Vivemos atualmente nas mais variadas cidades do nosso país um clima eleitoral eletrizante. Nesse periodo, são famosos os casos onde os aspirantes tanto ao executivo quanto ao legislativo, extrapolam em suas propostas no afã de enganarem seus eleitores, com promessas totalmente dissociadas da realidade.
Fico preocupado quando vejo nas propostas de vereadores aspectos que não se esperam de legisladores do povo e para o povo, pois é muito comum vermos personagens folclóricos que querem apenas tumultuar o processo eleitoral, pois eles mesmos se vêem sem chances algumas de serem elevados ao poder. São as "tiriricas" do meio político, no sentido mais rasteiro da palavra, referindo-me às ervas daninhas, que não precisam ser plantadas, mas abundam em nossos quintais. Expõem a fragilidade de nossas instituições não haver um concurso exigente para se auferir não apenas a capacidade acadêmica, mas sobretudo de entendimento raso dos futuros vereadores! Tenho para mim que essa proposta seria muito bem vinda: avaliações criteriosas, uma espécie de "vestibular" aos candidatos políticos!
Agora, o que assombra também no contexto eleitoral é o "messianismo" com que alguns se apresentam, tipo "vou trazer de volta a alegria!", ou ainda "vou cuidar de vocês!". Nessas duas falas percebemos sutilezas que não podem ser ignoradas, e faço análise das duas indiscriminadamente, para o contexto de nossa cidade!
Ora, ser doador de uma alegria que se julga estar faltando em nossa cidade, é no mínimo pretencioso, até mesmo porque não pode ser cumprida integralmente. O que entristece uma cidade como a nossa é o fato de que sem variações, a despeito de alternâncias necessárias do poder, nossos governantes não são claros em atender interesses básicos da população, apenas se locupletam na tentativa de serem bem remunerados e favorecidos ao preço da desigualdade social. E, ainda "cuidar da cidade" não deve ser prerrogativa de ninguém em absoluto, uma vez que temos de cultivar o espírito em nossa cidade do "cuidado interdependente" que vem a ser a premissa de que o povo não pode permitir se tornar "massa de manobra" de expressões da mídia local que se dividem, e não tem qualquer compromisso com a verdade integral dos fatos, pois são tendenciosos politicamente!
A pergunta acima, no título de minha postagem, fica sem resposta. Cabe a cada eleitor ter a sensibilidade de analisar de maneira independente a relação que deve existir entre voto e consciência. Não se deve votar constrangido por conta de doações de materiais de construção, alimentos, promessas de empregos ou ainda por sorrisos e abraços voluptuosos! Vota-se não apenas com o coração, mas também com a razão!
Independente de 15 ou 13, nas eleições desse ano em Angra, uma coisa é certa: a cidade sairá do pleito dividida e faço aqui um clamor para que as nossas mãos estejam estendidas para a reconstrução moral de nosso município, e para isso, temos de retirar as "luvas da discórdia" e, trabalharmos para a unidade do povo, na crença de que, nossa cidade não é apenas bela, mas viável politicamente. A impressão que tenho é que a mídia em geral vende uma Angra dividida entre tons azuis e vermelhos, mas não aceito tal segregação, afinal quem é angrense ou mora nessa cidade sabe que, queremos sim, termos a alegria de volta e sermos cuidados, mas não por homens ou mulheres que nos representem, mas sim por nós mesmos, praticando a máxima ensinada pelo próprio Senhor Jesus, de lavarmos os pés uns dos outros, em João 13, na perspectiva de que a força de uma cidade está no caráter de seus moradores!
É por ai. O resto é resto!
quinta-feira, 16 de agosto de 2012
sexta-feira, 10 de agosto de 2012
UM CORAÇÃO DE SERVO
"Mas entre vós não será assim; antes, qualquer que entre vós quiser tornar-se grande, será esse o que vos sirva; e qualquer que entre vós quiser ser o primeiro, será servo de todos." (Marcos 10.43,44)
A palavra chave neste texto é "doulos", que traduz a ideia de "escravo, servo, homem de condição servil". Tenho parado a fim de pensar o valor da postura servil em nossos relacionamentos e ajuntamentos cristãos. Uma sociedade não subsiste na base do individualismo e do egocentrismo, pois quando o homem encara a sua vida apenas na dimensão da sua própria visão de mundo acaba tornando-se um idolo para si mesmo! É o que costumamos ouvir nos contextos urbanos mais sofisticados onde as pessoas pensam que se bastam a si mesmos apenas por conta de seus curriculos.
Quando o Senhor Jesus salientou a importância de servir e não de ser servido ele acaba quebrando um modelo de pensamento que prioriza o status para valorizar um ideal de vida em que o outro sempre tem a proeminência. Uma postura servil é diferente de um estilo servilista. Há distinção entre ser "servil" onde o que encontramos é a atitude de atenção em relação aos interesses do outro visando o bem comum, e ser "servilista", onde o que temos é uma relação predatória onde um acaba sendo sufocado pela aspereza do outro!
O que mais vemos nas ruas de nossas cidades são pessoas tentando se aproveitar das outras sempre com argumentos falsamente apresentados justamente para se buscar interesses próprios. Para ilustrar isso posso referir ao contexto que vivemos atualmente de propagandas políticas. O que os candidatos procuram no cultivo de suas imagens públicas? Apenas a apresentação de uma abordagem bem ao estilo "salvador da pátria", onde o outro não importa, mas sim que ele tem de valor, no caso em questão, o seu voto. E votar apenas com base em imagem, é servilismo!
A postura servil em um contexto político poderia ser considerado quando há o devido respeito à pessoa humana que detém o voto! Isto é, quando ele é ouvido nas suas queixas, seus medos e suas apreensões sobre o futuro! Onde estão em nossa cidade os foruns para ouvir a população? Infelizmente os homens públicos que militam na política parridária não estão dispostos a ouvir, só querem falar! E de palavras, nós os eleitores estamos cheios!
Faltam servos na política! E sobram gatunos que aproveitando-se do servilismo da população usam seus discursos e determinadas benesses para perpetuarem-se no poder!
A palavra chave neste texto é "doulos", que traduz a ideia de "escravo, servo, homem de condição servil". Tenho parado a fim de pensar o valor da postura servil em nossos relacionamentos e ajuntamentos cristãos. Uma sociedade não subsiste na base do individualismo e do egocentrismo, pois quando o homem encara a sua vida apenas na dimensão da sua própria visão de mundo acaba tornando-se um idolo para si mesmo! É o que costumamos ouvir nos contextos urbanos mais sofisticados onde as pessoas pensam que se bastam a si mesmos apenas por conta de seus curriculos.
Quando o Senhor Jesus salientou a importância de servir e não de ser servido ele acaba quebrando um modelo de pensamento que prioriza o status para valorizar um ideal de vida em que o outro sempre tem a proeminência. Uma postura servil é diferente de um estilo servilista. Há distinção entre ser "servil" onde o que encontramos é a atitude de atenção em relação aos interesses do outro visando o bem comum, e ser "servilista", onde o que temos é uma relação predatória onde um acaba sendo sufocado pela aspereza do outro!
O que mais vemos nas ruas de nossas cidades são pessoas tentando se aproveitar das outras sempre com argumentos falsamente apresentados justamente para se buscar interesses próprios. Para ilustrar isso posso referir ao contexto que vivemos atualmente de propagandas políticas. O que os candidatos procuram no cultivo de suas imagens públicas? Apenas a apresentação de uma abordagem bem ao estilo "salvador da pátria", onde o outro não importa, mas sim que ele tem de valor, no caso em questão, o seu voto. E votar apenas com base em imagem, é servilismo!
A postura servil em um contexto político poderia ser considerado quando há o devido respeito à pessoa humana que detém o voto! Isto é, quando ele é ouvido nas suas queixas, seus medos e suas apreensões sobre o futuro! Onde estão em nossa cidade os foruns para ouvir a população? Infelizmente os homens públicos que militam na política parridária não estão dispostos a ouvir, só querem falar! E de palavras, nós os eleitores estamos cheios!
Faltam servos na política! E sobram gatunos que aproveitando-se do servilismo da população usam seus discursos e determinadas benesses para perpetuarem-se no poder!
terça-feira, 31 de julho de 2012
CAMPO MISSIONÁRIO: PRESENTE DE DEUS!
"Coisa mais bem-aventurada é dar do que receber". (Atos 20.35)
De volta do Haiti, onde liderei uma equipe de quinze pessoas atuando na construção de uma creche-escola, realização de um Congresso Jovem e na visitação de igrejas e orfanatos, vivenciando condições bem caóticas de sobrevivência me ponho a refletir na fala de um dos meus colaboradores na viagem: "eu não ajudo o Haiti, é ele quem me ajuda!".
O nosso coração é tão soberbo que, mesmo quando temos motivações próximas às corretas para ajudar aos necessitados que encontramos em nosso caminho podemos eventualmente enxergar em nós mesmos uma perigosa veia de orgulho que insiste em permanecer ali instalada. Alguém já disse que o orgulho é como uma cebola: tentamos destrinchá-lo, mas não encontramos o seu cerne! A essência do orgulho é a nossa própria natureza humana que teima em chamar atenção para si mesma, e isso é tão verdade que a a Bíblia fala no desafio posto de "mortificarmos as obras da carne". É a proposta paulina:
Colossenses 3:5,6
Exterminai, pois, as vossas inclinações carnais: a prostituição, a impureza, a paixão, a vil concupiscência, e a avareza, que é idolatria; pelas quais coisas vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência.
O antídoto para o orgulho é a doação incondicional, e a esfera em que ocorre essa entrega tão irrestrita é sem dúvida alguma, é no envolvimento missionário. Quando o meu amigo disse que o Haiti faz bem a ele, bem mais do que ele ao Haiti, entendi pelo contexto de sua fala que a lembrança generosa dos nossos irmãos empobrecidos serve-lhe de estímulo para ele dar "graças em tudo". A gratidão é a linguagem de quem tem a graça de Deus encharcando o coração! Gosto de pensar na lógica absurda da graça. Como ser agradecido mesmo em meio aos mais desiguais sofrimentos?
Essa pergunta encontra sua resposta numa das canções que nossos irmãos haitianos nos ensinaram: "todas as coisas vão bem, quando Jesus está está no trono".
É por ai!
De volta do Haiti, onde liderei uma equipe de quinze pessoas atuando na construção de uma creche-escola, realização de um Congresso Jovem e na visitação de igrejas e orfanatos, vivenciando condições bem caóticas de sobrevivência me ponho a refletir na fala de um dos meus colaboradores na viagem: "eu não ajudo o Haiti, é ele quem me ajuda!".
O nosso coração é tão soberbo que, mesmo quando temos motivações próximas às corretas para ajudar aos necessitados que encontramos em nosso caminho podemos eventualmente enxergar em nós mesmos uma perigosa veia de orgulho que insiste em permanecer ali instalada. Alguém já disse que o orgulho é como uma cebola: tentamos destrinchá-lo, mas não encontramos o seu cerne! A essência do orgulho é a nossa própria natureza humana que teima em chamar atenção para si mesma, e isso é tão verdade que a a Bíblia fala no desafio posto de "mortificarmos as obras da carne". É a proposta paulina:
Colossenses 3:5,6
Exterminai, pois, as vossas inclinações carnais: a prostituição, a impureza, a paixão, a vil concupiscência, e a avareza, que é idolatria; pelas quais coisas vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência.
O antídoto para o orgulho é a doação incondicional, e a esfera em que ocorre essa entrega tão irrestrita é sem dúvida alguma, é no envolvimento missionário. Quando o meu amigo disse que o Haiti faz bem a ele, bem mais do que ele ao Haiti, entendi pelo contexto de sua fala que a lembrança generosa dos nossos irmãos empobrecidos serve-lhe de estímulo para ele dar "graças em tudo". A gratidão é a linguagem de quem tem a graça de Deus encharcando o coração! Gosto de pensar na lógica absurda da graça. Como ser agradecido mesmo em meio aos mais desiguais sofrimentos?
Essa pergunta encontra sua resposta numa das canções que nossos irmãos haitianos nos ensinaram: "todas as coisas vão bem, quando Jesus está está no trono".
É por ai!
quinta-feira, 26 de julho de 2012
AS CRIANÇAS DO HAITI
Fiquei devendo um artigo sobre o trabalho que as mulheres de nossa equipe aqui no Haiti fizeram com espirito abnegado e uma dedicação bem singular. Foram realizadas visitas em alguns orfanatos e igrejas com programações voltadas às crianças como histórias, músicas e distribuição de kits com doces e balas.
A sensação que se tem quando se sai desses programas sempre é de um forte senso de impotência pois há muita coisa a ser feita, e na maioria das vezes o que nos propomos a fazer no final das contas, parece ser muito pouco!
As irmãs, lideradas pela Débora se portaram de modo bem criativo na contação das histórias e na animação por meio das músicas e dinâmicas diversas, em tudo elas demonstraram a vontade de marcarem vidas que, sabem de perto o que vem a ser a dor do abandono. O prêmio que temos é o sorriso estampado de crianças que, ao menos por algumas horas, tem a dinâmica da vida deles mudada, com o brilho do amor solidário.
O ano que vem voltaremos com uma estrutura melhor e o desafio persiste: por que você não vem no próximo ano conosco?
A sensação que se tem quando se sai desses programas sempre é de um forte senso de impotência pois há muita coisa a ser feita, e na maioria das vezes o que nos propomos a fazer no final das contas, parece ser muito pouco!
As irmãs, lideradas pela Débora se portaram de modo bem criativo na contação das histórias e na animação por meio das músicas e dinâmicas diversas, em tudo elas demonstraram a vontade de marcarem vidas que, sabem de perto o que vem a ser a dor do abandono. O prêmio que temos é o sorriso estampado de crianças que, ao menos por algumas horas, tem a dinâmica da vida deles mudada, com o brilho do amor solidário.
O ano que vem voltaremos com uma estrutura melhor e o desafio persiste: por que você não vem no próximo ano conosco?
quarta-feira, 25 de julho de 2012
CARREIRA TERMINADA NO HAITI
Quando o apóstolo Paulo fala em Atos sobre "completar a carreira que recevi do meu Senhor" ele se referia à sua tarefa missionária no decorrer de sua vida. Apesar do tema acima, compreendo que nossa carreira foi terminada no Haiti apenas no quesito: obra em Cottard, 2012. Pois ainda há muito o que fazer para que o Haiti volte a sorrir de novo.
Acabei de conversar com o pr. Genele, da Igreja Batista em Cottard que, emocionado demostrou sua gratidão pelo trabalho de toda a nossa equipe de construção durante esses 06 dias envolvidos integralmente na Obra do Senhor aqui no Haiti.
O teatemunho que eu tenho recolhido aqui com a minha equipe é que essa obra (a construção de uma unidade do PEP, uma escola pré escolar) realizada em tão pouco tempo e com uma equipe mista que envolveu um pedreiro, três pastores, um técnico em desinsetização, um mecânico naval e um técnico agrícula! Coisa de Deus! Pessoas que não possuem em si mesmas quaisquer habilidades na área da carpintaria, mas que se uniram em torno de um ideal comum: "fazer o algo mais"
O que levamos destes momentos passados aqui em Cottard é a hospitalidade generosa da família pastoral, que nos recebeu com o que tinham de melhor: uma igreja em obras, banhos de "caneca", alimentação em horários regulares e com uma fartura que, só foi possível pelas ofertas que deixamos, mas o que na realidade foi o diferencial, sem dúvida alguma foi a presença do Espírito Santo que permeou em nossas vidas trazendo uma brisa santa nas noites quentes, um renovo nos momentos de cansaço e o dulçor que só pode perceber quem se torna dependente do favor do Senhor!
Em suma, podemos dizer que fizemos história no Haiti com a construção do primeiro PEPE em solo haitiano, e agora fica o desejo de que o projeto agora cresça a partir do que deixamos: quatro salas e dois banheiros. Estamos conscientes de que ainda falta algo mais para o funcionamento digno desse mega projeto: cisterna, caixa d'água, muros, cadeiras escolares, quadro negros, o treinamento dos professores, e outros adendos. Mas, empreendemos uma obra que ficou em 20 mil dólares, que conseguimos, graças às doações das igrejas brasileiras, e da nossa parceira no projeto: a "Junta de Missões Mundiais", da "Convenção Batista Brasileira".
Não podemos deixar de agradecer a Deus pela oportunidade de servir mais um ano no Haiti e termino esse artigo desafiando pastores e igrejas para a próxima caravana que estarei à frente em julho de 2013! Tudo por um novo Haiti. E, em relação à carreira mais lata que o Senhor quer que cumpramos no decorrer da nossa vida, lembro-me de alguém que disse o seguinte: só há um jeito de saber se cumprimos nossa missão aqui na terra: se estamos vivos é porque ainda não a completamos!
Estou abrindo a minha agenda para estar falando em igrejas sobre os desafios do Haiti. Basta enviar um email para ezequias@ibacen.com.br
Acabei de conversar com o pr. Genele, da Igreja Batista em Cottard que, emocionado demostrou sua gratidão pelo trabalho de toda a nossa equipe de construção durante esses 06 dias envolvidos integralmente na Obra do Senhor aqui no Haiti.
O teatemunho que eu tenho recolhido aqui com a minha equipe é que essa obra (a construção de uma unidade do PEP, uma escola pré escolar) realizada em tão pouco tempo e com uma equipe mista que envolveu um pedreiro, três pastores, um técnico em desinsetização, um mecânico naval e um técnico agrícula! Coisa de Deus! Pessoas que não possuem em si mesmas quaisquer habilidades na área da carpintaria, mas que se uniram em torno de um ideal comum: "fazer o algo mais"
O que levamos destes momentos passados aqui em Cottard é a hospitalidade generosa da família pastoral, que nos recebeu com o que tinham de melhor: uma igreja em obras, banhos de "caneca", alimentação em horários regulares e com uma fartura que, só foi possível pelas ofertas que deixamos, mas o que na realidade foi o diferencial, sem dúvida alguma foi a presença do Espírito Santo que permeou em nossas vidas trazendo uma brisa santa nas noites quentes, um renovo nos momentos de cansaço e o dulçor que só pode perceber quem se torna dependente do favor do Senhor!
Em suma, podemos dizer que fizemos história no Haiti com a construção do primeiro PEPE em solo haitiano, e agora fica o desejo de que o projeto agora cresça a partir do que deixamos: quatro salas e dois banheiros. Estamos conscientes de que ainda falta algo mais para o funcionamento digno desse mega projeto: cisterna, caixa d'água, muros, cadeiras escolares, quadro negros, o treinamento dos professores, e outros adendos. Mas, empreendemos uma obra que ficou em 20 mil dólares, que conseguimos, graças às doações das igrejas brasileiras, e da nossa parceira no projeto: a "Junta de Missões Mundiais", da "Convenção Batista Brasileira".
Não podemos deixar de agradecer a Deus pela oportunidade de servir mais um ano no Haiti e termino esse artigo desafiando pastores e igrejas para a próxima caravana que estarei à frente em julho de 2013! Tudo por um novo Haiti. E, em relação à carreira mais lata que o Senhor quer que cumpramos no decorrer da nossa vida, lembro-me de alguém que disse o seguinte: só há um jeito de saber se cumprimos nossa missão aqui na terra: se estamos vivos é porque ainda não a completamos!
Estou abrindo a minha agenda para estar falando em igrejas sobre os desafios do Haiti. Basta enviar um email para ezequias@ibacen.com.br
CARREIRA TERMINADA NO HAITI
Quando o apóstolo Paulo fala em Atos sobre "completar a carreira que recevi do meu Senhor" ele se referia à sua tarefa missionária no decorrer de sua vida. Apesar do tema acima, compreendo que nossa carreira foi terminada no Haiti apenas no quesito: obra em Cottard, 2012. Pois ainda há muito o que fazer para que o Haiti volte a sorrir de novo.
Acabei de conversar com o pr. Genele, da Igreja Batista em Cottard que, emocionado demostrou sua gratidão pelo trabalho de toda a nossa equipe de construção durante esses 06 dias envolvidos integralmente na Obra do Senhor aqui no Haiti.
O teatemunho que eu tenho recolhido aqui com a minha equipe é que essa obra (a construção de uma unidade do PEP, uma escola pré escolar) realizada em tão pouco tempo e com uma equipe mista que envolveu um pedreiro, três pastores, um técnico em desinsetização, um mecânico naval e um técnico agrícula! Coisa de Deus! Pessoas que não possuem em si mesmas quaisquer habilidades na área da carpintaria, mas que se uniram em torno de um ideal comum: "fazer o algo mais"
O que levamos destes momentos passados aqui em Cottard é a hospitalidade generosa da família pastoral, que nos recebeu com o que tinham de melhor: uma igreja em obras, banhos de "caneca", alimentação em horários regulares e com uma fartura que, só foi possível pelas ofertas que deixamos, mas o que na realidade foi o diferencial, sem dúvida alguma foi a presença do Espírito Santo que permeou em nossas vidas trazendo uma brisa santa nas noites quentes, um renovo nos momentos de cansaço e o dulçor que só pode perceber quem se torna dependente do favor do Senhor!
Em suma, podemos dizer que fizemos história no Haiti com a construção do primeiro PEPE em solo haitiano, e agora fica o desejo de que o projeto agora cresça a partir do que deixamos: quatro salas e dois banheiros. Estamos conscientes de que ainda falta algo mais para o funcionamento digno desse mega projeto: cisterna, caixa d'água, muros, cadeiras escolares, quadro negros, o treinamento dos professores, e outros adendos. Mas, empreendemos uma obra que ficou em 20 mil dólares, que conseguimos, graças às doações das igrejas brasileiras, e da nossa parceira no projeto: a "Junta de Missões Mundiais", da "Convenção Batista Brasileira".
Não podemos deixar de agradecer a Deus pela oportunidade de servir mais um ano no Haiti e termino esse artigo desafiando pastores e igrejas para a próxima caravana que estarei à frente em julho de 2013! Tudo por um novo Haiti. E, em relação à carreira mais lata que o Senhor quer que cumpramos no decorrer da nossa vida, lembro-me de alguém que disse o seguinte: só há um jeito de saber se cumprimos nossa missão aqui na terra: se estamos vivos é porque ainda não a completamos!
Estou abrindo a minha agenda para estar falando em igrejas sobre os desafios do Haiti. Basta enviar um email para ezequias@ibacen.com.br
Acabei de conversar com o pr. Genele, da Igreja Batista em Cottard que, emocionado demostrou sua gratidão pelo trabalho de toda a nossa equipe de construção durante esses 06 dias envolvidos integralmente na Obra do Senhor aqui no Haiti.
O teatemunho que eu tenho recolhido aqui com a minha equipe é que essa obra (a construção de uma unidade do PEP, uma escola pré escolar) realizada em tão pouco tempo e com uma equipe mista que envolveu um pedreiro, três pastores, um técnico em desinsetização, um mecânico naval e um técnico agrícula! Coisa de Deus! Pessoas que não possuem em si mesmas quaisquer habilidades na área da carpintaria, mas que se uniram em torno de um ideal comum: "fazer o algo mais"
O que levamos destes momentos passados aqui em Cottard é a hospitalidade generosa da família pastoral, que nos recebeu com o que tinham de melhor: uma igreja em obras, banhos de "caneca", alimentação em horários regulares e com uma fartura que, só foi possível pelas ofertas que deixamos, mas o que na realidade foi o diferencial, sem dúvida alguma foi a presença do Espírito Santo que permeou em nossas vidas trazendo uma brisa santa nas noites quentes, um renovo nos momentos de cansaço e o dulçor que só pode perceber quem se torna dependente do favor do Senhor!
Em suma, podemos dizer que fizemos história no Haiti com a construção do primeiro PEPE em solo haitiano, e agora fica o desejo de que o projeto agora cresça a partir do que deixamos: quatro salas e dois banheiros. Estamos conscientes de que ainda falta algo mais para o funcionamento digno desse mega projeto: cisterna, caixa d'água, muros, cadeiras escolares, quadro negros, o treinamento dos professores, e outros adendos. Mas, empreendemos uma obra que ficou em 20 mil dólares, que conseguimos, graças às doações das igrejas brasileiras, e da nossa parceira no projeto: a "Junta de Missões Mundiais", da "Convenção Batista Brasileira".
Não podemos deixar de agradecer a Deus pela oportunidade de servir mais um ano no Haiti e termino esse artigo desafiando pastores e igrejas para a próxima caravana que estarei à frente em julho de 2013! Tudo por um novo Haiti. E, em relação à carreira mais lata que o Senhor quer que cumpramos no decorrer da nossa vida, lembro-me de alguém que disse o seguinte: só há um jeito de saber se cumprimos nossa missão aqui na terra: se estamos vivos é porque ainda não a completamos!
Estou abrindo a minha agenda para estar falando em igrejas sobre os desafios do Haiti. Basta enviar um email para ezequias@ibacen.com.br
sexta-feira, 20 de julho de 2012
INFORMATIVO PROJETO HAITI 2012
Estou aqui na sede da "Conexão das Igrejas Batistas no Haiti", organização que tem uma parceria com a nossa "Junta de Missões Mundiais" da Convenção Batista Brasileira. Dentro de pouco mais de uma hora estaremos dando abertura oficial ao nosso Congresso Jovem aqui no Haiti.
Estamos com dois grupos de trabalho em nosso projeto. Uma equipe de construção formada por 07 homens, com o apoio de nosso missionário no Haiti ("Missão de Apoio à Igreja Sofredora), Douglas Soares está em Cottard realizando a construção de uma creche escola que atenderá a um projeto denominado PEPE (Programa de Educação Pré Escolar) que a nossa Junta missionária tem mantido em vários países do mundo com a visão empolgante de ensinar as primeiras letras às crianças com valores cristãos. A região de Cottard parece ser uma área bem carente, e como é típico no Haiti as crianças ali não tem acesso fácil à alfabetização e a Igreja Batista do bairro, liderada pelo pr. Genele tem um bom testemunho na comunidade e cremos que estamos fazendo história nesse país a partir desse projeto de construção que servirá de padrão para as próximas unidades do PEPE no país.
O outro grupo de nossa caravana, formada por 08 irmãs que tem sido lideradas pela minha esposa, Débora Marins, está hospedado na sede da "Missão de Apoio à Igreja Sofredora", de uma forma generosa, a ponto delas mesmas se expressarem que vem sendo tratadas como "princesas". Elas tem visitado todas as tardes orfanatos nas redondezas de Porto Principe, e todas tem sido impactadas com experiências de aproximação ao sofrimento mais torturante aqui no Haiti: o das crianças. Os órfáos haitianos tem olhos vivos, que mascaram muito bem o estado desolador de suas vidas, com horizontes de esperança bem escondidos. O nosso trabalho aqui no Haiti é proporcionar em algumas horas um vislumbre daquilo que a Graça de Deus pode proporcionar aos coraçõezinhos que já viram a morte tão de perto, e tantas vezes!
O nosso ponto alto nesse fim de semana será a promoção do Congresso Jovem. Trinta jovens estão por aqui, e todos estão bem vestidos, alegres (já ouvimos o canto das moças) e sentindo-se privilegiados em serem convidados para participar desse programa de treinamento ministerial. A coordenação do Congresso está a cargo da irmã Enilze Lucena, e ela notabilizou-se com o melhor da organização pois cada congressista terá um crachá e receberá uma pasta com a programação, dados dos preletores (ao todo serão duas mensagens e seis palestras) e um brinde: um CD do cantor brasileiro Carlinhos Félix! Além disso, temos aqui um banner feito com a qualidade e presteza necessárias ao Reino com o tema (em francês) do nosso Congresso: "Fazendo diferença em um mundo indiferente!".
Semana que vem completaremos nossa construção e avançaremos nas visitas aos orfanatos! Deus tem muitos tesouros para serem dados a nós nestes dias! E, repito "tesouros", pois o Haiti a despeito de ser um dos paises mais pobres do mundo, sempre nos deixa mais ricos, sobretudo quando entendemos o propósito de nossa missão aqui no mundo: marcarmos vidas com a vida de Deus!
Como as lágrimas estão perto de pedirem licença para chegar, me despeço neste primeiro (podendo ser o único) artigo de nossa viagem! Antea de encerrar, não posso deixar de registrar minha gratidão às pessoas e igrejas que tornaram esse projeto possivel:
* Familiares,
* Doadores da obra missionária,
* Igrejas apoiadoras,
* Pastores parceiros,
* Missão de Apoio a Igreja Sofredora,
* Junta de Missões Nacionais,
* Conexão das Igrejas Batistas do Haiti,
* Rosângela,
* Enilze e Priscila (CD's),
Igrejas apoiadoras:
Igreja Batista Central em Japuiba
Igreja Evangélica Congregacional Agape
Igreja Assembleia de Deus, ministério Belem
Igreja Assembleia de Deus, ministério Madureira,
Igreja Batista Central em Brisamar
Igreja Batista Central em Seropédica
Igreja Batista Nickei
Igreja Batista em Nova Aurora
Primeira Igreja Batista em Itanhanhém
Primeira Igreja Batista em Seropédica
Igreja Batista Central em Lagoinha
Igreja Batista Nacional da Japuiba
Igreja Batista Central em Piranema
Igreja Batista Nova Jerusalém
Juventude Batista Sudeste Fluminense
Estamos com dois grupos de trabalho em nosso projeto. Uma equipe de construção formada por 07 homens, com o apoio de nosso missionário no Haiti ("Missão de Apoio à Igreja Sofredora), Douglas Soares está em Cottard realizando a construção de uma creche escola que atenderá a um projeto denominado PEPE (Programa de Educação Pré Escolar) que a nossa Junta missionária tem mantido em vários países do mundo com a visão empolgante de ensinar as primeiras letras às crianças com valores cristãos. A região de Cottard parece ser uma área bem carente, e como é típico no Haiti as crianças ali não tem acesso fácil à alfabetização e a Igreja Batista do bairro, liderada pelo pr. Genele tem um bom testemunho na comunidade e cremos que estamos fazendo história nesse país a partir desse projeto de construção que servirá de padrão para as próximas unidades do PEPE no país.
O outro grupo de nossa caravana, formada por 08 irmãs que tem sido lideradas pela minha esposa, Débora Marins, está hospedado na sede da "Missão de Apoio à Igreja Sofredora", de uma forma generosa, a ponto delas mesmas se expressarem que vem sendo tratadas como "princesas". Elas tem visitado todas as tardes orfanatos nas redondezas de Porto Principe, e todas tem sido impactadas com experiências de aproximação ao sofrimento mais torturante aqui no Haiti: o das crianças. Os órfáos haitianos tem olhos vivos, que mascaram muito bem o estado desolador de suas vidas, com horizontes de esperança bem escondidos. O nosso trabalho aqui no Haiti é proporcionar em algumas horas um vislumbre daquilo que a Graça de Deus pode proporcionar aos coraçõezinhos que já viram a morte tão de perto, e tantas vezes!
O nosso ponto alto nesse fim de semana será a promoção do Congresso Jovem. Trinta jovens estão por aqui, e todos estão bem vestidos, alegres (já ouvimos o canto das moças) e sentindo-se privilegiados em serem convidados para participar desse programa de treinamento ministerial. A coordenação do Congresso está a cargo da irmã Enilze Lucena, e ela notabilizou-se com o melhor da organização pois cada congressista terá um crachá e receberá uma pasta com a programação, dados dos preletores (ao todo serão duas mensagens e seis palestras) e um brinde: um CD do cantor brasileiro Carlinhos Félix! Além disso, temos aqui um banner feito com a qualidade e presteza necessárias ao Reino com o tema (em francês) do nosso Congresso: "Fazendo diferença em um mundo indiferente!".
Semana que vem completaremos nossa construção e avançaremos nas visitas aos orfanatos! Deus tem muitos tesouros para serem dados a nós nestes dias! E, repito "tesouros", pois o Haiti a despeito de ser um dos paises mais pobres do mundo, sempre nos deixa mais ricos, sobretudo quando entendemos o propósito de nossa missão aqui no mundo: marcarmos vidas com a vida de Deus!
Como as lágrimas estão perto de pedirem licença para chegar, me despeço neste primeiro (podendo ser o único) artigo de nossa viagem! Antea de encerrar, não posso deixar de registrar minha gratidão às pessoas e igrejas que tornaram esse projeto possivel:
* Familiares,
* Doadores da obra missionária,
* Igrejas apoiadoras,
* Pastores parceiros,
* Missão de Apoio a Igreja Sofredora,
* Junta de Missões Nacionais,
* Conexão das Igrejas Batistas do Haiti,
* Rosângela,
* Enilze e Priscila (CD's),
Igrejas apoiadoras:
Igreja Batista Central em Japuiba
Igreja Evangélica Congregacional Agape
Igreja Assembleia de Deus, ministério Belem
Igreja Assembleia de Deus, ministério Madureira,
Igreja Batista Central em Brisamar
Igreja Batista Central em Seropédica
Igreja Batista Nickei
Igreja Batista em Nova Aurora
Primeira Igreja Batista em Itanhanhém
Primeira Igreja Batista em Seropédica
Igreja Batista Central em Lagoinha
Igreja Batista Nacional da Japuiba
Igreja Batista Central em Piranema
Igreja Batista Nova Jerusalém
Juventude Batista Sudeste Fluminense
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