segunda-feira, 2 de maio de 2011

SOMOS CASADOS PARA SEMPRE!

Portanto, o que Deus ajuntou, não o separe o homem”. (Marcos 10.9)

O ministério “Casados para Sempre” está no Brasil desde 1992, tem sido um ministério de apoio às igrejas evangélicas no suporte às famílias. A tônica desse ministério é crer definitivamente que não há casamentos que não possam ser estruturados sobre os valores de Deus. Na apresentação do curso, pelo site oficial do ministério (http://2igual1brasil.com.br/cursos/casados_para_sempre) encontramos a seguinte frase: “Os princípios bíblicos compartilhados no curso “Casados Para Sempre” ensinam aos casais como andar na plenitude do relacionamento de uma só carne, capacitando‑os a se tornar um lar cristão que seja luz, ministrando salvação, cura e libertação em nome do Senhor Jesus.”

É isso que queremos em nossa igreja a partir dessa primeira turma de “casados para sempre” que iniciará suas atividades na segunda semana de maio nos lares dos nossos líderes: pr. Jaime e Fernanda, João Batista e Lúcia, pr. Léo e Dani, Manoel e Anna Paula e eu e Débora. Serão 14 encontros semanais todas as terças ou quartas (de acordo com a definição de cada grupo) onde os principais valores do casamento serão tratados biblicamente.

Nossa igreja não será mais a mesma depois da adoção desse forte ministério com casais! Nossa história mudará, sem dúvida! Pretendemos formar duas turmas de “casados para sempre” todos os anos, além de, no próximo ano começarmos turmas dos “Pais para toda a Vida” e do “One” (curso para noivos). Posso lhes assegurar que nossa igreja está dando um passo certo e seguro para o futuro em que casais fortes serão as bases de uma igreja forte.

Sonho com o tempo em que todos os líderes de nossa igreja serão discipuladores de casais, isso porque eles mesmos estarão dando o exemplo de viverem os princípios da aliança, papéis, da semeadura, do perdão, do acordo, intimidade sexual, visão de fé e confiança, batalha espiritual, enfim, todos os princípios de “Casados para Sempre”.

Você que fará parte dessa histórica turma (30 casais), meus Parabéns!. Você que fará parte das outras turmas, espere o tempo de Deus para todas as coisas, e guarde essa palavra em seu coração: “Lute pelo seu casamento! Ele foi presente de Deus para você!”.

Termino com uma letra do pr. Márcio Duarte (e sugiro que você diga ao seu cônjuge): “Foi Deus quem me deu você, jamais vou te esquecer. Temos com Jesus uma aliança, mesmo nas lutas vamos seguir em frente. Casados para sempre!”.

PS. Esse texto é extraido de uma "pastoral" que escrevi em um boletim recente de nossa igreja. Reponho aqui no meu blog considerando a fervura que ainda encontra o meu coração depois do treinamento que participei junto com Débora nesse fim de semana. Aproveito para fazer desse momento uma forma de eu pedir perdão ao Senhor pelas vezes em que não lutei como deveria pelas familias de nossa igreja. Agora, mais do que nunca brigarei junto com os casais pela sobrevivência do casamento, mesmo que desenganado pelos homens e mulheres pessimistas de plantão. Eu creio na indissolubilidade do casamento!






sábado, 23 de abril de 2011

MINHAS DEFINIÇÕES...

"Portanto, meus irmãos, quando vos ajuntais para comer, esperai uns pelos outros". (I Corintios 11.33)

Essa semana em meio ao clima de profundas inquietações no preparo de uma mensagem que ministrei a igreja no meio de semana, me pus a fazer alguns questionamentos de situações corriqueiras que vivo no ministério, mas que são absolutamente constrangedoras e que exigem de mim uma tomada de posição radical. Refiro-me neste artigo à séria questão do papel do pastor em cerimônias de casamento e de "aniversários de quinze anos".

Tenho para mim que em muitos desses encontros festivos, a figura do pastor é mais de um "apresentador de programa", que tem em si a vantagem de não cobrar pelo seu trabalho, pois tudo está embutido na sua "renda eclesiástica", valor que ele já recebe mensalmente por sua igreja. Ai, aproveitando essa deixa, as pessoas (crentes ou não) acabam se aproveitando para ter o pastor como um mero mestre cerimonial de suas festas que estão se tornando cada vez mais anti-cristãs, secularizadas, mundanizadas e por que não dizer, carnais! Não são todas, obviamente, mas tenho chegado à triste conclusão de que já não se respeita mais a figura do "pastor" em nossas igrejas. Ele é visto mais como um adendo do que um homem que tem suas convicções, seus compromissos agendados à preço de suor e sangue e que, se constrange ao ter de participar de encontros onde músicas seculares são tocadas, piadas inconsequentes são compartilhadas em sua volta, mulheres se dispõem no recinto com roupas cada vez mais diminutas, e enfim, o clima fica pronto para qualquer outra coisa, menos um culto ao Senhor.

E ai, para não chamar a atenção dos convidados que, na maioria das vezes não estão também à vontade no recinto, porque em sua maioria prefeririam que o clima de festa não fosse contaminado por um momento litúrgico, onde a Bíblia é lida e orações são feitas, sou inclinado a fazer a minha parte corriqueiramente curta e depois, abro espaço para as danças, testemunhos falsos, brincadeiras de baixo calão, enfim, à festa propriamente dita e aguardada! O que acontece depois é que eu me reservo à minha própria insignificância pastoral, me assento, como alguns salgados com minha Coca... depois volto para casa, pior do que eu cheguei naquele lugar!

Por isso, eu já disse na igreja e digo aqui: BASTA!

Não faço mais casamentos e aniversários, sem ter conhecimento pormenorizado do programa, disposição das mesas, escolha de repertório, e também sem ter a presença de pessoas da igreja para compor minha equipe de celebrações... enfim, não preciso mais me sujeitar à outros cerimoniais se não aquele que julgo estar de acordo com o propósito de um culto ao Senhor! Não dá para ter a minha imagem associada a bagunças generalizadas e a encontros puramente sociais e de entretenimento no pior sentido da palavra. Como homem de Deus, eu posso perfeitamente me colocar no lugar que julgo fui chamado pelo Senhor: ser alguém que expõe a Palavra de Deus para o convencimento do pecador, e para que haja deleite na presença de Deus. Fora disso, posso dizer novamente: "estou fora!".

Recentemente li um livro de Joel R. Beeke, "vivendo para a glória de Deus", da Editora Fiel e me deparei com artigos fortíssimos sobre as raizes do culto puritano, a centralidade da pregação expositiva no contexto do culto, e a imagem que os nossos irmãos calvinistas sempre tiveram do pastor como um "médico de almas", e me pus a pensar o quão distante nossas igrejas (incluo a minha em primeiro plano) desse nível de respeito e consideração pelo seu obreiro. Os pastores em nosso dia são taxados como oportunistas, interesseiros, politiqueiros, e outros adjetivos desprezíveis mais.... embora eu creia que alguns obreiros são responsáveis por toda essa adjetivação equivocada do que vem a ser o pastor, não vem ao caso essa consideração, porque eu posso dizer sem medo de errar que os falsos pastores são excessão e não são regra! Tem muita gente séria no meio evangélica, pastores que simplesmente se vêem forçados a manter as aparências diante de algumas cerimônias onde o papel deles é apenas servirem de "bobos da corte", porque tem medo de ofender ovelhas ou de ser taxado como "ultrapassado".

Agora, eu não estou temendo qualquer tipo de represália. Vou analisar com carinho puritano o que eu tiver de fazer em termos de casamentos e outras festas... e para alguns eu direi "não'. Não participarei mais de nada que ofenda minha consciência cristã e meu chamado para ser pastor e não palhaço!

sexta-feira, 15 de abril de 2011

NOSSA MISSÃO JUNTO AOS ISLÂMICOS

Teço aqui uma rápida reflexão que foi texto de minha pastoral no boletim dominical de nossa igreja no domingo passado, 10/03/2011. Estou aberto para considerações sobre esse assunto importantíssimo para a missão da igreja em nossos dias. Considero-me como alguém que crê que a igreja não pode silenciar-se e tem por obrigação enviar os seus melhores homens e mulheres para o campo missionário, sem deixar de apoiá-los pastoral e financeiramente para que os mesmos não sejam "mártires mendigantes", mas sim "mensageiros da esperança".

A revista "Veja" da semana passada (03/04/2011) comentou sobre o fato de que já há células terroristas operando a partir do Brasil. E eles (de influência muçulmana) encontram a liberdade que precisam em nosso país para arquitetarem crimes em nome de Alá. No Brasil eles se "sentem em casa", pois não há leis anti-terrorismo no nosso país, pois há fortes lobistas parlamentares esquerdistas ensandecidos que compreendem alguns movimentos violentos como o MST  (Movimento dos Sem-Terra), apenas para citar um, como representantes legítimos de um movimento social que luta pela distribuição igualitária das terras no Brasil.

Essa reportagem chamou a atenção do mundo inteiro e atraiu comentários dos mais diversos na intelectualidade brasileira também, e a classe política (sobretudo desse atual governo) está sendo colocado na berlinda pelas amizades mais do que comprometeras com elementos que representam fortes influências de grupos e organizações islâmicas que detinham (ou ainda detém) influência na política externa do nosso país. Por essa razão vimos o modo tão amistoso que o ex-presidente Lula saudava os "companheiros" islâmicos do Irã e da Líbia.

Imagino que a repercussão dessa relação prostituta com o islamismo pela elite política de nosso país seja benéfica para que a igreja do Senhor Jesus Cristo se desperte a fim de fazer total diferença em seu testemunho e impacto evangelístico. Não podemos assistir passivamente a tantas tragédias sem nos posicionarmos como homens e mulheres do Deus vivo, e que servimos a Jesus, àquele a quem os muçulmanos chamam de "profeta milagroso".

Uma música que tem me impactado ultimamente é a interpretada pelo pessoal do Raiz Coral e pelo Sérgio Saas, de nome "Lugar Seguro". Ela fala de Sansão, dramatizando o seu pedido em Juizes 16.28: "Ó Senhor Deus! Lembra-te de mim, e fortalece-me agora só desta vez, ó Deus, para que duma só vez me vingue dos filisteus pelos meus dois olhos". Uma parte da letra que me faz lembrar do nosso desafio de fazer missões entre os povos muçulmanos é essa: "Leva-me ao lugar secreto. Leva-me à coluna mestra. Só mais uma vez. E eu lutarei. E eu vencerei por Ti, Senhor."

O contexto missionário como na história bíblica também é de luta, e os muçulmanos são um dos nossos muitos "filisteus" que venceremos com essa atitude de fé, "leva-me à coluna mestra!". E essa coluna, a que sustenta toda uma construção é parafraseando a canção a responsabilidade da igreja de se envolver com o clamor de bilhões de pessoas que ainda não ouviram falar de Jesus. É verdade! Ouvi um missionário em nossa igreja que atua em Marrocos, dizendo que quando evangelizava em um dos seus encontros de discipulado foi surpreendido com uma pergunta sincera (não em tom de chacota ou desdém): "Jesus é bom? É de comer ou de beber?".

Deus está nos incomodando a fim de que olhemos para o mundo islâmico com o seus olhos e não os nossos. Tenho aprendido que os nossos desafios são do tamanho de Deus! E, sem importar a que agência missionária vamos servir e investir recursos, o que definitivamente fará a diferença é a mudança de paradigma na mentalidade dos formadores de opinião em nossas denominações: missões não é um item da agenda da igreja, é a essência da nossa eclesiologia. O próprio termo no grego, "ekklesia", vai significar "chamados para fora". A igreja em nosso formato atual é um escândalo e um motivo para piadas das mais diversas rodas de ímpios justamente porque tem olhado apenas para o seu umbigo, tem de se importado apenas com as suas atrações e realizações locais, tem deixado de olhar para os campos, para o centro de sua verdadeira missão!

O mundo islâmico precisa de missionários briosos, verdadeiros "agentes secretos" do evangelismo bíblico. Não dá para mascararmos que o muçulmano nos levará a sério somente quando considerarmos como autoridade suprema de nossa vida a Bíblia, que os islâmicos chamam de "o livro". O irmão André (www.portasabertas.org.br) compartilha que, certa feita encontrando-se com um militante do Hamas (poderoso grupo islâmico, atuante na Palestina), ele lhe disse: "por que vocês não levam a sério 'o livro'?"

Essa é a pergunta que incomoda e não quer calar: "por que não levamos a sério 'o livro'?".

sábado, 9 de abril de 2011

AMOR PELA VERDADE!

"Os cristãos amam a unidade, mas não em detrimento da verdade. A igreja cristã possui a verdade definitiva muito mais exata do que a matemática porque foi revelada pelo próprio Deus. Do meu bolso, posso dar o quanto quiser para qualquer pessoa, porque é meu dinheiro. Da verdade de Deus eu não posso dar nada. Pode haver variações entre os cristãos naquilo que não é essencial, assim como há variedades de orquídeas. Eu posso aceitar rosas de qualquer cor, mas não posso aceitar um cardo como se fosse uma rosa. O amor não é razão suficiente para ignorarmos uma palavra, uma letra da Bíblia. Posso amar o herege, mas não a heresia". (Richard Wurmbrand)

Uma amável leitora deste blog sugeriu-me ontem que escrevesse algo sobre a tragédia que se abateu sobre o Rio de Janeiro, com desdobramentos internacionais do massacre ocorrido numa escola de rede municipal, no bairro de Realengo, em nossa capital. Mas, confesso que ainda não consegui processar muito bem todas essas informações e estou sob o efeito da dor compartilhada com familiares dos enlutados por essa bárbarie sem precedentes na história do nosso país. Mas, me parece que o tema que me inspirou a escrever agora pode ter ramificações na tentativa de explicar parte do processo que levou aquele jovem de 23 anos a cometer um dos assassinados mais indefensáveis do mundo: a matança de inocentes em nome de Deus!

Digo em nome de Deus, porque tive acesso (www.globo.com) ao teor de sua carta de despedida e várias vezes ele fala de Deus! É isso mesmo! Ele me pareceu um psicótico, com uma ou outra formação religiosa, e claro, alguém perturbado pelo inferno de sua mente e insuflado pela mente perniciosa de Satanás. Dificil amar uma pessoa assim, seria mais humano taxa-lo de "animal", "mostro", "psicopata", mas olhando para o prisma do evangelho, esse rapaz foi vítima de si mesmo e das forças do mal encarnado. O tom de minha escrita não é de eximi-lo de culpas, absolutamente, ele foi todo responsável pelo que ocorreu, mas sempre me pareceu que a atitude desse rapaz pode nos servir de uma radical ilustração do que fazem os falsos mestres, espalhados em denominações evangélicas das mais diversas que tem matado também, não apenas crianças e adultos, mas também o futuro de muita gente com doutrinas humanas travestidas de sermões inspirados em textos bíblicos isolados, enfim, levando muita gente ao desterro espiritual.

Lembro-me de Mateus 24.4-8, quando o Senhor Jesus alerta sobre os sinais dos finais dos tempos, e diz textualmente: "Cuidado que ninguém os engane. Pois muitos virão em meu nome, dizendo: 'Eu sou de Cristo!', e enganarão a muitos. Vocês ouvirão falar de guerras e rumores de guerras, mas não tenham medo. É necessário que tais coisas aconteçam, mas ainda não é o fim. Nação se levantará contra nação, e reino contra reino. Haverá fomes e terremotos em vários lugares. Tudo isso será o início das dores".

Em um sermão num texto de Daniel, Hernandes Dias Lopes diz que “as profecias estão se cumprindo. O fim está mais próximo do que podemos imaginar. O saber hoje se multiplica espantosamente. Vivemos hoje o tempo do milagre científico. A ficção virou história. Vivemos no mundo cibernético. A terra tornou-se apenas uma aldeia. Somos cidadãos planetários. O futuro chegou. Vivemos nele." Estou inteiramente de acordo com essa observação. O que estamos assistindo nas mais diversas mídias é o retrato falado do escandâlo da morte nos rondando. O meu tom é apocalíptico propositamente, quero alertar a todos de quem nós os cristãos precisamos nos unir com as mais firmes convicções bíblicas a fim de crermos e ensinarmos que é tempo de suplicarmos do alto um acentuado espírito de prudência e vigilância. Não dá para vivermos nesse mundo como se ele fosse o nosso lar, é apenas uma pousada onde estamos passando um tempo (algumas pernoites), pois nossa moradia definitiva será a glória! Essa é a verdade de Deus no que diz respeito à nossa eternidade.

Não quero ser mais compreendido, mas esse não é o tempo de aumentarmos o nosso amor e sim o nosso senso de verdade! O amor já está malbaratado em nosso meio, e é incrível como que, em nome dele hereges perniciosos, obreiros antiéticos, rebeldes eclesiásticos tem tentado se manter vivos no meio de nós, pois vez por outra eles são os primeiros a clamar pelo amor perdoador no afã de fugirem do princípio bíblico da separação radical dos fiéis dos infiéis. Em outras palavras, eu creio que devemos deixar o amor por um lado e partirmos para uma análise realista daqueles diante de quem vamos manter algum contato fraterno e eclesiástico daqueles que temos sim, de desligar do nosso rol de convívio cristão para tratarmos como "gentios e publicanos". Me nego de chamar de "pastor" ou ainda mais "pastora" quem é rebelde, e estabeleceu sua denominação dita evangélica com o preço de divisões de outros ministérios já estabelecidos. Além disso me nego a tomar qualquer refeição que seja, ou frequentar a casa de quem do seu púlpito ou cátedra ensina doutrinas que ferem a autoridade das Escrituras Sagradas. Por fim, me nego a ter proximidade com quem faz do evangelho um balcão de negócios onde o importante é o lucro e não as pessoas. Temos de amar menos e zelar mais pela "fé que uma vez por todas, foi dada aos santos" (Judas 3).

Tenho dito o que creio. De agora em diante eu só direi que amo aquele que ama a Deus sendo fiel a Ele e à igreja gloriosa que não ter cor denominacional, mas que é alicerçada pelos princípios da verdade.


terça-feira, 5 de abril de 2011

OITO REGRAS PARA UMA MINISTÉRIO CRISTOCÊNTRICO

1. Não se una a pessoas que buscam fama e sucesso ministerial a todo e qualquer custo, nem que para isso tenham que infamar publicamente os supostos concorrentes. 

2. Não aceite todo convite para não sacrificar a família, o trabalho, e o estudo acadêmico. 

3. Não faça do ministério um “pé de meia” para o futuro, quando tudo o mais der errado. 

4. Não busque o sucesso, a fama e honra para si, fazendo da piedade uma autoafirmação da sua personalidade e talentos naturais. 

5. Jamais use a simplicidade e acriticidade do povo de Deus como esteio para popularidade e sucesso pessoal. 

6. Não fique teologicamente em cima do muro para agradar gregos e troianos, mas expresse o que a Bíblia diz sem vacilação. 

7. Não use a linguagem da piedade para incensar os próprios feitos. 

8. Seja amigo daqueles que compartilham da mesma visão.

Gostei do que li no blog de Geremias do Couto http://www.geremiasdocouto.blogspot.com/ e transcrevo aqui.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

RESPOSTA AO DESPROPOSITADO MARCO FELICIANO

"Vivo eu, diz o Senhor Deus, que porquanto as minhas ovelhas foram entregues à rapina, e as minhas ovelhas vieram a servir de pasto a todas as feras do campo, por falta de pastor, e os meus pastores não procuraram as minhas ovelhas, pois se apascentaram a si mesmos, e não apascentaram as minhas ovelhas; portanto, ó pastores, ouvi a palavra do Senhor: Assim diz o Senhor Deus: Eis que eu estou contra os pastores; das suas mãos requererei as minhas ovelhas, e farei que eles deixem de apascentar as ovelhas, de sorte que não se apascentarão mais a si mesmos. Livrarei as minhas ovelhas da sua boca, para que não lhes sirvam mais de pasto". (Ezequiel 34.8-10)
Nesse texto o profeta lança duras criticas aos falsos pastores (líderes) em Israel que estavam interessados apenas em seu conforto, em sua própria visibilidade e não com os valores do Reino de Deus que a sua justiça. A expressão "eis que estou contra os pastores" é forte e contundente e bem que poderia referir-se também ao despropositado Marco Feliciano, infelizmente pastor da Assembléia de Deus e mais infelizmente ainda deputado federal por São Paulo que, em entrevista à revista Veja disse que a explicação para os desmandos no continente africano e a miséria no Haiti é uma maldição que Deus fez cair sobre os negros! Leia alguns trechos dessa maléfica matéria, o crédito da reportagem é de Adriana Caetano:
(http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/marco-feliciano-outro-deputado-contra-gays-e-negros)
Parece que a moda de deputados esbravejando contra gays e negros publicamente, iniciada por Jair Bolsonaro (PP-RJ), pegou. Pelo Twitter, o pastor evangélico e deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP) saiu em defesa do colega acusado de racismo e homofobia nesta quinta-feira. Feliciano chamou de “práticas promíscuas” o relacionamento entre homossexuais e de “descendentes amaldiçoados de Noé” os africanos. A reação no microblog foi imediata e o parlamentar ainda reclamou por ter sido criticado.
De acordo com a teoria do deputado evangélico, os ancestrais que povoaram a Etiópia, na África, são descendentes de um neto amaldiçoado de Noé chamado Canaã e esse seria o motivo das doenças e da miséria naquele continente, que originou a raça negra. Ao ser recriminado por internautas, Feliciano justificou: “Africanos descendem de ancestral amaldiçoado por Noé. Isso é fato. O motivo da maldição é a polêmica. Não sejam irresponsáveis twitters”.
Com os homossexuais ele foi ainda mais longe. “A podridão dos sentimentos dos homoafetivos levam (sic) ao ódio, ao crime, à rejeição. Amamos os homossexuais, mas abominamos suas práticas promíscuas”, disparou. Por causa de suas afirmações nada ortodoxas, Marco Feliciano já é chamado de discípulo de Jair Bolsonaro. O parlamentar do PP causou confusão quando afirmou, em entrevista ao programa CQC, na última segunda-feira, que bateria em um filho que fosse gay e não entraria em um avião pilotado por um negro. Disse, ainda, em resposta à cantora Preta Gil, que não deixaria os filhos namorarem uma mulher negra, o que chamou de "promiscuidade". No dia seguinte, tentou se redimir, dizendo ter entendido errado a pergunta. Preta Gil já anunciou que vai processar o deputado por discriminação.
Esses argumentos do pseudo pentecostal e deputado é oriundo de uma corrente rascista deplorável do conservandorismo evangélico. Todos os teólogos de verdade, cheios de calor no coração e luz na mente repudiam esse raciocínio, uma vez que isso não coaduna com a boa interpretação dos fatos. Não há base escriturística para afirmarmos que os descendentes de Canaã eram negros, e muito menos em afirmar que a maldição que foi lançada contra Cão tem persistido durante tantas gerações. O que houve no episódio bíblico foi a quebra do respeito entre pai e filho, ao haver uma desonra de Cão em relação a Noé. Na Bíblia, a nudez está sempre associada à vergonha e isso pode ser visto pelo próprio termo hebraico para nudez. Pelo comentário de Bruce Waltke, na Bíblia, a palavra "arum" geralmente descreve alguém despido de roupa protetora e "nu" no sentido de ser indefeso, fraco ou humilhado (Dt. 28.48; Jó 1.21; Is. 58.7). Logo, me parece claro que o ato de Cão quebrou o princípio de obediência à autoridade de seu pai, e ele (e seu filho Canaã) foram punidos por conta desse ato a servirem de "servos" de seus irmãos.
É importante salientar à luz de um conhecimento básico de história que o continente africano é visto como um território onde a miséria prolifera pelas razões imperialistas de seus governos déspotas e sobretudo, pela política expansionista de países desenvolvidos do velho continente. O mapa da Africa como é desenhado hoje em países geograficamente definidos foi desenhado de modo arbitrário sem respeitar critérios de etnias, grupos e nações ali reunidas. Com isso, há paises (a Líbia é um exemplo disso) que são formadas por dezenas e até centenas de tribos com linguas e culturas diferenciadas! Quem estabeleceu isso: os paises brancos (se formos usar o reducionismo preto e branco de Marcos Feliciano). Eu pergunto: pode haver desenvolvimento num continente que sempre foi alvo dos interesses dos outros pelos seus diamantes e petróleos, e nunca foi valorizado como lugar de "gente"? É fácil tê-los como amaldiçoados, agora e como ficam os que os que os amaldiçoaram, muitas vezes com Bíblias nas mãos e vestidos impecavelmente de ternos europeus?
Me causa náusea ouvir argumentos como o desse referido pastor. Eu estive no Haiti no ano passado e estou retornando esse ano levanto mais 21 pessoas, eu vi lá uma igreja forte, briosa e alegre, sem qualquer sinal de gente amaldiçoada por ter a pele negra. É uma infâmia afirmar que eles carregam algum estigma espiritual por conta disso. Basta irmos ainda atrás e vermos que Adão, o primeiro homem tinha esse nome do hebraico "Adam" que veio de "Adamamah" que significa "terra", em outras palavras Adão tinha cor da terra. Era negro!
Fico por aqui mas ainda com dor no coração. Eu não sei se eu choro mais pelo destaque que a mídia ainda vai dar a esse deputado ou pelo fato de ainda existir no meio evangélico pessoas que ouvem esse "mensageiro de futilidades" chamado Marco Feliciano.
Estou chorando!
PS. Recebi uma intervenção de um valoroso leitor, com conhecimentos em hebraico que, pontualmente me corrigiu sobre o termo hebraico para "negro". Retifico aqui, o nome de "Adão" tem a ver com "terra vermelha". Mas, a minha pontuação de que Adão era negro, pode ser inferida pelo fato de que ele tinha a cor de terra, "avermelhado", bem mais próximo do negro que mora hoje no Egito ou na Etiópia, do que o europeu que mora na Alemanha ou França. 





sábado, 26 de março de 2011

ONDE ESTÃO OS FIÉIS?

"Quem é fiel nas coisas pequenas também será nas grandes". (Lucas 16.10, NTLH)

Li na revista "Ultimato", de março e abril de 2011: "No final de novembro, um office-boy de uma empresa ganhou de presente uma calça usada. Ao experimentá-la, encontrou 7 reais em um dos bolsos e, no dia seguinte, entregou o dinheiro a quem lhe deu a peça. Na mesma semana, um construtor de Belo Horizonte deixou de ganhar 27 mil reais porque se recusou a faltar com a palavra dada a outro pretendente. A única diferença entre o office-boy e o construtor é que o primeiro foi fiel no pouco e o segundo no mundo."

Fui influenciado por algumas circunstâncias ministeriais que tive de lidar nessa semana para escrever sobre fidelidade. Parece-me que temos perdido esse referencial ético nas nossas relações sociais, e isso inclui infelizmente o trato e contato entre pastores e demais líderes da igreja. Não é incomum vermos líderes considerando-se prontos fora do tempo e assumindo posições antagônicas em relação aos seus pastores que foram seus mentores na fase de preparação para o crescimento espiritual.

Tenho sido durante anos um formador de pastores, estimo que esse seja uma das frentes de meu chamado ministerial. E, ao longo desses anos tenho visto obreiros das mais diversas denominações, incluindo a minha, Convenção Batista Brasileira, rebelarem-se em relação às suas lideranças primeiras, julgando-se donos de uma visão própria e independente, e acabam entrando em rota de colisão com a vontade de Deus, que segundo Paulo em Romanos 12, "é boa, perfeita e agradável".

Não me assusta com isso, ver que exemplos tão simples de fidelidade como o do rapaz da calça e o do  construtor mineiro não são percebidos nesses homens e mulheres que são sustentados por seminários denominacionais, recebem apoio pastoral de homens identificados com suas vidas, são integrados em uma igreja local que lhes dá calor e comunhão cristã, mas, como retribuição de tamanha consideração estes montam seus "rebanhos personalizados", alugam seus salões ou até mesmo partem para outras igrejas (da mesma denominação também) sem dar nenhuma consideração aos seus obreiros. São in-gratos no sentido radical da palavra, isto é "não estão com a graça no coração".

Philip Yansey em seu magistral livro, "Maravilhosa Graça", diz que a palavra graça é a "última palavra perfeita": "Os muitos usos da palavra me convencem de que a graça é realmente surpreendente: é a nossa última palavra perfeita. Ela contém uma essência do evangelho como uma gota de água pode conter a imagem do sol. O mundo tem sede de graça em situações que nem reconhece; não nos causa admiração que o hino "Maravilhosa Graça" continue sendo tão repetido duzentos anos depois de sua composição. Para uma sociedade que parece estar à deriva, sem amarras, não sei de lugar melhor para lançar uma âncora de fé."

Olha gente, eu firmo minha âncora de fé na certeza de jamais faltarão fiéis na casa de Deus. Lembro-me de Elias na caverna (I Reis 18) e digo a mim mesmo que não posso me dar ao luxo de ficar murmurando pelos cantos, acabrunhado, todo chateadinho por que um ou outro tem sido desleal para comigo, tenho de me ater naquilo que Deus disse: "ainda há sete mil que não dobraram seus joelhos a Baal".

Tenho dito e crido.

PS. Esse artigo é dedicado a todos os pastores que, como eu, já investiram em obreiros que depois causaram divisões perversas no rebanho de Deus. Estes, como eu, são resistentes em continuarem investindo em vidas, não por imposição de outros ou por orgulho, mas sim por consciência de chamado, e tenho para mim que é isso que, genuinamente importa. Louvado seja Deus!