sexta-feira, 29 de agosto de 2014

PRESIDENTE EVANGÉLICA?

Ester 4:13-14
13 - Então Mardoqueu mandou que respondessem a Ester: Não imagines no teu íntimo que por estares na casa do rei, escaparás só tu entre todos os judeus.
14 - Porque, se de todo te calares neste tempo, socorro e livramento de outra parte sairá para os judeus, mas tu e a casa de teu pai perecereis; e quem sabe se para tal tempo como este chegaste a este reino?

Fiquei tanto tempo sem escrever algo nesse meu espaço virtual que neste ínterim todo o cenário de nossa eleição presidencial mudou com a morte trágica de Eduardo Campos e a ascensão meteórica de Marina. Embora tenha usado essa expressão "ascensão meteórica" eu acompanho o pensamento de alguns analistas políticos de que Marina na realidade apenas recuperou os seus índices alcançados nas últimas eleições quando amealhou 20 milhões de votos em território nacional.

O fato é que pela primeira vez na história do nosso país poderemos ter uma presidente evangélica. A trajetória de Marina Silva confundi-se com a história de muita gente simples do nosso país que, a despeito das fragilidades físicas agiganta-se na luta por igualdade e justiça social, pautando suas decisões éticas na Bíblia e no testemunho dos grandes homens do passado e presente. De seringueira no norte do país à senadora da República, Marina pouco mudou, a não ser ter em sua tenacidade de vida um elemento a mais que ela (e eu também) chamo de "providência divina".

Impedida de concorrer por não ter assinaturas suficientes (em uma manobra orquestrada por poderosos petistas), ela aceitou ser vice de Eduardo Campos que, nas palavras dela, representava uma nova forma de se fazer política, obviamente para contrastar essa dualidade burra de "PT e PSDB" que já persista no país há exatos 20 anos! Quis o Senhor que, com a morte de Eduardo ela viesse como candidata à presidente pelo seu partido atual, o PSB.

Deixa eu pontuar algumas verdades aqui que julgo serem importantes para não romantizarmos demais essa questão:

1) A providência de Deus é sempre boa, embora ela se mostre carrancuda para alguns, para me utilizar de um termo cunhado pelo poeta inglês William Cowper. A morte de Eduardo deve ser lastimada, é uma perca para a família e para os seus achegados em primeiro plano, mas mostrou-se uma oportunidade para o país conhecer melhor as propostas de Marina.

2) Outro ponto que preciso salientar é que o partido que Marina filiou-se é o "Partido Socialista Brasileiro". Tenho algum temor nessa ideologia, mas compreendo que a formulação de seu programa de governo Marina parece ter se desassociado da ideia truncada e estatizante dos socialistas, e ela está bem mais próxima da visão de um Estado que serve ao bem estar das pessoas, sem desrespeitar direitos individuais, algo que o PT não vem fazendo.

3) Nem sempre uma presidente evangélica é alguém que privilegia a agenda evangélica. Devemos ter em mente que Marina em sendo eleita, será presidente do país e não pastora de uma denominação evangélica. Logo, concordo que temas polêmicos devem ser tratados por plebiscito como aborto, casamento homossexual, legalização das drogas, enfim, assuntos que não podem ser resolvidos com "canetadas", mas com debate de ideias.

Fico em paz, para declarar o meu voto em Marina. Ela me parece preparada para governar. Agora, sei que, ela é humana, e será orientada por humanos, e o governo humano é falho, mas entendo que temos de analisar o quadro político desse tempo que vivemos e independente de nossa posição, temos de clamar, para que o Deus da Providência esteja positivamente vindo em nosso favor.

Que venha o dia 05 de outubro!
   

Um comentário:

Nita Honorato disse...

Na eleição passada votei nela,e voto novamente.Quando pensei em votar no Eduardo só pensei porque que vi que ela estava como vice.Esse texto de Ester é bem propicio nessa situação.Meu desejo é que sendo eleita ela possa observà-lo.