Ainda estou sob o impacto do forte livro "O caçador de pipas" do autor árabe Kalhed Hosseini. O livro é um retrato do que uma alma em busca de redenção pessoal é capaz de fazer para exorcizar seus demônios mais interiores.
No livro, o protagonista depara-se com um drama pessoal. Em sua infância ele havia sido covarde em ridicularizar seu empregado de outra etnia, a sofrida "hazara", e na adolescência incipiente ainda em uma tensão entre o desejo de ter a sua culpa expiada e o desejo de ter bem longe o seu algoz interior, resolve fazer o que lhe parecia mais humano e pobre (não poderia usar de modo algum usar outra expressão a não ser, covardia): trair mais uma vez àquele que lhe prometeu ser fiel em tudo, mil vezes, se isso fosse preciso.
Na realidade, sem entrar nos pormenores da história fantástica quero apenas apontar algumas lições bem práticas e excelentes que tiro da narração que me fez amar o Afeganistão:
(a) Hà familias que vivem fantasmas em suas lembranças.
Eu fico a pensar, lembrando-me de Moisés e o egípcio que ele matou e enterrou debaixo da areia, e correlaciono com o segredo de família que no livro, acaba expondo o parentesco de Amir e Hassan. E não posso deixar de pensar nas famílias que tem esqueletos guardados em seus quarda roupas, assuntos que não são citados por trazer lembranças aterradoras em pessoas que se julgam no direito de silenciarem-se sobre assuntos de família, que na realidade pertencem a todos.
Ninguém tem o direito de esconder algo do passado que influencia diretamente a vida de toda uma família. Não é correto em reuniões familiares,sobretudo no final do ano, termos tantos sorrisos falsos nas mesas e nos cantos secretos da alma, segredos sérios que mudariam a sorte de uma pessoa ou quem sabe, de toda uma família!
Eu passo a considerar a séria possibilidade de estabelecermos em 2009 um "dia da verdade", onde todos as pendências seriam resolvidas ao toque saboroso da transparência e da sinceridade. Lembro-me de uma frase no livro, atribuida ao pai de Amir, "eu prefiro uma verdade que cause dor do que uma mentira que consola".
(b) É inegável no livro o valor de uma amizade que precisa ultrapassar barreiras.
Talvez eu ame bem pouco os meus amigos! Foi um sentimento que tive enquanto passava os olhos nessa história tão formidável! Estou disposto a defender meus amigos a qualquer custo? Ou são tantas vezes que faço como Amir e, simplesmente viro as costas, e deixo as tragédias acontecerem e me calo. Permita-me desabafar: miserável silêncio!
O auto-centrismo tem sido uma chaga de nossa geração! Há muitos que optam por um isolamento que protege apenas a si mesmo, justamente para não confrontar o reconhecimento de que se precisa de amigos. Ficamos apenas com uma parte do verso de Provérbios "quem tem muitos amigos, tem-nos para a própria ruina" e nos esquecemos do restante: "mas, há um amigo mais chegado do que um irmão".
Estamos sendo amigos de alguém em especial? Sobretudo, nesse tempo de tanta falsidade e pragmatismo, onde as relações são feitas na base do "o que vou ganhar sendo amigo de fulano (a)? Por que não paramos de sermos falsos e deixamos de lado a máscara do utilitarismo e passamos a nos entregar a amizades que sejam sinceras e integrais? Teríamos menos rugas no rosto se sorríssemos mais! Teríamos menos enxaquecas se nos preocupássemos mais com o outro! Teríamos menos pesadelos se sonhássemos mais com causas nobres! Chorariamos menos pelos falsos amigos, se valorizássemos mais os amigos verdadeiros!
(c) Deus sempre nos dá uma chance de nos redimirmos de erros do passado.
Eu sei que essa minha última aplicação vai chocar alguns, mas, Deus não permitirá que partamos desse mundo sem nos dar a chance de demonstrarmos de modo perfeito o nosso perdão reparador. Foi assim com José. Quando Jacó faleceu, seus irmãos ficaram com medo e o procuraram, temendo uma represália. Mas, José teve a oportunidade de reparar toda e qualquer brecha, perdoando-os novamente.
Foi assim também com Davi, que, após o episódio de Bate- Seba reparou-se com o Senhor e, acertando suas contas em uma contrição de causar comoção adquiriu o favor do Senhor que ainda lhe permitiu ter um filho a quem deu o nome sugestivo de Salomão, a saber, "pacífico".
Amir, o personagem do livro em busca de redenção pessoal teve o seu fim "salomônico" (no sentido etmilógico de "pacífico") pois sua consciência foi pacificada pelo desfecho incrível do livro. Agora, o mesmo espero para todos aqueles que tem seus corações doídos e carcomidos pelo tempo que parece eterno, de uma culpa que oprime sem dó nem piedade o coração repleto de ressentimentos pelo passado.
Esse é o meu comentário, desse primeiro livro lido em 2009.
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
sábado, 27 de dezembro de 2008
MENSAGEM DE FIM DE ANO!
Fiquei meditando agora pela manhã no texto de II Reis 4.1-7 que comenta sobre uma viúva que chega diante do profeta Eliseu com uma necessidade urgente: "Meu marido, teu servo, morreu; e tu sabes que o teu servo temia ao Senhor. Agora acaba de chegar o credor para levar-me os meus dois filhos para serem escravos".
Que situação! Olha, para uma mãe antever a possibilidade de perder seus filhos como pagamento de dividas era de todas as realidades, sem dúvida a mais cruel. Mas, é sobretudo em contextos de negritude que o avivamento do Senhor visita aqueles que são seus, isso é comprovado em toda a história.
Gregory Frisell vai dizer que "como é de se esperar, Satanás trabalha melhor encoberto pela escuridão (Efésios 6.10)." Na dor, espaço vivencial para o surgimento de uma fé capaz de romper com o comodismo e o marasmo de uma vida espiritual apagada e raquítica.
Pode soar estranho, mas eu desejo para você em 2009 um ano de crises fenomenais! Um ano de vazilhas vazias para que o azeite do Senhor venha a ser derramado em profusão sobre a sua vida e de sua familia! Interessante foi a pergunta que Eliseu fez à mulher: "Dize-me o que tens em tua casa."
Aproveito esse tempo para lhe fazer a mesma pergunta: o que você tem em sua casa? quais são os valores já revistos em 2008 que serão solidificados em 2009? qual será a sua área de influência em 2009? Deus está chamando para si neste tempo um número interessante de pessoas famintas dele que estarão abalando as estruturas do inferno com um testemunho impactante. Eu creio que nossas igrejas vão viver em 2009 um ano de estruturas arrebentadas para um tempo de reconstrução nunca antes imaginado!
A ordem do profeta persiste: "vai, pede emprestadas vasilhas a todos os teus vizinhos, vasilhas vazias, não poucas". A ordem é encher-se de Deus! O que tem impedido você meu querido, minha querida de encher-se de Deus? Talvez seja o fato de que no fundo, você admite que tem sonhado pouco, ansiado pouco, desejado pouco um derramar que de fato, mexa com as suas estruturas mais arraigadas, mais profundas.
E, fico pensando que a vida é tão ligeira, tão passageira que, quando vimos já não nos resta fazer nada a não ser ver o surgimento de tantas catástrofes e ficarmos assentados em nossas "cadeiras de vovô" inertes, impassíveis e sem expressão.
Quando as vasilhas acabaram, o texto diz: "Então o azeite parou"! Oh! Senhor não nos permita tal desgraça, do seu azeite, sua presença transformadora encontrar o seu fim, justamente na nossa história, no nosso tempo, na nossa geração!
A velhice chega quando as vasilhas se acabam! Mas, nós precisamos ser como o idoso relatado no salmo 92.12-15: "os justos florescerão como a palmeira, crescerão como o cedro no Líbano. Estão plantados na casa do Senhor, florescerão nos átrios do nosso Deus. Na velhice ainda darão frutos, seão viçosos e florescentes, para proclamarem que o Senhor é reto. Ele é a minha rocha, e nele não há injustiça".
Se essa verdade bíblica não for a sua realidade, infelimente seu fim será como a poesia de Fernando Pessoa: "Fiz de mim o que não soube. E o que podia fazer de mim não o fiz. O dominó que vesti era errado. Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me. Quando quis tirar a máscara, Estava pegada à cara. Quando a tirei e me vi ao espelho, Já tinha envelhecido."
Esse fim será triste! O primeiro não, será coberto da benção do Senhor. Feliz ano novo e que Deus em sua soberana graça visite sua vida e sua familia com a benção da fidelidade!
Um abração.
PS. Dia 02/01 entro de férias, e vou para o sul do pais e depois para a aprazível Viçosa em Minas Gerais. Ficarei por hora sem postar textos, apenas refrescando a mente com leituras, reflexões e lazer. No ano que vem volto com postagens, o meu livro que será lançado aqui no blog e outras novidades mais. Sou muito grato ao Senhor pelo privilégio de escrever e de ter um e outro leitor! Fiquem com Deus!
Que situação! Olha, para uma mãe antever a possibilidade de perder seus filhos como pagamento de dividas era de todas as realidades, sem dúvida a mais cruel. Mas, é sobretudo em contextos de negritude que o avivamento do Senhor visita aqueles que são seus, isso é comprovado em toda a história.
Gregory Frisell vai dizer que "como é de se esperar, Satanás trabalha melhor encoberto pela escuridão (Efésios 6.10)." Na dor, espaço vivencial para o surgimento de uma fé capaz de romper com o comodismo e o marasmo de uma vida espiritual apagada e raquítica.
Pode soar estranho, mas eu desejo para você em 2009 um ano de crises fenomenais! Um ano de vazilhas vazias para que o azeite do Senhor venha a ser derramado em profusão sobre a sua vida e de sua familia! Interessante foi a pergunta que Eliseu fez à mulher: "Dize-me o que tens em tua casa."
Aproveito esse tempo para lhe fazer a mesma pergunta: o que você tem em sua casa? quais são os valores já revistos em 2008 que serão solidificados em 2009? qual será a sua área de influência em 2009? Deus está chamando para si neste tempo um número interessante de pessoas famintas dele que estarão abalando as estruturas do inferno com um testemunho impactante. Eu creio que nossas igrejas vão viver em 2009 um ano de estruturas arrebentadas para um tempo de reconstrução nunca antes imaginado!
A ordem do profeta persiste: "vai, pede emprestadas vasilhas a todos os teus vizinhos, vasilhas vazias, não poucas". A ordem é encher-se de Deus! O que tem impedido você meu querido, minha querida de encher-se de Deus? Talvez seja o fato de que no fundo, você admite que tem sonhado pouco, ansiado pouco, desejado pouco um derramar que de fato, mexa com as suas estruturas mais arraigadas, mais profundas.
E, fico pensando que a vida é tão ligeira, tão passageira que, quando vimos já não nos resta fazer nada a não ser ver o surgimento de tantas catástrofes e ficarmos assentados em nossas "cadeiras de vovô" inertes, impassíveis e sem expressão.
Quando as vasilhas acabaram, o texto diz: "Então o azeite parou"! Oh! Senhor não nos permita tal desgraça, do seu azeite, sua presença transformadora encontrar o seu fim, justamente na nossa história, no nosso tempo, na nossa geração!
A velhice chega quando as vasilhas se acabam! Mas, nós precisamos ser como o idoso relatado no salmo 92.12-15: "os justos florescerão como a palmeira, crescerão como o cedro no Líbano. Estão plantados na casa do Senhor, florescerão nos átrios do nosso Deus. Na velhice ainda darão frutos, seão viçosos e florescentes, para proclamarem que o Senhor é reto. Ele é a minha rocha, e nele não há injustiça".
Se essa verdade bíblica não for a sua realidade, infelimente seu fim será como a poesia de Fernando Pessoa: "Fiz de mim o que não soube. E o que podia fazer de mim não o fiz. O dominó que vesti era errado. Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me. Quando quis tirar a máscara, Estava pegada à cara. Quando a tirei e me vi ao espelho, Já tinha envelhecido."
Esse fim será triste! O primeiro não, será coberto da benção do Senhor. Feliz ano novo e que Deus em sua soberana graça visite sua vida e sua familia com a benção da fidelidade!
Um abração.
PS. Dia 02/01 entro de férias, e vou para o sul do pais e depois para a aprazível Viçosa em Minas Gerais. Ficarei por hora sem postar textos, apenas refrescando a mente com leituras, reflexões e lazer. No ano que vem volto com postagens, o meu livro que será lançado aqui no blog e outras novidades mais. Sou muito grato ao Senhor pelo privilégio de escrever e de ter um e outro leitor! Fiquem com Deus!
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
UMA PARADA NATALINA
Resolvi dar uma parada nas postagens dos textos do meu livro sobre a tragédia do modelo "uma igreja com propósitos" a fim de pensar numa realidade mais amena: o tempo festivo de natal.
Olha, no domingo passado preguei uma mensagem sobre o ideal de simplicidade que precisa se processar em tempos natalinos. Critiquei abertamente o consumismo e a pressão de se gastar o que não se tem, comprando coisas de que não precisamos para impressionar pessoas que não queremos conhecer! Tudo isso vem como propaganda enganosa acerca do Natal.
O Natal é oportunidade de lembrarmos de que Deus poderia perfeitamente ter abalado o mundo com uma bomba, mas optou em impressionar e bagunçar a vida de muita gente com um bebê. Isso tudo porque, de acordo com a profecia de Ageu 2.6,7, todas as nações deviam ser abaladas quando o "desejado das nações" iria nascer.
E, todas as coisas precisavam ser convergidas, para que Jesus nascesse na "cidade de Davi", mas não na cidade em que ele havia se sagrado rei, mas, sim na cidadela, a menor de todas as cidades de Judá, Miquéis 5.2, onde Davi havia nascido em pobreza, para ser um pastor de ovelhas.
Gosto de pensar em Natal como o tempo do cumprimento de profecias do Antigo Testamento: lembro-me de várias, posso citar algumas apenas: Genesis 3.15 (do homem nascido da semente da mulher que esmagaria a cabeça da serpente, Satanás), Deuteronômio 15.18 (do profeta que haveria de vir após Moisés), Isaias 7.14 e 9.6 (o menino que haveria de receber o governo do mundo em seus ombros) e a minha predileta: Daniel 2.34,35 (a grande pedra que seria precipitada montanha abaixo, sem o auxilio de mãos, e destruiria a estatua pelos pés, que na visão representava o império romano).
Jesus nasceu em um contexto de recenseamento, e me parece um contrasenso da divina Providência: "em vez de ter reis pagando tributos a Ele, quando veio ao mundo, Ele mesmo se fez um pagador de tributos".
Leon Morris em seu simpático comentário diz que "o nascimento do Filho de Deus é descrito com muita simplicidade. Maria enfaixou-o com longas faixas que seriam passadas muitas vezes ao redor das crianças. Que a própria Maria enfaixou a criança indica um nascimento na solidão. Que Ele foi deitado numa manjedoura tem sido entendido no sentido de Jesus ter nascido num estábulo".
Por fim, percebo nessa parada algumas sérias reflexões:
(a) Celebremos um Natal marcado pela solidariedade.
Incomoda-me saber que até a hora de adormecermos nesta noite, mais de dez mil indivíduos terão morrido de fome, mais de quatrocentos por hora. Muitos outros vivem à beira da extinção, estão subnutridos, desorientados e desesperados (R. Foster). O drama dos que passam fome, precisa nos levar a um Natal menos dispendioso mais "mão aberta".
(b) Celebremos um Natal marcado pela espiritualidade.
Alguém já disse que o lugar mais falso de toda a terra é a mesa de Natal de muitas famílias. Conversa-se sobre todos os assuntos com relativa superficialidade. Que tal neste ano separar um tempo na mesa para uma conversa franca sobre os últimos incidentes "cara a cara" e propiciar um espaço para o Espírito Santo de Deus fazer uma verdadeira limpeza de corações e almas? Sei que é difícil, mas penso que na noite natalina, é muito bom estabelecermos em nossas casas, tendas para abrigar um coração sensível ao mover de Deus no nosso meio.
(c) Celebremos um Natal marcado pela Palavra de Deus.
Termino esse artigo, com uma experiência compartilhada em um boletim de uma igreja da cidade do Rio de Janeiro que tive acesso na semana passada.
Ronaldo Lidório, missionário presbiteriano entre o povo Komkomba do Gana, no centro da África conta de uma mulher que se converteu em uma aldeia distante de onde morava o pastor. Ela não sabia ler e por isso ia até a aldeia do missionário e ali ouvia e decorava capítulos inteiros da Bíblia. Depois voltava e os repetia aos seus familiares, amigos e irmãos em Cristo. Certa feita, depois de dias decorando a Palavra, ela se preparou para voltar à sua casa. Andou mais de 4 horas pelas trilhas no mato quando percebeu que esquecera parte dos textos decorados. Voltou a trilha inteira e chegou à casa do missionário já ao anoitecer. O pastor então quis saber por que ela voltara a tanto custo. Afinal, só esquecera uns poucos versos no meio de vários capítulos. Ela respondeu: “A Palavra de Deus é importante demais para perder qualquer parte dela”.
Neste Natal façamos essa parada estratégica, e ousemos fazermos as seguintes perguntas: Cremos na condução da história da humanidade por um Deus providente, que pensa em tudo, e fez de Jesus, o menino que abalou as estruturas de nosso tempo? Temos aproveitado o clima natalino para sermos mais sensíveis em relação aos que sofrem dos desmandos desse "mundo cão"? Estamos dispostos de, ao invés de fazermos de nossa ceia familiar um espaço de hipocrisias para um tempo de verdade "olho a olho"? Queremos de fato consumirmos menos coisas e comermos mais da Palavra de Deus, que é alimento para a vida eterna?
Um feliz e pensativo Natal, sem farisaismos e mentiras, com mais verdade, amor e fidelidade ao Senhor nosso Deus!
Olha, no domingo passado preguei uma mensagem sobre o ideal de simplicidade que precisa se processar em tempos natalinos. Critiquei abertamente o consumismo e a pressão de se gastar o que não se tem, comprando coisas de que não precisamos para impressionar pessoas que não queremos conhecer! Tudo isso vem como propaganda enganosa acerca do Natal.
O Natal é oportunidade de lembrarmos de que Deus poderia perfeitamente ter abalado o mundo com uma bomba, mas optou em impressionar e bagunçar a vida de muita gente com um bebê. Isso tudo porque, de acordo com a profecia de Ageu 2.6,7, todas as nações deviam ser abaladas quando o "desejado das nações" iria nascer.
E, todas as coisas precisavam ser convergidas, para que Jesus nascesse na "cidade de Davi", mas não na cidade em que ele havia se sagrado rei, mas, sim na cidadela, a menor de todas as cidades de Judá, Miquéis 5.2, onde Davi havia nascido em pobreza, para ser um pastor de ovelhas.
Gosto de pensar em Natal como o tempo do cumprimento de profecias do Antigo Testamento: lembro-me de várias, posso citar algumas apenas: Genesis 3.15 (do homem nascido da semente da mulher que esmagaria a cabeça da serpente, Satanás), Deuteronômio 15.18 (do profeta que haveria de vir após Moisés), Isaias 7.14 e 9.6 (o menino que haveria de receber o governo do mundo em seus ombros) e a minha predileta: Daniel 2.34,35 (a grande pedra que seria precipitada montanha abaixo, sem o auxilio de mãos, e destruiria a estatua pelos pés, que na visão representava o império romano).
Jesus nasceu em um contexto de recenseamento, e me parece um contrasenso da divina Providência: "em vez de ter reis pagando tributos a Ele, quando veio ao mundo, Ele mesmo se fez um pagador de tributos".
Leon Morris em seu simpático comentário diz que "o nascimento do Filho de Deus é descrito com muita simplicidade. Maria enfaixou-o com longas faixas que seriam passadas muitas vezes ao redor das crianças. Que a própria Maria enfaixou a criança indica um nascimento na solidão. Que Ele foi deitado numa manjedoura tem sido entendido no sentido de Jesus ter nascido num estábulo".
Por fim, percebo nessa parada algumas sérias reflexões:
(a) Celebremos um Natal marcado pela solidariedade.
Incomoda-me saber que até a hora de adormecermos nesta noite, mais de dez mil indivíduos terão morrido de fome, mais de quatrocentos por hora. Muitos outros vivem à beira da extinção, estão subnutridos, desorientados e desesperados (R. Foster). O drama dos que passam fome, precisa nos levar a um Natal menos dispendioso mais "mão aberta".
(b) Celebremos um Natal marcado pela espiritualidade.
Alguém já disse que o lugar mais falso de toda a terra é a mesa de Natal de muitas famílias. Conversa-se sobre todos os assuntos com relativa superficialidade. Que tal neste ano separar um tempo na mesa para uma conversa franca sobre os últimos incidentes "cara a cara" e propiciar um espaço para o Espírito Santo de Deus fazer uma verdadeira limpeza de corações e almas? Sei que é difícil, mas penso que na noite natalina, é muito bom estabelecermos em nossas casas, tendas para abrigar um coração sensível ao mover de Deus no nosso meio.
(c) Celebremos um Natal marcado pela Palavra de Deus.
Termino esse artigo, com uma experiência compartilhada em um boletim de uma igreja da cidade do Rio de Janeiro que tive acesso na semana passada.
Ronaldo Lidório, missionário presbiteriano entre o povo Komkomba do Gana, no centro da África conta de uma mulher que se converteu em uma aldeia distante de onde morava o pastor. Ela não sabia ler e por isso ia até a aldeia do missionário e ali ouvia e decorava capítulos inteiros da Bíblia. Depois voltava e os repetia aos seus familiares, amigos e irmãos em Cristo. Certa feita, depois de dias decorando a Palavra, ela se preparou para voltar à sua casa. Andou mais de 4 horas pelas trilhas no mato quando percebeu que esquecera parte dos textos decorados. Voltou a trilha inteira e chegou à casa do missionário já ao anoitecer. O pastor então quis saber por que ela voltara a tanto custo. Afinal, só esquecera uns poucos versos no meio de vários capítulos. Ela respondeu: “A Palavra de Deus é importante demais para perder qualquer parte dela”.
Neste Natal façamos essa parada estratégica, e ousemos fazermos as seguintes perguntas: Cremos na condução da história da humanidade por um Deus providente, que pensa em tudo, e fez de Jesus, o menino que abalou as estruturas de nosso tempo? Temos aproveitado o clima natalino para sermos mais sensíveis em relação aos que sofrem dos desmandos desse "mundo cão"? Estamos dispostos de, ao invés de fazermos de nossa ceia familiar um espaço de hipocrisias para um tempo de verdade "olho a olho"? Queremos de fato consumirmos menos coisas e comermos mais da Palavra de Deus, que é alimento para a vida eterna?
Um feliz e pensativo Natal, sem farisaismos e mentiras, com mais verdade, amor e fidelidade ao Senhor nosso Deus!
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
MEU LIVRO "POR QUE DEIXEI O MODELO "IGREJA COM PROPÓSITOS"
Vou lançar por aqui aos poucos o meu primeiro livro, "por que deixei igreja com propósitos". Serão várias postagens e espero que você acompanhe e divulgue entre os seus contatos.
INTRODUÇÃO
INTRODUÇÃO
“Ame pessoas, use coisas, nunca faça o contrário." William Douglas.
Essa frase provocativa me leva a refletir inicialmente como foi a minha experiência com um modelo de crescimento de igreja denominado “uma igreja com propósitos”. O alvo de minha escrita não é atacar pessoas ou desfazer vínculos íntimos com colegas que ainda nutrem alguma esperança nesse ou em qualquer outro método de crescimento de igreja.
O meu alvo é unicamente apresentar uma visão pessoal disso tudo em uma leitura com os meus olhos e uma análise com a minha mente, aquecido o coração com as Escrituras Sagradas e amor pela igreja local.
Passo a narrar o acontecido como que em uma conversa amiga para dar aos leitores uma visão simples de minha experiência com um dos métodos de crescimento de igreja no “mercado evangélico contemporâneo”.
Com temor e tremor tenho aceitado o desafio de trabalhar esse espinhoso tema em um livro. Sei do risco que corro em ser simplista, mas tenho entendido neste tempo de que se trata de um chamado de Deus que eu coloque em palavras um pouco daquilo que tenho compartilhado semanalmente no púlpito de nossa igreja, IBACEN, Igreja Batista Central em Japuíba, em Angra dos Reis.
Sou fruto de uma geração questionadora. Bati muito o pé em relação a assuntos de vanguarda na área da liturgia, prática pastoral e teologia contemporânea. Mas, hoje me coloco como um humilde servo que se propõe ser arauto em um contexto de grandes perplexidades no mundo evangélico brasileiro.
Tenho assistido a negociação da “coisa sagrada” com uma irresponsabilidade preocupante. Não julgo ser correto o meu silêncio. Não é a toa que uma fala de Martin Luther King Jr. tem me incomodado recentemente: "No Final, nós nos lembraremos não das palavras dos nossos inimigos, mas do silêncio dos nossos amigos.”.
A Reforma Protestante do século XVI foi um retorno às Escrituras e um despertamento em relação as doutrinas da Graça de Deus e da suficiência do sacrifício de Cristo na cruz do Calvário para a total satisfação de nossos pecados, livrando-nos da ira de Deus.
Muitos têm dito que esse é o tempo de outra Reforma, agora na “Eclesiologia”. Agora, tenho reservas quando a esse tema, se ele não vir junto com um resgate dos valores bíblicos inegociáveis da suficiência das Escrituras, da Fé em Cristo Jesus, da Graça Salvadora e da segurança eterna dos salvos. Isso porque uma nova Reforma ordenada pelos homens apenas em seus gabinetes refrigerados e visando um crescimento puramente numérico levará a igreja à falência generalizada.
É fato que não podemos nos calar diante disso tudo, é hora de erguermos nossa voz na defesa de que, quem cuida da igreja do Senhor Jesus é Ele próprio e não podemos segurar a Arca com a pretensão de impedirmos o seu tombo, sob o risco de sofrermos como Uzá no texto de I Crônicas 13.9,10: “Quando chegaram à eira de Quidom, Uzá estendeu a mão para segurar a arca, porque os bois tropeçaram. Então se acendeu a ira do Senhor contra Uzá, e o Senhor o feriu por ter estendido a mão à arca; e ele morreu ali perante Deus.”
O recado não pode ser mais claro: não podemos manipular a obra de Deus com jeitinhos humanos. A obra de Deus deve ser feita da maneira de Deus, e disso Ele não abre mão. Lembro-me de uma frase de Hudson Taylor: “a obra de Deus, feita da maneira de Deus jamais faltarão recursos”.
Que este livro comunique a você esse senso de seriedade em relação a esse tema e faça com que você assuma nas fileiras da guerra que travamos por igrejas que olhem mais para cima do que os lados. Enfim, por líderes que tenham como espelho padrão o que está revelado nas Escrituras e não como base cega os livros que ousam ensinar como fazer a igreja crescer. Que tola pretensão! Ensinar a igreja de Deus a crescer! É Deus quem faz a igreja crescer, e ele não precisa de cartilhas!
“Ame pessoas, use coisas, nunca faça o contrário." William Douglas.
Essa frase provocativa me leva a refletir inicialmente como foi a minha experiência com um modelo de crescimento de igreja denominado “uma igreja com propósitos”. O alvo de minha escrita não é atacar pessoas ou desfazer vínculos íntimos com colegas que ainda nutrem alguma esperança nesse ou em qualquer outro método de crescimento de igreja.
O meu alvo é unicamente apresentar uma visão pessoal disso tudo em uma leitura com os meus olhos e uma análise com a minha mente, aquecido o coração com as Escrituras Sagradas e amor pela igreja local.
Passo a narrar o acontecido como que em uma conversa amiga para dar aos leitores uma visão simples de minha experiência com um dos métodos de crescimento de igreja no “mercado evangélico contemporâneo”.
Com temor e tremor tenho aceitado o desafio de trabalhar esse espinhoso tema em um livro. Sei do risco que corro em ser simplista, mas tenho entendido neste tempo de que se trata de um chamado de Deus que eu coloque em palavras um pouco daquilo que tenho compartilhado semanalmente no púlpito de nossa igreja, IBACEN, Igreja Batista Central em Japuíba, em Angra dos Reis.
Sou fruto de uma geração questionadora. Bati muito o pé em relação a assuntos de vanguarda na área da liturgia, prática pastoral e teologia contemporânea. Mas, hoje me coloco como um humilde servo que se propõe ser arauto em um contexto de grandes perplexidades no mundo evangélico brasileiro.
Tenho assistido a negociação da “coisa sagrada” com uma irresponsabilidade preocupante. Não julgo ser correto o meu silêncio. Não é a toa que uma fala de Martin Luther King Jr. tem me incomodado recentemente: "No Final, nós nos lembraremos não das palavras dos nossos inimigos, mas do silêncio dos nossos amigos.”.
A Reforma Protestante do século XVI foi um retorno às Escrituras e um despertamento em relação as doutrinas da Graça de Deus e da suficiência do sacrifício de Cristo na cruz do Calvário para a total satisfação de nossos pecados, livrando-nos da ira de Deus.
Muitos têm dito que esse é o tempo de outra Reforma, agora na “Eclesiologia”. Agora, tenho reservas quando a esse tema, se ele não vir junto com um resgate dos valores bíblicos inegociáveis da suficiência das Escrituras, da Fé em Cristo Jesus, da Graça Salvadora e da segurança eterna dos salvos. Isso porque uma nova Reforma ordenada pelos homens apenas em seus gabinetes refrigerados e visando um crescimento puramente numérico levará a igreja à falência generalizada.
É fato que não podemos nos calar diante disso tudo, é hora de erguermos nossa voz na defesa de que, quem cuida da igreja do Senhor Jesus é Ele próprio e não podemos segurar a Arca com a pretensão de impedirmos o seu tombo, sob o risco de sofrermos como Uzá no texto de I Crônicas 13.9,10: “Quando chegaram à eira de Quidom, Uzá estendeu a mão para segurar a arca, porque os bois tropeçaram. Então se acendeu a ira do Senhor contra Uzá, e o Senhor o feriu por ter estendido a mão à arca; e ele morreu ali perante Deus.”
O recado não pode ser mais claro: não podemos manipular a obra de Deus com jeitinhos humanos. A obra de Deus deve ser feita da maneira de Deus, e disso Ele não abre mão. Lembro-me de uma frase de Hudson Taylor: “a obra de Deus, feita da maneira de Deus jamais faltarão recursos”.
Que este livro comunique a você esse senso de seriedade em relação a esse tema e faça com que você assuma nas fileiras da guerra que travamos por igrejas que olhem mais para cima do que os lados. Enfim, por líderes que tenham como espelho padrão o que está revelado nas Escrituras e não como base cega os livros que ousam ensinar como fazer a igreja crescer. Que tola pretensão! Ensinar a igreja de Deus a crescer! É Deus quem faz a igreja crescer, e ele não precisa de cartilhas!
sábado, 13 de dezembro de 2008
MEU TESTEMUNHO SOBRE A BÍBLIA!
Fui convertido pelo Senhor Jesus aos meus nove anos de idade. Na ocasião morava no Estado do Mato Grosso do Sul, mais precisamente na cidade de Paranaíba. Ouvi uma mensagem cristocêntrica que explodiu o meu coração e me fez ver o quanto pecador eu era e o quanto salvador o Senhor Jesus era, e eu não poderia absolutamente ficar quieto, paralisado em meus pensamentos e absorto por uma vida eclesiástica puramente familiar (meu pai era o pastor da igreja) e histórica: eu precisava ter uma experiência particular com Deus!
Isso me faz lembrar uma fala que fiz em meu sermão na última quinta feira, no apelo para que os nossos crentes hodiernos tenham uma experiência de conhecimento com o Senhor Jesus! Citei o avivalista A.W. Tozer que disse certa vez: “Um ser humano pode até ter conhecimento a cerca de Deus, saber que Cristo morreu por ele, escrever livros sobre a vida espiritual, compor hinos de louvor a Deus, pode chegar a ser presidente de uma grande denominação religiosa e ter cargos importantes na igreja, sem nunca chegar a conhecer Deus de forma vital, pessoal e verdadeira.”
Isso é fato. O meu contato com a Bíblia começou então na minha infância. Tenho até hoje lembranças das minhas primeiras histórias bíblicas naqueles discos da coleção "Meu amiguinho",onde eu travei intimidade com Adão, Noé, Abraão, Isaque, Jacó, José, Davi, dentre outros personagens do corolário escriturístico! Como esses dias passavam rápido!
Sempre tive um sonho, e certo dia perguntei ao meu pai: "quando eu crescer eu posso ler os seus livros?", e hoje quando vou em casa dos meus pais sempre folheio um livro ou outro, e esse sonho concretiza-se... Mas, eu sempre fico impactado com a leitura do livro dos livros!
Meu pai sempre contava uma ilustração sobre a centralidade das Escrituras. Ele dizia que certa feira Rui Barbosa (um dos homens mais brilhantes do período inicial da República Brasileira) disse ao seu empregado, "traga-me o livro!". O rapaz foi e providenciou um dos livros de cabeceira do patrão que logo interrompeu dizendo novamente, "não, esse não, traga-me o livro!". Depois de uma e outra tentativa, o grande intelectual brasileiro teve de explicar: "traga-me a Bíblia, pois os outros livros são livros... mas, a Bíblia é o livro dos livros!".
No salmo 119 encontramos fortes afirmativas a respeito do livro santo, e uma das que mais se destaca é "lâmpada para os meus pés é a tua palavra e luz para o meu caminho". A Bíblia é padrão de conduta e comportamento, é orientação para o nosso cotidiano e é também referência para todo o pensamento humano. Nenhum homem deveria ser formado em qualquer área do conhecimento sem antes passar pela disciplina de estudar à fundo as Escrituras Sagradas!
A Bíblia tem sido atacada por homens ao longo dos anos da história da humanidade. Papas e reis tentaram destruí-la impedindo o povo de ter acesso a elas, e graças ao movimento da Reforma Protestante do século XVI a Bíblia foi devolvida ao povo, e digo "devolvida", porque em primeira análise a Bíblia sempre foi do povo, uma vez que o próprio Jesus disse: "vós já estais limpos pela palavra que vos tenho falado" (João 15.3).
Por conta dessa propriedade purificadora e tratadora da alma humana o Espírito Santo vêm através da Palavra de Deus nos nossos dias completar a obra salvadora do Senhor Jesus nas nossas vidas, ensinando-nos a vivermos intensamente nele, por Ele e para Ele.
Que neste dia da Biblia, venhamos refletir sério sobre nossa relação com as Sagradas Escrituras e venhamos a assumir o compromisso de tão somente crermos e espelharmos nossas vidas pelo padrão divino!
Isso me faz lembrar uma fala que fiz em meu sermão na última quinta feira, no apelo para que os nossos crentes hodiernos tenham uma experiência de conhecimento com o Senhor Jesus! Citei o avivalista A.W. Tozer que disse certa vez: “Um ser humano pode até ter conhecimento a cerca de Deus, saber que Cristo morreu por ele, escrever livros sobre a vida espiritual, compor hinos de louvor a Deus, pode chegar a ser presidente de uma grande denominação religiosa e ter cargos importantes na igreja, sem nunca chegar a conhecer Deus de forma vital, pessoal e verdadeira.”
Isso é fato. O meu contato com a Bíblia começou então na minha infância. Tenho até hoje lembranças das minhas primeiras histórias bíblicas naqueles discos da coleção "Meu amiguinho",onde eu travei intimidade com Adão, Noé, Abraão, Isaque, Jacó, José, Davi, dentre outros personagens do corolário escriturístico! Como esses dias passavam rápido!
Sempre tive um sonho, e certo dia perguntei ao meu pai: "quando eu crescer eu posso ler os seus livros?", e hoje quando vou em casa dos meus pais sempre folheio um livro ou outro, e esse sonho concretiza-se... Mas, eu sempre fico impactado com a leitura do livro dos livros!
Meu pai sempre contava uma ilustração sobre a centralidade das Escrituras. Ele dizia que certa feira Rui Barbosa (um dos homens mais brilhantes do período inicial da República Brasileira) disse ao seu empregado, "traga-me o livro!". O rapaz foi e providenciou um dos livros de cabeceira do patrão que logo interrompeu dizendo novamente, "não, esse não, traga-me o livro!". Depois de uma e outra tentativa, o grande intelectual brasileiro teve de explicar: "traga-me a Bíblia, pois os outros livros são livros... mas, a Bíblia é o livro dos livros!".
No salmo 119 encontramos fortes afirmativas a respeito do livro santo, e uma das que mais se destaca é "lâmpada para os meus pés é a tua palavra e luz para o meu caminho". A Bíblia é padrão de conduta e comportamento, é orientação para o nosso cotidiano e é também referência para todo o pensamento humano. Nenhum homem deveria ser formado em qualquer área do conhecimento sem antes passar pela disciplina de estudar à fundo as Escrituras Sagradas!
A Bíblia tem sido atacada por homens ao longo dos anos da história da humanidade. Papas e reis tentaram destruí-la impedindo o povo de ter acesso a elas, e graças ao movimento da Reforma Protestante do século XVI a Bíblia foi devolvida ao povo, e digo "devolvida", porque em primeira análise a Bíblia sempre foi do povo, uma vez que o próprio Jesus disse: "vós já estais limpos pela palavra que vos tenho falado" (João 15.3).
Por conta dessa propriedade purificadora e tratadora da alma humana o Espírito Santo vêm através da Palavra de Deus nos nossos dias completar a obra salvadora do Senhor Jesus nas nossas vidas, ensinando-nos a vivermos intensamente nele, por Ele e para Ele.
Que neste dia da Biblia, venhamos refletir sério sobre nossa relação com as Sagradas Escrituras e venhamos a assumir o compromisso de tão somente crermos e espelharmos nossas vidas pelo padrão divino!
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
POR QUE EU CREIO NO RETORNO DAS OVELHAS!
"Sucedeu que, à sétima vez, disse: Eis que se levanta do mar uma nuvem, do tamanho da mão dum homem. Então disse Elias: Sobe, e dize a Acabe: Aparelha o teu carro, e desce, para que a chuva não te impeça. E sucedeu que em pouco tempo o céu se enegreceu de nuvens e vento, e caiu uma grande chuva. E Acabe, subindo ao carro, foi para Jizreel. E a mão do Senhor estava sobre Elias, o qual cingiu os lombos, e veio correndo perante Acabe, até a entrada de Jizreel." (I Reis 18.44-46)
O que tenho percebido de Deus fazendo em nossa igreja neste fim de ano tem sido para mim de assombro. São famílias que, reconhecendo a necessidade da mão de Deus sobre a vida deles têm se rendido diante do Eterno na consciência de que somos "ovelhas do seu pastoreio".
Tenho exposto o Evangelho de João já há mais de ano em nossa igreja em um projeto que tem alcançado o meu coração de um regozijo espiritual sem tamanho. E nesses últimos três domingos tenho exposto o capítulo 10 até o verso 30. Como não prego mais em João esse ano (devido ao dia da Bíblia, terceiro domingo do Advento e último domingo do ano que pretendo ter mensagens alusivas à essas ênfases!) posso perfeitamente neste artigo pontuar porque eu creio em um avivamento em nosso meio, ao menos vislubrando gotas somente.
(a) Porque as ovelhas que são de Jesus compreendem o acesso direto que Ele tem em relação às suas vidas.
Jesus entra no aprisco, e o faz pela porta (ele mesmo é a porta) e se identifica com as suas ovelhas num sibilar caracteristico que afugenta as que não são suas e aproxima ternamente as que lhe pertece! Soube em minhas leituras que certa feita um andarilho escocês trocou de roupa com um pastor de Jerusalém e procurou guiar as ovelhas dele, mas se deu muito mal! Isto porque as ovelhas seguem a voz do pastor e não as suas roupas!
Repare que, Jesus nunca deixará de reconhecer uma ovelha que seja sua, dada pelo Pai aos seus cuidados pastorais. Trata-se de uma questão de honra para o Senhor Jesus atrair para si aqueles que o Senhor tem chamado desde a fundação do mundo! Ele não perderá nenhuma.... absolutamente nenhuma!
(b) Porque Jesus é um pastor perfeito, nobre, belo e está disposto a dar a sua vida em prol do bem estar das ovelhas.
O que me admira na figura do pastor de ovelhas (e eu aprendi um pouco na leitura do livro da Ed. Betânia, "nada me faltará") é a dedicação que ele tem ao seu rebanho. É incrível: ele recolhe as ovelhas ao aprisco à noitinha, dorme junto à porta para evitar a fuga de algumas e a entrada de lobos e outros predatores. Ele passava a vara sobre a pele da ovelhinha para perceber se ela não havia sido alvo de moscas e outros vermífugos, enfim, havia um cuidado todo especial. Sem contar na contagem de todas elas, e na iminência da ausência de uma, a atitude que se esperava era justamente a saida amorosa em busca da perdida (Lucas 15).
Comenta São Gregório Magno (vi isso numa homília católica exposta em um site) que os bons e os maus pastores não se distinguem, quase, nos tempos de tranquilidade, mas somente quando vem o lobo. Porque o bom pastor enfrenta o lobo, enquanto o mau o deixa agir livremente, ou foge dele.
(c) Porque Jesus é alguém que conduzirá todas as suas ovelhas na formação de um só rebanho sob o seu pastoreio singular.
O grande sonho de Jesus persiste e se realizará no eschaton (no tempo aprazado divino de sua intervenção em nossa história para precipitar o fim desta era e o início de seu governo estendido sob toda a terra!) que é justamente o de reunir todas as ovelhas que lhe foram predestinadas pelo Pai.
Mattew Henry comenta que isso acontecerá porque tais ovelhas são escolhidas de Deus e são entregues a Cristo nos conselhos do amor divino, desde a eternidade. Essa eleição amorosa me faz lembrar de um hino agora, "se isso não for amor", de Altacir Brum:
Deixou o esplendor de sua glória
Para vir a este mundo aqui
Estava só e ferido no Golgota
Para dar sua vida por mim
Se isto não for amor o céu não é real
Não há estrelas no céu
As andorinhas não voam mais
Se isto não for amor o oceano secou
Tudo perde o valor se isto não for amor
Mesmo na morte lembrou-se
De um ladrão que a seu lado estava
Com amor e ternura falou-lhe
Ao paraíso comigo irás.
(d) Porque Jesus é alguém que preservará as suas ovelhas em sua potente mão com o auxílio a mão do Deus Pai e o sustento amoroso do Espírito Santo.
Há uma conspiração santa da trindade divina para lhe preservar. Isso porque você é precioso, não por seus próprios e encardidos méritos, mas porque você foi alcançado pela graça divina. Tenho dito e repetido: enquanto o coração humano não possuir a graça de Deus, ele sempre será desprezivo em relação ao evangelho!
A fé não nasce na lógica humana, é fruto de uma intervenção sobrenatural do Espirito Santo de Deus. Não adianta tentar lidar com o cristianismo com os compêndios da sabedoria humana servindo de guia. A fé não é ilógica, mas ela é "a-lógica", vai além do pensamento cartesiano de causa e efeito, e somente os que são do Senhor serão preservados em meio a este mundo que depõe em seus valores com os princípios revelados por Deus nas Sagradas Escrituras.
Fico feliz em saber que você teve sua vida marcada nesse ano, com a Palavra do Senhor Deus e desejo, de todo o meu coração que seu coração rendido ao trono de Deus, venha a partir desse tempo denominado HOJE, lhe inspirar a ser nova criatura, no poder o Espírito Santo de Deus para que, em sua vida, o melhor de Deus seja possível, por graça e misericórdia de quem, como seu pastor, jamais lhe abandonou: o Senhor Jesus!
Vamos estar juntos no fim de 2008 e início de 2009. Deus nunca desistirá de você!
O que tenho percebido de Deus fazendo em nossa igreja neste fim de ano tem sido para mim de assombro. São famílias que, reconhecendo a necessidade da mão de Deus sobre a vida deles têm se rendido diante do Eterno na consciência de que somos "ovelhas do seu pastoreio".
Tenho exposto o Evangelho de João já há mais de ano em nossa igreja em um projeto que tem alcançado o meu coração de um regozijo espiritual sem tamanho. E nesses últimos três domingos tenho exposto o capítulo 10 até o verso 30. Como não prego mais em João esse ano (devido ao dia da Bíblia, terceiro domingo do Advento e último domingo do ano que pretendo ter mensagens alusivas à essas ênfases!) posso perfeitamente neste artigo pontuar porque eu creio em um avivamento em nosso meio, ao menos vislubrando gotas somente.
(a) Porque as ovelhas que são de Jesus compreendem o acesso direto que Ele tem em relação às suas vidas.
Jesus entra no aprisco, e o faz pela porta (ele mesmo é a porta) e se identifica com as suas ovelhas num sibilar caracteristico que afugenta as que não são suas e aproxima ternamente as que lhe pertece! Soube em minhas leituras que certa feita um andarilho escocês trocou de roupa com um pastor de Jerusalém e procurou guiar as ovelhas dele, mas se deu muito mal! Isto porque as ovelhas seguem a voz do pastor e não as suas roupas!
Repare que, Jesus nunca deixará de reconhecer uma ovelha que seja sua, dada pelo Pai aos seus cuidados pastorais. Trata-se de uma questão de honra para o Senhor Jesus atrair para si aqueles que o Senhor tem chamado desde a fundação do mundo! Ele não perderá nenhuma.... absolutamente nenhuma!
(b) Porque Jesus é um pastor perfeito, nobre, belo e está disposto a dar a sua vida em prol do bem estar das ovelhas.
O que me admira na figura do pastor de ovelhas (e eu aprendi um pouco na leitura do livro da Ed. Betânia, "nada me faltará") é a dedicação que ele tem ao seu rebanho. É incrível: ele recolhe as ovelhas ao aprisco à noitinha, dorme junto à porta para evitar a fuga de algumas e a entrada de lobos e outros predatores. Ele passava a vara sobre a pele da ovelhinha para perceber se ela não havia sido alvo de moscas e outros vermífugos, enfim, havia um cuidado todo especial. Sem contar na contagem de todas elas, e na iminência da ausência de uma, a atitude que se esperava era justamente a saida amorosa em busca da perdida (Lucas 15).
Comenta São Gregório Magno (vi isso numa homília católica exposta em um site) que os bons e os maus pastores não se distinguem, quase, nos tempos de tranquilidade, mas somente quando vem o lobo. Porque o bom pastor enfrenta o lobo, enquanto o mau o deixa agir livremente, ou foge dele.
(c) Porque Jesus é alguém que conduzirá todas as suas ovelhas na formação de um só rebanho sob o seu pastoreio singular.
O grande sonho de Jesus persiste e se realizará no eschaton (no tempo aprazado divino de sua intervenção em nossa história para precipitar o fim desta era e o início de seu governo estendido sob toda a terra!) que é justamente o de reunir todas as ovelhas que lhe foram predestinadas pelo Pai.
Mattew Henry comenta que isso acontecerá porque tais ovelhas são escolhidas de Deus e são entregues a Cristo nos conselhos do amor divino, desde a eternidade. Essa eleição amorosa me faz lembrar de um hino agora, "se isso não for amor", de Altacir Brum:
Deixou o esplendor de sua glória
Para vir a este mundo aqui
Estava só e ferido no Golgota
Para dar sua vida por mim
Se isto não for amor o céu não é real
Não há estrelas no céu
As andorinhas não voam mais
Se isto não for amor o oceano secou
Tudo perde o valor se isto não for amor
Mesmo na morte lembrou-se
De um ladrão que a seu lado estava
Com amor e ternura falou-lhe
Ao paraíso comigo irás.
(d) Porque Jesus é alguém que preservará as suas ovelhas em sua potente mão com o auxílio a mão do Deus Pai e o sustento amoroso do Espírito Santo.
Há uma conspiração santa da trindade divina para lhe preservar. Isso porque você é precioso, não por seus próprios e encardidos méritos, mas porque você foi alcançado pela graça divina. Tenho dito e repetido: enquanto o coração humano não possuir a graça de Deus, ele sempre será desprezivo em relação ao evangelho!
A fé não nasce na lógica humana, é fruto de uma intervenção sobrenatural do Espirito Santo de Deus. Não adianta tentar lidar com o cristianismo com os compêndios da sabedoria humana servindo de guia. A fé não é ilógica, mas ela é "a-lógica", vai além do pensamento cartesiano de causa e efeito, e somente os que são do Senhor serão preservados em meio a este mundo que depõe em seus valores com os princípios revelados por Deus nas Sagradas Escrituras.
Fico feliz em saber que você teve sua vida marcada nesse ano, com a Palavra do Senhor Deus e desejo, de todo o meu coração que seu coração rendido ao trono de Deus, venha a partir desse tempo denominado HOJE, lhe inspirar a ser nova criatura, no poder o Espírito Santo de Deus para que, em sua vida, o melhor de Deus seja possível, por graça e misericórdia de quem, como seu pastor, jamais lhe abandonou: o Senhor Jesus!
Vamos estar juntos no fim de 2008 e início de 2009. Deus nunca desistirá de você!
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