sábado, 29 de janeiro de 2011

REVOLUÇÃO DO AMOR NO HAITI!

Cheguei de férias com o coração ainda mais ardido em relação ao Haiti. Tenho feito leituras que compartilharei a seu tempo aqui neste blog com informações históricas e reflexões na perspectiva missiológica da contribuição que creio ser relevante da igreja brasileira na reconstrução das bases daquela nação.

Fico pensando que não podemos nos apeguenar diante desse grande desafio que é fazer-nos presentes em um contexto de tragédias tão gigantescas e periclitantes! Sei que alguns dos meus leitores devem estar se perguntando se não temos aqui no Brasil situações caóticas semelhantes ao Haiti. E eu digo, categoricamente: NÃO.

Ainda que, ainda estejamos no ritual macabro de contagem de mortos na Região Serrana aqui no Rio, não podemos nos esquecer que o nosso Brasil tem um governo eleito democraticamente, possui instituições de defesa dos moradores em contextos de tragédias e também uma cultura bem forte de soerguimento moral e espiritual. Não é o que o que encontramos no Haiti! Lá, os pastores tem de abrigar em suas barracas (nem sempre eles tem casas) crianças abandonadas, a alimentação é bem frugal, o governo é ausente e corrupto, e a bandidagem faz do estilo de vida haitiano como de alguém acostumado a viver numa "terra sem lei"! O relato parece perturbadamente sincero, mas as linhas não poderiam ser outras! Somente uma intervenção especial do Senhor pode desconstruir uma identidade bandida estacionanda na elite haitiana que já vendeu litros do próprio sangue haitiano para abastecer bancos de sangue europeus!

A igreja do Brasil não pode estar assentada confabulando sobre suas construções e esbanjando orgulho por suas denominações cada vez mais carcumidas pelo pragmatismo e pelo discurso "politicamente correto", é hora de uma postura mais aguerrida, mais verdadeira, mais no estilo de "vergonha na cara". Temos de lidar com os desafios missionários como única expressão da missão verdadeira da igreja, e não como algo que temos de fazer porque não encontramos outra coisa para ocupar a nossa agenda.

Quero, e nessa fala eu destaco a minha observação ao contexto de minha denominação, Convenção Batista Brasileira, corroborar com a opinião de Aloisio Freitas, aqui do meu estado do Rio de Janeiro que, numa seção do "O Jornal Batista", de 30/01/2011 salienta que o tema "meio ambiente" (tema dos batistas brasileiros em 2011) é importante, mas não é fundamental. Em sua fala, saliento essa porção: "Portanto, primordialmente, a preocupação denominacional, sempre deverá ser com evangelização e missões. Salve o homem e as demandas ambientais serão resolvidas. Preocupar-se com o meio ambiente é importante, mas preocupar-se com a alma perdida é fundamental."

Estou fechado com a opinião do meu irmão! Pode ser interessante no aspecto mercadológico falar de ecologia nesse tempo, mas não podemos nos esquecer que a preocupaçao principal da igreja não é de preservação do meio ambiente, embora esse tema deva ter preocupação secundária na nossa missão, mas sim, o que é mais importante é a salvação da alma humana aqui no Brasil e no mundo inteiro. Missões é a coisa mais importante.

Por isso, um convite: vamos participar com a nossa igreja aqui em Angra e outras igrejas e obreiros parceiros de um mutirão missionário no Haiti na segunda quinzena de agosto desse ano! Me mande um email (ezequias@ibacen.com.br) e vamos persistir em considerar a coisa importante (missões) como a coisa mais importante de nossa missão!

Espero o seu contato.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

O QUE ESPERAR DE 2011?

Esse foi um ano extenuante! Muita coisa aconteceu nas nossas vidas, fomos marcados de um jeito ou de outro, enfim, não estamos saindo ilesos desses quase 365 dias! Mas teremos um saldo bem positivo se, ao analisarmos detidamente o nosso coração e vislumbrarmos um temor que pode ser resumido em uma pergunta capital: Tenho conseguido frear o pecado em minha vida?


Percebo que, diariamente travamos uma luta ferronha com nossa natureza caída! Somos empurrados para baixo constantemente em nossas dúvidas, fraquezas, hesitações, esquisitises de nossa alma carcomida pelo pecado. Quando eu leio Hebreus 12.1,2 contemplo um desafio que precisamos assumir diariamente em nossa vida: "PORTANTO nós também, pois que estamos rodeados de uma tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo o embaraço, e o pecado que tão de perto nos rodeia, e corramos com paciência a carreira que nos está proposta, olhando para Jesus, autor e consumador da fé, o qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se à destra do trono de Deus.

Tudo depende para quem estamos olhando: para Jesus ou para as circunstâncias. Nem sempre quando olhamos para a Cruz estamos olhando para Jesus! No pensamento religioso a cruz está sempre evidente, mas infelizmente a religiosidade latente no ser humano faz com que, mesmo diante do quadro espantoso da cruz alguns de nós a tenhamos apenas como símbolo religioso e não expressão de nossa morte espiritual! A cruz tem de ser para mim e para você o lugar onde morremos! Não se trata de um adereço é, sim uma mortalha! É sinal de nossa morte, de nossa insuficiência moral, ética... o que é homem? Eu respondo: um trapo ambulante, que corre para a morte todos os dias!

O pecado é o recado de Deus de que, nada irá bem em nossa vida se não recebermos o toque do sangue de Jesus, aquele que segundo I João 1.7, "nos purifica de todo o pecado". Ulisses Guimarães dizia que quando vissem o caixão dele, poderiam dizer: "lá vai um contrariado!". Por ironia da providência divina, o seu corpo foi comido por peixes e não teve ao menos um velório com honras políticas! Mas, é certo que quando vemos um caixão temos de nos lembrar: o homem é pó e ao pó retornará!

Na Roma antiga, as palavras são acreditadas para ter sido utilizado nas ocasiões em que um general romano foi desfilar pelas ruas durante a vitória o triunfo. Em pé atrás do general vitorioso era sua escrava, que foi encarregado de lembrar o general que, apesar de sua alteza estava em seu auge, hoje, amanhã ele pode cair ou ser mais provável derrubado. O empregado transmitiu esta dizendo o general que ele deveria se lembrar, "Memento mori". É possível ainda que o moço disse ao invés, "Respice te pós lembrança! Hominem te!": "Você! Lembre-se Olhe que você é, mas um homem! Para trás"

Essa consciência de brevidade em relação à vida deve nos fazer em 2011 a buscar uma vida de santidade tão profunda com Deus a ponto de frearmos a malignidade do pecado em nossa vida, tomando posse da verdade bíblica contida em Romanos: 

(Romanos 6:11) - Assim também vós considerai-vos como mortos para o pecado, mas vivos para Deus em Cristo Jesus nosso Senhor. 

(Romanos 6:12) - Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, para lhe obedecerdes em suas concupiscências; 

(Romanos 6:13) - Nem tampouco apresenteis os vossos membros ao pecado por instrumentos de iniqüidade; mas apresentai-vos a Deus, como vivos dentre mortos, e os vossos membros a Deus, como instrumentos de justiça. 

Lembre-se que sem dúvida alguma, seriamos menos tentados em relação ao pecado se acreditássemos piamente de que Deus tem o melhor para nós, mesmo quando tudo parece estar nebuloso em nossa direção. Eu creio que em 2011 você precisará tomar uma atitude de maior vigilância, pois o Diabo não tirará férias, e persistirá lhe azucrinando a fim de que você caia e ceda aos caprichos dele. Por isso, vigie! Evite o pecado!

Um 2011 cheio de vitórias e conquistas em sua vida, a partir do transbordamento de sua vida profunda com o Senhor Jesus!

É o que desejo.

PS. Esse é o meu último "post" do ano e ficarei todo o mês de janeiro em silêncio por aqui. Estarei em férias no sul do país, apenas curtindo a família, ouvindo a Deus e colocando as prioridades da minha vida em ordem! Janeiro é tempo de renovação e de fortes pensamentos, não é a toa que os romanos quiseram homenagear justamente o deus "Janus" nesse mês. A imagem desse deus é justamente de um homem com duas cabeças, uma apontando para a frente e outra para trás! Janeiro é o mês de olharmos para o que foi feito e avaliar as possibilidades que estão pela frente. Que o nosso Deus verdadeiro, de janeiro a dezembro dispense sobre nós a graça de re-começar quando pensamos que tudo o que tinha de acontecer já teve lugar na história! Janeiro está ai! Que venha, com força e o poder da esperança de acreditar que, "grandes coisas vão acontecer!". Maranatha! Ora vem, Senhor Jesus!


segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

O ABSURDO DO NATAL!

“É que vos nasceu hoje, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor.” (Lucas 2.11).

Santo Agostinho já dizia: “Ó Senhor, tu nos criaste para ti e nossos corações não descansarão até encontrar descanso em ti”. O que isso significa: sua vida não se completará a não ser em Deus... você permanecerá como um sedento à procura de água, um faminto a procura de pão e um fugitivo a procura de um abrigo seguro. Agostinho prossegue dizendo que essa busca deverá ser feita com categorias espirituais (intimas) e não por categorias racionais (externas): ele dizia que assim como o olho é dependente da luz para ser capaz de ver alguma coisa (o olho humano não percebe nada na escuridão total), não pode haver conhecimento de coisa alguma sem a prévia luz da revelação divina.

Pensando nessa direção é que Jonathan Edwards vai dizer: “existe uma diferença entre se ter uma opinião de que Deus é santo e cheio de graça, e se ter uma percepção da beleza e da formosura daquela santidade e graça”. Somente quem é despertado pelo exemplo silencioso de José pode perceber que em momentos de espanto diante do sobrenatural, a saída não é consultar os manuais academicistas, mas sim crer que Deus está no controle da situação. Em todas as passagens bíblicas do nascimento de Jesus, José encontra-se calado. Sabe por quê? Porque ele havia confiado cegamente na palavra do anjo que havia lhe dito que o que estava sendo gerado em Maria pertencia à esfera do sobrenatural divino!

Deus quer neste tempo fazer com que você saia do pedestal teórico das grandes descobertas filosóficas, teológicas, sociológicas, e o mais de lógicas que venham por ai... Só decaindo do padrão humano você poderá mergulhar na simplicidade de um Evangelho que professa apenas o crer, pura e simplesmente crer, que a Esperança nasceu no útero de uma pobre jovenzinha das cercanias de Belém! Hoje o Evangelho está como uma pedra grande (na visão de Daniel dois) que vem dominando toda a terra, mas talvez por isto mesmo temos perdido a pureza e a simplicidade de uma fé menos teórica e mais prática, menos acadêmica e mais relacional!

Que neste Natal, você se silencie como José, e espere a revelação do Senhor para o que Ele tem para a sua vida em 2011! E aproveite para ser estimulado a ser sensível a voz de Deus na sua vida! Concordo inteiramente com o teor de um cartão de Natal que soube que estava escrito o seguinte: “Se a nossa maior necessidade fosse informações, Deus nos teria mandado um pedagogo. Se nossa maior necessidade fosse tecnologia, Ele nos teria enviado um cientista. Se nossa maior necessidade fosse dinheiro, Deus nos mandaria um economista. Mas como nossa maior necessidade era perdão, Deus nos mandou um Salvador.”.

Feliz Natal!

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

NATAL: JESUS NASCEU E VOLTARÁ!

“Devemos permanecer firmes durante os períodos de perseguição, visto que a igreja cristã jamais entrou em um túnel sem fim. Muitas vezes, o túnel pode ter sido mais escuro e mais longo do que alguém ousou imaginar, mas os que permaneceram firmes em sua fé, apesar de tudo, eventualmente saíram, de novo, para a luz do sol. No caso da perseguição final, o sol será o da exaltação do Salvador, no fim do mundo.” (Stuart Olyott)

A igreja do Senhor Jesus nesse tempo está sendo convocada a rever suas posições escatológicas sem a preocupação cronológica dos eventos descritos nas Escrituras, mas com o coração aquecido pela certeza de que o Senhor Jesus virá com poder e grande glória buscar os seus eleitos. Em outras palavras não importa o “como” ou o “quando”, mas sim com “quem” virá de entre as nuvens em uma vinda repentina, gloriosa e iminente.
            
    A postura da igreja deve ser de cautela por conta do aparecimento do Anticristo. O Novo Testamento nos conta da vinda de um anticristo pessoal, mas também nos ensina que o espírito do anticristo já está no mundo e que muitos anticristos já surgiram (I João 2.18-19; 4.3; II João 7). Esses anticristos estão na realidade preparando o terreno para o maior deles, aquele que se encontra prefigurado na figura de Antioco Epifanio nas profecias de Daniel. O aparecimento desse cidadão do inferno fará o mundo experimentar uma modalidade excepcional de poder do império das trevas.

                Agora é fato que como ministros do evangelho temos a responsabilidade de persistirmos em nossa abordagem sistemática das Escrituras, ensinando “todo o conselho de Deus” (Atos 20.27) sem abrirmos concessões para os poderes estabelecidos deste mundo, pois como igreja ansiamos agradar a Deus e não aos homens.     

                Com tristeza verifico um flerte indecente entre a igreja apóstata e o mundo. Parece-me que cada vez mais se proliferam na igreja evangélica brasileira um espírito midiático que a faz amar a estética e desvalorizar a ética; privilegiando o discurso e abrindo mão da missão, por fim, vejo que a postura da igreja deve ser beligerante em relação aos valores do mundo, e para tanto não pode compactuar-se com o ouro das propostas indecentes e dos acordos ilícitos! A palavra de ordem de nosso tempo é: santidade!

                Termino com a fala do brilhante teólogo puritano, John Owen:
“Não há qualquer imaginação com a qual o homem é iludido, se torna mais insensato; sim, nenhuma imaginação mais perniciosa do que esta: pessoas não purificadas, não santificadas, não tornadas santas nesta vida devem, posteriormente, ser conduzidas a um estado de benção que consiste no gozo de Deus. Essas pessoas não podem desfrutar a Deus, nem Deus será a recompensa delas. A santidade é aperfeiçoada no céu; mas o seu inicio está invariavelmente confinado a este mundo. Ninguém é levado ao Céu por Deus, senão aqueles que Ele santifica na terra. A Cabeça viva não admitirá membros mortos.”

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

POR QUE EU GOSTO DE NATAL!

Em todos os anos são muitos os argumentos de pastores e teólogos, alguns fundamentadas num frio puritanismo (que procura ser mais rigoroso do que o mais rigoroso dos verdadeiros puritanos!) e outros num neo-pentecostalismo gedozista (e nesse meio alguns "batistas genéricos", alguns infelizmente de minha frágil CBB!) que defendem pura e simplesmente o banimento das celebrações natalinas no argumento de que árvores de Natal, guirlandas, pisca-piscas, e demais enfeites são na verdade evocações de divindades pagãs. A impressão que eu tenho é que o pessoal vem perdendo o bom senso há muito tempo, e quem sofre é o povo das igrejas que vivem me perguntando: e ai posso enfeitar a minha casa para o Natal.

Não pretendo fazer um estudo histórico do por que tanta gente odiar o Natal, eu tenho um palpite pessoal e é com base nele que me ponho a escrever este artigo: tem muito crente por ai achando que a alegria é pecado! São os vigiadores da própria alegria, e pior, da alegria alheia! Já li algo dos velhos puritanos sobre o Natal, eles condenavam já naquele tempo a opulência, o esquecimento do aniversariante (Jesus), a excessiva formalidade das celebrações natalinas na antiguidade onde a forma roubava a cada ano o conteúdo. Enfim, essas e outras colocações pontuais nos remetem ao fato de que o Natal desde aquele tempo (sec. XVII) já vinha perdendo o seu significado principal: o pequeno menino Deus já havia perdido a supremacia no presépio e no coração dos crentes ingleses!

Já hoje em dia polulam na internet e nos púlpitos onde a "estrela de Davi" ocupou o lugar da cruz como símbolo central da liturgia a idéia de que o Natal é idolatria, é amaldiçoado pois os pagãos foram quem inventaram. Esses doidos, por exemplo nos EUA deveriam ao meu ver, deixar de chamar o primeiro dia da semana de "sunday", que significa "dia do deus sol", ou os meses de janeiro (deus janus), março (deus marte),  e assim por exemplo... para ser fiéis a idéia de contrariedade ao Natal, deveriam deixar de celebrar a Páscoa (mas essa os neopentecostais gedozistas não deixam, pois é judaica, e eles morrem de inveja de não terem nascido judeus!). Ah, sabe de uma coisa, eu vou dizer o que penso desses e outros argumentos: eles não são cristãos mesmo, não porque não terem alegria em celebrar o nascimento do nosso Salvador os faz indignos até mesmo de honrarem a sua morte! Isso por uma razão lógica, Jesus só morreu porque nasceu!

Eu honro o Natal, com seus hinos, cantatas, cultos temáticos (eu gostaria em nossa igreja de celebrar a cada domingo de advento com uma programação variada e diversificada!), mensagens, ceia com as famílias reunidas e tudo o mais, pelo simples fato de que Jesus foi, de acordo com a profecia de Daniel a pedra que se fez carne no ventre de Maria para derrubada de todos os impérios poderosos de seu tempo, justamente para inaugurar o seu governo de paz e eqüidade entre os homens:


(Daniel 2:34) - Estavas vendo isto, quando uma pedra foi cortada, sem auxílio de mão, a qual feriu a estátua nos pés de ferro e de barro, e os esmiuçou.

(Daniel 2:35) - Então foi juntamente esmiuçado o ferro, o barro, o bronze, a prata e o ouro, os quais se fizeram como pragana das eiras do estio, e o vento os levou, e não se achou lugar algum para eles; mas a pedra, que feriu a estátua, se tornou grande monte, e encheu toda a terra.


 Desonra a Jesus quem nega o fato de que com o seu nascimento houve o cumprimento das mais diversas profecias do Antigo Testamento e a irrupção de um tempo de governo divino sem precedentes na história da humanidade! Tem que ser muito tacanho o argumento de que um e outro enfeite, um e outro adereço pode consistir em si mesmo num ídolo ou limitação de nossa festa mais aprazível! Por isso o meu conselho é: deixando o "Papai Noel" de fora (ele sim, é um intruso!) monte sua árvore, coloque seu pisca-pisca, suas guirlandas, asse o seu "Peru", doe um pouco de sua Ceia a uma família carente, chame seus parentes e à meia noite do dia 25/12 celebre com alegria lembrando-se de orar pedindo a Jesus, o aniversariante (não importa se ele nasceu ou não nesse dia, é fato que ele nasceu em algum dia....) para abençoar você, sua familia, sua igreja e aproveite para orar por mim!

É o que penso.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

E AGORA CABRAL?

Vimos com emoção a retomada do controle do Estado em relação às comunidades de Vila Cruzeiro e Alemão na semana passada, as notícias foram acompanhadas em tempo real, e vivemos aqui no nosso estado uma amostra do que vive nossos irmãos africanos e haitianos, resguardadas as devidas proporções.

Mas, agora com o domínio da ordem e da lei, apesar que começam a aparecer relatos de abuso de forças para com a população civil, me parece que algumas pontuações precisam ser feitas:

01. A população de bem, moradora das comunidades merecem o respeito das forças de segurança.

Os homens, mulheres e crianças que estavam sob o império do terror orquestrado por narcotraficantes não podem viver agora debaixo do jugo de policiais e soldados que utilizam-se da truculência para impor toques de recolher a uma população que já estava sitiada pelo mal! É importante estabelecer um bom senso, um tratamento humanitário em relação sobretudo às crianças traumatizadas pela invasão violenta de suas casas e circunvizinhanças. Enfim, o apelo tem de ser no sentido de que já que a segurança subiu no morro , que subam também as condições necessárias para uma vida digna de toda aquela comunidade.

02. As igrejas precisam aproveitar o tempo para pregar o evangelho puro e simples.

Sem invencionices pentecostais do que tipo: o Morro do Alemão é do Senhor Jesus! ou outras pérolas do gosto de tantos que preferem se apegar aos mantras que recolhem de textos bíblicos isolados do seu contexto, com declarações de vitória sobre o Diabo e seus anjos. Temos de lutar contra o Diabo sim! Mas, também temos de lutar contra a injustiça. Esse é o tempo de denunciarmos a quem patrocina a miséria dos mais pobres, isto é todo o sistema capitalista que vê o mais miserável sofrer sem fazer absolutamente nada para minorar o seu sofrimento. Não podemos nos esquecer de que, quem financiava o tráfico dos morros eram muitos dos jovens do asfalto, moradores em mansões de luxo, mas tristemente viciados!

Um texto pertinente para esse ponto é:


(Amós 5:12) - Porque sei que são muitas as vossas transgressões e graves os vossos pecados; afligis o justo, tomais resgate, e rejeitais os necessitados na porta.

(Amós 5:13) - Portanto, o que for prudente guardará silêncio naquele tempo, porque o tempo será mau.


03. Nessa guerra infelizmente não há mocinhos e bandidos: todos são vítimas do pecado.

O pecado não pode ser visto apenas na sua dimensão pessoal, que seria a transgressão oriunda de uma inclinação fatal que o ser humano tem em relação à desobediência aos princípios e valores divinos. Absolutamente.  O pecado também tem sua dimensão social, e um dos seus tentáculos é o que estamos vendo na cidade do Rio de Janeiro. É o pecado que tem feito com que nossos jovens, descamisados e maltrapilhos, vivam como bichos que se reúnem para celebrar de modo instintivo a fabricação e a venda de drogas que servem de destruição de outras vidas! Olha, eu fico pensando só o ser humano faz algo desse jeito a outro ser humano. Os traficantes são vendedores de morte!

E as forças de segurança também são vítimas do pecado, porque são treinadas para defender os interesses de defesa de nossa nação, mas também como contexto de atuação justamente outros seres humanos! São homens lutando com outros homens! Uma espécie de auto-destruição da dignidade humana. Quando um homem mata um outro homem que também é imagem de Deus, está se autodestruindo um pouco também! O homem que se utiliza de uma arma por mais ou menos sofisticada ele se torna um pouco animal!

Afinal de contas, Deus quando o criou o homem e a mulher considerando-os "muito bom" jamais teve em seu propósito original que fosse verdade o que um filósofo já disse: "o homem é o lobo do homem"! Em outras palavras o que temos visto nos telejornais a respeito do Rio é que na batalha contra o terror, o mal já venceu há muito tempo! Porque até para derrotar o terror é preciso espalhar mais terror!

Maranatha! Ora, vem Senhor Jesus!

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

ESTAMOS EM GUERRA....

Meu filho ontem me perguntou: "pai, você também vai para a batalha?". Não entendi imediatamente, mas ele estava se referindo aquilo que eu disse na igreja horas antes sobre o fato do Rio estar vivendo uma guerra. Eu comecei o culto lendo o Salmo 20, dando destaque aos versos 7 a 9:

"Uns confiam em carros e outros em cavalos, mas nós faremos menção do nome do Senhor nosso Deus. Uns encurvam-se e caem, mas nós nos erguemos e ficamos de pé. Salva-nos, Senhor; ouça-nos o Rei quando clamarmos".

Temos de estar preparados para uma batalha a cada dia de nossas vidas! Nos sentimos inseguros ao sair de casa e ao permanecer em casa também... o clima nas ruas de nossa capital, Rio de Janeiro é de desespero sem tamanho, temos vivido dias de intensas preocupações com parentes e amigos que estão próximos a essas zonas de guerra, mas concordo que precisamos pontuar algo nesse momento crucial na história da segurança pública de nossa sociedade.

01. Há falhas na "inteligência" da polícias do Rio de Janeiro.

Isso é fato atestado por especialistas em variados programas jornalisticos: há vazamento de informações sigilosas de operações policiais, trocas de correspondências entre comandos e facções criminosas, um certo aliciamento de policiais que acabam trabalhando para os dois lados, enfim, a "banda podre" continua tendo seus tentáculos na estrutura policial de nosso Estado.

02. Temo pela truculência de policiais e soldados nas operações.

Soldados até pouco tempo atrás "aquartelados" foram convocados para estarem nas ruas. Alguns deles bem treinados, sim, mas para um contexto de enfrentamento puro e simples e não para o trato com a população civil que, amedrontada ontem colocava lençóis brancos nas janelas pedindo "paz". Não podemos aceitar de modo algum prisões arbitrárias, execuções sumárias ou atuações de perversidade por parte de homens que deveriam estar à serviço do Estado na proteção dos seres humanos direitos e não na violação dos direitos humanos.

03. O Estado demonstrou que quando quer agir, ele sabe agir!

Olhando para os telejornais fico a me perguntar: se eles já tinham essas informações antes, esses recursos antes, essa capacidade de aglutinação de forças, por que tudo isso não foi usado à mais tempo para controlar favelas e implantar os beneficios do cidadão do asfalto para os moradores das comunidades do Rio? A impressão que eu tenho como leigo em segurança pública é que sempre houve uma tolerância excessiva com esses vacínoras narco-traficantes que aliciam nossos jovens para o vício enquanto eles se enriquecem à custa da morte dos mesmos e das lágrimas de suas mães.

04. A igreja não pode se calar.

Uma equipe de nossa igreja e de outras denominações aqui de nossa cidade estiveram na Vila Cruzeiro na semana passada e oraram pedindo que o governo de Deus que já existe fosse expressado em vivas cores na expressão que foi usada na ocasião: "a Vila Cruzeiro pertence ao Senhor Jesus!". E, agora com o domínio daquele morro e com a fuga desesperada (e animalesca) dos traficantes vemos cumprido esse desejo do nosso coração! Temos de orar, não se trata de coincidência, trata-se de ação providente do Senhor.

Quero terminar com a famosa oração da serenidade, que foi feita por Reinhold Niebuhr e que creio ser muito pertinente a esse tempo que vivemos aqui em nosso querido Rio de Janeiro:



“Meu Deus, concede-me a serenidade de aceitar as coisas que não posso mudar,
a coragem de mudar as coisas que posso
e a sabedoria de perceber a diferença.
Vivendo um dia de cada vez;
apreciando um momento de cada vez;
aceitando os reveses como caminho para paz;
percebendo, como Jesus fez,
este mundo perverso como ele é,
não como eu gostaria que fosse;
confiando que endireitarás as coisas,
se eu me entregar à tua vontade;
para que eu seja razoavelmente feliz nesta vida
e supremamente feliz contigo para sempre na outra.  Amém.”