“Louvando a Deus, e caindo na graça de todo o povo. E cada dia acrescentava-lhes o Senhor os que iam sendo salvos”. (Atos 2.47)
Esse clima de preparação para a “Festa do Milho” consagra o serviço cristão em nossa igreja. É um tempo marcado por encontros, reuniões, mutirões e várias conversas no corredor da igreja visando o mesmo fim: fazer uma festa marcante para o nosso Deus!
São várias coordenadorias que formam lideranças com corações postos à obra do Senhor com afinco, dedicação e alta dose de superação. É gente que não come o pão da preguiça, que vai além, que insiste em fazer o melhor acontecer!
Desde o ano de 1998 quando começamos a fazer esse evento, sempre no segundo fim de semana de agosto, temos alguns princípios para a nossa festa, e eles estão presentes no texto acima:
(a) A base da motivação está em Deus.
O nosso louvor a Deus com a “Festa do Milho” envolve uma gratidão pelos benefícios que o Senhor tem dado à nossa igreja ao longo de nossa história. Somos uma igreja local, batista, filiada à Convenção Batista Brasileira, com 15 anos, com um percentual alto de novos crentes que vem sendo discipulados pela nossa liderança ao longo desse tempo.
Nosso pessoal tem aprendido ao toque da oração genuína transformar realidades conflitantes e crises impressionantes com a humildade dos grandes servos de Deus do passado. Agora mesmo, acabo de receber uma ligação de um irmão querido, Jacson, confirmando os efeitos da mensagem em Daniel 6.10-17 que preguei ontem. Temos aprendido como igreja a amarmos as Escrituras, e a aceitarmos o desafio de termos uma vida de oração regular, intensa, generosa, agonizante, vibrante e urgente!
Tudo o que fazemos em relação à “Festa do Milho” tem Deus como eixo central. Não trabalhamos para os homens em primeiro plano, queremos vê-los bem, consideramos à comunidade que nos cerca, mas amamos primeiramente a Deus. Fazemos coro com o que diz Paulo em Gálatas 1.10: “Pois busco eu agora o favor dos homens, ou o favor de Deus? ou procuro agradar aos homens? se estivesse ainda agradando aos homens, não seria servo de Cristo.”.
(b) O alcance da nossa motivação é a nossa comunidade.
Estar plantado como igreja no coração da Grande Japuiba é um privilégio que esconde grandes responsabilidades. Olha só! Deus permitiu que em 1997 comprássemos um terreno logo na Avenida Principal de nosso bairro. Éramos 54 membros na época. E o valor do terreno correspondia às nossas entradas em um ano inteiro! Mas, aceitamos o desafio, e já em 1998 começamos a construir o templo que estamos reunidos desde 2006.
Hoje temos uma Praça construída ao lado do nosso templo. Próximo ao mesmo existe o Aeroporto Municipal que vem recebendo fortes investimentos nos últimos anos para se equipar e servir melhor à nossa cidade. E, ainda mais, Deus tem nos dado recursos para avançarmos em nossa construção com o clímax da excelência: pisos, janelas, forro, sonotecnica, salas de crianças, almoxarifados, enfim, com tudo o que de melhor expressa nossa glória ao Deus que nos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz (I Pedro 2.9).
Nossa comunidade formada primeiramente pelos moradores da Japuiba, que é o maior bairro da cidade de Angra dos Reis, no Estado do Rio de Janeiro faz parte de nosso proposta de alcance de pessoas que desejam servir a Deus conosco, genuinamente convertidos pela intervenção sobrenatural do Espírito Santo de Deus. São cerca de 30 mil pessoas carentes do amor e da graça do Eterno com seus olhos atentos ao nosso procedimento enquanto igreja e que, tem na “Festa do Milho” oportunidade para conhecer nossas dependências, identificar nossos membros e conhecer um pouco da Graça de Deus espelhada em nós.
Fazemos a “Festa do Milho” com essa motivação em mente: temos de alcançar os corações e não apenas, os bolsos das pessoas que nos vêm. Há dados oficiais que nos contam de algo em torno de 4000 pessoas passam pela nossa Festa nestes dois dias de evento. Trata-se da maior festa evangélica de nossa cidade! E para a glória de Deus, certamente coisas incríveis da parte de Deus estão para acontecer. Eu não tenho dúvidas de que esse ano não será diferente e vidas serão acrescentadas pelo Senhor.
Em suma, queremos ter o espírito da igreja em Jerusalém que louvava a Deus, caia na graça do povo e assistia o Senhor acrescentando os que iam sendo salvos. Eu disse ontem na igreja que eu creio que Jesus encontrará no meio de nossa Festa ovelhas dEle que ainda não são de seu aprisco e que Ele conduzirá. (João 10.16)
Nossa oração tem sido: “Senhor aumente nossa sensibilidade espiritual para fazermos dessa “Festa do Milho” em sua décima edição, com começo no dia 09/08 às 09h00min e encerramento no dia 10/08 às 23h00min um marco na nossa história a ponto de encerrarmos (e já vou imaginando como será!!!) recitando juntos o Salmo 126.3: “Sim, grandes coisas fez o Senhor pos nós, e por isso estamos alegres”.
Vamos nos motivar mutuamente e caso Satanás tente semear a semente do desânimo e da divisão em seu coração, repreende e mande-o sair no nome do Senhor Jesus. Afinal de contas, quem serve a Deus não pode se dar ao luxo de ficar como expectador, e sim deve ser participante daquilo que Ele está fazendo no meio do seu povo com ou sem a sua participação.
sexta-feira, 1 de agosto de 2008
quarta-feira, 30 de julho de 2008
VOU CONTINUAR SEMEANDO!
“Se você não puder ver os resultados, enquanto estiver nessa terra, lembre-se que você é apenas responsável por seu labutar e não pelo sucesso. Continue semeando, continue batalhando!” (C. H. Spurgeon).
Eu fico encantado com os pormenores do Salmo 126. O contexto narra um júbilo pela saída do povo de Deus do doloroso período de cativeiro em terras babilônias. O regozijo é estampado em várias expressões de alegria ao longo de toda a porção bíblica.
Em resumo, o povo que já havia pendurado suas harpas nos “salgueiros chorões” por não conseguirem cantar louvores ao Senhor em terra estrangeira agora se unem em um som festivo e delirante de louvor e adoração pelos feitos do Senhor em favor deles.
É fato que o povo de Deus nunca se sentiu “em casa” na Babilônia, embora saibamos historicamente que muitos optaram em permanecer em exílio, uma vez que já haviam lucrado dividendos com os babilônios, a verdade taxativa é que quem é de Jerusalém não se sente bem na Babilônia.
Agora, o texto a meu ver chega ao seu clímax no verso 06: “Quem sai andando e chorando, enquanto semeia, voltará com jubilo, trazendo os seus feixes”. Aqui eu aprendo algumas lições sobre a semeadura que aplico para a minha vida pessoal:
(a) Semear é um ato de responsabilidade.
O semeador não tem outra coisa a fazer se não ser fiel à sua missão (semear). Não há lugar para preguiçosos na trilha do sucesso! Alguém já disse que o único lugar em que “sucesso” vem antes de “trabalho” é no dicionário! Se não semear não se pode esperar a colheita. É uma verdade óbvia, mas desobedecida por muitos que, ficam esperando sentados a vitória cair em seus colos quando na realidade o desafio vital é justamente: sair para semear.
Sair de sua “zona de conforto”, do seu lugarzinho comum, buscar alternativas para os seus problemas, deixar a inércia, enfim, abandonar o seu pessimismo genético e insistir na conquista de novos territórios para a sua vida pessoal. Tenho aprendido que não ousar, por medo de arriscar é decretar para si mesmo a perpetuação da desgraça!
(b) Semear é um ato de fé.
Quando se lança a semente na terra, o lavrador não tem mais controle da semente, agora tudo depende dela mesma! Ai entra o mistério da fé! A germinação de nossos sonhos (e das promessas que eu venho requerendo do Senhor) virá por meio da minha atitude de confiança no Deus que é eterno e bom!
Lendo ontem um sermão de Martin Lloyd Jones me vi refletindo sobre um aspecto importantíssimo de nossa vida de oração, o ponto de que as alegações, argumentos e solicitações são legitimas em nossa oração. O grande pregador do século passado acrescenta: “Acredito que Deus, como Pai, Se deleita em ouvir tais alegações, arrazoados e argumentos. Esta flébil geração de cristãos parece que esqueceu aquilo em que nossos pais costumavam deleitar-se quando falavam em ‘reclamar as promessas’”.
A fé envolve esse elemento de “reclamar as promessas”, isto não tem nada a ver com as exigências pitorescas feitas pelos adeptos da chamada “confissão positiva”, tão comuns aos neo-pentecostais de nosso tempo. Essa atitude apregoada por Lloyd Jones e confirmada nas Escrituras é o de pedir insistentemente até o ponto de escutar o próprio Deus dando a resposta, com o apaziguamento de nosso homem interior pelo sopro fantástico do Espírito Santo.
(c) Semear é um ato de paciência.
Para germinar a semente tem de morrer (João 12.24). É um morrer temporário, pois eis que a semente surgirá na terra em um pequeno espaço de tempo. Mas o semeador precisa ter paciência, porque ele precisa saber esperar. Já reparou que você pode estar esperando o leite ferver, mas é quando você vira as costas que ele derrama?
Paciência não tem a ver com obsessão em ficar observando sofregamente as semeadas à espera de resultados imediatos. Lembre-se da frase de Spurgeon acima, você é responsável pelo labutar e não pelo sucesso. Talvez não aja uma profissão que dependa mais da ação sobrenatural do Senhor Deus do que o agricultor. Porque ele dependia sempre de coisas que não estavam ao seu controle: chuvas, proteção de pragas, sol na medida certa, enfim, há uma dependência irrestrita do Eterno.
Olha, vou participar de um grupo de pastores amigos no desejo de crescer no entendimento da prática da oração e jejum. Quero ir a um nível mais além em relação à cotidianidade. Vou viver isso na minha vida pessoal e depois vou compartilhar com as pessoas a quem tenho o dever de cuidar.
Estou decidido a viver esses princípios que acabei de compartilhar com vocês: semeando com responsabilidade, fé e paciência e tenho certeza que, em breve compartilharemos muitos “feixes de trigo” que servirão de alimento para as nossas almas tão carentes da verdade em um mundo onde o engano é tão bem aceito!
Eu fico encantado com os pormenores do Salmo 126. O contexto narra um júbilo pela saída do povo de Deus do doloroso período de cativeiro em terras babilônias. O regozijo é estampado em várias expressões de alegria ao longo de toda a porção bíblica.
Em resumo, o povo que já havia pendurado suas harpas nos “salgueiros chorões” por não conseguirem cantar louvores ao Senhor em terra estrangeira agora se unem em um som festivo e delirante de louvor e adoração pelos feitos do Senhor em favor deles.
É fato que o povo de Deus nunca se sentiu “em casa” na Babilônia, embora saibamos historicamente que muitos optaram em permanecer em exílio, uma vez que já haviam lucrado dividendos com os babilônios, a verdade taxativa é que quem é de Jerusalém não se sente bem na Babilônia.
Agora, o texto a meu ver chega ao seu clímax no verso 06: “Quem sai andando e chorando, enquanto semeia, voltará com jubilo, trazendo os seus feixes”. Aqui eu aprendo algumas lições sobre a semeadura que aplico para a minha vida pessoal:
(a) Semear é um ato de responsabilidade.
O semeador não tem outra coisa a fazer se não ser fiel à sua missão (semear). Não há lugar para preguiçosos na trilha do sucesso! Alguém já disse que o único lugar em que “sucesso” vem antes de “trabalho” é no dicionário! Se não semear não se pode esperar a colheita. É uma verdade óbvia, mas desobedecida por muitos que, ficam esperando sentados a vitória cair em seus colos quando na realidade o desafio vital é justamente: sair para semear.
Sair de sua “zona de conforto”, do seu lugarzinho comum, buscar alternativas para os seus problemas, deixar a inércia, enfim, abandonar o seu pessimismo genético e insistir na conquista de novos territórios para a sua vida pessoal. Tenho aprendido que não ousar, por medo de arriscar é decretar para si mesmo a perpetuação da desgraça!
(b) Semear é um ato de fé.
Quando se lança a semente na terra, o lavrador não tem mais controle da semente, agora tudo depende dela mesma! Ai entra o mistério da fé! A germinação de nossos sonhos (e das promessas que eu venho requerendo do Senhor) virá por meio da minha atitude de confiança no Deus que é eterno e bom!
Lendo ontem um sermão de Martin Lloyd Jones me vi refletindo sobre um aspecto importantíssimo de nossa vida de oração, o ponto de que as alegações, argumentos e solicitações são legitimas em nossa oração. O grande pregador do século passado acrescenta: “Acredito que Deus, como Pai, Se deleita em ouvir tais alegações, arrazoados e argumentos. Esta flébil geração de cristãos parece que esqueceu aquilo em que nossos pais costumavam deleitar-se quando falavam em ‘reclamar as promessas’”.
A fé envolve esse elemento de “reclamar as promessas”, isto não tem nada a ver com as exigências pitorescas feitas pelos adeptos da chamada “confissão positiva”, tão comuns aos neo-pentecostais de nosso tempo. Essa atitude apregoada por Lloyd Jones e confirmada nas Escrituras é o de pedir insistentemente até o ponto de escutar o próprio Deus dando a resposta, com o apaziguamento de nosso homem interior pelo sopro fantástico do Espírito Santo.
(c) Semear é um ato de paciência.
Para germinar a semente tem de morrer (João 12.24). É um morrer temporário, pois eis que a semente surgirá na terra em um pequeno espaço de tempo. Mas o semeador precisa ter paciência, porque ele precisa saber esperar. Já reparou que você pode estar esperando o leite ferver, mas é quando você vira as costas que ele derrama?
Paciência não tem a ver com obsessão em ficar observando sofregamente as semeadas à espera de resultados imediatos. Lembre-se da frase de Spurgeon acima, você é responsável pelo labutar e não pelo sucesso. Talvez não aja uma profissão que dependa mais da ação sobrenatural do Senhor Deus do que o agricultor. Porque ele dependia sempre de coisas que não estavam ao seu controle: chuvas, proteção de pragas, sol na medida certa, enfim, há uma dependência irrestrita do Eterno.
Olha, vou participar de um grupo de pastores amigos no desejo de crescer no entendimento da prática da oração e jejum. Quero ir a um nível mais além em relação à cotidianidade. Vou viver isso na minha vida pessoal e depois vou compartilhar com as pessoas a quem tenho o dever de cuidar.
Estou decidido a viver esses princípios que acabei de compartilhar com vocês: semeando com responsabilidade, fé e paciência e tenho certeza que, em breve compartilharemos muitos “feixes de trigo” que servirão de alimento para as nossas almas tão carentes da verdade em um mundo onde o engano é tão bem aceito!
quinta-feira, 24 de julho de 2008
ESTOU NO DESERTO!
“e vos levarei ao deserto dos povos; e ali face a face entrarei em juízo convosco”. (Ezequiel 20.35)
Esse texto tem me incomodado bastante desde o inicio dessa semana. Eu o li quando estava me antecipando a uma tomada de decisão importante e ele tem sido para mim o retrato fiel do momento que tenho passado com Deus e comigo mesmo.
Vejo-me em um deserto pessoal. Encontro-me em um caldeirão de expectativas, em uma agenda apertada, com um grito preso na garganta: “eu dependo de Deus!”. São definições importantes para a vida da igreja, ações gigantescas de renovação e decisões que marcarão a minha vida pessoal. Mas, eu sei que tudo isso tem conferido crescimento à minha vida em todos os sentidos.
Quando se reconhece que se está no deserto é imprescindível ter duas coisas em mente: “Qual é o propósito do deserto?” e “Com quem você estará no deserto?”.
Com essas duas indagações me ponho a escrever esse artigo afirmando em primeiro plano que o deserto na minha vida tem neste tempo me ensinado a depender mais de Deus. O texto acima começa dizendo “e vos levarei ao deserto dos povos”. Essa expressão “deserto dos povos” tem a ver com o exílio babilônico, quando o povo de Deus viu-se espoliado, massacrado em sua auto estima, mas consciente de que todo aquele sofrimento (séc. VI e V a.C) era em resposta ao afastamento do povo de Deus do Deus do povo!
Saber que Deus quer me ensinar a ser mais dependente coloca-me diante dos meus limites. Eu não tenho assim, como arrogantemente vez por outra eu penso o controle de tudo, e essa constatação é fruto de um senso de nulidade absoluta. Não há verdadeiramente nenhum bem na minha natureza humana e só encontro sentido em Deus, aquele que me conhece por inteiro. Somos os nossos próprios piores inimigos! Não há verdadeiramente nenhum mérito em nossa tentativa de trabalhar para Deus se antes de tudo, não permitirmos que Deus trabalhe em nossas vidas!
Na segunda indagação quero me delongar um pouco mais: “Com quem estou no deserto”. O texto acima diz: “... e ali face a face entrarei em juízo convosco”. O próprio Deus se coloca diante de nós no deserto ouvindo o nosso clamor por uma intimidade maior e “face a face” nos atende, fazendo justiça em nosso favor.
Há vários gritos de justiça em nosso país! Em relação à truculência policial, desaparecimentos de crianças sem solução, há casos de corruptos e corruptores que ainda postulam cargos políticos, enfim, há muito descaso para com os homens de bem desta moralmente frágil nação. Mas, o nosso maior clamor deve ser: “Senhor, venha estar comigo face a face!”.
Na minha vida pessoal tenho desejado isso de todo o meu coração. Quero manter contato com a face de Deus, desejo estar com Ele, pois entre eu e Ele há entendimento, os meus limites estão estabelecidos, as doenças da minha alma são todas conhecidas e certamente não expõe minhas fragilidades e nem lança meu rosto pecados já confessados! O interessante é que embora, alguns não me perdoem, Deus me perdoa totalmente!!!
Em relação às minhas angústias pela causa do Evangelho e pela saúde da igreja que pastoreio tenho que aprender com Martinho Lutero, uma vez que todas as noites ele fazia a mesma oração: “Senhor, eu carreguei o fardo da Tua Igreja hoje e sei que és o Rei dela. O meu corpo cansado precisa de um pouco de sono, portanto quero rolar a Igreja, que é Tua, e entrega-la em Tua mãos para, como Rei dela, guarda-la esta noite e permita-me descansar um pouco; amanhã pela manhã, volto a retornar o fardo”.
E, permaneço acreditando piamente que o Senhor, aquele que me convidou para estar no deserto, será o mesmo que velará pela minha vida e me dará a vitória em todos os propósitos do meu coração, desde que os mesmos sejam confirmados por Ele para a Sua glória!
Esse texto tem me incomodado bastante desde o inicio dessa semana. Eu o li quando estava me antecipando a uma tomada de decisão importante e ele tem sido para mim o retrato fiel do momento que tenho passado com Deus e comigo mesmo.
Vejo-me em um deserto pessoal. Encontro-me em um caldeirão de expectativas, em uma agenda apertada, com um grito preso na garganta: “eu dependo de Deus!”. São definições importantes para a vida da igreja, ações gigantescas de renovação e decisões que marcarão a minha vida pessoal. Mas, eu sei que tudo isso tem conferido crescimento à minha vida em todos os sentidos.
Quando se reconhece que se está no deserto é imprescindível ter duas coisas em mente: “Qual é o propósito do deserto?” e “Com quem você estará no deserto?”.
Com essas duas indagações me ponho a escrever esse artigo afirmando em primeiro plano que o deserto na minha vida tem neste tempo me ensinado a depender mais de Deus. O texto acima começa dizendo “e vos levarei ao deserto dos povos”. Essa expressão “deserto dos povos” tem a ver com o exílio babilônico, quando o povo de Deus viu-se espoliado, massacrado em sua auto estima, mas consciente de que todo aquele sofrimento (séc. VI e V a.C) era em resposta ao afastamento do povo de Deus do Deus do povo!
Saber que Deus quer me ensinar a ser mais dependente coloca-me diante dos meus limites. Eu não tenho assim, como arrogantemente vez por outra eu penso o controle de tudo, e essa constatação é fruto de um senso de nulidade absoluta. Não há verdadeiramente nenhum bem na minha natureza humana e só encontro sentido em Deus, aquele que me conhece por inteiro. Somos os nossos próprios piores inimigos! Não há verdadeiramente nenhum mérito em nossa tentativa de trabalhar para Deus se antes de tudo, não permitirmos que Deus trabalhe em nossas vidas!
Na segunda indagação quero me delongar um pouco mais: “Com quem estou no deserto”. O texto acima diz: “... e ali face a face entrarei em juízo convosco”. O próprio Deus se coloca diante de nós no deserto ouvindo o nosso clamor por uma intimidade maior e “face a face” nos atende, fazendo justiça em nosso favor.
Há vários gritos de justiça em nosso país! Em relação à truculência policial, desaparecimentos de crianças sem solução, há casos de corruptos e corruptores que ainda postulam cargos políticos, enfim, há muito descaso para com os homens de bem desta moralmente frágil nação. Mas, o nosso maior clamor deve ser: “Senhor, venha estar comigo face a face!”.
Na minha vida pessoal tenho desejado isso de todo o meu coração. Quero manter contato com a face de Deus, desejo estar com Ele, pois entre eu e Ele há entendimento, os meus limites estão estabelecidos, as doenças da minha alma são todas conhecidas e certamente não expõe minhas fragilidades e nem lança meu rosto pecados já confessados! O interessante é que embora, alguns não me perdoem, Deus me perdoa totalmente!!!
Em relação às minhas angústias pela causa do Evangelho e pela saúde da igreja que pastoreio tenho que aprender com Martinho Lutero, uma vez que todas as noites ele fazia a mesma oração: “Senhor, eu carreguei o fardo da Tua Igreja hoje e sei que és o Rei dela. O meu corpo cansado precisa de um pouco de sono, portanto quero rolar a Igreja, que é Tua, e entrega-la em Tua mãos para, como Rei dela, guarda-la esta noite e permita-me descansar um pouco; amanhã pela manhã, volto a retornar o fardo”.
E, permaneço acreditando piamente que o Senhor, aquele que me convidou para estar no deserto, será o mesmo que velará pela minha vida e me dará a vitória em todos os propósitos do meu coração, desde que os mesmos sejam confirmados por Ele para a Sua glória!
sábado, 5 de julho de 2008
A IBACEN, COMO SEMPRE, NÃO APOIA CANDIDATO ALGUM!!!
“Para a liberdade Cristo nos libertou; permanecei, pois, firmes e não vos dobreis novamente a um jugo de escravidão”. (Gálatas 5.1)
Há nos arquivos vivos de nossa história como denominação “Batista” um capítulo seleto que compreende o celebrado principio de “separação entre igreja e Estado”. Nós, os batistas lutamos a custo de muito sangue por esse principio quando as primeiras igrejas batistas foram plantadas em algumas das colônias inglesas em solo americano.
Na primeira constituição americana, isso em 1781, e logo em sua primeira emenda, temos o chamado “Bill of Rights”, isto é, a lei dos direitos. Nessa lei está firmemente estabelecido o principio de separação entre a igreja e estado, e, por conseguinte, a liberdade religiosa.
E, para ser fiel à História, devo ressaltar de que esse avanço constitucional até hoje respeitado, veio por influência do pensamento batista, embasado nas Escrituras Sagradas.
Não temos o que poderia ser chamado de “estado cristão”, temos cidadãos cristãos que constroem as bases de uma sociedade que deve ser justa e igualitária, atendendo às necessidades de todos os cidadãos (cristãos ou não).
O crente deve ser politizado. Deve se interessar pela vida pública em sua cidade. Agora, a igreja estabelecida não pode de modo algum participar de qualquer apoio que possa ser condicionado o apoio a esse ou aquele candidato. Amados e amadas, quando isso acontece é “canalhice eleitoral”!
Infelizmente não temos bons exemplos nesse assunto em nossa cidade. Mas, nós aqui da IBACEN não prestaremos contas de posturas assumidas por terceiros, somos responsáveis pelo nosso pensamento. Somos reféns do conhecimento de Jesus Cristo, e ele nos basta!
Os políticos (eleitos ou ainda candidatos) sempre serão bem vindos aqui como são os outros cidadãos de nosso município e fora dele também. Nada de placas, de menção honrosa ou demagogias baratas. Aqui, o faxineiro tem o mesmo peso do prefeito. Todos são gente, e, sobretudo, carentes da salvação que somente o nosso Deus pode pleitear para o ser humano!
Tenho dito. Política partidária aqui na IBACEN não tem vez! Seja livre para votar segundo a sua consciência!
Um abração.
Ezequias
Há nos arquivos vivos de nossa história como denominação “Batista” um capítulo seleto que compreende o celebrado principio de “separação entre igreja e Estado”. Nós, os batistas lutamos a custo de muito sangue por esse principio quando as primeiras igrejas batistas foram plantadas em algumas das colônias inglesas em solo americano.
Na primeira constituição americana, isso em 1781, e logo em sua primeira emenda, temos o chamado “Bill of Rights”, isto é, a lei dos direitos. Nessa lei está firmemente estabelecido o principio de separação entre a igreja e estado, e, por conseguinte, a liberdade religiosa.
E, para ser fiel à História, devo ressaltar de que esse avanço constitucional até hoje respeitado, veio por influência do pensamento batista, embasado nas Escrituras Sagradas.
Não temos o que poderia ser chamado de “estado cristão”, temos cidadãos cristãos que constroem as bases de uma sociedade que deve ser justa e igualitária, atendendo às necessidades de todos os cidadãos (cristãos ou não).
O crente deve ser politizado. Deve se interessar pela vida pública em sua cidade. Agora, a igreja estabelecida não pode de modo algum participar de qualquer apoio que possa ser condicionado o apoio a esse ou aquele candidato. Amados e amadas, quando isso acontece é “canalhice eleitoral”!
Infelizmente não temos bons exemplos nesse assunto em nossa cidade. Mas, nós aqui da IBACEN não prestaremos contas de posturas assumidas por terceiros, somos responsáveis pelo nosso pensamento. Somos reféns do conhecimento de Jesus Cristo, e ele nos basta!
Os políticos (eleitos ou ainda candidatos) sempre serão bem vindos aqui como são os outros cidadãos de nosso município e fora dele também. Nada de placas, de menção honrosa ou demagogias baratas. Aqui, o faxineiro tem o mesmo peso do prefeito. Todos são gente, e, sobretudo, carentes da salvação que somente o nosso Deus pode pleitear para o ser humano!
Tenho dito. Política partidária aqui na IBACEN não tem vez! Seja livre para votar segundo a sua consciência!
Um abração.
Ezequias
quinta-feira, 3 de julho de 2008
ADEUS, RUAN!
Ainda estou sob o impacto dos desdobramentos da noticia que recebi hoje pela manhã, por volta das 11h30min: Ruan, um dos jovens de nossa igreja havia sido executado em um dos morros de nossa cidade. Consternação geral, apreensão estafante, enfim, um clima de assombro!
Sai e fui junto com uma equipe de irmãos da igreja (compondo o ministério HAJA, que trata da recuperação de pessoas dependentes das drogas) acionar IML, cartório, funerária, tudo enfim, culminando por volta das 17h30min quando chego à igreja e dou a notícia incomum: vamos fazer hoje à noite um culto fúnebre sem a presença de um corpo.
Como o corpo de Ruan está no IML desde segunda feira à noite, há um grave risco de, em sendo velado durante a noite termos a ingrata surpresa de termos um vazamento e um desconforto gerado pelo acelerado processo de decomposição do cadáver. Meu Deus! Tenha misericórdia!
Estou aqui a teclar essas linhas na tentativa de organizar um pouco os meus pensamentos para estar com o meu povo nesta noite de culto. Pensei em vários pontos de consideração e vou citar alguns aqui neste artigo, mas confesso a vocês que vou confiar (como devo sempre fazer) na intervenção sobrenatural do Espírito Santo completando minhas pálidas palavras com graça.
Lembro-me acertadamente de um texto das Escrituras que diz assim: “A vossa palavra, seja sempre com graça, temperada com sal, para saberdes como deveis responder a cada um”, Colossenses 4.6. Como eu preciso dar à igreja hoje, nesta noite em especial, uma palavra “temperada com sal”. E sal me lembra tanto confronto (o sal arde os olhos!!!) como deleite (ele dá sabor aos alimentos).
O Ruan lutava para não pecar. Várias vezes ele expressou-se assim em nossos encontros. Ele estava consciente de suas limitações, era imensamente agradecido pela acolhida que nossa igreja lhe oferecia, e temia desapontar o Deus que o havia resgatado. Ele havia sido batizado há exatos 12 dias! E amava ao Senhor Jesus! Disso não temos dúvidas! Pendências do passado o azucrinavam o espírito, mas de uma coisa podemos afirmar: o Senhor Jesus completou a sua obra na vida do Ruan!
Ele trabalhava com o Júlio, vez por outra fazia serviços para o Fernando e também para a Carla, era prestativo, já estávamos pensando em sua função na nossa “Grande Festa do Milho”. Era querido pela igreja, cuidado de perto por Jacson, Alberto e Douglas. Enfim, era um dos nossos!
Estou certo de que nossa homenagem à sua memória será feita em um culto de gratidão a Deus. Ele não tinha família. Foi chamado para trabalhar na “Ampla” esta semana. Tinha tudo para “virar a página” de sua vida. Mas, na realidade, Jesus optou em levá-lo, para minorar o seu sofrimento pela consciência amarga de seu passado. Não creio que foi o tiro de fuzil que o levou de nós, foi a mão amorosa de um Deus que permitiu que conhecêssemos o Ruan para compreendermos que o seu amor é sem limites e atinge também aqueles que são marginalizados em nossa sociedade.
Ruan vá com Deus, sentiremos saudades. Obrigado Senhor, por mais esta lição de vida, na morte!
Sai e fui junto com uma equipe de irmãos da igreja (compondo o ministério HAJA, que trata da recuperação de pessoas dependentes das drogas) acionar IML, cartório, funerária, tudo enfim, culminando por volta das 17h30min quando chego à igreja e dou a notícia incomum: vamos fazer hoje à noite um culto fúnebre sem a presença de um corpo.
Como o corpo de Ruan está no IML desde segunda feira à noite, há um grave risco de, em sendo velado durante a noite termos a ingrata surpresa de termos um vazamento e um desconforto gerado pelo acelerado processo de decomposição do cadáver. Meu Deus! Tenha misericórdia!
Estou aqui a teclar essas linhas na tentativa de organizar um pouco os meus pensamentos para estar com o meu povo nesta noite de culto. Pensei em vários pontos de consideração e vou citar alguns aqui neste artigo, mas confesso a vocês que vou confiar (como devo sempre fazer) na intervenção sobrenatural do Espírito Santo completando minhas pálidas palavras com graça.
Lembro-me acertadamente de um texto das Escrituras que diz assim: “A vossa palavra, seja sempre com graça, temperada com sal, para saberdes como deveis responder a cada um”, Colossenses 4.6. Como eu preciso dar à igreja hoje, nesta noite em especial, uma palavra “temperada com sal”. E sal me lembra tanto confronto (o sal arde os olhos!!!) como deleite (ele dá sabor aos alimentos).
O Ruan lutava para não pecar. Várias vezes ele expressou-se assim em nossos encontros. Ele estava consciente de suas limitações, era imensamente agradecido pela acolhida que nossa igreja lhe oferecia, e temia desapontar o Deus que o havia resgatado. Ele havia sido batizado há exatos 12 dias! E amava ao Senhor Jesus! Disso não temos dúvidas! Pendências do passado o azucrinavam o espírito, mas de uma coisa podemos afirmar: o Senhor Jesus completou a sua obra na vida do Ruan!
Ele trabalhava com o Júlio, vez por outra fazia serviços para o Fernando e também para a Carla, era prestativo, já estávamos pensando em sua função na nossa “Grande Festa do Milho”. Era querido pela igreja, cuidado de perto por Jacson, Alberto e Douglas. Enfim, era um dos nossos!
Estou certo de que nossa homenagem à sua memória será feita em um culto de gratidão a Deus. Ele não tinha família. Foi chamado para trabalhar na “Ampla” esta semana. Tinha tudo para “virar a página” de sua vida. Mas, na realidade, Jesus optou em levá-lo, para minorar o seu sofrimento pela consciência amarga de seu passado. Não creio que foi o tiro de fuzil que o levou de nós, foi a mão amorosa de um Deus que permitiu que conhecêssemos o Ruan para compreendermos que o seu amor é sem limites e atinge também aqueles que são marginalizados em nossa sociedade.
Ruan vá com Deus, sentiremos saudades. Obrigado Senhor, por mais esta lição de vida, na morte!
terça-feira, 1 de julho de 2008
ADEUS, MARILZA!
“Pois tenho para mim que as aflições deste tempo presente não se podem comparar com a glória que em nós há de ser revelada”. (Romanos 8.18)
Neste fim de semana nossa igreja, a IBACEN, esteve em luto. Perdemos uma pessoa que nos era querida, Marilza, esposa do José Luis, membro de nossa igreja. Ela foi uma jovem dinâmica no evangelho em seus compromissos ministeriais durante anos na Primeira Igreja Batista em Angra dos Reis, depois se transferindo para a Igreja Evangélica Congregacional, e terminou seus dias com vínculo de membresia em uma igreja batista na cidade de Niterói, RJ.
Marilza foi vitima de depressão. E eu disse no seu culto in memoriam que a igreja precisa romper o preconceito que existe com pessoas crentes que ficam deprimidos, tentando inclusive o suicídio para aliviar a tragédia de uma melancolia mórbida e afadigante.
Certa vez ouvi o pr. Hernandes Dias Lopes comentando que o depressivo é aquele que “engole o seu funeral duas vezes ao dia”, e convivendo com pessoas que sofrem desse mal, não tenho dúvidas que de fato, tal metáfora é muito apropriada. O depressivo não vê saída para o seu mal, e ao tentar matar-se algumas vezes tenta punir a si mesmo ou às pessoas que a amam, numa tentativa funesta de dizer: “pare o mundo, que eu quero descer.”.
Marilza alimentava no peito amor pelo Senhor Jesus, vibrava com o avanço do Reino de Deus, era atenta ouvinte da exposição das Sagradas Escrituras, mas teve o seu caminhar nesta vida afligida por tragédias familiares e eclesiásticas que minaram suas resistências e ela se viu, de repente, numa estrada sem saída, e, seu estado culminou em 08 meses de coma emocional, onde seu corpo reagia bem fisiologicamente, mas em sua mente ela desistia de viver, de reagir, de voltar a acreditar. Um estado mórbido em plena vida aos 41 anos de idade!
Ontem, 30/06/2008, dia de seu sepultamento me vi parado olhando para o horizonte várias vezes me indagando acerca do que fizeram a Marilza (parentes e pastores) e senti forte comoção no espírito. Na realidade eu ainda estou sob o choque de tantas e contraditórias impressões. Mas, me apego na verdade das Escrituras de que “tendo por certo isto mesmo, que aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até o dia de Cristo Jesus.” (Filipenses 1.6).
O culto foi lindo: simples, com orações, cânticos escolhidos a dedo, mensagem abordando as “certezas que precisamos levar para o túmulo” e testemunhos do viúvo e do filho mais velho. Tocante, emocionante e espiritual! O horário foi propício, ao meio dia (12h00min), no meio dia de uma segunda feira, ultimo dia útil do mês, enseja uma ocasião pertinente para se pensar sobre o sentido da vida. Sai do cemitério por volta das 16 horas com a alma em frangalhos, mas certo de que como diz o apóstolo Paulo ao jovem Timóteo: “Por esta razão sofro também estas coisas, mas não me envergonho; porque eu sei em quem tenho crido, e estou certo de que ele é poderoso para guardar o meu depósito até aquele dia”. (II Timóteo 1.12).
Adeus Marilza, você me ensinou muito com a sua vida. E me tocou profundamente com a sua morte. Conte comigo, José Luis, Mateus e Gabriel!
Neste fim de semana nossa igreja, a IBACEN, esteve em luto. Perdemos uma pessoa que nos era querida, Marilza, esposa do José Luis, membro de nossa igreja. Ela foi uma jovem dinâmica no evangelho em seus compromissos ministeriais durante anos na Primeira Igreja Batista em Angra dos Reis, depois se transferindo para a Igreja Evangélica Congregacional, e terminou seus dias com vínculo de membresia em uma igreja batista na cidade de Niterói, RJ.
Marilza foi vitima de depressão. E eu disse no seu culto in memoriam que a igreja precisa romper o preconceito que existe com pessoas crentes que ficam deprimidos, tentando inclusive o suicídio para aliviar a tragédia de uma melancolia mórbida e afadigante.
Certa vez ouvi o pr. Hernandes Dias Lopes comentando que o depressivo é aquele que “engole o seu funeral duas vezes ao dia”, e convivendo com pessoas que sofrem desse mal, não tenho dúvidas que de fato, tal metáfora é muito apropriada. O depressivo não vê saída para o seu mal, e ao tentar matar-se algumas vezes tenta punir a si mesmo ou às pessoas que a amam, numa tentativa funesta de dizer: “pare o mundo, que eu quero descer.”.
Marilza alimentava no peito amor pelo Senhor Jesus, vibrava com o avanço do Reino de Deus, era atenta ouvinte da exposição das Sagradas Escrituras, mas teve o seu caminhar nesta vida afligida por tragédias familiares e eclesiásticas que minaram suas resistências e ela se viu, de repente, numa estrada sem saída, e, seu estado culminou em 08 meses de coma emocional, onde seu corpo reagia bem fisiologicamente, mas em sua mente ela desistia de viver, de reagir, de voltar a acreditar. Um estado mórbido em plena vida aos 41 anos de idade!
Ontem, 30/06/2008, dia de seu sepultamento me vi parado olhando para o horizonte várias vezes me indagando acerca do que fizeram a Marilza (parentes e pastores) e senti forte comoção no espírito. Na realidade eu ainda estou sob o choque de tantas e contraditórias impressões. Mas, me apego na verdade das Escrituras de que “tendo por certo isto mesmo, que aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até o dia de Cristo Jesus.” (Filipenses 1.6).
O culto foi lindo: simples, com orações, cânticos escolhidos a dedo, mensagem abordando as “certezas que precisamos levar para o túmulo” e testemunhos do viúvo e do filho mais velho. Tocante, emocionante e espiritual! O horário foi propício, ao meio dia (12h00min), no meio dia de uma segunda feira, ultimo dia útil do mês, enseja uma ocasião pertinente para se pensar sobre o sentido da vida. Sai do cemitério por volta das 16 horas com a alma em frangalhos, mas certo de que como diz o apóstolo Paulo ao jovem Timóteo: “Por esta razão sofro também estas coisas, mas não me envergonho; porque eu sei em quem tenho crido, e estou certo de que ele é poderoso para guardar o meu depósito até aquele dia”. (II Timóteo 1.12).
Adeus Marilza, você me ensinou muito com a sua vida. E me tocou profundamente com a sua morte. Conte comigo, José Luis, Mateus e Gabriel!
terça-feira, 24 de junho de 2008
LULA NÃO PODE FAZER NADA POR MIM!
“Bem aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos”. (Mateus 5.6)
Logo no inicio desta semana, 23/06/2008, as mães dos três jovens entregues por militares do Exército a traficantes tiveram um encontro com o presidente Lula. E o destaque que faço é em relação à frase que uma delas, Lílian Gonzaga, usou para resumir o encontro: “Ele não pode fazer nada por mim. Só quero justiça”.
É verdade Lílian, o Lula não pode fazer nada mesmo! Sem entrar no mérito da questão da presença de tropas do Exercito para monitorar uma obra de franco caráter eleitoreiro num dos morros da cidade do Rio de Janeiro, denominado “cinturão social”, fico apegado emocionalmente a essa fala dessa mãe em agonia e tenho de confirmar, o Lula de fato, não pode fazer nada, para aplacar a sede de justiça no coração, apenas o Senhor Deus!
Há uma sede de justiça que não quer se dessedentar com discursos políticos inflamados de euforia pré-eleitoral, e com promessas de solução em curto prazo com a retirada do Exército e sua substituição por PM´s. Afinal de contas, a questão central não está em quem está no morro, não importando a marca de sua farda, e sim o homem que está dentro dela!
Há homens que, infelizmente, quando estão com uma farda (seja qualquer uma delas!) sente-se de si mesmo como um super-herói, acima do bem e do mal. Lembro-me facilmente do que havia dito Rui Barbosa: “quer conhecer o homem, dá-lhe poder”. Aqueles oficiais do exército na realidade revelaram ser homens completamente sem os limites do bom senso que se espera de quem exerce a autoridade. Mas, infelizmente não se tratou de um caso isolado, fatos assim insistem em acontecer diuturnamente em nosso pais varonil.
E a fome de justiça persiste! A pior doença não é ter fome, e sim perder a fome! Quando perdemos a fome, não se tem mais o que fazer, mas enquanto temos fome, encontramos a esperança de, há um tempo, sermos saciados. A sociedade brasileira está carente de um referencial seguro de esperança. Estamos estacionados na “idade da pedra”, onde as coisas são resolvidas na base da truculência e do “olha com quem você está falando!”.
E, sem dúvida, quem sofre mais são os mais pobres. Aqueles que como Lílian, só podem contar com Deus, e não com homem ou autoridade nenhuma, tem encontrado consolo em suas lágrimas apenas na fé!
Não sei o que o presidente falou às mães em luto, talvez uma e outra metáfora das suas, talvez tenha esboçado um pedido de desculpas (que o ministro Jobim já se encarregou de fazer à luz dos holofotes da imprensa), talvez não tenha dito nada, não sei, o que me parece é que, começamos a perceber que as Escrituras mais uma vez se cumprem e teremos de assistir de camarote o cumprimento daquele principio bíblico que está em Daniel 4.18: “... a fim de que conheçam os viventes que o Altíssimo tem domínio sobre o reino dos homens, e o dá a quem quer, e até o mais humilde dos homens constitui sobre eles”.
Esse encontro das mães sofredoras com Lula pode ser comparado ao dia em que Alexandre da Macedônia, o grande imperador da antiguidade foi visitar ao filosofo Diógenes, e ao encontrá-lo lhe teria perguntado o que mais desejava. Acontece que devido à posição em que se encontrava Alexandre, fazia-lhe sombra. Diógenes, então olhando para o sol afirmou: "Não me tires o que não me podes dar!”.
Lílian, o Lula não lhe pode fazer nada, sabe por quê? Ele não pode dar algo que não tem, da mesma forma que não lhe pode tirar algo que ele não tem condições de dar, que é a dignidade de persistir sua luta pela justiça. Não desista, mesmo sob ameaças e perseguições, nossa sociedade não se esquecerá do que aconteceu (eu espero que não...) e vamos persistir no nosso clamor a Deus para que, de uma vez por todas, em nossa nação tenhamos saciedade de justiça.
Oh! Brasil! Até quando nossas mães chorarão por filhos que já não existem mais! Chega! Queremos justiça!
Logo no inicio desta semana, 23/06/2008, as mães dos três jovens entregues por militares do Exército a traficantes tiveram um encontro com o presidente Lula. E o destaque que faço é em relação à frase que uma delas, Lílian Gonzaga, usou para resumir o encontro: “Ele não pode fazer nada por mim. Só quero justiça”.
É verdade Lílian, o Lula não pode fazer nada mesmo! Sem entrar no mérito da questão da presença de tropas do Exercito para monitorar uma obra de franco caráter eleitoreiro num dos morros da cidade do Rio de Janeiro, denominado “cinturão social”, fico apegado emocionalmente a essa fala dessa mãe em agonia e tenho de confirmar, o Lula de fato, não pode fazer nada, para aplacar a sede de justiça no coração, apenas o Senhor Deus!
Há uma sede de justiça que não quer se dessedentar com discursos políticos inflamados de euforia pré-eleitoral, e com promessas de solução em curto prazo com a retirada do Exército e sua substituição por PM´s. Afinal de contas, a questão central não está em quem está no morro, não importando a marca de sua farda, e sim o homem que está dentro dela!
Há homens que, infelizmente, quando estão com uma farda (seja qualquer uma delas!) sente-se de si mesmo como um super-herói, acima do bem e do mal. Lembro-me facilmente do que havia dito Rui Barbosa: “quer conhecer o homem, dá-lhe poder”. Aqueles oficiais do exército na realidade revelaram ser homens completamente sem os limites do bom senso que se espera de quem exerce a autoridade. Mas, infelizmente não se tratou de um caso isolado, fatos assim insistem em acontecer diuturnamente em nosso pais varonil.
E a fome de justiça persiste! A pior doença não é ter fome, e sim perder a fome! Quando perdemos a fome, não se tem mais o que fazer, mas enquanto temos fome, encontramos a esperança de, há um tempo, sermos saciados. A sociedade brasileira está carente de um referencial seguro de esperança. Estamos estacionados na “idade da pedra”, onde as coisas são resolvidas na base da truculência e do “olha com quem você está falando!”.
E, sem dúvida, quem sofre mais são os mais pobres. Aqueles que como Lílian, só podem contar com Deus, e não com homem ou autoridade nenhuma, tem encontrado consolo em suas lágrimas apenas na fé!
Não sei o que o presidente falou às mães em luto, talvez uma e outra metáfora das suas, talvez tenha esboçado um pedido de desculpas (que o ministro Jobim já se encarregou de fazer à luz dos holofotes da imprensa), talvez não tenha dito nada, não sei, o que me parece é que, começamos a perceber que as Escrituras mais uma vez se cumprem e teremos de assistir de camarote o cumprimento daquele principio bíblico que está em Daniel 4.18: “... a fim de que conheçam os viventes que o Altíssimo tem domínio sobre o reino dos homens, e o dá a quem quer, e até o mais humilde dos homens constitui sobre eles”.
Esse encontro das mães sofredoras com Lula pode ser comparado ao dia em que Alexandre da Macedônia, o grande imperador da antiguidade foi visitar ao filosofo Diógenes, e ao encontrá-lo lhe teria perguntado o que mais desejava. Acontece que devido à posição em que se encontrava Alexandre, fazia-lhe sombra. Diógenes, então olhando para o sol afirmou: "Não me tires o que não me podes dar!”.
Lílian, o Lula não lhe pode fazer nada, sabe por quê? Ele não pode dar algo que não tem, da mesma forma que não lhe pode tirar algo que ele não tem condições de dar, que é a dignidade de persistir sua luta pela justiça. Não desista, mesmo sob ameaças e perseguições, nossa sociedade não se esquecerá do que aconteceu (eu espero que não...) e vamos persistir no nosso clamor a Deus para que, de uma vez por todas, em nossa nação tenhamos saciedade de justiça.
Oh! Brasil! Até quando nossas mães chorarão por filhos que já não existem mais! Chega! Queremos justiça!
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