Já há tempos venho lendo sobre avivamento. E tenho sentido "na pele", creiam nisso, os efeitos desse tempo de leituras e quebrantamento diante do Senhor. Nesse inicio de semana fui afligido em minha alma e corpo justamente após a preparação, realização e avaliação de uma vigilia que antecedeu esse tempo de fortes expectativas que estou vivendo no Senhor nestes últimos dias.
É interessante que este tempo que vivo em ardentes expectativas de Deus, tenho aprendido a perdoar, "zerar" o coração em relação às dívidas provocadas por incidentes em meus antigos relacionamentos com algumas pessoas, zelo pela glória de Deus expressado em minhas buscas espirituais por intimidade com o Senhor e também por uma reflexão do que está acontecendo desde os anos 60 na Indonésia. Eles estão vivendo um avivamento lindo e poderoso!
E pretendo nesse artigo aproveitar alguns pontos salientados pelo Dr. Kurt Koch que representam alguns dos perigos de um tempo de avivamento, à luz da experiência na Indonésia, mas que servem para nossa apreensão deste tema, e sem dúvida, cabe aqui uma aplicação direta ao que estamos vivendo aqui na IBACEN (Igreja Batista Central em Japuiba, Angra dos Reis, RJ).
(a) Cultos de personalidade são o primeiro perigo.
É assustador quanto estamos vivendo um tempo onde os holofotes parecem estar focados nos chamados "grandes homens de Deus". Estava completamente correto aquele irmão que um dia me disse: "não existem grandes homens de Deus, existem homens grandemente usados por Deus". Deus não divide sua glória com ninguém, no palco que o homem brilha, o Senhor não brilha! Num contexto de avivamento precisamos tomar cuidado para não roubarmos o fogo de Deus, darmos ênfase no poder do homem, obscurecendo o poder de Deus, infalivelmente quando isso acontece a glória de Deus se esvai, ai o nosso culto vira um "icabode", já se foi a glória!
(b) Sensacionalismo de histórias mirabolantes de milagres extraordinários.
Olha, eu creio que em um contexto de avivamento curas milagrosas acontecem, tenho lido até mesmo de ressuscitação de mortos! Mas, temos de tomar cuidado com os testemunhos explêndidos que se põem a detalhar aquilo que não foi concebido para ser enquadrado na formatação de pensamento humano! O coração do homem é uma fábrica de idolos como dizia Calvino, e é verdade que o orgulho precisa ser evitado em nosso interior com todas as nossas forças. Mattew Henry, o comentarista predileto de Spurgen disse certa feita: "Os homens me admiram frequentemente, e sinto deleite nisso, mas odeio o deleite que sinto". Grande parte do sensacionalismo que é criado em torno dos milagres gera orgulho no coração do homem mais santo, quanto mais daquele que já é contaminado pela sede dos elogios e vibrações das palmas humanas!
(c) Avivamento é obra de Deus! E Deus leva até o fim sua missão de propagar os efeitos do avivamento até o fim!
No contexto de avivamento precisamos tomar muito cuidado para não enchermos nosso coração de vaidade a ponto de acreditarmos que estamos no controle de alguma coisa. Já vivi momentos de euforia espiritual com a igreja que depois de algum tempo fui tentado a reproduzir o mesmo contexto e recebi de Deus a seguinte exortação: sou eu quem faço! É verdade no avivamento é Deus quem dá as cartas, é Ele quem faz, do jeito dele como ele quer... nada passa de seu arbítrio e querer, Deus a ninguém tem por conselheiro!
"Ai daquele que contende com seu Criador! o caco entre outros cacos de barro! Porventura dirá o barro ao que o formou: Que fazes? ou dirá a tua obra: Não tens mãos?" (Isaias 45.9)
(d) Num periodo de avivamento e eu tenho levado isso muito a sério, a pessoa de Jesus é respeitada!
Nossos jovens aqui da Costa Verde vão realizar um congresso aqui na Japuiba nos dias 01 a 03 de maio. O tema é sugestivo: "qual é a sua praia?" O subtítulo é desonroso: "Jesus é surfciente". O trocadilho não caiu bem, já disse isso para o presidente do Congresso! Não se pode brincar com o nome de Jesus! Aqui na igreja já disse: odiei esse subtema! Um velho ministro do evangelho na Inglaterra, o qual esteve presente no avivamento do país de Gales uma vez disse: "Lá para o fim do avivamento, toda gente falava no Espírito Santo e só se falava no Espírito Santo e não mais no Senhor Jesus".
Aqui na IBACEN levamos a sério o nome de Jesus, e compreendemos também que a obra de Deus não pode coincidir no apoio humano ou na promoção da honra do homem. A salvação é plenamente efetivada por Deus, não conta com o jeitinho humano! São valores bíblicos que não abrimos mão, até mesmo porque, em desprezando essas verdades fecharemos as portas para o avivamento que Senhor Deus nesse tempo está para derramar sobre nós, igreja do Senhor Jesus!
quinta-feira, 23 de abril de 2009
sexta-feira, 17 de abril de 2009
NÃO VOU AZEDAR O MEU CORAÇÃO!
"Vós, na verdade, intentastes o mal contra mim; porém Deus o tornou em bem, para fazer, como vedes agora, que se converve muita gente em vida". (Genêsis 50.20)
O coração da gente espremido não pode ser como o limão que retribui com um sabor azedo e queixoso, tem de ser como o pêssego, mesmo compressado ele produz um suco doce e palatável. Sei que é humano retribuir o mal com o mal, e o apóstolo Paulo diz que precisamos andar na contra-mão do sistema pois, "não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem" (Romanos 12.21). O mal já nos é intrínseco como seres humanos, em outras palavras, não há novidade alguma em expelirmos caldos de rancor diante da vicissitudes da vida, agora, o diferencial é estarmos sempre com um sorriso nos lábios expressando o nosso contentamento em saber que não somos obrigados a pagar o mal com o mal, até mesmo porque "bem aventurados os humildes de espírito, porque deles é o Reino dos Céus" (Mateus 5.3).
O desafio posto para mim e para você é: sermos misericordiosos! Ontem eu fiz um oração, na minha experiência de vida bem ousada! Eu disse: não vou azedar o meu coração! Não vou comentar negativamente sobre aquilo que fazem de mal na minha direção! E, ainda vou ajudar quando os meus "inimigos" virem até mim! E, vou fazer isso não porque eu sou bonzinho ou há alguma áureola de santidade celestial em mim. Não, absolutamente! Farei isso por obediência ao Senhor!
Pentecost vai definir um misericordioso como "um homem cheio de amor, que ama com o amor de Deus. É o homem em cuja vida a cruz realizou uma obra transformadora conformando-o a Jesus Cristo". Essa definição marca algumas caracteristicas de um coração que de fato, não permita ser azedado pelas circunstâncias da vida.
(a) Trata-se de um coração cheio de amor.
Olha, amor não se demonstra apenas por meio de confissões brilhantemente elaboradas. O amor é o que o amor faz. Tem muito poeta ai que fala muito bem do amor, mas não vive! O amor é mais do que essa cantoria ridicula que o povo chama de "música romântica"! Amar é uma decisão de fidelidade, comprometimento, exclusividade, em fim é uma aliança poderossísima entre um homem e uma mulher que se colocam diante do outro para viverem em um nível celestial de existência!
Estar cheio de amor implica em "olhar com simpatia os erros de um irmão", como diz um dos nossos hinos tradicionais. Não adianta dizermos que amamos a Deus se não amamos os nossos irmãos (I João 4.20). Fico pensando que o meu grande desafio nesse momento que estou vivendo seja amar os não amáveis! Amar os que trocaram minha intimidade por inverdades! Amar os que não me respeitaram (nem digo como pastor, mas sobretudo como pessoa!)! Eu decido amá-los!
(b) Trata-se de um coração humano cuja vida a cruz realizou uma obra transformadora conformando-o a Jesus Cristo.
Agora é que chega um ponto que gosto muito: diante da cruz de Cristo não há lugar para o orgulho. A cruz nos nivela tudo por baixo mesmo, e diante dela nos colocamos como pessoas indignas até mesmo de sobreviver! O que somos, somos pela graça de Deus!
Um dos livros mais importantes que li nesse ano foi "Humildade, a verdadeira grandeza", de C.J. Mahaney. E num dos capítulos, Mahaney presenteia seus autores com uma relação formidável entre a cruz e a humildade.
Mahaney diz que certo dia teve o privilégio de passar uma hora com Don Carson, um grande conhecedor das Escrituras e ele contou de uma conversa que teve com um outro mestre da Bíblia, Carl Henry. O Dr. Carson perguntou ao Cr. Henry como ele permanecera humilde por tantas décadas, e recebeu a seguinte resposta: "Como alguém pode ser arrogante quando fica ao lado da cruz?"
Penso então que o nosso grande desafio é ficar ao lado da cruz, ou como diria um outro dos nossos hinos, "ao pé da cruz", para que daí obtermos forças para prevalecermos diante daqueles que nos "puxam o tapete"! Justiça seja feita, seja misericordioso, porque Deus lhe concederá misericórdia!
E o seu coração seja mais próximo possível do dulçor do pêssego, a fim de hoje e sempre você venha receber de Deus inspiração para a sua existência!
O coração da gente espremido não pode ser como o limão que retribui com um sabor azedo e queixoso, tem de ser como o pêssego, mesmo compressado ele produz um suco doce e palatável. Sei que é humano retribuir o mal com o mal, e o apóstolo Paulo diz que precisamos andar na contra-mão do sistema pois, "não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem" (Romanos 12.21). O mal já nos é intrínseco como seres humanos, em outras palavras, não há novidade alguma em expelirmos caldos de rancor diante da vicissitudes da vida, agora, o diferencial é estarmos sempre com um sorriso nos lábios expressando o nosso contentamento em saber que não somos obrigados a pagar o mal com o mal, até mesmo porque "bem aventurados os humildes de espírito, porque deles é o Reino dos Céus" (Mateus 5.3).
O desafio posto para mim e para você é: sermos misericordiosos! Ontem eu fiz um oração, na minha experiência de vida bem ousada! Eu disse: não vou azedar o meu coração! Não vou comentar negativamente sobre aquilo que fazem de mal na minha direção! E, ainda vou ajudar quando os meus "inimigos" virem até mim! E, vou fazer isso não porque eu sou bonzinho ou há alguma áureola de santidade celestial em mim. Não, absolutamente! Farei isso por obediência ao Senhor!
Pentecost vai definir um misericordioso como "um homem cheio de amor, que ama com o amor de Deus. É o homem em cuja vida a cruz realizou uma obra transformadora conformando-o a Jesus Cristo". Essa definição marca algumas caracteristicas de um coração que de fato, não permita ser azedado pelas circunstâncias da vida.
(a) Trata-se de um coração cheio de amor.
Olha, amor não se demonstra apenas por meio de confissões brilhantemente elaboradas. O amor é o que o amor faz. Tem muito poeta ai que fala muito bem do amor, mas não vive! O amor é mais do que essa cantoria ridicula que o povo chama de "música romântica"! Amar é uma decisão de fidelidade, comprometimento, exclusividade, em fim é uma aliança poderossísima entre um homem e uma mulher que se colocam diante do outro para viverem em um nível celestial de existência!
Estar cheio de amor implica em "olhar com simpatia os erros de um irmão", como diz um dos nossos hinos tradicionais. Não adianta dizermos que amamos a Deus se não amamos os nossos irmãos (I João 4.20). Fico pensando que o meu grande desafio nesse momento que estou vivendo seja amar os não amáveis! Amar os que trocaram minha intimidade por inverdades! Amar os que não me respeitaram (nem digo como pastor, mas sobretudo como pessoa!)! Eu decido amá-los!
(b) Trata-se de um coração humano cuja vida a cruz realizou uma obra transformadora conformando-o a Jesus Cristo.
Agora é que chega um ponto que gosto muito: diante da cruz de Cristo não há lugar para o orgulho. A cruz nos nivela tudo por baixo mesmo, e diante dela nos colocamos como pessoas indignas até mesmo de sobreviver! O que somos, somos pela graça de Deus!
Um dos livros mais importantes que li nesse ano foi "Humildade, a verdadeira grandeza", de C.J. Mahaney. E num dos capítulos, Mahaney presenteia seus autores com uma relação formidável entre a cruz e a humildade.
Mahaney diz que certo dia teve o privilégio de passar uma hora com Don Carson, um grande conhecedor das Escrituras e ele contou de uma conversa que teve com um outro mestre da Bíblia, Carl Henry. O Dr. Carson perguntou ao Cr. Henry como ele permanecera humilde por tantas décadas, e recebeu a seguinte resposta: "Como alguém pode ser arrogante quando fica ao lado da cruz?"
Penso então que o nosso grande desafio é ficar ao lado da cruz, ou como diria um outro dos nossos hinos, "ao pé da cruz", para que daí obtermos forças para prevalecermos diante daqueles que nos "puxam o tapete"! Justiça seja feita, seja misericordioso, porque Deus lhe concederá misericórdia!
E o seu coração seja mais próximo possível do dulçor do pêssego, a fim de hoje e sempre você venha receber de Deus inspiração para a sua existência!
quinta-feira, 9 de abril de 2009
"PASSA PELO MEIO DO CAMINHO"
Antes de chegar ao Alto da Colina, porém, o sol se escondeu atrás do horizonte, e Cristão lembrou-se novamente da tolice de haver dormido. E lembrou-se também do que lhe contaram Timido e Desconfiado, que haviam recuado com medo dos leões.
E pensou- Essas feras devem estar por aí, à solta. Se me encontrarem no escuro, me matarão. Como poderei escapar?
Enquanto assim meditava sobre seu infeliz descuido, eis que levantou os olhos e viu um magnífico palácio à sua frente, cujo nome era Belo. Entretanto, por uma passagem estreita, porém, viu dois leões no caminho. Hesitava quando o porteiro, de nome Vigia, exclamou- É assim pequena a tua coragem?
E continuou: "Não temas passar. Os leões estão acorrentados e só estão ai para provar a fé ou a incredulidade. Passa pelo meio do caminho e nada te sucederá de mal. (Trechos de "O Peregrino", de J. Bunyan)
Essa porção me fez parar a fim de refletir sobre o atual momento de minha vida. Tenho sido tentado a temer os leões que estão no caminho de acesso ao Belo, que repreenta a realização de meus sonhos mais intensos em relação ao meu presente e futuro! E, sinto-me embaraçado pela consciência enfermiça de parte de nossa geração que não treme mais diante da Palavra, porque não tem seguido ao Senhor em humildade de coração.
Na realidade, aprendo que tenho de seguir a minha caminhada, pois os leões só servem para me paralisar... e não vão conseguir... definitivamente, e isso porque:
(a) Eu vivo a realidade de I Pedro 1.7: "para que a prova da vossa fé, mais preciosa do que o ouro que perece, embora provado pelo fogo, redunde para louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo".
A nossa exposição ao fogo compreende o tempo que passamos em duras provas e algumas ardentes pelejas justamente para que o ouro em nós seja purificado, e sai de dentro de nós aquela escória que enfeia o Belo em nós! Não falo de bondade inerente ao ser humano, falo do plano sublime do Senhor em implantar em nossa natureza corrumpida o seu toque, a sua beleza no derramamnto do seu Espírito em nós! E o Espírito Santo é o Deus dentro de nós!
(b) Eu vivo também a realidade de II Corintios 4.16: "Por isso não desfalecemos; mas ainda que o nosso homem exterior se esteja consumindo, o interior, contudo, se renova de dia em dia".
Nosso exterior é casca, a essência é o "homem interior". Com isso, as turbulências da vida são instrumentos de Deus para lançar fora a nossa casca, a fim de fazer com que somente a essência se manifesta! Não podemos servir a um Deus que serve apenas de muletas para nossas debilidades, absolutamente. Precisamos assumir o compromisso de termos a Deus como aquele que dá a identidade que precisamos para ser quem somos: filhos dEle por adoção, herdeiros de Deus!
(c) Eu vivo por fim, a realidade de Apocalípse 3.12: "A quem vencer, eu o farei coluna no templo do meu Deus, donde jamais sairá; e escreverei sobre ele o nome do meu Deus, a nova Jerusalém, que desce do céu, da parte do meu Deus, e também o meu novo nome".
A grande recompensa para aqueles que caminham com Deus, na perseverança em meio às lutas e no firme entendimento do propósito providente do Senhor com a nossa história é, sem dúvida, a convicção de que seremos preservados ilesos em meio ao turbilhão da hístória! Isso é que significa "ser coluna"!
Estamos cansados de olhar para dentro de nós mesmos e visualizarmos uma existência bem inconstante, sem qualquer firmeza em nosso propósito de caminhada! Ser coluna acaba sendo o resultado da graça de Deus em nós firmando-nos na convicção de nossa salvação em Cristo Jesus.
Ai eu me lembro do ensinamento dos irmãos puritanos do sec. XVII na Inglaterra que se notabilizaram pela necessidade de se buscar ao Senhor para se ter uma convicção plena de nossa salvação.
Pensando nessa direção que William Guthrie pergunta em seu livro, "o maior benefício do crente", "qual a principal ocupação do homem neste mundo?" e ele mesmo responde: "ter certeza de que participa de Cristo e viver de acordo com isto".
Contundente. Temos de viver em obediência a esse principio. Dai, em meio aos leões ferozes do humanismo, secularismo e outras maldades terrenas, sobreviveremos, certos de que não temos o que temer! E as provas que aparecem diante de nós apenas confirmam o fato de que fomos gerados para viver em outra dimensão, por isos o nosso corpo geme e sofre!
Que Deus nos ajude a viver as realidades bíblicas que expus aqui.. e assim, venhamos a estar no caminho, sem sair do caminho e chegando ao Belo que Ele tem proposto para cada um de nós!
E pensou- Essas feras devem estar por aí, à solta. Se me encontrarem no escuro, me matarão. Como poderei escapar?
Enquanto assim meditava sobre seu infeliz descuido, eis que levantou os olhos e viu um magnífico palácio à sua frente, cujo nome era Belo. Entretanto, por uma passagem estreita, porém, viu dois leões no caminho. Hesitava quando o porteiro, de nome Vigia, exclamou- É assim pequena a tua coragem?
E continuou: "Não temas passar. Os leões estão acorrentados e só estão ai para provar a fé ou a incredulidade. Passa pelo meio do caminho e nada te sucederá de mal. (Trechos de "O Peregrino", de J. Bunyan)
Essa porção me fez parar a fim de refletir sobre o atual momento de minha vida. Tenho sido tentado a temer os leões que estão no caminho de acesso ao Belo, que repreenta a realização de meus sonhos mais intensos em relação ao meu presente e futuro! E, sinto-me embaraçado pela consciência enfermiça de parte de nossa geração que não treme mais diante da Palavra, porque não tem seguido ao Senhor em humildade de coração.
Na realidade, aprendo que tenho de seguir a minha caminhada, pois os leões só servem para me paralisar... e não vão conseguir... definitivamente, e isso porque:
(a) Eu vivo a realidade de I Pedro 1.7: "para que a prova da vossa fé, mais preciosa do que o ouro que perece, embora provado pelo fogo, redunde para louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo".
A nossa exposição ao fogo compreende o tempo que passamos em duras provas e algumas ardentes pelejas justamente para que o ouro em nós seja purificado, e sai de dentro de nós aquela escória que enfeia o Belo em nós! Não falo de bondade inerente ao ser humano, falo do plano sublime do Senhor em implantar em nossa natureza corrumpida o seu toque, a sua beleza no derramamnto do seu Espírito em nós! E o Espírito Santo é o Deus dentro de nós!
(b) Eu vivo também a realidade de II Corintios 4.16: "Por isso não desfalecemos; mas ainda que o nosso homem exterior se esteja consumindo, o interior, contudo, se renova de dia em dia".
Nosso exterior é casca, a essência é o "homem interior". Com isso, as turbulências da vida são instrumentos de Deus para lançar fora a nossa casca, a fim de fazer com que somente a essência se manifesta! Não podemos servir a um Deus que serve apenas de muletas para nossas debilidades, absolutamente. Precisamos assumir o compromisso de termos a Deus como aquele que dá a identidade que precisamos para ser quem somos: filhos dEle por adoção, herdeiros de Deus!
(c) Eu vivo por fim, a realidade de Apocalípse 3.12: "A quem vencer, eu o farei coluna no templo do meu Deus, donde jamais sairá; e escreverei sobre ele o nome do meu Deus, a nova Jerusalém, que desce do céu, da parte do meu Deus, e também o meu novo nome".
A grande recompensa para aqueles que caminham com Deus, na perseverança em meio às lutas e no firme entendimento do propósito providente do Senhor com a nossa história é, sem dúvida, a convicção de que seremos preservados ilesos em meio ao turbilhão da hístória! Isso é que significa "ser coluna"!
Estamos cansados de olhar para dentro de nós mesmos e visualizarmos uma existência bem inconstante, sem qualquer firmeza em nosso propósito de caminhada! Ser coluna acaba sendo o resultado da graça de Deus em nós firmando-nos na convicção de nossa salvação em Cristo Jesus.
Ai eu me lembro do ensinamento dos irmãos puritanos do sec. XVII na Inglaterra que se notabilizaram pela necessidade de se buscar ao Senhor para se ter uma convicção plena de nossa salvação.
Pensando nessa direção que William Guthrie pergunta em seu livro, "o maior benefício do crente", "qual a principal ocupação do homem neste mundo?" e ele mesmo responde: "ter certeza de que participa de Cristo e viver de acordo com isto".
Contundente. Temos de viver em obediência a esse principio. Dai, em meio aos leões ferozes do humanismo, secularismo e outras maldades terrenas, sobreviveremos, certos de que não temos o que temer! E as provas que aparecem diante de nós apenas confirmam o fato de que fomos gerados para viver em outra dimensão, por isos o nosso corpo geme e sofre!
Que Deus nos ajude a viver as realidades bíblicas que expus aqui.. e assim, venhamos a estar no caminho, sem sair do caminho e chegando ao Belo que Ele tem proposto para cada um de nós!
quinta-feira, 2 de abril de 2009
BEM AVENTURADOS OS MANSOS....
No desafio de expor o "sermão do monte" (Mateus 5-7)em nossa igreja nesses dias, tenho assumido junto o compromisso de fazer sempre uma reflexão "a partir de mim" e nunca pelo prisma do que os outros fazem ou deixam de fazer. Confesso-lhes que isso tem mexido com a minha estrutura, e me ensinado a olhar para o enegrecimento de meu pecado e a necessidade que tenho da graça do meu Salvador.
Manso é aquele que abre mão de se defender, de se colocar como vítima dos outros e das maquinações da sociedade perversa que vivemos. Enfim, é aquele que ousadamente escolhe em se calar , deixando sair de si mesmo um grito silencioso da dor! O manso não é o masoquista que opta pelo sofrimento na iminência de tentar fazer de seu sofrimento o alimento de sua alma insaciável por prazer e nem muito menos a atitude mimada de quem se julga vítima do sistema o tempo todo. O manso é aquele que é pecador e admite sê-lo não apenas diante de Deus mas também diante dos homens. O manso não banca o bonitão que tem as respostas para tudo e que considera-se dono de algo nesse mundo, pois só é manso quem dedica tudo o que tem a Deus. E tudo é tudo mesmo!
Olhando para o prisma das razões de seu sofrimento, o manso é aquele que curva-se diante da gloriosa providência e diz simplesmente: "Deus quis assim! Rendo-me a Ele!" E isso não deve ser confundido com casuísmo, conformismo ou resignação barata, não... o que estou falando é de submissão cega ao mandato do Senhor na vida da gente! Trata-se de uma postura corajosa de primeiro dizer como Moisés "eu não posso guiar esse povo", para depois assumir o compromisso desde que a presença do Senhor fosse com Ele (Exodo 3 e 33).
Eu tenho aplicado esse principio da "submissão cega" no momento que passo aqui em Angra dos Reis. Um grupo tem estabelecido uma igreja (ou seria projeto de igreja não sei...) bem próximo ao nosso templo aqui... na realidade bem ao centro das duas fortes igrejas batistas que temos aqui no bairro (a Primeira, pastoreada por um homem de Deus, chamado Alcir Baia e a Central, pastoreada por mim).
Esse grupo tem reunido pessoas oriundas de várias igrejas, incluindo a nossa, e tem como direção pastoral um rapaz que foi enviado ao seminário por nossa igreja e conduzido ao ministério por mim e pela liderança amada aqui... Eles tem convidado carnalmente pessoas de nossa igreja para congregar com eles e também tem feito propostas mirabolantes no estabelecimento de uma igreja que faltava aqui na cidade! Enfim, o mesmo enredo, só que com protagonistas distintos!
A direção que tenho recebido do Senhor é de que o trabalho precisa ser mantido em trabalho, abnegação e dedicação ao chamado para expor a Palavra com contundência e compromisso com a fidelidade do Evangelho. E, nesse quesito, mansidão seria considerar que a igreja não é minha, não pertence à nossa liderança e nem ao amável povo que congrega aqui... a igreja é de Deus!
Paulo reunindo-se com os pastores da Asia na cidade de Mileto, disse: "cuidai pois de vós mesmos e de todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, que ele adquiriu com seu próprio sangue" (Atos 20.28).
Só existe uma forma de manter a sanidade fisica, mental, emocional e espiritual quando enfrentamos pelejas assim no ministério: estabelecermos fortemente o principio da "submissão cega" na clara compreensão de que nada é nosso, tudo é de Deus, e acima de todos nós há um olho que tudo vê!
Vamos ser mansos assim! No poder do Espírito Santo de Deus!
Manso é aquele que abre mão de se defender, de se colocar como vítima dos outros e das maquinações da sociedade perversa que vivemos. Enfim, é aquele que ousadamente escolhe em se calar , deixando sair de si mesmo um grito silencioso da dor! O manso não é o masoquista que opta pelo sofrimento na iminência de tentar fazer de seu sofrimento o alimento de sua alma insaciável por prazer e nem muito menos a atitude mimada de quem se julga vítima do sistema o tempo todo. O manso é aquele que é pecador e admite sê-lo não apenas diante de Deus mas também diante dos homens. O manso não banca o bonitão que tem as respostas para tudo e que considera-se dono de algo nesse mundo, pois só é manso quem dedica tudo o que tem a Deus. E tudo é tudo mesmo!
Olhando para o prisma das razões de seu sofrimento, o manso é aquele que curva-se diante da gloriosa providência e diz simplesmente: "Deus quis assim! Rendo-me a Ele!" E isso não deve ser confundido com casuísmo, conformismo ou resignação barata, não... o que estou falando é de submissão cega ao mandato do Senhor na vida da gente! Trata-se de uma postura corajosa de primeiro dizer como Moisés "eu não posso guiar esse povo", para depois assumir o compromisso desde que a presença do Senhor fosse com Ele (Exodo 3 e 33).
Eu tenho aplicado esse principio da "submissão cega" no momento que passo aqui em Angra dos Reis. Um grupo tem estabelecido uma igreja (ou seria projeto de igreja não sei...) bem próximo ao nosso templo aqui... na realidade bem ao centro das duas fortes igrejas batistas que temos aqui no bairro (a Primeira, pastoreada por um homem de Deus, chamado Alcir Baia e a Central, pastoreada por mim).
Esse grupo tem reunido pessoas oriundas de várias igrejas, incluindo a nossa, e tem como direção pastoral um rapaz que foi enviado ao seminário por nossa igreja e conduzido ao ministério por mim e pela liderança amada aqui... Eles tem convidado carnalmente pessoas de nossa igreja para congregar com eles e também tem feito propostas mirabolantes no estabelecimento de uma igreja que faltava aqui na cidade! Enfim, o mesmo enredo, só que com protagonistas distintos!
A direção que tenho recebido do Senhor é de que o trabalho precisa ser mantido em trabalho, abnegação e dedicação ao chamado para expor a Palavra com contundência e compromisso com a fidelidade do Evangelho. E, nesse quesito, mansidão seria considerar que a igreja não é minha, não pertence à nossa liderança e nem ao amável povo que congrega aqui... a igreja é de Deus!
Paulo reunindo-se com os pastores da Asia na cidade de Mileto, disse: "cuidai pois de vós mesmos e de todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, que ele adquiriu com seu próprio sangue" (Atos 20.28).
Só existe uma forma de manter a sanidade fisica, mental, emocional e espiritual quando enfrentamos pelejas assim no ministério: estabelecermos fortemente o principio da "submissão cega" na clara compreensão de que nada é nosso, tudo é de Deus, e acima de todos nós há um olho que tudo vê!
Vamos ser mansos assim! No poder do Espírito Santo de Deus!
sexta-feira, 27 de março de 2009
O QUE ESTÁ HAVENDO COM OS NOSSOS CULTOS?
Tenho parado a fim de refletir sobre a qualidade dos nossos cultos ao Senhor. E tenho alternado momentos de "crise" com outros de "perplexidade". Lamento admitir que não estou vendo o assombro pela presença de Dem em nosso meio!
Aprendi com as minhas leituras em Jonathan Edwards que as experiências religiosas genuinas vem de um pasmo diante do peso da glória de Deus. Quando buscamos a Deus em adoração e recebemos vislumbres de sua glória precisamos partir para a compreensão radical que não precisamos mais de suas bençãos, mas já o temos como nosso abençoador!
Reparem que citação direta pesada de J. Edwards sobre esse ponto:
"O próprio Deus é o grande bem ao qual eles são levados à posse através da redenção. Ele é o bem maior e a soma de todo o bem que Cristo comprou. Deus é a herança dos santos. Ele é a porção da alma. Deus é a riqueza, o tesouro, o alimento, a vida, o lugar de habitação, o ornamento, o diadema, a honra e a glória perpétuas dos redimidos. Eles não têm nada no céu exceto Deus. Ele é o grande bem que os redimidos recebem na morte e através do qual eles ressuscitarão no fim do mundo. O Senhor Deus é a luz da Jerusalém Celestial. É o ‘rio puro da água da vida’ que corre e a ‘árvore da vida que está no meio do paraíso de Deus’.(Ap 22.1; 2.7)."
Nos nossos cultos então precisamos espelhar essa grandeza de revelação: Deus é o nosso principal benefício! Por isso no culto o centro dessa ser a Palavra desse Deus amoroso, justo e soberano. Concordo com Mark Dever que nos nossos encontros de adoração precisamos ler Deus (Bíblia), pregar Deus (mensagem expositiva), Orar a Deus (orações individuais e comunitárias), cantar Deus (hinos e cânticos espirituais)e ver a Deus (através da Ceia e Batismo).
No culto Deus quer ser lido pela sua Palavra. A leitura da Bíblia no ambiente de culto tem de ser encarada com solenidade ímpar. Nenhuma movimentação deve acontecer, pois é o próprio Deus impetrando seu ultimato de graça e juízo. A Bíblia não é um livro de particular interpretação (II Pedro 1.20,21) e sua leitura nos expõe em nossas mais berrantes imperfeições. Em suma, a Bíblia quando é lida nos lê em primeira análise, somos desnudados, completamente expostos!
No culto Deus quer que sua Palavra seja exposto. Não há mensagem mais bíblica do que a que segue o formato "expositivo". Não considero sermões temáticos, textuais ou contemporâneos como expressões fidedignas do recado de Deus aos homens. Ancoro-me em um radicalismo particular para admitir: quando ouço uma mensagem e a mesma não expõe um texto com propriedade, julgo que não ouvi uma mensagem de Deus!
No culto Deus quer que sua Palavra seja orada. Algumas orações dos nossos crentes parecem mais um "chororô infantil" do que preces ao Deus altíssimo! Nas orações demonstramos o nível de nossa entrega ao Deus a quem servimos. Agostinho já dizia que "a oração é o encontro da sede de Deus e da sede do homem." Logo antes de você orar, precisa compreender que as orações mais sinceras são as que nascem do próprio Deus! Ore com Ele, ore por Ele, ore a Ele!
No culto Deus quer que sua Palavra seja cantada. Ah! Os cânticos precisam passar por uma profunda avaliação nesse tempo que vivemos. Chega de letras espúrias, ensimesmadas, ridiculamente anti-bíblicas! Precisamos cantar a Bíblia. Um dia ouvi que Daniel de Souza (um dos mais privilegiados compositores evangélicos no Brasil) apresentou seguidas vezes uma de suas letras para Asaph Borba (referência em cânticos bíblicos) e sempre retornava com uma opinião: "está faltando alguma coisa". Cansado de ir e vir, Daniel disse a Asaph, "poxa, desse jeito eu vou pegar o verso bíblico, colocar a música e pronto!". Asaph disse então: "isso, faça isso que ficará bom"!
No culto Deus quer que sua Palavra seja vista constantemente na prática das suas Ordenanças. Na ceia do Senhor e no Batismo aproveitamos para dramatizar o ato maior que Jesus intencionou por nós: nossa expiação. Na cruz Jesus entregou a sua vida por todos aqueles que foram dados pelo Pai visando à salvação eterna e como prova de amor, ele reiterou que deveríamos fazer isso, "em memória". Nos evangelhos encontramos bases para crermos de que todas as vezes que o povo de Deus se reunisse em volta da "mesa do Senhor" deveria haver séria reflexão acerca de si mesmo e uma festa espiritual que norteasse a vida cristã com os padrões referenciais celestes! (I Corintios 11.23-29)
Em suma, culto é coisa séria diante do Senhor, e tenho dito e repito: saiba que todo pecado em relação ao culto ao Senhor é pecado contra o próprio Deus! Faça um exame pessoal e responda: "estou prestando um culto reverente ao Deus Santo?".
Aprendi com as minhas leituras em Jonathan Edwards que as experiências religiosas genuinas vem de um pasmo diante do peso da glória de Deus. Quando buscamos a Deus em adoração e recebemos vislumbres de sua glória precisamos partir para a compreensão radical que não precisamos mais de suas bençãos, mas já o temos como nosso abençoador!
Reparem que citação direta pesada de J. Edwards sobre esse ponto:
"O próprio Deus é o grande bem ao qual eles são levados à posse através da redenção. Ele é o bem maior e a soma de todo o bem que Cristo comprou. Deus é a herança dos santos. Ele é a porção da alma. Deus é a riqueza, o tesouro, o alimento, a vida, o lugar de habitação, o ornamento, o diadema, a honra e a glória perpétuas dos redimidos. Eles não têm nada no céu exceto Deus. Ele é o grande bem que os redimidos recebem na morte e através do qual eles ressuscitarão no fim do mundo. O Senhor Deus é a luz da Jerusalém Celestial. É o ‘rio puro da água da vida’ que corre e a ‘árvore da vida que está no meio do paraíso de Deus’.(Ap 22.1; 2.7)."
Nos nossos cultos então precisamos espelhar essa grandeza de revelação: Deus é o nosso principal benefício! Por isso no culto o centro dessa ser a Palavra desse Deus amoroso, justo e soberano. Concordo com Mark Dever que nos nossos encontros de adoração precisamos ler Deus (Bíblia), pregar Deus (mensagem expositiva), Orar a Deus (orações individuais e comunitárias), cantar Deus (hinos e cânticos espirituais)e ver a Deus (através da Ceia e Batismo).
No culto Deus quer ser lido pela sua Palavra. A leitura da Bíblia no ambiente de culto tem de ser encarada com solenidade ímpar. Nenhuma movimentação deve acontecer, pois é o próprio Deus impetrando seu ultimato de graça e juízo. A Bíblia não é um livro de particular interpretação (II Pedro 1.20,21) e sua leitura nos expõe em nossas mais berrantes imperfeições. Em suma, a Bíblia quando é lida nos lê em primeira análise, somos desnudados, completamente expostos!
No culto Deus quer que sua Palavra seja exposto. Não há mensagem mais bíblica do que a que segue o formato "expositivo". Não considero sermões temáticos, textuais ou contemporâneos como expressões fidedignas do recado de Deus aos homens. Ancoro-me em um radicalismo particular para admitir: quando ouço uma mensagem e a mesma não expõe um texto com propriedade, julgo que não ouvi uma mensagem de Deus!
No culto Deus quer que sua Palavra seja orada. Algumas orações dos nossos crentes parecem mais um "chororô infantil" do que preces ao Deus altíssimo! Nas orações demonstramos o nível de nossa entrega ao Deus a quem servimos. Agostinho já dizia que "a oração é o encontro da sede de Deus e da sede do homem." Logo antes de você orar, precisa compreender que as orações mais sinceras são as que nascem do próprio Deus! Ore com Ele, ore por Ele, ore a Ele!
No culto Deus quer que sua Palavra seja cantada. Ah! Os cânticos precisam passar por uma profunda avaliação nesse tempo que vivemos. Chega de letras espúrias, ensimesmadas, ridiculamente anti-bíblicas! Precisamos cantar a Bíblia. Um dia ouvi que Daniel de Souza (um dos mais privilegiados compositores evangélicos no Brasil) apresentou seguidas vezes uma de suas letras para Asaph Borba (referência em cânticos bíblicos) e sempre retornava com uma opinião: "está faltando alguma coisa". Cansado de ir e vir, Daniel disse a Asaph, "poxa, desse jeito eu vou pegar o verso bíblico, colocar a música e pronto!". Asaph disse então: "isso, faça isso que ficará bom"!
No culto Deus quer que sua Palavra seja vista constantemente na prática das suas Ordenanças. Na ceia do Senhor e no Batismo aproveitamos para dramatizar o ato maior que Jesus intencionou por nós: nossa expiação. Na cruz Jesus entregou a sua vida por todos aqueles que foram dados pelo Pai visando à salvação eterna e como prova de amor, ele reiterou que deveríamos fazer isso, "em memória". Nos evangelhos encontramos bases para crermos de que todas as vezes que o povo de Deus se reunisse em volta da "mesa do Senhor" deveria haver séria reflexão acerca de si mesmo e uma festa espiritual que norteasse a vida cristã com os padrões referenciais celestes! (I Corintios 11.23-29)
Em suma, culto é coisa séria diante do Senhor, e tenho dito e repito: saiba que todo pecado em relação ao culto ao Senhor é pecado contra o próprio Deus! Faça um exame pessoal e responda: "estou prestando um culto reverente ao Deus Santo?".
quinta-feira, 19 de março de 2009
BEM AVENTURADOS OS QUE CHORAM...
"Assim como a criança chora ao nascer, aquele que nasce de novo também chora ao pecar". (Thomas Watson)
Hoje a noite meditarei com a igreja reunida sobre essa importante dica do Senhor Jesus para a nossa felicidade consumada na vida. Como todas as bem-aventuranças, o que temos aqui não é uma realidade apenas a ser vivenciada no "eschaton", isto é no final de todas as coisas, ou num tempo milenar, absolutamente, estamos diante de uma virtude espiritual que precisamos clamar por ter em nossa vida interior.
É impresssionante o quanto a nossa geração é debochada! Ri-se de tudo nessa sociedade petulantemente irreverente. Os programas televisos que exploram o entretenimento e as piadas sempre carregam no tom de seus comentários e nunca conseguem tornar o humor em algo totalmente saudável. Isto porque o mundo, "jaz no maligno", e o pecador tem encontrado prazer em tornar cômicas as tragédias de uma humanidade que caminha a passos largos na direção do inferno!
O que temos visto por ai é surpreendemente assustador: as pessoas estão secas por dentro, já não choram mais por suas mazelas inteiras, e muito menos se emocionam diante das tragédias que nossa sociedade vem acumulando... o que vemos são lágrimas tolas, mas lágrimas sinceras que, são feridas da alma que sangra, absolutamente vemos bem pouco!
Por isso passei a pensar no que caracterizam as verdadeiras lágrimas que precisam cair de nossos olhos, e me vi com um comentário do pr. Billy Graham que citarei textualmente, fazendo uma e outra consideração que julgar oportuno:
1) As lágrimas pela insuficiência humana.
"Na economia divina, você precisa descer ao vale da angústia e tristeza antes de poder subir aos páramos da glória espiritual. Você precisa sentir-se cansado e gasto de viver sozinho, antes de buscar, achar e gozar a companhia de Cristo. Você precisa chegar ao final do ego antes de começar a viver a verdadeira vida."
Na realidade o exposto aqui é o que consideramos de utilidade máxima para aqueles que transitam no universo dos relacionamentos humanos. Só pode haver senso correto de humanidade aquele que reconhece o quanto se é insuficiente em si mesmo. Não é a toa que a humildade é a base de todas as marcas ensinadas por Jesus em suas "bem aventuranças".
E, o que é a humildade a não ser o entendimento do quanto se é carente de Deus, e o quanto somos determinadamente desesperados em nós mesmos de um favor que nos recrie em nossa auto-estima, e demais valores indispensáveis à construção de nossa felicidade pessoal!
2) As lágrimas do arrependimento sincero.
"O choro do arrependimento não é o pranto da comiseração de si mesmo, e nem a tristeza por danos materiais, e nem o remorso pelo fato de os seus pecados estarem a descoberto. É, sim, mudança de direção, de atitudes e a renúncia da vontade."
Convencionou-se denominar "lágrimas de crocodilo" aquele chororô que não muda nada na vida, apenas mancha-se a maquiagem das mulheres e envermelha o rosto dos machões mimados! Na realidade suas lágrimas deveriam ser vertidas não pela descoberta de sua carnalidade, mas como resultado de seu arrependimento pelo pecado cometido! É incrível mas é verdade: chora-se mais pela besteira de ter sido encontrado no erro, do que do erro propriamente dito! Falta arrependimento no seio do coração de muita gente! Incluindo os que frequentam religiosamente os nossos templos!
3) As lágrimas do coração que ama.
Tenho de comentar sobre o coração de mãe. A mãe tem vez por outra como único expediente o uso das lágrimas! São mães que choram por filhos que não estão mais em seu colo. Outras que choram por aqueles que insistem em manter-se longe de seu carinho e apreço! Ano passado eu li um contundente artigo de Renata Oliveira sobre a relação das mães e seus filhos entregues ao tráfico nas favelas do Rio de Janeiro. O texto é de se ir às lágrimas!
Nesse artigo eu li sobre a Dona Julieta. O filho de 30 anos morreu em seus braços, após ser baleado a poucos metros da porta de casa. “O Pedro era trabalhador, como todos os meus filhos, ninguém arrumava uma loja como ele”, recorda Julieta. Ela conta que o filho se envolveu com uma mulher que o levou para a vida do crime, onde ficou por três anos até ser assassinado. Ele não usava drogas, mas passou a revender. Negava tudo para a mãe e até a acompanhava na igreja. “Os anos passam, mas a gente não se esquece. Dói muito perder um filho, ainda mais quando ele morre nos seus braços. Eu digo para as mães que têm filhos pequenos tomarem cuidado, porque eu ficava em casa e aconteceu isso. Agora, imagine essas mães que saem para trabalhar e deixam os filhos em casa, sem saber o que fazem?”.
4) As lágrimas da agonia da alma.
John Bunyan chorou por forte convicção de pecados por 18 meses inteiro! Os puritanos denominavam de "noite escura da alma" o tempo que passavam em desabafos diante do Senhoe, vertendo lágrimas genuínas de profunda batalha espiritual.
Hoje infelizmente os modernos evangélicos apelam para Neuza Itioka, dentre outras, com seus mantras e encontros exorcistas malucos, com seus óleos ungidos e comportamentos débeis bem característicos do neopentecostalismo brasileiro! Faltam lágrimas de agonia da própria alma, sobretudo daqueles que culpam os demônios de pecados que eles mesmos acalentam dentro do peito!!!
5) Por fim, as lágrimas da aflição bem aventurada.
"Assim, também em nossa vida há bem-aventurança no choro. As almas sensíveis cantam mais docemente. Não se pode comparar o coaxar dos grandes sapos com o suave trinado dum canário, porque o sapo é bem menos sensível à dor, aos ventos frios e à privação. Quanto mais altas as formas da vida, maior é a sensibilidade ao sofrimento."
Essa última citação de Billy Graham é por demais ilustrativa e abençoadora! Na realidade o sofrimento com que passamos a nossa vida norteia aquilo que chamamos de avivamento na nossa vida! Se queremos a atuação de Deus na nossa história mudando os ares de nossa vida pessoal, família, igreja, cidade e nação temos de chorar mais. Chorar por não ter lágrimas para chorar. Chorar pelos nossos vacilos eclesiásticos. Chorar pelas divisões que provocamos ao Corpo de Cristo. Chorar pela pequenez de nossa estatura espiritual. Chorar por nossa negligência no serviço cristão. Chorar pelas oportunidades perdidas de evangelização. Chorar até ter vontade de chorar. Chorar mais e falar menos!
Hoje a noite meditarei com a igreja reunida sobre essa importante dica do Senhor Jesus para a nossa felicidade consumada na vida. Como todas as bem-aventuranças, o que temos aqui não é uma realidade apenas a ser vivenciada no "eschaton", isto é no final de todas as coisas, ou num tempo milenar, absolutamente, estamos diante de uma virtude espiritual que precisamos clamar por ter em nossa vida interior.
É impresssionante o quanto a nossa geração é debochada! Ri-se de tudo nessa sociedade petulantemente irreverente. Os programas televisos que exploram o entretenimento e as piadas sempre carregam no tom de seus comentários e nunca conseguem tornar o humor em algo totalmente saudável. Isto porque o mundo, "jaz no maligno", e o pecador tem encontrado prazer em tornar cômicas as tragédias de uma humanidade que caminha a passos largos na direção do inferno!
O que temos visto por ai é surpreendemente assustador: as pessoas estão secas por dentro, já não choram mais por suas mazelas inteiras, e muito menos se emocionam diante das tragédias que nossa sociedade vem acumulando... o que vemos são lágrimas tolas, mas lágrimas sinceras que, são feridas da alma que sangra, absolutamente vemos bem pouco!
Por isso passei a pensar no que caracterizam as verdadeiras lágrimas que precisam cair de nossos olhos, e me vi com um comentário do pr. Billy Graham que citarei textualmente, fazendo uma e outra consideração que julgar oportuno:
1) As lágrimas pela insuficiência humana.
"Na economia divina, você precisa descer ao vale da angústia e tristeza antes de poder subir aos páramos da glória espiritual. Você precisa sentir-se cansado e gasto de viver sozinho, antes de buscar, achar e gozar a companhia de Cristo. Você precisa chegar ao final do ego antes de começar a viver a verdadeira vida."
Na realidade o exposto aqui é o que consideramos de utilidade máxima para aqueles que transitam no universo dos relacionamentos humanos. Só pode haver senso correto de humanidade aquele que reconhece o quanto se é insuficiente em si mesmo. Não é a toa que a humildade é a base de todas as marcas ensinadas por Jesus em suas "bem aventuranças".
E, o que é a humildade a não ser o entendimento do quanto se é carente de Deus, e o quanto somos determinadamente desesperados em nós mesmos de um favor que nos recrie em nossa auto-estima, e demais valores indispensáveis à construção de nossa felicidade pessoal!
2) As lágrimas do arrependimento sincero.
"O choro do arrependimento não é o pranto da comiseração de si mesmo, e nem a tristeza por danos materiais, e nem o remorso pelo fato de os seus pecados estarem a descoberto. É, sim, mudança de direção, de atitudes e a renúncia da vontade."
Convencionou-se denominar "lágrimas de crocodilo" aquele chororô que não muda nada na vida, apenas mancha-se a maquiagem das mulheres e envermelha o rosto dos machões mimados! Na realidade suas lágrimas deveriam ser vertidas não pela descoberta de sua carnalidade, mas como resultado de seu arrependimento pelo pecado cometido! É incrível mas é verdade: chora-se mais pela besteira de ter sido encontrado no erro, do que do erro propriamente dito! Falta arrependimento no seio do coração de muita gente! Incluindo os que frequentam religiosamente os nossos templos!
3) As lágrimas do coração que ama.
Tenho de comentar sobre o coração de mãe. A mãe tem vez por outra como único expediente o uso das lágrimas! São mães que choram por filhos que não estão mais em seu colo. Outras que choram por aqueles que insistem em manter-se longe de seu carinho e apreço! Ano passado eu li um contundente artigo de Renata Oliveira sobre a relação das mães e seus filhos entregues ao tráfico nas favelas do Rio de Janeiro. O texto é de se ir às lágrimas!
Nesse artigo eu li sobre a Dona Julieta. O filho de 30 anos morreu em seus braços, após ser baleado a poucos metros da porta de casa. “O Pedro era trabalhador, como todos os meus filhos, ninguém arrumava uma loja como ele”, recorda Julieta. Ela conta que o filho se envolveu com uma mulher que o levou para a vida do crime, onde ficou por três anos até ser assassinado. Ele não usava drogas, mas passou a revender. Negava tudo para a mãe e até a acompanhava na igreja. “Os anos passam, mas a gente não se esquece. Dói muito perder um filho, ainda mais quando ele morre nos seus braços. Eu digo para as mães que têm filhos pequenos tomarem cuidado, porque eu ficava em casa e aconteceu isso. Agora, imagine essas mães que saem para trabalhar e deixam os filhos em casa, sem saber o que fazem?”.
4) As lágrimas da agonia da alma.
John Bunyan chorou por forte convicção de pecados por 18 meses inteiro! Os puritanos denominavam de "noite escura da alma" o tempo que passavam em desabafos diante do Senhoe, vertendo lágrimas genuínas de profunda batalha espiritual.
Hoje infelizmente os modernos evangélicos apelam para Neuza Itioka, dentre outras, com seus mantras e encontros exorcistas malucos, com seus óleos ungidos e comportamentos débeis bem característicos do neopentecostalismo brasileiro! Faltam lágrimas de agonia da própria alma, sobretudo daqueles que culpam os demônios de pecados que eles mesmos acalentam dentro do peito!!!
5) Por fim, as lágrimas da aflição bem aventurada.
"Assim, também em nossa vida há bem-aventurança no choro. As almas sensíveis cantam mais docemente. Não se pode comparar o coaxar dos grandes sapos com o suave trinado dum canário, porque o sapo é bem menos sensível à dor, aos ventos frios e à privação. Quanto mais altas as formas da vida, maior é a sensibilidade ao sofrimento."
Essa última citação de Billy Graham é por demais ilustrativa e abençoadora! Na realidade o sofrimento com que passamos a nossa vida norteia aquilo que chamamos de avivamento na nossa vida! Se queremos a atuação de Deus na nossa história mudando os ares de nossa vida pessoal, família, igreja, cidade e nação temos de chorar mais. Chorar por não ter lágrimas para chorar. Chorar pelos nossos vacilos eclesiásticos. Chorar pelas divisões que provocamos ao Corpo de Cristo. Chorar pela pequenez de nossa estatura espiritual. Chorar por nossa negligência no serviço cristão. Chorar pelas oportunidades perdidas de evangelização. Chorar até ter vontade de chorar. Chorar mais e falar menos!
sexta-feira, 13 de março de 2009
BEM AVENTURADOS OS HUMILDES DE ESPIRITO!
"Orgulho é o pecado central, gerador de inúmeros frutos que iremos analisar. Orgulho pode ser definido como conceito muito elevado que alguém faz de si mesmo, amor-próprio exagerado, altivez, empáfia, bazófia, soberba. Pode-se afirmar sem medo de exagero que o orgulho é a nossa principal enfermidade espiritual, ou melhor dizendo, o nosso principal pecado". (Ivênio dos Santos)
O orgulho é sobejamente a base de todos os outros pecados. Dante Alighiere em sua "Divina Comédia" comenta que em determinado ponto de sua viagem ao inferno, alguém lhe tocou a testa tirando-o a soberba e como resultado ele se sentiu mais leve! Verdade! O orgulho nos torna mais pesados, mais densos, ficamos mais complexos diante dessa doença no nosso coração que é afronta em relação ao próprio Deus, pois consiste na imagem do Diabo em contraponto à imagem de Deus dentro do ser humano! Em suma, nunca o homem parece-se tanto com o Diabo, do que quando ele alimenta essa des-graça chamada "orgulho"!
Não é a toa que Thomas Shepard em seu diário no dia 10 de novembro de 1642 escreveu: "Fiz um jejum pessoal, para obter mais clareza, a fim de ver toda a glória de Deus... e para obter a vitória sobre o orgulho remanescente em meu coração".
Não adianta, se não matarmos a raiz de orgulho quando ela se mostra pequena, nos tornamos reféns desse prazer que temos ao recebermos as louvações dos homens. Ora, receber elogios não é mau em si mesmo, o que é doentio é fazer as coisas para receber elogios! Temos de duvidar de nós mesmos quando encontramos tanto prazer nos aplausos das pessoas!
Temos de ter a postura de um ex-prefeito de nossa cidade, o Toscano de Brito. Um irmão de longa idade me disse que quando Toscano assumiu a prefeitura (ainda no período da ditadura!) foi muito aplaudido, e confidenciou então: temo muito os aplausos da chegada, eles na maioria das vezes são falsos!
É por ai... quem vive refém dos aplausos, já recebe a recompensa: aquele deleite bobo e passageiro, dos tapinhas nas costas, dos elogios tresloucados e ainda, de um conceito inatingível de si mesmo sendo dito por interesseiros que almejam benefícios próprios ao tecer tais considerações cheias de lisonja!
O desafio está posto em Mateus 5.3: ser humilde de espirito!
(a) Sendo humilde de espírito, Cristo será sempre precioso para você! Isso porque você reconhecerá sua miséria e falência espiritual, e Cristo preencherá o seu coração de favor e visitação sobrenatural para que você faça frente diante dos desafios tão extravagantes de nossa conturbada existência! Só é alguma coisa aquele que reconhece que em si mesmo é um nada ambulante.
Foi J. Calvino quem disse: "Só aquele que, em si mesmo, foi reduzido à nada, e repousa na misericórdia de Deus, é pobre de espírito". Socrátes dizia "eu sei que nada sei", mas repousava no benefício da dúvida em sua busca frenática pela verdade. Nós, os cristãos sabemos que não sabemos com a confiança inabalável de que nada na vida significa algo se Deus não consistir no nosso tudo!
(b) Sendo humilde de espírito, a graça de Deus será presente na nossa vida!
Tem um hino cuja letra é empolgante e abençoadora!
"Nada trago em minha mão, só na Tua cruz me agarro. Sim, tudo quanto me falta em Ti encontro, oh, Cordeiro de Deus, venho a Ti".
A pergunta que não quer falar é: o que o homem sem a graça de Deus? A graça ela dá dignidade a existência do ser humano, e isso a necessidade que temos desse princípio é clara e notória, sobretudo quando vemos as notícias dos telejornais! Ontem, por exemplo em Goiânia, um pai entrou num avião junto com a filha e precipitaram-se em direção a uma morte estúpida, violenta e tudo para punir a esposa com quem havia discutido momentos antes da tragédia!
Mundo Cão! Espaço para vivermos e defrutarmos da Graça!
(c) Sendo humilde de espírito, vamos trazer a realidade do céu para a terra.
O texto de Mateus 5.3 diz "porque deles é o Reino do Céus". Porque dos humildes "já é" o Reino... O céu já é uma realidade para quem reconhece sua pobreza espiritual, isos porque o Reino de Deus não é um lugar em primeira mão, é sim um estado de espírito. Já somos do Reino, embora ainda não estejamos no Reino.
Toda discussão teológica é cessada quando sabemos que o Reino de Deus já está entre nós (Lucas 17.21) e ele pertence aquelas que subitamente saberão discernir os tempos e aguardam novos céus e nova terra onde o governo do Senhor será estabelecido entre nós! Ora, vem Senhor Jesus!
Termino com uma citação de J. D. Pentecost: Que temos nós para oferecer a Deus? Nada. Que tem Deus para dar-nos? Tudo. O que faz que as riquezas de Deus sejam nossas? Um pedido de socorro, um grito de dependência, uma confissão de nosso desamparo. "Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus."
O orgulho é sobejamente a base de todos os outros pecados. Dante Alighiere em sua "Divina Comédia" comenta que em determinado ponto de sua viagem ao inferno, alguém lhe tocou a testa tirando-o a soberba e como resultado ele se sentiu mais leve! Verdade! O orgulho nos torna mais pesados, mais densos, ficamos mais complexos diante dessa doença no nosso coração que é afronta em relação ao próprio Deus, pois consiste na imagem do Diabo em contraponto à imagem de Deus dentro do ser humano! Em suma, nunca o homem parece-se tanto com o Diabo, do que quando ele alimenta essa des-graça chamada "orgulho"!
Não é a toa que Thomas Shepard em seu diário no dia 10 de novembro de 1642 escreveu: "Fiz um jejum pessoal, para obter mais clareza, a fim de ver toda a glória de Deus... e para obter a vitória sobre o orgulho remanescente em meu coração".
Não adianta, se não matarmos a raiz de orgulho quando ela se mostra pequena, nos tornamos reféns desse prazer que temos ao recebermos as louvações dos homens. Ora, receber elogios não é mau em si mesmo, o que é doentio é fazer as coisas para receber elogios! Temos de duvidar de nós mesmos quando encontramos tanto prazer nos aplausos das pessoas!
Temos de ter a postura de um ex-prefeito de nossa cidade, o Toscano de Brito. Um irmão de longa idade me disse que quando Toscano assumiu a prefeitura (ainda no período da ditadura!) foi muito aplaudido, e confidenciou então: temo muito os aplausos da chegada, eles na maioria das vezes são falsos!
É por ai... quem vive refém dos aplausos, já recebe a recompensa: aquele deleite bobo e passageiro, dos tapinhas nas costas, dos elogios tresloucados e ainda, de um conceito inatingível de si mesmo sendo dito por interesseiros que almejam benefícios próprios ao tecer tais considerações cheias de lisonja!
O desafio está posto em Mateus 5.3: ser humilde de espirito!
(a) Sendo humilde de espírito, Cristo será sempre precioso para você! Isso porque você reconhecerá sua miséria e falência espiritual, e Cristo preencherá o seu coração de favor e visitação sobrenatural para que você faça frente diante dos desafios tão extravagantes de nossa conturbada existência! Só é alguma coisa aquele que reconhece que em si mesmo é um nada ambulante.
Foi J. Calvino quem disse: "Só aquele que, em si mesmo, foi reduzido à nada, e repousa na misericórdia de Deus, é pobre de espírito". Socrátes dizia "eu sei que nada sei", mas repousava no benefício da dúvida em sua busca frenática pela verdade. Nós, os cristãos sabemos que não sabemos com a confiança inabalável de que nada na vida significa algo se Deus não consistir no nosso tudo!
(b) Sendo humilde de espírito, a graça de Deus será presente na nossa vida!
Tem um hino cuja letra é empolgante e abençoadora!
"Nada trago em minha mão, só na Tua cruz me agarro. Sim, tudo quanto me falta em Ti encontro, oh, Cordeiro de Deus, venho a Ti".
A pergunta que não quer falar é: o que o homem sem a graça de Deus? A graça ela dá dignidade a existência do ser humano, e isso a necessidade que temos desse princípio é clara e notória, sobretudo quando vemos as notícias dos telejornais! Ontem, por exemplo em Goiânia, um pai entrou num avião junto com a filha e precipitaram-se em direção a uma morte estúpida, violenta e tudo para punir a esposa com quem havia discutido momentos antes da tragédia!
Mundo Cão! Espaço para vivermos e defrutarmos da Graça!
(c) Sendo humilde de espírito, vamos trazer a realidade do céu para a terra.
O texto de Mateus 5.3 diz "porque deles é o Reino do Céus". Porque dos humildes "já é" o Reino... O céu já é uma realidade para quem reconhece sua pobreza espiritual, isos porque o Reino de Deus não é um lugar em primeira mão, é sim um estado de espírito. Já somos do Reino, embora ainda não estejamos no Reino.
Toda discussão teológica é cessada quando sabemos que o Reino de Deus já está entre nós (Lucas 17.21) e ele pertence aquelas que subitamente saberão discernir os tempos e aguardam novos céus e nova terra onde o governo do Senhor será estabelecido entre nós! Ora, vem Senhor Jesus!
Termino com uma citação de J. D. Pentecost: Que temos nós para oferecer a Deus? Nada. Que tem Deus para dar-nos? Tudo. O que faz que as riquezas de Deus sejam nossas? Um pedido de socorro, um grito de dependência, uma confissão de nosso desamparo. "Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus."
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