quinta-feira, 29 de outubro de 2009

GENTE, DIA 31/10 É ANIVERSÁRIO DA REFORMA PROTESTANTE!

Passei agradáveis horas da minha tarde nessa quinta feira abraçado ao livro, "o cristianismo através dos séculos", de Earle E. Cairns saboreando leitura sobre a "reforma protestante". É de se emocionar saber que muito daquilo que vivemos hoje em pleno século XXI custou o sangue de muita gente de séculos anteriores como Wicliff, Huss, Savonarora, Lutero, Zuinglio, Calvino, Knox, dentre outros gigantes da tradição protestante.

No sábado agora, o mundo protestante reúne-se em mais variados encontros e programas para lembrar os princípios da Reforma que tem sido considerada por nós protestantes como básicos para a compreensão de nossa fé. Vou arriscar algumas considerações em forma de conselhos neste artigo em que comemoro os meus ancestrais que lutaram por principios caros de livre exame das Sagradas Escrituras, autoridade da igreja sujeita ao crivo da Bíblia, justificação pela fé somente e completa e radical separação entre igreja e Estado (esse último foi a causa de morte de muitos anabatistas, denominados "radicais").

01. A igreja evangélica passa hoje por uma crise institucional.

Tenho dito e crido nisso. As denominações estão se transformando em um caldeirão de diversidades, onde a voz da maioria é pela discordância em nome da individualidade.

Todas as denominações históricas estão pulverizadas e em seu bojo encontram-se defensores de doutrinas neo-pentecostais, liberais que parasitam nossas instituições de ensino teológico, defensores anêmicos da ordenação pastoral feminina, burucratas sugadores de investimentos denominacionais, acúmulo exagerado de obreiros fraudulentos e preguiçosos e pobres defensores de uma mesmice devocional alienada e pentecostalizada.

E em meio a isso tudo fica o desafio de nos mantermos unidos (como?) e calados (por medo?), mas eu penso que o ideal seria uma postura aguerrida e profética (por que?) e separatista (prevejo que os fiéis terão de pedir licença e retirarem-se, em muito breve!).

02. A igreja evangélica passa por uma frieza espiritual.

Preocupa-me nossas reuniões de oração esvaziadas. Os crentes modernistas estão preocupados exageradamente com o vil metal, o poder, e a posição financeira e andam-se esquecendo do princípio paulino: "Porque o amor ao dinheiro é raiz de todos os males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se transpassaram a si mesmos com muitas dores". (I Timóteo 6.10)

Tem de brotar em nosso meio um avivamento que faça com que os nossos crentes acertem o compasso de suas vidas, propondo a si mesmos uma inversão necessária de prioridades: onde os valores do Reino suplantem em muito, os valores do mundo! E a chave para este avivamento é a família. O seio familiar precisa precipitar essa crise de consciência reformadora!

Numa mensagem preciosa, C. H. Spurgeon, já no século XIX, denunciava nessa direção a necessidade de um avivamento que contemple a santidade no lar:

"Necessitamos profundamente do avivamento da espiritualidade no lar. A família cristã era o baluarte da piedade na época dos puritanos; mas, nesses dias maus, centenas de famílias chamadas cristãs não realizam adoração no lar, não estabelecem restrições, nem ministram qualquer disciplina e ensino aos seus filhos. Como podemos esperar que o reino de Deus prospere, quando os discípulos de Cristo não ensinam o evangelho a seus próprios filhos? Ó homens e mulheres crentes, sejam cuidadosos naquilo que fazem, sabem e ensinam! Suas famílias devem ser treinadas no temor do Senhor, e sejam vocês mesmos “santos ao Senhor”. Deste modo, permanecerão firmes como uma rocha no meio das ondas de terror que surgirão e da impiedade que nos assedia."

03. A igreja evangélica passa por uma crise de vocações.

Aparentemente esse meu ponto é um contraponto. Admito. Mas, é fato que embora tantos estejam indo para os seminários, a safra em um curto futuro não será boa. Muitos meninos. Muita gente com cabeça boa, preparada para receber informações e sofrer ações e reações de pensadores contemporâneos. Mas, garotos que não são piedosos!

Reclamo de um vazio em nossos seminários e lideranças de jovens! Alguns obreiros estão muito mais encantados com as glórias do mundo, da informática, da política, do glamour do que com Jesus, Paulo, reformadores, enfim, Bíblia, como Palavra de Deus! Não quero ser generalista, pois sei que entre nós há líderes muito comprometidos com Deus, mas me preocupo com o "andar da carruagem" da liderança de jovens de nossa denominação. As JUBAS estão repletas de moços e moças que balançam bem seus esqueletos. Tem cabeças brilhantes. Mas, estão com os corações secos. Secos de Deus.

Por essas três linhas citadas e analisadas com temor e tremor assinalo a necessidade de uma "renovação da reforma" entre nós, os Batistas. Não me conformo com o que vejo e não me calo! Há necessidade de um avivamento bíblico entre nós. Se isso não acontecer em breve. Anotem! A divisão virá! A separação dos fiéis será inevitável. E, digo, não precisamos chegar à esse tempo!

Vamos voltar à Biblia! Ela somente!

Um comentário:

rosangela disse...

Parabens pelo posicionamento fiel ao Evangelho restrito à Palavra, sem oba, glorifico a Deus por sua vida
Irmâ Rosangela Cruz Rezende