sábado, 7 de fevereiro de 2009

VAMOS CLAMAR POR NOSSA CIDADE!

“Mas sobre a casa de Davi, e sobre os habitantes de Jerusalém, derramarei o espírito de graça e de súplicas; e olharão para aquele a quem transpassaram, e o prantearão como quem pranteia por seu filho único; e chorarão amargamente por ele, como se chora pelo primogênito”. (Zacarias 12.10)

De verdade, gostaria de clamar por um “espírito de graça e de súplicas” em nossa igreja nesse ano de 2009! Diante dos mais intensos desafios ministeriais eu destacaria nesse fim de semana a necessidade que temos de darmos à nossa comunidade em volta, a Grande Japuiba, um vislumbre ainda maior do que Cristo pode fazer com quem se entrega completamente a Ele.

Lembro-me perfeitamente de Pedro e João dizendo ao coxo que ficava junto à porta do templo para pedir esmolas (Atos 3): “olha para nós.” E a igreja em nosso tempo tem tido a credibilidade de pedir que os necessitados de qualquer tipo de ajuda estejam olhando para ela própria?

O mundo carente precisa olhar para a igreja e encontrar um espírito de generosidade a ponto de chorar copiosamente pelas situações calamitosas em que se encontram seres humanos criados à imagem e semelhança de Deus, mas que convivem perto do inferno!

Nesse ano vamos realizar vários programas de cunho social: temos planos de levantarmos de três em três meses, 50 cestas básicas para distribuição às famílias carentes; vamos persistir na assistência com sopão três vezes por semana, já temos conversado na necessidade de termos uma “casa de ressocialização” administrada pela igreja para as pessoas que desejam ter um abrigo. E, ainda vamos realizar em maio e novembro dois eventos que tem como propósito oferecer durante um dia inteiro assistência odontológica, jurídica, espiritual e física a toda a nossa comunidade, uma espécie de “operação cidadania”!

A igreja com esse “espírito de graça e de súplicas” pode até ter poucos recursos, como sabemos que temos, mas o que não pode faltar são lágrimas que, ao seu tempo vão servir de adubo para a germinação de uma semente bem escassa em nosso tempo: a esperança!

Termino esse artigo com uma frase que recebi de um membro de nossa igreja ao fim do ano passado, de William P. Yong: “jamais desconsidere a maravilha das suas lágrimas. Elas podem ser águas curativas e uma fonte de alegria. Algumas vezes são as melhores palavras que o coração pode falar”.

Um abração.

Boletim dominical Igreja Batista Central em Japuiba, 08/02/2009.

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