sexta-feira, 12 de agosto de 2011

VENCENDO O PRECONCEITO! VIVA O HAITI!

Gosto de pensar em Jesus como um “quebrador de tradições humanas”. Esse é um dos títulos que mais me emociona ao pensar sobre o Jesus a quem eu sirvo. Empolgo-me em refletir em um Jesus que simplesmente vê as coisas por um “outro ângulo” e com isso, recebe quem não é recebido por ninguém e afasta aquele que é tolerado por todos. Um Jesus que, com suas armas pacíficas é capaz de enfrentar o mais furioso dos preconceituosos.

O preconceito é uma das doenças mais perversas de nossos dias. Não estava errado Albert Einstein quando sussurrou: “que triste é o nosso mundo; em que é mais fácil dividir um átomo do que destruir um preconceito!”. Mas, em matéria de demolir preconceitos, Jesus, estava à frente de seu tempo. E foi assim, num texto que meditei na semana passada para uma mensagem em minha congregação: Mateus 9.20-22 na história da mulher que padecia de uma hemorragia crônica e ousou tocar em Jesus.

Michael Harper em seu livro “As curas milagrosas de Jesus” faz um comentário interessante sobre essa passagem: “Esta estória é confortadora para os que sentem que ninguém tem tempo para eles, menos ainda Deus. É também desafiadora para os que são demasiadamente ocupados e cujas vidas são por demais programadas. Jesus sempre parecia encontrar tempo para lidar com a necessidade humana genuína e assim devíamos nos fazer”.

O fato é que Jesus estava tremendamente ocupado com a solicitação de um oficial judeu que estava com a sua filha à beira da morte. E no caminho para a casa do homem importante na sinagoga (lugar de cultos dos judeus no tempo bíblico), Jesus é surpreendido com um toque em meio a uma multidão. Ele então solicita que tal pessoa se manifeste e nisso a história dessa mulher foi eternizada.

Ela sofria de uma menstruação crônica e com isso, segundo a lei dos judeus, ela era imunda, e tudo quanto tocasse imundo se tornava (Levítico 15.25-27). Ela vivia em desespero de vida, e já havia gastado tudo o que tinha em procura de sua cura. Olha, a grosso modo, podemos perceber pelo contexto histórico, que como naqueles tempos não haviam os absorventes modernos, que aliviam, ao menos em uma certa porcentagem, os “maus jeitos” desses dias de sangramento, aquela mulher sofria profundamente.

Certamente não era casada. Não recebia um abraço de ninguém. Ninguém lhe beijava, ela não recebia nenhum  “chamego”, um sussurro de afeto. Era seca por dentro e gotejante de sangue por fora! Triste sina, diríamos hoje... Mas, essa mulher encontrou-se com Jesus e isso mudou a sua história.

Ela foi ousada em sua fé. E logo pensou: “olha se seu simplesmente tocar na pontinha das roupas de Jesus, ficarei curada”. Pensando sobre essa ousadia cheguei a algumas conclusões:

(*)  Essa ousadia nasceu no cansaço daquela mulher em buscar a cura por seus próprios recursos.

Chegou um determinado tempo que ela se cansou e aí veio a idéia: “tocar em Jesus”. O toque em Jesus iria mudar o seu estigma, e ela cria que Jesus não era um milagreiro qualquer, era o próprio Filho de Deus.

Essa nova consciência de quem Jesus de fato foi e continua sendo, fez com que um dos homens mais poderosos da história se curvasse diante do personagem Jesus. Esse homem foi Napoleão Bonaparte, olha a declaração que tenho arquivada dele: “Com todos os meus exércitos e generais, por um quarto de século não consegui subjugar nem um único continente. E esse Jesus, sem a força das armas, vence povos e culturas por dois mil anos.”

(*)  E por último, essa ousadia foi a atitude que levou a mulher a não sair de perto de Jesus sem ter uma página de sua história virada.

“Página virada” tem a ver com mudança de tom, de ambiente e de conceito de vida. Não é a toa que Jesus ao se referir a ela, no verso 22, a chama de “filha”. Ela que não era notada por ninguém, salvo para chamá-la de imunda ou talvez de “fetida”,  agora recebe um título familiar que reforça o carinho com que Jesus trata as pessoas. Para ele, todos nós, independente de nossos sangramentos existenciais somos “filhos e filhas”.

Olha, me emociono com esse Jesus, ele de fato é único em sua amplitude de ser. Mas também ele é único na amplitude de seu amor. Ele me ama como se eu fosse o único ser criado no universo, e isso me faz especial.

Por isso que, me dirigindo a você, posso lhe garantir: ninguém nunca lhe amará mais nessa vida do que Jesus. Tenha ousadia, toque nele, e eu posso lhe garantir:  a cura que você espera virá, e com ela você adquirirá a vivência na esfera da graça amorosa de Jesus, a participação em um novo ambiente familiar e um conceito novo de um Jesus que sempre terá boas intenções a seu respeito.

PS. Vou ao Haiti na próxima semana, fico lá até o dia 31/08. Serão 15 dias de "imersão missionária", envolvendo-me com pessoas que são alvos do amor de Jesus. São os "intocáveis" de nosso tempo! Peço que me acompanhem em oração e em breve trarei novas notícias daquele país que capturou o meu coração!

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

PAIXÃO PELA COLHEITA!

"Eu amo Sião e por isso não me calarei; não descansarei até que a sua vitória brilhe como o sol, e a sua salvação brilhe como uma tocha acesa". (Isaias 62.1)

Mais do que nunca, do que em qualquer outro período da história, o Senhor está comissionando a sua igreja a expandir suas tendas na direção dos povos perdidos. Percebo no mundo inteiro uma inquietude acerca da missão da igreja. Estudos estão sendo feitos, e jovens líderes tem se dedicado às especializações mais diversas no campo da missiologia, na obcessão de preencher um vácuo que ficou durante anos quando "missões" era algo que faziam para nós, e não algo que estava ao alcace de toda igreja local, por menor e mais modesta que fosse sua membresia.

Hoje não! Há uma forte consciência, embora eu creia que ainda temos uma trilha a percorrer nesse sentido de que todo obreiro cristão pode mobilizar o seu povo a fazer mais pela salvação das pessoas que carecem de Jesus, não importando se elas encontram-se do outro lado da rua ou do outro lado do mundo! Tenho visitado igrejas todos os meses que emocionam-se, são generosas e compreendem que têm uma missão a cumprir nesse mundo cão que vivemos! E a missão não é expressa de outra forma a não no entendimento wesleyano de que "a nossa paróquia é o mundo", em outras palavras o nosso campo de atuação não é o nosso bairro apenas, mas o mundo inteiro!

Ouvi certa feita um pregador disser que quando a igreja não cumpre Atos 1.8: "mas recebereis poder ao descer sobre vós o Espirito Santo, e ser-me-eis testemunhas tanto em Jerusalém, como em toda a Judéia e Samária, e até os confins da terra", ela está prester a viver Atos 8.1: "naquele dia levantou-se grande perseguição contra a igreja que estava em Jerusalém; e todos os apóstolos, foram dispersos pelas regiões da Judéia e da Samária".

Isso pode ser verificado ao longo das páginas de Atos dos Apóstolos (ou seria, do Espírito Santo?), uma vez que a igreja em Jerusalém encontrava-se acomodada demais, de repente o Senhor ministrou um tempo de severa perseguição para que o povo se dispersasse a fim de agitar a causa missionária, indo a lugares antes inimigináveis. Foi um "sacolejar" de Deus para tirar a sua igreja da inércia! Tenho para mim que é a mesma estratégia que o Senhor Deus vem usando em nosso tempo, ele ele está nos despertando de nosso sonho egoísta de termos uma boa estrutura patrimonial, mas sem alcance às nações!

Nossa igreja nesse segundo semestre está comprometida com sérias incumbências missionárias: em agosto vamos ao Haiti com cinco membros e mais 12 (incluindo mais 06 pastores) de outras igrejas no projeto de reconstrução de um templo, realização de um "seminário para liderança", visitação em orfanatos e igrejas locais, e estabelecimento de parcerias entre igrejas brasileiras e haitianas. Ainda em outubro vamos em nossa campanha de missões nacionais receber um missionário que trabalha na plantação de igrejas em comunidades ciganas ao longo desse Brasilzão, e para fechar bem o ano, em novembro, faremos uma conferência com o tema "batalha espiritual e missões", com o pessoal da MAIS (www.maisnomundo.org).

O desafio está posto, ontem levantamos mais de R$ 5000,00 para causa missionária em nosso Estado (Rio de Janeiro) e Haiti, mas estou consciente de que tudo não passa de um começo tímido, pois ainda temos muito mais o que conquistar em nossa peleja de alcançarmos uma colheita esplendorosa na causa de missões. Não podemos nos esquecer jamais do princípio clássico da natureza: só se colhe o que se planta! Por isso, mesmo não podemos nos contentar com os frutos colhidos atualmente, temos de transformar nossa fé em sementes de entrega para que amanhã, possamos nos maravilhar com os frutos colhidos fartamente.

Aproveito para deixar uma informação e uma disponibilidade para servir a você e à sua igreja: a minha agenda para 2012 está aberta para visitar igrejas que desejam receber inspiração missionária e colegas que desejam maiores informações sobre a igreja haitiana. Em julho de 2012 estarei liderando mais um grupo àquele país caribenho. Em desejando participar de mais uma empreitada, basta entrar em contato comigo no email: ezequias@ibacen.com.br

Por Cristo, eu vou até os confins da terra!

sábado, 23 de julho de 2011

NÃO DEIXE DE SEMEAR!


“Se você não puder ver os resultados, enquanto estiver nessa terra, lembre-se que você é apenas responsável por seu labutar e não pelo sucesso. Continue semeando, continue batalhando!” (C. H. Spurgeon).

Eu fico encantado com os pormenores do Salmo 126. O contexto narra um júbilo pela saída do povo de Deus do doloroso período de cativeiro em terras babilônias. O regozijo é estampado em várias expressões de alegria ao longo de toda a porção bíblica.

Em resumo, o povo que já havia pendurado suas harpas nos “salgueiros chorões” por não conseguirem cantar louvores ao Senhor em terra estrangeira agora se unem em um som festivo e delirante de louvor e adoração pelos feitos do Senhor em favor deles.

É fato que o povo de Deus nunca se sentiu “em casa” na Babilônia, embora saibamos historicamente que muitos optaram em permanecer em exílio, uma vez que já haviam lucrado dividendos com os babilônios, a verdade taxativa é que quem é de Jerusalém não se sente bem na Babilônia.

Agora, o texto a meu ver chega ao seu clímax no verso 06: “Quem sai andando e chorando, enquanto semeia, voltará com jubilo, trazendo os seus feixes”. Aqui eu aprendo algumas lições sobre a semeadura que aplico para a minha vida pessoal:

(a)    Semear é um ato de responsabilidade.

O semeador não tem outra coisa a fazer se não ser fiel à sua missão (semear). Não há lugar para preguiçosos na trilha do sucesso! Alguém já disse que o único lugar em que “sucesso” vem antes de “trabalho” é no dicionário! Se não semear não se pode esperar a colheita. É uma verdade óbvia, mas desobedecida por muitos que, ficam esperando sentados a vitória cair em seus colos quando na realidade o desafio vital é justamente: sair para semear.

Sair de sua “zona de conforto”, do seu lugarzinho comum, buscar alternativas para os seus problemas, deixar a inércia, enfim, abandonar o seu pessimismo genético e insistir na conquista de novos territórios para a sua vida pessoal. Tenho aprendido que não ousar, por medo de arriscar é decretar para si mesmo a perpetuação da desgraça!

(b)   Semear é um ato de fé.

Quando se lança a semente na terra, o lavrador não tem mais controle da semente, agora tudo depende dela mesma! Ai entra o mistério da fé! A germinação de nossos sonhos (e das promessas que eu venho requerendo do Senhor) virá por meio da minha atitude de confiança no Deus que é eterno e bom!

Lendo um sermão de Martin Lloyd Jones me vi refletindo sobre um aspecto importantíssimo de nossa vida de oração, o ponto de que as alegações, argumentos e solicitações são legitimas em nossa oração. O grande pregador do século passado acrescenta: “Acredito que Deus, como Pai, Se deleita em ouvir tais alegações, arrazoados e argumentos. Esta flébil geração de cristãos parece que esqueceu aquilo em que nossos pais costumavam deleitar-se quando falavam em ‘reclamar as promessas’”.

A fé envolve esse elemento de “reclamar as promessas”, isto não tem nada a ver com as exigências pitorescas feitas pelos adeptos da chamada “confissão positiva”, tão comuns aos neo-pentecostais de nosso tempo. Essa atitude apregoada por Lloyd Jones e confirmada nas Escrituras é o de pedir insistentemente até o ponto de escutar o próprio Deus dando a resposta, com o apaziguamento de nosso homem interior pelo sopro fantástico do Espírito Santo.

(c)    Semear é um ato de paciência.

Para germinar a semente tem de morrer (João 12.24). É um morrer temporário, pois eis que a semente surgirá na terra em um pequeno espaço de tempo. Mas o semeador precisa ter paciência, porque ele precisa saber esperar. Já reparou que você pode estar esperando o leite ferver, mas é quando você vira as costas que ele derrama?

Paciência não tem a ver com obsessão em ficar observando sofregamente as semeadas à espera de resultados imediatos. Lembre-se da frase de Spurgeon acima, você é responsável pelo labutar e não pelo sucesso. Talvez não aja uma profissão que dependa mais da ação sobrenatural do Senhor Deus do que o agricultor. Porque ele dependia sempre de coisas que não estavam ao seu controle: chuvas, proteção de pragas, sol na medida certa, enfim, há uma dependência irrestrita do Eterno.

Estou decidido a viver esses princípios que acabei de compartilhar com vocês: semeando com responsabilidade, fé e paciência e tenho certeza que, em breve compartilharemos muitos “feixes de trigo” que servirão de alimento para as nossas almas tão carentes da verdade em um mundo onde o engano é tão bem aceito!

Você está comigo?

quarta-feira, 13 de julho de 2011

ANGRA EXPO 2011! TÔ FORA!

Passei alguns minutos dessa semana passada fazendo uma análise da programação da edição da Angra Expo 2011, que curiosamente já não se intitula mais “cristã” por uma questão mercadológica e na tentativa de chamar a cidade para uma programação que, de evangélica, no rigor da palavra não tem nada!

O evento terá mensagens de pregação ultra-pentecostais, com pastores ligados aos mais radicais movimentos pentecostais em nosso país! De verdade, não consigo indicar nenhum deles, como um sério expositor das Escrituras! Dos cantores, teremos como sempre, os mais conhecidos do momento: Kléber Lucas, Fernanda Brum, Shirley Carvalhaes, Sérgio Lopes, Bruna Karla, e outros grupos de nossa cidade! Sobre a parte musical, parece-me que não tenha nada a declarar sobre a performance dos mesmos, só salientando que uma vez indo ao evento, ouça tudo e retenha apenas o que é bom (de acordo com o Evangelho).

Fico tentando enxergar o evento como sendo um ambiente interessante para a expressão de nossa fé, mas sinceramente não consigo, e isso devido às minhas impressões que foram colhidas desde a primeira edição do evento. Mas, tenho de ser sincero em afirmar que a despeito da direção do evento, o povo de nossa cidade recebe bem esse formato de evento e aproveita para rever amigos de outras denominações e manterem nesses dias um clima forte de irmandade que reconheço fazer falta em nosso meio. Só consigo enxergar esse aspecto positivo de um programa como a “angra expo”, só lamentando que isso seja feito totalmente com o dinheiro público e com a tutela política de um grupo na cidade, que certamente saberá cobrar o devido preço por esse investimento.

Ainda me preocupa o clima de ufanismo em relação ao centenário das "Assembleias de Deus". E, neste ponto, me ponho a tecer um comentário com todo respeito às lideranças dessa centenária denominação em minha cidade. Mas, não posso me furtar em considerar que os assembleianos (e os mais sérios vão concordar comigo) não foram os pioneiros na evangelização no Brasil! Eles tem todo o direito de comemorarem bastante essa data, mas se a Expo propusesse ser uma "feira gospel", não daria um espaço considerável em sua programação para o centenário da "Assembleia de Deus", pois isso me leva a perguntar: e a celebração dos 140 anos dos Batistas, que foram inclusive a origem dos assembleíanos, uma vez que a denominação pentecostal surgiu de um racha provocado por missionários suecos na Primeira Igreja Batista do Pará em 1911? E, por que não celebrar os 156 anos da chegada do primeiro missionário para evangelizar o Brasil, Dr. Robert Kalley? Não gosto desse clima de ufanismo histórico! Afinal de contas ninguém faz história sozinho!

A direção da Expo precisa reconsiderar o formato dessa programação que, não presta contas a ninguém, é representada por uma "comissão de pastores" eleita por eles mesmos! Não quero com isso, levantar nenhum juizo de valor sobre quaisquer questões de fóro contábeis, porque estaria sendo leviano! E, respeito os meus colegas como lideres em nossa cidade, apenas venho à público, e mais uma vez solicitar algumas mudanças. Vou alencá-las: 
* A EXPO poderia ser dirigida por uma ampla comissão de pastores e líderes, eleitas em Assembleias e com todas as contas do referido evento (dentre outras) sendo prestadas com todo o rigor contábil e fiscal;

* Esse evento deveria ser ano a ano menos subsidiado pelo poder público, como era a proposta inicial, quando logo na primeira edição eu ouvi do vice prefeito na época, essa informação. Com isso, o povo evangélico ficaria menos refém da situação política e evitaria tantas suspeições;

* NÃO se justifica um evento de porte como esse terminar no domingo. Ora, o domingo é o "sábado dos cristãos",  um dia que deve ser separado para a comunhão na igreja local e descanso familiar. Lembro-me que ouvi que Robert Kalley que foi o fundador da primeira igreja evangélica no Brasil, a "Igreja Evangelica Fluminense" na cidade do Rio de Janeiro, em um domingo chegou a desconsiderar a contratação de um carroceiro para carregar o corpo de uma de suas ovelhas, fazendo com que o corpo fosse carregado nas ruas por uma equipe de crentes, por que o uso desse serviço constituiria trabalho, o que implicava em desobediência ao mandamento de guardar o dia do Senhor! Quão distante estamos desse tempo em que o "dia sacro" do domingo era preservado e considerado como especial para os cultos dos crentes em suas respectivas igrejas!

* E, por fim, sem querer ser repetitivo: por que só pastores pentecostais são convidados? Por que se despreza o contingente expressivo de pastores batistas, congregacionais e presbiterianos que também poderiam contribuir para o crescimento espiritual dos frequentadores do evento?

Fico preso a essas considerações, e tenho de terminar dizendo, que de fato, "tô fora" da Expo... e não proibo o nosso povo em participar, uma vez que não sou dono das consciências das minhas ovelhas! Mas, o que posso fazer é apelá-las no sentido de que caso optem em não ir, como eu, aproveite para ler um livro, ver um filme e participar ativamente na dinâmica de sua igreja!

É o que eu penso e digo.



sexta-feira, 8 de julho de 2011

APÓSTOLOS HOJE EM DIA? QUE PIADA!

"... e por derradeiro de todos apareceu também a mim, como a um abortivo. Pois eu sou o menor dos apóstolos, que nem sou digno de ser chamado apóstolo, porque persegui a igreja de Deus". (I Corintios 15.9)

Interessante que, ao mesmo tempo que recebo a notícia pelo blog de meu amigo, Renato Vargens, de que já há uma agência aqui no Brasil que vende o título de "apóstolo" por modestos R$ 2000,00, prometendo garantir a quem possui tal título o espirito de sabedoria para lidar com quaisquer questões eclesiásticas, eu repouso neste texto de I Corintios 15 e encontro Paulo, o apóstolo genuinamente bíblico, enviado com a missão de evangelizar os gentios (não judeus) vendo a si mesmo como um "abortivo".

Para entender melhor por que Paulo usa esse termo tão forte, "abortivo", do grego "ektroma" é bom rever como foi o chamado dele para ser apóstolo. O texto está em Atos 9 quanto o Senhor Jesus lança Saulo (nome antigo de Paulo) ao chão e lhe faz uma pergunta incisiva: "Saulo, Saulo, por que me persegues?". E a resposta dele é interessantíssima: "Quem és tu, Senhor?".

Na resposta de Paulo há o reconhecimento de que aquele que estava perseguindo era "Senhor", o governador de todo o mundo, a pessoa a quem ele estaria por toda vida entregue e comprometido. Desse encontro traumático, veio o termo para "abortivo" que ele usa no texto em I Corintios. Preste atenção ao comentário de Champlim:  o vocábulo grego aqui traduzido como "fora do tempo", é "ektroma", forma jônica de "ektrauma", que significa "proveniente de trauma', isto é, de injúria, de dor, e isso é uma alusão à experiência dolorosa da maioria dos abortos.

Aqui em Angra, teremos na próxima semana um evento denominado "Angra Expo 2011", que já foi cristã e hoje está cada vez menos evangélico, que terá como participação especial um apóstolo, o Doriel de Jesus! Um homem que pelo que me consta em leituras em sites e outros meios midiaticos admite receber revelações exclusivas de Deus para os nosso dias! Ai que medo! Fico imaginando se Paulo, o abortivo teria espaço para falar nesse evento, tenho imaginado que não, e sabe por que? Ele admitia por demais a sua situação de "menor dos apóstolos".

Interessante que Paulo via a si mesmo como desqualificado para a função apostólica, bem diferente dos homens hoje em dia que buscam (e alguns pagam ) por esse título. Gosto de pensar que Paulo não reconhecia que obtinha quaisquer atributos notáveis para ser chamado de "enviado de Deus" (esse é o sentido original do termo apóstolo), isso porque ele sabia que o que era, ele o era apenas pela Graça de Deus.

A Graça de Deus tem sido pouco enfatizada em nossos dias, isso porque o que vale a pena hoje em dia é o lucro fácil, são os dividendos que se adquirem por conta da notoriedade de um pregador, de uma igreja ou de uma denominação. Vivemos no tempo das "vedetes do evangelho", onde as pessoas insistem em querer brilhar mais do que o Senhor Jesus!

E, tenho dito que eventos como a "Angra Expo 2011" não contribuem em nada para o crescimento do evangelho em nossa cidade, bem como também outros programas em outras cidades que obedeçam os mesmos critérios desse evento em nossa cidade. Não acredito que o atrelamento ao poder público, materializado na imagem de pastores que subem ao gabinete do prefeito com solicitações de patrocinios integrais de seus eventos seja reflexo da seriedade com que se tem de levar a vida ministerial, em conformidade com o padrão paulino.

Confesso que fico triste quando me lembro do comentário de um funcionário de nossa Prefeitura aqui em Angra acerca de alguns pastores que subiam ás escadas do prédio público para encontrarem-se com o prefeito: "são uns sanguessugas!".

Coisa triste. Eu até diria, deplorável! A propósito: mais uma vez não vou a Expo!

quarta-feira, 29 de junho de 2011

BOMBEIROS DO RIO DE JANEIRO SÃO HERÓIS!

"Porque eu defenderei esta cidade, para a livrar, por amor de mim e por amor do meu servo Davi". (Isaías 37.35)

Esse texto acima me veio à mente enquanto sabia das últimas notícias envolvendo a luta justa dos bombeiros militares de nosso Estado que foram vítimas do discurso destemperado do governador Sérgio Cabral no inicio de suas manifestações por melhores salários e condições de trabalho. Ontem, a Assemléia Legislativa do Rio de Janeiro concedeu anistia administrativa aos bombeiros presos arbitrariamente pelo governador e agora aguardamos o perdão criminal via sanção presidencial já nos próximos dias!

Deus está defendendo a gloriosa corporação de bombeiros do Rio de Janeiro para haver grande libertação por amor, primeiramente ao seu próprio nome e bem como também dos que mantém uma aliança de fidelidade com Ele. Não é a toa que muitos são os evangélicos piedosos que foram enjaulados por uma semana, confinados em um quartel em Niterói, mas hoje o Senhor está honrando a tragetória e a postura desses bravos homens. Preste atenção no que ouvi hoje pela manhã por um irmão nosso aqui da igreja (bombeiro militar):

"Ontem em Brasilia os carros dos bombeiros locais perfilaram-se para receberem com honras os nossos bombeiros. Quando os mesmos estavam se preparando para montar acampamento em frente ao Congresso Nacional logo foram impedidos: pois a corporação do Distrito Federal preparou no Clube de Oficiais alojamentos com colchões e uma 'churrascada' para recebê-los!".

Empolgou-me essa noticia! O nosso Deus está dando sinais de que essa luta é definitivamente justa! Como eu já disse desde o início, por mais que a ideia da invasão não tenha sido boa do ponto de vista ético, a reação do governador em enviar o BOPE para sufocar a manifestação foi de um despreparo político sem tamanho, e eu espero que, nas próximas eleições o povo fluminense lembre-se de que o Sérgio Cabral fez! Pois eu digo sem receios: se com bombeiros, amigos da população, servidores públicos militares, o governador manda o BOPE, imagine o que ele não faria com manifestações de professores, enfermeiros, assistentes administrativos,e enfim...

Mas, o ponto que quero destacar é que, ao contrário do que o governador disse, quando chamou-os de "vândalos irresponsáveis", os nossos bombeiros recebidos com honras militares em Brasília na realidade são os nossos heróis! Defendem nada mais nada menos do que um valor mais digno de honorários e, podem orgulhar-se em saber que o Senhor Deus os defenderá e a população de bom senso sempre estará do seu lado!

É o que eu penso. Parabéns Bombeiros! Força Linalvo!

terça-feira, 28 de junho de 2011

VAMOS APOIAR O PROJETO HAITI?

Já estamos em nossa reta final de nossos preparativos de nossa viagem ao Haiti, entre os dias 15 e 30 de agosto deste. Vamos em um grupo de 15 (quinze) pessoas e trabalharemos nas seguintes frentes de atuação:

(*) Promoveremos um Seminário de Treinamento para Líderes com duração de dez dias, onde disciplinas biblica-teológicas serão ministradas a obreiros das mais variadas igrejas denominacionais;

(*) Visitaremos 8 (oito) orfanatos promovendo o "Haiti Happy Day", onde passaremos um dia inteiro em cada instituição presenteando, brincando e compartilhando histórias bíblicas às crianças;

(*) Construiremos um templo em uma localidade bastante afetada pelo terremoto que devastou a capital daquele país em 2010;

Além disso tudo, visitaremos igrejas para firmarmos alianças e vinculos para fins de cooperação e apoio financeiro por parte de pastores e igrejas aqui do Brasil. Vamos estender nossas mãos a nascente igreja haitiana. É importante salientar que a presença evangélica na ilha já é de 30% da população e os seus líderes ainda são muito carentes de formação teológica, e sobretudo de manutenção financeira.

Você pode participar dessa empreitada: precisamos levar recursos para comprarmos kits de som para duas igrejas no Haiti, o custo está estimado em 4500,00 (doláres). Adiantamos nossa conta bancária para qualquer contribuição nesse sentido: Igreja Batista Central em Japuiba, Bradesco, Ag. 0459-6; C/C 28972-8. Depois do depósito favor mandar um email: secretaria@ibacen.com.br

Vamos dar as mãos e apoiar esse projeto.