"O sucesso de um falsificador de moedas depende quão parecida à moeda falsa se torna com a genuína. A heresia não é uma negação completa da verdade, e sim uma perversão da verdade". (A.W. Pink)
Tenho crido de todo o meu coração na santidade da igreja. Ela de fato é de cima, vem de Deus. O próprio Senhor Jesus disse por conta da organização da igreja em Mateus 16.18: "edificarei a minha igreja". E, Paulo escrevendo aos coríntios, a chama de "igreja de Deus". Isso é muito óbvio no sentido de que a origem da igreja é celestial, ela foi idealizada por Deus em seu plano eterno, isso explica porque ela tem sobrevivido.
Gosto muito da declaração do bispo J.C. Ryle em 1879, "mesmo parecendo fraca aos olhos do homem, esta igreja verdadeira é a bigorna que já quebrou muitos martelos no passado e, talvez, continue quebrando muito mais, antes que chegue o fim. Aquele que fere a igreja verdadeira está tocando na menina dos olhos de Deus (Zacarias 2.8).
Mas, dando um passeio em nossas cidades, mesmo as de pequeno e médio porte, não precisamos andar muito para vermos as "igrejas" que são frutos de divisões e quase sempre são caracterizadas pelo desejo insano de um líder que, por não conseguir espaço para o seu reinado solitário em uma igreja denominacionalmente estabelecida resolve montar o seu próprio negócio. E, infelizmente tais aloprados sempre conseguem adeptos para financiar seus intentos pseudo-apostólicos.
Tais homens inescrupolosos abandonam as denominações históricas com o discurso de desejarem algo mais "independente", sem cobranças que eles sempre julgam injustas, e neles há o desejo de seguirem a visão que Deus supostamente teria dado a eles. Mas, o interessante é que eles se põem a cumprir o chamado de Deus para a vida deles ignorando um princípio que para o próprio Deus é muito caro: o da autoridade espiritual.
Watchaman Nee em seu clássico, "autoridade espiritual", que "não existe ninguém apto a ser autoridade delegada por Deus se não aprender primeiro a sujeitar-se à autoridade. Ninguém pode saber como exercer autoridade até que sua rebeldia tenha sido resolvida".
Olha, a história do Brasil seguiu um rito de golpes e rebeldias, li isso de modo compacto na análise que Ariovaldo Ramos faz ao chegar a conclusão de que a igreja do Senhor ainda vive o que ele chama de "avivamento de colheita", isto é ainda não semeamos nada para as próximas gerações, o respingo que temos de um avivamento no Brasil é produto do plantio de nossos fiéis pioneiros denominacionais!
A transgressão tem sido o mote de muitos líderes, sobretudo seminaristas e jovens pastores, mas isso não exclui os já de uma certa idade que se auto-intitulam "pastores" sem ao menos passar por um concílio sério de obreiros denominacionais e historicamente fiéis. Como resultado temos de conviver com "igrejas-genéricas", pastoreadas por "pastores-genéricos" e produzindo "cristãos genéricos", e ouso a dizer, cultuando um "deus genérico". Pois, o Espírito Santo de Deus não está presente em um culto dirigido por rebeldes que julgam estar à parte da unção que o Senhor Deus tem ministrado a denominações históricas que pagaram o preço de estabelecer suas igrejas em solo brasileiro há uma ou mais centenas de anos!
Chega! Desejo que fecham tais "igrejolas" e mais, seus pseudo-pastores sejam convertidos e se conscientizam de que a igreja do Senhor Jesus já tem dono, e ele é que a vem edificando ao longo dos séculos! Termino mais uma vez com o bispo J.C. Ryle: "os pastores podem pregar e os escritores, escrever, mas o Senhor Jesus é o único que pode edificar".
Tenho dito.
sexta-feira, 26 de março de 2010
domingo, 21 de março de 2010
QUE EVANGELHO É ESSE?
(Tito 3:8) - Fiel é a palavra, e isto quero que deveras afirmes, para que os que crêem em Deus procurem aplicar-se às boas obras; estas coisas são boas e proveitosas aos homens.
No desafio de evangelizarmos em todo o tempo, precisamos avaliar seriamente se a nossa proclamação tem sido contra o pecado, ou se temos usado eufemismos para referirmo-nos à tragédia da malignidade do ser humano. É sabido (e quem tem filhos pequenos tem esse principio verificado constantemente pela experiência) que a depravação do ser humano, inclue até mesmo os seus ossos!
Dai numa sociedade liberal e liberalizante como vivemos, temos o desafio proposto de pregarmos contra o pecado a fim de sugerirmos "com firmeza" que os homens precisam redirecionar o centro de suas vidas, ao invés de seus próprios projetos egoístico eles precisam ceder lugar ao Senhor, como único ponto de equilíbrio e direção para suas almas eternas!
Tenho dito que a morte, por exemplo, é um grande sermão em relação a esse tema. Todas as vezes que páro diante de um caixão eu digo a mim mesmo que ele está me pregando duas verdades: Deus existe e eu terei de prestar contas diante dEle um dia!
Acerca de nossa mensagem evangelística precisamos tomar duas atitudes para mim, essenciais: primeiro cabe uma definição do que vem a ser o evangelho. O evangelho não é a noticia de que tudo está bem com o ser humano, muito pelo contrário, de acordo com o bispo inglês J. C. Ryle, isso em 1879, quando o homem chega à conclusão de que tudo está ruim, ele encontra-se bem perto do céu.
O pr. Antonio Carlos da Costa, da Igreja Presbiteriana do Brasil em Barra da Tijuca disse recentemente que a mensagem central do evangelho é "a gloriosa notícia que Deus no seu infinito amor chama a humanidade para se arrepender dos seus pecados e crer na oferta graciosa de salvação que é oferecida por meio de Cristo. O que o evangelho proclama é a existência de um Deus santo. Um ser que não tolera o pecado pelo simples fato do pecado não fazer parte de sua própria existência."
Depois de um definição acurada do que vem a ser o evangelho, a outra atitude para quem deseja proclamar o verdadeiro evangelho do Senhor Jesus, aquela da graça, da justicação pela fé somente e da realidade do céu e do inferno como destinos para a alma humana é aquilo que eu posso chamar de "auto-evangelização". Meu professor de Mestrado no meu módulo de "Apologética" me despertou para esse conceito quando ele disse: “sem evangelizar a mim mesmo... eu não posso evangelizar o mundo...”.
Pensando nisso logo me coloco na opinião que penso estar ajuizada nas Escrituras de que precisamos de uma auto-análise (aos moldes puritanos) de nossa própria vida para checarmos se podemos encontrar nela as evidências de uma vida convertida diante do Senhor. Sem falsidades ou melindres. Sem meias verdades e justificativas. Verdadeira e única.
Esse evangelho é verdadeiro porque anula a justiça humana, lançando-nos no abraço acolhedor de um Pai amoroso que nos elegeu antes mesmo da fundação do mundo, e que nos enviou o Seu Filho, Jesus Cristo para morrer por nós no aplacamento de sua ira justa a nosso respeito. Sem Deus o homem está destinado ao inferno, e como a maioria está condenada (eu deduzo isso porque a porta que leva à destruição, ao inferno é larga e o caminho é espaçoso) temos muito o que fazer para que o nosso cristianismo deixe de ser "cerebral" para ser algo "visceral".
Chega de cristãos do pensamento secular. Cristãos que se empolgam por campanhas governamentais ou não, mas dificilmente se empenham por uma vida santa e piedosa diante do Senhor. Há quem lute muito por seus direitos, mas dificilmente ora por suas causas de arrependimento diante do Senhor.
Termino com uma citação de C. H. Spurgeon, famoso pregador do sec.XIX: "Quando a Palavra de Deus converte um homem, tira dele seu desespero, mas não seu arrependimento".
O verdadeiro evangelho tem uma palavra forte e central: ARREPENDA-SE!
No desafio de evangelizarmos em todo o tempo, precisamos avaliar seriamente se a nossa proclamação tem sido contra o pecado, ou se temos usado eufemismos para referirmo-nos à tragédia da malignidade do ser humano. É sabido (e quem tem filhos pequenos tem esse principio verificado constantemente pela experiência) que a depravação do ser humano, inclue até mesmo os seus ossos!
Dai numa sociedade liberal e liberalizante como vivemos, temos o desafio proposto de pregarmos contra o pecado a fim de sugerirmos "com firmeza" que os homens precisam redirecionar o centro de suas vidas, ao invés de seus próprios projetos egoístico eles precisam ceder lugar ao Senhor, como único ponto de equilíbrio e direção para suas almas eternas!
Tenho dito que a morte, por exemplo, é um grande sermão em relação a esse tema. Todas as vezes que páro diante de um caixão eu digo a mim mesmo que ele está me pregando duas verdades: Deus existe e eu terei de prestar contas diante dEle um dia!
Acerca de nossa mensagem evangelística precisamos tomar duas atitudes para mim, essenciais: primeiro cabe uma definição do que vem a ser o evangelho. O evangelho não é a noticia de que tudo está bem com o ser humano, muito pelo contrário, de acordo com o bispo inglês J. C. Ryle, isso em 1879, quando o homem chega à conclusão de que tudo está ruim, ele encontra-se bem perto do céu.
O pr. Antonio Carlos da Costa, da Igreja Presbiteriana do Brasil em Barra da Tijuca disse recentemente que a mensagem central do evangelho é "a gloriosa notícia que Deus no seu infinito amor chama a humanidade para se arrepender dos seus pecados e crer na oferta graciosa de salvação que é oferecida por meio de Cristo. O que o evangelho proclama é a existência de um Deus santo. Um ser que não tolera o pecado pelo simples fato do pecado não fazer parte de sua própria existência."
Depois de um definição acurada do que vem a ser o evangelho, a outra atitude para quem deseja proclamar o verdadeiro evangelho do Senhor Jesus, aquela da graça, da justicação pela fé somente e da realidade do céu e do inferno como destinos para a alma humana é aquilo que eu posso chamar de "auto-evangelização". Meu professor de Mestrado no meu módulo de "Apologética" me despertou para esse conceito quando ele disse: “sem evangelizar a mim mesmo... eu não posso evangelizar o mundo...”.
Pensando nisso logo me coloco na opinião que penso estar ajuizada nas Escrituras de que precisamos de uma auto-análise (aos moldes puritanos) de nossa própria vida para checarmos se podemos encontrar nela as evidências de uma vida convertida diante do Senhor. Sem falsidades ou melindres. Sem meias verdades e justificativas. Verdadeira e única.
Esse evangelho é verdadeiro porque anula a justiça humana, lançando-nos no abraço acolhedor de um Pai amoroso que nos elegeu antes mesmo da fundação do mundo, e que nos enviou o Seu Filho, Jesus Cristo para morrer por nós no aplacamento de sua ira justa a nosso respeito. Sem Deus o homem está destinado ao inferno, e como a maioria está condenada (eu deduzo isso porque a porta que leva à destruição, ao inferno é larga e o caminho é espaçoso) temos muito o que fazer para que o nosso cristianismo deixe de ser "cerebral" para ser algo "visceral".
Chega de cristãos do pensamento secular. Cristãos que se empolgam por campanhas governamentais ou não, mas dificilmente se empenham por uma vida santa e piedosa diante do Senhor. Há quem lute muito por seus direitos, mas dificilmente ora por suas causas de arrependimento diante do Senhor.
Termino com uma citação de C. H. Spurgeon, famoso pregador do sec.XIX: "Quando a Palavra de Deus converte um homem, tira dele seu desespero, mas não seu arrependimento".
O verdadeiro evangelho tem uma palavra forte e central: ARREPENDA-SE!
sexta-feira, 19 de março de 2010
AMO O SEMINÁRIO DO SUL... MAS CONTINUO DISPOSTO A NÃO PAGAR A CONTA!
Meu artigo postado continua recebendo comentários diversos... não sou de "responder" por aqui, porque acredito no uso do blog para minhas reflexões e respostas de leitores tanto favoráveis quanto contrários às pobres linhas que escrevo, agora, preciso apenas retomar a fala do Sr. Tiago Barbosa que julgo ser um ex-aluno do STBSB francamente preocupado em defender a lisura e a ética dos neo-liberais em nossa denominação que crescem, mas que ao mesmo tempo não se tornam referência pela falta de coragem e consistência em deixar as fileiras dos "batistas bíblicos" para organizarem suas igrejas que seguem o rigor da interpretação histórico-critica!
O espaço de minha fala foi pontuada nas sugestões de vender parte do patrimônio do STBSB para saldar dívidas reais da instituição. Considero demoníaco a possibilidade de termos ofertas missionárias desviadas para suprir esses rombos e reitero o projeto que tenho em minha "cachola" de transformar o Seminário do Sul, e não a famigerada Faculdade Batista, em um centro de pós graduação e atualização pastoral para aqueles que, como tantos de nós, amamos a Bíblia e o verdadeiro evangelho.
Olha, dizer que os reformados não fizeram nada pela abrangência do Reino de Deus é "reducionismo histórico" e os que nos atacam com suas críticas destemperadas deveriam pegar suas surradas Bíblias (já desbotadas e tendo várias páginas arrancadas pela tal "alta crítica") e formar sua denominação, tipo "Batista Livre". Duvido que eles sobreviveriam sozinhos!
O espaço de minha fala foi pontuada nas sugestões de vender parte do patrimônio do STBSB para saldar dívidas reais da instituição. Considero demoníaco a possibilidade de termos ofertas missionárias desviadas para suprir esses rombos e reitero o projeto que tenho em minha "cachola" de transformar o Seminário do Sul, e não a famigerada Faculdade Batista, em um centro de pós graduação e atualização pastoral para aqueles que, como tantos de nós, amamos a Bíblia e o verdadeiro evangelho.
Olha, dizer que os reformados não fizeram nada pela abrangência do Reino de Deus é "reducionismo histórico" e os que nos atacam com suas críticas destemperadas deveriam pegar suas surradas Bíblias (já desbotadas e tendo várias páginas arrancadas pela tal "alta crítica") e formar sua denominação, tipo "Batista Livre". Duvido que eles sobreviveriam sozinhos!
quinta-feira, 18 de março de 2010
EU AMO O SEMINÁRIO DO SUL! MAS, NÃO VOU PAGAR A CONTA!
"para que o Senhor teu Deus nos ensine o caminho por onde havemos de andar e aquilo que havemos de fazer.". (Jeremias 42.3)
O Seminário do Sul faz parte da minha história de vida e de família. Entrei nos seus portões pela primeira vez em fins de 1992 para prestar vestibular e inicio de 1993 para estudos contínuos até o término do meu bacharelato em 1996 e inicio do meu mestrado (inacabado) em 1997. Conheci minha esposa, Débora no STBSB e me casei para morar 1 ano e meio nas dependências do inesquecível 30! Ah! fui morador também, enquanto solteiro do famigerado 19! Anos de muita amizade, conhecimento e preparação para um ministério que iniciei ainda no segundo ano de estudos (1994) ao assumir o pastorado aqui da Igreja Batista Central em Japuiba, em Angra dos Reis, RJ.
Dizer que o meu amor aquela instituição é digitação de palavras saudosas e algumas vezes até mesmo repetidamente emocionais! Mas, o que propõe ao escrever esse artigo é um alerta em relação ao atual momento que passa o "seminário do sul" e uma resposta à provocação de alguns alunos, apoiados pela atual direção em chamar atenção da denominação para uma campanha ao meu ver sincera, mas ingênea de salvar o seminário de dívidas astronômicas com ofertas de igrejas e pastores e repasses de verbas de organizações auxiliares da Convenção Batista Brasileira.
Digo e repito que a campanha "eu amo o seminário do sul" (http://www.euamooseminariodosul.blogspot.com/) é ingênua e infantil por que certamente não serão as parcas doações de crentes sinceros que saldarão as dividas e nem tão pouco elas serão suficientes para tornar "economicamente viável" uma instituição centenária, mas que amealhou ao longo dos anos erros de gestão, apadrinhamentos denominacionais e que hoje convive em uma encruzilhada em ser uma "casa de profetas" ou uma "casa de profissionais da religião".
O seminário do sul começou os novo milênio no desejo de se tornar "faculdade", uma referência no ensino de uma teologia presa aos rigores de um MEC cada vez mais neo-marxista e liberal em sua proposta de ver os vários ramos da boa reflexão bíblica. Professores sem o "pedigree" acadêmico foram demitidos e em seu lugar temos homens e mulheres afinados ao dicurso do "teologicamente correto", que bebem nas fontes de autores que pensam a teologia a partir de seus pressupostos histórico-crítico-sociais.
Como resultado desse "avanço", o seminário ainda teve de amargar uma dolorosa e incômoda herança de seu passado, onde suas contas eram aprovadas apenas com a postura, infelizmente comum no meio batista de "tapar o sol com a peneira" e esconder déficits e tentar maquiar superávits. Na realidade, o que se sabe sobre tudo isso está no campo da especulação, e não vou me ater a dados específicos pois não os tenho em mãos e, o meu propósito nesse artigo é chamar a atenção para meus leitores de que, esse é um tempo de arrependimento em meios batistas!
Não adianta amados seminaristas e lideranças do CADS (centro acadêmico do Seminário do Sul) apelar para os pastores ex-alunos do STBSB ou para a direção da CBB algum tipo de ajuda! Os recursos para salvar o seminário não podem ser resultados de desvios de outras instituições, e eu tremo só de pensar na possibilidade, espero que seja irreal de remanejamentos de ofertas missionárias, mas sim de esforços frios para revitalizar o espaço teológico de nossa denominação.
Por isso, que eu proponho:
01) Que o STBSB feche seus cursos esse primeiro semestre para um balanço real da crise.
02) Que o Conselho da CBB avalie a possibilidade real (sem emocionalismos bairristas) de vender outra parte de sua propriedade para pagamentos de funcionários e outros débitos.
03) Que os alunos de bacharelato sejam remanejados para seminários de suas regiões de origem, e que o Conselho da CBB elabora uma grade comum para formação de pastores e sugira o cumprimento de uma porcentagem dessa grade para fins de ordenação (em acordo com a Ordem dos Pastores).
04) Que o STBSB reabra para cursos de pós graduação e atualização pastoral, com uma estrutura mais enxuta e hábil para esse fim. No inicio contanto com professores locais (identificados com o pensamento batista convervadoramente bíblico sem preocupações do MEC).
05) Que o Conselho da CBB entenda que formação teológica não pode ficar atrelada a instituições denominacionais que sugam recursos e que são administradas há anos apenas como órgãos do sistema, e não formadoras de pensamento bíblico.
Precisamos parar a fim de entendermos que a organização criada por Jesus para abalar o mundo não foram seminários, e sim IGREJAS. E, elas precisam ser ouvidas, valorizadas desde o inicio dessas questãos e não apenas agora quando são chamadas para "ajudar a pagar a conta" de débitos do passado!
Termino com uma história que ao meu ver tem tudo a ver com o nosso STBSB:
Certa vez um homem olhava da frente de sua casa enquanto uma tempestadade passava pelo belíssimo jardim. Embora não houvesse ventos fortes, sua árvore predileta caiu com um estrondo inesperado. Depois da chuva, ele foi até o olcal para ver por que havia caido. Para sua surpresa, o tronco estava corrompido no centro. Então, lembrou-se de como, quando garoto, havia irresponsavelmente desferido um golpe na árvore com um machado. O tronco depois se recuperou, mas não antes da infiltração de uma pequena quantidade de água que desencadeou um processo de deteriozação que chegou ao centro da árvore e caiu sua queda.
Me parece claro a aplicação: não foi a tempestade (crise mundial, dívidas de administrações passadas, débitos sérissimos com professores e funcionários, descréditos de pastores e igrejas da CBB) que derrobou o STBSB, foi sim aquela "pequena infiltração", algo que já havia há um bom tempo e ao meu ver, começou quando o seminário (sua direção) desejou ser como as outras faculdades do mundo (leia-se regulamentação do curso no MEC) deixando de depender apenas do Senhor e dos seus métodos de ensino.
Essa é a minha opinião.
O Seminário do Sul faz parte da minha história de vida e de família. Entrei nos seus portões pela primeira vez em fins de 1992 para prestar vestibular e inicio de 1993 para estudos contínuos até o término do meu bacharelato em 1996 e inicio do meu mestrado (inacabado) em 1997. Conheci minha esposa, Débora no STBSB e me casei para morar 1 ano e meio nas dependências do inesquecível 30! Ah! fui morador também, enquanto solteiro do famigerado 19! Anos de muita amizade, conhecimento e preparação para um ministério que iniciei ainda no segundo ano de estudos (1994) ao assumir o pastorado aqui da Igreja Batista Central em Japuiba, em Angra dos Reis, RJ.
Dizer que o meu amor aquela instituição é digitação de palavras saudosas e algumas vezes até mesmo repetidamente emocionais! Mas, o que propõe ao escrever esse artigo é um alerta em relação ao atual momento que passa o "seminário do sul" e uma resposta à provocação de alguns alunos, apoiados pela atual direção em chamar atenção da denominação para uma campanha ao meu ver sincera, mas ingênea de salvar o seminário de dívidas astronômicas com ofertas de igrejas e pastores e repasses de verbas de organizações auxiliares da Convenção Batista Brasileira.
Digo e repito que a campanha "eu amo o seminário do sul" (http://www.euamooseminariodosul.blogspot.com/) é ingênua e infantil por que certamente não serão as parcas doações de crentes sinceros que saldarão as dividas e nem tão pouco elas serão suficientes para tornar "economicamente viável" uma instituição centenária, mas que amealhou ao longo dos anos erros de gestão, apadrinhamentos denominacionais e que hoje convive em uma encruzilhada em ser uma "casa de profetas" ou uma "casa de profissionais da religião".
O seminário do sul começou os novo milênio no desejo de se tornar "faculdade", uma referência no ensino de uma teologia presa aos rigores de um MEC cada vez mais neo-marxista e liberal em sua proposta de ver os vários ramos da boa reflexão bíblica. Professores sem o "pedigree" acadêmico foram demitidos e em seu lugar temos homens e mulheres afinados ao dicurso do "teologicamente correto", que bebem nas fontes de autores que pensam a teologia a partir de seus pressupostos histórico-crítico-sociais.
Como resultado desse "avanço", o seminário ainda teve de amargar uma dolorosa e incômoda herança de seu passado, onde suas contas eram aprovadas apenas com a postura, infelizmente comum no meio batista de "tapar o sol com a peneira" e esconder déficits e tentar maquiar superávits. Na realidade, o que se sabe sobre tudo isso está no campo da especulação, e não vou me ater a dados específicos pois não os tenho em mãos e, o meu propósito nesse artigo é chamar a atenção para meus leitores de que, esse é um tempo de arrependimento em meios batistas!
Não adianta amados seminaristas e lideranças do CADS (centro acadêmico do Seminário do Sul) apelar para os pastores ex-alunos do STBSB ou para a direção da CBB algum tipo de ajuda! Os recursos para salvar o seminário não podem ser resultados de desvios de outras instituições, e eu tremo só de pensar na possibilidade, espero que seja irreal de remanejamentos de ofertas missionárias, mas sim de esforços frios para revitalizar o espaço teológico de nossa denominação.
Por isso, que eu proponho:
01) Que o STBSB feche seus cursos esse primeiro semestre para um balanço real da crise.
02) Que o Conselho da CBB avalie a possibilidade real (sem emocionalismos bairristas) de vender outra parte de sua propriedade para pagamentos de funcionários e outros débitos.
03) Que os alunos de bacharelato sejam remanejados para seminários de suas regiões de origem, e que o Conselho da CBB elabora uma grade comum para formação de pastores e sugira o cumprimento de uma porcentagem dessa grade para fins de ordenação (em acordo com a Ordem dos Pastores).
04) Que o STBSB reabra para cursos de pós graduação e atualização pastoral, com uma estrutura mais enxuta e hábil para esse fim. No inicio contanto com professores locais (identificados com o pensamento batista convervadoramente bíblico sem preocupações do MEC).
05) Que o Conselho da CBB entenda que formação teológica não pode ficar atrelada a instituições denominacionais que sugam recursos e que são administradas há anos apenas como órgãos do sistema, e não formadoras de pensamento bíblico.
Precisamos parar a fim de entendermos que a organização criada por Jesus para abalar o mundo não foram seminários, e sim IGREJAS. E, elas precisam ser ouvidas, valorizadas desde o inicio dessas questãos e não apenas agora quando são chamadas para "ajudar a pagar a conta" de débitos do passado!
Termino com uma história que ao meu ver tem tudo a ver com o nosso STBSB:
Certa vez um homem olhava da frente de sua casa enquanto uma tempestadade passava pelo belíssimo jardim. Embora não houvesse ventos fortes, sua árvore predileta caiu com um estrondo inesperado. Depois da chuva, ele foi até o olcal para ver por que havia caido. Para sua surpresa, o tronco estava corrompido no centro. Então, lembrou-se de como, quando garoto, havia irresponsavelmente desferido um golpe na árvore com um machado. O tronco depois se recuperou, mas não antes da infiltração de uma pequena quantidade de água que desencadeou um processo de deteriozação que chegou ao centro da árvore e caiu sua queda.
Me parece claro a aplicação: não foi a tempestade (crise mundial, dívidas de administrações passadas, débitos sérissimos com professores e funcionários, descréditos de pastores e igrejas da CBB) que derrobou o STBSB, foi sim aquela "pequena infiltração", algo que já havia há um bom tempo e ao meu ver, começou quando o seminário (sua direção) desejou ser como as outras faculdades do mundo (leia-se regulamentação do curso no MEC) deixando de depender apenas do Senhor e dos seus métodos de ensino.
Essa é a minha opinião.
segunda-feira, 15 de março de 2010
PERDÃO. DÁ PARA ENCARAR?
"O perdão do Cristo ainda não consegui sentir". Com essa frase a viúva do cartunista Glauco, falecido na semana passada sintetizou a dificuldade humana de expressar uma das mais poderosas decisões que uma pessoa pode tomar: a de perdoar.
O perdão é uma abertura de grilhões, onde a alma é desafogada de suas tragédias e a vermelhidão da dor é compensada pelo alívio gracioso da intervenção sobrenatural de um Deus especialista em conceder reparação de danos que a amargura insiste em plantar no coração do homem.
Fico pensando também no jogador do Chelsea, Terry que provocou a dor no seu companheiro de profissão ao "dormir" com a sua mulher, uma modelo famosa, e fico imaginando aquele gesto de não estender a mão ao traidor como uma reação natural diante de uma ofensa inimaginável. Eu perdoaria? Por mim mesmo, não. Mas, Cristo me dá outro exemplo. Ele perdoaria.
O que sentiu Jesus ao ver Judas liderando o pelotão de soldados e guardas armados até aos dentes para capturá-lo como um criminoso de alta periculosidade? O que veio em sua mente quando ele foi beijado? O que levou o homem perfeito a perguntar ao seu algoz, o desgraçado Judas, com um "amigo, a que viestes?" segundo o evangelista Mateus? Não tenho dúvidas alguma em afirmar que Jesus não permitiu que o seu coração azedasse por conta de qualquer sentimento nocivo, ele optou pelo perdão, porque somente essa nobre decisão humana pode liberar o espírito de sofrer aquilo que eu chamaria de "morte à conta-gotas".
Isso, a falta de perdão é uma "morte à conta-gotas". O ressentimento é uma tortura a que nos submetemos quando, no calor da traição, desejamos o mal do outro a qualquer custo, sem quaisquer pensamentos refrescantes que são frutos de um tempo de espera enquanto se aguarda uma intervenção, uma voz, um sinal que seja do alto a dizer ao nosso interior: faça como eu, perdoe, para evitar o sangramento da alma!".
Jesus tem muito a nos ensinar, e tenho para mim que a viúva do Glauco, embora esteja tremendamente equivocada em sua prática de fé, o Santo Daime, consiga por graça divina alcançar o entendimento que somente a verdade do evangelho pode proporcionar ao ser humano: o perdão vem de Deus e quando ele chega fica inviável alimentar no peito outro sentimento a não ser o do alívio, resultado do "Cristo em nós, esperança da glória".
Termino com a citação de um texto da carta de Paulo aos colossenses, quando o apóstolo Paulo exalta a pessoa de Cristo colocando-o no lugar que Ele sempre precisa estar, no centro de toda expectativa humana de bem-viver e de segurança para a nossa alma carente de perdoar e de ser perdoada:
(Colossenses 1:20) - E que, havendo por ele feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, tanto as que estão na terra, como as que estão nos céus.
O perdão é uma abertura de grilhões, onde a alma é desafogada de suas tragédias e a vermelhidão da dor é compensada pelo alívio gracioso da intervenção sobrenatural de um Deus especialista em conceder reparação de danos que a amargura insiste em plantar no coração do homem.
Fico pensando também no jogador do Chelsea, Terry que provocou a dor no seu companheiro de profissão ao "dormir" com a sua mulher, uma modelo famosa, e fico imaginando aquele gesto de não estender a mão ao traidor como uma reação natural diante de uma ofensa inimaginável. Eu perdoaria? Por mim mesmo, não. Mas, Cristo me dá outro exemplo. Ele perdoaria.
O que sentiu Jesus ao ver Judas liderando o pelotão de soldados e guardas armados até aos dentes para capturá-lo como um criminoso de alta periculosidade? O que veio em sua mente quando ele foi beijado? O que levou o homem perfeito a perguntar ao seu algoz, o desgraçado Judas, com um "amigo, a que viestes?" segundo o evangelista Mateus? Não tenho dúvidas alguma em afirmar que Jesus não permitiu que o seu coração azedasse por conta de qualquer sentimento nocivo, ele optou pelo perdão, porque somente essa nobre decisão humana pode liberar o espírito de sofrer aquilo que eu chamaria de "morte à conta-gotas".
Isso, a falta de perdão é uma "morte à conta-gotas". O ressentimento é uma tortura a que nos submetemos quando, no calor da traição, desejamos o mal do outro a qualquer custo, sem quaisquer pensamentos refrescantes que são frutos de um tempo de espera enquanto se aguarda uma intervenção, uma voz, um sinal que seja do alto a dizer ao nosso interior: faça como eu, perdoe, para evitar o sangramento da alma!".
Jesus tem muito a nos ensinar, e tenho para mim que a viúva do Glauco, embora esteja tremendamente equivocada em sua prática de fé, o Santo Daime, consiga por graça divina alcançar o entendimento que somente a verdade do evangelho pode proporcionar ao ser humano: o perdão vem de Deus e quando ele chega fica inviável alimentar no peito outro sentimento a não ser o do alívio, resultado do "Cristo em nós, esperança da glória".
Termino com a citação de um texto da carta de Paulo aos colossenses, quando o apóstolo Paulo exalta a pessoa de Cristo colocando-o no lugar que Ele sempre precisa estar, no centro de toda expectativa humana de bem-viver e de segurança para a nossa alma carente de perdoar e de ser perdoada:
(Colossenses 1:20) - E que, havendo por ele feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, tanto as que estão na terra, como as que estão nos céus.
quinta-feira, 11 de março de 2010
EU SOU PECADOR, E VOCÊ?
"Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça". (I João 1.9)
"Homem", disse um viajante inglês, incrédulo e insensato, a um índio norte-americano convertido, "qual é a razão de você valorizar tanto a Cristo e de falar tanto sobre Ele?" O que este Cristo fez por você para que você faça tanto estardalhçao a respeito dele?".
O indio convertido não lhe respondeu com palavras. Juntou algumas folhas secas e líquens e fez um círculo no chão com eles. Apanhou um verme vivo e o colocou no centro do círculo. Pôs fogo nas folhas e nos líquens. As chamas aumentaram rapidamente e o calor chamuscou o verme. Ele se retorceu em agonia e depois de, em vão, tentar escapar por todos os lados, enrolou-se no meio do círculo, como se estivesse para morrer em desespero. Nesse momento, o índio estendeu a mão, pegou o verme gentilmente e o colocou sobre seu peito. "Estrangeiro", disse o índio ao inglês, "você vê esse verme? Eu era essa criatura que estava perecendo. Eu estava morrendo em meus pecados, sem esperança, sem ajuda, prestes a ir para o fogo eterno. Foi Jesus Cristo quem me colocou, um pobre verme pecador, perto do coração de seu amor. Estrangeiro, essa é a razão porque eu falo de Jesus Cristo e O tenho em tão alta conta. Não me envergonho disso, porque O amo".
Essa historieta compartilhada pelo bispo inglês J. C. Ryle em 1879 em seu livro, "santidade ao alcance de todos", leva-me a pensar em vários pontos, dentre estes enumero esse: DEFINITIVAMENTE, antes de cometermos pecados, já somos pecadores!
O nosso pecado é uma questão de raíz genética. Viemos ao mundo já destinados à destruição, e como um verme prestes a se derreter no fogo posto na floresta, definitivamente não temos como recorrer a ninguém, no nosso caso a morte é certa! Em outras palavras, já nascemos sentenciados à morte! Somos indignos de clamar ao Senhor solicitando uma segunda chance ao nosso quadro catavérico.
A nossa humanidade é tão contaminada pelo que eu poderia chamar de "spiritus mortis" que quando sentimos as primeiras lutas na vida já ansiamos pela morte. Somos seres decadentes, pois sempre esperamos as péssimas notícias a respeito de nossa saúde quando vamos ao médico. O nosso pior pesadelo é morrer com dor, mas nem cuidamos da nossa saúde para que isso aconteça... e se formos pensar bem, mesmo cuidando bem de nosso corpo poderemos ainda sermos surpreendidos com uma morte cruelmente sádica. Em suma, não temos para onde corrermos: viver é esperar a morte chegar!
Isso tudo por conta do nosso pecado que se agiganta a cada dia dentro de nós! Os atos pecaminosos não podem ser tratados à contento porque nossa estrutura de ser aspira e suspira pelo erro! "O pecado jaz a nossa porta", como o Senhor disse a Caim quando do primeiro assassinato no planeta terra, registrado em Gênesis 4.7.
Estaríamos sem dúvida nessa "roda da morte" se o Senhor Jesus não obedecesse de modo perfeito ao seu Pai na execução do plano de salvação por nossa alma, já arquitetada no plano eterno da trindade divina. A salvação da alma é maior dádiva que adquirimos na vida, e isso sem merecimento algum, diga-se de passagem, uma vez que o estrago que temos em nossa alma nos levaria diretamente para o local onde o pecado sente-se irremediavelmente (no plano humano) atraído: o inferno!
O pecado é um nojeira, uma imundície, e é próprio de quem deseja uma vida santa a vigiância redobrada para que os seus tentáculos não alcancem os sonhos e projetos nobres que Deus implanta no coração de seus eleitos. Olha, eu posso terminar essa reflexão citando a letra do famoso hino, de autoria de Eden Reeder Latta, e escrito em 1881:
"Se tudo a ti confessarmos e seguirmos na tua luz, tu não somente perdoas, purificas também, ó Jesus. Lavas de todo pecado, que maravilha esse amor! Pois que mais alvos que a neve o teu sangue nos torna, Senhor."
"Homem", disse um viajante inglês, incrédulo e insensato, a um índio norte-americano convertido, "qual é a razão de você valorizar tanto a Cristo e de falar tanto sobre Ele?" O que este Cristo fez por você para que você faça tanto estardalhçao a respeito dele?".
O indio convertido não lhe respondeu com palavras. Juntou algumas folhas secas e líquens e fez um círculo no chão com eles. Apanhou um verme vivo e o colocou no centro do círculo. Pôs fogo nas folhas e nos líquens. As chamas aumentaram rapidamente e o calor chamuscou o verme. Ele se retorceu em agonia e depois de, em vão, tentar escapar por todos os lados, enrolou-se no meio do círculo, como se estivesse para morrer em desespero. Nesse momento, o índio estendeu a mão, pegou o verme gentilmente e o colocou sobre seu peito. "Estrangeiro", disse o índio ao inglês, "você vê esse verme? Eu era essa criatura que estava perecendo. Eu estava morrendo em meus pecados, sem esperança, sem ajuda, prestes a ir para o fogo eterno. Foi Jesus Cristo quem me colocou, um pobre verme pecador, perto do coração de seu amor. Estrangeiro, essa é a razão porque eu falo de Jesus Cristo e O tenho em tão alta conta. Não me envergonho disso, porque O amo".
Essa historieta compartilhada pelo bispo inglês J. C. Ryle em 1879 em seu livro, "santidade ao alcance de todos", leva-me a pensar em vários pontos, dentre estes enumero esse: DEFINITIVAMENTE, antes de cometermos pecados, já somos pecadores!
O nosso pecado é uma questão de raíz genética. Viemos ao mundo já destinados à destruição, e como um verme prestes a se derreter no fogo posto na floresta, definitivamente não temos como recorrer a ninguém, no nosso caso a morte é certa! Em outras palavras, já nascemos sentenciados à morte! Somos indignos de clamar ao Senhor solicitando uma segunda chance ao nosso quadro catavérico.
A nossa humanidade é tão contaminada pelo que eu poderia chamar de "spiritus mortis" que quando sentimos as primeiras lutas na vida já ansiamos pela morte. Somos seres decadentes, pois sempre esperamos as péssimas notícias a respeito de nossa saúde quando vamos ao médico. O nosso pior pesadelo é morrer com dor, mas nem cuidamos da nossa saúde para que isso aconteça... e se formos pensar bem, mesmo cuidando bem de nosso corpo poderemos ainda sermos surpreendidos com uma morte cruelmente sádica. Em suma, não temos para onde corrermos: viver é esperar a morte chegar!
Isso tudo por conta do nosso pecado que se agiganta a cada dia dentro de nós! Os atos pecaminosos não podem ser tratados à contento porque nossa estrutura de ser aspira e suspira pelo erro! "O pecado jaz a nossa porta", como o Senhor disse a Caim quando do primeiro assassinato no planeta terra, registrado em Gênesis 4.7.
Estaríamos sem dúvida nessa "roda da morte" se o Senhor Jesus não obedecesse de modo perfeito ao seu Pai na execução do plano de salvação por nossa alma, já arquitetada no plano eterno da trindade divina. A salvação da alma é maior dádiva que adquirimos na vida, e isso sem merecimento algum, diga-se de passagem, uma vez que o estrago que temos em nossa alma nos levaria diretamente para o local onde o pecado sente-se irremediavelmente (no plano humano) atraído: o inferno!
O pecado é um nojeira, uma imundície, e é próprio de quem deseja uma vida santa a vigiância redobrada para que os seus tentáculos não alcancem os sonhos e projetos nobres que Deus implanta no coração de seus eleitos. Olha, eu posso terminar essa reflexão citando a letra do famoso hino, de autoria de Eden Reeder Latta, e escrito em 1881:
"Se tudo a ti confessarmos e seguirmos na tua luz, tu não somente perdoas, purificas também, ó Jesus. Lavas de todo pecado, que maravilha esse amor! Pois que mais alvos que a neve o teu sangue nos torna, Senhor."
sexta-feira, 5 de março de 2010
QUEM É QUE VAI? EU VOU!
A questão missionária no Brasil é assunto dos mais comentados em rodas formadas por pastores sinceramente interessados na evangelização do mundo. Nas mais variadas denominações verdadeiramente evangélicas de nosso país há um clima de entusiasmo somado a uma forte expectativa de grandes desafios nesse tempo que vivemos!
Temos recebido pressões do mundo islâmico. Já somos como cristãos, o povo mais perseguido do mundo (em termos religiosos), sendo que os muçulmanos e comunistas são os nossos principais algozes, seguidos de perto pelos hindus e outros fundamentalistas diversos. Há um clamor da igreja no Oriente Médio para que olhemos com menos preconceito os árabes, uma vez que parte dos estudiosos do cristianismo, sobretudo os que são influenciados pelo pré-milenismo dispensacionalista alimentam verdadeira obcessão em relação à Israel (que por sinal é um dos paises perseguidores de cristãos!).
Quando eu olho o mapa mundi e descobro os desafios missionários, e hoje mesmo tive acesso a um site com informações sucintas do campo, fico a pensar se na realidade não temos de pregar ainda mais em nossas congregações sobre o imperativo missionário! Temos de analisar com seriedade se o nosso evangelho não tem sido exclusivista demais, temos diminuído o foco onde o Senhor insistemente nos pede para aumentar! Se não repare nos textos de João:
"Não dizeis vós: Ainda há quatro meses até que venha a ceifa? Ora, eu vos digo: Levantai os vossos olhos, e vede os campos, que já estão brancos para a ceifa." (4.35)
"Tenho ainda outras ovelhas que não são deste aprisco; a essas também me importa conduzir, e elas ouvirão a minha voz; e haverá um rebanho e um pastor". (10.16)
Como principios de aplicação destes versos, me proponho a citar para você o seguinte:
01) A obra missionária carrega dentro de si um elemento de "pressa" e "urgência".
Não dá para cruzarmos os braços e ficarmos acomodados em nossas rodas de conversas fúteis e desnecessárias, enquanto milhões estão indo para o inferno todos os dias! O Senhor Deus já está gerando desesperadamente em nós um forte senso de responsabilidade, a ponto de termos lágrimas para chorar pelos perdidos. Alguma coisa precisa ser feita! Não podemos parar e irresponsavelmente pensar que outros haverão de fazer aquilo que está ao nosso alcance fazer!
02) A obra missionária carece dos melhores homens e mulheres.
E esse principio foi vivido na íntegra através da vivência de uma missionária irlandesa, nascida em 1867, com o nome de Amy Carmichael, sua vida foi de dedicação à salvação dos indianos. Em seus últimos 20 anos ela manteve-se presa à cama devido a um acidente doméstico, e nesse tempo ela se dedicou a escrever livros que tem mobilizado vocações para o campo missionário até nos nossos dias. Certo dia perguntaram para ela como ela resumia "missões", ela disse: "um chamado para morrer".
Logo, entendo de uma forma incisiva que quando pensamos em missões precisamos refletir nos melhores homens e mulheres, naqueles que estão dispostos a entregar o melhor de seus dias, saúde, treinamentos, habilidades e tudo o mais para o avanço do evangelho!
03) Por fim, tenho pensado nestes versos também que a obra missionária envolve a fime convicção de que o evangelho é o chamado de Deus para uma mudança de vida!
Não posso conceber um evangelismo que não inclua um apelo para "mudança de vida". Concordo com Mark Dever que vai dizer que "ouvir realmente o evangelho significa ser completamente abalado. Significa mudar." Sem esse elemento de mudança! Não há evangelho! E, por conseguinte não há ovelhas de "outros apriscos" sendo conduzidas pelo pastor Jesus.
Na pergunta que o titulo do artigo sugere (quem é que vai?), já adianto a resposta que depende de mim (eu vou!), cabe agora você responder com sinceridade cristã ao Senhor que insiste em nos convocar para ir com Ele até os confins da terra!
Temos recebido pressões do mundo islâmico. Já somos como cristãos, o povo mais perseguido do mundo (em termos religiosos), sendo que os muçulmanos e comunistas são os nossos principais algozes, seguidos de perto pelos hindus e outros fundamentalistas diversos. Há um clamor da igreja no Oriente Médio para que olhemos com menos preconceito os árabes, uma vez que parte dos estudiosos do cristianismo, sobretudo os que são influenciados pelo pré-milenismo dispensacionalista alimentam verdadeira obcessão em relação à Israel (que por sinal é um dos paises perseguidores de cristãos!).
Quando eu olho o mapa mundi e descobro os desafios missionários, e hoje mesmo tive acesso a um site com informações sucintas do campo, fico a pensar se na realidade não temos de pregar ainda mais em nossas congregações sobre o imperativo missionário! Temos de analisar com seriedade se o nosso evangelho não tem sido exclusivista demais, temos diminuído o foco onde o Senhor insistemente nos pede para aumentar! Se não repare nos textos de João:
"Não dizeis vós: Ainda há quatro meses até que venha a ceifa? Ora, eu vos digo: Levantai os vossos olhos, e vede os campos, que já estão brancos para a ceifa." (4.35)
"Tenho ainda outras ovelhas que não são deste aprisco; a essas também me importa conduzir, e elas ouvirão a minha voz; e haverá um rebanho e um pastor". (10.16)
Como principios de aplicação destes versos, me proponho a citar para você o seguinte:
01) A obra missionária carrega dentro de si um elemento de "pressa" e "urgência".
Não dá para cruzarmos os braços e ficarmos acomodados em nossas rodas de conversas fúteis e desnecessárias, enquanto milhões estão indo para o inferno todos os dias! O Senhor Deus já está gerando desesperadamente em nós um forte senso de responsabilidade, a ponto de termos lágrimas para chorar pelos perdidos. Alguma coisa precisa ser feita! Não podemos parar e irresponsavelmente pensar que outros haverão de fazer aquilo que está ao nosso alcance fazer!
02) A obra missionária carece dos melhores homens e mulheres.
E esse principio foi vivido na íntegra através da vivência de uma missionária irlandesa, nascida em 1867, com o nome de Amy Carmichael, sua vida foi de dedicação à salvação dos indianos. Em seus últimos 20 anos ela manteve-se presa à cama devido a um acidente doméstico, e nesse tempo ela se dedicou a escrever livros que tem mobilizado vocações para o campo missionário até nos nossos dias. Certo dia perguntaram para ela como ela resumia "missões", ela disse: "um chamado para morrer".
Logo, entendo de uma forma incisiva que quando pensamos em missões precisamos refletir nos melhores homens e mulheres, naqueles que estão dispostos a entregar o melhor de seus dias, saúde, treinamentos, habilidades e tudo o mais para o avanço do evangelho!
03) Por fim, tenho pensado nestes versos também que a obra missionária envolve a fime convicção de que o evangelho é o chamado de Deus para uma mudança de vida!
Não posso conceber um evangelismo que não inclua um apelo para "mudança de vida". Concordo com Mark Dever que vai dizer que "ouvir realmente o evangelho significa ser completamente abalado. Significa mudar." Sem esse elemento de mudança! Não há evangelho! E, por conseguinte não há ovelhas de "outros apriscos" sendo conduzidas pelo pastor Jesus.
Na pergunta que o titulo do artigo sugere (quem é que vai?), já adianto a resposta que depende de mim (eu vou!), cabe agora você responder com sinceridade cristã ao Senhor que insiste em nos convocar para ir com Ele até os confins da terra!
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