"... e por derradeiro de todos apareceu também a mim, como a um abortivo. Pois eu sou o menor dos apóstolos, que nem sou digno de ser chamado apóstolo, porque persegui a igreja de Deus". (I Corintios 15.9)
Interessante que, ao mesmo tempo que recebo a notícia pelo blog de meu amigo, Renato Vargens, de que já há uma agência aqui no Brasil que vende o título de "apóstolo" por modestos R$ 2000,00, prometendo garantir a quem possui tal título o espirito de sabedoria para lidar com quaisquer questões eclesiásticas, eu repouso neste texto de I Corintios 15 e encontro Paulo, o apóstolo genuinamente bíblico, enviado com a missão de evangelizar os gentios (não judeus) vendo a si mesmo como um "abortivo".
Para entender melhor por que Paulo usa esse termo tão forte, "abortivo", do grego "ektroma" é bom rever como foi o chamado dele para ser apóstolo. O texto está em Atos 9 quanto o Senhor Jesus lança Saulo (nome antigo de Paulo) ao chão e lhe faz uma pergunta incisiva: "Saulo, Saulo, por que me persegues?". E a resposta dele é interessantíssima: "Quem és tu, Senhor?".
Na resposta de Paulo há o reconhecimento de que aquele que estava perseguindo era "Senhor", o governador de todo o mundo, a pessoa a quem ele estaria por toda vida entregue e comprometido. Desse encontro traumático, veio o termo para "abortivo" que ele usa no texto em I Corintios. Preste atenção ao comentário de Champlim: o vocábulo grego aqui traduzido como "fora do tempo", é "ektroma", forma jônica de "ektrauma", que significa "proveniente de trauma', isto é, de injúria, de dor, e isso é uma alusão à experiência dolorosa da maioria dos abortos.
Aqui em Angra, teremos na próxima semana um evento denominado "Angra Expo 2011", que já foi cristã e hoje está cada vez menos evangélico, que terá como participação especial um apóstolo, o Doriel de Jesus! Um homem que pelo que me consta em leituras em sites e outros meios midiaticos admite receber revelações exclusivas de Deus para os nosso dias! Ai que medo! Fico imaginando se Paulo, o abortivo teria espaço para falar nesse evento, tenho imaginado que não, e sabe por que? Ele admitia por demais a sua situação de "menor dos apóstolos".
Interessante que Paulo via a si mesmo como desqualificado para a função apostólica, bem diferente dos homens hoje em dia que buscam (e alguns pagam ) por esse título. Gosto de pensar que Paulo não reconhecia que obtinha quaisquer atributos notáveis para ser chamado de "enviado de Deus" (esse é o sentido original do termo apóstolo), isso porque ele sabia que o que era, ele o era apenas pela Graça de Deus.
A Graça de Deus tem sido pouco enfatizada em nossos dias, isso porque o que vale a pena hoje em dia é o lucro fácil, são os dividendos que se adquirem por conta da notoriedade de um pregador, de uma igreja ou de uma denominação. Vivemos no tempo das "vedetes do evangelho", onde as pessoas insistem em querer brilhar mais do que o Senhor Jesus!
E, tenho dito que eventos como a "Angra Expo 2011" não contribuem em nada para o crescimento do evangelho em nossa cidade, bem como também outros programas em outras cidades que obedeçam os mesmos critérios desse evento em nossa cidade. Não acredito que o atrelamento ao poder público, materializado na imagem de pastores que subem ao gabinete do prefeito com solicitações de patrocinios integrais de seus eventos seja reflexo da seriedade com que se tem de levar a vida ministerial, em conformidade com o padrão paulino.
Confesso que fico triste quando me lembro do comentário de um funcionário de nossa Prefeitura aqui em Angra acerca de alguns pastores que subiam ás escadas do prédio público para encontrarem-se com o prefeito: "são uns sanguessugas!".
Coisa triste. Eu até diria, deplorável! A propósito: mais uma vez não vou a Expo!
sexta-feira, 8 de julho de 2011
quarta-feira, 29 de junho de 2011
BOMBEIROS DO RIO DE JANEIRO SÃO HERÓIS!
"Porque eu defenderei esta cidade, para a livrar, por amor de mim e por amor do meu servo Davi". (Isaías 37.35)
Esse texto acima me veio à mente enquanto sabia das últimas notícias envolvendo a luta justa dos bombeiros militares de nosso Estado que foram vítimas do discurso destemperado do governador Sérgio Cabral no inicio de suas manifestações por melhores salários e condições de trabalho. Ontem, a Assemléia Legislativa do Rio de Janeiro concedeu anistia administrativa aos bombeiros presos arbitrariamente pelo governador e agora aguardamos o perdão criminal via sanção presidencial já nos próximos dias!
Deus está defendendo a gloriosa corporação de bombeiros do Rio de Janeiro para haver grande libertação por amor, primeiramente ao seu próprio nome e bem como também dos que mantém uma aliança de fidelidade com Ele. Não é a toa que muitos são os evangélicos piedosos que foram enjaulados por uma semana, confinados em um quartel em Niterói, mas hoje o Senhor está honrando a tragetória e a postura desses bravos homens. Preste atenção no que ouvi hoje pela manhã por um irmão nosso aqui da igreja (bombeiro militar):
"Ontem em Brasilia os carros dos bombeiros locais perfilaram-se para receberem com honras os nossos bombeiros. Quando os mesmos estavam se preparando para montar acampamento em frente ao Congresso Nacional logo foram impedidos: pois a corporação do Distrito Federal preparou no Clube de Oficiais alojamentos com colchões e uma 'churrascada' para recebê-los!".
Empolgou-me essa noticia! O nosso Deus está dando sinais de que essa luta é definitivamente justa! Como eu já disse desde o início, por mais que a ideia da invasão não tenha sido boa do ponto de vista ético, a reação do governador em enviar o BOPE para sufocar a manifestação foi de um despreparo político sem tamanho, e eu espero que, nas próximas eleições o povo fluminense lembre-se de que o Sérgio Cabral fez! Pois eu digo sem receios: se com bombeiros, amigos da população, servidores públicos militares, o governador manda o BOPE, imagine o que ele não faria com manifestações de professores, enfermeiros, assistentes administrativos,e enfim...
Mas, o ponto que quero destacar é que, ao contrário do que o governador disse, quando chamou-os de "vândalos irresponsáveis", os nossos bombeiros recebidos com honras militares em Brasília na realidade são os nossos heróis! Defendem nada mais nada menos do que um valor mais digno de honorários e, podem orgulhar-se em saber que o Senhor Deus os defenderá e a população de bom senso sempre estará do seu lado!
É o que eu penso. Parabéns Bombeiros! Força Linalvo!
Esse texto acima me veio à mente enquanto sabia das últimas notícias envolvendo a luta justa dos bombeiros militares de nosso Estado que foram vítimas do discurso destemperado do governador Sérgio Cabral no inicio de suas manifestações por melhores salários e condições de trabalho. Ontem, a Assemléia Legislativa do Rio de Janeiro concedeu anistia administrativa aos bombeiros presos arbitrariamente pelo governador e agora aguardamos o perdão criminal via sanção presidencial já nos próximos dias!
Deus está defendendo a gloriosa corporação de bombeiros do Rio de Janeiro para haver grande libertação por amor, primeiramente ao seu próprio nome e bem como também dos que mantém uma aliança de fidelidade com Ele. Não é a toa que muitos são os evangélicos piedosos que foram enjaulados por uma semana, confinados em um quartel em Niterói, mas hoje o Senhor está honrando a tragetória e a postura desses bravos homens. Preste atenção no que ouvi hoje pela manhã por um irmão nosso aqui da igreja (bombeiro militar):
"Ontem em Brasilia os carros dos bombeiros locais perfilaram-se para receberem com honras os nossos bombeiros. Quando os mesmos estavam se preparando para montar acampamento em frente ao Congresso Nacional logo foram impedidos: pois a corporação do Distrito Federal preparou no Clube de Oficiais alojamentos com colchões e uma 'churrascada' para recebê-los!".
Empolgou-me essa noticia! O nosso Deus está dando sinais de que essa luta é definitivamente justa! Como eu já disse desde o início, por mais que a ideia da invasão não tenha sido boa do ponto de vista ético, a reação do governador em enviar o BOPE para sufocar a manifestação foi de um despreparo político sem tamanho, e eu espero que, nas próximas eleições o povo fluminense lembre-se de que o Sérgio Cabral fez! Pois eu digo sem receios: se com bombeiros, amigos da população, servidores públicos militares, o governador manda o BOPE, imagine o que ele não faria com manifestações de professores, enfermeiros, assistentes administrativos,e enfim...
Mas, o ponto que quero destacar é que, ao contrário do que o governador disse, quando chamou-os de "vândalos irresponsáveis", os nossos bombeiros recebidos com honras militares em Brasília na realidade são os nossos heróis! Defendem nada mais nada menos do que um valor mais digno de honorários e, podem orgulhar-se em saber que o Senhor Deus os defenderá e a população de bom senso sempre estará do seu lado!
É o que eu penso. Parabéns Bombeiros! Força Linalvo!
terça-feira, 28 de junho de 2011
VAMOS APOIAR O PROJETO HAITI?
Já estamos em nossa reta final de nossos preparativos de nossa viagem ao Haiti, entre os dias 15 e 30 de agosto deste. Vamos em um grupo de 15 (quinze) pessoas e trabalharemos nas seguintes frentes de atuação:
(*) Promoveremos um Seminário de Treinamento para Líderes com duração de dez dias, onde disciplinas biblica-teológicas serão ministradas a obreiros das mais variadas igrejas denominacionais;
(*) Visitaremos 8 (oito) orfanatos promovendo o "Haiti Happy Day", onde passaremos um dia inteiro em cada instituição presenteando, brincando e compartilhando histórias bíblicas às crianças;
(*) Construiremos um templo em uma localidade bastante afetada pelo terremoto que devastou a capital daquele país em 2010;
Além disso tudo, visitaremos igrejas para firmarmos alianças e vinculos para fins de cooperação e apoio financeiro por parte de pastores e igrejas aqui do Brasil. Vamos estender nossas mãos a nascente igreja haitiana. É importante salientar que a presença evangélica na ilha já é de 30% da população e os seus líderes ainda são muito carentes de formação teológica, e sobretudo de manutenção financeira.
Você pode participar dessa empreitada: precisamos levar recursos para comprarmos kits de som para duas igrejas no Haiti, o custo está estimado em 4500,00 (doláres). Adiantamos nossa conta bancária para qualquer contribuição nesse sentido: Igreja Batista Central em Japuiba, Bradesco, Ag. 0459-6; C/C 28972-8. Depois do depósito favor mandar um email: secretaria@ibacen.com.br
Vamos dar as mãos e apoiar esse projeto.
(*) Promoveremos um Seminário de Treinamento para Líderes com duração de dez dias, onde disciplinas biblica-teológicas serão ministradas a obreiros das mais variadas igrejas denominacionais;
(*) Visitaremos 8 (oito) orfanatos promovendo o "Haiti Happy Day", onde passaremos um dia inteiro em cada instituição presenteando, brincando e compartilhando histórias bíblicas às crianças;
(*) Construiremos um templo em uma localidade bastante afetada pelo terremoto que devastou a capital daquele país em 2010;
Além disso tudo, visitaremos igrejas para firmarmos alianças e vinculos para fins de cooperação e apoio financeiro por parte de pastores e igrejas aqui do Brasil. Vamos estender nossas mãos a nascente igreja haitiana. É importante salientar que a presença evangélica na ilha já é de 30% da população e os seus líderes ainda são muito carentes de formação teológica, e sobretudo de manutenção financeira.
Você pode participar dessa empreitada: precisamos levar recursos para comprarmos kits de som para duas igrejas no Haiti, o custo está estimado em 4500,00 (doláres). Adiantamos nossa conta bancária para qualquer contribuição nesse sentido: Igreja Batista Central em Japuiba, Bradesco, Ag. 0459-6; C/C 28972-8. Depois do depósito favor mandar um email: secretaria@ibacen.com.br
Vamos dar as mãos e apoiar esse projeto.
sexta-feira, 24 de junho de 2011
MINHA OPINIÃO SOBRE O "DOM DE LINGUAS".
O dom de línguas é considerado o menor de todos os dons. Em apenas uma relação de dons ele está presente (I Coríntios 12.10) e está em último lugar. Quando o apóstolo Paulo argumenta acerca do absurdo que era o entendimento dos coríntios de que todos eram obrigados a falar em línguas, numa demonstração caquética de espiritualidade, ele lança perguntas retóricas (cujas respostas são todas “não” e estão implícitas): “porventura são todos apóstolos? são todos profetas? são todos mestres? são todos operadores de milagres? todos tem dons de curar? falam todos em línguas? interpretam todos?”
Parece-me muito claro que o apostolo aqui está querendo dizer que assim como nem todos são apóstolos, mestres, curadores, e milagreiros, obviamente nem todos falam línguas espirituais e interpretam! Ele aqui coloca o dom de línguas que era o mais buscado, como o menos considerado! Vou me ater aqui a algumas considerações do maior evangelista de todos os tempos, pr. Billy Graham a respeito desse tema:
“Provavelmente os dons de sinais- curas, milagres e línguas- no primeiro século atraíram tanta atenção como hoje em dia. Também causaram confusão e abusos como hoje. Mesmo assim Deus- Espírito Santo os concedeu a alguns na Igreja, para serem usados para Sua glória. Eles nunca devem ser explorados com motivos egoístas nem se tornar razão para orgulho ou divisões. Não devemos ficar preocupados ou obcecados por eles e, acima de tudo, quando estes dons são concedidos eles devem ser usados estritamente de acordo com os princípios que Deus estabeleceu na Bíblia. E isto deve contribuir para a unidade do Espírito. Se Deus decide conceder estes dons a algumas pessoas hoje em dia, devemos sempre orar para que eles sejam usados “para o proveito comum” (I Coríntios 12.7), e para espalhar o reino de Deus”.
Logo fica fácil concluir que a evidência suprema do batismo com o Espírito Santo não é o falar em outras línguas, numa falsa demonstração de espiritualidade, mas sim é a presença do fruto do Espírito na vida do crente, a saber: “o amor, o gozo, a paz, a longanimidade, a benignidade, a bondade, a fidelidade, a mansidão, o domínio próprio; contra estas coisas não há lei”. (Gálatas 5.22)
É o que eu creio e ensino.
Parece-me muito claro que o apostolo aqui está querendo dizer que assim como nem todos são apóstolos, mestres, curadores, e milagreiros, obviamente nem todos falam línguas espirituais e interpretam! Ele aqui coloca o dom de línguas que era o mais buscado, como o menos considerado! Vou me ater aqui a algumas considerações do maior evangelista de todos os tempos, pr. Billy Graham a respeito desse tema:
“Provavelmente os dons de sinais- curas, milagres e línguas- no primeiro século atraíram tanta atenção como hoje em dia. Também causaram confusão e abusos como hoje. Mesmo assim Deus- Espírito Santo os concedeu a alguns na Igreja, para serem usados para Sua glória. Eles nunca devem ser explorados com motivos egoístas nem se tornar razão para orgulho ou divisões. Não devemos ficar preocupados ou obcecados por eles e, acima de tudo, quando estes dons são concedidos eles devem ser usados estritamente de acordo com os princípios que Deus estabeleceu na Bíblia. E isto deve contribuir para a unidade do Espírito. Se Deus decide conceder estes dons a algumas pessoas hoje em dia, devemos sempre orar para que eles sejam usados “para o proveito comum” (I Coríntios 12.7), e para espalhar o reino de Deus”.
Logo fica fácil concluir que a evidência suprema do batismo com o Espírito Santo não é o falar em outras línguas, numa falsa demonstração de espiritualidade, mas sim é a presença do fruto do Espírito na vida do crente, a saber: “o amor, o gozo, a paz, a longanimidade, a benignidade, a bondade, a fidelidade, a mansidão, o domínio próprio; contra estas coisas não há lei”. (Gálatas 5.22)
É o que eu creio e ensino.
terça-feira, 21 de junho de 2011
QUE VERGONHA, LANA HOLDER!
"Pelo que Deus os entregou a paixões infames. Porque até as suas mulheres mudaram o uso natural no que é contrário à natureza; semelhantemente, também os varões, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros, varão com varão, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a devida recompensa do seu erro." (Romanos 1.26,27)
Lana Holder é pernambucana e foi ligada à Assembléia de Deus no Brasil e nos EUA. Dona de uma oratória firme e contuntende (aos moldes pentecostais) ela impressionava pela sua bravura na comunicação da Palavra de Deus. Há algum tempo cheguei a ler na revista "Vinde" um testemunho de sua queda com uma pessoa do mesmo sexo o que implicou em um processo disciplinar em sua denominação. De inicio ela aceitou esse processo e depois de algum tempo foi novamente içada a uma posição de missionária e pregadora, sendo inclusive aceita para dar agora, testemunhos de sua libertação homossexual.
Agora, qual não é a minha surpresa ao saber de suas recentes declarações, onde ela assume um relacionamento de nove anos com uma outra "pastora" (que também já foi casada) e diz de sua alegria em ter descoberto que sua homossexualidade foi um dom de Deus. Ela chega a dizer que tentaram libertá-la (pastores e ministérios) mas não conseguiram porque não tinha do que ser liberta, pois Jesus a havia criada assim: homossexual! Textualmente suas palavras em entrevista ao Globo.com:
"Conforme fomos passando por essas curas das quais não víamos resultado, das quais esperávamos e ansiávamos por um resultado, percebemos que isso não é opção, é definitivamente uma orientação. Está intrínseco em nós, faz parte da nossa natureza.” (http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2011/06/pastoras-lesbicas-querem-fazer-evangelizacao-na-parada-gay-de-sp.html)
Agora, Lana Holder e sua "companheira", Rosania Rocha abriram uma igreja, "Cidade Refúgio" onde elas alcançam o grupo homossexual, com um rebanho crescente em atuais cinquenta membros, com uma mensagem afirmativa e segundo elas, inclusiva. Elas até mesmo planejam participar da próxima Passeata Gay de São Paulo (uma das maiores do país) com presença evangelística e pastoral.
Parece-me que esse discurso amplamente acolhedor de Holder irá alcançar muitos corações atribulados em dúvidas a respeito de sua homossexualidade. Em muito breve essa igreja será refúgio de muita gente enferma, eu não tenho dúvidas disso. Mas, é fato que o fato dela não ter sido liberta de seu pecado homossexual não faz de sua perversão algo aceito pelo Senhor. Seria o mesmo que um ladrão dizer que sua habilidade em surrupiar bens alheios é dom de Deus já que ele não conseguiu libertação em uma igreja evangélica! Ou até mesmo um pedófilo ver-se como um mensageiro de Deus, pelo simples fato de sua doença não ter sido exorcizada em um culto pentecostal! Olha, libertação é uma estrada de duas vias e exige princípios elementares como renúncia, submissão, fidelidade e amor à obra de Deus! E, peço que relevem minha franqueza, mas também é preciso uma dose maior de "vergonha na cara!".
Lana Holder enganou muitos irmãos nossos que compraram seus DVD´s, ouviram suas conferências, chamaram-na de "missionária" e muito mais sério do que isso, de "irmã". É lamentável, e aqui eu faço uma crítica aos líderes que gostam de convidar para seus púlpitos pessoas egressas do homossexualismo sem uma consideração maior, em termos de avaliação de conduta e responsabilidade. Essa pseudo-pastora mantinha a longos 09 anos um relacionamento com uma mulher igualmente casada, e pregava nas igrejas, isso é coisa muita séria! Por isso que eu digo: púlpito é para pastor, e mesmo assim os mais sérios!
Tenho dito. E, confesso, fico envergonhado por Lana Holder. Nunca a vi, nem ouvi, não gosto de pastoras. Mas, foi membro de uma denominação que respeito. Tenho amigos por lá, que certamente estão igualmente envergonhados! Que pena!
Lana Holder é pernambucana e foi ligada à Assembléia de Deus no Brasil e nos EUA. Dona de uma oratória firme e contuntende (aos moldes pentecostais) ela impressionava pela sua bravura na comunicação da Palavra de Deus. Há algum tempo cheguei a ler na revista "Vinde" um testemunho de sua queda com uma pessoa do mesmo sexo o que implicou em um processo disciplinar em sua denominação. De inicio ela aceitou esse processo e depois de algum tempo foi novamente içada a uma posição de missionária e pregadora, sendo inclusive aceita para dar agora, testemunhos de sua libertação homossexual.
Agora, qual não é a minha surpresa ao saber de suas recentes declarações, onde ela assume um relacionamento de nove anos com uma outra "pastora" (que também já foi casada) e diz de sua alegria em ter descoberto que sua homossexualidade foi um dom de Deus. Ela chega a dizer que tentaram libertá-la (pastores e ministérios) mas não conseguiram porque não tinha do que ser liberta, pois Jesus a havia criada assim: homossexual! Textualmente suas palavras em entrevista ao Globo.com:
"Conforme fomos passando por essas curas das quais não víamos resultado, das quais esperávamos e ansiávamos por um resultado, percebemos que isso não é opção, é definitivamente uma orientação. Está intrínseco em nós, faz parte da nossa natureza.” (http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2011/06/pastoras-lesbicas-querem-fazer-evangelizacao-na-parada-gay-de-sp.html)
Agora, Lana Holder e sua "companheira", Rosania Rocha abriram uma igreja, "Cidade Refúgio" onde elas alcançam o grupo homossexual, com um rebanho crescente em atuais cinquenta membros, com uma mensagem afirmativa e segundo elas, inclusiva. Elas até mesmo planejam participar da próxima Passeata Gay de São Paulo (uma das maiores do país) com presença evangelística e pastoral.
Parece-me que esse discurso amplamente acolhedor de Holder irá alcançar muitos corações atribulados em dúvidas a respeito de sua homossexualidade. Em muito breve essa igreja será refúgio de muita gente enferma, eu não tenho dúvidas disso. Mas, é fato que o fato dela não ter sido liberta de seu pecado homossexual não faz de sua perversão algo aceito pelo Senhor. Seria o mesmo que um ladrão dizer que sua habilidade em surrupiar bens alheios é dom de Deus já que ele não conseguiu libertação em uma igreja evangélica! Ou até mesmo um pedófilo ver-se como um mensageiro de Deus, pelo simples fato de sua doença não ter sido exorcizada em um culto pentecostal! Olha, libertação é uma estrada de duas vias e exige princípios elementares como renúncia, submissão, fidelidade e amor à obra de Deus! E, peço que relevem minha franqueza, mas também é preciso uma dose maior de "vergonha na cara!".
Lana Holder enganou muitos irmãos nossos que compraram seus DVD´s, ouviram suas conferências, chamaram-na de "missionária" e muito mais sério do que isso, de "irmã". É lamentável, e aqui eu faço uma crítica aos líderes que gostam de convidar para seus púlpitos pessoas egressas do homossexualismo sem uma consideração maior, em termos de avaliação de conduta e responsabilidade. Essa pseudo-pastora mantinha a longos 09 anos um relacionamento com uma mulher igualmente casada, e pregava nas igrejas, isso é coisa muita séria! Por isso que eu digo: púlpito é para pastor, e mesmo assim os mais sérios!
Tenho dito. E, confesso, fico envergonhado por Lana Holder. Nunca a vi, nem ouvi, não gosto de pastoras. Mas, foi membro de uma denominação que respeito. Tenho amigos por lá, que certamente estão igualmente envergonhados! Que pena!
domingo, 12 de junho de 2011
TODO SER QUE RESPIRA LOUVE AO SENHOR! SERÁ?
"Nosso problema não é a questão dos estilos musicais. Nosso problema é o estilo de vida. Quando abraçamos mais aflições, por causa do valor de Cristo para nós, haverá mais fruto no culto a Cristo". (John Piper)
Lanço uma reflexão sobre a ardorosa questão das preferências musicais em nosso culto público ao Senhor. Tenho pensado já há muito tempo que cada igreja/denominação tem a sua cultura musical, e os gostos pessoais dos seus membros (incluindo seus ministros) devem estar sendo submissos à essa cultura histórica. Não me refiro ao fato de que a cultura musical da igreja deve ser como uma prisão onde não se pode aspirar alguma flexibilidade litúrgica, mas não sou ingênuo (e, 18 anos de ministério pastoral me deixam certo disso!) de crer que uma igreja local tenha como obrigação curvar-se a cantar apenas as composições de cantores que eu gosto particularmente.
Mas, o que percebo em miúdos na postura de alguns na igreja, sobretudo os convertidos de muito tempo é uma intolerência perigosa em relação ao que é novo. Eu tenho tido o cuidado de não me sentar na mesa dos intolerantes litúrgicos bem como dos "talibãns evangélicos" que me parecem teólogos do ostracismo, acostumados a enxergar a igreja com os olhos no retrovisor. Particularmente não gosto de gente assim: ensoberbecida pelo passado e cega em relação ao futuro.
Mas, tem de haver algum "meio de campo" para trazer a verdade poética do Salmo 150 para o centro da vida de adoração comunitária. Não é possível que o "tudo quanto tem fôlego louve ao Senhor" não faça com que alguns saudosistas parem de reclamar das canções de Aline Barros e Fernandinho e praticamente silenciem-se em protesto gélido de quem, por conta de tais preconceitos vão acabar entorpecidos espiritualmente. Não gosto de música ruim, agora tolero canções entoadas originalmente por cantores que não aprecio, por conta da expressão comunitária de uma igreja que, é aproximada de Deus por canções que falam de uma intimidade com o Senhor que supera questões históricas, denominacionais e experienciais, isso sem jogar por terra princípios teológicos centrais (repito, "centrais") que nos são caros.
Uso como exemplo, algo que vem acontecendo comigo. Vamos lá, talvez pela primeira vez exponho meu pensamento a respeito desse assunto,e optei em fazê-lo neste blog para, de certo modo eu equilibrar meu pensamento, pensando bem antes de gotejar palavras na tela do meu notebook. Eu sou de uma herança musical bem tradicional. Conheço praticamente todos os hinos do "cantor cristão". Desde pequeno eu entendo que o crente batista precisa ter a Bíblia e o Cantor Cristão em mãos, e de preferência no mesmo volume! Verdade! Em minha sala na igreja tem lá, Biblia e Cantor Cristão juntos, em outras palavras, termina Apocalipse e começa o belíssimo "Antifona", o hino 01 do CC!
Quando cheguei aqui em nossa igreja (Igreja Batista Central em Japuiba, Angra dos Reis, RJ) me animei com uma igreja majoritariamente jovem, cantando as canções que eu gostava também, de Marcos Witt, Projeto Vila Nova de Irajá, Comunidade Evangélica de Goiânia, dentre outros... O que fiz? Respeitei essa variedade contemporânea e incrementei os cultos com um ou dois hinos do "Hinário para o Culto Cristão" (novo hinário dos batistas brasileiros). E, o que temos hoje 18 anos depois de minha chegada ainda é a mesma mistura saudável, respeitosa e equilibrada, sendo que, por Graça de Deus hoje tenho um culto com elementos de espontaneidade e reverência! Mas, o meu estilo pessoal, admito é mais para uma liturgia tradicional com Coros, hinos tocados em Órgãos e uma estética arquitetônica que lembra elementos do século da Reforma!Mas eu pergunto retoricamente: vou implementar em nossa igreja algo do que eu gosto, ou algo que eu percebo que Deus está se movendo em nossa congregação?
Absolutamente. Não quero impor o meu estilo, minha preferência musical, até mesmo porque como John Piper salientou o estilo de vida é mais importante do que o estilo de música! De que me adianta ter uma igreja que canta do que eu gosto e vivendo distante dos ideais do Evangelho?
Mas, eu não percebo essa mesma tolerência, que compreendo ser bíblica por parte daqueles que insistem em virar seus rostos com canções contemporâneas e que, pensam que são detentores de um senso próximo do divino em avaliar intenções de corações alheios! Repito: tem de haver a consciência de que quando se aceita ser membro de uma igreja, se está aceitando como tolerável uma cultura própria, e, por conta disso, deve-se buscar sobretudo naquilo que não gosto elementos de graça de Deus!
Não sou fã do Fernandinho! Mas, nossa igreja canta muitas músicas dele! Certa noite, estava no nosso Retiro de Pastores, e quem chega para ministrar alguém parecido com o Fernandinho, pensei eu. Começou a cantar e o meu lado crítico foi logo denunciando-o como alguém que viria para ministrar canções modernas que eu já havia conhecido, mas que ali no Retiro não estava disposto a cantar! De repente, meus olhos foram abertos! Ele não parecia o Fernandinho! Ele era o Fernandinho! E, me vi sendo ministrado ali, sobretudo com uma canção que ele compôs num deserto de seu ministério pastoral: "uma nova história Deus tem para mim! Um novo tempo Deus tem para mim! Tudo aquilo que perdido foi, ouvirei de sua boca. Te abençoarei!".
Essa experiência embasou o meu pensamento! Não quero mudar nada! Não ser um reformista litúrgico! Não quero me colocar no lugar de Deus! Quero cantar junto com o meu povo! Pois quero ser abençoado junto dele! Oh! Deus que morra os legalistas! Que os conservadores nostálgicos se convertam ou declarem de vez seu estilo de mundanidade pecaminosa! Chega de falsas reverências no culto cristão!
É o que eu penso. E canto.
Lanço uma reflexão sobre a ardorosa questão das preferências musicais em nosso culto público ao Senhor. Tenho pensado já há muito tempo que cada igreja/denominação tem a sua cultura musical, e os gostos pessoais dos seus membros (incluindo seus ministros) devem estar sendo submissos à essa cultura histórica. Não me refiro ao fato de que a cultura musical da igreja deve ser como uma prisão onde não se pode aspirar alguma flexibilidade litúrgica, mas não sou ingênuo (e, 18 anos de ministério pastoral me deixam certo disso!) de crer que uma igreja local tenha como obrigação curvar-se a cantar apenas as composições de cantores que eu gosto particularmente.
Mas, o que percebo em miúdos na postura de alguns na igreja, sobretudo os convertidos de muito tempo é uma intolerência perigosa em relação ao que é novo. Eu tenho tido o cuidado de não me sentar na mesa dos intolerantes litúrgicos bem como dos "talibãns evangélicos" que me parecem teólogos do ostracismo, acostumados a enxergar a igreja com os olhos no retrovisor. Particularmente não gosto de gente assim: ensoberbecida pelo passado e cega em relação ao futuro.
Mas, tem de haver algum "meio de campo" para trazer a verdade poética do Salmo 150 para o centro da vida de adoração comunitária. Não é possível que o "tudo quanto tem fôlego louve ao Senhor" não faça com que alguns saudosistas parem de reclamar das canções de Aline Barros e Fernandinho e praticamente silenciem-se em protesto gélido de quem, por conta de tais preconceitos vão acabar entorpecidos espiritualmente. Não gosto de música ruim, agora tolero canções entoadas originalmente por cantores que não aprecio, por conta da expressão comunitária de uma igreja que, é aproximada de Deus por canções que falam de uma intimidade com o Senhor que supera questões históricas, denominacionais e experienciais, isso sem jogar por terra princípios teológicos centrais (repito, "centrais") que nos são caros.
Uso como exemplo, algo que vem acontecendo comigo. Vamos lá, talvez pela primeira vez exponho meu pensamento a respeito desse assunto,e optei em fazê-lo neste blog para, de certo modo eu equilibrar meu pensamento, pensando bem antes de gotejar palavras na tela do meu notebook. Eu sou de uma herança musical bem tradicional. Conheço praticamente todos os hinos do "cantor cristão". Desde pequeno eu entendo que o crente batista precisa ter a Bíblia e o Cantor Cristão em mãos, e de preferência no mesmo volume! Verdade! Em minha sala na igreja tem lá, Biblia e Cantor Cristão juntos, em outras palavras, termina Apocalipse e começa o belíssimo "Antifona", o hino 01 do CC!
Quando cheguei aqui em nossa igreja (Igreja Batista Central em Japuiba, Angra dos Reis, RJ) me animei com uma igreja majoritariamente jovem, cantando as canções que eu gostava também, de Marcos Witt, Projeto Vila Nova de Irajá, Comunidade Evangélica de Goiânia, dentre outros... O que fiz? Respeitei essa variedade contemporânea e incrementei os cultos com um ou dois hinos do "Hinário para o Culto Cristão" (novo hinário dos batistas brasileiros). E, o que temos hoje 18 anos depois de minha chegada ainda é a mesma mistura saudável, respeitosa e equilibrada, sendo que, por Graça de Deus hoje tenho um culto com elementos de espontaneidade e reverência! Mas, o meu estilo pessoal, admito é mais para uma liturgia tradicional com Coros, hinos tocados em Órgãos e uma estética arquitetônica que lembra elementos do século da Reforma!Mas eu pergunto retoricamente: vou implementar em nossa igreja algo do que eu gosto, ou algo que eu percebo que Deus está se movendo em nossa congregação?
Absolutamente. Não quero impor o meu estilo, minha preferência musical, até mesmo porque como John Piper salientou o estilo de vida é mais importante do que o estilo de música! De que me adianta ter uma igreja que canta do que eu gosto e vivendo distante dos ideais do Evangelho?
Mas, eu não percebo essa mesma tolerência, que compreendo ser bíblica por parte daqueles que insistem em virar seus rostos com canções contemporâneas e que, pensam que são detentores de um senso próximo do divino em avaliar intenções de corações alheios! Repito: tem de haver a consciência de que quando se aceita ser membro de uma igreja, se está aceitando como tolerável uma cultura própria, e, por conta disso, deve-se buscar sobretudo naquilo que não gosto elementos de graça de Deus!
Não sou fã do Fernandinho! Mas, nossa igreja canta muitas músicas dele! Certa noite, estava no nosso Retiro de Pastores, e quem chega para ministrar alguém parecido com o Fernandinho, pensei eu. Começou a cantar e o meu lado crítico foi logo denunciando-o como alguém que viria para ministrar canções modernas que eu já havia conhecido, mas que ali no Retiro não estava disposto a cantar! De repente, meus olhos foram abertos! Ele não parecia o Fernandinho! Ele era o Fernandinho! E, me vi sendo ministrado ali, sobretudo com uma canção que ele compôs num deserto de seu ministério pastoral: "uma nova história Deus tem para mim! Um novo tempo Deus tem para mim! Tudo aquilo que perdido foi, ouvirei de sua boca. Te abençoarei!".
Essa experiência embasou o meu pensamento! Não quero mudar nada! Não ser um reformista litúrgico! Não quero me colocar no lugar de Deus! Quero cantar junto com o meu povo! Pois quero ser abençoado junto dele! Oh! Deus que morra os legalistas! Que os conservadores nostálgicos se convertam ou declarem de vez seu estilo de mundanidade pecaminosa! Chega de falsas reverências no culto cristão!
É o que eu penso. E canto.
domingo, 5 de junho de 2011
BOMBEIROS NÃO SÃO BANDIDOS!
O desfecho do episódio envolvendo a invasão do Quartel Central da Corporação dos Bombeiros Militares do Estado do Rio de Janeiro está longe de ser conhecido, mas já me coloco aqui a fim de emprestar minhas linhas nesse blog em favor dos bombeiros de nosso Estado. Causou-me repulsa ouvir da boca do nosso governador (ou seria xerife?) Sérgio Cabral de que os manifestantes desse fim de semana eram "vândalos irresponsáveis".
Vamos à verdade dos fatos? A motivação de toda a manifestação era de foro pacifico, incluindo até mesmo que há uma grande parte de evangélicos envolvidos na liderança do movimento. O grupo (que chegava a dois mil homens, incluindo suas familias ali presentes) ultrapassava aos 2000 bombeiros, incomodados desde há muito tempo com as precárias condições salariais de uma categoria que deveria receber do Estado (juntamente com os professores) a prioridade em termos de fino trato, pois eles não são bandidos, pois bandidos não salvam vidas!
Mas, o que se tem assistido ao longo dos últimos governos, e isso inclui tanto o primeiro completo quanto o inicio do segundo mandato de Cabral é um abandono sistemático às propostas da categoria, uma ignorância propositada em relação aos clamores de uma gente séria, trabalhadora, briosa e que, já vem trabalhando à muito tempo muito mais por ideal patriótico do que por reconhecimento salarial. É sabido que muitos bombeiros hoje precisam complementar suas rendas com serviços extras a fim de trazer o sustento digno para as suas familias, passando noites inteiras ao rigor do militarismo exarcebado e da disciplina hierárquica fria e insensível justamente para a manutenção do mínimo possível em suas casas.
Se isso já não fosse o bastante, tenho informações de que as próprias estruturas de trabalho não eram das melhores, e isso eleva ainda mais o tom de descontentamento e de destemperamento, que deve ser o que provocou um erro, ao meu ver, que foi a invasão do Quartel General no arrombamento do portão da frente. Mas, depois disso o que se assistiu na mídia, e o que os familiares receberam de notícias do grupo que estava dentro do "santuário da corporação" (palavras do novo comendante dos bombeiros, Sérgio Simões) foi um ataque desproporcional de forças e absolutamente desnecessário quando o Governador autorizou o famigerado BOPE a entrar no Quartel para fazer justiça a qualquer preço! E, ai o inevitável aconteceu: bombeiros desarmados sendo atacados com bombas de lacrimogênio e sprays de pimenta, tiros de fuzil sendo ouvidos por todos, e violência, muita violência! O saldo poderia ser de uma chacina se a mão poderosa do Senhor não intervisse!
Quase 500 homens estão presos, isolados de suas famílias e sofrendo forte pressão psicológica na ameça de sofrerem processos administrativo, militar e civil. Mas, o Ministério Público já deu sinais de que não aceitará as imposições do Governador, a OAB já está com suas bases alertadas para a defesa dos presos, amanhã (segunda feira, 06/06/2011) os demais bombeiros do Estado todo estarão rumando para a cidade do Rio de Janeiro para participar de mais passeatas e pressões populares. Além dessa força da sociedade civil, senadores e deputados do Estado já se manifestaram contrários ao uso da força excessiva e desproporcional do Governador, que me pareceu agir de modo ensoberbecido devido a estar acuado pela voz de seus comandados que, desejam pura e simplesmente, conversar e dialogar sobre suas propostas.
Eu fico do lado dos bombeiros, e não admito absolutamente que a população de bem seja lançada contra os manifestantes militares que, se cometeram o exagero de invadir o prédio da corporação, não depredaram nada, não agiram contra a estrutura patrimonial, pois é sabido, à luz da verdade dos fatos de que os danos foram causados devido a entrada virulenta da força de choque da Polícia Militar com seus homens treinados para atuar em contextos de guerra civil e não de tranquilas manifestações em prol de melhores salários.
Repito: bombeiros não são bandidos e não podem ser tratados como tal. Minha oração é que haja um "batismo de bom senso" em nosso Governador e que esta semana ele se sente com a liderança do movimento dos bombeiros desarmado de seu autoritarismo (ele não precisa agir assim, ele já é nossa autoridade, constituída por Deus e pelo povo nas urnas no ano passado) e apto para ouvir, dar prazos, considerar opiniões e anistiar todos os soldados presos, isentando-os de toda e qualquer punição quer seja administrativa, militar ou ainda criminal.
Oro assim, porque creio assim! E, estou do lado dos bombeiros, pois eles são do bem!
Vamos à verdade dos fatos? A motivação de toda a manifestação era de foro pacifico, incluindo até mesmo que há uma grande parte de evangélicos envolvidos na liderança do movimento. O grupo (que chegava a dois mil homens, incluindo suas familias ali presentes) ultrapassava aos 2000 bombeiros, incomodados desde há muito tempo com as precárias condições salariais de uma categoria que deveria receber do Estado (juntamente com os professores) a prioridade em termos de fino trato, pois eles não são bandidos, pois bandidos não salvam vidas!
Mas, o que se tem assistido ao longo dos últimos governos, e isso inclui tanto o primeiro completo quanto o inicio do segundo mandato de Cabral é um abandono sistemático às propostas da categoria, uma ignorância propositada em relação aos clamores de uma gente séria, trabalhadora, briosa e que, já vem trabalhando à muito tempo muito mais por ideal patriótico do que por reconhecimento salarial. É sabido que muitos bombeiros hoje precisam complementar suas rendas com serviços extras a fim de trazer o sustento digno para as suas familias, passando noites inteiras ao rigor do militarismo exarcebado e da disciplina hierárquica fria e insensível justamente para a manutenção do mínimo possível em suas casas.
Se isso já não fosse o bastante, tenho informações de que as próprias estruturas de trabalho não eram das melhores, e isso eleva ainda mais o tom de descontentamento e de destemperamento, que deve ser o que provocou um erro, ao meu ver, que foi a invasão do Quartel General no arrombamento do portão da frente. Mas, depois disso o que se assistiu na mídia, e o que os familiares receberam de notícias do grupo que estava dentro do "santuário da corporação" (palavras do novo comendante dos bombeiros, Sérgio Simões) foi um ataque desproporcional de forças e absolutamente desnecessário quando o Governador autorizou o famigerado BOPE a entrar no Quartel para fazer justiça a qualquer preço! E, ai o inevitável aconteceu: bombeiros desarmados sendo atacados com bombas de lacrimogênio e sprays de pimenta, tiros de fuzil sendo ouvidos por todos, e violência, muita violência! O saldo poderia ser de uma chacina se a mão poderosa do Senhor não intervisse!
Quase 500 homens estão presos, isolados de suas famílias e sofrendo forte pressão psicológica na ameça de sofrerem processos administrativo, militar e civil. Mas, o Ministério Público já deu sinais de que não aceitará as imposições do Governador, a OAB já está com suas bases alertadas para a defesa dos presos, amanhã (segunda feira, 06/06/2011) os demais bombeiros do Estado todo estarão rumando para a cidade do Rio de Janeiro para participar de mais passeatas e pressões populares. Além dessa força da sociedade civil, senadores e deputados do Estado já se manifestaram contrários ao uso da força excessiva e desproporcional do Governador, que me pareceu agir de modo ensoberbecido devido a estar acuado pela voz de seus comandados que, desejam pura e simplesmente, conversar e dialogar sobre suas propostas.
Eu fico do lado dos bombeiros, e não admito absolutamente que a população de bem seja lançada contra os manifestantes militares que, se cometeram o exagero de invadir o prédio da corporação, não depredaram nada, não agiram contra a estrutura patrimonial, pois é sabido, à luz da verdade dos fatos de que os danos foram causados devido a entrada virulenta da força de choque da Polícia Militar com seus homens treinados para atuar em contextos de guerra civil e não de tranquilas manifestações em prol de melhores salários.
Repito: bombeiros não são bandidos e não podem ser tratados como tal. Minha oração é que haja um "batismo de bom senso" em nosso Governador e que esta semana ele se sente com a liderança do movimento dos bombeiros desarmado de seu autoritarismo (ele não precisa agir assim, ele já é nossa autoridade, constituída por Deus e pelo povo nas urnas no ano passado) e apto para ouvir, dar prazos, considerar opiniões e anistiar todos os soldados presos, isentando-os de toda e qualquer punição quer seja administrativa, militar ou ainda criminal.
Oro assim, porque creio assim! E, estou do lado dos bombeiros, pois eles são do bem!
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