Escrevo esse curto artigo (isso já é algo incomum para mim, acostumado a escrever textos mais longos...) da secretaria de nossa igreja com o coração emocionado com o que Deus vem fazendo em nosso meio nesse fim de semana. Estão sendo dias de pura benção e contentamento espirituais!
Estamos sediando o VI Congresso de Mulheres aqui da região Costa Verde... e com o grupo expressivo de quase 100 irmãs batistas temos toda uma programação voltada para a unidade e confraternização das mulheres santas das cidades de Angra dos Reis, Paraty, Rio Claro e Mangaratiba.
Ontem tivemos a abertura do Congresso com um momento de cânticos e hinos espirituais, conduzidos por nosso ministério de música e também uma irmã especial de Monsuaba. Orações, dramatizações para conscientização de nossa unidade e devocionalidade sadias, fincadas no solo fértil da espiritualidade cristã.
O que me encanta é que tudo está sendo organizado por uma santa irmã de nome Mary, que a despeito de suas limitações (todos nós as temos) que tem apresentado uma capacidade incrível de delegação de responsabilidades e poder de agregação (o que costuma ser raro em nosso meio!). E, além disso, temos por aqui mulheres que abriram mão de dois dias do convivio familiar e eclesiástico para compartilharem umas com as outras um tempo maduro de reflexão bíblica e informações úteis para a vida cotidiana das mulheres.
Agora mesmo, às 16:38, as mulheres estão ouvindo uma palestra sobre "reaproveitamento de alimentos" dada por um funcionário da rede de hotéis Meliá, aqui de nossa cidade. E estão atentas, cerca de 40 vigorosas mulheres!
Como nossas igrejas seriam melhores se houvesse um investimento ainda mais pesado na união dos crentes! Pela manhã tivemos a Marilene Vieira que falou da necessidade de investirmos nas crianças de nossas comunidades, já diria C.H. Spurgeon que precisamos zelar dos "cordeirinhos de Jesus" para que eles não voltem até nós, já machucados, com suas lãs roupadas e suas gorduras retiradas para satisfação do "lobo dos lobos", o diabo, nosso adversário!
Estou encantado! Até mesmo porque percebo que é possível sim, trabalharmos juntos, e crermos no avanço do Reino de Deus apartir do nosso engajamento na Obra de Deus. Sem apedrejamentos, brigas por posição e doenças da alma egoísta e insatisfeita em si mesma!
Não sei não... mas, percebo já o frescor do avivamento em nosso meio! E, parece-me que as coisas começam a mudar em nosso meio... Que o Senhor Deus seja louvado em nosso meio!!!
Soli Deo Gloriae
sábado, 29 de novembro de 2008
terça-feira, 25 de novembro de 2008
NÃO OUÇA A VOZ DE ESTRANHOS!
"... mas de modo algum seguirão o estranho, antes fugirão dele, porque não conhecem a voz dos estranhos." (João 10.5)
Homero (e não Heródoto, como eu disse erroneamente em minha mensagem no domingo passado) escreveu uma epopéia intitulada "Iliada e Odisséia", nela ele conta uma das façanhas do mitológico Ulisses. Certa feita temendo ser assediado por sereias e acabar caindo no encanto delas e sendo consequentemente morto, ele resolveu pedir que o amarrassem numa haste dentro do navio, para que, mesmo ouvindo o canto sedutor não fosse possível sua ida até elas. Uma estratégia que acabou lhe preservando a vida.
Lembrei domingo passado dessa historieta para ilustrar a "voz dos estranhos" que precisamos estar atentos para não darmos ouvidos, caso estejamos interessados em nossa saúde espiritual. Dentre tantas "vozes de estranhos" lembro-me agora dos seguintes:
(1) A voz do consumismo irresponsável.
O governo federal vai lançar uma propaganda nos principais meios de comunicação (e isso foi anunciado ontem, após reunião ministerial na "Granja do Horto)incentivando o consumo do brasileiro. A fala é num tom de messianismo econômico uma vez que, tem sido dito e re-dito por autoridades vindas de Brasilia de que no Brasil não haverá efeitos destrutivos dessa crise internacional, por isso, "vão às compras nesse fim de ano!".
Isso se não é irresponsável é imoral! O brasileiro não pode cair nesse "conto de fadas" porque a crise financeira já pode ser percebida no bolso comum das pessoas, o que acontece é que, por estarmos por demais acostumados a vivermos no sufuco, achamos que nada mudou! Mudou sim! Vá ao supermercado, pesquise os preços das roupas, e demais acessórios de vida útil e você perceberá que houve sim, um avanço nos preços e que, com essas taxas de juros sendo ainda uma das maiores do planeta Terra qualquer cuidado e diligência nas compras será bem vindo! Isso para a sua sobrevivência financeira!
Conselheiros financeiros equilibrados têm dito: não entre 2009 com dívidas! guarde parte do 13o. para garantir os primeiros momentos do novo ano, é melhor ter os dois pés no chão e comprar o estritamente necessário sem desperdiçar com quinquilharias eletrônicas ou presentes caros para impressionar pessoas que você nem conhece direito!
Eu já citei nesse espaço a transformação que alguns valores de simplicidade, humildade e temperança têm para influenciar aqueles que, dominados pelo sistema e viciados em compras exorbitantes precisam parar e se perguntarem quando o que é suficiente será de fato suficiente! Lembro-me de um velho hino quacre, citado por Richard Foxter: "quando se adquire a verdadeira simplicidade, curvar e dobrar não é vergonha ou indignidade. Nosso deleite será virar e virar, até que, ao virar, virando vamos a consciência recobrar."
(2) A voz do erro neopentecostal.
Gostei muito de uma entrevista do bispo Robinson Cavalcanti em que ele nomeia os neo-pentecostais de "pseudo-pentecostais"! É isso mesmo! Trata-se de um desrespeito à história pentecostal desse pais, colocá-los juntos com o pessoal da Universal, Poder Mundial, Internacional da Graça, Sara Nossa Terra e outras comunidades congênires, Renascer, dentre outras!!! Essas todas são igrejas-de-mercado que satisfazem seus clientes com um mínimo de compromisso cristão aliado à ganância por enriquecimento mágico. Trata-se de uma fórmula irresistivel para uma parcela considerável da população brasileira que não vê diferença entre Jesus e o gênio da lâmpada!
Os pseudo-pentecostais afrontam o senhorio de Cristo no oferecimento instantâneo de soluções a curto prazo de questões que levariam, se o processo espiritual fosse bíblico, uma vida inteira para se tratar! Seus pastores são executivos da fé que entendem que estão diante de uma verdadeira "cruzada", angariar fundos para implantarem no Brasil um império gospel onde seus interesses vão ser "enfiados guela abaixo" das pessoas sem reflexão critica e muito menos teológica!
Não á a toa que muitos deles, tem seus representantes principais em Brasilia atendendo os seus interesses! Nesse ponto aqui eu faço um destaque preocupante: o Bispo Manuel Ferreira, da importante denominação pentecostal, representante da Igreja Assembléia de Deus, ministério de Madureira anda equivocado (ou mal intencionado) em sua suposta relação com Reverendo Moon, penso que esse fato deveria ser apurado e a sua igreja deveria se manifestar em nota pública para que a população crítica desse país não inclua essa importante denominação no mesmo rol dos pseudo-pentecostais. Esse é o meu recado.
A voz dos pseudo-pentecostais é charmosa, atraente, mas como o pecado, mostra a isca mas esconde o anzol. Não sobrevive à uma mínima hermenêutica bíblica, eu diria para esses, "nem só de pão viverá o homem", pois eles são imediatistas e preocupados por demais com o vil metal. São interesseiros e seus líderes, denominados apóstolos, missinários, bispos, dentre outros, vivem em situações de vida completamente acima da média do povo brasileiro e, demonstram cinicamente seus discursos por uma vida de fé, confundindo pensamento positivo com confiança inabalável nas promessas de Deus! São enganadores da fé simples do povo, ouso a dizer, são "ladrões e salteadores".
Fico por aqui com essas duas vozes de estranhos! Há muito mais! Mas, não quero transformar esse espaço virtual fabuloso em tribuna de protestos pessoais pura e simplesmente. Sou refém das Sagradas Escrituras, a ela me submeto e a minha consciência determina que, antes de confrontar o erro, tenho de pregar o acerto, e isso faço, cotidianamente, na dependência da Graça de Deus!
Um abração.
Homero (e não Heródoto, como eu disse erroneamente em minha mensagem no domingo passado) escreveu uma epopéia intitulada "Iliada e Odisséia", nela ele conta uma das façanhas do mitológico Ulisses. Certa feita temendo ser assediado por sereias e acabar caindo no encanto delas e sendo consequentemente morto, ele resolveu pedir que o amarrassem numa haste dentro do navio, para que, mesmo ouvindo o canto sedutor não fosse possível sua ida até elas. Uma estratégia que acabou lhe preservando a vida.
Lembrei domingo passado dessa historieta para ilustrar a "voz dos estranhos" que precisamos estar atentos para não darmos ouvidos, caso estejamos interessados em nossa saúde espiritual. Dentre tantas "vozes de estranhos" lembro-me agora dos seguintes:
(1) A voz do consumismo irresponsável.
O governo federal vai lançar uma propaganda nos principais meios de comunicação (e isso foi anunciado ontem, após reunião ministerial na "Granja do Horto)incentivando o consumo do brasileiro. A fala é num tom de messianismo econômico uma vez que, tem sido dito e re-dito por autoridades vindas de Brasilia de que no Brasil não haverá efeitos destrutivos dessa crise internacional, por isso, "vão às compras nesse fim de ano!".
Isso se não é irresponsável é imoral! O brasileiro não pode cair nesse "conto de fadas" porque a crise financeira já pode ser percebida no bolso comum das pessoas, o que acontece é que, por estarmos por demais acostumados a vivermos no sufuco, achamos que nada mudou! Mudou sim! Vá ao supermercado, pesquise os preços das roupas, e demais acessórios de vida útil e você perceberá que houve sim, um avanço nos preços e que, com essas taxas de juros sendo ainda uma das maiores do planeta Terra qualquer cuidado e diligência nas compras será bem vindo! Isso para a sua sobrevivência financeira!
Conselheiros financeiros equilibrados têm dito: não entre 2009 com dívidas! guarde parte do 13o. para garantir os primeiros momentos do novo ano, é melhor ter os dois pés no chão e comprar o estritamente necessário sem desperdiçar com quinquilharias eletrônicas ou presentes caros para impressionar pessoas que você nem conhece direito!
Eu já citei nesse espaço a transformação que alguns valores de simplicidade, humildade e temperança têm para influenciar aqueles que, dominados pelo sistema e viciados em compras exorbitantes precisam parar e se perguntarem quando o que é suficiente será de fato suficiente! Lembro-me de um velho hino quacre, citado por Richard Foxter: "quando se adquire a verdadeira simplicidade, curvar e dobrar não é vergonha ou indignidade. Nosso deleite será virar e virar, até que, ao virar, virando vamos a consciência recobrar."
(2) A voz do erro neopentecostal.
Gostei muito de uma entrevista do bispo Robinson Cavalcanti em que ele nomeia os neo-pentecostais de "pseudo-pentecostais"! É isso mesmo! Trata-se de um desrespeito à história pentecostal desse pais, colocá-los juntos com o pessoal da Universal, Poder Mundial, Internacional da Graça, Sara Nossa Terra e outras comunidades congênires, Renascer, dentre outras!!! Essas todas são igrejas-de-mercado que satisfazem seus clientes com um mínimo de compromisso cristão aliado à ganância por enriquecimento mágico. Trata-se de uma fórmula irresistivel para uma parcela considerável da população brasileira que não vê diferença entre Jesus e o gênio da lâmpada!
Os pseudo-pentecostais afrontam o senhorio de Cristo no oferecimento instantâneo de soluções a curto prazo de questões que levariam, se o processo espiritual fosse bíblico, uma vida inteira para se tratar! Seus pastores são executivos da fé que entendem que estão diante de uma verdadeira "cruzada", angariar fundos para implantarem no Brasil um império gospel onde seus interesses vão ser "enfiados guela abaixo" das pessoas sem reflexão critica e muito menos teológica!
Não á a toa que muitos deles, tem seus representantes principais em Brasilia atendendo os seus interesses! Nesse ponto aqui eu faço um destaque preocupante: o Bispo Manuel Ferreira, da importante denominação pentecostal, representante da Igreja Assembléia de Deus, ministério de Madureira anda equivocado (ou mal intencionado) em sua suposta relação com Reverendo Moon, penso que esse fato deveria ser apurado e a sua igreja deveria se manifestar em nota pública para que a população crítica desse país não inclua essa importante denominação no mesmo rol dos pseudo-pentecostais. Esse é o meu recado.
A voz dos pseudo-pentecostais é charmosa, atraente, mas como o pecado, mostra a isca mas esconde o anzol. Não sobrevive à uma mínima hermenêutica bíblica, eu diria para esses, "nem só de pão viverá o homem", pois eles são imediatistas e preocupados por demais com o vil metal. São interesseiros e seus líderes, denominados apóstolos, missinários, bispos, dentre outros, vivem em situações de vida completamente acima da média do povo brasileiro e, demonstram cinicamente seus discursos por uma vida de fé, confundindo pensamento positivo com confiança inabalável nas promessas de Deus! São enganadores da fé simples do povo, ouso a dizer, são "ladrões e salteadores".
Fico por aqui com essas duas vozes de estranhos! Há muito mais! Mas, não quero transformar esse espaço virtual fabuloso em tribuna de protestos pessoais pura e simplesmente. Sou refém das Sagradas Escrituras, a ela me submeto e a minha consciência determina que, antes de confrontar o erro, tenho de pregar o acerto, e isso faço, cotidianamente, na dependência da Graça de Deus!
Um abração.
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
A IGREJA TEM DONO, OK?
Nesta semana que passou, nossa igreja esteve envolvida nas comemorações dos seus 16 anos com senso redobrado de afeição pelo Senhor e desejo de mudanças estruturais e relacionais visando o cumprimento de nosso propósito enquanto agência do Reino de Deus nessa cidade.
Foram cultos efusivos, espirituais e espontâneos onde apresentamos o nosso melhor em termos humanos para um Deus que é sobrenatural e que tem agido de modo marcante em nossa curta história neste lugar.
Interessante foi a unidade de propósitos das mensagens que ouvimos neste tempo. Eu preguei na quinta, dia 13/11 no pré aniversário em Mateus 16.15-19 onde trabalhei sobre valores que precisamos retomar enquanto igreja, sobretudo no entendimento de que estamos em processo de edificação pelo fato do Senhor Jesus ter dito "edificarei a minha igreja". Citei Mattew Henry que afirmava que "nós somos construção de Deus, e uma construção é uma obra progressiva; a igreja neste tempo está em formação, como uma casa em construção".
No sábado, o pr. Luis Fernando trabalhou com base em Galátas 2.20, falando do sonho do apóstolo Paulo por uma igreja que exerça influência no mundo a partir da cruz, ele repetiu várias vezes, "não existe cristianismo sem cruz". Sua fala foi feliz, até mesmo porque veio de alguém que é filho da igreja, foi convertido aqui, chamado ao ministério aqui, preparado sob o investimento da igreja e ordenado à pedido de nossa igreja para pastorear em uma cidade próxima daqui.
Ontem, o pr. Elhiabe Antunes, pastor há 40 anos da Igreja Evangélica Congregacional aqui de nossa cidade, Angra dos Reis, foi feliz em expor a mensagem a partir de I Timóteo 3.15: "para que, no caso de eu tardar, saibas como se deve proceder na casa de Deus, a qual é a igreja do Deus vivo, coluna e esteio da verdade."
Sobre essa última mensagem, ainda com a mente fresca e o coração aquecido pelo calor das Escrituras me ponho a escrever esse artigo na pretensão de despertá-lo ainda mais para essa verdade taxativa: "a igreja tem dono".
Pr. Elhiabe disse ontem que a igreja do Senhor Jesus é bela, é forte, é valiosa, custou o sangue do próprio Jesus (I Pedro 1.18,19) e que como Rebeca foi para Isaque, Sulamita para Salomão, a noiva para o noivo, Jesus é da igreja e a igreja é de Jesus. E ela deve ser protetora, preservadora e propagadora da verdade.
A igreja é algo tão valioso, que os homens tem tentado hà séculos acabar com ela e não conseguem. J.C.Ryle dizia que "coisa alguma poderá arruiná-la ou destruí-la. Seus membros podem ser perseguidos, oprimidos, encarcerados, açoitados, degolados ou queimados, mas a verdadeira Igreja nunca se extinguirá."
Tudo isso é fascinante! Eu olho para a minha caminhada com a igreja do Senhor Jesus nestes meus 34 anos de vida e fico encantado o quanto o Senhor tem me preservado de jamais, tê-la ridicularizada a despeito das lutas e privações que já passei e ainda passo nestes presentes tempos. Entendo de que as decepções vem dos homens, é como o tapete persa invertido (como o pr. Elhiabe nos disse) parecem fios sem expressão e nexo, mas que quando colocado do modo certo expressa beleza e deleite aos olhos.
Tenho sido também parte desse tapete feio do lado errado, mas belo do lado certo! E dou as mãos para aqueles que desejam amar a igreja, por conta do seu dono, o Senhor Jesus! Não adianta tentarmos assumir as rédeas da igreja, com o nosso governo humano a igreja não teria sobrevido à primeira década de existência. Eu não tenho dúvidas de que o fundamento da sobrevivência da igreja é a ação preservadora do Senhor Jesus dando graça e favor para que os homens não acabem enfeiando aquilo que Deus idealizou de mais lindo na face da terra!
Lembro-me de C.S. Lewis quando indagado sobre a sua persistência em frequentar os cultos de uma igreja. Uma vez perguntaram para Lewis: "É necessário freqüentar um culto ou ser membro de uma comunidade cristã para um modo cristão de vida?" Sua resposta foi a seguinte:
"Esta é uma pergunta que eu não posso responder. Minha própria experiência é que logo que eu me tornei um cristão, cerca de quatorze anos atrás, eu pensava que poderia me virar sozinho, me retirando a meu quarto e lendo teologia, e não freqüentava igrejas ou estudos bíblicos; e então mais tarde eu descobri que era o único modo de você agitar sua bandeira; e, naturalmente, eu descobri que isso significava ser um alvo. É extraordinário o quão inconveniente para sua família é você ter que acordar cedo para ir à Igreja. Não importa tanto se você tem que acordar cedo para qualquer outra coisa, mas se você acorda cedo para ir à igreja é algo egoísta de sua parte e você irrita todos na casa. Se há qualquer coisa no ensinamento do Novo Testamento que é na natureza de mandamento, é que você é obrigado a participar do Sacramento e você não pode fazer isso sem ir à igreja. Eu não gostava muito dos seus hinos, os quais eu considerava poemas de quinta categoria com música de sexta categoria. Mas à medida em que eu ia eu vi o grande mérito disso. Eu me vi diante de pessoas diferentes de aparência e educação diferentes, e meu conceito gradualmente começou a se desfazer. Eu percebi que os hinos (os quais eram apenas música de sexta categoria) eram, no entanto, cantados com tamanha devoção e entrega por um velho santo calçando botas de borracha no banco ao lado, e então você percebe que você não está apto sequer para limpar aquelas botas. Isso o liberta de seu conceito solitário."
Não tenho muito o que dizer após esse testemunho. Ele é o meu também. Às vezes, confesso, penso em parar. Em desistir. Mas, ai me lembro dos santos de "sapatos de borracha", e me conscientizo que não posso me dar ao luxo de nem sequer me achar superior a estes, pois, não sou digno! Tenho de continuar. Por amor aos fiéis que não permitiram que as lutas desse tempo mal lhes roubasse a alegria de fazer parte da família de Deus, e dessa "coisa" que é bela, porque tem dono, e o seu dono é nada mais, nada menos do que o próprio Senhor Jesus.
A Ele toda honra e toda a glória! Obrigado, Jesus pela existência da igreja!
Foram cultos efusivos, espirituais e espontâneos onde apresentamos o nosso melhor em termos humanos para um Deus que é sobrenatural e que tem agido de modo marcante em nossa curta história neste lugar.
Interessante foi a unidade de propósitos das mensagens que ouvimos neste tempo. Eu preguei na quinta, dia 13/11 no pré aniversário em Mateus 16.15-19 onde trabalhei sobre valores que precisamos retomar enquanto igreja, sobretudo no entendimento de que estamos em processo de edificação pelo fato do Senhor Jesus ter dito "edificarei a minha igreja". Citei Mattew Henry que afirmava que "nós somos construção de Deus, e uma construção é uma obra progressiva; a igreja neste tempo está em formação, como uma casa em construção".
No sábado, o pr. Luis Fernando trabalhou com base em Galátas 2.20, falando do sonho do apóstolo Paulo por uma igreja que exerça influência no mundo a partir da cruz, ele repetiu várias vezes, "não existe cristianismo sem cruz". Sua fala foi feliz, até mesmo porque veio de alguém que é filho da igreja, foi convertido aqui, chamado ao ministério aqui, preparado sob o investimento da igreja e ordenado à pedido de nossa igreja para pastorear em uma cidade próxima daqui.
Ontem, o pr. Elhiabe Antunes, pastor há 40 anos da Igreja Evangélica Congregacional aqui de nossa cidade, Angra dos Reis, foi feliz em expor a mensagem a partir de I Timóteo 3.15: "para que, no caso de eu tardar, saibas como se deve proceder na casa de Deus, a qual é a igreja do Deus vivo, coluna e esteio da verdade."
Sobre essa última mensagem, ainda com a mente fresca e o coração aquecido pelo calor das Escrituras me ponho a escrever esse artigo na pretensão de despertá-lo ainda mais para essa verdade taxativa: "a igreja tem dono".
Pr. Elhiabe disse ontem que a igreja do Senhor Jesus é bela, é forte, é valiosa, custou o sangue do próprio Jesus (I Pedro 1.18,19) e que como Rebeca foi para Isaque, Sulamita para Salomão, a noiva para o noivo, Jesus é da igreja e a igreja é de Jesus. E ela deve ser protetora, preservadora e propagadora da verdade.
A igreja é algo tão valioso, que os homens tem tentado hà séculos acabar com ela e não conseguem. J.C.Ryle dizia que "coisa alguma poderá arruiná-la ou destruí-la. Seus membros podem ser perseguidos, oprimidos, encarcerados, açoitados, degolados ou queimados, mas a verdadeira Igreja nunca se extinguirá."
Tudo isso é fascinante! Eu olho para a minha caminhada com a igreja do Senhor Jesus nestes meus 34 anos de vida e fico encantado o quanto o Senhor tem me preservado de jamais, tê-la ridicularizada a despeito das lutas e privações que já passei e ainda passo nestes presentes tempos. Entendo de que as decepções vem dos homens, é como o tapete persa invertido (como o pr. Elhiabe nos disse) parecem fios sem expressão e nexo, mas que quando colocado do modo certo expressa beleza e deleite aos olhos.
Tenho sido também parte desse tapete feio do lado errado, mas belo do lado certo! E dou as mãos para aqueles que desejam amar a igreja, por conta do seu dono, o Senhor Jesus! Não adianta tentarmos assumir as rédeas da igreja, com o nosso governo humano a igreja não teria sobrevido à primeira década de existência. Eu não tenho dúvidas de que o fundamento da sobrevivência da igreja é a ação preservadora do Senhor Jesus dando graça e favor para que os homens não acabem enfeiando aquilo que Deus idealizou de mais lindo na face da terra!
Lembro-me de C.S. Lewis quando indagado sobre a sua persistência em frequentar os cultos de uma igreja. Uma vez perguntaram para Lewis: "É necessário freqüentar um culto ou ser membro de uma comunidade cristã para um modo cristão de vida?" Sua resposta foi a seguinte:
"Esta é uma pergunta que eu não posso responder. Minha própria experiência é que logo que eu me tornei um cristão, cerca de quatorze anos atrás, eu pensava que poderia me virar sozinho, me retirando a meu quarto e lendo teologia, e não freqüentava igrejas ou estudos bíblicos; e então mais tarde eu descobri que era o único modo de você agitar sua bandeira; e, naturalmente, eu descobri que isso significava ser um alvo. É extraordinário o quão inconveniente para sua família é você ter que acordar cedo para ir à Igreja. Não importa tanto se você tem que acordar cedo para qualquer outra coisa, mas se você acorda cedo para ir à igreja é algo egoísta de sua parte e você irrita todos na casa. Se há qualquer coisa no ensinamento do Novo Testamento que é na natureza de mandamento, é que você é obrigado a participar do Sacramento e você não pode fazer isso sem ir à igreja. Eu não gostava muito dos seus hinos, os quais eu considerava poemas de quinta categoria com música de sexta categoria. Mas à medida em que eu ia eu vi o grande mérito disso. Eu me vi diante de pessoas diferentes de aparência e educação diferentes, e meu conceito gradualmente começou a se desfazer. Eu percebi que os hinos (os quais eram apenas música de sexta categoria) eram, no entanto, cantados com tamanha devoção e entrega por um velho santo calçando botas de borracha no banco ao lado, e então você percebe que você não está apto sequer para limpar aquelas botas. Isso o liberta de seu conceito solitário."
Não tenho muito o que dizer após esse testemunho. Ele é o meu também. Às vezes, confesso, penso em parar. Em desistir. Mas, ai me lembro dos santos de "sapatos de borracha", e me conscientizo que não posso me dar ao luxo de nem sequer me achar superior a estes, pois, não sou digno! Tenho de continuar. Por amor aos fiéis que não permitiram que as lutas desse tempo mal lhes roubasse a alegria de fazer parte da família de Deus, e dessa "coisa" que é bela, porque tem dono, e o seu dono é nada mais, nada menos do que o próprio Senhor Jesus.
A Ele toda honra e toda a glória! Obrigado, Jesus pela existência da igreja!
terça-feira, 18 de novembro de 2008
PONHA EM ORDEM TUA VIDA!
"Põe em ordem a tua casa, porque morrerás, e não viverás". (II Reis 20.1)
Deus, através de seu profeta Isaías disse essas palavras ao rei Ezequias (aproximadamente sec. VIII a.C) por ocasião de uma enfermidade que iria vitimá-lo, caso a providência divina não lhe tivese reservado mais 15 dias, de acordo com a soberana vontade do Senhor!
Essa frase que li em minha devocional de hoje, me fez analisar as coisas que tenho de colocar em ordem na minha vida. É interessante que, o rei Ezequias, ao pensar naquilo que tinha de colocar ordem em sua casa, diz o texto bíblico, no verso seguinte ao destacado: "...E Ezequias chorou muitíssimo".
É fato que, ajustes existenciais sempre acarretam muita dor, aquele desespero da alma de se ter muito o que fazer em tão pouco tempo! Caso eu começasse hoje o meu ministério pastoral, e para trás já ficaram 15 anos, eu faria algumas coisas diferentes, e é a partir desse ponto que quero escrever nessa oportunidade.
(1) Em começando o ministério de novo, eu oraria ainda mais.
A oração é o combustível para um ministerio grandiloquente e cheio de resultados divinos. Perguntado sobre qual o segredo de seu ministério bem sucedido, C. H. Spurgeon não hesitou em responder que era porque ele tinha uma igreja que orava por ele. A impressão (e não é, certamente imaginativa) é de que ministérios que são regados à intensa oração são mais eficazes nos momentos de perdas e fracassos.
Eu já enfrentei fracassos em meus curtos anos de ministério em que eu pensei que o mundo desabaria sobre a minha cabeça. Já me senti desmotivado em subir ao púlpito da igreja, e sobretudo em me relacionar com determinados crentes. Estou sendo franco! Já pensei em desistir!
Mas, o que me agarrou ao ministério, foi a consciência de que eu tenho um chamado! O meu chamado não foi fruto de uma mera combinação de circunstâncias. Quando eu busco reminescências em minha memória eu me vejo em intensa oração no desejo de fazer a vontade do Pai em minha vida, com meus 18 anos, e certo de que, mesmo com parcos recursos eu iria sobreviver na cidade grande (Rio de Janeiro, RJ) e o Senhor iria me fazer prevalecer!
Quando passei por algumas crises por aqui no ministério (algumas que estou em desdobramentos ainda hoje) o que sempre me manteve de pé foi a promessa do Senhor de que "aquele que começou a boa obra, a aperfeiçoará até o dia de Cristo", Filipenses 1.6.
Muitas vezes eu ouvia um "estou orando por sua vida" por pessoas especiais que não sabiam (e nem pretendiam saber, pois não eram interesseiros por fatos novos), e esse fato me animava sobremaneira na esperança de que Deus estaria em breve intercedendo em meu favor na situação apertada que estava passando. Na realidade, em nenhum momento eu poderia em sã consciência sentir-me só, pois Deus sempre enviava os seus anjos-intercessores para estar junto de mim.
(2) Em começando o ministério de novo, eu estudaria mais.
Uma das críticas que eu faço à nossa denominação (Batista, CBB) é que não há um projeto de investimentos para os obreiros alargarem suas fronteiras do conhecimento em cursos de atualização, pós graduação e demais ferramentas de ensino de modo livre, desembaraçado e gratuito. A denominação tinha que, através de seus recebimentos, investir nos pastores no campo e abrir as portas dos seminários para serem centros de excelência. Mas, minha tristeza é saber que liberais podem dar aulas nos nossos seminários, e expandir seus ensinos nocivos, mas obreiros no campo sentem-se impedidos de fazer uma pós, devido aos preços estressantes que são praticados!
Mas, mesmo assim, dá para estudar um pouco mais! Na compra de livros em preços melhores, sendo "comportor" de editoras sérias nesse pais! Ainda há espaço para aqueles que desejam vender literaturas de alto nível a preços módicos, e com isso também abrir espaço para o seu crescimento pessoal, fazendo assim especializações por fora das instituições de ensino teológico que temos por ai!
Uma das bençãos recentes de minha vida é esse trabalho de ser revendedor de literatura teológica. Não tenho lucrado com isso, até mesmo porque esse não é o propósito, mas tenho, em Deus, oferecido saber bíblico à muitos com o propósito de fazê-los refletir mais nas Escrituras, tirando dela princípios para uma vida autêntica e verdadeiramente cristã.
(3) Em começando o ministério de novo, eu treinaria mais novos lideres.
Na realidade, existem determinados crentes que, por virem de outras igrejas, e por terem passado sob a direção (alguns de modo rebelde desde o inicio) de vários pastores nunca poderão se adequar à nossa visão de ministério, não adianta tentar! O néctar da igreja é o novo convertido! Devemos ter sensibilidade para trabalhar com aqueles que vêm sob a nossa liderança ministerial e contar também com crentes que tenham histórico de serviço humilde abnegado e que nunca tenham saido de suas igrejas de origem com um histórico de rebeldia quer seja explícita ou velada!
Vez por outra eu pensei que haveria possibilidade de restauração de líder com caráter arranhado! Mas, me perdoem os que pensam o contrário, não fui bem sucedido, e eu tenho experiências dolorosas para contar! Agora, o investimento em novas lideranças que são nascidas no período de nosso ministério não, o contentamento é claro e evidente! Por isso nesta reflexão eu falo em termos de treinarmos mais pessoas, semana após semana para ocupar posições de liderança em nossas igrejas, desbancando os que já foram arranhados de uma forma ou outra em outras igrejas!
Enfim, penso que essas são reflexões regadas à luz das minhas experiências nesses quinze anos, eu poderia eventualmente fazer uma coisa ou outra diferente, sem dúvida, mas tenho para mim que estes são os três pontos mais salientes que me vêm à mente nesta manhã de terça feira.
Que o Senhor que sonda os nossos coraçãos me visite com graça, e a você leitor(a) também e que possamos viver intensamente o dia de hoje, como se Cristo voltasse amanhã!
Glória a Deus!
Deus, através de seu profeta Isaías disse essas palavras ao rei Ezequias (aproximadamente sec. VIII a.C) por ocasião de uma enfermidade que iria vitimá-lo, caso a providência divina não lhe tivese reservado mais 15 dias, de acordo com a soberana vontade do Senhor!
Essa frase que li em minha devocional de hoje, me fez analisar as coisas que tenho de colocar em ordem na minha vida. É interessante que, o rei Ezequias, ao pensar naquilo que tinha de colocar ordem em sua casa, diz o texto bíblico, no verso seguinte ao destacado: "...E Ezequias chorou muitíssimo".
É fato que, ajustes existenciais sempre acarretam muita dor, aquele desespero da alma de se ter muito o que fazer em tão pouco tempo! Caso eu começasse hoje o meu ministério pastoral, e para trás já ficaram 15 anos, eu faria algumas coisas diferentes, e é a partir desse ponto que quero escrever nessa oportunidade.
(1) Em começando o ministério de novo, eu oraria ainda mais.
A oração é o combustível para um ministerio grandiloquente e cheio de resultados divinos. Perguntado sobre qual o segredo de seu ministério bem sucedido, C. H. Spurgeon não hesitou em responder que era porque ele tinha uma igreja que orava por ele. A impressão (e não é, certamente imaginativa) é de que ministérios que são regados à intensa oração são mais eficazes nos momentos de perdas e fracassos.
Eu já enfrentei fracassos em meus curtos anos de ministério em que eu pensei que o mundo desabaria sobre a minha cabeça. Já me senti desmotivado em subir ao púlpito da igreja, e sobretudo em me relacionar com determinados crentes. Estou sendo franco! Já pensei em desistir!
Mas, o que me agarrou ao ministério, foi a consciência de que eu tenho um chamado! O meu chamado não foi fruto de uma mera combinação de circunstâncias. Quando eu busco reminescências em minha memória eu me vejo em intensa oração no desejo de fazer a vontade do Pai em minha vida, com meus 18 anos, e certo de que, mesmo com parcos recursos eu iria sobreviver na cidade grande (Rio de Janeiro, RJ) e o Senhor iria me fazer prevalecer!
Quando passei por algumas crises por aqui no ministério (algumas que estou em desdobramentos ainda hoje) o que sempre me manteve de pé foi a promessa do Senhor de que "aquele que começou a boa obra, a aperfeiçoará até o dia de Cristo", Filipenses 1.6.
Muitas vezes eu ouvia um "estou orando por sua vida" por pessoas especiais que não sabiam (e nem pretendiam saber, pois não eram interesseiros por fatos novos), e esse fato me animava sobremaneira na esperança de que Deus estaria em breve intercedendo em meu favor na situação apertada que estava passando. Na realidade, em nenhum momento eu poderia em sã consciência sentir-me só, pois Deus sempre enviava os seus anjos-intercessores para estar junto de mim.
(2) Em começando o ministério de novo, eu estudaria mais.
Uma das críticas que eu faço à nossa denominação (Batista, CBB) é que não há um projeto de investimentos para os obreiros alargarem suas fronteiras do conhecimento em cursos de atualização, pós graduação e demais ferramentas de ensino de modo livre, desembaraçado e gratuito. A denominação tinha que, através de seus recebimentos, investir nos pastores no campo e abrir as portas dos seminários para serem centros de excelência. Mas, minha tristeza é saber que liberais podem dar aulas nos nossos seminários, e expandir seus ensinos nocivos, mas obreiros no campo sentem-se impedidos de fazer uma pós, devido aos preços estressantes que são praticados!
Mas, mesmo assim, dá para estudar um pouco mais! Na compra de livros em preços melhores, sendo "comportor" de editoras sérias nesse pais! Ainda há espaço para aqueles que desejam vender literaturas de alto nível a preços módicos, e com isso também abrir espaço para o seu crescimento pessoal, fazendo assim especializações por fora das instituições de ensino teológico que temos por ai!
Uma das bençãos recentes de minha vida é esse trabalho de ser revendedor de literatura teológica. Não tenho lucrado com isso, até mesmo porque esse não é o propósito, mas tenho, em Deus, oferecido saber bíblico à muitos com o propósito de fazê-los refletir mais nas Escrituras, tirando dela princípios para uma vida autêntica e verdadeiramente cristã.
(3) Em começando o ministério de novo, eu treinaria mais novos lideres.
Na realidade, existem determinados crentes que, por virem de outras igrejas, e por terem passado sob a direção (alguns de modo rebelde desde o inicio) de vários pastores nunca poderão se adequar à nossa visão de ministério, não adianta tentar! O néctar da igreja é o novo convertido! Devemos ter sensibilidade para trabalhar com aqueles que vêm sob a nossa liderança ministerial e contar também com crentes que tenham histórico de serviço humilde abnegado e que nunca tenham saido de suas igrejas de origem com um histórico de rebeldia quer seja explícita ou velada!
Vez por outra eu pensei que haveria possibilidade de restauração de líder com caráter arranhado! Mas, me perdoem os que pensam o contrário, não fui bem sucedido, e eu tenho experiências dolorosas para contar! Agora, o investimento em novas lideranças que são nascidas no período de nosso ministério não, o contentamento é claro e evidente! Por isso nesta reflexão eu falo em termos de treinarmos mais pessoas, semana após semana para ocupar posições de liderança em nossas igrejas, desbancando os que já foram arranhados de uma forma ou outra em outras igrejas!
Enfim, penso que essas são reflexões regadas à luz das minhas experiências nesses quinze anos, eu poderia eventualmente fazer uma coisa ou outra diferente, sem dúvida, mas tenho para mim que estes são os três pontos mais salientes que me vêm à mente nesta manhã de terça feira.
Que o Senhor que sonda os nossos coraçãos me visite com graça, e a você leitor(a) também e que possamos viver intensamente o dia de hoje, como se Cristo voltasse amanhã!
Glória a Deus!
terça-feira, 11 de novembro de 2008
SÁBADO DIA 15, É ANIVERSÁRIO DA IBACEN. VENHA COMEMORAR COM A GENTE!
Um olhar para trás sempre vem caracterizado com uma dose de saudosismo e saudade. E, saudade é uma palavra triste, bem brasileira, uma vez que não existe em outra lingua excetuando o português uma palavra que exprime esse sentimento tão ingrato e ao mesmo tempo tão vital.
Só não sentimos saudades daquilo que nos causa dor, e mesmo em relação aos infortúnios da vida sentimo-nos presos de esperança por dias melhores onde galgaremos pelos degraus do desencanto até chegarmos ao topo de nossas mais angustiantes realizações.
Olhando para a IBACEN, nossa igreja querida aqui na Japuiba, me vejo nostálgico e apreensivo, pois cheguei para pastorear por aqui há exatos 15 anos, ainda um garoto com 19 anos e cheio de sonhos e projetos que, julgava eu na época, capazes de revolucionar a igreja que existia aqui ainda bem no inicio, com apenas 01 ano de existência e que reunia um grupo de aproximadamente 40 pessoas nos cultos de domingo à noite!
Estávamos na Rua Divinéia número 31, nosso primeiro endereço. Um templo acanhado, pequeno, com um pé de rosas na frente e uma goibeira no quintal atrás, com uma casa escura onde ficavam nossas crianças e se reuniam também os jovens e adolescentes em um banco de madeira. Nossa liderança era firme e madura, com peso de idade que superava os 50 anos, mas que vibrava em sonhos de que, uma igreja forte estava sendo plantada naquele lugar, e uma coisa eu percebi desde o meu primeiro contato com a igreja: a gente que aqui se reunia era briosa e valente!
Era em idos de 1994, o primeiro pastor da igreja foi o pr. Paulo de Souza Netto, que nunca havia morado em nossa cidade pois sua residência era em Resende, RJ, havia deixado a liderança espiritual da igreja em novembro do ano anterior e a liderança buscou um nome de consenso em sua "comissão de sucessão pastoral" e, houve acordo em convidar o então seminarista do segundo ano de seminário, Ezequias Amancio Marins. Convite feito e aceito, em maio de 1994 houve a posse no ministério pastoral titular com a presença de autoridades eclesiásticas da região.
O trabalho persistiu com galhardia e espírito de dedicação e afinco. Em 1997 a igreja foi tocada por Deus para a compra de um terreno de mais de 500 m2 em plena Estrada Angra Getulândia, ao lado do Campo da Porteira. Na época éramos 54 membros e o desafio nos pareceu, à primeira vista, impossível de ser alcançado.
Mas, aprouve a Deus, que mesmo com algumas resistências (incluindo pessoas de liderança) fizéssemos o negócio, antecipando R$ 5000,00 de entrada e quinze prestações de R$ 1000,00. Em um mês e meio já tínhamos o valor de entrada, o que inclui os recursos de um Bazar que montamos na Rua Itaperuna (casa da irmã Maria Cristina Pereira) e de doações dos membros e cooperadores.
Finalizamos o pagamento do terreno em 1998 com alegria e senso de dever cumprido. E já fizemos a sondagem do solo e as estacas que serviram de sustentação para a nossa obra que fôra terminada a ponto de nos mudarmos para lá apenas em 2006. O tempo de nosso ministério junto à igreja a partir de 2006 está sendo de solidificação dos principais valores de nossa igreja no anseio pelo derramamento sobre nós de um avivamento que seja bíblico.
Sonhamos com uma igreja fortemente amparada nos seguintes valores de um avivamento:
(a) Primeiramente, que seja marcado pela seguinte definição do que vem a ser um avivamento.
"Avivamento é uma época quando, por causa da atuação poderosa e soberana do Espírito, a preocupação com a glória de Deus é a questão mais importante na vida de muitas pessoas, quando os cristãos são reanimados na fé, pecadores são convencidos de que o evangelho é verdadeiro sendo levados à conversão."
(b) Necessitamos de um reavivamento de vida santa.
Sabemos que as pessoas virão até nós pelo testemunho de nossas vidas e não exatamente por termos nosso templo estabelecido em um local estratégico, termos uma placa anunciando o nosso nome, ou por termos em nossa liturgia algo que vá atrair as pessoas por si só... Cremos que as pessoas serão tocadas e influenciadas a seguirem a Jesus conosco pelo fato de ostentarmos uma vida piedosa e separada das coisas perniciosas deste tempo vil e pecaminoso. Assim como foi no século XVII na Inglaterra quando as igrejas estavam vivendo em frieza espiritual, e o pecado e a carnalidade alcançava números expressivos na sociedade, e o Senhor Deus resolveu intervir avivando o coração de John Wesley a buscar com coração aquecido o avivamento, e como resultado ele assistiu o derramamento do Espírito Santo de Deus marcando aquela geração, sonhamos com este tempo de graça sobre nossa igreja!
(c) Profunda Consciência de pecado.
Conta-se que o período denominado por alguns como “avivamento puritano”, depois da famosa pregação de Jônatas Edwards, “pecadores nas mãos de um Deus irado”, as pessoas agarravam-se às colunas do templo, tal era a consciência do pecado, aqui em nossa igreja sonhamos com essa demonstração de poder do Espírito Santo entre nós, quando o choro produzido em meio à exposição das Sagradas Escrituras toquem estruturas de ser mais profundas trazendo zelo pelas coisas de Deus e reconhecimento sincero de que, o pecado precisa ser tirado do meio de nós.
(d) A recuperação das Escrituras como única regra de fé e prática e de sua autoridade.
Os textos bíblicos que apontam para essa necessidade são vários, vou citar alguns:
"Porque derramarei água (simbolo da Palavra de Deus) sobre o sedento, e correntes sobre a terra seca; derramarei o meu Espírito sobre a tua posteridade, e a minha benção sobre a tua descendência e brotarão como a erva, como salgueiros junto às correntes de águas". (Isaías 44.3,4)
"Eis que vêm os dias, diz o Senhor Deus, em que enviarei fome sobre a terra; não fome de pão, nem sede de água, mas de ouvir as palavras do Senhor." (Amós 8.11)
"Vós já estais limpos pela palavra que vos tenho falado." (João 15.3)
Em tempos de avivamento tudo começa a acontecer apartir do derramamento da Palavra de Deus na vivência da igreja local, onde já não se encontra espaço para revelações humanas, invenções gedozistas de líderes mal-intencionados, ministrações de louvor mântricos e diabólicos, enfim novidades que maculam o verdadeiro evangelho do Senhor Jesus.
Que neste culto de aniversário da nossa IBACEN, estejamos juntos suplicando pelo favor do Senhor, a fim de que Ele nos dê a benção de vivermos um avivamento neste tempo tão cáotico que vivemos. Encerro com as palavras do cantico: "Faz um milagre em mim", de Regis Danese:
"Entra na minha casa, entra na minha vida, mexe com minha estrutura, sara todas as feridas. Me ensina a ter santidade, quero amar somente a Ti, porque o Senhor é o meu bem maior. Faz um milagre em mim!"
A Deus toda glória!
Só não sentimos saudades daquilo que nos causa dor, e mesmo em relação aos infortúnios da vida sentimo-nos presos de esperança por dias melhores onde galgaremos pelos degraus do desencanto até chegarmos ao topo de nossas mais angustiantes realizações.
Olhando para a IBACEN, nossa igreja querida aqui na Japuiba, me vejo nostálgico e apreensivo, pois cheguei para pastorear por aqui há exatos 15 anos, ainda um garoto com 19 anos e cheio de sonhos e projetos que, julgava eu na época, capazes de revolucionar a igreja que existia aqui ainda bem no inicio, com apenas 01 ano de existência e que reunia um grupo de aproximadamente 40 pessoas nos cultos de domingo à noite!
Estávamos na Rua Divinéia número 31, nosso primeiro endereço. Um templo acanhado, pequeno, com um pé de rosas na frente e uma goibeira no quintal atrás, com uma casa escura onde ficavam nossas crianças e se reuniam também os jovens e adolescentes em um banco de madeira. Nossa liderança era firme e madura, com peso de idade que superava os 50 anos, mas que vibrava em sonhos de que, uma igreja forte estava sendo plantada naquele lugar, e uma coisa eu percebi desde o meu primeiro contato com a igreja: a gente que aqui se reunia era briosa e valente!
Era em idos de 1994, o primeiro pastor da igreja foi o pr. Paulo de Souza Netto, que nunca havia morado em nossa cidade pois sua residência era em Resende, RJ, havia deixado a liderança espiritual da igreja em novembro do ano anterior e a liderança buscou um nome de consenso em sua "comissão de sucessão pastoral" e, houve acordo em convidar o então seminarista do segundo ano de seminário, Ezequias Amancio Marins. Convite feito e aceito, em maio de 1994 houve a posse no ministério pastoral titular com a presença de autoridades eclesiásticas da região.
O trabalho persistiu com galhardia e espírito de dedicação e afinco. Em 1997 a igreja foi tocada por Deus para a compra de um terreno de mais de 500 m2 em plena Estrada Angra Getulândia, ao lado do Campo da Porteira. Na época éramos 54 membros e o desafio nos pareceu, à primeira vista, impossível de ser alcançado.
Mas, aprouve a Deus, que mesmo com algumas resistências (incluindo pessoas de liderança) fizéssemos o negócio, antecipando R$ 5000,00 de entrada e quinze prestações de R$ 1000,00. Em um mês e meio já tínhamos o valor de entrada, o que inclui os recursos de um Bazar que montamos na Rua Itaperuna (casa da irmã Maria Cristina Pereira) e de doações dos membros e cooperadores.
Finalizamos o pagamento do terreno em 1998 com alegria e senso de dever cumprido. E já fizemos a sondagem do solo e as estacas que serviram de sustentação para a nossa obra que fôra terminada a ponto de nos mudarmos para lá apenas em 2006. O tempo de nosso ministério junto à igreja a partir de 2006 está sendo de solidificação dos principais valores de nossa igreja no anseio pelo derramamento sobre nós de um avivamento que seja bíblico.
Sonhamos com uma igreja fortemente amparada nos seguintes valores de um avivamento:
(a) Primeiramente, que seja marcado pela seguinte definição do que vem a ser um avivamento.
"Avivamento é uma época quando, por causa da atuação poderosa e soberana do Espírito, a preocupação com a glória de Deus é a questão mais importante na vida de muitas pessoas, quando os cristãos são reanimados na fé, pecadores são convencidos de que o evangelho é verdadeiro sendo levados à conversão."
(b) Necessitamos de um reavivamento de vida santa.
Sabemos que as pessoas virão até nós pelo testemunho de nossas vidas e não exatamente por termos nosso templo estabelecido em um local estratégico, termos uma placa anunciando o nosso nome, ou por termos em nossa liturgia algo que vá atrair as pessoas por si só... Cremos que as pessoas serão tocadas e influenciadas a seguirem a Jesus conosco pelo fato de ostentarmos uma vida piedosa e separada das coisas perniciosas deste tempo vil e pecaminoso. Assim como foi no século XVII na Inglaterra quando as igrejas estavam vivendo em frieza espiritual, e o pecado e a carnalidade alcançava números expressivos na sociedade, e o Senhor Deus resolveu intervir avivando o coração de John Wesley a buscar com coração aquecido o avivamento, e como resultado ele assistiu o derramamento do Espírito Santo de Deus marcando aquela geração, sonhamos com este tempo de graça sobre nossa igreja!
(c) Profunda Consciência de pecado.
Conta-se que o período denominado por alguns como “avivamento puritano”, depois da famosa pregação de Jônatas Edwards, “pecadores nas mãos de um Deus irado”, as pessoas agarravam-se às colunas do templo, tal era a consciência do pecado, aqui em nossa igreja sonhamos com essa demonstração de poder do Espírito Santo entre nós, quando o choro produzido em meio à exposição das Sagradas Escrituras toquem estruturas de ser mais profundas trazendo zelo pelas coisas de Deus e reconhecimento sincero de que, o pecado precisa ser tirado do meio de nós.
(d) A recuperação das Escrituras como única regra de fé e prática e de sua autoridade.
Os textos bíblicos que apontam para essa necessidade são vários, vou citar alguns:
"Porque derramarei água (simbolo da Palavra de Deus) sobre o sedento, e correntes sobre a terra seca; derramarei o meu Espírito sobre a tua posteridade, e a minha benção sobre a tua descendência e brotarão como a erva, como salgueiros junto às correntes de águas". (Isaías 44.3,4)
"Eis que vêm os dias, diz o Senhor Deus, em que enviarei fome sobre a terra; não fome de pão, nem sede de água, mas de ouvir as palavras do Senhor." (Amós 8.11)
"Vós já estais limpos pela palavra que vos tenho falado." (João 15.3)
Em tempos de avivamento tudo começa a acontecer apartir do derramamento da Palavra de Deus na vivência da igreja local, onde já não se encontra espaço para revelações humanas, invenções gedozistas de líderes mal-intencionados, ministrações de louvor mântricos e diabólicos, enfim novidades que maculam o verdadeiro evangelho do Senhor Jesus.
Que neste culto de aniversário da nossa IBACEN, estejamos juntos suplicando pelo favor do Senhor, a fim de que Ele nos dê a benção de vivermos um avivamento neste tempo tão cáotico que vivemos. Encerro com as palavras do cantico: "Faz um milagre em mim", de Regis Danese:
"Entra na minha casa, entra na minha vida, mexe com minha estrutura, sara todas as feridas. Me ensina a ter santidade, quero amar somente a Ti, porque o Senhor é o meu bem maior. Faz um milagre em mim!"
A Deus toda glória!
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
PÚLPITOS AVIVADOS, BANCOS AVIVADOS! MANDA FOGO, SENHOR!
"Queremos outros Luteros, Calvinos, Bunyans, Whitefields, homens preparados para marcar eras, cujos nomes inspiram terror aos ouvidos dos nossos inimigos. Necessitamos deles desesperadamente. De onde eles virão para nós? Eles são presentes de Jesus Cristo para a igreja, e virão em tempo oportuno. Jesus tem poder de nos trazer de volta a era de ouro dos pregadores, e quando a boa e antiga verdade for mais uma vez pregada por homens cujos lábios foram tocados por uma brasa tirada do altar, isto será o instrumento na mão do Espírito para realizar um grande avivamento da religião em toda a terra... Eu não busco outro meio de converter os homens além da simples pregação do evangelho e do abrir de seus ouvidos para que o ouçam. No momento em que a igreja de Deus desprezar o púlpito, Deus desprezará a igreja. É por meio deste ministério que o Senhor se agrada em despertar a abençoar Sua igreja." (C. H. Spurgeon)
Tenho me debruçado com literaturas e estado abraçado com fortes e vigorosas reflexões sobre o impacto da mensagem bíblica, cristocêntrica e com autoridade sobrenatural exposta semana após semana em nosso púlpito aqui na IBACEN, com consciência de minhas limitações e desejo radiante de ver a glória de Deus entre nós de maneira indelével e marcante.
Quanto eu me lembro da experiência de Isaias, que ele registra no capítulo 06 do livro que leva o seu nome, me arrepio dos pés à cabeça no entendimento de que os olhos do profeta viram o Rei... assentado sobre um alto e sublime trono... com as orlas do seu manto chegando ao chão.. e expondo toda a sua magnificência em vislumbres de poder e majestade. Glória a Deus! Que visão!
E, após essa visão faustosa vemos que o profeta logo reconhece sua fragilidade no falar... "eu sou homem de lábios impuros"... Quero me ater a esse comentário do profeta para trazer à luz uma reflexão sobre as minhas limitações enquanto pregador, e a necessidade que eu tenho de ter mais empenho na exposição das Escrituras em minha experiência como homem e pregador da Palavra do Eterno.
(a) Preciso ter ouvidos atentos à voz de Deus.
"Fala que o teu servo ouve", a sugestão dada por Eli ao pequeno Samuel, em I Samuel 3.9 é pertinente também a todos os que assomam ao púlpito para anunciar o recado de Deus. Isso porque, através de ouvidos sensíveis recebemos dos céus aquelas orientações importantes para a nossa vida em todos os níveis relacionais: conosco mesmos, com os outros e com o próprio Deus!
Ouvidos afinados pelo diapasão divino! O diapasão é um aparelho que serve para afinar instrumentos, e o pregador precisa saber identificar qual é o tom adequado para a sua prédica alcançar o coração do seu ouvinte com uma palavra de soma relevante a fim de gerar transformação de vida! Uma oração sincera a Deus seria: "Senhor, tome os meus ouvidos com a regulação exata da sua fala santa, a fim de que eu venha a perceber quais as suas intenções para o nosso povo neste tempo de tantos desafios e percalços para a fé genuinamente pura!".
(b) Preciso ser "boca de Deus".
Lembro-me de C. H. Spurgeon que disse certa feita que "pregação é teologia que sai de lábios quentes". Quando o homem e a mulher de Deus expõe a Palavra do Eterno com fidelidade precisa fazê-lo com calor e aquecimentos espirituais. Na realidade, não se trata de emocionalismo, mas de intimidade com o Senhor, como foi o que ocorreu com os discípulos no caminho de Emaús que sentiram os seus corações aquecidos quando estavam com o Senhor Jesus (Lucas 24.32).
Para ser "boca de Deus" o pregador precisa ter certeza de que a interpretação que ele faz das Escrituras é correta do ponto de vista gramatical, contextual, semântico e teológico. E, para se ter essa certeza é preciso ter acesso a comentários bíblicos respeitados, sermões de outras personalidades do passado, devocionais bíblicos respeitados e uma mente treinada para receber as verdades bíblicas e assimilá-las ao contexto imediato e mediato (do tempo bíblico e do nosso hoje).
(c) Preciso ter olhos fitos na glória de Deus.
Lendo ontem sobre a homilética de João Calvino, destaquei uma fala do autor do livro, Steven J. Lawson, "Este era o sentimento presente na pregação de Calvino. Do começo ao fim, era soli Deo gloria- somente para a honra e majestade de Deus. Desde seu cuidadoso estudo do texto inspirado até a pregação em si, para este reformador de Genebra, todas as coisas eram dEle, por meio dEle, e para ele. Só podemos dizer: A Deus seja a glória para smpre. Amém, quando há um estilo de pregação como este."
Quando a obcessão do nosso coração é expor a glória de Deus, fazemos de todo o processo de preparação e entrega da mensagem como um culto ao Senhor. A impressão que devemos ter sempre em relação à nossa pregaçao é de molharmos os nossos textos e anotações com lágrimas que saem de nossos olhos impactados pelo fulgor da glória de Deus, do seu peso de excelência sobre nossa tão insignificante figura humana!
Em suma, amados, púlpitos avivados têm como resultados vidas nos bancos em estado de confrontos fortemente espirituais, lágrimas são resultados normais de um avivamento sincero, isso por conta da ardente "convicção de pecados" que sempre acompanha momentos onde a Palavra é pregada de modo fiel e consistente!
Que o Senhor da igreja ao ouvir nosso clamor por um avivamento, nos visite com fogo purificador, para que através de nossas vidas possamos expor seu recado com ouvidos, boca e olhos voltados para o "autor e consumador de nossa fé", Hebreus 12.1,2, Jesus Cristo.
Tenho me debruçado com literaturas e estado abraçado com fortes e vigorosas reflexões sobre o impacto da mensagem bíblica, cristocêntrica e com autoridade sobrenatural exposta semana após semana em nosso púlpito aqui na IBACEN, com consciência de minhas limitações e desejo radiante de ver a glória de Deus entre nós de maneira indelével e marcante.
Quanto eu me lembro da experiência de Isaias, que ele registra no capítulo 06 do livro que leva o seu nome, me arrepio dos pés à cabeça no entendimento de que os olhos do profeta viram o Rei... assentado sobre um alto e sublime trono... com as orlas do seu manto chegando ao chão.. e expondo toda a sua magnificência em vislumbres de poder e majestade. Glória a Deus! Que visão!
E, após essa visão faustosa vemos que o profeta logo reconhece sua fragilidade no falar... "eu sou homem de lábios impuros"... Quero me ater a esse comentário do profeta para trazer à luz uma reflexão sobre as minhas limitações enquanto pregador, e a necessidade que eu tenho de ter mais empenho na exposição das Escrituras em minha experiência como homem e pregador da Palavra do Eterno.
(a) Preciso ter ouvidos atentos à voz de Deus.
"Fala que o teu servo ouve", a sugestão dada por Eli ao pequeno Samuel, em I Samuel 3.9 é pertinente também a todos os que assomam ao púlpito para anunciar o recado de Deus. Isso porque, através de ouvidos sensíveis recebemos dos céus aquelas orientações importantes para a nossa vida em todos os níveis relacionais: conosco mesmos, com os outros e com o próprio Deus!
Ouvidos afinados pelo diapasão divino! O diapasão é um aparelho que serve para afinar instrumentos, e o pregador precisa saber identificar qual é o tom adequado para a sua prédica alcançar o coração do seu ouvinte com uma palavra de soma relevante a fim de gerar transformação de vida! Uma oração sincera a Deus seria: "Senhor, tome os meus ouvidos com a regulação exata da sua fala santa, a fim de que eu venha a perceber quais as suas intenções para o nosso povo neste tempo de tantos desafios e percalços para a fé genuinamente pura!".
(b) Preciso ser "boca de Deus".
Lembro-me de C. H. Spurgeon que disse certa feita que "pregação é teologia que sai de lábios quentes". Quando o homem e a mulher de Deus expõe a Palavra do Eterno com fidelidade precisa fazê-lo com calor e aquecimentos espirituais. Na realidade, não se trata de emocionalismo, mas de intimidade com o Senhor, como foi o que ocorreu com os discípulos no caminho de Emaús que sentiram os seus corações aquecidos quando estavam com o Senhor Jesus (Lucas 24.32).
Para ser "boca de Deus" o pregador precisa ter certeza de que a interpretação que ele faz das Escrituras é correta do ponto de vista gramatical, contextual, semântico e teológico. E, para se ter essa certeza é preciso ter acesso a comentários bíblicos respeitados, sermões de outras personalidades do passado, devocionais bíblicos respeitados e uma mente treinada para receber as verdades bíblicas e assimilá-las ao contexto imediato e mediato (do tempo bíblico e do nosso hoje).
(c) Preciso ter olhos fitos na glória de Deus.
Lendo ontem sobre a homilética de João Calvino, destaquei uma fala do autor do livro, Steven J. Lawson, "Este era o sentimento presente na pregação de Calvino. Do começo ao fim, era soli Deo gloria- somente para a honra e majestade de Deus. Desde seu cuidadoso estudo do texto inspirado até a pregação em si, para este reformador de Genebra, todas as coisas eram dEle, por meio dEle, e para ele. Só podemos dizer: A Deus seja a glória para smpre. Amém, quando há um estilo de pregação como este."
Quando a obcessão do nosso coração é expor a glória de Deus, fazemos de todo o processo de preparação e entrega da mensagem como um culto ao Senhor. A impressão que devemos ter sempre em relação à nossa pregaçao é de molharmos os nossos textos e anotações com lágrimas que saem de nossos olhos impactados pelo fulgor da glória de Deus, do seu peso de excelência sobre nossa tão insignificante figura humana!
Em suma, amados, púlpitos avivados têm como resultados vidas nos bancos em estado de confrontos fortemente espirituais, lágrimas são resultados normais de um avivamento sincero, isso por conta da ardente "convicção de pecados" que sempre acompanha momentos onde a Palavra é pregada de modo fiel e consistente!
Que o Senhor da igreja ao ouvir nosso clamor por um avivamento, nos visite com fogo purificador, para que através de nossas vidas possamos expor seu recado com ouvidos, boca e olhos voltados para o "autor e consumador de nossa fé", Hebreus 12.1,2, Jesus Cristo.
sábado, 1 de novembro de 2008
SENHOR, O SEU AVIVAMENTO PODERIA SER DERRAMADO HOJE!
"Não existe nada novo na teologia, exceto o erro". (C. H. Spurgeon)
Deus tem me dado oportunidades singulares de conviver com irmãos e irmãs que têm comungado do desejo do Senhor romper os céus com um avivamento incrível no meio de seu povo. Enquanto teclo essas palavras aqui, com a companhia de meu garoto no computador do lado, vejo-me no desejo desesperado de clamar por misericórdia do Senhor sobre a minha pálida existência com um vislumbre de sua glória e de seu amor extravagante!
Richard Owen Roberts, um profundo estudioso da história dos avivamentos tem escrito livros e artigos em que ele pinça alguns episódios vividos por aqueles que ansiavam buscar ao Senhor e o encontraram no roldão de grandes experiências com o Espírito Santo de Deus! Ele certa feita fez um comentário que até os dias de hoje me perturba: "logo que se torna evidente que a imoralidade está crescendo, e que a espiritualidade está caindo, uma igreja biblicamente equilibrada e viva não começará a culpar ingenuamente o mundo, mas imediatamente reconhecerá sua própria cumplicidade."
É impossível ler essa fala sem observarmos o quanto nós estamos envolvidos em uma cultura eclesiástica tão distante do ideal divino que assistimos ao esfacelamento de nossos valores bíblicos e doutrinários e, enquanto isso, assistimos passivamente os noticiários sem nos importarmos que somos NÓS os maiores responsáveis desse caos todo! Está faltando sal e luz na terra e no mundo, e a igreja do Senhor encontra-se tão encastelada em sua estrutura faraônica que esquece-se do mundão que precisa ser alcançado com o favor do Senhor.
Temo de estarmos fazendo juz à parábola contada por Kierkegard: Ele conta que um circo se instalou próximo de uma cidadezinha dinamarquesa. Este circo pegou fogo. O proprietário do circo vendo o perigo do fogo se alastrar e atingir a cidade, mandou o palhaço, que já estava vestido a caráter, pedir ajuda naquela cidade a fim de apagar o fogo, falando do perigo iminente. Inútil foi todo o esforço do palhaço para convencer os seus ouvintes. Os aldeões riam e aplaudiam o palhaço entendendo ser esta uma brilhante estratégia para fazê-los participar do espetáculo... Quanto mais o palhaço falava, gritava e chorava, insistindo em seu apelo, mais o povo ria e aplaudia... O fogo se propagou pelo campo seco, atingiu a cidade e esta foi destruída.
É fato que o mundo tem olhado para a igreja e rido de nossa desunião, da falta de uma identidade cristã definida, de nossa ânsia em imitarmos os modelos de crescimento das empressas de sucesso, de nossos pastores-políticos e políticos-pastores, da leviandade de nossa palavra empenhada, de nosso orgulho denominacional, de nossos cânticos doidos, de nossa falta de sensibilidade social, enfim de nosso fracasso como povo que se chama pelo nome do próprio Deus!
Clamo por um avivamento, e ele tem as seguintes marcas que julgo que sempre acompanham os movimentos que tem como gênese o coração amoroso de nosso Deus:
- Um avivamento que crie uma forte convicção de pecados em nosso povo, onde a consciência viva da corrupção interior afasta a auto-suficiência e a auto- estima.
- Um avivamento que seja marcado pelo temor de Deus e uma renovada apreciação de sua grandeza e majestade.
- Um avivamento que traga beneficios valiosos como a intimidade com Deus e a descoberta do propósito dele para a vida de seus filhos.
- Um avivamento que crie uma renovada urgência para completar a tarefa missionária que Jesus deixou para a sua igreja.
- Um avivamento que traga como marcas da atuação divina o surgimento de milagres e prodigios nas reuniões dos santos.
- Um avivamento que crie uma unidade espiritual entre os membros da família de Deus, que inclui todos os irmãos que crêem nos lemas da Reforma: tradicionais e pentecostais.
- Um avivamento que faça os crentes buscarem incansavelmente a santificação.
- Um avivamento que crie nos cultos uma atmosfera de adoração verdadeira que domina o coração de toda a congregação.
- Um avivamento que cria um amor que brilha nos olhos dos que foram surpreendidos pela bondade de Deus.
- E, por fim, um avivamento que cria prazer na prática da oração.
Compartilho com o Dr. Russel Shedd em seu livro, "avivamento e renovação", da Ed. Shedd Publicações todas essas marcas de um avivamento genuinamente bíblico. Termino essa postagem com um testemunho que não consigo deixar de registrar nesse artigo sobre este tema tão pertinente na igreja do Senhor Jesus.
Trata-se do testemunho de uma vida dedicada à oração, de uma senhora que abandonara a sua vida comum para se dedicar à meditação e aplicação nas disciplinas espirituais. Sua escola teológica era bem amparada pelos chamados "pais do deserto", com suas leituras e textos que versavam sobre a vida profunda de visitação constante ao trono da graça de Deus através do mergulho profundo em Deus! Seu nome: Madame Guyon (1648-1717).
Com seu relato sobre oração, termino meu artigo desprentencioso em si mesmo, mas encharcado da fé de que, ao menos em mim, Deus ministre graça para uma entrega maior na minha devocionalidade medíocre e irregular:
"Nada era mais fácil para mim do que orar. As horas passavam como momentos, enquanto não podia fazer outra coisa senão orar. O meu amor fervoroso não me permitia interrupção. Foi oração de regozijo e de possuir, sem a imaginação levando às reflexões forçadas. Era a oração da vontade (voluntária), não da cabeça. O sabor de Deus era tão grande, tão puro, sem mistura, sem interrupção, que atraiu e absorveu o poder da minha alma para uma reflexão, livre de discurso. Não desejava ver ninguém a não ser só Jesus Cristo. Tudo o mais foi excluído, para que pudesse amar com mais intensidade, sem motivos egoístas ou razões para amar."
Deus tem me dado oportunidades singulares de conviver com irmãos e irmãs que têm comungado do desejo do Senhor romper os céus com um avivamento incrível no meio de seu povo. Enquanto teclo essas palavras aqui, com a companhia de meu garoto no computador do lado, vejo-me no desejo desesperado de clamar por misericórdia do Senhor sobre a minha pálida existência com um vislumbre de sua glória e de seu amor extravagante!
Richard Owen Roberts, um profundo estudioso da história dos avivamentos tem escrito livros e artigos em que ele pinça alguns episódios vividos por aqueles que ansiavam buscar ao Senhor e o encontraram no roldão de grandes experiências com o Espírito Santo de Deus! Ele certa feita fez um comentário que até os dias de hoje me perturba: "logo que se torna evidente que a imoralidade está crescendo, e que a espiritualidade está caindo, uma igreja biblicamente equilibrada e viva não começará a culpar ingenuamente o mundo, mas imediatamente reconhecerá sua própria cumplicidade."
É impossível ler essa fala sem observarmos o quanto nós estamos envolvidos em uma cultura eclesiástica tão distante do ideal divino que assistimos ao esfacelamento de nossos valores bíblicos e doutrinários e, enquanto isso, assistimos passivamente os noticiários sem nos importarmos que somos NÓS os maiores responsáveis desse caos todo! Está faltando sal e luz na terra e no mundo, e a igreja do Senhor encontra-se tão encastelada em sua estrutura faraônica que esquece-se do mundão que precisa ser alcançado com o favor do Senhor.
Temo de estarmos fazendo juz à parábola contada por Kierkegard: Ele conta que um circo se instalou próximo de uma cidadezinha dinamarquesa. Este circo pegou fogo. O proprietário do circo vendo o perigo do fogo se alastrar e atingir a cidade, mandou o palhaço, que já estava vestido a caráter, pedir ajuda naquela cidade a fim de apagar o fogo, falando do perigo iminente. Inútil foi todo o esforço do palhaço para convencer os seus ouvintes. Os aldeões riam e aplaudiam o palhaço entendendo ser esta uma brilhante estratégia para fazê-los participar do espetáculo... Quanto mais o palhaço falava, gritava e chorava, insistindo em seu apelo, mais o povo ria e aplaudia... O fogo se propagou pelo campo seco, atingiu a cidade e esta foi destruída.
É fato que o mundo tem olhado para a igreja e rido de nossa desunião, da falta de uma identidade cristã definida, de nossa ânsia em imitarmos os modelos de crescimento das empressas de sucesso, de nossos pastores-políticos e políticos-pastores, da leviandade de nossa palavra empenhada, de nosso orgulho denominacional, de nossos cânticos doidos, de nossa falta de sensibilidade social, enfim de nosso fracasso como povo que se chama pelo nome do próprio Deus!
Clamo por um avivamento, e ele tem as seguintes marcas que julgo que sempre acompanham os movimentos que tem como gênese o coração amoroso de nosso Deus:
- Um avivamento que crie uma forte convicção de pecados em nosso povo, onde a consciência viva da corrupção interior afasta a auto-suficiência e a auto- estima.
- Um avivamento que seja marcado pelo temor de Deus e uma renovada apreciação de sua grandeza e majestade.
- Um avivamento que traga beneficios valiosos como a intimidade com Deus e a descoberta do propósito dele para a vida de seus filhos.
- Um avivamento que crie uma renovada urgência para completar a tarefa missionária que Jesus deixou para a sua igreja.
- Um avivamento que traga como marcas da atuação divina o surgimento de milagres e prodigios nas reuniões dos santos.
- Um avivamento que crie uma unidade espiritual entre os membros da família de Deus, que inclui todos os irmãos que crêem nos lemas da Reforma: tradicionais e pentecostais.
- Um avivamento que faça os crentes buscarem incansavelmente a santificação.
- Um avivamento que crie nos cultos uma atmosfera de adoração verdadeira que domina o coração de toda a congregação.
- Um avivamento que cria um amor que brilha nos olhos dos que foram surpreendidos pela bondade de Deus.
- E, por fim, um avivamento que cria prazer na prática da oração.
Compartilho com o Dr. Russel Shedd em seu livro, "avivamento e renovação", da Ed. Shedd Publicações todas essas marcas de um avivamento genuinamente bíblico. Termino essa postagem com um testemunho que não consigo deixar de registrar nesse artigo sobre este tema tão pertinente na igreja do Senhor Jesus.
Trata-se do testemunho de uma vida dedicada à oração, de uma senhora que abandonara a sua vida comum para se dedicar à meditação e aplicação nas disciplinas espirituais. Sua escola teológica era bem amparada pelos chamados "pais do deserto", com suas leituras e textos que versavam sobre a vida profunda de visitação constante ao trono da graça de Deus através do mergulho profundo em Deus! Seu nome: Madame Guyon (1648-1717).
Com seu relato sobre oração, termino meu artigo desprentencioso em si mesmo, mas encharcado da fé de que, ao menos em mim, Deus ministre graça para uma entrega maior na minha devocionalidade medíocre e irregular:
"Nada era mais fácil para mim do que orar. As horas passavam como momentos, enquanto não podia fazer outra coisa senão orar. O meu amor fervoroso não me permitia interrupção. Foi oração de regozijo e de possuir, sem a imaginação levando às reflexões forçadas. Era a oração da vontade (voluntária), não da cabeça. O sabor de Deus era tão grande, tão puro, sem mistura, sem interrupção, que atraiu e absorveu o poder da minha alma para uma reflexão, livre de discurso. Não desejava ver ninguém a não ser só Jesus Cristo. Tudo o mais foi excluído, para que pudesse amar com mais intensidade, sem motivos egoístas ou razões para amar."
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