"Ruína? Não, pois Deus está no trono e há pessoas dispostas a ouvir e obedecer! Não importa quão sombria seja à hora, as estrelas ainda brilham; mas temos de levantar os olhos para vê-las. Sou realista, mas não pessimista. Depois de muito pensar, cheguei à conclusão de que a palavra que melhor descreve a situação atual da igreja é opróbrio e tenho a impressão de que muitas pessoas concordam comigo. O nosso problema não é o público haver descoberto, de repente e para o constrangimento dos cristãos, pecadores na igreja. Não, há muito tempo que o público sabe que há pecado na igreja; e, seja como for, ela tem sobrevivido. Os cristãos não são um grupo de pequenos alunos que coram quando apanhados em flagrante a infringir as regras. Mais parecemos um exército derrotado, despidos perante os nossos inimigos e incapazes de replicar por eles haverem feito uma alarmante descoberta: a igreja está desprovida de integridade."
Acima postei uma longa citação do livro fantástico de Warren W. Wiersbe, "Crise de integridade" que li ainda no meu tempo de seminário (há exatos 14 anos!!!). O seu texto continua infelzmente bem atual e pertinente ao contexto que vimos vivendo atualmente. Ontem eu dei prosseguimento à exposição do Sermão do Monte em nossa igreja com uma sensação de que um clima de denúncia celestial estava acontecendo ali.. pude ver nos rostos de cada membro da congregação (dentro e fora do templo!) semblantes carregados da mais pura consternação em relação a um fato que se torna cada vez mais inescapável: estamos perdendo como igreja a credibilidade diante dos homens!
Jesus no texto de Mateus 5.33-37 questiona um costume que já estava se solidificando na sociedade judaica de pura e simplesmente usar o nome de Deus como uma espécie de "fiador celestial de pendências espirituais". Daí o Senhor ao trazer o verdadeiro sentido da lei de Deus considerar as seguintes linhas de pensamento: ora, Deus é soberano, e mesmo que o seu nome não seja citado tacitamente, ninguém pode e deve jurar quer seja em nome dos céus, da terra ou colocando a si mesmo como testemunha! Isso porque Deus preenche todos os espaços e segmentos de nossa vida! Toda palavra empenhada tem o próprio Deus como testemunha, e a repetição do seu nome em vão é sem dúvida, desobediência clara ao terceiro mandamento: "não tomarás o nome do teu Deus em vão" (Exodo 20.7).
A nossa fala como cristãos deve ser tão pura e cristalina, que caso seja "sim" o que queremos dizer, que seja simplesmente "sim", e caso seja "não", seja simplesmente "não". A palavra do cristão não pode conter "notas de rodapé", explicações desnecessárias, quando abrimos a boca precisamos ter certeza de que o que vamos falar servirá para edificação daqueles que nos ouvirem, Efésios 4.29. Alguém já disse: "fique calado ou diga algo mais precioso do que o silêncio". Quem fala muito erra muito, há vários provérbios e histórias nesse sentido, de pessoas que perderam sua credibilidade por não serem econômicos no falar.
Tenho para mim que precisamos aprender a sermos monossilábicos. Falando brevemente. Considerando cada tom de nossa fala. Fui surpreendido e tocado com o que li de John Stott comentando essa porção bíblica: "Nós não nos contentamos em dizer que passamos horas agradáveis; temos de descrevê-las como "fantásticas" ou "fabulosas" ou até mesmo "fantabulosas" ou qualquer outra invenção. Mas quanto mais recorremos a tais expressões, mais desvalorizamos a linguagem e as promessas humanas. Os cristãos deveriam dizer o que pretendem e pretender o que dizem. Nosso "sim" e "não" sem adornos deveria ser o suficiente. E quando um monossílabo é suficiente, por que perder tempo e fôlego acrescentando algo mais?"
A igreja não pode se rotular como a que "fala muito da Palavra", mas sim deve buscar ser aquela que se dispõe a "viver muito da Palavra". É fato que o nosso nome não anda bem nas manchetes dos principais jornais, não somos dignos de tão grande credibilidade em nossa socieade devido aos sucessivos escândalos envolvendo igrejas e personalidades evangélicas, mas é fato que nem tudo está perdido, e ainda há homens e mulheres que, em obediência ao texto bíblico perseguirão o ideal de falarem menos para agirem mais! Que o Senhor Deus nos tome pela mão e nos silencie a cada momento.
sexta-feira, 17 de julho de 2009
quarta-feira, 15 de julho de 2009
ENCARANDO A MORTE COM OS OLHOS DE JESUS!
Tivemos nesse inicio de semana duas experiências muito fortes a respeito da morte. No fim de semana velamos uma jovem de 21 anos, que havia sido membro de nossa igreja há quase cinco anos atrás que, supostamente fôra assassinada na cidade de Niterói, aqui no nosso Estado, e na segunda velamos uma senhora de 57 anos consumida por um violento câncer que começou nas mamas e alastrou-se com rapidez pelo corpo.
Duas experiências antagônicas e fortíssimas. Nenhuma das duas eram membros de nossa igreja, mas acolhemos os familiares com uma recepção simples, amigável e espiritual. Todas tinham parentes membros de nossa igreja, entre tia, filho e nora. Sentimo-nos responsáveis. E, além disso realizamos dois cultos fúnebres (um domingo às 9:00 e outro terça às 12:00)!
Fico pensando que na realidade, na vida nós somos todos combatentes pela sobrevivência. Nascemos já na iminência de morrer, mas lutamos contra isso o tempo todo. Por mais que saibamos que a morte vive entrando na vida tentamos despistá-la com remédios, exercícios físicos e outros narcóticos, bem como sempre consideramos a séria possibilidade de nosso dia de encarar a morte estar mais longe em nosso horizonte existencial.
Robert Murray MacCheyne, um pregador brilhante do século XIX que inclusive morreu bem jovem disse certa vez que a doença rodeia o homem, não poupando famílias, ricos ou pobres, algumas vezes pega o jovem, outras o velho, enfim, tenho crido que a morte é a maior expressão do governo de Deus na terra, isso porque ela quando vem, chega arrebatadora e leva os vivos a uma séria reflexão.
Foi o sábio Salomão quem disse: (Eclesiastes 7:2) "Melhor é ir à casa onde há luto do que ir à casa onde há banquete, porque naquela está o fim de todos os homens, e os vivos o aplicam ao seu coração".
Eu penso que está na hora de pararmos de usar meios termos a respeito da morte. Ela é real e pode estar próxima de mim ou de você! Todos queremos viver, mas para viver é preciso saber morrer! Estar preparado para a vida não é saber de tudo para se ter uma vida feliz, é sim, estar atento aos sinais divinos para saber morrer com dignidade!
Precisamos aprender a refletir sobre a inconsistência de nossas vidas, sobretudo se o nosso coração não está suficientemente enchargado do amor de Deus e não temos cumprido a nossa missão nesta terra que é a de viver para nos satisfazermos em Deus. Li um artigo do Rubem Amorese e ele lança uma questão muito preocupante: ele analisa algumas questões de fundo existencial em relação ao distanciamento de nossa alma de um contato mais intimo com Deus através da oração e comunhão com Deus.
Ainda nessa linha ele sintetiza o seu pensamento com uma frase denunciatória: "Talvez tenhamos perdido a capacidade de nos satisfazer em Deus!". Preocupante, forte, contundente, provocante, talvez tenhamos de fazer como John Donne, o pastor-poeta protestante do sec. XVII que certa feita resolveu dormir por um pouco de tempo num caixão com o propósito de disciplinar a mente e a alma sobre as maiores questões da vida e da morte.
Roberto Carlos aconselha: "é preciso saber viver". Eu o retruco: "é preciso saber morrer!". A vida passa com uma rapidez incrível e a pergunta que não quer calar é: "onde você passará a sua eternidade? Com ou sem Jesus!". Isso não é uma questão de sentimentos ou de uma fé meramente subjetiva, é questão de vida ou morte. O que você vai escolher?
Duas experiências antagônicas e fortíssimas. Nenhuma das duas eram membros de nossa igreja, mas acolhemos os familiares com uma recepção simples, amigável e espiritual. Todas tinham parentes membros de nossa igreja, entre tia, filho e nora. Sentimo-nos responsáveis. E, além disso realizamos dois cultos fúnebres (um domingo às 9:00 e outro terça às 12:00)!
Fico pensando que na realidade, na vida nós somos todos combatentes pela sobrevivência. Nascemos já na iminência de morrer, mas lutamos contra isso o tempo todo. Por mais que saibamos que a morte vive entrando na vida tentamos despistá-la com remédios, exercícios físicos e outros narcóticos, bem como sempre consideramos a séria possibilidade de nosso dia de encarar a morte estar mais longe em nosso horizonte existencial.
Robert Murray MacCheyne, um pregador brilhante do século XIX que inclusive morreu bem jovem disse certa vez que a doença rodeia o homem, não poupando famílias, ricos ou pobres, algumas vezes pega o jovem, outras o velho, enfim, tenho crido que a morte é a maior expressão do governo de Deus na terra, isso porque ela quando vem, chega arrebatadora e leva os vivos a uma séria reflexão.
Foi o sábio Salomão quem disse: (Eclesiastes 7:2) "Melhor é ir à casa onde há luto do que ir à casa onde há banquete, porque naquela está o fim de todos os homens, e os vivos o aplicam ao seu coração".
Eu penso que está na hora de pararmos de usar meios termos a respeito da morte. Ela é real e pode estar próxima de mim ou de você! Todos queremos viver, mas para viver é preciso saber morrer! Estar preparado para a vida não é saber de tudo para se ter uma vida feliz, é sim, estar atento aos sinais divinos para saber morrer com dignidade!
Precisamos aprender a refletir sobre a inconsistência de nossas vidas, sobretudo se o nosso coração não está suficientemente enchargado do amor de Deus e não temos cumprido a nossa missão nesta terra que é a de viver para nos satisfazermos em Deus. Li um artigo do Rubem Amorese e ele lança uma questão muito preocupante: ele analisa algumas questões de fundo existencial em relação ao distanciamento de nossa alma de um contato mais intimo com Deus através da oração e comunhão com Deus.
Ainda nessa linha ele sintetiza o seu pensamento com uma frase denunciatória: "Talvez tenhamos perdido a capacidade de nos satisfazer em Deus!". Preocupante, forte, contundente, provocante, talvez tenhamos de fazer como John Donne, o pastor-poeta protestante do sec. XVII que certa feita resolveu dormir por um pouco de tempo num caixão com o propósito de disciplinar a mente e a alma sobre as maiores questões da vida e da morte.
Roberto Carlos aconselha: "é preciso saber viver". Eu o retruco: "é preciso saber morrer!". A vida passa com uma rapidez incrível e a pergunta que não quer calar é: "onde você passará a sua eternidade? Com ou sem Jesus!". Isso não é uma questão de sentimentos ou de uma fé meramente subjetiva, é questão de vida ou morte. O que você vai escolher?
sábado, 11 de julho de 2009
ADEUS, NIZIANNE!
“Porque é necessário que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade e que isto que é mortal se revista da imortalidade. Mas, quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, então se cumprirá a palavra que está escrita: Tragada foi a morte na vitória”. (I Corintios 15.53,54)
Ela sempre será inoportuna, intrusa e inevitável. É estranho nos despedirmos de alguém tão jovem! Mas, a dura realidade da morte nos alerta de que a vida não pode ser menosprezada de forma alguma.
Um comentarista bíblico do passado, Mattew Henry dizia que “A morte, que nos separa de todos os nossos outros amigos, e interrompe nosso relacionamento com eles, não pode nos separar do amor de Cristo, nem nos colocar fora do alcance dos seus chamados.” É fato que nossa vida precisa passar por um teste diante da morte.
Olha, a nossa existência aqui na Terra não pode passar em branco sem antes cumprirmos o nosso chamado: dar peso ao nome de Deus através de nossos atos e atitudes. Isso não é teoria, precisa ser prática na nossa vida. As pessoas hoje estão vivendo vidas muito apagadas, suas prioridades estão equivocadas, há um forte clima de egoísmo no ar! As pessoas estão fechadas em si mesmas, importando-se apenas consigo mesmas! Não é a toa que os problemas emocionais estão crescentes, pois quanto mais se pensa em si mesmo, mais distante encontra-se longe do verdadeiro sentido da vida que é: “viver para Deus!”.
É isso que o sábio Salomão quis dizer em Eclesiastes 12.13: “Este é o fim do discurso; tudo já foi ouvido: Teme a Deus, e guarda os seus mandamentos; porque isto é dever do homem. Porque Deus há de trazer a juízo toda obra, e até tudo o que está encoberto, quer seja bom, quer seja mau”.
Dizem que Tennyson, poeta inglês, estava caminhando, certo dia, por um jardim de belíssimas flores. Um amigo, que com ele estava, perguntou: “Tennyson, você fala constantemente de Jesus Cristo. O que Ele significa, realmente, para você?" Inclinando-se, Tennyson apontou para uma flor amarela e respondeu: "O que o sol significa para esta flor, Cristo significa para minha alma.”
Viver para glória de Deus significa muito mais do que ser filiado a uma igreja evangélica (embora isso seja importante!), tem a ver com a entrega de toda a vida para a causa de Deus. Significa reavaliar as nossas prioridades! A morte quando vem, ainda mais de modo abrupto como a Nizianne nos pega com um nó na garganta e precisa servir de lembrete a todos nós, os vivos, de que temos de valorizar mais a nossa comunhão com Jesus!
Perguntas que não querem calar: como anda a sua vida de oração? Como anda o seu comprometimento com os princípios de Deus? Até que ponto sua vida ilumina o local onde você mora, trabalha ou estuda? Caso você morresse hoje as pessoas diriam o quanto você era importante para elas? O que você tem mais valorizado: seus títulos ou o seu testemunho? Deus está sendo lembrado em todos os seus dias?
Ela sempre será inoportuna, intrusa e inevitável. É estranho nos despedirmos de alguém tão jovem! Mas, a dura realidade da morte nos alerta de que a vida não pode ser menosprezada de forma alguma.
Um comentarista bíblico do passado, Mattew Henry dizia que “A morte, que nos separa de todos os nossos outros amigos, e interrompe nosso relacionamento com eles, não pode nos separar do amor de Cristo, nem nos colocar fora do alcance dos seus chamados.” É fato que nossa vida precisa passar por um teste diante da morte.
Olha, a nossa existência aqui na Terra não pode passar em branco sem antes cumprirmos o nosso chamado: dar peso ao nome de Deus através de nossos atos e atitudes. Isso não é teoria, precisa ser prática na nossa vida. As pessoas hoje estão vivendo vidas muito apagadas, suas prioridades estão equivocadas, há um forte clima de egoísmo no ar! As pessoas estão fechadas em si mesmas, importando-se apenas consigo mesmas! Não é a toa que os problemas emocionais estão crescentes, pois quanto mais se pensa em si mesmo, mais distante encontra-se longe do verdadeiro sentido da vida que é: “viver para Deus!”.
É isso que o sábio Salomão quis dizer em Eclesiastes 12.13: “Este é o fim do discurso; tudo já foi ouvido: Teme a Deus, e guarda os seus mandamentos; porque isto é dever do homem. Porque Deus há de trazer a juízo toda obra, e até tudo o que está encoberto, quer seja bom, quer seja mau”.
Dizem que Tennyson, poeta inglês, estava caminhando, certo dia, por um jardim de belíssimas flores. Um amigo, que com ele estava, perguntou: “Tennyson, você fala constantemente de Jesus Cristo. O que Ele significa, realmente, para você?" Inclinando-se, Tennyson apontou para uma flor amarela e respondeu: "O que o sol significa para esta flor, Cristo significa para minha alma.”
Viver para glória de Deus significa muito mais do que ser filiado a uma igreja evangélica (embora isso seja importante!), tem a ver com a entrega de toda a vida para a causa de Deus. Significa reavaliar as nossas prioridades! A morte quando vem, ainda mais de modo abrupto como a Nizianne nos pega com um nó na garganta e precisa servir de lembrete a todos nós, os vivos, de que temos de valorizar mais a nossa comunhão com Jesus!
Perguntas que não querem calar: como anda a sua vida de oração? Como anda o seu comprometimento com os princípios de Deus? Até que ponto sua vida ilumina o local onde você mora, trabalha ou estuda? Caso você morresse hoje as pessoas diriam o quanto você era importante para elas? O que você tem mais valorizado: seus títulos ou o seu testemunho? Deus está sendo lembrado em todos os seus dias?
sexta-feira, 10 de julho de 2009
500 ANOS DE CALVINO: PARA ESCLARECER ALGUMAS COISAS!
João Calvino, importante reformador da igreja, um homem que se dedicou à oração, pregação da Palavra e liderança espiritual em um tempo bastante conturbado da história nasceu em 10 de julho de 1509. Hoje comemoramos os 500 anos de seu nascimento e resolvo com humildade copiar nesse espaço alguns esclarecimentos feitos pelo mestre Franklin Ferreira no blog da Editora Fiel:
Mito: Calvino inventou a doutrina da predestinação.
Fato: Entre outros, Agostinho, Anselmo, Aquino, Lutero e Zwinglio ensinaram e escreveram sobre a doutrina da predestinação antes de Calvino, enfatizando a livre graça de Deus triunfando sobre a miséria e escravidão ao pecado.
Mito: A doutrina da predestinação é central na teologia de Calvino.
Fato: Em seus escritos, especialmente nos comentários, Calvino trata do tópico quando o texto bíblico exige. E como alguns eruditos têm sugerido, o tema central de sua teologia parece ser a união mística do fiel com Cristo.
Mito: Calvino não tinha interesse em missões.
Fato: Entre 1555 e 1562 um total de 118 missionários foram enviados de Genebra para o exterior – um número muito superior ao de muitas agências missionárias da atualidade. E os primeiros mártires da fé evangélica nas Américas foram enviados por Calvino ao Brasil para encontrar um lugar de refúgio para os reformados perseguidos na Europa e evangelizar os índios.
Mito: A crença na predestinação desestimula a oração.
Fato: Calvino escreveu mais sobre a oração do que a predestinação nas Institutas, enfatizando a oração como um meio de graça por meio do qual a vontade de Deus é realizada e suas bênçãos são derramadas.
Mito:Calvino é o pai do capitalismo.
Fato:As forças que moldaram o capitalismo moderno já estavam presentes na cultura ocidental cerca de 100 anos antes da reforma. O que Calvino valorizou em seus escritos foi o estudo, o trabalho, a frugalidade, a disciplina e a vocação como meios de superar a pobreza. Ele não condenou a obtenção de lucros advindos do trabalho honesto.
Mito: Calvino foi o ditador de Genebra.
Fato: Ele tinha pouca influência sobre as decisões acerca do ordenamento civil da cidade e não tinha direito de voto em decisões políticas ou eclesiásticas no conselho municipal. Sua influência era persuasiva, por meio de seus sermões e escritos. Em países influenciados pelo pensamento calvinista não surgiram ditadores, nem nas esferas políticas muito menos nas eclesiásticas.
Mito:Calvino mandou matar Miguel Serveto.
Fato: Serveto foi executado por ordem do conselho municipal de Genebra por heresia, especialmente por negar a doutrina da Trindade. Ele havia sido condenado pelas mesmas razões por dois tribunais católicos, só escapando da morte por ter fugido da França. Inexplicavelmente ele foi para Genebra. No fim, todos os reformadores europeus apoiaram unanimemente a decisão do conselho de Genebra.
Mito: Os ensinos de Calvino são social e politicamente alienantes.
Fato: Pode-se ver a influência do pensamento de Calvino na revolução puritana de 1641 e na primeira deposição e execução de um rei tirano em 1649, na Inglaterra; no surgimento do governo republicano (com a divisão e alternância do poder, além de ênfase no pacto social); na revolução americana de 1776; na libertação dos escravos e na defesa da liberdade de imprensa.
Mito: Calvino não tinha interesse em educação.
Fato: Calvino não só inaugurou uma das primeiras escolas primárias da Europa como ajudou a fundar a Universidade de Genebra, em 1559. Algumas das mais importantes universidades do ocidente, como Harvard, Yale e Princeton foram fundadas por influência dos conceitos educacionais do reformador francês. A imagem permanente associada às igrejas reformadas é que estas sempre têm uma escola ao lado.
Mito:Os ensinos de Calvino não são bíblicos.
Fato: Calvino enfatizou fortemente a autoridade e prioridade das Escrituras e praticamente inaugurou o método histórico-gramatical de interpretação bíblica. Escreveu comentários sobre quase todo o Novo Testamento e grande parte do Antigo Testamento, além de milhares de sermões. E sua grande obra foi as Institutas da Religião Cristã, que seria “uma chave abrindo caminho para todos os filhos de Deus num entendimento bom e correto das Escrituras Sagradas”. O reformador francês lutou para que toda a sua cosmovisão estivesse debaixo da autoridade da Bíblia.
Isso é apenas uma tentativa de esclarecer que muitos mitos tem sido ditos sobre Calvino. Muita gente despreparada tem ousado fazer comentários sem o minimo de rigor de pesquisa e integridade. Calvino não era um homem perfeito, mas o Senhor dele o era e ainda é, isso mesmo, ele era um servo de Jesus. E isso basta.
Mito: Calvino inventou a doutrina da predestinação.
Fato: Entre outros, Agostinho, Anselmo, Aquino, Lutero e Zwinglio ensinaram e escreveram sobre a doutrina da predestinação antes de Calvino, enfatizando a livre graça de Deus triunfando sobre a miséria e escravidão ao pecado.
Mito: A doutrina da predestinação é central na teologia de Calvino.
Fato: Em seus escritos, especialmente nos comentários, Calvino trata do tópico quando o texto bíblico exige. E como alguns eruditos têm sugerido, o tema central de sua teologia parece ser a união mística do fiel com Cristo.
Mito: Calvino não tinha interesse em missões.
Fato: Entre 1555 e 1562 um total de 118 missionários foram enviados de Genebra para o exterior – um número muito superior ao de muitas agências missionárias da atualidade. E os primeiros mártires da fé evangélica nas Américas foram enviados por Calvino ao Brasil para encontrar um lugar de refúgio para os reformados perseguidos na Europa e evangelizar os índios.
Mito: A crença na predestinação desestimula a oração.
Fato: Calvino escreveu mais sobre a oração do que a predestinação nas Institutas, enfatizando a oração como um meio de graça por meio do qual a vontade de Deus é realizada e suas bênçãos são derramadas.
Mito:Calvino é o pai do capitalismo.
Fato:As forças que moldaram o capitalismo moderno já estavam presentes na cultura ocidental cerca de 100 anos antes da reforma. O que Calvino valorizou em seus escritos foi o estudo, o trabalho, a frugalidade, a disciplina e a vocação como meios de superar a pobreza. Ele não condenou a obtenção de lucros advindos do trabalho honesto.
Mito: Calvino foi o ditador de Genebra.
Fato: Ele tinha pouca influência sobre as decisões acerca do ordenamento civil da cidade e não tinha direito de voto em decisões políticas ou eclesiásticas no conselho municipal. Sua influência era persuasiva, por meio de seus sermões e escritos. Em países influenciados pelo pensamento calvinista não surgiram ditadores, nem nas esferas políticas muito menos nas eclesiásticas.
Mito:Calvino mandou matar Miguel Serveto.
Fato: Serveto foi executado por ordem do conselho municipal de Genebra por heresia, especialmente por negar a doutrina da Trindade. Ele havia sido condenado pelas mesmas razões por dois tribunais católicos, só escapando da morte por ter fugido da França. Inexplicavelmente ele foi para Genebra. No fim, todos os reformadores europeus apoiaram unanimemente a decisão do conselho de Genebra.
Mito: Os ensinos de Calvino são social e politicamente alienantes.
Fato: Pode-se ver a influência do pensamento de Calvino na revolução puritana de 1641 e na primeira deposição e execução de um rei tirano em 1649, na Inglaterra; no surgimento do governo republicano (com a divisão e alternância do poder, além de ênfase no pacto social); na revolução americana de 1776; na libertação dos escravos e na defesa da liberdade de imprensa.
Mito: Calvino não tinha interesse em educação.
Fato: Calvino não só inaugurou uma das primeiras escolas primárias da Europa como ajudou a fundar a Universidade de Genebra, em 1559. Algumas das mais importantes universidades do ocidente, como Harvard, Yale e Princeton foram fundadas por influência dos conceitos educacionais do reformador francês. A imagem permanente associada às igrejas reformadas é que estas sempre têm uma escola ao lado.
Mito:Os ensinos de Calvino não são bíblicos.
Fato: Calvino enfatizou fortemente a autoridade e prioridade das Escrituras e praticamente inaugurou o método histórico-gramatical de interpretação bíblica. Escreveu comentários sobre quase todo o Novo Testamento e grande parte do Antigo Testamento, além de milhares de sermões. E sua grande obra foi as Institutas da Religião Cristã, que seria “uma chave abrindo caminho para todos os filhos de Deus num entendimento bom e correto das Escrituras Sagradas”. O reformador francês lutou para que toda a sua cosmovisão estivesse debaixo da autoridade da Bíblia.
Isso é apenas uma tentativa de esclarecer que muitos mitos tem sido ditos sobre Calvino. Muita gente despreparada tem ousado fazer comentários sem o minimo de rigor de pesquisa e integridade. Calvino não era um homem perfeito, mas o Senhor dele o era e ainda é, isso mesmo, ele era um servo de Jesus. E isso basta.
quarta-feira, 8 de julho de 2009
ADULTÉRIO NO CORAÇÃO É COISA SÉRIA!
"Eu, porém, vos digo que todo aquele que olhar para uma mulher para a cobiçar, já em seu coração cometeu adultério com ela." (Mateus 5.28)
Jesus mais uma vez surpreende os seus interlocutores com uma de suas declarações bombásticas. Ele agora volta-se para os homens legalistas que, orgulhosamente declaravam que, pelo fato de não terem ido para a cama com as mulheres alvos de seus desejos sexuais logo, estariam imunes à condenação por adultério. Mas, o que aprendemos aqui por princípio é: o adultério do coração é igualmente perverso ao adultério efetuado no corpo.
Para Jesus tudo começa no olhar que se precipita na cobiça e depois na consumação do pecado. É o que Tiago propõe: "Cada um, porém, é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência; então a concupiscência, havendo concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, sendo consumado gera a morte." (Tiago 1.13,14)
O desejo é inflamado por um olhar cativante numa mulher que pode estar extravagantemente vestida ou não, pois a mente do homem é capaz das loucuras mais absurdas! Depois o coração acaba armazenando essas imagens e, como resultado temos a morte anunciada!
Dai, Jesus diagnosticar o adultério como uma questão de coração antes de ser apenas uma questão física. É o que comenta Martyn Lloyd Jones: "O que conta, portanto, não são apenas os feitos de uma pessoa, mas os seus desejos; não somente não devemos cometer, mas nem ao menos devemos cobiçar".
Eu aprendi recentemente a considerarmos algumas questões bem delicadas a respeito do pecado:
(a) O pecado é algo que marca profundamente a nossa natureza humana.
Não há nada mais intrínseco à natureza humana do que o pecado. O que percebemos em nosso contexto de conversas com as pessoas e conosco mesmas já nos dá base suficiente para admitirmos o seguinte: não são os pecados que produzem a natureza pecaminosa, mas sim a natureza pecaminosa que é mestre na produção de pecados! Somos pecadores, desde o nosso nascimento! "Eis que eu nasci em iniquidade, e em pecado me concebeu minha mãe" (Salmo 51.5).
(b) O pecado é suficiente para levar o ser humano ao inferno!
Pode não ser muito popular falar em inferno em um contexto onde as pessoas insistem em ouvir apenas o que querem! Mas, o contexto bíblico não nos deixa de maneira nenhuma enganados quando a existência desse lugar-estado onde os perdidos vão viver eternamente em lamúrias espirituais!
E, para apoiar essa posição eu cito integralmente a fala de John Stott como contribuição para a verdade de que as pessoas hoje precisam levar mais a sério esse alerta sobre o cuidado que precisam ter em relação aos seus olhos espirituais:
"É claro que este ensinamento vai totalmente contra os padrões moderenos da permissividade. Baseia-se no princípio de que a eternidade é mais importante do que o tempo, que a pureza é mais do que a cultura, e que qualquer sacrifício é válido neste vida se for necessário para assegurar a entrada na outra. Temos simplesmente de decidir se queremos viver para este mundo ou para o outro, se queremos seguir a multidão ou a Jesus Cristo".
Na realidade, o ideal é que você meu amado leitor faça uma aliança com Deus para que seus olhos fixem apenas naquilo que é eterno, permanente e sólido e não naquilo que é passageiro, material e carnal. Deus quer que seus olhos sejam abençoadores e que você poste-se no lugar onde o Senhor ministrará o seu cuidado e liberará a sua vitória!
Jesus mais uma vez surpreende os seus interlocutores com uma de suas declarações bombásticas. Ele agora volta-se para os homens legalistas que, orgulhosamente declaravam que, pelo fato de não terem ido para a cama com as mulheres alvos de seus desejos sexuais logo, estariam imunes à condenação por adultério. Mas, o que aprendemos aqui por princípio é: o adultério do coração é igualmente perverso ao adultério efetuado no corpo.
Para Jesus tudo começa no olhar que se precipita na cobiça e depois na consumação do pecado. É o que Tiago propõe: "Cada um, porém, é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência; então a concupiscência, havendo concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, sendo consumado gera a morte." (Tiago 1.13,14)
O desejo é inflamado por um olhar cativante numa mulher que pode estar extravagantemente vestida ou não, pois a mente do homem é capaz das loucuras mais absurdas! Depois o coração acaba armazenando essas imagens e, como resultado temos a morte anunciada!
Dai, Jesus diagnosticar o adultério como uma questão de coração antes de ser apenas uma questão física. É o que comenta Martyn Lloyd Jones: "O que conta, portanto, não são apenas os feitos de uma pessoa, mas os seus desejos; não somente não devemos cometer, mas nem ao menos devemos cobiçar".
Eu aprendi recentemente a considerarmos algumas questões bem delicadas a respeito do pecado:
(a) O pecado é algo que marca profundamente a nossa natureza humana.
Não há nada mais intrínseco à natureza humana do que o pecado. O que percebemos em nosso contexto de conversas com as pessoas e conosco mesmas já nos dá base suficiente para admitirmos o seguinte: não são os pecados que produzem a natureza pecaminosa, mas sim a natureza pecaminosa que é mestre na produção de pecados! Somos pecadores, desde o nosso nascimento! "Eis que eu nasci em iniquidade, e em pecado me concebeu minha mãe" (Salmo 51.5).
(b) O pecado é suficiente para levar o ser humano ao inferno!
Pode não ser muito popular falar em inferno em um contexto onde as pessoas insistem em ouvir apenas o que querem! Mas, o contexto bíblico não nos deixa de maneira nenhuma enganados quando a existência desse lugar-estado onde os perdidos vão viver eternamente em lamúrias espirituais!
E, para apoiar essa posição eu cito integralmente a fala de John Stott como contribuição para a verdade de que as pessoas hoje precisam levar mais a sério esse alerta sobre o cuidado que precisam ter em relação aos seus olhos espirituais:
"É claro que este ensinamento vai totalmente contra os padrões moderenos da permissividade. Baseia-se no princípio de que a eternidade é mais importante do que o tempo, que a pureza é mais do que a cultura, e que qualquer sacrifício é válido neste vida se for necessário para assegurar a entrada na outra. Temos simplesmente de decidir se queremos viver para este mundo ou para o outro, se queremos seguir a multidão ou a Jesus Cristo".
Na realidade, o ideal é que você meu amado leitor faça uma aliança com Deus para que seus olhos fixem apenas naquilo que é eterno, permanente e sólido e não naquilo que é passageiro, material e carnal. Deus quer que seus olhos sejam abençoadores e que você poste-se no lugar onde o Senhor ministrará o seu cuidado e liberará a sua vitória!
quinta-feira, 2 de julho de 2009
PARABÉNS, BAYA BAKARI!
Confesso que me emociono com casos como a da garota de 14 anos, única sobrevivente da queda do avião da companhia Yemenia Airway nesta terça feira, e o seu relato me lançou a algumas reflexões bem sérias sobre a importância da vida!
Pense comigo, a única sobrevivente em um avião que tinha em seu interior 153 pessoas! Deus tem a pequena Baya como alguém muito especial! Embora Deus tenha terminado os seus propósitos na vida dos outros passageiros do avião, para Baya o soberano tem uma mensagem: ainda penso em você neste mundo para contemplar ainda mais a minha beleza e assistir ao meu governo sobre todas as coisas!
Alguns textos da Bíblia me vêem à mente agora:
"Para que se saiba desde o nascente do sol, e desde o poente, que fora de mim não há outro. Eu formo a luz, e crio as trevas; eu faço a paz, e crio o mal; eu sou o Senhor, que faço todas estas coisas". (Isaias 45.6,7)
"O homem é semelhante a um sopro; os seus dias são como a sombra que passa." (Salmo 144.4)
"Se, pois, o homem viver muitos anos, regozije-se em todos eles; contudo lembre-se dos dias das trevas. porque hão de ser muitos. Tudo quanto sucede é vaidade." (Eclesiastes 11.8)
Com base nestes textos me ponho a refletir sobre o ocorrido com a menina e tento traçar um paralelo metafórico com a nossa caminhada sobre esta terra, em uma existência tão finita, curta, passageira, cheio de encantos e desencantos. É natural pensar na vida a partir da morte, e faço isso com a convicção de que a morte é o maior lembrete que a vida tem!
(a) Deus tem o controle sobre o dia do nosso nascimento e o dia do nosso falecimento.
Estas duas datas estão patentes na mente divina. Ele não se surpreende quando a menina africana sobrevive e a outra meninica carioca (Luana da Silva Macedo, 12 anos)falece quando o ônibus que ela tentava pegar arranca precipitadamente!
Essas duas históris fundem a nossa cabeça momentaneamente: Baya sobrevive, Luana se despede da vida! Quem está no controle dessas situações tão contraditórias? Um Deus que diz: Eu sou! O que temos de fazer é humildemente reconhecer que não temos respostas sobre esse mistério e bendizermos ao Senhor na vida e na morte (ou seria na vida apesar da morte?). Tudo é muito confuso, admito, mas a fé é um convite à loucura da realidade para abraçarmos a certeza do cuidado de um Deus que não é ilógico, pois é o Senhor da própria Lógica!
(b) Nossa vida é muito curta para ser pequena.
Gosto muito de pensar de que ninguém é chamado à morte antes do tempo! Estou aqui digitando essas letras e há algum tempo atrás estava me deliciando com uma canção de um hino tradicional que tocou no meu coração, levando-me às lágrimas quando me reportei a Jesus como um pastor que nunca me abandonou nos meus momentos mais críticos! A letra do hino até agora fervilha em meu coração: "sim Jesus amou-me, com amor buscou-me. Ele mesmo restaurou-me a Deus. Por seu sangue restaurou-me a Deus!".
É bom saber que no absurdo da brevidade da vida, temos sim de vivê-la com grandiosidade, analisando todas as coisas e contemplando tudo como obra de suas mãos criativas-criadoras. Isso me faz lembrar uma história que li essa semana no livro que estou lendo atualmente, "a maldição do Cristo genérico" de Eugene Peterson: Um aluno dele morava longe da faculdade e tomava ônibus lotado todo dia para estudar. Um dia quando saia de casa aquele rapaz disse à sua esposa: "hoje vou curtir a criação de Deus". No dia seguinte disse a mesma coisa. No terceiro dia ele já ia repetindo a frase quando foi interrompido por sua esposa: "você não acha que devia ir à aula hoje? Andar no meio do mato ou na praia um dia ou dois é bom, mas e as suas responsabilidades? E ele respondeu: "Mas estou indo para a faculdade todos os dias. Todos os dias passo quarenta minutos dentro do ônibus de manhã e outros quarenta à noite. Você consegue imaginar um lugar mais cheio da criação do que esse? Todas essas pessoas foram criadas, são criaturas feitas à imagem de Deus, homens e mulheres."
Amei de verdade essa história! Trata-se de um convite para apreciarmos a vida que Deus nos deu e também a celebrarmos os nossos próximos que tem sobrevivido conosco mais esse dia justamente para fazer com que a glória de Deus seja manifesta mais uma vez em sua criação. Baya Bakari torna-se um símbolo para mim e para você de o nosso Deus costuma dar chances para algumas pessoas a fim de começar de novo. Sonhar novamente. Reestabelecer metas. Arrumar pendências. Terminar conversas iniciadas. Acertar os ponteiros no casamento. Perdoar os inimigos. Tratar de avançar para aquela conquista que ficou em meio do caminho. Enfim, recomeçar!
Que o estimulo a nós proposto por essa sobrevivente, ainda mais no seu gesto de não conseguir depois de 12 horas no mar segurar-se ao bote salva-vidas, ela em determinado tempo apenas confiou, esperou o seu salvamento de forma heróica mas humana. Ontem vi no noticiário que um marinheiro saltou-se ao mar para salvá-la. Baya foi salvo em um abraço! Como eu e você precisamos aprender a esperarmos pelo abraço salvador de Deus! Chega de lutas, brigas e contendas! É tempo de esperar pelo abraço! É tempo de amarmos ao nosso Salvador! É tempo, enfim de viver celebrando a vida, para que quando a morte chegar (mais cedo ou mais tarde ela sempre vem) venhamos a ir de cabeça erquida. Que morramos vivos! É isso ai!
Pense comigo, a única sobrevivente em um avião que tinha em seu interior 153 pessoas! Deus tem a pequena Baya como alguém muito especial! Embora Deus tenha terminado os seus propósitos na vida dos outros passageiros do avião, para Baya o soberano tem uma mensagem: ainda penso em você neste mundo para contemplar ainda mais a minha beleza e assistir ao meu governo sobre todas as coisas!
Alguns textos da Bíblia me vêem à mente agora:
"Para que se saiba desde o nascente do sol, e desde o poente, que fora de mim não há outro. Eu formo a luz, e crio as trevas; eu faço a paz, e crio o mal; eu sou o Senhor, que faço todas estas coisas". (Isaias 45.6,7)
"O homem é semelhante a um sopro; os seus dias são como a sombra que passa." (Salmo 144.4)
"Se, pois, o homem viver muitos anos, regozije-se em todos eles; contudo lembre-se dos dias das trevas. porque hão de ser muitos. Tudo quanto sucede é vaidade." (Eclesiastes 11.8)
Com base nestes textos me ponho a refletir sobre o ocorrido com a menina e tento traçar um paralelo metafórico com a nossa caminhada sobre esta terra, em uma existência tão finita, curta, passageira, cheio de encantos e desencantos. É natural pensar na vida a partir da morte, e faço isso com a convicção de que a morte é o maior lembrete que a vida tem!
(a) Deus tem o controle sobre o dia do nosso nascimento e o dia do nosso falecimento.
Estas duas datas estão patentes na mente divina. Ele não se surpreende quando a menina africana sobrevive e a outra meninica carioca (Luana da Silva Macedo, 12 anos)falece quando o ônibus que ela tentava pegar arranca precipitadamente!
Essas duas históris fundem a nossa cabeça momentaneamente: Baya sobrevive, Luana se despede da vida! Quem está no controle dessas situações tão contraditórias? Um Deus que diz: Eu sou! O que temos de fazer é humildemente reconhecer que não temos respostas sobre esse mistério e bendizermos ao Senhor na vida e na morte (ou seria na vida apesar da morte?). Tudo é muito confuso, admito, mas a fé é um convite à loucura da realidade para abraçarmos a certeza do cuidado de um Deus que não é ilógico, pois é o Senhor da própria Lógica!
(b) Nossa vida é muito curta para ser pequena.
Gosto muito de pensar de que ninguém é chamado à morte antes do tempo! Estou aqui digitando essas letras e há algum tempo atrás estava me deliciando com uma canção de um hino tradicional que tocou no meu coração, levando-me às lágrimas quando me reportei a Jesus como um pastor que nunca me abandonou nos meus momentos mais críticos! A letra do hino até agora fervilha em meu coração: "sim Jesus amou-me, com amor buscou-me. Ele mesmo restaurou-me a Deus. Por seu sangue restaurou-me a Deus!".
É bom saber que no absurdo da brevidade da vida, temos sim de vivê-la com grandiosidade, analisando todas as coisas e contemplando tudo como obra de suas mãos criativas-criadoras. Isso me faz lembrar uma história que li essa semana no livro que estou lendo atualmente, "a maldição do Cristo genérico" de Eugene Peterson: Um aluno dele morava longe da faculdade e tomava ônibus lotado todo dia para estudar. Um dia quando saia de casa aquele rapaz disse à sua esposa: "hoje vou curtir a criação de Deus". No dia seguinte disse a mesma coisa. No terceiro dia ele já ia repetindo a frase quando foi interrompido por sua esposa: "você não acha que devia ir à aula hoje? Andar no meio do mato ou na praia um dia ou dois é bom, mas e as suas responsabilidades? E ele respondeu: "Mas estou indo para a faculdade todos os dias. Todos os dias passo quarenta minutos dentro do ônibus de manhã e outros quarenta à noite. Você consegue imaginar um lugar mais cheio da criação do que esse? Todas essas pessoas foram criadas, são criaturas feitas à imagem de Deus, homens e mulheres."
Amei de verdade essa história! Trata-se de um convite para apreciarmos a vida que Deus nos deu e também a celebrarmos os nossos próximos que tem sobrevivido conosco mais esse dia justamente para fazer com que a glória de Deus seja manifesta mais uma vez em sua criação. Baya Bakari torna-se um símbolo para mim e para você de o nosso Deus costuma dar chances para algumas pessoas a fim de começar de novo. Sonhar novamente. Reestabelecer metas. Arrumar pendências. Terminar conversas iniciadas. Acertar os ponteiros no casamento. Perdoar os inimigos. Tratar de avançar para aquela conquista que ficou em meio do caminho. Enfim, recomeçar!
Que o estimulo a nós proposto por essa sobrevivente, ainda mais no seu gesto de não conseguir depois de 12 horas no mar segurar-se ao bote salva-vidas, ela em determinado tempo apenas confiou, esperou o seu salvamento de forma heróica mas humana. Ontem vi no noticiário que um marinheiro saltou-se ao mar para salvá-la. Baya foi salvo em um abraço! Como eu e você precisamos aprender a esperarmos pelo abraço salvador de Deus! Chega de lutas, brigas e contendas! É tempo de esperar pelo abraço! É tempo de amarmos ao nosso Salvador! É tempo, enfim de viver celebrando a vida, para que quando a morte chegar (mais cedo ou mais tarde ela sempre vem) venhamos a ir de cabeça erquida. Que morramos vivos! É isso ai!
terça-feira, 30 de junho de 2009
QUEM MATOU MICHAEL JACSON?
Na realidade o mundo já não comporta mais a perda (e a posterior divulgação) de astros da música que sempre terminam em um período inútil de investigações sobre a verdadeira "causa mortis". Foi assim com todos os nomes já falecidos dos "Beathes", do mito "Elvis" e de tantos outros. Eu creio que esse clima de "por quês" deve-se ao fato de que o mito não morre, ou não deve morrer! AS pessoas costumam aumentar o tempo de sobrevivência de seus astros preferidos com requintadas perguntas, documentários infindáveis e acompanhamento obscessivo dos telejornais por noticias mais atuais.
Eu mesmo me vi "viciado" em notícias sobre Michael Jacson, acompanhei depoimentos, vi documentários na TV aberta, vi no site da revista Época as fotos que revelam a transformação do rosto do pop star e ouso fazer algumas considerações em forma de artigo.
(1) Michael Jacson é icone de uma geração abusada pelos pais.
E quando eu falo de abuso não me refiro apenas ao sexual (o que é a forma mais perversa de violência, diga-se de passagem), mas refiro-me ao abuso do abandono, da perda da infância, do desprezo da inocência.
Michael foi cobrado como adulto enquanto criança pelo seu pai, um músico fracassado que se viu na possibilidade de se realizar nos filhos talentosos. Há quem diga que as surras eram frequentes... e de... chicote! Ele não permitia que seus filhos brincassem ou se divertissem, eles tiveram de trabalhar duro! Até mesmo para cumprir a extenuante carga de shows e compromissos pirotécnicos!
Abandonado em sua infância pelos seus pais (sua mãe silenciava-se em meio a isso tudo...) Michael nunca quis crescer! Era o "Peter Pan" pós moderno em sua divertida busca pela infância perdida, o seu rancho "Netlherland" (Terra do Nunca) representava muito bem isso. Estando aqui em São Paulo ele fez questão de fechar um parque de diversões para brincar... Michael pensava que o tempo pararia a fim dele realizar seus sonhos de garoto, ledo engano, pois como dizia um outro astro: "o tempo não para!".
Assim como Michael são muitas as crianças que estão tendo suas infâncias roubadas! Vi um forte e contundente documentário pelo "Domingo Espetacular", da Record, sobre as crianças do Bangladesh, um país na Ásia cuja metade da população está abaixo dos 14 anos, e para manter a roda vida do país, elas precisam trabalhar e muito... Quase fui às lágrimas ao ver o rostinho cinzento das crianças daquele miserável país!
(2) Michael é de uma geração abusada pelo desejo de superação.
Tudo leva a crer que a bateria de 50 shows para o próximo mês causou em Michael Jacson um frenesi insustentável. Ele queria a qualquer custo cumprir o agendado (há quem diga que ele inicialmente pensou em 5 shows e depois seus assessores lhe explicaram que era 50!) e para isso, pelo que tudo indica, se dopou de analgésicos. Infelizmente Michael Jacson confundiu-se, entrou em conflito o homem e o mito, a imagem e o ser humano, o estereótipo com a essência!
É muito triste saber que essa sede pela superação pessoal tem derrubado outros que não possuem a fama do pop star mas que todos os dias pela manhã saem para trabalhar na pretenção de apenas mostrar-se capaz de alguma coisa! São pessoas comuns que querem provar a qualquer custo que são especias. São estrelas opacas, vidas cheias de vazio, existências improvisadas e marcadas pela dor de nunca conseguirem realizar seus sonhos!
Eu penso que posso caminhar para o fim desse artigo fazendo uma rápida consideração conclusiva sobre o fato de que Michael Jacson morreu porque nunca soube viver. Escondia a sua verdadeira face em meio às mais variadas técnicas de plásticas e uso de produtos de pele. Ele negava o seu verdadeiro eu e massageava o seu ego com brinquedos infantis e sonhos de criança mimada! Michael Jacson vai deixar um legado de tristeza em relação ao uso indevido do sucesso infantil pelas mega gravadoras e também um alerta para os pais: deixem seus filhos serem crianças!
Não é que eu fiquei triste com a morte de Michael Jacson? Não porque eu apreciava o seu requebrado estranho mas sim, porque eu o via como um adulto criança (ou seria uma criança adulto?) que vivia como que anunciando em meio a sua testa a seguinte expressão: NÃO SE TORNEM COMO EU!
Eu mesmo me vi "viciado" em notícias sobre Michael Jacson, acompanhei depoimentos, vi documentários na TV aberta, vi no site da revista Época as fotos que revelam a transformação do rosto do pop star e ouso fazer algumas considerações em forma de artigo.
(1) Michael Jacson é icone de uma geração abusada pelos pais.
E quando eu falo de abuso não me refiro apenas ao sexual (o que é a forma mais perversa de violência, diga-se de passagem), mas refiro-me ao abuso do abandono, da perda da infância, do desprezo da inocência.
Michael foi cobrado como adulto enquanto criança pelo seu pai, um músico fracassado que se viu na possibilidade de se realizar nos filhos talentosos. Há quem diga que as surras eram frequentes... e de... chicote! Ele não permitia que seus filhos brincassem ou se divertissem, eles tiveram de trabalhar duro! Até mesmo para cumprir a extenuante carga de shows e compromissos pirotécnicos!
Abandonado em sua infância pelos seus pais (sua mãe silenciava-se em meio a isso tudo...) Michael nunca quis crescer! Era o "Peter Pan" pós moderno em sua divertida busca pela infância perdida, o seu rancho "Netlherland" (Terra do Nunca) representava muito bem isso. Estando aqui em São Paulo ele fez questão de fechar um parque de diversões para brincar... Michael pensava que o tempo pararia a fim dele realizar seus sonhos de garoto, ledo engano, pois como dizia um outro astro: "o tempo não para!".
Assim como Michael são muitas as crianças que estão tendo suas infâncias roubadas! Vi um forte e contundente documentário pelo "Domingo Espetacular", da Record, sobre as crianças do Bangladesh, um país na Ásia cuja metade da população está abaixo dos 14 anos, e para manter a roda vida do país, elas precisam trabalhar e muito... Quase fui às lágrimas ao ver o rostinho cinzento das crianças daquele miserável país!
(2) Michael é de uma geração abusada pelo desejo de superação.
Tudo leva a crer que a bateria de 50 shows para o próximo mês causou em Michael Jacson um frenesi insustentável. Ele queria a qualquer custo cumprir o agendado (há quem diga que ele inicialmente pensou em 5 shows e depois seus assessores lhe explicaram que era 50!) e para isso, pelo que tudo indica, se dopou de analgésicos. Infelizmente Michael Jacson confundiu-se, entrou em conflito o homem e o mito, a imagem e o ser humano, o estereótipo com a essência!
É muito triste saber que essa sede pela superação pessoal tem derrubado outros que não possuem a fama do pop star mas que todos os dias pela manhã saem para trabalhar na pretenção de apenas mostrar-se capaz de alguma coisa! São pessoas comuns que querem provar a qualquer custo que são especias. São estrelas opacas, vidas cheias de vazio, existências improvisadas e marcadas pela dor de nunca conseguirem realizar seus sonhos!
Eu penso que posso caminhar para o fim desse artigo fazendo uma rápida consideração conclusiva sobre o fato de que Michael Jacson morreu porque nunca soube viver. Escondia a sua verdadeira face em meio às mais variadas técnicas de plásticas e uso de produtos de pele. Ele negava o seu verdadeiro eu e massageava o seu ego com brinquedos infantis e sonhos de criança mimada! Michael Jacson vai deixar um legado de tristeza em relação ao uso indevido do sucesso infantil pelas mega gravadoras e também um alerta para os pais: deixem seus filhos serem crianças!
Não é que eu fiquei triste com a morte de Michael Jacson? Não porque eu apreciava o seu requebrado estranho mas sim, porque eu o via como um adulto criança (ou seria uma criança adulto?) que vivia como que anunciando em meio a sua testa a seguinte expressão: NÃO SE TORNEM COMO EU!
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