"Jacó deu a Esaú pão e o guisado de lentilhas; e ele comeu e bebe; e,em levantando-se, seguiu seu caminho. Assim desprezou Esaú o seu direito de primogenitura". (Genesis 25.34)
A história você já conhece: Esaú chega cansado de uma caçada improdutiva e logo, esfomeado põe-se a negociar com o seu arguto irmão para ganhar um prato de guisado (carne vermelha). Astutamente, Jacó honra o seu nome e "suplanta" o seu irmão, passando para tras com uma conversa afiada de maldades, em uma proposta sedutora: Esaú abriria mão do direito de receber a benção de "irmão mais velho", e em troca seu desejo por uma alimentação faustosa seria realizado! Isso é que é uma ideia tabajara: acabaram seus problemas! A benção por um prato de carne! Fazemos qualquer negócio!
O resultado você já pode esperar: em se aproximando da morte do pai dos irmãos negociantes, Isaque, Jacó toma o seu direito adquirido pela sórdida transação e recebe a benção tão sonhada e forjada no calor da canalhice! Esaú fica contrariado, aborrecido, mas sem muito o que fazer! Perdeu a benção por um prato de guisado!
Parece-me que essa história pode ser aplicada em meio à aproximação da Rede Globo com o público evangélico. Eu leio no "Maré Gospel" dessa semana, um caderno evangélico em um dos jornais de nossa cidade, uma reportagem de uma página sobre o famigerado "Festival Promessas", e em meio ao tom da reportagem, citando a participação de crentes de nossa cidade no evento, uma declaração chama-me a atenção, justamente de um dos diretores da "Venus Platinada": "Não podemos de maneira nenhuma ignorar as expressões da cultura do nosso povo. E a música evangélica é um dos fenômenos dessa imensa força que se expande sem cessar".
Ficou patente nessa declaração uma constatação óbvia: a música evangélica deixou de servir ao Evangelho para servir à cultura do nosso povo! Martinho Lutero tinha a consciência de que a música é serva da Palavra, mas o que vemos hoje é a música servindo-se a si mesma! Há algum tempo comentei de que a pressão por composições "vendáveis" tem feito cantores consagrados por belas letras submetendo-se a produzir músicas "fast food", de consumo rápido, indolor e sem sabor. Nossas igrejas estão sujeitando-se (a contragosto, mas sem alternativas) a um estilo de músico pastoso, sem vislumbres de eternidade! Isso porque os mais renomados artistas gospeis não tem tempo de produzir algo com conteúdo, e quando produzem não tem mais público para consumir música com qualidade. O que se vende é o descartável: letras com fogo (para vender a pentecostais) e sobre conquista (para vender a neo-pentecostais).
O que a Globo se propõe a fazer com esse Festival, que vai ao ar próximo do Natal para delírio de evangélicos que pensam estar fazendo história, e não deixam de estar mesmo, pois estão participando do tempo em que a igreja está trocando a benção do Pai (santidade) por um prato de guisado (um evento televisivo). Eu já convivi com determinados figurões da música evangélica, e até mesmo recentemente tive o desprazer de relacionar-me com alguém... e posso dizer que termos como "ministério", "sacrifício", "renúncia", "amor"... olha, nos lábios de muitos deles são apenas palavras, meros vocábulos, o que lhes interessa é o retorno financeiro com suas medíocres canções!
É fato que estamos vivendo o tempo do evangelho maquiado, adornado para agradar a platéia! A denúncia de C. H. Spurgeon em seu tempo ainda vale: "A igreja abandonou a pregação ousada, como a dos puritanos;
em seguida, ela gradualmente amenizou seu testemunho; depois, passou a aceitar
e justificar as frivolidades que estavam em voga no mundo, e no passo seguinte,
começou a tolerá-las em suas fronteiras; agora, a igreja as adotou sob o
pretexto de ganhar as multidões."
Vejo lideres interessados em faturar notoriedade, e sob o pretexto de celebrar ao Senhor, vendem seus ministérios a articulados diretores, que eles sim estão conscientes da realidade envolvida: trata-se apenas de uma exibição cultural, nada mais, nada menos! Vergonha! É a palavra que me vêm a mente! Para celebrar o "Dia da Bíblia" em nossa cidade não nos unimos! Para participar do prato de guisado da Globo consegue-se arregimentar um grupo significativo! Vergonha! Eu tenho vergonha!
É o que eu penso.
sábado, 10 de dezembro de 2011
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
FERIDOS NA BATALHA! RECOMENDO!
Acabei de ler o livro "Feridos na Batalha" do meu amigo, pr. Renato Vargens. O livro é escrito com alma pastoral e coração tremendamente preocupado com os des-caminhos da igreja evangélica no Brasil. Fica muito patente aos olhos a percepção do autor, que eu compartilho igualmente preocupado, do surgimento de uma classe perigosa de líderes, que tem sido alçados à posição de "gurus" que não admitem serem questionados. Eu tenho de lidar vez por outra com homens assim! Melindrosos, receosos quanto à defesa de suas autoridades, e quando se sentem ameaçados em suas pretensões, eles são tirânicos no modo como usam as palavras e cá pra nós, eles se fecham às explicações dos outros. São eles que se bastam a si mesmos!
O livro do pr. Renato vem preencher uma lacuna em nossa reflexão pastoral neste tempo de apóstolos e mega-pastores: o que fazer diante do perfil humanista (no melhor sentido dessa palavra, a uso no corte de "próprio do que é ser humano") do pastor na perspectiva bíblica em relação aos contextos eclesiásticos que convivemos onde o regime de administração gerencial roubou-nos a simplicidade da igreja enquanto "comunidade"?
Em resposta a essa pergunta, encontrei no livro, alguns insights que estarão agora fazendo parte de meus pensamentos em busca de um paradigma, um modelo referencial do que vem a ser um pastor nesse tempo onde os "coronéis da fé" saem brigando uns com os outros, utilizando-se de xingamentos que deveriam ser impronunciáveis nos lábios de um mensageiro de Deus! Recentemente um obreiro disse a um grupo em reunião: "eu dou ao povo o que ele quer, para depois ele me dar o que eu quero!". É a ética do "vendilhão do templo" travestido de pastor evangélico! É pura soberba de quem está de olho na lã da ovelha e não de cuidar do rebanho que o Senhor Jesus lhe confiou!
Muitos são feridos por pastores que, em nome de um discipulado cego manipulam suas vidas em sacrifício de suas convicções pessoais! Há obreiros que tentam à moda do "rolo compressor" incentivarem seus liderados a trabalharem em eventos evangélicos (leiam-se "comerciais") com o dinheiro público, como se o público fosse privado e o privado público. São verdadeiros enganadores, que não confiam unicamente na provisão do Senhor para as receitas (algumas delas de motivações justas) de suas igrejas!
Outros são feridos quando têm seus questionamentos e dúvidas feitas no privado do gabinete pastoral expostos no púlpito, como "exemplos" e ilustrações pessoais danosas, pois, sem autorização do confidente, tais pastores são covardes, pois falam no púlpito o que não têm coragem de verbalizar em outros contextos! O resultado é gente ferida, doente, magoada demais para voltar à igreja e a ter no pastor um modelo de homem confiável!
Mas, existe o outro lado! E o pr. Renato também comenta nessa direção: há igrejas que trituram seus pastores! Conheço histórias de pastores que penam nas mãos de conselhos e diretorias sanguinárias que, por não estarem dispostos ao confrontamento bíblico, silenciam seus pastores, inclusive vedando-lhes o salário (que já não é tão grande assim...) mensal! São diáconos, presbíteros e membros de famílias importantes da igreja que não gostam de se sentirem ameaçados em uma Exposição fiel do verdadeiro Evangelho, acostumados que estão a mandar e a não serem importunados em seus "pecados preferidos".
Igrejas que maltratam seus pastores são discípulas de Demas, aquele abandonou a Paulo, "tendo amado o mundo presente", II Timóteo 4.10. Interessante que no original temos "aion", que vem a ser "o mundo presente, com as suas preocupações, tentações e desejos". Tem muitos lideres de igrejas no Brasil afora preocupados apenas com os seus ganhos e status pessoais, e bem pouco interessados na promoção do Reino de Deus e o avanço da obra missionária! São verdadeiros lobos travestidos de ovelhas! Gente má!
Mas, por fim, o livro do pr. Renato, que recomendo fortemente tem um tom positivo. No final o autor lança algumas soluções que podem ser sintetizadas em uma frase: "olhe para Jesus!". O coração do homem não pode ser um arsenal de ressentimentos! O perdão é uma declaração de guerra ao conflito interior que já está instaurado na alma humana. É como se fosse uma bandeira branca desfraldada indicando que a paz finalmente precisa entrar na guerra!
Desejo muito que esse livro (que pode ser adquirido pelo site www.renatovargens.com.br) seja para o Brasil a definição de um tempo onde torturados e torturadores possam se encontrar! E creio que o alvo, o fim mesmo disso tudo seja uma reconciliação com requintes de super-abundante-graça, onde o Senhor Jesus finalmente ministrará um tempo de bonança em sua igreja com feridos e algozes celebrando juntos a Ceia do Senhor, numa simbiose que fará surgir uma nova espécie na igreja: os saudáveis!
Que eu veja esse tempo na igreja do Senhor Jesus!
O livro do pr. Renato vem preencher uma lacuna em nossa reflexão pastoral neste tempo de apóstolos e mega-pastores: o que fazer diante do perfil humanista (no melhor sentido dessa palavra, a uso no corte de "próprio do que é ser humano") do pastor na perspectiva bíblica em relação aos contextos eclesiásticos que convivemos onde o regime de administração gerencial roubou-nos a simplicidade da igreja enquanto "comunidade"?
Em resposta a essa pergunta, encontrei no livro, alguns insights que estarão agora fazendo parte de meus pensamentos em busca de um paradigma, um modelo referencial do que vem a ser um pastor nesse tempo onde os "coronéis da fé" saem brigando uns com os outros, utilizando-se de xingamentos que deveriam ser impronunciáveis nos lábios de um mensageiro de Deus! Recentemente um obreiro disse a um grupo em reunião: "eu dou ao povo o que ele quer, para depois ele me dar o que eu quero!". É a ética do "vendilhão do templo" travestido de pastor evangélico! É pura soberba de quem está de olho na lã da ovelha e não de cuidar do rebanho que o Senhor Jesus lhe confiou!
Muitos são feridos por pastores que, em nome de um discipulado cego manipulam suas vidas em sacrifício de suas convicções pessoais! Há obreiros que tentam à moda do "rolo compressor" incentivarem seus liderados a trabalharem em eventos evangélicos (leiam-se "comerciais") com o dinheiro público, como se o público fosse privado e o privado público. São verdadeiros enganadores, que não confiam unicamente na provisão do Senhor para as receitas (algumas delas de motivações justas) de suas igrejas!
Outros são feridos quando têm seus questionamentos e dúvidas feitas no privado do gabinete pastoral expostos no púlpito, como "exemplos" e ilustrações pessoais danosas, pois, sem autorização do confidente, tais pastores são covardes, pois falam no púlpito o que não têm coragem de verbalizar em outros contextos! O resultado é gente ferida, doente, magoada demais para voltar à igreja e a ter no pastor um modelo de homem confiável!
Mas, existe o outro lado! E o pr. Renato também comenta nessa direção: há igrejas que trituram seus pastores! Conheço histórias de pastores que penam nas mãos de conselhos e diretorias sanguinárias que, por não estarem dispostos ao confrontamento bíblico, silenciam seus pastores, inclusive vedando-lhes o salário (que já não é tão grande assim...) mensal! São diáconos, presbíteros e membros de famílias importantes da igreja que não gostam de se sentirem ameaçados em uma Exposição fiel do verdadeiro Evangelho, acostumados que estão a mandar e a não serem importunados em seus "pecados preferidos".
Igrejas que maltratam seus pastores são discípulas de Demas, aquele abandonou a Paulo, "tendo amado o mundo presente", II Timóteo 4.10. Interessante que no original temos "aion", que vem a ser "o mundo presente, com as suas preocupações, tentações e desejos". Tem muitos lideres de igrejas no Brasil afora preocupados apenas com os seus ganhos e status pessoais, e bem pouco interessados na promoção do Reino de Deus e o avanço da obra missionária! São verdadeiros lobos travestidos de ovelhas! Gente má!
Mas, por fim, o livro do pr. Renato, que recomendo fortemente tem um tom positivo. No final o autor lança algumas soluções que podem ser sintetizadas em uma frase: "olhe para Jesus!". O coração do homem não pode ser um arsenal de ressentimentos! O perdão é uma declaração de guerra ao conflito interior que já está instaurado na alma humana. É como se fosse uma bandeira branca desfraldada indicando que a paz finalmente precisa entrar na guerra!
Desejo muito que esse livro (que pode ser adquirido pelo site www.renatovargens.com.br) seja para o Brasil a definição de um tempo onde torturados e torturadores possam se encontrar! E creio que o alvo, o fim mesmo disso tudo seja uma reconciliação com requintes de super-abundante-graça, onde o Senhor Jesus finalmente ministrará um tempo de bonança em sua igreja com feridos e algozes celebrando juntos a Ceia do Senhor, numa simbiose que fará surgir uma nova espécie na igreja: os saudáveis!
Que eu veja esse tempo na igreja do Senhor Jesus!
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
EU, UM SERVO?
O artista Leonardo da Vinci pintou o belo quadro da última
ceia. Enquanto o pintava, procurava por pessoas que pudessem ser os modelos.
Ele desejava um rosto belo e pura face para representar Jesus, e outro rosto
ímpio e pecador para pintar Judas.
Ele pensou: "Preciso encontrar um homem de coração mau, cuja fisionomia mostre o mal em sua vida". Um dia, nas ruas de Roma, viu um mendigo de fisionomia má e horrenda. O mendigo concordou em posar para o retrato de Judas. Logo o pintor pôde completar a face do traidor. Ao terminar o trabalho, e pagar o mendigo, o artista perguntou o seu nome. "Pietro Bandinelli", respondeu o mendigo. E acrescentou: "Eu posei também para o modelo de Jesus Cristo."
Parece-me que a cada dia o meio evangélico vem sendo acometido de uma forte tendência ao culto ao personalismo. E, com isso essa historieta contada acima passa a servir de uma séria advertência em relação ao nosso orgulho de nos sentirmos melhores do que os outros, por nós considerados menos afortunados espiritualmente. É muito comum encontrarmos discussões "para mais de metro" quando tratam-se de assuntos que deveriam ser citados sempre com muito temor no coração e paz nos lábios. Não posso me esquecer jamais do li de Francis Frangipane, quando ele disse que é necessário que tenhamos a mesma reverência quando falamos de nosso irmão da que temos em nossas orações a Deus! Isso é muito sério! Hoje podemos posar de Jesus, e amanhã podemos posar de Judas, isso pode acontecer em fração de segundos até. Hoje santos, amanhã perversos!
Essa nossa mundanidade precisa ser levada em consideração no nosso conceito de santidade. Pois Cristo é a essência de nossa vida pura diante de Deus e não os valores e exigências de nossa legalista forma de enxergar o cristianismo. Deixa eu trocar em miúdos esse pensamento: algumas pessoas são excelentes em 'performances santarrônicas" (neo-logismo), em exibições de santidade, em expressões puramente emocionais e porque não dizer carnais da fé! Não se muda nada, não se quebranta o coração, apenas exibi-se a imagem de um crente muito quebrantado e dedicado às coisas de Deus, mas depois que termina o show, e o picadeiro se transforma na própria vida, ai começa-se à desconstrução do personagem, e o palhaço exibicionista de grandes visões e revelações do Senhor fica às voltas com uma existência mecânica e apagada!
Toda essa polêmica sobre "cair no Espírito" reflete isso! Ora, do que adianta "cair no Espírito", se a Bíblia recomenda-nos a "andar no Espírito". Repare no que temos em Gálatas 5.16: "Digo, porém: andai no Espírito e jamais satisfareis à concupiscência da carne". É muito claro que Deus deseja muito mais um povo que anda com ele, e "andar" aqui implica em amoldar a vida de acordo com os padrões do Espírito Santo de Deus, do que um povo que cai em showzinhos pirotécnicos onde o ser humano age como um "bobo da corte" que recebe justamente para fazerem outros rirem. E é verdade que junto com o "cair no Espírito" vem o "riso santo" e outras chocarrices.
Mas, e a pergunta que não quer calar é: Eu, um servo? E a resposta tem de ser, inexoravelmente, "sim". Porque você nasceu para servir e não para ser servido! Suas emoções precisam estar todas elas rendidas ao Senhor em um culto vibrante e sincero, e fuja de grupos religiosos que tentam fazer de você atrações de um culto ao orgulho e ao sectarismo. Abaixo aos que tentam domesticar as vibrações espontâneas de nosso culto ao Senhor!
Tenho dito.
Afinal o artista encontrou um jovem com rosto belo e puro.
Era Pietro Bandinelli, cantor de coro sacro. Passaram-se anos e o grande quadro
ainda não estava terminado, pois o artista não conseguia encontrar um rosto que
pudesse representar Judas.
Ele pensou: "Preciso encontrar um homem de coração mau, cuja fisionomia mostre o mal em sua vida". Um dia, nas ruas de Roma, viu um mendigo de fisionomia má e horrenda. O mendigo concordou em posar para o retrato de Judas. Logo o pintor pôde completar a face do traidor. Ao terminar o trabalho, e pagar o mendigo, o artista perguntou o seu nome. "Pietro Bandinelli", respondeu o mendigo. E acrescentou: "Eu posei também para o modelo de Jesus Cristo."
Parece-me que a cada dia o meio evangélico vem sendo acometido de uma forte tendência ao culto ao personalismo. E, com isso essa historieta contada acima passa a servir de uma séria advertência em relação ao nosso orgulho de nos sentirmos melhores do que os outros, por nós considerados menos afortunados espiritualmente. É muito comum encontrarmos discussões "para mais de metro" quando tratam-se de assuntos que deveriam ser citados sempre com muito temor no coração e paz nos lábios. Não posso me esquecer jamais do li de Francis Frangipane, quando ele disse que é necessário que tenhamos a mesma reverência quando falamos de nosso irmão da que temos em nossas orações a Deus! Isso é muito sério! Hoje podemos posar de Jesus, e amanhã podemos posar de Judas, isso pode acontecer em fração de segundos até. Hoje santos, amanhã perversos!
Essa nossa mundanidade precisa ser levada em consideração no nosso conceito de santidade. Pois Cristo é a essência de nossa vida pura diante de Deus e não os valores e exigências de nossa legalista forma de enxergar o cristianismo. Deixa eu trocar em miúdos esse pensamento: algumas pessoas são excelentes em 'performances santarrônicas" (neo-logismo), em exibições de santidade, em expressões puramente emocionais e porque não dizer carnais da fé! Não se muda nada, não se quebranta o coração, apenas exibi-se a imagem de um crente muito quebrantado e dedicado às coisas de Deus, mas depois que termina o show, e o picadeiro se transforma na própria vida, ai começa-se à desconstrução do personagem, e o palhaço exibicionista de grandes visões e revelações do Senhor fica às voltas com uma existência mecânica e apagada!
Toda essa polêmica sobre "cair no Espírito" reflete isso! Ora, do que adianta "cair no Espírito", se a Bíblia recomenda-nos a "andar no Espírito". Repare no que temos em Gálatas 5.16: "Digo, porém: andai no Espírito e jamais satisfareis à concupiscência da carne". É muito claro que Deus deseja muito mais um povo que anda com ele, e "andar" aqui implica em amoldar a vida de acordo com os padrões do Espírito Santo de Deus, do que um povo que cai em showzinhos pirotécnicos onde o ser humano age como um "bobo da corte" que recebe justamente para fazerem outros rirem. E é verdade que junto com o "cair no Espírito" vem o "riso santo" e outras chocarrices.
Mas, e a pergunta que não quer calar é: Eu, um servo? E a resposta tem de ser, inexoravelmente, "sim". Porque você nasceu para servir e não para ser servido! Suas emoções precisam estar todas elas rendidas ao Senhor em um culto vibrante e sincero, e fuja de grupos religiosos que tentam fazer de você atrações de um culto ao orgulho e ao sectarismo. Abaixo aos que tentam domesticar as vibrações espontâneas de nosso culto ao Senhor!
Tenho dito.
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
PESO ETERNO DE GLÓRIA!
"Toda a igreja cristã que não ensina aos seus membros a principal ciência da religião, a sofrimentologia, não está cumprindo o seu dever. Imponha a mortificação a si mesmo. Aprenda a sofrer e a não ceder. Pode chegar o tempo em que você poderá precisar deste conhecimento". (Richard Wurmbrand)
Quem escreveu essas linhas acima sabia do que estava dizendo, pois esse homem amava ao Senhor Jesus que pagou um alto preço pela sua ousadia em pregar o Evangelho na antiga Romênia, ainda sob o impacto do comunismo. Ele foi pastor luterano, que ficou mundialmente conhecido por passar 14 anos em campos de concentração em seu país, por causa de sua fé. Ele foi torturado por conta de sua obstinação em viver de fé em fé. Um exemplo para o nosso relaxado cristianismo!
Há algo na expressão de nosso cristianismo que me perturba, e é justamente a facilidade com que nos sentimos "vítimas" diante de situações espinhosas no nosso cotidiano. Deduzo que seja por conta da mensagem de um evangelho que não suporta provocações do Diabo ou ainda fragilidades de nossa própria natureza humana. Parece-me que o "vencer a qualquer preço" tem sido a filosofia de muitos dos nossos crentes hodiernos. E, como resultado temos crentes com uma fé que visa apenas o seu umbigo e a sua realização pessoal. Tenho sérias dúvidas que Deus está interessado em nossa alto estima! Tenho para mim que o propósito do Senhor é justamente nos desmamar de nossa auto-suficiência, e por meio das provas a que somos submetidos, provocar em nós um santo contentamento.
Esse "santo contentamento" não seria uma postura de "capachão" do tipo, "pode bater que eu gosto!", absolutamente, eu falo desse princípio como sendo algo espelhado na própria experiência do apóstolo Paulo: "Sei passar falta, e sei também ter abundância; em toda maneira e em todas as coisas estou experimentado, tanto em ter fartura, como em passar fome; tanto em ter abundância, como em padecer necessidade. Posso todas as coisas naquele que me fortalece", Filipenses 4.12,13.
Temos de entender o sofrimento como sendo uma prova para o Senhor aferir nossa alma e nossa persistência espiritual. Uma vez, aprovados nesse teste de fidelidade, passamos a adentrar esferas mais sublimes de nossa experiência com o Senhor, como pode ser visto nas biografias de missionários que aprenderam à base de duras penas a dependerem unicamente no Senhor!
Isso me faz lembrar o excelente livro de John Piper, "completando as aflições de Cristo", da Shedd Publicações em que ele cita o exemplo de Adoniram Judson que depois de observar que uma grande proporção dos que saiam em missão para o Oriente morriam em cinco anos, disse: "Por isso, caminhe suavemente, a morte espreita de perto os seus passos!".
Essa é a melhor forma de viver, tendo a consciência de que a morte espreita nossos passos! Somos pessoas caminhando na direção da morte, por conta disso, não temos de viver brigando uns com os outros por posição ministerial ou por notoriedade, vamos para o mesmo lugar, independente de sermos ricos ou pobres! A morte está no nosso pé! A vida é passageira! Celebremos pois cada segundo como se fosse o nosso último!
Tenho dito. E morrerei um dia! Ela (a morte) está aqui do meu lado!
PS. Apesar do tom aparentemente sombrio de meu artigo, quero homenagear os membros fundadores da nossa igreja, IBACEN, que completa 19 anos nesse fim de semana. Refiro-me aos fundadores que ainda estão conosco, membros servos dessa igreja encantadora! Que vivamos o presente tempo, certos de que nossa contribuição será eterna! Parabéns IBACEN!
Quem escreveu essas linhas acima sabia do que estava dizendo, pois esse homem amava ao Senhor Jesus que pagou um alto preço pela sua ousadia em pregar o Evangelho na antiga Romênia, ainda sob o impacto do comunismo. Ele foi pastor luterano, que ficou mundialmente conhecido por passar 14 anos em campos de concentração em seu país, por causa de sua fé. Ele foi torturado por conta de sua obstinação em viver de fé em fé. Um exemplo para o nosso relaxado cristianismo!
Há algo na expressão de nosso cristianismo que me perturba, e é justamente a facilidade com que nos sentimos "vítimas" diante de situações espinhosas no nosso cotidiano. Deduzo que seja por conta da mensagem de um evangelho que não suporta provocações do Diabo ou ainda fragilidades de nossa própria natureza humana. Parece-me que o "vencer a qualquer preço" tem sido a filosofia de muitos dos nossos crentes hodiernos. E, como resultado temos crentes com uma fé que visa apenas o seu umbigo e a sua realização pessoal. Tenho sérias dúvidas que Deus está interessado em nossa alto estima! Tenho para mim que o propósito do Senhor é justamente nos desmamar de nossa auto-suficiência, e por meio das provas a que somos submetidos, provocar em nós um santo contentamento.
Esse "santo contentamento" não seria uma postura de "capachão" do tipo, "pode bater que eu gosto!", absolutamente, eu falo desse princípio como sendo algo espelhado na própria experiência do apóstolo Paulo: "Sei passar falta, e sei também ter abundância; em toda maneira e em todas as coisas estou experimentado, tanto em ter fartura, como em passar fome; tanto em ter abundância, como em padecer necessidade. Posso todas as coisas naquele que me fortalece", Filipenses 4.12,13.
Temos de entender o sofrimento como sendo uma prova para o Senhor aferir nossa alma e nossa persistência espiritual. Uma vez, aprovados nesse teste de fidelidade, passamos a adentrar esferas mais sublimes de nossa experiência com o Senhor, como pode ser visto nas biografias de missionários que aprenderam à base de duras penas a dependerem unicamente no Senhor!
Isso me faz lembrar o excelente livro de John Piper, "completando as aflições de Cristo", da Shedd Publicações em que ele cita o exemplo de Adoniram Judson que depois de observar que uma grande proporção dos que saiam em missão para o Oriente morriam em cinco anos, disse: "Por isso, caminhe suavemente, a morte espreita de perto os seus passos!".
Essa é a melhor forma de viver, tendo a consciência de que a morte espreita nossos passos! Somos pessoas caminhando na direção da morte, por conta disso, não temos de viver brigando uns com os outros por posição ministerial ou por notoriedade, vamos para o mesmo lugar, independente de sermos ricos ou pobres! A morte está no nosso pé! A vida é passageira! Celebremos pois cada segundo como se fosse o nosso último!
Tenho dito. E morrerei um dia! Ela (a morte) está aqui do meu lado!
PS. Apesar do tom aparentemente sombrio de meu artigo, quero homenagear os membros fundadores da nossa igreja, IBACEN, que completa 19 anos nesse fim de semana. Refiro-me aos fundadores que ainda estão conosco, membros servos dessa igreja encantadora! Que vivamos o presente tempo, certos de que nossa contribuição será eterna! Parabéns IBACEN!
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
ADORADORES SERVOS!
Não tenho dúvidas de que a adoração é o tema central do livro de Apocalipse. Adolf Poth vai dizer o seguinte em seu comentário: "Neste escrito, cuja extensão perfaz aproximadamente a décima quarta parte do Novo Testamento, a palavra "adorar" ocorre nada menos do que 24 vezes, enquanto em todo o resto do Novo Testamento aparece apenas mais 35 vezes. Termos do mesmo grupo semântico, como "glorificar", "agradecer", "louvar", "dar honras", "receber honra", "servir a Deus", "clamar a Deus" e, no mais, a grande quantidade de hinos e orações reforçam a impressão de que o objetivo do livro é a adoração."
Pelo que eu já tenho visto nesse inicio de leituras mais profundas nesse livro que estou expondo em nossa igreja o que temos nas páginas sagradas dessa literatura tão especial não é meramente um guia litúrgico para incrementar os nossos cultos, mas a expressão viva de alguém que viu o céu aberto, que experienciou um encontr com o próprio Jesus!
Quando reflito sobre essa questão, não posso absolutamente, deixar de tecer criticas sérias ao modo como percebo na igreja o trato com tão pouco caso do "Dia do Senhor" e em relação ao compromisso com a igreja e o culto em geral. Tem muitos irmãos hoje em dia que mereciam, sem dúvida ouvir a denúncia de Spurgeon, já no século XIX, em que ele dizia: "Não é verdade que o Dia do Senhor está se tornando, cada vez mais, um dia de recreação e de ociosidade; e a Casa do Senhor, um templo pagão cheio de ídolos ou um clube social onde existe mais entusiasmo por divertimento do que o zelo de Deus? Ai de mim. Os limites estão destruídos, e as paredes, arrasadas: e para muitas pessoas não existe igreja nenhuma, exceto aquela que é uma parte do mundo; e nenhum Deus, exceto aquela força desconhecida por meio da qual operam as forças da natureza."
É fato que, por fugirem do verdadeiro Deus, vemos crentes adorando um deus que é feito à própria imagem e semelhança de suas carnalidades e invencionices humanas! Eu tenho ficado cada vez mais decepcionado com a chamada "classe artistica" de nosso meio evangélico. As experiências que tive com cantores, cantoras e grupos dos mais diversos segmentos do mundo gospel, todas elas foram horrivelmente pesarosas! Tratam-se de meninos mimados, que, mesmo recebendo fartos honorários, ainda assim reclamam do melhor que a igreja consegue em termos de som e estrutura, e o último que convivi, ainda soltou xingamentos e chutes em caixa de som e tudo! Pasmem! Que tipo de Deus essa gente adora? Só posso lhes garantir que não é o Deus da Bíblia!
Fico enojado em considerar que nossos cultos ao Senhor muitas vezes são exibicionices de nossa própria performance e o tempo que passamos na igreja deixa de ser uma expressão de um "sacrificio vivo, santo e agradável", conforme Romanos 12.1 para se tornar arrogamente um tempo de exposição de um cantar bonito, uma exibição apoteótica nos instrumentos e o desejo de aplausos para si mesmos! A adoração passa a ser carnalidade quando deixa de honrar a Deus, e sim ao adorador! Eu tenho de tomar cuidado com generalizações, mas eu tenho para mim que quando o ministério de música se tornou independente do "ministério da Palavra", e as igrejas passaram a considerar os músicos de "levitas", a coisa toda desandou! Pois, os "tocadores" e "cantores" se colocaram ao mesmo nível dos "pastores e mestres" e nessa perversão hoje em dia, é preciso lembrar que todos são efetivamente servos, apenas isso, "servos"!
Warren Wiersbe, acerca do livro de Apocalípse diz que "deve-se abordar este livro como admiradores e adoradores, não apenas como estudiosos acadêmicos". E, eu indo além desse pensamento digo que como eu vejo que o Apocalípse é o "grand finale", o climax de toda a Revelação Bíblica, pois se propõe ser o descortinamento da pessoa e obra do Senhor Jesus à sua igreja, em consequência desse entendimento só consegue compreender as Escrituras Sagradas aqueles que tem o avental do serviço. Não se pode propor a interpretação das Escrituras aos pastores e líderes que antes não tem assento definitivo nas cadeiras da submissão e do quebrantamento. Somente os "puros de coração é que verão a Deus", conforme Mateus 5, logo os orgulhosos pedantes que se bastam a si mesmos em muito breve receberão a devida recompensa pelos seus feitos: o castigo eterno no inferno, no fogo que queimará suas vaidades pessoais!
Posso terminar dizendo que odeio os cantores e cantoras gospeis com seus grupos de músicos-artistas que, por não conhecerem suficientemente as Escrituras são mestres do entretenimento e do "show busines", uma vez que não entendem e nem aceitam o que vem a ser o serviço cristão desinteressado. Há excessões nesse meio, mas elas são na realidade para se confirmar a regra de que: há muita gente perversa cantando em nome de Deus nas nossas igrejas e eventos!
Eu já dei um "basta" nisso!
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
TEATRO EVANGÉLICO: APRECIE COM MODERAÇÃO!
"Não é a minha palavra como fogo, diz o Senhor, e como um martelo que esmiúça a pedra?" (Jeremias 23.29)
Em meio ao grande evento que promove o Teatro em nossa cidade, venho tecer algumas considerações sobre o uso dessa arte na proclamação do Evangelho do Senhor Jesus, e me porto como alguém que admira a boa interpretação cênica, mas ao mesmo tempo questiona se o meio artístico é de fato um ambiente onde a mensagem salvadora penetra sem quaisquer ruídos ou modificações causados pela performance humana.
Trocando em miúdos, a dramatização em uma peça (e posso pensar aqui na já tão falado no meio evangelico em nossa cidade, "o jardim do inimigo", mas poderia citar outras peças, entre boas e ruins) é a expressão de uma mentira, que visa apenas a representação de personagens fictícios, com uma e outra lição de moral nas falas, mas que quase sempre não refletem necessariamente o estilo de vida do intérprete. São muitos os artistas que, depois de muitos anos representando papéis tão diferentes entre si, acabam em choque em sua própria personalidade, corroborando para uma vida infeliz e dramaticamente amargurada. Basta uma olhadela sincera nas biografias dos grandes atores e atrizes do cinema, do teatro e das telenovelas para chegarmos a essa triste conclusão: eles representam tanto serem quem não são que se esquecem de quem são!
Em meio a essa "mentira existencial" não são poucos os artistas que, podem até comunicar valores de Deus em uma peça ou drama, mas tudo no nível técnico, nada ainda que representa uma mudança de convicções, por isso é que são muitos (não gostaria de ser genérico, mas tenho de usar de sinceridade) os componentes de nossos ministérios de teatro e dança que se afastam dos caminhos do Senhor e se tornam, levianos e muitas vezes devasos em seus comportamentos e posturas. Em outras palavras, eles se tornam piores do que os impios em suas impiedades!
Mas e ai? É conveniente usar de peças de teatro para evangelização? Eu responderia: "Sim e Não!".
* "Sim" se os textos das peças forem transcrições de versos bíblicos, sem invencionices gospéis e bizarrices como o Diabo dando conselhos á igreja do Senhor Jesus;
* "Sim" se os atores e atrizes estiverem cheios de Deus e em obediência à direção do líder da igreja, e não ensimesmados para terem suas apresentações recebidas com calorosos aplausos da pláteia;
* "Sim" se o roteiro da peça não for provocativo demais, apelando para a sensualidade das moças para ganhar a atenção dos marmanjões cheios de hormônios sentados nos bancos das igrejas ou das praças;
* "Sim" se a peça for um meio e não um fim para a mensagem do Evangelho, isso posto de forma prática: toda peça deveria terminar com um tempo de aplicação da verdade por um pregador (ou pregadora) com conteúdo para apresentar Jesus aos pecadores;
* E, por fim "sim" se a motivação da companhia não for meramente entreter o povo, mas sim gloficar a Deus, tocando nos corações das pessoas com a verdade de Jesus e não do autor da peça.
Agora, vamos ao "não".
* "Não" se deve usar o teatro quando os atores e atrizes não são convertidos, estão entre nós, mas no primeiro desapontamento acabam se afastando e participando de peças seculares, ambientes próprios de convivência homossexual inclusive;
* "Não" se a representação de papéis como "demônios" e o próprio "diabo" for por demais exagerada, ganhando destaque nas peças em detrimento de Jesus e toda a sua realeza;
* "Não" se a peça for o programa principal de um evento, pois sem proclamação formal das Escrituras não há culto ao Senhor, meramente um encontro de vaidades pesssoais;
* "Não" se não for ouvida a admoestação de Charles Spurgeon, pregador inglês do séc. XIX:
"A missão de entretenimento falha em realizar os fins desejados. Ela produz destruição entre os novos convertidos. Permita que os negligentes e escarnecedores, que agradecem a Deus pela Igreja os terem encontrado no meio do caminho, falem e testifiquem. Permita que os oprimidos que encontraram paz através de um concerto musical não silenciem! Permita que o bêbado para quem o entretenimento dramático foi um elo no processo de conversão, se levante! Ninguém irá responder. A missão de entretenimento não produz convertidos. A necessidade imediata para o ministério dos dias de hoje é crer na sabedoria combinada à verdadeira espiritualidade, uma brotando da outra como os frutos da raiz. A necessidade é de doutrina bíblica, de tal forma entendida e sentida, que coloque os homens em fogo."
Esses são pontos muito sérios para avaliarmos enquanto pastores, líderes e membros de nossas igrejas se não estamos dando espaço demais para grupos de teatro que se transformam em representantes de uma tendência que julgo ser perigosa, a de animadores do Evangelho. Não precisamos de mais cores e brilhos para a mensagem de Jesus, ela já vem dando resultados há milhares de anos, justamente pelo poder que ela esconde, conforme disse o apostolo Paulo aos Romanos: "porque não me envergonho do evangelho, pois é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego".
Jesus nos basta! E as peças teatrais têm de promover a Jesus! O resto é resto!
Tenho dito.
PS. A peça "jardim do inimigo" com bilheteria esgotada em nossa cidade é um exemplo flagrante do uso do teatro para promover o erro e certamente, não tem efeito algum para a conversão do pecador e a apresentação de Jesus como o unico Salvador do Mundo.
Em meio ao grande evento que promove o Teatro em nossa cidade, venho tecer algumas considerações sobre o uso dessa arte na proclamação do Evangelho do Senhor Jesus, e me porto como alguém que admira a boa interpretação cênica, mas ao mesmo tempo questiona se o meio artístico é de fato um ambiente onde a mensagem salvadora penetra sem quaisquer ruídos ou modificações causados pela performance humana.
Trocando em miúdos, a dramatização em uma peça (e posso pensar aqui na já tão falado no meio evangelico em nossa cidade, "o jardim do inimigo", mas poderia citar outras peças, entre boas e ruins) é a expressão de uma mentira, que visa apenas a representação de personagens fictícios, com uma e outra lição de moral nas falas, mas que quase sempre não refletem necessariamente o estilo de vida do intérprete. São muitos os artistas que, depois de muitos anos representando papéis tão diferentes entre si, acabam em choque em sua própria personalidade, corroborando para uma vida infeliz e dramaticamente amargurada. Basta uma olhadela sincera nas biografias dos grandes atores e atrizes do cinema, do teatro e das telenovelas para chegarmos a essa triste conclusão: eles representam tanto serem quem não são que se esquecem de quem são!
Em meio a essa "mentira existencial" não são poucos os artistas que, podem até comunicar valores de Deus em uma peça ou drama, mas tudo no nível técnico, nada ainda que representa uma mudança de convicções, por isso é que são muitos (não gostaria de ser genérico, mas tenho de usar de sinceridade) os componentes de nossos ministérios de teatro e dança que se afastam dos caminhos do Senhor e se tornam, levianos e muitas vezes devasos em seus comportamentos e posturas. Em outras palavras, eles se tornam piores do que os impios em suas impiedades!
Mas e ai? É conveniente usar de peças de teatro para evangelização? Eu responderia: "Sim e Não!".
* "Sim" se os textos das peças forem transcrições de versos bíblicos, sem invencionices gospéis e bizarrices como o Diabo dando conselhos á igreja do Senhor Jesus;
* "Sim" se os atores e atrizes estiverem cheios de Deus e em obediência à direção do líder da igreja, e não ensimesmados para terem suas apresentações recebidas com calorosos aplausos da pláteia;
* "Sim" se o roteiro da peça não for provocativo demais, apelando para a sensualidade das moças para ganhar a atenção dos marmanjões cheios de hormônios sentados nos bancos das igrejas ou das praças;
* "Sim" se a peça for um meio e não um fim para a mensagem do Evangelho, isso posto de forma prática: toda peça deveria terminar com um tempo de aplicação da verdade por um pregador (ou pregadora) com conteúdo para apresentar Jesus aos pecadores;
* E, por fim "sim" se a motivação da companhia não for meramente entreter o povo, mas sim gloficar a Deus, tocando nos corações das pessoas com a verdade de Jesus e não do autor da peça.
Agora, vamos ao "não".
* "Não" se deve usar o teatro quando os atores e atrizes não são convertidos, estão entre nós, mas no primeiro desapontamento acabam se afastando e participando de peças seculares, ambientes próprios de convivência homossexual inclusive;
* "Não" se a representação de papéis como "demônios" e o próprio "diabo" for por demais exagerada, ganhando destaque nas peças em detrimento de Jesus e toda a sua realeza;
* "Não" se a peça for o programa principal de um evento, pois sem proclamação formal das Escrituras não há culto ao Senhor, meramente um encontro de vaidades pesssoais;
* "Não" se não for ouvida a admoestação de Charles Spurgeon, pregador inglês do séc. XIX:
"A missão de entretenimento falha em realizar os fins desejados. Ela produz destruição entre os novos convertidos. Permita que os negligentes e escarnecedores, que agradecem a Deus pela Igreja os terem encontrado no meio do caminho, falem e testifiquem. Permita que os oprimidos que encontraram paz através de um concerto musical não silenciem! Permita que o bêbado para quem o entretenimento dramático foi um elo no processo de conversão, se levante! Ninguém irá responder. A missão de entretenimento não produz convertidos. A necessidade imediata para o ministério dos dias de hoje é crer na sabedoria combinada à verdadeira espiritualidade, uma brotando da outra como os frutos da raiz. A necessidade é de doutrina bíblica, de tal forma entendida e sentida, que coloque os homens em fogo."
Esses são pontos muito sérios para avaliarmos enquanto pastores, líderes e membros de nossas igrejas se não estamos dando espaço demais para grupos de teatro que se transformam em representantes de uma tendência que julgo ser perigosa, a de animadores do Evangelho. Não precisamos de mais cores e brilhos para a mensagem de Jesus, ela já vem dando resultados há milhares de anos, justamente pelo poder que ela esconde, conforme disse o apostolo Paulo aos Romanos: "porque não me envergonho do evangelho, pois é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego".
Jesus nos basta! E as peças teatrais têm de promover a Jesus! O resto é resto!
Tenho dito.
PS. A peça "jardim do inimigo" com bilheteria esgotada em nossa cidade é um exemplo flagrante do uso do teatro para promover o erro e certamente, não tem efeito algum para a conversão do pecador e a apresentação de Jesus como o unico Salvador do Mundo.
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
SUA VIDA, UM IMPACTO PARA AS PESSOAS!
“Apesar de tudo, Deus está comigo. Sua palavra é a verdade segura e ainda que as superstições do paganismo fossem mil vezes piores do que são; ainda que fosse abandonado pelos meus e perseguido por todos, minha esperança, fundada na palavra de Deus, permaneceria sobre todos os obstáculos e triunfaria de todas as provas. A causa de Deus triunfará e eu sairei destas angústias qual ouro purificado ao fogo”. (William Carey)
Dediquei algum tempo de minha manhã para relembrar principios missiológicos sérios e contundentes. Estou persuadido que não existe ministério pastoral local e missional, mas sim existe um senso de urgência em relação à "Grande Comissão" de Mateus 28.19,20 na compreensão de que essa missão é intransferível e inadiável. Em outras palavras a verdade é que quando encontramos ecos da compreensão de "missão" que o apóstolo Paulo tinha percebemos alguns princípios muito sérios no modo como ele compreendia o seu envolvimento ministerial. Vejamos algo então somente na porção bíblica do capítulo 16 de I Corintios:
Primeiro quero dizer que nesse trecho bíblico o apóstolo Paulo considera que o modo como se deve encarar o ministério cristão passa pelo valor que devemos ter em relação às pessoas. Paulo faz questão nesse e em outros textos (sobretudo ao fim de suas cartas) de nominar os seus cooperadores (libertos e escravos), isos ele faz no sentido de valorizar, elogiar, enfim tratar o povo de suas igrejas como gente e não "massa de manobra". É muito triste vermos obreiros tratando sua membresia como números e não como pessoas! Tenho de concordar com o comentário terno do pr. Hernandes Dias Lopes, "a matéria prima da igreja é gente".
Em segundo plano, o que o apóstolo transmite em seu texto é uma preocupação para que os crentes de Corinto recebessem Timóteo, Estefánas, Fortunato e Acaico não como líderes que estavam com o peso da coordenação ministerial, ou da liderança específica sobre o rebanho, mas sim como "obreiros", isto é como trabalhadores no Senhor. Parece-me que Paulo transpira aqui o que ele havia compartilhado com a igreja de Tessalônica:
Ainda vejo no texto uma terceira consideração: Paulo orienta a igreja em Corinto para viver um amor que não fosse puramente teórico. A ponto dele englobar tudo na seguinte expressão: "todas as vossas obras sejam feitas em amor" (I Corintios 16.14). O amor é o ambiente onde devem orbitar todas as relações cristãs, e não existe melhor meio de se demonstrar isso do que no cultivo de relacionamentos que visam a concretização de sentimentos afetuosos, seguindo a máximo da verdade de que "o amor é o que o amor faz".
Para tornar ainda mais prático esse valor de se ser um impacto na vida das pessoas, lembro-me de uma história que li já há algum tempo de um jovem que carregava no seu ombro um menino mais novo. Quando ele foi perguntado que peso seria aquele, ele de pronto respondeu: "não é um peso, é meu irmão". Vejo que essa é a tirada que precisamos ter em nossa mente e sobretudo, nosso coração: o nosso irmão (que Jesus nos ensinou na parábola do "bom samaritano" é o nosso próximo, aquele que está perto!) é gente como a gente, e deve ser servido e considerado desse modo, a fim de não incorrermos no erro de considerarmos as pessoas como "possível campo missionário". É lamentável a postura de quem diz amar o evangelismo e ao mesmo tempo trata as pessoas com rigor excessivo! O meu consolo é saber que, mais cedo ou mais tarde as verdadeiras igrejas reconhecem e seguem os verdadeiros pastores!
Tenho dito.
Dediquei algum tempo de minha manhã para relembrar principios missiológicos sérios e contundentes. Estou persuadido que não existe ministério pastoral local e missional, mas sim existe um senso de urgência em relação à "Grande Comissão" de Mateus 28.19,20 na compreensão de que essa missão é intransferível e inadiável. Em outras palavras a verdade é que quando encontramos ecos da compreensão de "missão" que o apóstolo Paulo tinha percebemos alguns princípios muito sérios no modo como ele compreendia o seu envolvimento ministerial. Vejamos algo então somente na porção bíblica do capítulo 16 de I Corintios:
Primeiro quero dizer que nesse trecho bíblico o apóstolo Paulo considera que o modo como se deve encarar o ministério cristão passa pelo valor que devemos ter em relação às pessoas. Paulo faz questão nesse e em outros textos (sobretudo ao fim de suas cartas) de nominar os seus cooperadores (libertos e escravos), isos ele faz no sentido de valorizar, elogiar, enfim tratar o povo de suas igrejas como gente e não "massa de manobra". É muito triste vermos obreiros tratando sua membresia como números e não como pessoas! Tenho de concordar com o comentário terno do pr. Hernandes Dias Lopes, "a matéria prima da igreja é gente".
Em segundo plano, o que o apóstolo transmite em seu texto é uma preocupação para que os crentes de Corinto recebessem Timóteo, Estefánas, Fortunato e Acaico não como líderes que estavam com o peso da coordenação ministerial, ou da liderança específica sobre o rebanho, mas sim como "obreiros", isto é como trabalhadores no Senhor. Parece-me que Paulo transpira aqui o que ele havia compartilhado com a igreja de Tessalônica:
I Tessalonicenses 5:12-13
12 - E rogamo-vos, irmãos, que reconheçais os que trabalham
entre vós e que presidem sobre vós no Senhor, e vos admoestam;
13 - E que os tenhais em grande estima e amor, por causa da
sua obra. Tende paz entre vós.
Ainda vejo no texto uma terceira consideração: Paulo orienta a igreja em Corinto para viver um amor que não fosse puramente teórico. A ponto dele englobar tudo na seguinte expressão: "todas as vossas obras sejam feitas em amor" (I Corintios 16.14). O amor é o ambiente onde devem orbitar todas as relações cristãs, e não existe melhor meio de se demonstrar isso do que no cultivo de relacionamentos que visam a concretização de sentimentos afetuosos, seguindo a máximo da verdade de que "o amor é o que o amor faz".
Para tornar ainda mais prático esse valor de se ser um impacto na vida das pessoas, lembro-me de uma história que li já há algum tempo de um jovem que carregava no seu ombro um menino mais novo. Quando ele foi perguntado que peso seria aquele, ele de pronto respondeu: "não é um peso, é meu irmão". Vejo que essa é a tirada que precisamos ter em nossa mente e sobretudo, nosso coração: o nosso irmão (que Jesus nos ensinou na parábola do "bom samaritano" é o nosso próximo, aquele que está perto!) é gente como a gente, e deve ser servido e considerado desse modo, a fim de não incorrermos no erro de considerarmos as pessoas como "possível campo missionário". É lamentável a postura de quem diz amar o evangelismo e ao mesmo tempo trata as pessoas com rigor excessivo! O meu consolo é saber que, mais cedo ou mais tarde as verdadeiras igrejas reconhecem e seguem os verdadeiros pastores!
Tenho dito.
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