“com toda a oração e súplica, orando em todo o tempo no Espírito e, para o mesmo fim, vigiando com toda a perseverança e súplica, por todos os santos, ...” (Efésios 6.18)
Parece-me, de modo assim bem claro, que vivemos o tempo de Deus para o nosso despertamento espiritual no que diz respeito á nossa vida de oração. Na oração encontramos o coração de Deus e sintonizamos nossa vontade finita com a vontade absoluta dEle.
E agora? O que fazer para desenvolver uma vida poderosa de oração?
(1) Ore para ter o poder do Espírito Santo.
Você nunca terá poder na sua vida se não orar, não buscar de verdade a abundância de uma vida de entrega ao Senhor. John Stott disse: "Antes de mandar a igreja para o mundo, Cristo mandou o Espírito para a igreja. A mesma ordem precisa ser observada hoje". E o Espírito nos advém como cumprimento da promessa do Senhor Jesus em Atos 1.8: “e ser-me-eis testemunhas ao descer sobre vós o Espírito Santo...”! Não é coincidência o fato de que essa exortação do Senhor Jesus culminou na obediência dos discípulos em ficar em Jerusalém em oração “até que” o Espírito Santo fosse manifestado (Atos 2)!
(2) Ore para aumentar sua expectativa da vinda do Senhor Jesus.
Estamos vivendo nos dias em que o aparecimento do anticristo será assistido. Estes são os anos em que o Senhor levantará uma igreja preparada para o encontro final. Não podemos recuar em nosso afastamento total do espírito desse mundo e a aproximação final com os valores do Reino de Deus em nós! Um conselho: pare de tentar dialogar com o mundo! O crente que não atrai a oposição do mundo é porque do mundo ele ainda é!
(3) Ore para empregar sua vida para a causa missionária.
Quando perguntaram a Carlos Studd, que deixou a Inglaterra e abriu mão da sua fama e riqueza para ser missionário na China, Índia e África, o porquê de tanto sacrifício, ele respondeu: "Se Jesus Cristo é Deus e deu a sua vida por mim, então não há sacrifício tão grande que eu não possa fazer por amor a ele". Outro conselho: pare de viver para você mesmo, assuma o compromisso de contribuir para a plantação de nossa congregação em Taquara, seja generoso em suas ofertas missionárias e guerreie com o Senhor pela salvação entre todos os povos da terra!
É por ai, e saiba que: não tem como ser crente de outro modo!
Um abração.
sábado, 21 de fevereiro de 2009
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
E QUANDO A FOLIA ACABAR?
"Alegra-te, mancebo, na tua mocidade, e anime-te o teu coração nos dias da tua mocidade, e anda pelos caminhos do teu coração, e pela vista dos teus olhos; sabe, porém, que por todas estas coisas Deus te trará a juizo." (Eclesiastes 11.9)
O carnaval, uma tradição portuguesa que nos veio como herança colonizadora, é inspirada em festejos grego-romanos onde a sátira, o deboche e a superficialidade eram expostos em praças públicas, com requintes de escárnio e nudismo explicito.
É fato que, popularmente ela é chamada de "festa da carne", mas há quem diga de que ela vem do latim "car" + "navales", que seria algo em torno de "carro em forma naval", uma alusão clara aos conhecidos carros alegóricos que carrega multidões em delírio com melodias frenéticas e jargões popularescos!
No Brasil essa festa casou com a cultura do nosso povo marcada por desprezo em relação ao trabalho (daí se dizer que as coisas só começam a andar no Brasil depois do Carnaval) e também com a conhecida "malandragem" no gosto pelo fácil duvidoso, por uma sensualidade gritante e também um certo "remelexo" para lidar com as tragédias existenciais do dia a dia!
As drogas são reprimidas durante o ano, mas no Carnaval elas são liberadas... nos "lança-perfumes" e também nos espaços frequentados por usuários de todos os lugares e gostos diversos! Na realidade todos fecham seus olhos criticos, toda a propaganda de consciência se esvai e como resultado temos também a inserção de milhares de seres humanos ao "habitat do mal", das drogas e do consumo desenfreado de álcool. Uma lástima!
Os limites de tratamento cavalheresco em relação ao sexo oposto também entra de recesso no período do carnaval. Os encontros de "amor" se dão em carros, vias expressas, arquibancadas, esquinas, becos, enfim... qualquer lugar é lugar de homens e mulheres extravassarem seus lados animalescos e eminentemente prostituidos em seus valores humanos! Daqui a nove meses nascerão "filhos do acaso", crianças que serão taxadas de acidentes, e serão marcas de adultérios, fornicações e demais encontros obscuros da carnalidade humana. Uma lástima!
No carnaval assistimos também uma gastança desenfreada do dinheiro público em shows superfaturados e pagos com o erário público com o mesmo pudor das "rainhas das baterias" das Escolas de Samba, isso é, nenhum! Os políticos abrem suas torneiras orçamentárias, frequentam camarotes desta ou daquela marca de cerveja e pasmem, já tivemos no Brasil um presidente que ficou o tempo todo do lado de uma modelo sem calcinha! Afinal de contas, é Carnaval. Tudo pode! Uma lástima!
Enquanto isso, no mundo dos mortais com alma, temos famílias sendo estraçalhadas pelo drama dos filhos que começaram a usar drogas na festa desse ano; filhas que vão ter de se explicar porque engravidaram sem ao menos terem apresentado seus respectivos namorados aos pais e também os políticos vão ter de "tampar os rombos" das suas máquinas administrativas e não terão de se explicar (isso porque o povo entende, afinal de contas foi carnaval...) por que não se tem remédios nos postos ou os exames têm de ser tão demorados assim! Uma lástima!
É assim. Mas não tem de ser assim! O texto de Eclesiastes é claro: Deus vai trazer tudo a juizo! Endireite a sua vida meu queridão e queridona! Não seja um pigmeu no pensamento. Pare com isso de pensar pela cabeça dos outros! Carnaval é festa para quem não tem personalidade e por isso precisa de uma máscara para curtir um tempo legal! Legal e inteligente é quem, de cara limpa, curte a vida, como uma benção vinda do próprio Deus.
A verdadeira alegria não está dentro do homem, está fora dele, e encontramos em Jesus, aquele que transforma o nosso carnaval de vida, em vida de verdade e em abundância. (João 10.10)
Fique com Deus. E depois não diga que não avisei! Estou para lhe ajudar a ter uma vida diferente, que tal juntos pedirmos a Deus que oriente a sua vida para uma caminhada mais saudável e plena de significado?
O carnaval, uma tradição portuguesa que nos veio como herança colonizadora, é inspirada em festejos grego-romanos onde a sátira, o deboche e a superficialidade eram expostos em praças públicas, com requintes de escárnio e nudismo explicito.
É fato que, popularmente ela é chamada de "festa da carne", mas há quem diga de que ela vem do latim "car" + "navales", que seria algo em torno de "carro em forma naval", uma alusão clara aos conhecidos carros alegóricos que carrega multidões em delírio com melodias frenéticas e jargões popularescos!
No Brasil essa festa casou com a cultura do nosso povo marcada por desprezo em relação ao trabalho (daí se dizer que as coisas só começam a andar no Brasil depois do Carnaval) e também com a conhecida "malandragem" no gosto pelo fácil duvidoso, por uma sensualidade gritante e também um certo "remelexo" para lidar com as tragédias existenciais do dia a dia!
As drogas são reprimidas durante o ano, mas no Carnaval elas são liberadas... nos "lança-perfumes" e também nos espaços frequentados por usuários de todos os lugares e gostos diversos! Na realidade todos fecham seus olhos criticos, toda a propaganda de consciência se esvai e como resultado temos também a inserção de milhares de seres humanos ao "habitat do mal", das drogas e do consumo desenfreado de álcool. Uma lástima!
Os limites de tratamento cavalheresco em relação ao sexo oposto também entra de recesso no período do carnaval. Os encontros de "amor" se dão em carros, vias expressas, arquibancadas, esquinas, becos, enfim... qualquer lugar é lugar de homens e mulheres extravassarem seus lados animalescos e eminentemente prostituidos em seus valores humanos! Daqui a nove meses nascerão "filhos do acaso", crianças que serão taxadas de acidentes, e serão marcas de adultérios, fornicações e demais encontros obscuros da carnalidade humana. Uma lástima!
No carnaval assistimos também uma gastança desenfreada do dinheiro público em shows superfaturados e pagos com o erário público com o mesmo pudor das "rainhas das baterias" das Escolas de Samba, isso é, nenhum! Os políticos abrem suas torneiras orçamentárias, frequentam camarotes desta ou daquela marca de cerveja e pasmem, já tivemos no Brasil um presidente que ficou o tempo todo do lado de uma modelo sem calcinha! Afinal de contas, é Carnaval. Tudo pode! Uma lástima!
Enquanto isso, no mundo dos mortais com alma, temos famílias sendo estraçalhadas pelo drama dos filhos que começaram a usar drogas na festa desse ano; filhas que vão ter de se explicar porque engravidaram sem ao menos terem apresentado seus respectivos namorados aos pais e também os políticos vão ter de "tampar os rombos" das suas máquinas administrativas e não terão de se explicar (isso porque o povo entende, afinal de contas foi carnaval...) por que não se tem remédios nos postos ou os exames têm de ser tão demorados assim! Uma lástima!
É assim. Mas não tem de ser assim! O texto de Eclesiastes é claro: Deus vai trazer tudo a juizo! Endireite a sua vida meu queridão e queridona! Não seja um pigmeu no pensamento. Pare com isso de pensar pela cabeça dos outros! Carnaval é festa para quem não tem personalidade e por isso precisa de uma máscara para curtir um tempo legal! Legal e inteligente é quem, de cara limpa, curte a vida, como uma benção vinda do próprio Deus.
A verdadeira alegria não está dentro do homem, está fora dele, e encontramos em Jesus, aquele que transforma o nosso carnaval de vida, em vida de verdade e em abundância. (João 10.10)
Fique com Deus. E depois não diga que não avisei! Estou para lhe ajudar a ter uma vida diferente, que tal juntos pedirmos a Deus que oriente a sua vida para uma caminhada mais saudável e plena de significado?
sábado, 14 de fevereiro de 2009
OCUPANDO-SE COM A ADORAÇÃO!
"E clamavam uns para os outros, dizendo: Santo, santo, santo é o Senhor dos exércitos; a terra toda está cheia da sua glória". (Isaias 6.3)
Alguém já havia comentado ser impossível ler algum escrito de A.W. Tozer de uma vez, como se diz "de uma sentada só"... Sua literatura sem dúvida merece ser digerida e re-digerida... sobretudo para quem deseja uma reflexão ainda maior de sua mente organizadora em temas devocionais tão profundos!
Estou lendo "O melhor de Tozer" desde o ano passado. Já emendei leituras de outros tantos livros, mas nesse fico ponto a ponto, quase como um conta gotas meditativo, onde eu apreendo cada gota de conhecimento e tento aplicar na minha pálida (mas admito, crescente) devocionalidade!
Fiquei agora no capítulo "A adoração: ocupação dos seres morais", e me vejo diante de uma séria constatação: "se existe uma enfermidade terrível na igreja de Cristo é a de não vermos Deus tão grande como ele é". Isso me deixou pasmo! Onde está o conceito elevado da pessoa de Deus em nossos crentes hodiernos? Por que assistimos pasmos tanta besteira sendo dita em alguns desses cânticos ditos contemporâneos. Dai um pastor batista dizer que ele denomina muitos desses lideres de louvor de "sinistros de música"!!!
O que é preciso então, no pensar de Tozer, para haver uma adoração penetrante, onde a natureza de Deus é enfatizada, a igreja alimentada e a alma do crente abastecida com insights preciosos da visão do três vezes santo?
(a)Na comunhão com Deus.
Espaço esse onde não se tem familiaridade com o divino, pois Ele permanece sendo o "tu, ti, o outro", e Jesus persiste sendo o "senhor" e não "o cara"!!! Isso cabe bem uma digressão nossa porque vivemos em um tempo das informalidades litúrgicas. E, admito que muito dessa onde eu mesmo participei e lutei de alguma forma para que o nosso culto não fosse engessado, mas admito que muitos foram além do que eu e outros pretendíamos.
Culto é encontro com Deus. É deleite diante de alguém que devemos ser intimos sem ser sermos familiares. Próximos sem desejar imiscuir em sua divindade. Amigos, mas conhecendo o nosso próprio lugar nessa relação. Enfim, na adoração, vemos um Deus que assiste nossa humanidade sem ser humano, que se queda a nos sem perder sua natureza. Enfim, posso dizer que Ele persiste sendo Todo-Poderoso e nós somos crianças engatinhando em seu colo de amor!
(b) Na admiração de seu caráter.
Isaías assustou-se diante de Deus: ele é santo, santo, santo! Temos de estar atônitos com a beleza de Deus. Seu quadro pessoal não tem paralelos na humanidade. Apenas corações simples e humildades conseguem encontrá-lo em solitude e dependência extrema.
Reconheço que, nesse senso de humanidade não pode haver absolutamente espaço para o louvor triunfalista tipo "vou desfrutar do melhor dos frutos da terra", "vou sonhar os sonhos de Deus", enquanto não houver o reconhecimento do "nada sou", "eu não digno" ou do "eu me diminuo"! Expressões de dor e de quebrantamento devem sempre vir antes das cantigas de sucesso e de prosperidade!
(c) Na fascinação de quem está diante do Eterno.
Dai vem ao caso citar o Tozer integralmente: "Penso que as maiores orações são aquelas onde você não diz uma palavra nem pede nada. Deus porém responde e nos dá o que pedimos. Isso é claro, e ninguém pode negar tal coisa a não ser que negue as Escrituras."
O pensamento de Tozer desemboca numa questão muito séria: há pregadores que sobem ao púlpito com voz, pensamento, atitudes e posturas que não lhe são naturais! São verdadeiros artistas (seria forte demais chamá-los de palhaços) da pregação!
Isso me faz lembrar um jovem pastor que estava candidato à sucessão pastoral em uma igreja, e subiu ao púlpito com um orgulho ultrajante, mas não conseguiu desenvolver sua mensagem e desceu envergonhado. Nisso uma sábia senhora daquela congregação fitando-o lhe disse: "se você tivesse subido como desceu, teria descido como subiu!".
Que o mesmo aconteça comigo e com você.
Alguém já havia comentado ser impossível ler algum escrito de A.W. Tozer de uma vez, como se diz "de uma sentada só"... Sua literatura sem dúvida merece ser digerida e re-digerida... sobretudo para quem deseja uma reflexão ainda maior de sua mente organizadora em temas devocionais tão profundos!
Estou lendo "O melhor de Tozer" desde o ano passado. Já emendei leituras de outros tantos livros, mas nesse fico ponto a ponto, quase como um conta gotas meditativo, onde eu apreendo cada gota de conhecimento e tento aplicar na minha pálida (mas admito, crescente) devocionalidade!
Fiquei agora no capítulo "A adoração: ocupação dos seres morais", e me vejo diante de uma séria constatação: "se existe uma enfermidade terrível na igreja de Cristo é a de não vermos Deus tão grande como ele é". Isso me deixou pasmo! Onde está o conceito elevado da pessoa de Deus em nossos crentes hodiernos? Por que assistimos pasmos tanta besteira sendo dita em alguns desses cânticos ditos contemporâneos. Dai um pastor batista dizer que ele denomina muitos desses lideres de louvor de "sinistros de música"!!!
O que é preciso então, no pensar de Tozer, para haver uma adoração penetrante, onde a natureza de Deus é enfatizada, a igreja alimentada e a alma do crente abastecida com insights preciosos da visão do três vezes santo?
(a)Na comunhão com Deus.
Espaço esse onde não se tem familiaridade com o divino, pois Ele permanece sendo o "tu, ti, o outro", e Jesus persiste sendo o "senhor" e não "o cara"!!! Isso cabe bem uma digressão nossa porque vivemos em um tempo das informalidades litúrgicas. E, admito que muito dessa onde eu mesmo participei e lutei de alguma forma para que o nosso culto não fosse engessado, mas admito que muitos foram além do que eu e outros pretendíamos.
Culto é encontro com Deus. É deleite diante de alguém que devemos ser intimos sem ser sermos familiares. Próximos sem desejar imiscuir em sua divindade. Amigos, mas conhecendo o nosso próprio lugar nessa relação. Enfim, na adoração, vemos um Deus que assiste nossa humanidade sem ser humano, que se queda a nos sem perder sua natureza. Enfim, posso dizer que Ele persiste sendo Todo-Poderoso e nós somos crianças engatinhando em seu colo de amor!
(b) Na admiração de seu caráter.
Isaías assustou-se diante de Deus: ele é santo, santo, santo! Temos de estar atônitos com a beleza de Deus. Seu quadro pessoal não tem paralelos na humanidade. Apenas corações simples e humildades conseguem encontrá-lo em solitude e dependência extrema.
Reconheço que, nesse senso de humanidade não pode haver absolutamente espaço para o louvor triunfalista tipo "vou desfrutar do melhor dos frutos da terra", "vou sonhar os sonhos de Deus", enquanto não houver o reconhecimento do "nada sou", "eu não digno" ou do "eu me diminuo"! Expressões de dor e de quebrantamento devem sempre vir antes das cantigas de sucesso e de prosperidade!
(c) Na fascinação de quem está diante do Eterno.
Dai vem ao caso citar o Tozer integralmente: "Penso que as maiores orações são aquelas onde você não diz uma palavra nem pede nada. Deus porém responde e nos dá o que pedimos. Isso é claro, e ninguém pode negar tal coisa a não ser que negue as Escrituras."
O pensamento de Tozer desemboca numa questão muito séria: há pregadores que sobem ao púlpito com voz, pensamento, atitudes e posturas que não lhe são naturais! São verdadeiros artistas (seria forte demais chamá-los de palhaços) da pregação!
Isso me faz lembrar um jovem pastor que estava candidato à sucessão pastoral em uma igreja, e subiu ao púlpito com um orgulho ultrajante, mas não conseguiu desenvolver sua mensagem e desceu envergonhado. Nisso uma sábia senhora daquela congregação fitando-o lhe disse: "se você tivesse subido como desceu, teria descido como subiu!".
Que o mesmo aconteça comigo e com você.
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
O RISCO DA IGREJA SE TORNAR MAIS SUPERMERCADO DO QUE UMA QUITANDA!
No inicio de 1997 eu fui preletor do Retiro de Carnaval do Ministério Jovem da Primeira Igreja Batista em Goiânia. E, naquele encontro eu refleti sobre algo que está pulsando o meu coração: o desafio que a igreja tinha à luz das transformações oriundas do pós modernismo de manter a sua simplicidade e o respeito às coisas simples de seu contexto. Eu tinha acabado de ler Rubem Amorese, sobretudo o seu livro "Icabode:.." e estava seriamente convencido de que uma mudança deveria acontecer antes que a igreja perdesse de vez o seu legado de comunidade fraterna e solidária.
Lendo recentemente um artigo para refletir sobre esse tema, vi que o autor, Gildásio Reis, havia sido muito feliz ao registrar que "a igreja moderna está sempre procurando se adequar ao que a clientela exige. Como afirmou o pastor Rubens (sic) Amorese: No mercado religioso não é Deus quem escolhe, mas nós é que o selecionamos na prateleira."[1]
Pense comigo: alguns de vocês certamente lembram-se das antigas Quitandas, elas possuem marcas interessantes de comparação com o perfil das "igrejas acolhedoras e fraternas" de um passado que precisa ser trazido de volta, veja comigo:
a) As Quitandas são marcadas pela credibilidade: compra-se pelo caderninho, não há conferência bancária, os "caloteiros" inexistem, até mesmo porque toda a vizinhança é conhecida pelo primeiro nome.
Eu vejo que credibilidade é o grande desafio da igreja do século XXI. Os escândalos agigantam-se, há uma profunda necessidade de uma reforma neste tempo, mas ela não terá pano de fundo doutrinário, mas sim moral. As igrejas estão cambeando para doutrinas esdrúxulas por falta de caráter cristão. A igreja local vem sendo desacreditada por parte de nossa sociedade sobretudo porque homens de Deus estão se afastando da seriedade de uma vida santa e digna de imitação.
Os escândalos são crescentes, e "onde há fumaça, há fogo", isso digo para dizer que se há perseguição setorizada por parte da mídia em relação ao público evangélico, é porque o mundo barbarizado olha para a igreja e quer enxergar alguma diferença, e quando não vê, escandaliza-se e joga pedras. Estamos vivendo os mesmos efeitos dos primórdios da cristandade quando Roma apossou-se do cristianismo tornando-o um braço do poder imperial.
Há uma grave crise de integridade em nosso meio! Isso me faz lembrar que El Grego, grande pintor da tenebrosa Idade Média que esteve pintando um quadro dos apóstolos em Roma. Quando terminou a pintura ele ouviu os gracejos de um grupo de cardeais que passaram pelo quadro e comentaram: "estão muito vermelhos os apóstolos..." E El Grego respondeu acertadamente: "eles estão corados de vergonha ao verem nas mãos de quem está a Igreja de Jesus". É o mesmo que pode ser dito hoje: comprometimento político esdrúxulo, finanças eclesiásticas mal geridas, dívidas impagáveis com credores ímpios, comercialização da fé (alguns artistas evangélicos dão mais autoridade a um contrato que assinam do que com a própria Palavra de Deus).
Todos os principais métodos de crescimento de igreja estão solidamente ancorados no pensamento de Donald McGavran, um missionário americano que sistematizou o pensamento de que deve-se elaborar uma pesquisa sociológica antes de ter uma ação ministerial em qualquer lugar que seja. Trata-se da eclesiologia sendo levada de cabresto pela sociologia.
Todo método de crescimento de igreja tende a desvalorizar pessoas, elas passam a ser usadas como "peças de engrenagem" no sistema eclesiástico. Questiono fortemente o fato de que a igreja precisa estar fazendo tantas mudanças pontuais em áreas vitais para atingir algo que a Bíblia diz claramente ser de prerrogativa divina: o crescimento.
b) As Quitandas são marcadas pela informalidade: o próprio dono é quem atende, a relação entre vendedor e freguês é cordial, quase que familiar. Quando alguém da família adoece, logo o quitandeiro tem conhecimento e a conversa é sempre amistosa e pessoal.
Penso também que a igreja deixou de ser Quitanda, na crise que temos hoje em relação ao excesso de formalismos na modo de trabalhar entre pastor, igreja, comunidade. Parece um paradoxo, mas ao mesmo tempo em que nossas liturgias vem sendo desengessadas com o cântico de músicas cada vez mais soltas (algumas soltas demais....) e vibrantes, fica difícil ao ímpio chegar ao coração da igreja, são muitos entraves burocráticos.
Num documento importantíssimo da igreja dos primeiros séculos, há uma descrição de como a vida dos cristãos naquele tempo refletiam beleza e simplicidade: "Encontra-se nos cristãos um sábio domínio de si, exerce-se a continência, observa-se o matrimônio único, a castidade é conservada, a injustiça é excluída, o pecado extirpado em sua raiz, pratica-se a justiça, a lei é observada, a piedade é apreciada com fatos. Deus é reconhecido, a verdade, considerada norma suprema. A graça conserva-os, a paz protege-os, a palavra sagrada guia-os, a sabedoria instrui-os, a vida (eterna) dirige-os, Deus é o seu rei". [2]
Mas hoje, infelizmente, os pastores estão se blindando, e estão preocupados em se exporem demais ao público. Há em determinados meios evangélicos no nosso país, facilidade maior para se falar com o Prefeito do que com o Pastor Titular de uma igreja "graúda", sobretudo no centro de nossas cidades! Há um afastamento do povo, que só é valorizado como mão de obra barata e massa de manobra para convencimentos interesseiros. É preciso que soe o alerta do Espírito de Deus: a igreja do Senhor precisa passar por um avivamento. E não há avivamento, sem reforma! A.W. Tozer vai dizer em um dos seus escritos: "É inútil grandes grupos de crentes gastarem horas e mais horas implorando que Deus mande um avivamento. Se não pretendemos nos reformar, também não devemos orar.”
Temos que diminuir as distâncias entre o púlpito e os bancos, entre quem prega e quem ouve, a relação tem de voltar a ser como a de um quitandeiro com o seu cliente, com base na informalidade, do bom humor, do interesse sincero pela vida. Precisamos aprender mais com os chineses, pois na China mesmo os pastores que são responsáveis por 3000,4000, e alguns 5000 igrejas são chamados apenas de "irmão" ou "irmã". Não há espaço na China para limusines, guarda costas, aparato tecnológico, eles são apenas homens e mulheres que servem ao Senhor desinteressadamente. E recebendo em troca, na maioria das vezes, perseguição e martírio.
Penso que é hora de nós, pastores, adotarmos o principio do despojamento, do termos apenas o suficiente para vivermos, esse gesto de entrega estará nos "esvaziando daquilo que estamos juntos e nos enchendo daquilo que estamos vazios", como sempre ora o Rev. Antonio Elias. A humildade precisa ser abundante nas nossas vidas, e infelizmente os pastores de hoje assemelham-se mais aos donos de supermercado (distantes, inalcançáveis, interessados apenas no lucro) do que quitandeiros (próximos, amigos, interessados no bem estar do freguês).
Essa reflexão me faz lembrar de um artigo de John Piper: "Utilize métodos, mas não confie neles; confie em Deus".[3] No texto Piper desenvolve flashs da vida do grande homem de Deus, George Mulller, alguém que dedicou toda a sua vida em serviço ao Senhor sendo, como referiu-se Jonathan Edwards acerca de David Brainerd, "uma vela que se queimou dos dois lados". A vida de Muller foi investida na ajuda aos menos favorecidos, aqueles que necessitavam diretamente de seu auxilio e serviço.
Piper apropriando-se desse exemplo, ampliou seu comentário em relação à missão da igreja. Nesse ponto ele diz textualmente: "... Fazemos planos. Elaboramos orçamentos. Ensinamos e aconselhamos. A tentação permanente é a de confiarmos nestas coisas e não em Deus, para agir com, por intermédio de ou sem estas coisas. Portanto, enquanto sonhamos a respeito de missões e de nosso ministério, utilizemos meios, mas confiemos em Deus. As promessas dEle são as únicas coisas seguras. Todos os nossos meios são falíveis".
A corrupção latente no ser humano impede que qualquer estratégia elaborada por ele tenha algum peso de valor eterno. Mas quando se pauta toda uma vida eclesiástica em um método importado, o resultado não é outro a não ser um dano de proporções irrefreáveis. Confia-se mais no método do que no próprio Deus! Com isso não estou dizendo que não exista pessoas piedosas trabalhando em algum modelo de crescimento de igreja, mas posso afirmar categoricamente que esse valor não é o principal. A ênfase na técnica é maior do que o apelo para o cuidado e desenvolvimento da piedade e a dependência ao Senhor.
c) As Quitandas são marcadas pela praticidade: não se tem muita variedade de produtos, vende-se apenas o essencial. Não há espaço para profundas dúvidas na compra do que quer que seja, afinal de contas, o quitandeiro sabe do que a sua comunidade precisa!
Uso essa palavra, “praticidade” com receio, porque não tem nada a ver com "pragmatismo" e sim com o principio de valorizar o que é essencial, abrindo mão do supérfluo.
Para me utilizar de uma definição simples sobre o que vem a ser o pragmatismo religioso vou me ater a uma fala escrita de Michael Horton, "é uma filosofia que empurra para a periferia uma série de princípios fundamentais e elege, como único fator relevante, a questão: “Isso funciona?”
Um triste exemplo de pragmatismo a serviço do movimento pentecostal (o ramo do protestantismo que mais cresce no Brasil) é Charles Finney, o avivalista que mexeu com as bases da teologia reformada, modificando-a seu bel prazer. Um dos seus pontos de vista podem ser compreendidos à luz dessa citação:
"Quando o homem se torna religioso - disse Finney - ele não recebe um poder que não tinha antes, ele simplesmente muda a sua vontade, e resolve seguir, agora, numa direção moral. Religião é obra do homem, não é um milagre e nem depende de um milagre em qualquer sentido; é simplesmente um resultado filosófico do uso correto de técnicas. O homem já possui, por natureza, toda a habilidade necessária para prestar perfeita obediência a Deus, portanto o objetivo do ministro é emocionar as pessoas até que se disponham a tomar essas decisões."
Está posto o perigo de submetermos nossa prática ministerial ao pragmatismo, negando a pergunta "isso é certo?", e afirmando a indagação "isso funciona?". Na base de todo programa que visa o crescimento numérico da igreja (incluindo "uma igreja com propósitos" repousa sobre essa base teórica. Na maioria das vezes os gurus de crescimento de igreja negociam os seus valores bíblicos, lançando mão dai de técnicas de persuasão emocional. Tais igrejas não praticam a fé em conversões (impulsionadas pela graça irresistível do Espírito Santo) mas sim em conversionismos (adesões de pessoas atraídas pela estrutura de culto, geralmente inofensivo em relação ao pecado e a ira de Deus sobre o pecador).
Lendo recentemente um artigo para refletir sobre esse tema, vi que o autor, Gildásio Reis, havia sido muito feliz ao registrar que "a igreja moderna está sempre procurando se adequar ao que a clientela exige. Como afirmou o pastor Rubens (sic) Amorese: No mercado religioso não é Deus quem escolhe, mas nós é que o selecionamos na prateleira."[1]
Pense comigo: alguns de vocês certamente lembram-se das antigas Quitandas, elas possuem marcas interessantes de comparação com o perfil das "igrejas acolhedoras e fraternas" de um passado que precisa ser trazido de volta, veja comigo:
a) As Quitandas são marcadas pela credibilidade: compra-se pelo caderninho, não há conferência bancária, os "caloteiros" inexistem, até mesmo porque toda a vizinhança é conhecida pelo primeiro nome.
Eu vejo que credibilidade é o grande desafio da igreja do século XXI. Os escândalos agigantam-se, há uma profunda necessidade de uma reforma neste tempo, mas ela não terá pano de fundo doutrinário, mas sim moral. As igrejas estão cambeando para doutrinas esdrúxulas por falta de caráter cristão. A igreja local vem sendo desacreditada por parte de nossa sociedade sobretudo porque homens de Deus estão se afastando da seriedade de uma vida santa e digna de imitação.
Os escândalos são crescentes, e "onde há fumaça, há fogo", isso digo para dizer que se há perseguição setorizada por parte da mídia em relação ao público evangélico, é porque o mundo barbarizado olha para a igreja e quer enxergar alguma diferença, e quando não vê, escandaliza-se e joga pedras. Estamos vivendo os mesmos efeitos dos primórdios da cristandade quando Roma apossou-se do cristianismo tornando-o um braço do poder imperial.
Há uma grave crise de integridade em nosso meio! Isso me faz lembrar que El Grego, grande pintor da tenebrosa Idade Média que esteve pintando um quadro dos apóstolos em Roma. Quando terminou a pintura ele ouviu os gracejos de um grupo de cardeais que passaram pelo quadro e comentaram: "estão muito vermelhos os apóstolos..." E El Grego respondeu acertadamente: "eles estão corados de vergonha ao verem nas mãos de quem está a Igreja de Jesus". É o mesmo que pode ser dito hoje: comprometimento político esdrúxulo, finanças eclesiásticas mal geridas, dívidas impagáveis com credores ímpios, comercialização da fé (alguns artistas evangélicos dão mais autoridade a um contrato que assinam do que com a própria Palavra de Deus).
Todos os principais métodos de crescimento de igreja estão solidamente ancorados no pensamento de Donald McGavran, um missionário americano que sistematizou o pensamento de que deve-se elaborar uma pesquisa sociológica antes de ter uma ação ministerial em qualquer lugar que seja. Trata-se da eclesiologia sendo levada de cabresto pela sociologia.
Todo método de crescimento de igreja tende a desvalorizar pessoas, elas passam a ser usadas como "peças de engrenagem" no sistema eclesiástico. Questiono fortemente o fato de que a igreja precisa estar fazendo tantas mudanças pontuais em áreas vitais para atingir algo que a Bíblia diz claramente ser de prerrogativa divina: o crescimento.
b) As Quitandas são marcadas pela informalidade: o próprio dono é quem atende, a relação entre vendedor e freguês é cordial, quase que familiar. Quando alguém da família adoece, logo o quitandeiro tem conhecimento e a conversa é sempre amistosa e pessoal.
Penso também que a igreja deixou de ser Quitanda, na crise que temos hoje em relação ao excesso de formalismos na modo de trabalhar entre pastor, igreja, comunidade. Parece um paradoxo, mas ao mesmo tempo em que nossas liturgias vem sendo desengessadas com o cântico de músicas cada vez mais soltas (algumas soltas demais....) e vibrantes, fica difícil ao ímpio chegar ao coração da igreja, são muitos entraves burocráticos.
Num documento importantíssimo da igreja dos primeiros séculos, há uma descrição de como a vida dos cristãos naquele tempo refletiam beleza e simplicidade: "Encontra-se nos cristãos um sábio domínio de si, exerce-se a continência, observa-se o matrimônio único, a castidade é conservada, a injustiça é excluída, o pecado extirpado em sua raiz, pratica-se a justiça, a lei é observada, a piedade é apreciada com fatos. Deus é reconhecido, a verdade, considerada norma suprema. A graça conserva-os, a paz protege-os, a palavra sagrada guia-os, a sabedoria instrui-os, a vida (eterna) dirige-os, Deus é o seu rei". [2]
Mas hoje, infelizmente, os pastores estão se blindando, e estão preocupados em se exporem demais ao público. Há em determinados meios evangélicos no nosso país, facilidade maior para se falar com o Prefeito do que com o Pastor Titular de uma igreja "graúda", sobretudo no centro de nossas cidades! Há um afastamento do povo, que só é valorizado como mão de obra barata e massa de manobra para convencimentos interesseiros. É preciso que soe o alerta do Espírito de Deus: a igreja do Senhor precisa passar por um avivamento. E não há avivamento, sem reforma! A.W. Tozer vai dizer em um dos seus escritos: "É inútil grandes grupos de crentes gastarem horas e mais horas implorando que Deus mande um avivamento. Se não pretendemos nos reformar, também não devemos orar.”
Temos que diminuir as distâncias entre o púlpito e os bancos, entre quem prega e quem ouve, a relação tem de voltar a ser como a de um quitandeiro com o seu cliente, com base na informalidade, do bom humor, do interesse sincero pela vida. Precisamos aprender mais com os chineses, pois na China mesmo os pastores que são responsáveis por 3000,4000, e alguns 5000 igrejas são chamados apenas de "irmão" ou "irmã". Não há espaço na China para limusines, guarda costas, aparato tecnológico, eles são apenas homens e mulheres que servem ao Senhor desinteressadamente. E recebendo em troca, na maioria das vezes, perseguição e martírio.
Penso que é hora de nós, pastores, adotarmos o principio do despojamento, do termos apenas o suficiente para vivermos, esse gesto de entrega estará nos "esvaziando daquilo que estamos juntos e nos enchendo daquilo que estamos vazios", como sempre ora o Rev. Antonio Elias. A humildade precisa ser abundante nas nossas vidas, e infelizmente os pastores de hoje assemelham-se mais aos donos de supermercado (distantes, inalcançáveis, interessados apenas no lucro) do que quitandeiros (próximos, amigos, interessados no bem estar do freguês).
Essa reflexão me faz lembrar de um artigo de John Piper: "Utilize métodos, mas não confie neles; confie em Deus".[3] No texto Piper desenvolve flashs da vida do grande homem de Deus, George Mulller, alguém que dedicou toda a sua vida em serviço ao Senhor sendo, como referiu-se Jonathan Edwards acerca de David Brainerd, "uma vela que se queimou dos dois lados". A vida de Muller foi investida na ajuda aos menos favorecidos, aqueles que necessitavam diretamente de seu auxilio e serviço.
Piper apropriando-se desse exemplo, ampliou seu comentário em relação à missão da igreja. Nesse ponto ele diz textualmente: "... Fazemos planos. Elaboramos orçamentos. Ensinamos e aconselhamos. A tentação permanente é a de confiarmos nestas coisas e não em Deus, para agir com, por intermédio de ou sem estas coisas. Portanto, enquanto sonhamos a respeito de missões e de nosso ministério, utilizemos meios, mas confiemos em Deus. As promessas dEle são as únicas coisas seguras. Todos os nossos meios são falíveis".
A corrupção latente no ser humano impede que qualquer estratégia elaborada por ele tenha algum peso de valor eterno. Mas quando se pauta toda uma vida eclesiástica em um método importado, o resultado não é outro a não ser um dano de proporções irrefreáveis. Confia-se mais no método do que no próprio Deus! Com isso não estou dizendo que não exista pessoas piedosas trabalhando em algum modelo de crescimento de igreja, mas posso afirmar categoricamente que esse valor não é o principal. A ênfase na técnica é maior do que o apelo para o cuidado e desenvolvimento da piedade e a dependência ao Senhor.
c) As Quitandas são marcadas pela praticidade: não se tem muita variedade de produtos, vende-se apenas o essencial. Não há espaço para profundas dúvidas na compra do que quer que seja, afinal de contas, o quitandeiro sabe do que a sua comunidade precisa!
Uso essa palavra, “praticidade” com receio, porque não tem nada a ver com "pragmatismo" e sim com o principio de valorizar o que é essencial, abrindo mão do supérfluo.
Para me utilizar de uma definição simples sobre o que vem a ser o pragmatismo religioso vou me ater a uma fala escrita de Michael Horton, "é uma filosofia que empurra para a periferia uma série de princípios fundamentais e elege, como único fator relevante, a questão: “Isso funciona?”
Um triste exemplo de pragmatismo a serviço do movimento pentecostal (o ramo do protestantismo que mais cresce no Brasil) é Charles Finney, o avivalista que mexeu com as bases da teologia reformada, modificando-a seu bel prazer. Um dos seus pontos de vista podem ser compreendidos à luz dessa citação:
"Quando o homem se torna religioso - disse Finney - ele não recebe um poder que não tinha antes, ele simplesmente muda a sua vontade, e resolve seguir, agora, numa direção moral. Religião é obra do homem, não é um milagre e nem depende de um milagre em qualquer sentido; é simplesmente um resultado filosófico do uso correto de técnicas. O homem já possui, por natureza, toda a habilidade necessária para prestar perfeita obediência a Deus, portanto o objetivo do ministro é emocionar as pessoas até que se disponham a tomar essas decisões."
Está posto o perigo de submetermos nossa prática ministerial ao pragmatismo, negando a pergunta "isso é certo?", e afirmando a indagação "isso funciona?". Na base de todo programa que visa o crescimento numérico da igreja (incluindo "uma igreja com propósitos" repousa sobre essa base teórica. Na maioria das vezes os gurus de crescimento de igreja negociam os seus valores bíblicos, lançando mão dai de técnicas de persuasão emocional. Tais igrejas não praticam a fé em conversões (impulsionadas pela graça irresistível do Espírito Santo) mas sim em conversionismos (adesões de pessoas atraídas pela estrutura de culto, geralmente inofensivo em relação ao pecado e a ira de Deus sobre o pecador).
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
LI "A MISSÃO DE INTERCEDER"!
"A grande tragédia da vida não são as orações não respondidas, mas as que não foram feitas". (F.B. Meyer)
Me comprometi comigo mesmo a sempre que terminar de ler um livro empolgante escrever algo sobre ele nesse espaço virtual. Fiz isso com "caçador de pipas", "pescadores de crianças", e disse algo sobre o fantástico "o peregrino". Agora me proponho a tecer algumas considerações sobre o livro de Durvalina Bezerra, diretora do Betel Brasileiro na cidade de São Paulo, uma missióloga com coração integral para a obra missionária transcultural, com bagagem de ser orientadora de gerações de missionários que hoje estão no campo servindo ao nosso bom Mestre.
O livro é um apelo eloquente sobre a importância da oração para a obra missionária. Eu o comprei no CEM (Centro Evangélico de Missões) em Viçosa, MG com forte indicação de Tonica (Antonia Van der Meer), diretora daquela escola. Tenho tido forte interesse em montar em nossa igreja um forte movimento de oração, e li o livro no afã de aprender a orar com mais intensidade, regularidade e propósito.
O livro é recheado de exemplos históricos marcantes, bem como frases inspiradíssimas de homens e mulheres que carregaram o fardo da oração em sua geração. Impressiona-me o fato de que eu precise orar tanto... mas, ao mesmo tempo me conforto em saber que a oração é uma vivência que precisa marcar nossa vida de modo constante e não apenas ocasional.
Em nossa enferma igreja evangelica brasileira vez por outra ouvimos em "correntes de oração", ou "campanhas pelo poder de Deus", como se a oração fosse uma espécie de abacadabra espiritual que abre o portal de Deus para o atendimento de bençãos urgentes e prementes! Ui! Ledo engano! Oração é comunhão com o Pai! Não é sujeitar ao Pai a vontade da terra, mas sim aceitar na terra o governo do Pai!
O livro traz as caracteristicas que precisam estar presentes no intercessor em sua relação correta com Deus, disseca os principios da intercessão, tratando de pontos como oração no Espírito, coração ardente, identificação (interessante!), fé operosa, persistência, prontidão.
A irmã Durvalina nos lembra de nossa responsabilidade para com o nosso povo. Faz um apelo para que as instituições de ensino teológico formem homens e mulheres que saibam orar, e que encontram deleite nisso. Fui despertado para dar uma disciplina aos alunos de nosso seminário, ainda esse ano, "teologia do avivamento". Vejo que deve haver espaço em nossa grade para estudarmos os grandes avivamentos e aprendermos que uma das marcas presentes neles é a entrega apaixonada em oração!
O que saliento ao fim do livro é a visão bíblica sobre "batalha espiritual", onde finalmente encontrei uma autora de corte interdenominacinal com uma visão equilibrada desse tema. Nada de duendes, bruxas, marcação de território, unção com óleo, nada disso... apenas Bíblia: "o diabo é o diabo de Deus", como dizia Martinho Lutero, Deus está no trono, como repetiria Isaias (Isaias 6.1).
Na história de missões é indeléval o espaço para missões, e eu termino falando sobre um tema que vou me aprofundar para dar algumas palestras esse ano sobre avivamento: o que acontecia com os morávios! No século XVIII numa localidade na Europa, Hernhut, onde hoje é a República Tcheca, alguns irmãos sentiram a necessidade de separar horas diárias para o propósito da oração, e não tardou para que o avivamento varresse aquela região. E, como resultado, nos primeiros vinte anos de existência, a igreja Morávia (de viés luterano), enviou mais missionários do que o protestantismo europeu o fizera em 200 anos!
Vamos orar pela causa missionária! Indico fortemente o livro "A missão de interceder", de Durvalina Bezerra, lançado pela Editora Descoberta! Boa leitura, e não pode ficar apenas na letra contemplativa, temos de transformar o ímpeto de orar, em oração propriamente dita, na ação que guerreia em prol de uma igreja avivadamente missionária!
Me comprometi comigo mesmo a sempre que terminar de ler um livro empolgante escrever algo sobre ele nesse espaço virtual. Fiz isso com "caçador de pipas", "pescadores de crianças", e disse algo sobre o fantástico "o peregrino". Agora me proponho a tecer algumas considerações sobre o livro de Durvalina Bezerra, diretora do Betel Brasileiro na cidade de São Paulo, uma missióloga com coração integral para a obra missionária transcultural, com bagagem de ser orientadora de gerações de missionários que hoje estão no campo servindo ao nosso bom Mestre.
O livro é um apelo eloquente sobre a importância da oração para a obra missionária. Eu o comprei no CEM (Centro Evangélico de Missões) em Viçosa, MG com forte indicação de Tonica (Antonia Van der Meer), diretora daquela escola. Tenho tido forte interesse em montar em nossa igreja um forte movimento de oração, e li o livro no afã de aprender a orar com mais intensidade, regularidade e propósito.
O livro é recheado de exemplos históricos marcantes, bem como frases inspiradíssimas de homens e mulheres que carregaram o fardo da oração em sua geração. Impressiona-me o fato de que eu precise orar tanto... mas, ao mesmo tempo me conforto em saber que a oração é uma vivência que precisa marcar nossa vida de modo constante e não apenas ocasional.
Em nossa enferma igreja evangelica brasileira vez por outra ouvimos em "correntes de oração", ou "campanhas pelo poder de Deus", como se a oração fosse uma espécie de abacadabra espiritual que abre o portal de Deus para o atendimento de bençãos urgentes e prementes! Ui! Ledo engano! Oração é comunhão com o Pai! Não é sujeitar ao Pai a vontade da terra, mas sim aceitar na terra o governo do Pai!
O livro traz as caracteristicas que precisam estar presentes no intercessor em sua relação correta com Deus, disseca os principios da intercessão, tratando de pontos como oração no Espírito, coração ardente, identificação (interessante!), fé operosa, persistência, prontidão.
A irmã Durvalina nos lembra de nossa responsabilidade para com o nosso povo. Faz um apelo para que as instituições de ensino teológico formem homens e mulheres que saibam orar, e que encontram deleite nisso. Fui despertado para dar uma disciplina aos alunos de nosso seminário, ainda esse ano, "teologia do avivamento". Vejo que deve haver espaço em nossa grade para estudarmos os grandes avivamentos e aprendermos que uma das marcas presentes neles é a entrega apaixonada em oração!
O que saliento ao fim do livro é a visão bíblica sobre "batalha espiritual", onde finalmente encontrei uma autora de corte interdenominacinal com uma visão equilibrada desse tema. Nada de duendes, bruxas, marcação de território, unção com óleo, nada disso... apenas Bíblia: "o diabo é o diabo de Deus", como dizia Martinho Lutero, Deus está no trono, como repetiria Isaias (Isaias 6.1).
Na história de missões é indeléval o espaço para missões, e eu termino falando sobre um tema que vou me aprofundar para dar algumas palestras esse ano sobre avivamento: o que acontecia com os morávios! No século XVIII numa localidade na Europa, Hernhut, onde hoje é a República Tcheca, alguns irmãos sentiram a necessidade de separar horas diárias para o propósito da oração, e não tardou para que o avivamento varresse aquela região. E, como resultado, nos primeiros vinte anos de existência, a igreja Morávia (de viés luterano), enviou mais missionários do que o protestantismo europeu o fizera em 200 anos!
Vamos orar pela causa missionária! Indico fortemente o livro "A missão de interceder", de Durvalina Bezerra, lançado pela Editora Descoberta! Boa leitura, e não pode ficar apenas na letra contemplativa, temos de transformar o ímpeto de orar, em oração propriamente dita, na ação que guerreia em prol de uma igreja avivadamente missionária!
sábado, 7 de fevereiro de 2009
VAMOS CLAMAR POR NOSSA CIDADE!
“Mas sobre a casa de Davi, e sobre os habitantes de Jerusalém, derramarei o espírito de graça e de súplicas; e olharão para aquele a quem transpassaram, e o prantearão como quem pranteia por seu filho único; e chorarão amargamente por ele, como se chora pelo primogênito”. (Zacarias 12.10)
De verdade, gostaria de clamar por um “espírito de graça e de súplicas” em nossa igreja nesse ano de 2009! Diante dos mais intensos desafios ministeriais eu destacaria nesse fim de semana a necessidade que temos de darmos à nossa comunidade em volta, a Grande Japuiba, um vislumbre ainda maior do que Cristo pode fazer com quem se entrega completamente a Ele.
Lembro-me perfeitamente de Pedro e João dizendo ao coxo que ficava junto à porta do templo para pedir esmolas (Atos 3): “olha para nós.” E a igreja em nosso tempo tem tido a credibilidade de pedir que os necessitados de qualquer tipo de ajuda estejam olhando para ela própria?
O mundo carente precisa olhar para a igreja e encontrar um espírito de generosidade a ponto de chorar copiosamente pelas situações calamitosas em que se encontram seres humanos criados à imagem e semelhança de Deus, mas que convivem perto do inferno!
Nesse ano vamos realizar vários programas de cunho social: temos planos de levantarmos de três em três meses, 50 cestas básicas para distribuição às famílias carentes; vamos persistir na assistência com sopão três vezes por semana, já temos conversado na necessidade de termos uma “casa de ressocialização” administrada pela igreja para as pessoas que desejam ter um abrigo. E, ainda vamos realizar em maio e novembro dois eventos que tem como propósito oferecer durante um dia inteiro assistência odontológica, jurídica, espiritual e física a toda a nossa comunidade, uma espécie de “operação cidadania”!
A igreja com esse “espírito de graça e de súplicas” pode até ter poucos recursos, como sabemos que temos, mas o que não pode faltar são lágrimas que, ao seu tempo vão servir de adubo para a germinação de uma semente bem escassa em nosso tempo: a esperança!
Termino esse artigo com uma frase que recebi de um membro de nossa igreja ao fim do ano passado, de William P. Yong: “jamais desconsidere a maravilha das suas lágrimas. Elas podem ser águas curativas e uma fonte de alegria. Algumas vezes são as melhores palavras que o coração pode falar”.
Um abração.
Boletim dominical Igreja Batista Central em Japuiba, 08/02/2009.
De verdade, gostaria de clamar por um “espírito de graça e de súplicas” em nossa igreja nesse ano de 2009! Diante dos mais intensos desafios ministeriais eu destacaria nesse fim de semana a necessidade que temos de darmos à nossa comunidade em volta, a Grande Japuiba, um vislumbre ainda maior do que Cristo pode fazer com quem se entrega completamente a Ele.
Lembro-me perfeitamente de Pedro e João dizendo ao coxo que ficava junto à porta do templo para pedir esmolas (Atos 3): “olha para nós.” E a igreja em nosso tempo tem tido a credibilidade de pedir que os necessitados de qualquer tipo de ajuda estejam olhando para ela própria?
O mundo carente precisa olhar para a igreja e encontrar um espírito de generosidade a ponto de chorar copiosamente pelas situações calamitosas em que se encontram seres humanos criados à imagem e semelhança de Deus, mas que convivem perto do inferno!
Nesse ano vamos realizar vários programas de cunho social: temos planos de levantarmos de três em três meses, 50 cestas básicas para distribuição às famílias carentes; vamos persistir na assistência com sopão três vezes por semana, já temos conversado na necessidade de termos uma “casa de ressocialização” administrada pela igreja para as pessoas que desejam ter um abrigo. E, ainda vamos realizar em maio e novembro dois eventos que tem como propósito oferecer durante um dia inteiro assistência odontológica, jurídica, espiritual e física a toda a nossa comunidade, uma espécie de “operação cidadania”!
A igreja com esse “espírito de graça e de súplicas” pode até ter poucos recursos, como sabemos que temos, mas o que não pode faltar são lágrimas que, ao seu tempo vão servir de adubo para a germinação de uma semente bem escassa em nosso tempo: a esperança!
Termino esse artigo com uma frase que recebi de um membro de nossa igreja ao fim do ano passado, de William P. Yong: “jamais desconsidere a maravilha das suas lágrimas. Elas podem ser águas curativas e uma fonte de alegria. Algumas vezes são as melhores palavras que o coração pode falar”.
Um abração.
Boletim dominical Igreja Batista Central em Japuiba, 08/02/2009.
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
VOCÊ TEM APROVEITADO BEM A SUA VIDA?
"Respondeu Jesus: Não são doze as horas do dia? Se alguém andar de dia, não tropeça, porque vê a luz deste mundo; mas se andar de noite, tropeça, porque nele não há luz." (João 11.9,10)
Ontem, pregando em nossa igreja aqui em Angra na chegada do mês de minhas férias, ao me deparar com esses versos em minha exposição vários pensamentos me vieram à mente sobre o uso inadequado de nossas vidas no serviço do Senhor.
Lembro-me do comentarista biblico Mattew Henry que disse: "a vida de um homem é um dia. Este dia é dividido em diversas idades, condições e oportunidades, como em horas mais curtas ou mais longas, como Deus indicou".
Como é verdade que a nossa vida passa tão rápido, e as nossas doze horas de trabalho definitivamente precisam ser vividas com intensidade, praticidade e fidelidade ao chamado particular que o Senhor tem com cada um dos seus santos e santas. De verdade temos de aproveitar as oportunidades de crescimento em nossa vida hoje.
Quantos sonhos, planos e projetos pessoais ficam enterrados durante toda uma vida, embalsamados no peito enquanto poderiam ser postos para fora, como semente para germinar no solo fértil da vontade de Deus? Quantas perspectivas adiadas? Jesus disse: vamos trabalhar enquanto é dia, porque a noite vem quando ninguém vai poder trabalhar (João 9.4).
Jesus estava pretendendo voltar a Judéia por ocasião da morte de seu amigo Lázaro, e seus discipulos temiam as perseguições, oposições e intrigas que lhe aguardavam sobretudo da cúpula religiosa de Jerusalém. Mas, Jesus tinha um amigo morto em Betânia ("casa do aflito") ele não poderia recuar! Ele resolveu correr riscos por amor!
Nisso eu fico a pensar se nós estamos dispostos também a correr riscos pelos nossos ideais pessoais! Não se trata de arroubos românticos, absolutamente, mas de decisão, aquela decisão de romper os obstáculos, afastar o obscurantismo de uma vida apequenada, aquela coragem de dizer: "eu vou para a minha Judéia, mesmo que lá eu tenha de lidar com as pedradas dos invejosos!".
Jesus não admitia ter a sua agenda mudada em função do medo! Ele não capitulava diante das barreiras em seu caminho! Ele seguia em frente porque ele tinha uma missão: conceder vida a Lázaro!
Cabe-nos dia após dia, aprendermos com o Senhor Jesus a nunca desistirmos, mesmo diante das oposições e, no aproveitamento de todas as oportunidades marcharmos sempre, enquanto é dia! Nossa vida consiste em um tempo de grandes possibilidades e saiba que, a vitória não são dos que correm mais, mas dos que correm com constância.
Para você uma semana especial, com grandes desafios, e como eu, grandes pendências, mas, para fazer frente a tudo isso, grandes possibilidades em Deus, o grande germinador de sonhos!
Ontem, pregando em nossa igreja aqui em Angra na chegada do mês de minhas férias, ao me deparar com esses versos em minha exposição vários pensamentos me vieram à mente sobre o uso inadequado de nossas vidas no serviço do Senhor.
Lembro-me do comentarista biblico Mattew Henry que disse: "a vida de um homem é um dia. Este dia é dividido em diversas idades, condições e oportunidades, como em horas mais curtas ou mais longas, como Deus indicou".
Como é verdade que a nossa vida passa tão rápido, e as nossas doze horas de trabalho definitivamente precisam ser vividas com intensidade, praticidade e fidelidade ao chamado particular que o Senhor tem com cada um dos seus santos e santas. De verdade temos de aproveitar as oportunidades de crescimento em nossa vida hoje.
Quantos sonhos, planos e projetos pessoais ficam enterrados durante toda uma vida, embalsamados no peito enquanto poderiam ser postos para fora, como semente para germinar no solo fértil da vontade de Deus? Quantas perspectivas adiadas? Jesus disse: vamos trabalhar enquanto é dia, porque a noite vem quando ninguém vai poder trabalhar (João 9.4).
Jesus estava pretendendo voltar a Judéia por ocasião da morte de seu amigo Lázaro, e seus discipulos temiam as perseguições, oposições e intrigas que lhe aguardavam sobretudo da cúpula religiosa de Jerusalém. Mas, Jesus tinha um amigo morto em Betânia ("casa do aflito") ele não poderia recuar! Ele resolveu correr riscos por amor!
Nisso eu fico a pensar se nós estamos dispostos também a correr riscos pelos nossos ideais pessoais! Não se trata de arroubos românticos, absolutamente, mas de decisão, aquela decisão de romper os obstáculos, afastar o obscurantismo de uma vida apequenada, aquela coragem de dizer: "eu vou para a minha Judéia, mesmo que lá eu tenha de lidar com as pedradas dos invejosos!".
Jesus não admitia ter a sua agenda mudada em função do medo! Ele não capitulava diante das barreiras em seu caminho! Ele seguia em frente porque ele tinha uma missão: conceder vida a Lázaro!
Cabe-nos dia após dia, aprendermos com o Senhor Jesus a nunca desistirmos, mesmo diante das oposições e, no aproveitamento de todas as oportunidades marcharmos sempre, enquanto é dia! Nossa vida consiste em um tempo de grandes possibilidades e saiba que, a vitória não são dos que correm mais, mas dos que correm com constância.
Para você uma semana especial, com grandes desafios, e como eu, grandes pendências, mas, para fazer frente a tudo isso, grandes possibilidades em Deus, o grande germinador de sonhos!
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