVRO "A CABANA" E ALGUMAS PERGUNTAS QUE NÃO ENCONTRO RESPOSTAS!
"A fé nunca sabe aonde está sendo levada. Mas conhece e ama Aquele que a está levando". (Oswald Chambers)
Eu confesso que ainda estou impressionado com o relato do livro sobre a inconsistência dos arrazoados humanos na tentativa de compreender o sofrimento. William P. Yong é um canadense, filho de missionários cristãos, que nasceu em uma tribo em Papua Nova Guiné e que completou seus estudos em Religião nos EUA. Ele é um cristão não enganjado em uma denominação, o que torna os seus escritos bem palatáveis aos mais liberais que só sabem criticar a igreja institucionada, como grande vilã da pobreza de vida cristã que eles mesmo vivem! (apenas um desabafo para fazer valer o que penso sobre esses intelectuais que partem de suas idéias para criticar a igreja mesmo fazendo parte dela!).
Mas, o diferencial do livro é que, embora possa vir a soar bem irreverente, a Trindade Divina é nos apresentada de uma forma bem candente e bela, em meio à trama que passa o personagem principal em sua perda irreparável conceitos como: perdão, culpa, esperança, libertação emocional e outros parecem sair de suas linhas de uma forma bem incômoda e certeira. Confesso: é de atingir o coração!
Quem nunca desejou encontrar-se em uma cabana para encontrar seus fantasmas mais torturantes e em meio a isso tudo encontrar a essência da paternidade divina, a amorosidade do Espírito Santo e a cumplicidade de Jesus Cristo? Tudo isso nos é passado no livro com uma linguagem que só peca quando inclui demais o alcance da redenção divina abraçando religiões não cristãs, o que é um erro!
"A cabana" é um murro na "boca do estomâgo" de quem pensa que seu passado é justificativa para sair por ai tratando mal outros semelhantes a Deus que deveriam merecer todo o respeito e consideração humana! Na realidade esse livro vem demonstrar aquilo que tenho dito porque acredito de todo o meu coração: arrogância é bobagem, orgulho é cretinice, todos nós vamos para o mesmo lugar no cemitério e a morte não escolhe bem ou mal preparados para a vida!
Ontem eu me vi pensando na realidade do céu e convidando o Deus Triúno a partilhar de minha humanidade, depois pontuei algumas perguntas que quero tornar público nesse texto, intitulei a elas de "questões que não querem se calar", vamos a elas, abri-lhes o meu coração:
* Por que eu não capturo o coração de alguns homens da igreja?
* Por que eu me tornei tão "sem graça" no desfrute dos relacionamentos?
* Por que vez por outra me vejo com sentimentos bem próximos a algo que poderia chamar de ciúme?
* Por que eu não perdoei ainda de coração algumas pessoas que me fizeram tão mal?
* O que falta para Deus cumprir na minha vida a promessa de me confiar "grandes responsabilidades"?
* Onde Deus quer me levar em minha devocionalidade e intimidade com Ele?
* Nossa igreja alcançará vôos mais altos comigo? Será eu, Senhor o homem para pastorear esse povo por outros 15 anos?
* Tenho direito de fazer o que eu faço em tom de despedida?
* Preciso me preparar melhor para a minha missão. Estudar o que e aonde?
* Como ser melhor pai, esposo, amigo, pastor, professor, pessoa?
* Por que o tema "morte" tem me atraido ultimamente?
* O que fazer se, de fato, no processo de conhecimento/enamoramento houver convite de outra igreja para pastorear? O que deverá pesar na decisão independente de ser "sim" ou "não" (no prisma humano)?
* Do que eu tenho mais medo: assumir o controle ou perder o controle de vez da minha vida?
Isso tudo me fez parar ontem à noite e eu confesso que ainda me parará. Não tenho respostas e nem vou atrás delas não... vou seguir em frente, o Senhor está comigo, e ele já garantiu que estaria me concedendo graça. Sigo em fé! Fé cega e dependente!
Eu confesso que ainda estou impressionado com o relato do livro sobre a inconsistência dos arrazoados humanos na tentativa de compreender o sofrimento. William P. Yong é um canadense, filho de missionários cristãos, que nasceu em uma tribo em Papua Nova Guiné e que completou seus estudos em Religião nos EUA. Ele é um cristão não enganjado em uma denominação, o que torna os seus escritos bem palatáveis aos mais liberais que só sabem criticar a igreja institucionada, como grande vilã da pobreza de vida cristã que eles mesmo vivem! (apenas um desabafo para fazer valer o que penso sobre esses intelectuais que partem de suas idéias para criticar a igreja mesmo fazendo parte dela!).
Mas, o diferencial do livro é que, embora possa vir a soar bem irreverente, a Trindade Divina é nos apresentada de uma forma bem candente e bela, em meio à trama que passa o personagem principal em sua perda irreparável conceitos como: perdão, culpa, esperança, libertação emocional e outros parecem sair de suas linhas de uma forma bem incômoda e certeira. Confesso: é de atingir o coração!
Quem nunca desejou encontrar-se em uma cabana para encontrar seus fantasmas mais torturantes e em meio a isso tudo encontrar a essência da paternidade divina, a amorosidade do Espírito Santo e a cumplicidade de Jesus Cristo? Tudo isso nos é passado no livro com uma linguagem que só peca quando inclui demais o alcance da redenção divina abraçando religiões não cristãs, o que é um erro!
"A cabana" é um murro na "boca do estomâgo" de quem pensa que seu passado é justificativa para sair por ai tratando mal outros semelhantes a Deus que deveriam merecer todo o respeito e consideração humana! Na realidade esse livro vem demonstrar aquilo que tenho dito porque acredito de todo o meu coração: arrogância é bobagem, orgulho é cretinice, todos nós vamos para o mesmo lugar no cemitério e a morte não escolhe bem ou mal preparados para a vida!
Ontem eu me vi pensando na realidade do céu e convidando o Deus Triúno a partilhar de minha humanidade, depois pontuei algumas perguntas que quero tornar público nesse texto, intitulei a elas de "questões que não querem se calar", vamos a elas, abri-lhes o meu coração:
* Por que eu não capturo o coração de alguns homens da igreja?
* Por que eu me tornei tão "sem graça" no desfrute dos relacionamentos?
* Por que vez por outra me vejo com sentimentos bem próximos a algo que poderia chamar de ciúme?
* Por que eu não perdoei ainda de coração algumas pessoas que me fizeram tão mal?
* O que falta para Deus cumprir na minha vida a promessa de me confiar "grandes responsabilidades"?
* Onde Deus quer me levar em minha devocionalidade e intimidade com Ele?
* Nossa igreja alcançará vôos mais altos comigo? Será eu, Senhor o homem para pastorear esse povo por outros 15 anos?
* Tenho direito de fazer o que eu faço em tom de despedida?
* Preciso me preparar melhor para a minha missão. Estudar o que e aonde?
* Como ser melhor pai, esposo, amigo, pastor, professor, pessoa?
* Por que o tema "morte" tem me atraido ultimamente?
* O que fazer se, de fato, no processo de conhecimento/enamoramento houver convite de outra igreja para pastorear? O que deverá pesar na decisão independente de ser "sim" ou "não" (no prisma humano)?
* Do que eu tenho mais medo: assumir o controle ou perder o controle de vez da minha vida?
Isso tudo me fez parar ontem à noite e eu confesso que ainda me parará. Não tenho respostas e nem vou atrás delas não... vou seguir em frente, o Senhor está comigo, e ele já garantiu que estaria me concedendo graça. Sigo em fé! Fé cega e dependente!
quinta-feira, 14 de maio de 2009
EU PRECISO APRENDER UM POUCO AQUI...
"Sem os vossos ferimentos e chagas, onde acharíeis esse poder que faz a vossa tremente voz penetrar nos corações dos homens? Os próprios anjos de Deus no céu não podem persuadir os infelizes e errados filhos da terra como o pode fazer a criatura humana atropelada pelas rodas do carro da vida. No serviço do amor, só os soldados feridos conseguem alguma coisa." (Thornton Wilder)
Ao olhar para dentro de meu coração tenho reparado o quanto eu preciso aprender mais de Deus! E entendo que essa caminhada na direção de um conhecimento intimo dos desígnios do Pai a meu respeito passa pelas lágrimas e pela sofreguidão humana. São muitos os momentos em que me enxergo na minha insignificância de ser tendo de apelar para o propósito último da minha existência: glorificar a Deus me satisfazendo em Deus!
Minha vida tem sido um quadro que vem sendo pintado desde o meu primeiro suspiro em vida, no dia 26 de agosto de 1974, e analisando minha história de vida (ainda curta, admito) tenho aprendido que a vida é bem curta para ser pequena, logo eu tenho de ser mais intenso em minha busca por Deus! Venho sendo envergonhado em minha leitura sobre o avivamento que tem varrido a Indonésias desde os anos 60, e o meu constrangimento tem tido origem em minha inadequação diante dos desafios espirituais que um tempo de avivamento propõe ao crente: sobretudo uma renúncia completa de direitos pessoais!
Num contexto de avivamento há uma mortificação do nosso próprio eu, no reconhecimento de nossa fragilidade e também no acorde harmonioso entre luzes e sombras na nossa existência. Aprendo com tudo isso que o som mavioso do Espírito Santo em uma sinfonia com o Pai e o Filho na administração incrível da Trindade Divina só fará coro em mim quando eu aprender a dedilhar as cordas do sofrimento e das penúrias de minha existência paupérima!
Sem dúvida alguma, como diria Cowper em seu poema famoso: por detrás de toda providência divina carrancuda, há um rosto sorridente! Deus tem sorrido para mim em meio ao carranco de uma face bem dura, empedernida e vez por outra marcada por decepções, traições, incompreensões, conspirações e oposições bem vis. Mas, eu não posso absolutamente me dar ao luxo de choramingar pelos cantos, e não é isso que ensino cotidianamente aos meus liderados e ovelhas do rebanho que o Senhor a mim concedeu cuidar! Eu ensino que: "bem aventurados os que são perseguidos por causa da justiça... pois deles é o Reino dos céus." E, em sendo perseguidos, injuriados, caluniados e mal considerados, os discipulos de Jesus serão discípulos dos profetas que, perdiam a vida, mas nunca perdiam a esperança! (Mateus 5.10-12).
Não dá para desistir! Não dá para fazer "corpo mole"! Temos de insistir! A vida na maioria das vezes não é colorida, é bicromotizada em preto e branco, trata-se de uma pintura que envolve luz e sombras, mas, como disse a frase no cabeçalho do artigo, somente os feridos é que alcançam alguma coisa! Os que choram por seus sofrimentos e são rotulados de antiquadros, ridiculos e obstinados serão os que empreenderão vitórias no mundo espiritual, e, não se esqueça: Deus um dia, enxugará dos nossos olhos toda a lágrima, Apocalípse 21.4, e Deus é bom nisso: recompensar os que se permitiram ferir por causa dos valores de Jesus, os mesmos que, deixaram de viver bem diante dos homens, para morrerem bem diante dos olhos de Deus.
"Bem aventurados os mortos que desde agora morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem dos seus trabalhos, pois as suas obras os acompanham". (Apocalipse 15.13).
Uma boa morte para você!
Ao olhar para dentro de meu coração tenho reparado o quanto eu preciso aprender mais de Deus! E entendo que essa caminhada na direção de um conhecimento intimo dos desígnios do Pai a meu respeito passa pelas lágrimas e pela sofreguidão humana. São muitos os momentos em que me enxergo na minha insignificância de ser tendo de apelar para o propósito último da minha existência: glorificar a Deus me satisfazendo em Deus!
Minha vida tem sido um quadro que vem sendo pintado desde o meu primeiro suspiro em vida, no dia 26 de agosto de 1974, e analisando minha história de vida (ainda curta, admito) tenho aprendido que a vida é bem curta para ser pequena, logo eu tenho de ser mais intenso em minha busca por Deus! Venho sendo envergonhado em minha leitura sobre o avivamento que tem varrido a Indonésias desde os anos 60, e o meu constrangimento tem tido origem em minha inadequação diante dos desafios espirituais que um tempo de avivamento propõe ao crente: sobretudo uma renúncia completa de direitos pessoais!
Num contexto de avivamento há uma mortificação do nosso próprio eu, no reconhecimento de nossa fragilidade e também no acorde harmonioso entre luzes e sombras na nossa existência. Aprendo com tudo isso que o som mavioso do Espírito Santo em uma sinfonia com o Pai e o Filho na administração incrível da Trindade Divina só fará coro em mim quando eu aprender a dedilhar as cordas do sofrimento e das penúrias de minha existência paupérima!
Sem dúvida alguma, como diria Cowper em seu poema famoso: por detrás de toda providência divina carrancuda, há um rosto sorridente! Deus tem sorrido para mim em meio ao carranco de uma face bem dura, empedernida e vez por outra marcada por decepções, traições, incompreensões, conspirações e oposições bem vis. Mas, eu não posso absolutamente me dar ao luxo de choramingar pelos cantos, e não é isso que ensino cotidianamente aos meus liderados e ovelhas do rebanho que o Senhor a mim concedeu cuidar! Eu ensino que: "bem aventurados os que são perseguidos por causa da justiça... pois deles é o Reino dos céus." E, em sendo perseguidos, injuriados, caluniados e mal considerados, os discipulos de Jesus serão discípulos dos profetas que, perdiam a vida, mas nunca perdiam a esperança! (Mateus 5.10-12).
Não dá para desistir! Não dá para fazer "corpo mole"! Temos de insistir! A vida na maioria das vezes não é colorida, é bicromotizada em preto e branco, trata-se de uma pintura que envolve luz e sombras, mas, como disse a frase no cabeçalho do artigo, somente os feridos é que alcançam alguma coisa! Os que choram por seus sofrimentos e são rotulados de antiquadros, ridiculos e obstinados serão os que empreenderão vitórias no mundo espiritual, e, não se esqueça: Deus um dia, enxugará dos nossos olhos toda a lágrima, Apocalípse 21.4, e Deus é bom nisso: recompensar os que se permitiram ferir por causa dos valores de Jesus, os mesmos que, deixaram de viver bem diante dos homens, para morrerem bem diante dos olhos de Deus.
"Bem aventurados os mortos que desde agora morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem dos seus trabalhos, pois as suas obras os acompanham". (Apocalipse 15.13).
Uma boa morte para você!
sexta-feira, 8 de maio de 2009
ADEUS, JEANNE!
Fui surpreendido na quarta feira, quando estava em meio ao Congresso de Pastores Batistas do Estado do Rio de Janeiro em Rio Bonito com uma notícia triste: o falecimento de Jeanne, uma jovem de 29 anos que, havia sido preparada para ser operada na garganta e não resistiu a um choque provocado pela anestesia pré-operatória!
Jeanne era membro de nossa igreja mas, em meio ao processo de transferência de membresia, o que tornava a situação bem intranquila, pois há exatos oito meses não nos falávamos com profundidade! Mas, pelo rigor do compromisso pastoral deixei tudo e voltei para Angra a fim de prestar à familia minha solidariedade. Logo, como de costume, parei para refletir sobre algo que possivelmente falaria à familia, e expus algumas idéias extraidas do texto de João 11.
No velório, realizado na Primeira Igreja Batista aqui da cidade, tive o privilégio de expor a Palavra, o que o fiz com senso de reverência, dor contida e espírito entregue ao Senhor! Salientei algumas verdades no texto de João 11 com dor e dependência do alto!
Mas, eu havia ainda no calor da notícia recebida rascunhado alguns outros princípios em meio à minha reflexão num dos bancos da rodoviária Novo Rio enquanto esperava o casal que estava à caminho de me buscar para levar de volta a Angra, e essas idéias que quero tornar público nesse artigo.
(a) Definitivamente, há coisas que não podemos levar para o túmulo.
Olhei para o rosto jovem de Jeanne e foi inevitável vir à lembrança de realidades que vivemos juntos. Sua decisão ao lado de Cristo foi em nossa igreja, seu batismo também, seu envolvimento ministerial (jovens, surdos, crianças) foi lá também. E, agora neste último tempo precipitado pelo seu processo de transferência me fiz relembrar de alguns pontos de conversa que poderíamos ter tido! Logo, orei ao Senhor para tirar isso de meu coração, mas foi bem mais forte que eu!
O que me consola é saber que ninguém vai embora dessa vida sem receber o preparo do Senhor, essa foi a palavra que o avô paterno de Jeanne se agarrou imediatamente após verificação do óbito de sua neta!
Mas, temos de tomar cuidado para não levarmos para o túmulo mesmo preparados pelo Senhor para aquele momento aquilo que para nós representa sonhos adiados, relacionamentos estremecidos, ressentimentos adormecidos e, sobretudo perguntas que não foram feitas! É impressionante, mas Deus nos dá oportunidades incomuns para sararmos nossa alma em todo o tempo de nossa existência aqui na terra, e, acontece que, vez por outra desprezamos uma e outra chance e quando vemos... a vida já se foi! E ficou apenas, saudade!
Sem entrar em detalhes eu gostaria de ter estado mais tempo com Jeanne, eu teria alguns esclarecimentos a fazer, mas fui contido pelas circunstâncias, mas eu me curvo ao Deus Todo Poderoso, crendo que, se Ele a chamou é porque para Ele ela estava preparada! Eu, admito, não sei de nada! Deus sabe de tudo!
(b) A morte não é linha de chegada, é linha de saída.
A verdadeira vida está começando para Jeanne. Nós é que estamos sendo-humanos, somos limitados pelo tempo, a eternidade está fora do tempo! Jesus disse: "Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que morra, viverá; e todo aquele que vive, e crê em mim, jamais morrerá. Crês isto?" (João 11.25,26).
Quando morremos, não esperamos um tempo para a ressurreição, como eu disse ontem a ressurreição "já é"! Tudo acontece fora do nosso tempo, por isso não temos por que nos desesperar como aqueles que não tem a esperança em Cristo Jesus! A morte precisa ser reinterpretada em nossos corações, e eu sei que isso é difícil de elaborar, sobretudo na morte de uma jovem com 29 anos, formada em Direito, contratada pela Prefeitura, cheia de planos e projetos para o futuro, com um novo relacionamento de namoro e com desejo de servir a Deus em alguma outra igreja evangélica, tudo isso já constitui inexoravelmente em um nível altíssimo de expectativas! Mas, ai chega Deus e diz: vamos começar de verdade a sua caminhada?
A morte nada mais é do que isso, o inicio de uma caminhada com Deus. Ontem ouvi uma frase que ficou martelando em minha mente: "Jesus nasceu na cruz". Logo, aqui cabe uma pontual aplicação: nascemos já na realidade da morte, porque não podemos fugir do encontro com a mesma, em outras palavras, nascemos marcados para morrer!
Mas, Jesus reitera, que aquele que crê, jamais morre eternamente! É isso que importa!
Vai aqui um sincero e emocionado: "Adeus, Jeanne"! Naquilo que não ficou esclarecido entre nós, o Senhor lhe esclarecerá na eternidade! Não tenho dúvidas disso! E, creio que as pontuações, as respostas, as justificativas, enfim os arrazoados dados pelo Senhor serão muito mais contundentes do que os meus!
O que importa é que, a despeito do seu corpo não ter sido velado em sua igreja (de membresia oficial) o seu coração estará sempre conosco, na IBACEN, e isso ninguém poderá tirar de nós! Meus sinceros e efusivos: Adeus! Até breve!
Jeanne era membro de nossa igreja mas, em meio ao processo de transferência de membresia, o que tornava a situação bem intranquila, pois há exatos oito meses não nos falávamos com profundidade! Mas, pelo rigor do compromisso pastoral deixei tudo e voltei para Angra a fim de prestar à familia minha solidariedade. Logo, como de costume, parei para refletir sobre algo que possivelmente falaria à familia, e expus algumas idéias extraidas do texto de João 11.
No velório, realizado na Primeira Igreja Batista aqui da cidade, tive o privilégio de expor a Palavra, o que o fiz com senso de reverência, dor contida e espírito entregue ao Senhor! Salientei algumas verdades no texto de João 11 com dor e dependência do alto!
Mas, eu havia ainda no calor da notícia recebida rascunhado alguns outros princípios em meio à minha reflexão num dos bancos da rodoviária Novo Rio enquanto esperava o casal que estava à caminho de me buscar para levar de volta a Angra, e essas idéias que quero tornar público nesse artigo.
(a) Definitivamente, há coisas que não podemos levar para o túmulo.
Olhei para o rosto jovem de Jeanne e foi inevitável vir à lembrança de realidades que vivemos juntos. Sua decisão ao lado de Cristo foi em nossa igreja, seu batismo também, seu envolvimento ministerial (jovens, surdos, crianças) foi lá também. E, agora neste último tempo precipitado pelo seu processo de transferência me fiz relembrar de alguns pontos de conversa que poderíamos ter tido! Logo, orei ao Senhor para tirar isso de meu coração, mas foi bem mais forte que eu!
O que me consola é saber que ninguém vai embora dessa vida sem receber o preparo do Senhor, essa foi a palavra que o avô paterno de Jeanne se agarrou imediatamente após verificação do óbito de sua neta!
Mas, temos de tomar cuidado para não levarmos para o túmulo mesmo preparados pelo Senhor para aquele momento aquilo que para nós representa sonhos adiados, relacionamentos estremecidos, ressentimentos adormecidos e, sobretudo perguntas que não foram feitas! É impressionante, mas Deus nos dá oportunidades incomuns para sararmos nossa alma em todo o tempo de nossa existência aqui na terra, e, acontece que, vez por outra desprezamos uma e outra chance e quando vemos... a vida já se foi! E ficou apenas, saudade!
Sem entrar em detalhes eu gostaria de ter estado mais tempo com Jeanne, eu teria alguns esclarecimentos a fazer, mas fui contido pelas circunstâncias, mas eu me curvo ao Deus Todo Poderoso, crendo que, se Ele a chamou é porque para Ele ela estava preparada! Eu, admito, não sei de nada! Deus sabe de tudo!
(b) A morte não é linha de chegada, é linha de saída.
A verdadeira vida está começando para Jeanne. Nós é que estamos sendo-humanos, somos limitados pelo tempo, a eternidade está fora do tempo! Jesus disse: "Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que morra, viverá; e todo aquele que vive, e crê em mim, jamais morrerá. Crês isto?" (João 11.25,26).
Quando morremos, não esperamos um tempo para a ressurreição, como eu disse ontem a ressurreição "já é"! Tudo acontece fora do nosso tempo, por isso não temos por que nos desesperar como aqueles que não tem a esperança em Cristo Jesus! A morte precisa ser reinterpretada em nossos corações, e eu sei que isso é difícil de elaborar, sobretudo na morte de uma jovem com 29 anos, formada em Direito, contratada pela Prefeitura, cheia de planos e projetos para o futuro, com um novo relacionamento de namoro e com desejo de servir a Deus em alguma outra igreja evangélica, tudo isso já constitui inexoravelmente em um nível altíssimo de expectativas! Mas, ai chega Deus e diz: vamos começar de verdade a sua caminhada?
A morte nada mais é do que isso, o inicio de uma caminhada com Deus. Ontem ouvi uma frase que ficou martelando em minha mente: "Jesus nasceu na cruz". Logo, aqui cabe uma pontual aplicação: nascemos já na realidade da morte, porque não podemos fugir do encontro com a mesma, em outras palavras, nascemos marcados para morrer!
Mas, Jesus reitera, que aquele que crê, jamais morre eternamente! É isso que importa!
Vai aqui um sincero e emocionado: "Adeus, Jeanne"! Naquilo que não ficou esclarecido entre nós, o Senhor lhe esclarecerá na eternidade! Não tenho dúvidas disso! E, creio que as pontuações, as respostas, as justificativas, enfim os arrazoados dados pelo Senhor serão muito mais contundentes do que os meus!
O que importa é que, a despeito do seu corpo não ter sido velado em sua igreja (de membresia oficial) o seu coração estará sempre conosco, na IBACEN, e isso ninguém poderá tirar de nós! Meus sinceros e efusivos: Adeus! Até breve!
quinta-feira, 23 de abril de 2009
MINHAS LEITURAS SOBRE O AVIVAMENTO.
Já há tempos venho lendo sobre avivamento. E tenho sentido "na pele", creiam nisso, os efeitos desse tempo de leituras e quebrantamento diante do Senhor. Nesse inicio de semana fui afligido em minha alma e corpo justamente após a preparação, realização e avaliação de uma vigilia que antecedeu esse tempo de fortes expectativas que estou vivendo no Senhor nestes últimos dias.
É interessante que este tempo que vivo em ardentes expectativas de Deus, tenho aprendido a perdoar, "zerar" o coração em relação às dívidas provocadas por incidentes em meus antigos relacionamentos com algumas pessoas, zelo pela glória de Deus expressado em minhas buscas espirituais por intimidade com o Senhor e também por uma reflexão do que está acontecendo desde os anos 60 na Indonésia. Eles estão vivendo um avivamento lindo e poderoso!
E pretendo nesse artigo aproveitar alguns pontos salientados pelo Dr. Kurt Koch que representam alguns dos perigos de um tempo de avivamento, à luz da experiência na Indonésia, mas que servem para nossa apreensão deste tema, e sem dúvida, cabe aqui uma aplicação direta ao que estamos vivendo aqui na IBACEN (Igreja Batista Central em Japuiba, Angra dos Reis, RJ).
(a) Cultos de personalidade são o primeiro perigo.
É assustador quanto estamos vivendo um tempo onde os holofotes parecem estar focados nos chamados "grandes homens de Deus". Estava completamente correto aquele irmão que um dia me disse: "não existem grandes homens de Deus, existem homens grandemente usados por Deus". Deus não divide sua glória com ninguém, no palco que o homem brilha, o Senhor não brilha! Num contexto de avivamento precisamos tomar cuidado para não roubarmos o fogo de Deus, darmos ênfase no poder do homem, obscurecendo o poder de Deus, infalivelmente quando isso acontece a glória de Deus se esvai, ai o nosso culto vira um "icabode", já se foi a glória!
(b) Sensacionalismo de histórias mirabolantes de milagres extraordinários.
Olha, eu creio que em um contexto de avivamento curas milagrosas acontecem, tenho lido até mesmo de ressuscitação de mortos! Mas, temos de tomar cuidado com os testemunhos explêndidos que se põem a detalhar aquilo que não foi concebido para ser enquadrado na formatação de pensamento humano! O coração do homem é uma fábrica de idolos como dizia Calvino, e é verdade que o orgulho precisa ser evitado em nosso interior com todas as nossas forças. Mattew Henry, o comentarista predileto de Spurgen disse certa feita: "Os homens me admiram frequentemente, e sinto deleite nisso, mas odeio o deleite que sinto". Grande parte do sensacionalismo que é criado em torno dos milagres gera orgulho no coração do homem mais santo, quanto mais daquele que já é contaminado pela sede dos elogios e vibrações das palmas humanas!
(c) Avivamento é obra de Deus! E Deus leva até o fim sua missão de propagar os efeitos do avivamento até o fim!
No contexto de avivamento precisamos tomar muito cuidado para não enchermos nosso coração de vaidade a ponto de acreditarmos que estamos no controle de alguma coisa. Já vivi momentos de euforia espiritual com a igreja que depois de algum tempo fui tentado a reproduzir o mesmo contexto e recebi de Deus a seguinte exortação: sou eu quem faço! É verdade no avivamento é Deus quem dá as cartas, é Ele quem faz, do jeito dele como ele quer... nada passa de seu arbítrio e querer, Deus a ninguém tem por conselheiro!
"Ai daquele que contende com seu Criador! o caco entre outros cacos de barro! Porventura dirá o barro ao que o formou: Que fazes? ou dirá a tua obra: Não tens mãos?" (Isaias 45.9)
(d) Num periodo de avivamento e eu tenho levado isso muito a sério, a pessoa de Jesus é respeitada!
Nossos jovens aqui da Costa Verde vão realizar um congresso aqui na Japuiba nos dias 01 a 03 de maio. O tema é sugestivo: "qual é a sua praia?" O subtítulo é desonroso: "Jesus é surfciente". O trocadilho não caiu bem, já disse isso para o presidente do Congresso! Não se pode brincar com o nome de Jesus! Aqui na igreja já disse: odiei esse subtema! Um velho ministro do evangelho na Inglaterra, o qual esteve presente no avivamento do país de Gales uma vez disse: "Lá para o fim do avivamento, toda gente falava no Espírito Santo e só se falava no Espírito Santo e não mais no Senhor Jesus".
Aqui na IBACEN levamos a sério o nome de Jesus, e compreendemos também que a obra de Deus não pode coincidir no apoio humano ou na promoção da honra do homem. A salvação é plenamente efetivada por Deus, não conta com o jeitinho humano! São valores bíblicos que não abrimos mão, até mesmo porque, em desprezando essas verdades fecharemos as portas para o avivamento que Senhor Deus nesse tempo está para derramar sobre nós, igreja do Senhor Jesus!
É interessante que este tempo que vivo em ardentes expectativas de Deus, tenho aprendido a perdoar, "zerar" o coração em relação às dívidas provocadas por incidentes em meus antigos relacionamentos com algumas pessoas, zelo pela glória de Deus expressado em minhas buscas espirituais por intimidade com o Senhor e também por uma reflexão do que está acontecendo desde os anos 60 na Indonésia. Eles estão vivendo um avivamento lindo e poderoso!
E pretendo nesse artigo aproveitar alguns pontos salientados pelo Dr. Kurt Koch que representam alguns dos perigos de um tempo de avivamento, à luz da experiência na Indonésia, mas que servem para nossa apreensão deste tema, e sem dúvida, cabe aqui uma aplicação direta ao que estamos vivendo aqui na IBACEN (Igreja Batista Central em Japuiba, Angra dos Reis, RJ).
(a) Cultos de personalidade são o primeiro perigo.
É assustador quanto estamos vivendo um tempo onde os holofotes parecem estar focados nos chamados "grandes homens de Deus". Estava completamente correto aquele irmão que um dia me disse: "não existem grandes homens de Deus, existem homens grandemente usados por Deus". Deus não divide sua glória com ninguém, no palco que o homem brilha, o Senhor não brilha! Num contexto de avivamento precisamos tomar cuidado para não roubarmos o fogo de Deus, darmos ênfase no poder do homem, obscurecendo o poder de Deus, infalivelmente quando isso acontece a glória de Deus se esvai, ai o nosso culto vira um "icabode", já se foi a glória!
(b) Sensacionalismo de histórias mirabolantes de milagres extraordinários.
Olha, eu creio que em um contexto de avivamento curas milagrosas acontecem, tenho lido até mesmo de ressuscitação de mortos! Mas, temos de tomar cuidado com os testemunhos explêndidos que se põem a detalhar aquilo que não foi concebido para ser enquadrado na formatação de pensamento humano! O coração do homem é uma fábrica de idolos como dizia Calvino, e é verdade que o orgulho precisa ser evitado em nosso interior com todas as nossas forças. Mattew Henry, o comentarista predileto de Spurgen disse certa feita: "Os homens me admiram frequentemente, e sinto deleite nisso, mas odeio o deleite que sinto". Grande parte do sensacionalismo que é criado em torno dos milagres gera orgulho no coração do homem mais santo, quanto mais daquele que já é contaminado pela sede dos elogios e vibrações das palmas humanas!
(c) Avivamento é obra de Deus! E Deus leva até o fim sua missão de propagar os efeitos do avivamento até o fim!
No contexto de avivamento precisamos tomar muito cuidado para não enchermos nosso coração de vaidade a ponto de acreditarmos que estamos no controle de alguma coisa. Já vivi momentos de euforia espiritual com a igreja que depois de algum tempo fui tentado a reproduzir o mesmo contexto e recebi de Deus a seguinte exortação: sou eu quem faço! É verdade no avivamento é Deus quem dá as cartas, é Ele quem faz, do jeito dele como ele quer... nada passa de seu arbítrio e querer, Deus a ninguém tem por conselheiro!
"Ai daquele que contende com seu Criador! o caco entre outros cacos de barro! Porventura dirá o barro ao que o formou: Que fazes? ou dirá a tua obra: Não tens mãos?" (Isaias 45.9)
(d) Num periodo de avivamento e eu tenho levado isso muito a sério, a pessoa de Jesus é respeitada!
Nossos jovens aqui da Costa Verde vão realizar um congresso aqui na Japuiba nos dias 01 a 03 de maio. O tema é sugestivo: "qual é a sua praia?" O subtítulo é desonroso: "Jesus é surfciente". O trocadilho não caiu bem, já disse isso para o presidente do Congresso! Não se pode brincar com o nome de Jesus! Aqui na igreja já disse: odiei esse subtema! Um velho ministro do evangelho na Inglaterra, o qual esteve presente no avivamento do país de Gales uma vez disse: "Lá para o fim do avivamento, toda gente falava no Espírito Santo e só se falava no Espírito Santo e não mais no Senhor Jesus".
Aqui na IBACEN levamos a sério o nome de Jesus, e compreendemos também que a obra de Deus não pode coincidir no apoio humano ou na promoção da honra do homem. A salvação é plenamente efetivada por Deus, não conta com o jeitinho humano! São valores bíblicos que não abrimos mão, até mesmo porque, em desprezando essas verdades fecharemos as portas para o avivamento que Senhor Deus nesse tempo está para derramar sobre nós, igreja do Senhor Jesus!
sexta-feira, 17 de abril de 2009
NÃO VOU AZEDAR O MEU CORAÇÃO!
"Vós, na verdade, intentastes o mal contra mim; porém Deus o tornou em bem, para fazer, como vedes agora, que se converve muita gente em vida". (Genêsis 50.20)
O coração da gente espremido não pode ser como o limão que retribui com um sabor azedo e queixoso, tem de ser como o pêssego, mesmo compressado ele produz um suco doce e palatável. Sei que é humano retribuir o mal com o mal, e o apóstolo Paulo diz que precisamos andar na contra-mão do sistema pois, "não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem" (Romanos 12.21). O mal já nos é intrínseco como seres humanos, em outras palavras, não há novidade alguma em expelirmos caldos de rancor diante da vicissitudes da vida, agora, o diferencial é estarmos sempre com um sorriso nos lábios expressando o nosso contentamento em saber que não somos obrigados a pagar o mal com o mal, até mesmo porque "bem aventurados os humildes de espírito, porque deles é o Reino dos Céus" (Mateus 5.3).
O desafio posto para mim e para você é: sermos misericordiosos! Ontem eu fiz um oração, na minha experiência de vida bem ousada! Eu disse: não vou azedar o meu coração! Não vou comentar negativamente sobre aquilo que fazem de mal na minha direção! E, ainda vou ajudar quando os meus "inimigos" virem até mim! E, vou fazer isso não porque eu sou bonzinho ou há alguma áureola de santidade celestial em mim. Não, absolutamente! Farei isso por obediência ao Senhor!
Pentecost vai definir um misericordioso como "um homem cheio de amor, que ama com o amor de Deus. É o homem em cuja vida a cruz realizou uma obra transformadora conformando-o a Jesus Cristo". Essa definição marca algumas caracteristicas de um coração que de fato, não permita ser azedado pelas circunstâncias da vida.
(a) Trata-se de um coração cheio de amor.
Olha, amor não se demonstra apenas por meio de confissões brilhantemente elaboradas. O amor é o que o amor faz. Tem muito poeta ai que fala muito bem do amor, mas não vive! O amor é mais do que essa cantoria ridicula que o povo chama de "música romântica"! Amar é uma decisão de fidelidade, comprometimento, exclusividade, em fim é uma aliança poderossísima entre um homem e uma mulher que se colocam diante do outro para viverem em um nível celestial de existência!
Estar cheio de amor implica em "olhar com simpatia os erros de um irmão", como diz um dos nossos hinos tradicionais. Não adianta dizermos que amamos a Deus se não amamos os nossos irmãos (I João 4.20). Fico pensando que o meu grande desafio nesse momento que estou vivendo seja amar os não amáveis! Amar os que trocaram minha intimidade por inverdades! Amar os que não me respeitaram (nem digo como pastor, mas sobretudo como pessoa!)! Eu decido amá-los!
(b) Trata-se de um coração humano cuja vida a cruz realizou uma obra transformadora conformando-o a Jesus Cristo.
Agora é que chega um ponto que gosto muito: diante da cruz de Cristo não há lugar para o orgulho. A cruz nos nivela tudo por baixo mesmo, e diante dela nos colocamos como pessoas indignas até mesmo de sobreviver! O que somos, somos pela graça de Deus!
Um dos livros mais importantes que li nesse ano foi "Humildade, a verdadeira grandeza", de C.J. Mahaney. E num dos capítulos, Mahaney presenteia seus autores com uma relação formidável entre a cruz e a humildade.
Mahaney diz que certo dia teve o privilégio de passar uma hora com Don Carson, um grande conhecedor das Escrituras e ele contou de uma conversa que teve com um outro mestre da Bíblia, Carl Henry. O Dr. Carson perguntou ao Cr. Henry como ele permanecera humilde por tantas décadas, e recebeu a seguinte resposta: "Como alguém pode ser arrogante quando fica ao lado da cruz?"
Penso então que o nosso grande desafio é ficar ao lado da cruz, ou como diria um outro dos nossos hinos, "ao pé da cruz", para que daí obtermos forças para prevalecermos diante daqueles que nos "puxam o tapete"! Justiça seja feita, seja misericordioso, porque Deus lhe concederá misericórdia!
E o seu coração seja mais próximo possível do dulçor do pêssego, a fim de hoje e sempre você venha receber de Deus inspiração para a sua existência!
O coração da gente espremido não pode ser como o limão que retribui com um sabor azedo e queixoso, tem de ser como o pêssego, mesmo compressado ele produz um suco doce e palatável. Sei que é humano retribuir o mal com o mal, e o apóstolo Paulo diz que precisamos andar na contra-mão do sistema pois, "não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem" (Romanos 12.21). O mal já nos é intrínseco como seres humanos, em outras palavras, não há novidade alguma em expelirmos caldos de rancor diante da vicissitudes da vida, agora, o diferencial é estarmos sempre com um sorriso nos lábios expressando o nosso contentamento em saber que não somos obrigados a pagar o mal com o mal, até mesmo porque "bem aventurados os humildes de espírito, porque deles é o Reino dos Céus" (Mateus 5.3).
O desafio posto para mim e para você é: sermos misericordiosos! Ontem eu fiz um oração, na minha experiência de vida bem ousada! Eu disse: não vou azedar o meu coração! Não vou comentar negativamente sobre aquilo que fazem de mal na minha direção! E, ainda vou ajudar quando os meus "inimigos" virem até mim! E, vou fazer isso não porque eu sou bonzinho ou há alguma áureola de santidade celestial em mim. Não, absolutamente! Farei isso por obediência ao Senhor!
Pentecost vai definir um misericordioso como "um homem cheio de amor, que ama com o amor de Deus. É o homem em cuja vida a cruz realizou uma obra transformadora conformando-o a Jesus Cristo". Essa definição marca algumas caracteristicas de um coração que de fato, não permita ser azedado pelas circunstâncias da vida.
(a) Trata-se de um coração cheio de amor.
Olha, amor não se demonstra apenas por meio de confissões brilhantemente elaboradas. O amor é o que o amor faz. Tem muito poeta ai que fala muito bem do amor, mas não vive! O amor é mais do que essa cantoria ridicula que o povo chama de "música romântica"! Amar é uma decisão de fidelidade, comprometimento, exclusividade, em fim é uma aliança poderossísima entre um homem e uma mulher que se colocam diante do outro para viverem em um nível celestial de existência!
Estar cheio de amor implica em "olhar com simpatia os erros de um irmão", como diz um dos nossos hinos tradicionais. Não adianta dizermos que amamos a Deus se não amamos os nossos irmãos (I João 4.20). Fico pensando que o meu grande desafio nesse momento que estou vivendo seja amar os não amáveis! Amar os que trocaram minha intimidade por inverdades! Amar os que não me respeitaram (nem digo como pastor, mas sobretudo como pessoa!)! Eu decido amá-los!
(b) Trata-se de um coração humano cuja vida a cruz realizou uma obra transformadora conformando-o a Jesus Cristo.
Agora é que chega um ponto que gosto muito: diante da cruz de Cristo não há lugar para o orgulho. A cruz nos nivela tudo por baixo mesmo, e diante dela nos colocamos como pessoas indignas até mesmo de sobreviver! O que somos, somos pela graça de Deus!
Um dos livros mais importantes que li nesse ano foi "Humildade, a verdadeira grandeza", de C.J. Mahaney. E num dos capítulos, Mahaney presenteia seus autores com uma relação formidável entre a cruz e a humildade.
Mahaney diz que certo dia teve o privilégio de passar uma hora com Don Carson, um grande conhecedor das Escrituras e ele contou de uma conversa que teve com um outro mestre da Bíblia, Carl Henry. O Dr. Carson perguntou ao Cr. Henry como ele permanecera humilde por tantas décadas, e recebeu a seguinte resposta: "Como alguém pode ser arrogante quando fica ao lado da cruz?"
Penso então que o nosso grande desafio é ficar ao lado da cruz, ou como diria um outro dos nossos hinos, "ao pé da cruz", para que daí obtermos forças para prevalecermos diante daqueles que nos "puxam o tapete"! Justiça seja feita, seja misericordioso, porque Deus lhe concederá misericórdia!
E o seu coração seja mais próximo possível do dulçor do pêssego, a fim de hoje e sempre você venha receber de Deus inspiração para a sua existência!
quinta-feira, 9 de abril de 2009
"PASSA PELO MEIO DO CAMINHO"
Antes de chegar ao Alto da Colina, porém, o sol se escondeu atrás do horizonte, e Cristão lembrou-se novamente da tolice de haver dormido. E lembrou-se também do que lhe contaram Timido e Desconfiado, que haviam recuado com medo dos leões.
E pensou- Essas feras devem estar por aí, à solta. Se me encontrarem no escuro, me matarão. Como poderei escapar?
Enquanto assim meditava sobre seu infeliz descuido, eis que levantou os olhos e viu um magnífico palácio à sua frente, cujo nome era Belo. Entretanto, por uma passagem estreita, porém, viu dois leões no caminho. Hesitava quando o porteiro, de nome Vigia, exclamou- É assim pequena a tua coragem?
E continuou: "Não temas passar. Os leões estão acorrentados e só estão ai para provar a fé ou a incredulidade. Passa pelo meio do caminho e nada te sucederá de mal. (Trechos de "O Peregrino", de J. Bunyan)
Essa porção me fez parar a fim de refletir sobre o atual momento de minha vida. Tenho sido tentado a temer os leões que estão no caminho de acesso ao Belo, que repreenta a realização de meus sonhos mais intensos em relação ao meu presente e futuro! E, sinto-me embaraçado pela consciência enfermiça de parte de nossa geração que não treme mais diante da Palavra, porque não tem seguido ao Senhor em humildade de coração.
Na realidade, aprendo que tenho de seguir a minha caminhada, pois os leões só servem para me paralisar... e não vão conseguir... definitivamente, e isso porque:
(a) Eu vivo a realidade de I Pedro 1.7: "para que a prova da vossa fé, mais preciosa do que o ouro que perece, embora provado pelo fogo, redunde para louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo".
A nossa exposição ao fogo compreende o tempo que passamos em duras provas e algumas ardentes pelejas justamente para que o ouro em nós seja purificado, e sai de dentro de nós aquela escória que enfeia o Belo em nós! Não falo de bondade inerente ao ser humano, falo do plano sublime do Senhor em implantar em nossa natureza corrumpida o seu toque, a sua beleza no derramamnto do seu Espírito em nós! E o Espírito Santo é o Deus dentro de nós!
(b) Eu vivo também a realidade de II Corintios 4.16: "Por isso não desfalecemos; mas ainda que o nosso homem exterior se esteja consumindo, o interior, contudo, se renova de dia em dia".
Nosso exterior é casca, a essência é o "homem interior". Com isso, as turbulências da vida são instrumentos de Deus para lançar fora a nossa casca, a fim de fazer com que somente a essência se manifesta! Não podemos servir a um Deus que serve apenas de muletas para nossas debilidades, absolutamente. Precisamos assumir o compromisso de termos a Deus como aquele que dá a identidade que precisamos para ser quem somos: filhos dEle por adoção, herdeiros de Deus!
(c) Eu vivo por fim, a realidade de Apocalípse 3.12: "A quem vencer, eu o farei coluna no templo do meu Deus, donde jamais sairá; e escreverei sobre ele o nome do meu Deus, a nova Jerusalém, que desce do céu, da parte do meu Deus, e também o meu novo nome".
A grande recompensa para aqueles que caminham com Deus, na perseverança em meio às lutas e no firme entendimento do propósito providente do Senhor com a nossa história é, sem dúvida, a convicção de que seremos preservados ilesos em meio ao turbilhão da hístória! Isso é que significa "ser coluna"!
Estamos cansados de olhar para dentro de nós mesmos e visualizarmos uma existência bem inconstante, sem qualquer firmeza em nosso propósito de caminhada! Ser coluna acaba sendo o resultado da graça de Deus em nós firmando-nos na convicção de nossa salvação em Cristo Jesus.
Ai eu me lembro do ensinamento dos irmãos puritanos do sec. XVII na Inglaterra que se notabilizaram pela necessidade de se buscar ao Senhor para se ter uma convicção plena de nossa salvação.
Pensando nessa direção que William Guthrie pergunta em seu livro, "o maior benefício do crente", "qual a principal ocupação do homem neste mundo?" e ele mesmo responde: "ter certeza de que participa de Cristo e viver de acordo com isto".
Contundente. Temos de viver em obediência a esse principio. Dai, em meio aos leões ferozes do humanismo, secularismo e outras maldades terrenas, sobreviveremos, certos de que não temos o que temer! E as provas que aparecem diante de nós apenas confirmam o fato de que fomos gerados para viver em outra dimensão, por isos o nosso corpo geme e sofre!
Que Deus nos ajude a viver as realidades bíblicas que expus aqui.. e assim, venhamos a estar no caminho, sem sair do caminho e chegando ao Belo que Ele tem proposto para cada um de nós!
E pensou- Essas feras devem estar por aí, à solta. Se me encontrarem no escuro, me matarão. Como poderei escapar?
Enquanto assim meditava sobre seu infeliz descuido, eis que levantou os olhos e viu um magnífico palácio à sua frente, cujo nome era Belo. Entretanto, por uma passagem estreita, porém, viu dois leões no caminho. Hesitava quando o porteiro, de nome Vigia, exclamou- É assim pequena a tua coragem?
E continuou: "Não temas passar. Os leões estão acorrentados e só estão ai para provar a fé ou a incredulidade. Passa pelo meio do caminho e nada te sucederá de mal. (Trechos de "O Peregrino", de J. Bunyan)
Essa porção me fez parar a fim de refletir sobre o atual momento de minha vida. Tenho sido tentado a temer os leões que estão no caminho de acesso ao Belo, que repreenta a realização de meus sonhos mais intensos em relação ao meu presente e futuro! E, sinto-me embaraçado pela consciência enfermiça de parte de nossa geração que não treme mais diante da Palavra, porque não tem seguido ao Senhor em humildade de coração.
Na realidade, aprendo que tenho de seguir a minha caminhada, pois os leões só servem para me paralisar... e não vão conseguir... definitivamente, e isso porque:
(a) Eu vivo a realidade de I Pedro 1.7: "para que a prova da vossa fé, mais preciosa do que o ouro que perece, embora provado pelo fogo, redunde para louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo".
A nossa exposição ao fogo compreende o tempo que passamos em duras provas e algumas ardentes pelejas justamente para que o ouro em nós seja purificado, e sai de dentro de nós aquela escória que enfeia o Belo em nós! Não falo de bondade inerente ao ser humano, falo do plano sublime do Senhor em implantar em nossa natureza corrumpida o seu toque, a sua beleza no derramamnto do seu Espírito em nós! E o Espírito Santo é o Deus dentro de nós!
(b) Eu vivo também a realidade de II Corintios 4.16: "Por isso não desfalecemos; mas ainda que o nosso homem exterior se esteja consumindo, o interior, contudo, se renova de dia em dia".
Nosso exterior é casca, a essência é o "homem interior". Com isso, as turbulências da vida são instrumentos de Deus para lançar fora a nossa casca, a fim de fazer com que somente a essência se manifesta! Não podemos servir a um Deus que serve apenas de muletas para nossas debilidades, absolutamente. Precisamos assumir o compromisso de termos a Deus como aquele que dá a identidade que precisamos para ser quem somos: filhos dEle por adoção, herdeiros de Deus!
(c) Eu vivo por fim, a realidade de Apocalípse 3.12: "A quem vencer, eu o farei coluna no templo do meu Deus, donde jamais sairá; e escreverei sobre ele o nome do meu Deus, a nova Jerusalém, que desce do céu, da parte do meu Deus, e também o meu novo nome".
A grande recompensa para aqueles que caminham com Deus, na perseverança em meio às lutas e no firme entendimento do propósito providente do Senhor com a nossa história é, sem dúvida, a convicção de que seremos preservados ilesos em meio ao turbilhão da hístória! Isso é que significa "ser coluna"!
Estamos cansados de olhar para dentro de nós mesmos e visualizarmos uma existência bem inconstante, sem qualquer firmeza em nosso propósito de caminhada! Ser coluna acaba sendo o resultado da graça de Deus em nós firmando-nos na convicção de nossa salvação em Cristo Jesus.
Ai eu me lembro do ensinamento dos irmãos puritanos do sec. XVII na Inglaterra que se notabilizaram pela necessidade de se buscar ao Senhor para se ter uma convicção plena de nossa salvação.
Pensando nessa direção que William Guthrie pergunta em seu livro, "o maior benefício do crente", "qual a principal ocupação do homem neste mundo?" e ele mesmo responde: "ter certeza de que participa de Cristo e viver de acordo com isto".
Contundente. Temos de viver em obediência a esse principio. Dai, em meio aos leões ferozes do humanismo, secularismo e outras maldades terrenas, sobreviveremos, certos de que não temos o que temer! E as provas que aparecem diante de nós apenas confirmam o fato de que fomos gerados para viver em outra dimensão, por isos o nosso corpo geme e sofre!
Que Deus nos ajude a viver as realidades bíblicas que expus aqui.. e assim, venhamos a estar no caminho, sem sair do caminho e chegando ao Belo que Ele tem proposto para cada um de nós!
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