quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

FRACO FORTE! FORTE FRACO!

"Se você se julga fraco, limitado ou comum, você é o melhor material através do qual Deus pode operar".

Todas as vezes que encontramos o Senhor Deus convocando alguém para uma obra extraordinária, ele se utiliza  de pessoas comuns, triviais, corriqueiramente reconhecidas pela quietude e simplicidade de vida. Foi assim com Moisés! Embora ele tenha sido educado na mais alta corte de seu tempo, na Universidade do Egito, onde, de acordo com o autor aos Hebreus, ele era chamado de "filho da filha de Faraó". (Hebreus 11.24)

Moisés é tipo de um líder que, embora devidamente preparado em sua ideologia ainda patina no quesito "quebrantamento". Esse entendimento eu devo em parte aquilo que tenho aprendido com Watchaman Nee em seus livros, sobretudo o que estamos estudando com a igreja, "Autoridade Espiritual". Transcrevo aqui suas palavras:

"A autoridade vem de Deus, não de nós mesmos. Somos apenas mordomos de sua autoridade. Essa percepção capacita-nos a receber autoridade delegada. Sempre que tentamos exercer a autoridade como se fosse nada, somos imediatamente despojados dela."

Dai então eu aplico o principio "fraco forte e forte fraco", e esmiúço da seguinte forma: quando o homem que está em evidência de liderança pensa de si mesmo mais alto do que convém, esquecendo-se de que ele é servo e não dono das pessoas ele perde automaticamente a sua autoridade espiritual. Ele pode continuar na chefia, no pastoreio, no comando... mas já perdeu a benção de estar trabalhando onde Deus está agindo! Ele passa a ser um pária em sua vida espiritual, um errante, como Caim!

Cabe ao lider pastoral ou não estar muito ciente desse importante ponto, e re-afirmar constantemente sua dependência em relação ao Senhor, custe o que custar! Mesmo que essa tomada de posição o leve a passar por crises fortíssimas de fé, onde ele certamente só encontrará abrigo no colo caloroso do nosso Senhor! Em suma: quem precisa impor sua autoridade é porque já a perdeu! Liderança bíblica é oportunidade para servir mais e não para massacrar pessoas!

Essa é uma das razões que eu odeio o movimento "G12" e suas corruptelas neo-pentecostais! Pois, no bojo dessas invencionices eclesiásticas está o desejo de mandar, de ser "cobertura espiritual", de manter as ovelhas no cabresto (como gado!). Em minha pobre (já foi mais rica! de valores, eu digo!) denominação eu convivo com pastores que, para manter suas ovelhas agaiolhadas, despejam mantras e maldições àqueles que ousarem ouvir um pastor tido como "tradicional". Já vivemos como Batistas sob o regime do horror ao conservador e bíblico! Parodiando o hino do Santos Futebol Clube: "agora quem dá bola são os neo-pentecas!".

Uma lástima!

domingo, 13 de fevereiro de 2011

SEM CRUZ, NÃO HÁ MINISTÉRIO!

“Uma cruz santificada é melhor do que um conforto não santificado. A perda na misericórdia é melhor do que o deleite na ira. ’ (Samuel Bolton).

O ministério pastoral precisa ser encarado na dimensão do sofrimento. Afinal de contas, bebemos o cálice do Senhor e fomos batizados com o mesmo batismo que ele o foi, segundo texto de Marcos 10. Na realidade, sofremos por cumprimento expresso da vontade de Deus em nossas vidas, uma vez que não consigo mensurar um ministério que não tenha uma reserva de renúncia e sofrimento.

É inadmissível encararmos o conceito de um ministério (não apenas pastoral, mas toda e qualquer expressão de serviço no Reino de Deus) que não esteja antenado com aquilo que eu chamo de “escravidão sob as consciências alheias”. No texto clássico sobre esse assunto, o apóstolo Paulo escrevendo à complicada igreja de Corinto fez questão de informar-lhes que o ministério que ele desenvolveu entre eles foi como de alguém que está imbuído de uma “mordomia” (do grego oikonomos).

I Coríntios 9:16-17
16 - Porque, se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois me é imposta essa obrigação; e ai de mim, se não anunciar o evangelho!
17 - E por isso, se o faço de boa mente, terei prêmio; mas, se de má vontade, apenas uma dispensação me é confiada.

Cabe aqui uma citação a guisa de comentário desses versos do reformador João Calvino: “O homem, uma vez chamado, deve pôr indelevelmente em sua cabeça que ele não é mais livre para retroceder, quando bem lhe convir, se porventura as frustrações arrebentarem seu coração, ou as tribulações o esmagarem; porquanto ele está dedicado ao Senhor e à Igreja, e se acha firmemente amarrado por um laço sagrado, o qual lhe seria pecaminoso desamarrar.”.

O ministério precisa dos melhores homens, já disse Spurgeon aos seus alunos, e esse é um fato incontestável! Não dá para conviver no ministério com gente fraca, ensimesmada e refém das novidades mercadológicas, sobretudo em contextos de “movimentos de crescimento de igrejas” onde a regra é fazer de tudo para agradar aos homens, e não a Deus. Para estes, o apóstolo Paulo mais uma vez deve ser citado:

Gálatas 1:10
10 - Porque, persuado eu agora a homens ou a Deus? ou procuro agradar a homens? Se estivesse ainda agradando aos homens, não seria servo de Cristo.

Eu sonho com o tempo em que nossas denominações serão livres de obreiros interessados apenas em si mesmos, que ainda não passaram pelo teste do tempo maduro, e que, pelo contrário estão sempre em busca da supremacia do poder pela “meritocracia” e não pelos favores oriundos da Graça de Deus. Quem não passou ainda pela morte do seu eu na cruz não pode transitar pelos limites altos do sobrenatural, fica “patinando” aqui em baixo com um ministério puramente firmado em suas opiniões pessoais.

Em outras palavras, a minha tese a ser exposta é que, se o ministério pastoral ou eclesiástico no sentido mais abrangente da palavra não reunir homens e mulheres que não queiram “viver de brisa”, mas sim que se submetem a passar pela moenda do sofrimento, sem ignorar a verdade de que, mais cedo ou mais terá de encarar muitas “noites sombrias da alma”, onde na maioria das vezes estarão sozinhos, mas nunca desamparados, pois o Senhor não abandona os seus soldados feridos, e como diz uma música, ele não os deixa morrer!

PS. Esse artigo é uma homenagem aos verdadeiros pastores que eu conheci, sendo que os que mais me encantaram com o testemunho aguerrido foram os haitianos. O Haiti, embora seja o país mais miserável das Américas é o lugar onde eu vi o meu ministério pastoral sendo submetido a uma dura prova. Pois vi homens ali que não possuem formação alguma, não brigam por querelas teológicas, mas adotam dezenas de crianças abandonadas, e alguns mantém seus cultos em campos abertos, onde a palavra de Deus é pregada sem triunfalismos próprios da miserável “teologia da prosperidade”, mas sim pela emergência da cruz. Eu ouvi alguns dos pastores lá conversando, e a despeito do abismo linguístico eu percebi em seus semblantes, os mesmos semblantes de Daniel, Hananias, Mizael e Azarias, que tiveram seus “rostos melhores” por conta da decisão que colocaram no coração de não se contaminar com as iguarias reais. Tenho para mim, com tristeza que muitos dos pastores brasileiros já se venderam ao sistema, a ponto de o desejo de estarem diante dos Nabocodonozores de nosso tempo é maior do que está diante do Rei dos Reis, aquele que morreu para viver e perdeu para ganhar! Abaixo a sofisticação pastoral e que, o Senhor tenha misericórdia dos pastores convertidos em nosso país para que mantenham a “pureza e a simplicidade” que se encontra no Senhor Jesus.

Tenho dito e choro quando digo o digo.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

A SOLIDÃO DO LÍDER E O DESAFIO DE SER PASTOR!

"A solidão é a marca da autoridade". (Watcman Nee)

Tenho pensado nos homens de Deus que marcaram a minha vida, pessoas especiais que foram sustentadas pelo Senhor em tudo, alguns com salários paupérrimos, recursos pequeníssimos, mas que não deixaram de ser fiéis no envolvimento com as pessoas e com a proclamação fiel das Sagradas Escrituras. Vejo rostos, lembro de nomes e fico emocionado ao relembrar de que alguns partiram para a glória, e como Abel, falam mesmo depois de mortos!

Mas, o que a ver um pastor? Além de um homem solitário, vez por outra incompreendido, esquecido e questionado constantemente por críticos duros e insensíveis que desejam fazer dele, algumas vezes, capachos de seus desejos imperialistas. Na realidade, o obreiro quando está no exercício de seu ministério precisa estar consciente de suas funções, já divinamente reveladas na Bíblia, sobretudo no uso do termo "pastor" para se referir aos líderes dentre o povo de Deus. Por que, justamente "pastor"? Segue algumas dicas do pr. Irland Pereira de Azevedo para aplicarmos o trabalho pastoral (com as ovelhas de verdade) ao ministério pastoral (de ovelhas espiritualmente constituídas):


* Nos tempos bíblicos, ele era antes de tudo um vigia. Ele divisava o horizonte, antecipava tempestades ou enchentes, conforme a época do ano, ou a aproximação de inimigos.

* É também o guardador do rebanho. A missão do pastor oriental não era apenas supervisionar as ovelhas, mas também protegê-las. Ele as defendia, pois sabemos que entre a espécie animal as ovelhas figuram entre as mais indefesas.

* O pastor é um guia. As ovelhas não podem caminhar sozinhas, pois lhes falta sentido de direção. Elas precisam de um condutor, um líder, alguém que vá à frente.

* O pastor em Israel era também um médico para suas ovelhas. Estava sempre atento ao bem-estar físico de suas ovelhas: as que eram vítimas de algum distúrbio feriam os pés, quebravam a perna, manquejavam, perdiam o apetite, sentiam falta de ar, caiam e ficavam de pernas para o ar, ou eram velhas ou pequeninas demais para caminhar.

* O pastor é um “salvador” ou restaurador. Ele “salva”, ele “restaura” a ovelha que se perdeu. O salvamento é um trabalho crítico e difícil para o pastor.


É bom acrescentar que cabe ao pastor não privilegiar ovelhas as ovelhas mais dóceis, mas tratar a todos igualmente, uma vez que ele sempre presta contas de todas elas ao seu Senhor! Hoje percebemos uma perigosa profissionalização do ministério pastoral, quando homens inescrupolosos tem se feito "pastores" para comandar igrejas formadas por divisões e marcadas por um espirito rebelde e divisionista, somente para brilharem como "luzes próprias", pois se cansaram (segundo eles) de colaborarem em denominações solidamente estabelecidas em nosso país.

Nunca me cansarei de acusar os "projetos", "comunidades", "ministérios" e outras "igrejas independentes" como aberrações eclesiásticas, pois foram plantadas não com o senso de missão, mas sim de ambição, e certamente, seus líderes não desejam  o bem de suas ovelhas, mas a preciosa lã delas para serem vendidas a outros espertalhões e assim o lucro ser completo!

Termino com a oração de John Piper, em que ele clama a Deus para que os pastores se vejam como mensageiros simples do Deus Todo Poderoso e não como homens que aspiram reconhecimento e credibilidade diante dos homens da nossa sociedade pervertidamente perniciosa:


“Elimina o profissionalismo de nosso meio, ó Deus, e em seu lugar dá-nos uma oração apaixonada, pobreza de espírito, fome de ti, estudo rigoroso das coisas sagradas, devoção fervorosa a Jesus Cristo, extrema indiferença diante de todo lucro material e o labor incessante para resgatar os que estão perecendo, aperfeiçoar os santos e glorificar nosso soberano Senhor.”

Amém.

sábado, 29 de janeiro de 2011

REVOLUÇÃO DO AMOR NO HAITI!

Cheguei de férias com o coração ainda mais ardido em relação ao Haiti. Tenho feito leituras que compartilharei a seu tempo aqui neste blog com informações históricas e reflexões na perspectiva missiológica da contribuição que creio ser relevante da igreja brasileira na reconstrução das bases daquela nação.

Fico pensando que não podemos nos apeguenar diante desse grande desafio que é fazer-nos presentes em um contexto de tragédias tão gigantescas e periclitantes! Sei que alguns dos meus leitores devem estar se perguntando se não temos aqui no Brasil situações caóticas semelhantes ao Haiti. E eu digo, categoricamente: NÃO.

Ainda que, ainda estejamos no ritual macabro de contagem de mortos na Região Serrana aqui no Rio, não podemos nos esquecer que o nosso Brasil tem um governo eleito democraticamente, possui instituições de defesa dos moradores em contextos de tragédias e também uma cultura bem forte de soerguimento moral e espiritual. Não é o que o que encontramos no Haiti! Lá, os pastores tem de abrigar em suas barracas (nem sempre eles tem casas) crianças abandonadas, a alimentação é bem frugal, o governo é ausente e corrupto, e a bandidagem faz do estilo de vida haitiano como de alguém acostumado a viver numa "terra sem lei"! O relato parece perturbadamente sincero, mas as linhas não poderiam ser outras! Somente uma intervenção especial do Senhor pode desconstruir uma identidade bandida estacionanda na elite haitiana que já vendeu litros do próprio sangue haitiano para abastecer bancos de sangue europeus!

A igreja do Brasil não pode estar assentada confabulando sobre suas construções e esbanjando orgulho por suas denominações cada vez mais carcumidas pelo pragmatismo e pelo discurso "politicamente correto", é hora de uma postura mais aguerrida, mais verdadeira, mais no estilo de "vergonha na cara". Temos de lidar com os desafios missionários como única expressão da missão verdadeira da igreja, e não como algo que temos de fazer porque não encontramos outra coisa para ocupar a nossa agenda.

Quero, e nessa fala eu destaco a minha observação ao contexto de minha denominação, Convenção Batista Brasileira, corroborar com a opinião de Aloisio Freitas, aqui do meu estado do Rio de Janeiro que, numa seção do "O Jornal Batista", de 30/01/2011 salienta que o tema "meio ambiente" (tema dos batistas brasileiros em 2011) é importante, mas não é fundamental. Em sua fala, saliento essa porção: "Portanto, primordialmente, a preocupação denominacional, sempre deverá ser com evangelização e missões. Salve o homem e as demandas ambientais serão resolvidas. Preocupar-se com o meio ambiente é importante, mas preocupar-se com a alma perdida é fundamental."

Estou fechado com a opinião do meu irmão! Pode ser interessante no aspecto mercadológico falar de ecologia nesse tempo, mas não podemos nos esquecer que a preocupaçao principal da igreja não é de preservação do meio ambiente, embora esse tema deva ter preocupação secundária na nossa missão, mas sim, o que é mais importante é a salvação da alma humana aqui no Brasil e no mundo inteiro. Missões é a coisa mais importante.

Por isso, um convite: vamos participar com a nossa igreja aqui em Angra e outras igrejas e obreiros parceiros de um mutirão missionário no Haiti na segunda quinzena de agosto desse ano! Me mande um email (ezequias@ibacen.com.br) e vamos persistir em considerar a coisa importante (missões) como a coisa mais importante de nossa missão!

Espero o seu contato.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

O QUE ESPERAR DE 2011?

Esse foi um ano extenuante! Muita coisa aconteceu nas nossas vidas, fomos marcados de um jeito ou de outro, enfim, não estamos saindo ilesos desses quase 365 dias! Mas teremos um saldo bem positivo se, ao analisarmos detidamente o nosso coração e vislumbrarmos um temor que pode ser resumido em uma pergunta capital: Tenho conseguido frear o pecado em minha vida?


Percebo que, diariamente travamos uma luta ferronha com nossa natureza caída! Somos empurrados para baixo constantemente em nossas dúvidas, fraquezas, hesitações, esquisitises de nossa alma carcomida pelo pecado. Quando eu leio Hebreus 12.1,2 contemplo um desafio que precisamos assumir diariamente em nossa vida: "PORTANTO nós também, pois que estamos rodeados de uma tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo o embaraço, e o pecado que tão de perto nos rodeia, e corramos com paciência a carreira que nos está proposta, olhando para Jesus, autor e consumador da fé, o qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se à destra do trono de Deus.

Tudo depende para quem estamos olhando: para Jesus ou para as circunstâncias. Nem sempre quando olhamos para a Cruz estamos olhando para Jesus! No pensamento religioso a cruz está sempre evidente, mas infelizmente a religiosidade latente no ser humano faz com que, mesmo diante do quadro espantoso da cruz alguns de nós a tenhamos apenas como símbolo religioso e não expressão de nossa morte espiritual! A cruz tem de ser para mim e para você o lugar onde morremos! Não se trata de um adereço é, sim uma mortalha! É sinal de nossa morte, de nossa insuficiência moral, ética... o que é homem? Eu respondo: um trapo ambulante, que corre para a morte todos os dias!

O pecado é o recado de Deus de que, nada irá bem em nossa vida se não recebermos o toque do sangue de Jesus, aquele que segundo I João 1.7, "nos purifica de todo o pecado". Ulisses Guimarães dizia que quando vissem o caixão dele, poderiam dizer: "lá vai um contrariado!". Por ironia da providência divina, o seu corpo foi comido por peixes e não teve ao menos um velório com honras políticas! Mas, é certo que quando vemos um caixão temos de nos lembrar: o homem é pó e ao pó retornará!

Na Roma antiga, as palavras são acreditadas para ter sido utilizado nas ocasiões em que um general romano foi desfilar pelas ruas durante a vitória o triunfo. Em pé atrás do general vitorioso era sua escrava, que foi encarregado de lembrar o general que, apesar de sua alteza estava em seu auge, hoje, amanhã ele pode cair ou ser mais provável derrubado. O empregado transmitiu esta dizendo o general que ele deveria se lembrar, "Memento mori". É possível ainda que o moço disse ao invés, "Respice te pós lembrança! Hominem te!": "Você! Lembre-se Olhe que você é, mas um homem! Para trás"

Essa consciência de brevidade em relação à vida deve nos fazer em 2011 a buscar uma vida de santidade tão profunda com Deus a ponto de frearmos a malignidade do pecado em nossa vida, tomando posse da verdade bíblica contida em Romanos: 

(Romanos 6:11) - Assim também vós considerai-vos como mortos para o pecado, mas vivos para Deus em Cristo Jesus nosso Senhor. 

(Romanos 6:12) - Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, para lhe obedecerdes em suas concupiscências; 

(Romanos 6:13) - Nem tampouco apresenteis os vossos membros ao pecado por instrumentos de iniqüidade; mas apresentai-vos a Deus, como vivos dentre mortos, e os vossos membros a Deus, como instrumentos de justiça. 

Lembre-se que sem dúvida alguma, seriamos menos tentados em relação ao pecado se acreditássemos piamente de que Deus tem o melhor para nós, mesmo quando tudo parece estar nebuloso em nossa direção. Eu creio que em 2011 você precisará tomar uma atitude de maior vigilância, pois o Diabo não tirará férias, e persistirá lhe azucrinando a fim de que você caia e ceda aos caprichos dele. Por isso, vigie! Evite o pecado!

Um 2011 cheio de vitórias e conquistas em sua vida, a partir do transbordamento de sua vida profunda com o Senhor Jesus!

É o que desejo.

PS. Esse é o meu último "post" do ano e ficarei todo o mês de janeiro em silêncio por aqui. Estarei em férias no sul do país, apenas curtindo a família, ouvindo a Deus e colocando as prioridades da minha vida em ordem! Janeiro é tempo de renovação e de fortes pensamentos, não é a toa que os romanos quiseram homenagear justamente o deus "Janus" nesse mês. A imagem desse deus é justamente de um homem com duas cabeças, uma apontando para a frente e outra para trás! Janeiro é o mês de olharmos para o que foi feito e avaliar as possibilidades que estão pela frente. Que o nosso Deus verdadeiro, de janeiro a dezembro dispense sobre nós a graça de re-começar quando pensamos que tudo o que tinha de acontecer já teve lugar na história! Janeiro está ai! Que venha, com força e o poder da esperança de acreditar que, "grandes coisas vão acontecer!". Maranatha! Ora vem, Senhor Jesus!


segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

O ABSURDO DO NATAL!

“É que vos nasceu hoje, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor.” (Lucas 2.11).

Santo Agostinho já dizia: “Ó Senhor, tu nos criaste para ti e nossos corações não descansarão até encontrar descanso em ti”. O que isso significa: sua vida não se completará a não ser em Deus... você permanecerá como um sedento à procura de água, um faminto a procura de pão e um fugitivo a procura de um abrigo seguro. Agostinho prossegue dizendo que essa busca deverá ser feita com categorias espirituais (intimas) e não por categorias racionais (externas): ele dizia que assim como o olho é dependente da luz para ser capaz de ver alguma coisa (o olho humano não percebe nada na escuridão total), não pode haver conhecimento de coisa alguma sem a prévia luz da revelação divina.

Pensando nessa direção é que Jonathan Edwards vai dizer: “existe uma diferença entre se ter uma opinião de que Deus é santo e cheio de graça, e se ter uma percepção da beleza e da formosura daquela santidade e graça”. Somente quem é despertado pelo exemplo silencioso de José pode perceber que em momentos de espanto diante do sobrenatural, a saída não é consultar os manuais academicistas, mas sim crer que Deus está no controle da situação. Em todas as passagens bíblicas do nascimento de Jesus, José encontra-se calado. Sabe por quê? Porque ele havia confiado cegamente na palavra do anjo que havia lhe dito que o que estava sendo gerado em Maria pertencia à esfera do sobrenatural divino!

Deus quer neste tempo fazer com que você saia do pedestal teórico das grandes descobertas filosóficas, teológicas, sociológicas, e o mais de lógicas que venham por ai... Só decaindo do padrão humano você poderá mergulhar na simplicidade de um Evangelho que professa apenas o crer, pura e simplesmente crer, que a Esperança nasceu no útero de uma pobre jovenzinha das cercanias de Belém! Hoje o Evangelho está como uma pedra grande (na visão de Daniel dois) que vem dominando toda a terra, mas talvez por isto mesmo temos perdido a pureza e a simplicidade de uma fé menos teórica e mais prática, menos acadêmica e mais relacional!

Que neste Natal, você se silencie como José, e espere a revelação do Senhor para o que Ele tem para a sua vida em 2011! E aproveite para ser estimulado a ser sensível a voz de Deus na sua vida! Concordo inteiramente com o teor de um cartão de Natal que soube que estava escrito o seguinte: “Se a nossa maior necessidade fosse informações, Deus nos teria mandado um pedagogo. Se nossa maior necessidade fosse tecnologia, Ele nos teria enviado um cientista. Se nossa maior necessidade fosse dinheiro, Deus nos mandaria um economista. Mas como nossa maior necessidade era perdão, Deus nos mandou um Salvador.”.

Feliz Natal!

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

NATAL: JESUS NASCEU E VOLTARÁ!

“Devemos permanecer firmes durante os períodos de perseguição, visto que a igreja cristã jamais entrou em um túnel sem fim. Muitas vezes, o túnel pode ter sido mais escuro e mais longo do que alguém ousou imaginar, mas os que permaneceram firmes em sua fé, apesar de tudo, eventualmente saíram, de novo, para a luz do sol. No caso da perseguição final, o sol será o da exaltação do Salvador, no fim do mundo.” (Stuart Olyott)

A igreja do Senhor Jesus nesse tempo está sendo convocada a rever suas posições escatológicas sem a preocupação cronológica dos eventos descritos nas Escrituras, mas com o coração aquecido pela certeza de que o Senhor Jesus virá com poder e grande glória buscar os seus eleitos. Em outras palavras não importa o “como” ou o “quando”, mas sim com “quem” virá de entre as nuvens em uma vinda repentina, gloriosa e iminente.
            
    A postura da igreja deve ser de cautela por conta do aparecimento do Anticristo. O Novo Testamento nos conta da vinda de um anticristo pessoal, mas também nos ensina que o espírito do anticristo já está no mundo e que muitos anticristos já surgiram (I João 2.18-19; 4.3; II João 7). Esses anticristos estão na realidade preparando o terreno para o maior deles, aquele que se encontra prefigurado na figura de Antioco Epifanio nas profecias de Daniel. O aparecimento desse cidadão do inferno fará o mundo experimentar uma modalidade excepcional de poder do império das trevas.

                Agora é fato que como ministros do evangelho temos a responsabilidade de persistirmos em nossa abordagem sistemática das Escrituras, ensinando “todo o conselho de Deus” (Atos 20.27) sem abrirmos concessões para os poderes estabelecidos deste mundo, pois como igreja ansiamos agradar a Deus e não aos homens.     

                Com tristeza verifico um flerte indecente entre a igreja apóstata e o mundo. Parece-me que cada vez mais se proliferam na igreja evangélica brasileira um espírito midiático que a faz amar a estética e desvalorizar a ética; privilegiando o discurso e abrindo mão da missão, por fim, vejo que a postura da igreja deve ser beligerante em relação aos valores do mundo, e para tanto não pode compactuar-se com o ouro das propostas indecentes e dos acordos ilícitos! A palavra de ordem de nosso tempo é: santidade!

                Termino com a fala do brilhante teólogo puritano, John Owen:
“Não há qualquer imaginação com a qual o homem é iludido, se torna mais insensato; sim, nenhuma imaginação mais perniciosa do que esta: pessoas não purificadas, não santificadas, não tornadas santas nesta vida devem, posteriormente, ser conduzidas a um estado de benção que consiste no gozo de Deus. Essas pessoas não podem desfrutar a Deus, nem Deus será a recompensa delas. A santidade é aperfeiçoada no céu; mas o seu inicio está invariavelmente confinado a este mundo. Ninguém é levado ao Céu por Deus, senão aqueles que Ele santifica na terra. A Cabeça viva não admitirá membros mortos.”