quinta-feira, 18 de março de 2010

EU AMO O SEMINÁRIO DO SUL! MAS, NÃO VOU PAGAR A CONTA!

"para que o Senhor teu Deus nos ensine o caminho por onde havemos de andar e aquilo que havemos de fazer.". (Jeremias 42.3)

O Seminário do Sul faz parte da minha história de vida e de família. Entrei nos seus portões pela primeira vez em fins de 1992 para prestar vestibular e inicio de 1993 para estudos contínuos até o término do meu bacharelato em 1996 e inicio do meu mestrado (inacabado) em 1997. Conheci minha esposa, Débora no STBSB e me casei para morar 1 ano e meio nas dependências do inesquecível 30! Ah! fui morador também, enquanto solteiro do famigerado 19! Anos de muita amizade, conhecimento e preparação para um ministério que iniciei ainda no segundo ano de estudos (1994) ao assumir o pastorado aqui da Igreja Batista Central em Japuiba, em Angra dos Reis, RJ.

Dizer que o meu amor aquela instituição é digitação de palavras saudosas e algumas vezes até mesmo repetidamente emocionais! Mas, o que propõe ao escrever esse artigo é um alerta em relação ao atual momento que passa o "seminário do sul" e uma resposta à provocação de alguns alunos, apoiados pela atual direção em chamar atenção da denominação para uma campanha ao meu ver sincera, mas ingênea de salvar o seminário de dívidas astronômicas com ofertas de igrejas e pastores e repasses de verbas de organizações auxiliares da Convenção Batista Brasileira.

Digo e repito que a campanha "eu amo o seminário do sul" (http://www.euamooseminariodosul.blogspot.com/) é ingênua e infantil por que certamente não serão as parcas doações de crentes sinceros que saldarão as dividas e nem tão pouco elas serão suficientes para tornar "economicamente viável" uma instituição centenária, mas que amealhou ao longo dos anos erros de gestão, apadrinhamentos denominacionais e que hoje convive em uma encruzilhada em ser uma "casa de profetas" ou uma "casa de profissionais da religião".

O seminário do sul começou os novo milênio no desejo de se tornar "faculdade", uma referência no ensino de uma teologia presa aos rigores de um MEC cada vez mais neo-marxista e liberal em sua proposta de ver os vários ramos da boa reflexão bíblica. Professores sem o "pedigree" acadêmico foram demitidos e em seu lugar temos homens e mulheres afinados ao dicurso do "teologicamente correto", que bebem nas fontes de autores que pensam a teologia a partir de seus pressupostos histórico-crítico-sociais.

Como resultado desse "avanço", o seminário ainda teve de amargar uma dolorosa e incômoda herança de seu passado, onde suas contas eram aprovadas apenas com a postura, infelizmente comum no meio batista de "tapar o sol com a peneira" e esconder déficits e tentar maquiar superávits. Na realidade, o que se sabe sobre tudo isso está no campo da especulação, e não vou me ater a dados específicos pois não os tenho em mãos e, o meu propósito nesse artigo é chamar a atenção para meus leitores de que, esse é um tempo de arrependimento em meios batistas!

Não adianta amados seminaristas e lideranças do CADS (centro acadêmico do Seminário do Sul) apelar para os pastores ex-alunos do STBSB ou para a direção da CBB algum tipo de ajuda! Os recursos para salvar o seminário não podem ser resultados de desvios de outras instituições, e eu tremo só de pensar na possibilidade, espero que seja irreal de remanejamentos de ofertas missionárias, mas sim de esforços frios para revitalizar o espaço teológico de nossa denominação.

Por isso, que eu proponho:

01) Que o STBSB feche seus cursos esse primeiro semestre para um balanço real da crise.

02) Que o Conselho da CBB avalie a possibilidade real (sem emocionalismos bairristas) de vender outra parte de sua propriedade para pagamentos de funcionários e outros débitos.

03) Que os alunos de bacharelato sejam remanejados para seminários de suas regiões de origem, e que o Conselho da CBB elabora uma grade comum para formação de pastores e sugira o cumprimento de uma porcentagem dessa grade para fins de ordenação (em acordo com a Ordem dos Pastores).

04) Que o STBSB reabra para cursos de pós graduação e atualização pastoral, com uma estrutura mais enxuta e hábil para esse fim. No inicio contanto com professores locais (identificados com o pensamento batista convervadoramente bíblico sem preocupações do MEC).

05) Que o Conselho da CBB entenda que formação teológica não pode ficar atrelada a instituições denominacionais que sugam recursos e que são administradas há anos apenas como órgãos do sistema, e não formadoras de pensamento bíblico.

Precisamos parar a fim de entendermos que a organização criada por Jesus para abalar o mundo não foram seminários, e sim IGREJAS. E, elas precisam ser ouvidas, valorizadas desde o inicio dessas questãos e não apenas agora quando são chamadas para "ajudar a pagar a conta" de débitos do passado!

Termino com uma história que ao meu ver tem tudo a ver com o nosso STBSB:

Certa vez um homem olhava da frente de sua casa enquanto uma tempestadade passava pelo belíssimo jardim. Embora não houvesse ventos fortes, sua árvore predileta caiu com um estrondo inesperado. Depois da chuva, ele foi até o olcal para ver por que havia caido. Para sua surpresa, o tronco estava corrompido no centro. Então, lembrou-se de como, quando garoto, havia irresponsavelmente desferido um golpe na árvore com um machado. O tronco depois se recuperou, mas não antes da infiltração de uma pequena quantidade de água que desencadeou um processo de deteriozação que chegou ao centro da árvore e caiu sua queda.

Me parece claro a aplicação: não foi a tempestade (crise mundial, dívidas de administrações passadas, débitos sérissimos com professores e funcionários, descréditos de pastores e igrejas da CBB) que derrobou o STBSB, foi sim aquela "pequena infiltração", algo que já havia há um bom tempo e ao meu ver, começou quando o seminário (sua direção) desejou ser como as outras faculdades do mundo (leia-se regulamentação do curso no MEC) deixando de depender apenas do Senhor e dos seus métodos de ensino.

Essa é a minha opinião.

17 comentários:

Sergio Jesus disse...

Estamos nos envergonhando, a cada dia que passa, como uma denominação religiosa, Cristã, da qual antes se ouvia falar "ah, na Igreja Batista eu acredito".
Deixamos de ser este "tipo" de Batistas há muito tempo, perdemos nossa identidade, em que pesem os congressos realizados e que nenhuma conscientização prática provocaram.
Comecei a transitar no STBSB em 1977.
Comecei a transitar na denominação assim que dei meus primeiros passos, em 1959, 1960, sei lá...
Erros e erros vem se sucedendo, e creio que realmente é momento de ARREPENDIMENTO, de ROSTO NO PÓ, pois talvez ainda haja solução.
Se a solução for vender parte da propriedade, que seja, melhor menor espaço que maiores dívidas.
O problema, no meu entendimento e interpretação, é se esta decisão não vai ser acompanhada do mesmo jeito da decisão que levou a venda de parte da propriedade, nos fundos, onde foi construído edifício residencial, no qual o prejuízo foi de grande monta.
Somos muito "amadores" nas coisas que fazemos e, ou alguém está levando vantagem em alguma coisa, ou a estupidez chega as raias da insanidade ...
Lamentável...

Pr. Ricardo Reis disse...

Eu fico muito preocupado com aqueles que "beberam" durante muitos anos da denominação e que agora quando ela passa por problemas adminstrativos são os primeiros a condenar a máquina e propor soluções que beiram a irresponsabilidade. Não estou aqui passando a mão sobre a cabeça daqueles que direta ou indiretamente provocaram tal situação. Creio que está na hora de responsabilizar tais administradores. O que não podemos e eu não farei é me tornar o senhor da verdade e pular fora do barco. Sinto-me responsavel por tudo. E certa vez ouvi de um célebre professor no STBSB a respeito do próprio STBSB: "eu sou um passageiro do barco, se ele afundar em afundo com ele". No começo não entendi, mas agora depois de estar pastoreando a 14 anos, me envolvido com a denominção, vejo que ela e em especial o STBSB precisa de homens comprometidos com o Reino de Deus e isto inclui o STBSB. Fácil é hoje atirar pedras, entretanto, mais fácil é dar as costas e fugir da responsabilidade.

Isaias Lobao disse...

O problema do Seminário do Sul é o mesmo da Faculdade Teológica Batista de Brasilia. E a solução? A mesma. buscar reconhecimento do MEC. Isso não vai resolver. É preciso de um choque de gestão e uma retorno aos padrões confessionais.

Boas Novas disse...

Na ansia de contextualizar a boa educação religiosa, perde-se o foco e acaba-se chegando a um ensino vazio e destituido da verdade fundamental que nós cristãos deveriamos defender com todas as nossas forças. Isso, só para ilustrar a realidade da instituição STBSB que na ansia de promover uma teologia mais "proficional", acaba aderindo a uma teologia puramente simbólica. O reflexo deste descaso pela genuína teologia, é o declínio total em todos os sentido. precisamos voltar a verdadeira teologia qual era nos tempos de Calvino, Spurgeon e tantos outros que marcaram a história da teologia fundamental.

Anônimo disse...

Prezado pastor, não tenho muitas informações sobre o caso, corro do risco de ser simplista, mas vou dar minha opinião. Particularmente, considero o movimento que motiva seu artigo, ao menos corajoso. Essa coragem de apaixonados bem poderia virar a coragem de guerreiros, a contagiar batistas de todos os cantos do Brasil para darem contribuição mais importante que alguns trocados: envolver-se. A situação do STBSB é emblemática. Estive lá há alguns meses e vi nos prédios deteriorados o retrato da denominação. Nosso patrimônio material é valiosíssimo e o imaterial não tem preço. Ambos precisam ser recuperados dos sérios danos sofridos, resultado de anos sem os devidos cuidados. Sim, concordo que pagar essa conta é endossar a desastrosa gestão do STBSB e de outras agências da CBB. Só que de uma forma ou de outra nós pagaremos: parece que a saída que se apresenta é vender parte do patrimônio do STBSB, que é dos batistas brasileiros. Mas é preciso que urgentemente nos juntemos aos alunos para discutirmos soluções sustentáveis. Porque a CBB hoje parece um grande elefante: com um coração que bate só 25 vezes por minuto num corpo que pesa toneladas, não pode andar muito rápido mesmo.
Agnaldo Aguiar
(agnaldoaguiar@hotmail.com)

Thiago disse...

Sinceramente, nós criticamos o reconhecimento do MEC, mas nem sequer vimos os verdadeiros resultados disto... o problema do seminário do sul nao é um reconhecimento de MEC, aliás investigando a história, boa parte dos problemas do seminário tem haver até mesmo com membros do conselho responsável pelo seminário, ser dono de seminário concorrebte, é claro que nao é o único motivo. Fato é: o seminário dedicar-se a linha histórico crítica nao o desvia de fazer parte dos planos de Deus para a nação, pelo contrário quando falamos de calvino spurgeon e cia, falamos de um modelo platônico de ensino de verdade goela abaixo, o que as pessoas estão correndo atrás é de uma vida com significado, de uma fé que dê real significado à suas vidas. vocês nem sequer estão sentados nas salas de aula do seminário. Daqui alguns anos poderão perceber os frutos de o seminário ser "uma universidade que nem as outras" se queremos continuar num evangelho tipo este onde finge-se seguir a Jesus mas pratica-se apenas belos discursos. Só de ver o que agora acontece entre os alunos, percebe-se que há um clamor por justiça, uma demonstração de amor e humanidade e uma visão nao somente crítica em relação aos problemas da denominação mas uma ação. Fato é que vocês pastores estao pegando a rebarba de nossa atitude para poder fazer suas críticas à denominação. Enquanto vocês ficam nos discursos no blog... os seminaristas histórico-criticos (demonizados) decidem mudar a história dos bbatistas no Brasil, caso contrário é-nos melhor virar teólogos de universidade mesmo do que viver uma visão rasa do que é o maravilhoso Reino de Deus.

Anônimo disse...

Fala sério, Thiago. Vc acusa conservadores, etc, mas o que os adeptos do método histórico-crítico tem feito? Nada. Eles simplesmente parasitaram o STBSB. Os caras não fundam igreja (aliás, só a criticam), não fundam seminário, não evangelizam, não servem em missões, só servem para questionar a ressurreição corporal de Cristo, criticar as Escrituras, ridicularizar a fé daqueles que querem se apegar as doutrinas tradicionais do cristianismo. E agora querem que toda a denomianção pague a conta? Se estes adeptos do método crítico fosse corajosos, fundariam sua propria denominação (como alguns tentaram fazer, recentemente, numa tal de Aliança de Batistas, que sumiu).

A turma é muito esperta, mas não percebeu algo básico: são professores que atraem alunos para o seminário. Enquanto estes liberais estiverem no STBSB, não haverá procura nem demanda, pois a igreja não tem interesse numa teologia que só espalha morte espiritual.

Quem deixou a situação chegar a este ponto, que se responsabilize.

No fim, são os "histórico-criticos" que enterrarão o seminário (aliás, só tem gente desta persuasão lecionando lá). Nada novo debaixo do céu. O mesmo já aconteceu na Alemanha, UK, Estados Unidos, etc.

As pás para cavar a sepultura para quem as merece: os histórico-criticos.

Anônimo disse...

Escolha a sua personagem preferida.

Esta é uma história de quatro pessoas:
TODO MUNDO, ALGUÉM, QUALQUER UM e NINGUÉM.
Havia um trabalho importante a ser feito (o pagamento dos funcionários) e TODO MUNDO tinha certeza de que ALGUÉM o faria. (inserção nossa).
QUALQUER UM poderia tê-lo feito, mas NINGUÉM o fêz.
ALGUÉM zangou-se porque era um trabalho de TODO MUNDO.
TODO MUNDO pensou que QUALQUER UM poderia fazê-lo, mas NINGUÉM imaginou que TODO MUNDO deixasse de fazê-lo.
Ao final, TODO MUNDO culpou ALGUÉM quando NINGUÉM fez o que QUALQUER UM poderia ter feito.
Fonte: http://www.contandohistorias.com.br/historias/2004302.php

A minha se chama NINGUÉM.

Thiago Barbosa disse...

Se alguém não tem coragem de colocar seu nome em um comentário e o faz no obscuro nick "anonimous", nem o considero passível de resposta...

Caro Tiago, entendo sua indignação pois é também a minha. Oxalá fosse um autêntico assobio que os chamasse, penso por vezes que nem mesmo isso o foi. Somos chamados de profissionais da fé, mas todos os que buscam fechar esta casa (stbsb) se apoiam nos problemas financeiros para fazer. Por pensar assim não são eles os "profissionais da fé" (termo abordado pelo sr. Ezequias A. Marins, em seu blog - ezequiaspastor.blogspot.com)? Fechar uma instituição que por 102 anos atendeu ao seu proposito de ensinar aos vocacionados usando apenas atributos financeiros e administrativos para tal não é olhar o "modus operandi" do "profissional religioso"? Esses que nos acusam e vociferam suas apregoações são os verdadeiros profissionais da fé.


Antes fosse este o único ponto de incoerência agradeceríamos ao Pai com todo o fôlego pulmonar de nosso ser, mas e o parâmetro moral e ético? Via de regra os maiores pregadores do fechamento do STBSB são donos, mantenedores ou idealizadores de pequenos seminários locais, ou seja, há lisura moral e ética no processo de condenação desta casa sendo eles os maiores beneficiários para a derrocada do nosso querido seminário do sul? Fácil condenar uma casa que é centenária, afinal quero mais alunos em meu seminário, os fundos monetários virão para minha igreja. moral e ética passam ao largo da consciência desses líderes religiosos. Espero apenas que as pessoas sob os cuidados desses líderes de caráter duvidoso tenham um padrão moral e ético mais elevado que seus pastores, caso contrário a derrocada batista será mais vertiginosa que as piores previsões inimagináveis.

Caro Ezequias marins, talvez a falta de critérios argumentativos em suas palavras, bem como a total indisposição à lisura moral e ética, bem como do conhecimento real da liberdade de expressão e pensamento, presentes nos princípios batistas, talvez sejam uma clara falta das características do MEC em sua teologia.

Ainda há esperança. mantenham o Seminário do Sul aberto por mais 102 anos e oremos para que está leva de pastores condenáveis entrem nos anais do esquecimento histórico,e, que líderes melhores nos representem no futuro próximo.


Reintero sua total liberdade de abordar o assunto posicionando-se contra ou a favor, mas a campanha eminente em meios de comunicação fere gravemente a lisura ética de um formador de opinião como você.

Anônimo disse...

Thiago, sua atitude é típica de uma geração recente que passou pela antes venerável 'Casa de Profetas'. Vc prefere privilegiar o comentarista e não o comentário - justamente por não ter o que responder. Aprenda a argumentar: atenha-se às proposições, não ataque as pessoas - que é o que vc faz subrepticiamente com o Pr. Ezequias.

Como vc deve ser garoto ainda, saiba que não é a primeira vez que fazem tal campanha. Fizeram o mesmo com a finada JUERP, etc. Cair duas vezes na mesma estória? hã, hã. Não comigo.

Mas voltando ao ponto: quem levou o STBSB a esta situação foram os adeptos do método crítico. Os seguidores desta corrente não conseguem nem fundar uma igreja, menos ainda manter uma estrutura como o STBSB.

Aguarde, o STBSB terá a cerimônia fúnebre oficiada pelos 'teólogos críticos', que desfilam com ares de suposta superioridade intelectual pela Colina. É a única coisa em que eles são bons: fechar instituições que foram fundadas e mantidas durante tanto tempo pelos crentes de verdade (a quem, agora, suplicam com o pires na mão).

Vergonha!

Cleyton Gadelha disse...

Deus destruiu o templo e outras instituições sagradas dos judeus, quando se tornaram um fim em si mesmas. Idade não garante nada! Brincaram demais com Deus! Chegou a hora da colheita: Juízo! Ninguém fala de ARREPENDIMENTO,"choque de gestão" não vai sarar o miolo da árvore. Que tal "se humilhar,orar,e abandonar os maus caminhos"?

Leonardo Martins disse...

"Aguarde, o STBSB terá a cerimônia fúnebre oficiada pelos 'teólogos críticos', que desfilam com ares de suposta superioridade intelectual pela Colina. É a única coisa em que eles são bons: fechar instituições que foram fundadas e mantidas durante tanto tempo pelos crentes de verdade (a quem, agora, suplicam com o pires na mão)".


Você leu o que escreveu?
Os teólogos críticos desfilam com ar de superioridade.
São bons (unicamente) em fechar instituições.
Por isso estão com o pires na mão. (quase disse: bem feito).
Nem discuto “crentes de verdade”.

1 – Se não é novo porque você não mudou o cenário? Porque não pode, não quis ou não valia a pena.
2 – Se uma instituição não pode sobreviver a crítica, então não somos bons mesmo no que fazemos. Sou terminantemente contra esse tipo de linha, mas no meu caso, por razões muito mais profundas e não por falta de respostas. Voltaremos ao século XIX? Evocaremos Karl Barth para nos salvar?

Tudo bem, cada um com sua característica. Agora ...

3 – Deixar de pagar o salário de quem trabalha. O que é isso? Se estes mesmos críticos fossem também maledicentes já teriam entrado na justiça e ganhariam fácil. E, de quebra causariam escândalo. O conselho que deu para o Thiago muito sabiamente vale também para ti: “Aprenda a argumentar: atenha-se às proposições, não ataque as pessoas”.

Melhor que continue como anônimo, para não escandalizar ainda mais.

Leonardo Martins.

Ana Claudia disse...

Estudo na FABAT do Rio, Seminário Batistas do Sul. Sabe, tento imaginar o que Jesus pensa sobre tudo isso. (Seria pura ignorância imaginar que não se discute o fato lá na Santa Trindade)Lembrei da passagem do Edén. Tudo perfeitamente criado, finalizado...Deus decide criar alguém para se relacionar. Perfeito! E Criou o homem e deu instruções a ele... Todos devem conhecer essa narrativa?!... É lógico! Todos aqui, pelo que vejo, são teólogos ou lideres vocacionados. Devem conhecer muito bem tal epsódio! Nosso Deus!... Bem, o que quero falar é que nessa ocasião, no Eden, a criação perfeita de Deus (Humanos) falharam. Falharam feio mesmo! Falharam de tal forma que pôs o futuro de TODA HUMANIDADE em risco! Vocês lembram disso, não?Que brabo! Porém, depois disso, ao invés de acabar definitivamente com os culpados, encerrar a questão fechando de uma vez por todas os portões de seu jardim, afinal argumentos para isso o Todo poderoso tinha de sobra, Deus os visita (no mesmo dia!)como era habitual e redefine os rumos da história. É assim que amigos fazem, não é? É assim que um pai agiria, correto? E o mais interessante nessa História, que não é ficção, é que Deus ao perguntar as razões por terem falhado, cada um (de nós, inclusive!)empurra a batata quante, ou a culpa mesmo, a outro. Como se Deus não soubesse de tudo a ponto de tapiá-lo com nossas desculpas. Deus é tremendo! Uau! Ninguém faria tal gesto. Ninguém, muito menos nós. E Ele continua cuidando dessa nossa história para que ela nunca, nunca mesmo, termine de forma diferente da que deseja para nós. O mundo precisa saber disso, as pessoas precisam confiar mais umas nas outras e declarar não as mazelas do outro mas buscar cubrir a vergonha do outro. Foi isso que Deus nos ensinou desde o início, Ele nos cobriu perfeitamente.Antes de levantarmos a bandeira denominacional, devíamos levantar a bandeira do reino eterno de Deus do qual os nossos dogmas batistas se baseam e proclamarmos o amor de Deus a todos, aos domésticos, aos dos confins do mundo... É isso que penso.

Anônimo disse...

Leonardo Martins,

Pegue a lista dos atuais professores do STBSB. Quantos ali crêem na inerrância da Bíblia? Na existência de Adão ou Abraão como personagem histórico? Na integridade do AT? Ou na centralidade da cruz de Cristo? Ou na ressurreição corporal? Nascimento virginal? Talvez uns dois ou três, não mais do que isto.

Vc acha, sinceramente, que Deus vai abençoar tal tipo de ensino? Ou que Deus vai deixar uma casa onde tal ensino é propagado continuar de pé? Ou que tal ensino promove o reino de Deus? Se vc tem o mínimo respeito pelas palavras do Livro, dá prá ver que não há prazer nenhum da parte de Deus numa falsa religião.

Então, estes falsos mestres, que receberão severo juízo, são responsáveis diretos pelo que ocorre ali, na medida que o falso ensino dos mesmos trouxe vergonha ao evangelho, afastando alunos e igrejas daquela que já foi uma Casa de Profetas.

Agora... aonde, meu filho, eu escrevi que não se deve pagar salário de professores? Acorda prá vida. O STBSB não tem dinheiro para pagar o salário dos mesmos. Esta é a situação.

Um conselho: seria melhor vc começar a escrever corretamente. Além do quê, ao não conseguir apresentar de forma honesta a posição de um oponente, vc causa escândalo à fé.

PEDAGOGIA 2009 disse...

Quero agradecer ao dono deste Blog a valorização das diversas opiniões ao publicar os comentários em suas postagens. Demonstra respeito ao leitor e valorização ao diálogos, aos questionamentos. Se me permitir uma citação piagetiana...? "O indivíduo que é passivo intelectualmente, nunca conseguirá ser livre moralmente."
Paz e até outra hora.
Ana Claudia MOnteiro

Sandro-cel disse...

A JUERP nunca mais foi a mesma agora STBSB, quem será o próximo, o CIEM. ACORDEM LIDERANÇA.

Ou vamos ter que fazer como o nosso irmão Malafaia (Inclusive que é citado em um artigo do Pr. Ezequias). Vamos pedir furtunas em doações para pagar nossas dividas, e isso eu como Batista me recuso.

Alessandro (RS)

Igreja Batista da Vitória disse...

Boa tarde meu querido colega Pr. Ezequias.Eu também sou um ex-aluno do seminário. Concluí em 1980.
Lí a sua postagem sobre o STBSB. Gostei da sua postura e do que diz.
O triste em tudo isso é que é ver como estão acabando com tudo o que se refere a Denominação Batista.
Faço um trabalho de evangelização pela internet "Globo Mídia" de CEPC e abrange todo o Brasil e todos os Continentes. Como é difícil hoje pedirmos a um (a) convertido (a), para procurar uma Igreja Batista da CBB e um pastor batista para aconselhamento. Hoje, com a invasão do pentecostalismo e a falta de um melhor preparo e convicções batistas, ninguém sabe quais as igrejas são realmente batistas e muito menos os seus pastores.
Pelo jeito que as coisas vão, daqui a pouco tempo, nem igrejas batistas haverá mais.
Parabéns pela sua postagem.
Deus o abençoe.
Abraços.
Pr. José das Graças