"Ora, vede, irmãos, a vossa vocação, que não são muitos os sábios segundo a carne, nem muitos os poderosos, nem muitos os nobres que são chamados. Pelo contrário, Deus escolheu as coisas loucas do mundo para confundir os sábios; e Deus escolheu as coisas fracas do mundo para confundir as fortres; e Deus escolheu as coisas ignóbeis do mundo, e as desprezadas, e as que não são, para reduzir a nada as que são; para que nenhum mortal se glorie na presença de Deus". (I Corintios 1.26-29)
Ontem, no intervalo dos dois cultos vespertinos da Igreja Renascer, em sua sede internacional em São Paulo uma tragédia aconteceu: o teto do templo veio à baixo e o resultado foi terrível: até ontem haviam noticias de 07 mortos e cerca de 80 feridos!
Fiquei aturdoado, pois me senti igualmente fragilizado diante da fatalidade de ter algo parecido acontecido em outras igrejas, sobretudo devido à falta de alguns cuidados na elaboração de um plano de obras que privilegie a segurança na construção. Infelizmente são muitos os que pensam que, pelo fato de ser "obra de Deus" o engenheiro responsável é "Jesus". Esquecem-se de que a obra de Deus é espiritual e ela requer homens que sejam sábios e cuidadosos na manutenção de toda estrutura física de nossas congregações.
Em minha devocional de hoje pela manhã fui remetido a esse texto que para mim implicoou em algumas lições que julgo preciosas para esse inicio de semana:
(a) Deus chama as coisas simples para confundir os sábis esclarecidos.
A queda daquele teto em São Paulo me faz pensar na fragilidade de nossas estruturas pessoais. Olha, se uma igreja do porte da Renascer com seus milhões em caixa teve o teto de seu templo arrancado e moído (a impressão que eu tive ao ver as cenas era que tudo parecia um papel que havia sido amassado por mão humana) quanto mais a nossa vida tão fragilizada pode em momento ou outro também desabar, isto tudo por conta de nossas fraquezas e medos decorrentes de nossa humanidade!
Maysa Monjardim, a cantora que teve sua vida exposta à midia por uma minissérie da Rede Globo nas últimas duas semanas marcou o pais com uma canção com um título tocante: "meu mundo caiu". Fico a pensar que o mundo (e não apenas o teto) dce muita gente vem caindo dia após dia, em falta de sonhos e perspectivas acerca desse inicio que se inicia. São pessoas que não se compreendem atores de sua própria existência, mas sim vítimas dos outros e das circunstâncias.
Ainda bem que Deus não tem muitos nobres e esclarecidos entre os seus chamados, pois Ele tenciona trabalhar com gente frágil, com seus tetos e mundos prestes a cair, mas que confiam única e exclusivamente no Senhor para superar suas debilidades pessoais! Deus só é glorificado em nós quando reconhecemos nossa suficiência nele!
(b) A mortalidade não tem direitos de reinvidicar nada junto à imortalidade!
Deus tem escolhido as coisas mais frágeis, palpérrimas mesmo a fim de tornar confusos os poderosos que insistem em tentar angariar favor do Senhor com frases de efeito e recursos meramente materiais!
Não digo que o que aconteceu ontem foi castigo de Deus, mas sei que a direção da Igreja Renascer tem muito a avaliar acerca de suas propostas teológicas (aceitação de homossexuais como membros, adoção irrestrita do evangelho da prosperidade, ordenação de seu líder maior como "apóstolo", falta de transparência em suas contas financeiras, enfim...) isso porque, não temos direitos de como homens mortais reinvindicar nada junto ao Deus imortal, caso não estejamos cumprindo nossas tarefas diárias e rotineiras.
Tenho para mim que tudo isso deve ser um aviso (a Renascer e a todos nós) de que: não podemos, como diz o texto que exponho, nos gloriarmos na presença de Deus! Definitivamente a soberba precede à queda e tudo o que fizermos neste mundo haveremos de prestar contas diante de Deus! Somos finitos, pequenos, raquíticos diante da presença de Deus!
Somos, como J. Bunyan dizia "pregadores em cadeias para homens em cadeias". Nossa miserabilidade nos expõe e deveria nos constrangir. Que percamos o teto de nossos templos, mas que nossas igrejas permaneçam de fé, proclamando a Jesus e ao seu verdadeiro evangelho. Evangelho que não é só de palavras de poder, mas que tem a autenticação do Espírito da verdade, diante de quem um dia iremos prestar contas, irremediavelmente.
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
VISITEI O TIO ORLANDO!
Estou vindo da cidade de Carazinho onde visitei, junto com a Débora e o meu filho João Marcos duas famílias especiais para a nossa história familiar. Primeiro fomos à casa de Dona Maria, viúva há pouco tempo do Sr. Gregório, amigo de longa data da família da Débora. Alguém que viu a minha esposa criança e que chora agora de saudades de seu esposo com quem viveu 50 anos de união estável. Fomos recepcionados por lágrimas. Lágrimas de saudades. Lágrimas de dor. Lágrimas de quem ficou e viu a morte chegar e levar à pessoa amada. Lágrimas. Apenas lágrimas.
Depois fomos ao tio Orlando e sua brava esposa Luiza, e a doce Pamêla. Olha, tio Orlando está com um severo câncer, estava deitado, esperando a nossa chegada para um tempo de conversa e de oração. Ele esperava um tempo de oração a dois. Logo fui convocado para o seu quarto e conversamos. E, depois o pedido: "quero que ore por mim".
Saio de Carazinho e volto aqui para Passo Fundo pensativo a respeito da brevidade da vida. Já preguei sobre esse tema tantas vezes. Lembro-me de frases de efeito, pensamentos de autores prediletos, textos formidáveis das Sagradas Escrituras, mas fico impactado com a imagem que vi: um bravo homem lutando com uma agressiva doença!
Em minha oração com ele pontuei a fidelidade, o cuidado, a providência, o sustento que só vem de um Deus que insiste em se importar com a nossa dor. Citei de memória vários textos como aquele que diz: "aquilo que olhos não viram, nem ouvidos ouviram, nem penetraram ao coração do homem, são o que o Senhor tem guardado para aqueles que nele esperam".
Interessante que agora vendo o texto propriamente dito de I Corintios 2.9, percebo que fiz uma junção de dois versos nessa minha citação extemporânea, mas o que fica é a convicção bíblica de algumas verdades que quero pontuar para vocês, meus leitores e leitoras de plantação, e sobretudo para o Tio Orlando a quem dedico esse humilde artigo:
(a) Os planos de Deus nem sempre são passíveis de compreensão humana.
"Coisas que olhos não viram, nem ouvidos ouviram" tem a ver com propósitos que transcendem em muito o nível de pensamento humano. Se fosse possível enchermos nossas mentes rasas com todas as intenções de Deus à nossa respeito ficaríamos surpresos, porque como diz um outro texto bíblico: "porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos, diz o Senhor" (Isaías 55.8).
Na realidade, no drama da brevidade da vida somos e seremos sempre como crianças que só sabem engatinhar, mesmo convivendo com adultos que correm. É como uma frase atribuida a Issac Newton, "sinto-me como à beira do mar colhendo conchas enquanto tenho diante de mim, um oceano desconhecido". O que fazer diante do desconhecido? Como nos posicionarmos diante da vontade de Deus que para nós insiste em se portar escura e desconhecida? Minha sugestão: crer somente. Até hoje, Jesus persiste em dizer a nós o que disse para Jairo, aquele que estava com a sua filha enferma, "não temas, crê somente" (Marcos 5.36).
(b) O coração do homem é perigosamente enganoso, por isso, não confie nele!
Não apenas coisas que os olhos não viram e ouvidos não ouviram, mas também "nem penetraram o coração do homem". O coração não pode ser considerado um aliado em nossa caminhada de fé, pois geralmente ele não está habituado a conviver na esfera dos milagres.
O profeta Jeremias tem um texto que é clássico: "Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o poderá conhecer?" (17.9). Não se pode absolutamente fazer aquilo que aponta o coração, isso porque ele sempre vai impor suas opiniões com base apenas no sentimento, nas efêmeras emoções e no frivolismo das aparências. Como escravo, ele é um ótimo serviçal, como senhor, ele é frio e calculista.
O coração tem de ser submetido ao governo do Senhor Jesus que é maior do que as impressões que sempre nos perturbam no nosso dia a dia. Na dúvida, não olhe para si mesmo, contemple sim, as promessas de Deus de que aquilo que Ele tem planejado irá superar em muito aquilo que penetra o coração humano. Um professor meu de seminário insistia que a fé não é racional, nem irracional, é sim a-racional, em outros termos, ela está bem acima daquilo que o nosso coração abarca e assimila.
Em suma, Deus tem algo precioso para o tio Orlando e para todos aqueles que Ele tem zelado com amor eterno. Na realidade, os santos eleitos de Deus são guardados e protegidos com uma providência surpreendentemente graciosa. E, cabe a cada um de nós, santos de Deus, compreendermos que as mais severas dificuldades na realidade são empurrões divinos com que ele nos leva na direção do seu colo.
Termino com uma frase memorável de C. H. Spurgeon: "Muitas pessoas devem a grandeza de suas vidas às suas tremendas dificuldades".
Depois fomos ao tio Orlando e sua brava esposa Luiza, e a doce Pamêla. Olha, tio Orlando está com um severo câncer, estava deitado, esperando a nossa chegada para um tempo de conversa e de oração. Ele esperava um tempo de oração a dois. Logo fui convocado para o seu quarto e conversamos. E, depois o pedido: "quero que ore por mim".
Saio de Carazinho e volto aqui para Passo Fundo pensativo a respeito da brevidade da vida. Já preguei sobre esse tema tantas vezes. Lembro-me de frases de efeito, pensamentos de autores prediletos, textos formidáveis das Sagradas Escrituras, mas fico impactado com a imagem que vi: um bravo homem lutando com uma agressiva doença!
Em minha oração com ele pontuei a fidelidade, o cuidado, a providência, o sustento que só vem de um Deus que insiste em se importar com a nossa dor. Citei de memória vários textos como aquele que diz: "aquilo que olhos não viram, nem ouvidos ouviram, nem penetraram ao coração do homem, são o que o Senhor tem guardado para aqueles que nele esperam".
Interessante que agora vendo o texto propriamente dito de I Corintios 2.9, percebo que fiz uma junção de dois versos nessa minha citação extemporânea, mas o que fica é a convicção bíblica de algumas verdades que quero pontuar para vocês, meus leitores e leitoras de plantação, e sobretudo para o Tio Orlando a quem dedico esse humilde artigo:
(a) Os planos de Deus nem sempre são passíveis de compreensão humana.
"Coisas que olhos não viram, nem ouvidos ouviram" tem a ver com propósitos que transcendem em muito o nível de pensamento humano. Se fosse possível enchermos nossas mentes rasas com todas as intenções de Deus à nossa respeito ficaríamos surpresos, porque como diz um outro texto bíblico: "porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos, diz o Senhor" (Isaías 55.8).
Na realidade, no drama da brevidade da vida somos e seremos sempre como crianças que só sabem engatinhar, mesmo convivendo com adultos que correm. É como uma frase atribuida a Issac Newton, "sinto-me como à beira do mar colhendo conchas enquanto tenho diante de mim, um oceano desconhecido". O que fazer diante do desconhecido? Como nos posicionarmos diante da vontade de Deus que para nós insiste em se portar escura e desconhecida? Minha sugestão: crer somente. Até hoje, Jesus persiste em dizer a nós o que disse para Jairo, aquele que estava com a sua filha enferma, "não temas, crê somente" (Marcos 5.36).
(b) O coração do homem é perigosamente enganoso, por isso, não confie nele!
Não apenas coisas que os olhos não viram e ouvidos não ouviram, mas também "nem penetraram o coração do homem". O coração não pode ser considerado um aliado em nossa caminhada de fé, pois geralmente ele não está habituado a conviver na esfera dos milagres.
O profeta Jeremias tem um texto que é clássico: "Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o poderá conhecer?" (17.9). Não se pode absolutamente fazer aquilo que aponta o coração, isso porque ele sempre vai impor suas opiniões com base apenas no sentimento, nas efêmeras emoções e no frivolismo das aparências. Como escravo, ele é um ótimo serviçal, como senhor, ele é frio e calculista.
O coração tem de ser submetido ao governo do Senhor Jesus que é maior do que as impressões que sempre nos perturbam no nosso dia a dia. Na dúvida, não olhe para si mesmo, contemple sim, as promessas de Deus de que aquilo que Ele tem planejado irá superar em muito aquilo que penetra o coração humano. Um professor meu de seminário insistia que a fé não é racional, nem irracional, é sim a-racional, em outros termos, ela está bem acima daquilo que o nosso coração abarca e assimila.
Em suma, Deus tem algo precioso para o tio Orlando e para todos aqueles que Ele tem zelado com amor eterno. Na realidade, os santos eleitos de Deus são guardados e protegidos com uma providência surpreendentemente graciosa. E, cabe a cada um de nós, santos de Deus, compreendermos que as mais severas dificuldades na realidade são empurrões divinos com que ele nos leva na direção do seu colo.
Termino com uma frase memorável de C. H. Spurgeon: "Muitas pessoas devem a grandeza de suas vidas às suas tremendas dificuldades".
ESTOU LENDO "PESCADORES DE CRIANÇAS"
"Oh, mestres, vejam o que podem fazer! Em suas escolas, estão sentados nossos futuros evangelistas. Naquela classe dos menorzinhos está sentado um apóstolo para alguma terra distante. Poderá vir sob sua mão de treinamento, minha irmã, um futuro pai em Israel. Virão sob seu ensino, meu irmão, aqueles que carregarão as bandeiras do Senhor no grosso da batalha. As eras olham para vocês cada vez que sua classe se reúne. Ah, que Deus os ajude a fazer bem a sua parte! Oremos com um só coração e uma alma para que o Senhor Jesus Cristo esteja em nossas Escolas Dominicais do dia de hoje até que ele venha". (C. H. Spurgeon)
Esse livro editado pela Shedd Publicações, de autoria do celebrado C. H. Spurgeon é uma de uma pertinência assombrosa em nosso tempo. As crianças precisam de nossas melhores estruturas, e os nossos professores infantis precisam ser os melhores que dispomos em nossas igrejas.
O livro é um alerta sobre a orientação precisa do Senhor Jesus: "Deixem vir a mim as crianças e não as impeçam..." (Mateus 19.14). E o autor surpreendemente apresenta uma ternura no trato com as crianças que faz com que o amante da boa pregação fique entusiasmado em ler esse livro!
Ele chama as crianças de cordeiros de Jesus e diz tacitamente em um dos primeiros capítulos: certamente, não é necessário matar a criança para fazer o santo. As crianças precisam persistir sendo crianças, com suas travessuras e aguçada curiosidade e cabe a nós, os chamados adultos, despir de nossas teses mirabolantes e partir para o relacionamento estreito e amigável com os mais pequeninos na transmissão dos valores eternos da Palavra de Deus.
Ainda estou me deliciando na leitura, não estou tendo pressa, paralelamente também aprecio algo sobre a verdade de que os filhos dos crentes são de certo modo incluidos nas promessas de Deus feitas ao seu povo. Um texto que não me sai da cabeça é o que diz que a promessa do Senhor para os seus, inclui também os seus filhos... está ai um bom tema teológico para um aprofundamento ainda maior. Comprometome a trazer esse texto e tantos outros em um estudo que farei para um seminário que faremos em nossa igreja no mês de abril sobre a autoridade espiritual dos pais em nosso tempo.
Fico por aqui. Prossigo a leitura. E indico a aquisição desse precioso livro junto à secretaria da Igreja.
Esse livro editado pela Shedd Publicações, de autoria do celebrado C. H. Spurgeon é uma de uma pertinência assombrosa em nosso tempo. As crianças precisam de nossas melhores estruturas, e os nossos professores infantis precisam ser os melhores que dispomos em nossas igrejas.
O livro é um alerta sobre a orientação precisa do Senhor Jesus: "Deixem vir a mim as crianças e não as impeçam..." (Mateus 19.14). E o autor surpreendemente apresenta uma ternura no trato com as crianças que faz com que o amante da boa pregação fique entusiasmado em ler esse livro!
Ele chama as crianças de cordeiros de Jesus e diz tacitamente em um dos primeiros capítulos: certamente, não é necessário matar a criança para fazer o santo. As crianças precisam persistir sendo crianças, com suas travessuras e aguçada curiosidade e cabe a nós, os chamados adultos, despir de nossas teses mirabolantes e partir para o relacionamento estreito e amigável com os mais pequeninos na transmissão dos valores eternos da Palavra de Deus.
Ainda estou me deliciando na leitura, não estou tendo pressa, paralelamente também aprecio algo sobre a verdade de que os filhos dos crentes são de certo modo incluidos nas promessas de Deus feitas ao seu povo. Um texto que não me sai da cabeça é o que diz que a promessa do Senhor para os seus, inclui também os seus filhos... está ai um bom tema teológico para um aprofundamento ainda maior. Comprometome a trazer esse texto e tantos outros em um estudo que farei para um seminário que faremos em nossa igreja no mês de abril sobre a autoridade espiritual dos pais em nosso tempo.
Fico por aqui. Prossigo a leitura. E indico a aquisição desse precioso livro junto à secretaria da Igreja.
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
MINHA VISITA A UMA IGREJA LUTERANA!
Sempre tive vontade de visitar uma igreja de orientação luterana aqui no sul do país, mas nunca tinha tido uma oportunidade real. Nesse ano, tomamos em família a decisão de não visitar uma igreja de nossa denominação por algumas razões de ordem pessoal, e finalmente pude realizar uma vontade que já vinha me ardendo o coração já há algum tempo: visitar uma igreja luterana!
A igreja luterana aqui no Brasil é dividida em duas principais denominações: a Luterana do Brasil, mais litúrgica e com uma orientação mais claramente ecumênica, e a de Confissão Luterana, com um viés mais brasileiro e mais evangélica. Sei que simplifiquei demais as diferenciações, mas foi o que consegui pensar agora para me expressar nesse artigo.
A que visitei foi a "Igreja Evangélica de Confissão Luterana" aqui de Passo Fundo. O culto começou às 20:00 com uma palavra de introdução bem brasileira, uma ilustração vibrante e uma aplicação genérica onde, o dirigente foi feliz ao exortar a congregação (eles chamam de "comunidade") a serem homens melhores a partir da vívida consciência da morte de Jesus na cruz do Calvário. Bem cristocêntrica.
Depois, vieram os cânticos como expressões bem vivas de um povo que conhecia ao seu Deus. A equipe de cânticos, formada majoritariamente por jovens levou toda a igreja a um clima de adoração sincera, reverente, ordeira e muito espiritual! Notei que avivamento não é algo apenas que buscamos nas denominações chamadas "avivalistas" mas, sim é desejo também daqueles que são "protestantes de missão" (na realidade,como fui prudentemente lembrado por um leitor atento, trata-se de "protestantes de imigração"),isto é grupos evangélicos que tiveram suas origens no Brasil em meados do sec. XIX, provenientes da forte imigração alemã, sobretudo aqui no sul do país.
O culto foi o que eles chamam de "culto leigo", isto porque, a igreja ainda aguarda a posse de seu novo pastor agora em inicio de fevereiro. Mas, o que eu vi, recordando-me de Martinho Lutero foi a prática vivencial do "sacerdócio universal de todos os crentes". Louvores entoados por jovens e velhos, brancos e negros, pobres e ricos, e tenho para mim que as 84 pessoas presentes ao culto (isso sim, eles contam o número de participantes do culto e dizem ao final) experimentavam uma forte consciência da presença de Deus!
A mensagem foi temática e o irmão Miro, o pregador da noite, nos lembrou de que existem dois tipos de fé: natural e sobrenatural. Usou de vários textos bíblicos, sem rigor exegético mas sem descaracterização hermenêutica alguma, e exortou aos presentes a desenvolverem uma fé que supere ao simples "eu acredito", para ir ao ponto do "eu creio". Foi um tempo de reflexão simples e contundente sobre o valor de termos uma fé que seja desenvolvida no contexto de uma entrega irrestrita ao governo do Senhor na nossa história pessoal. A pergunta repetida ao longo do culto foi "o que você está fazendo aqui?" e ela foi de encontro com o meu coração em vários momentos daquele culto.
Ao final, a Ceia do Senhor, entre os luteranos ela acontece todos os domingos, e sempre com o sentido de participarem do corpo e do sangue de Jesus naquilo que os teólogos chamam de "consubstanciação", isto é o pão e o vinho naquele momento ritualístico é invadido pelo corpo e pelo sangue de Jesus. Como batista creio que o que a Bíblia nos ensina é o "fazei isso em memória de mim", logo a Ceia é uma lembrança daquilo que a cruz nos ensina em termos de sacrificio e de cura das nossas próprias miseráveis memórias de morte. Logo, pensando como memorial participei da Ceia... olha, é tudo muito simples, envolvente e comovente... vi marmajões chorando... é profundo!
O culto terminou por volta das 22:OO...e fui para casa com algumas fortes decisões a serem tomadas... uma delas tomei logo no dia seguinte... e, com a certeza de que eu vi o Senhor com os irmãos luteranos. É possível sim, crer no avivamento. É possível sim, crer que quando ele vêm, ele visita as mais diversas denominações evangélicas e, sem dúvida alguma, percebi também nesse domingo que, Deus já está fazendo algo grande em nosso Brasil.
Maranata! Ora, vem Senhor Jesus!
A igreja luterana aqui no Brasil é dividida em duas principais denominações: a Luterana do Brasil, mais litúrgica e com uma orientação mais claramente ecumênica, e a de Confissão Luterana, com um viés mais brasileiro e mais evangélica. Sei que simplifiquei demais as diferenciações, mas foi o que consegui pensar agora para me expressar nesse artigo.
A que visitei foi a "Igreja Evangélica de Confissão Luterana" aqui de Passo Fundo. O culto começou às 20:00 com uma palavra de introdução bem brasileira, uma ilustração vibrante e uma aplicação genérica onde, o dirigente foi feliz ao exortar a congregação (eles chamam de "comunidade") a serem homens melhores a partir da vívida consciência da morte de Jesus na cruz do Calvário. Bem cristocêntrica.
Depois, vieram os cânticos como expressões bem vivas de um povo que conhecia ao seu Deus. A equipe de cânticos, formada majoritariamente por jovens levou toda a igreja a um clima de adoração sincera, reverente, ordeira e muito espiritual! Notei que avivamento não é algo apenas que buscamos nas denominações chamadas "avivalistas" mas, sim é desejo também daqueles que são "protestantes de missão" (na realidade,como fui prudentemente lembrado por um leitor atento, trata-se de "protestantes de imigração"),isto é grupos evangélicos que tiveram suas origens no Brasil em meados do sec. XIX, provenientes da forte imigração alemã, sobretudo aqui no sul do país.
O culto foi o que eles chamam de "culto leigo", isto porque, a igreja ainda aguarda a posse de seu novo pastor agora em inicio de fevereiro. Mas, o que eu vi, recordando-me de Martinho Lutero foi a prática vivencial do "sacerdócio universal de todos os crentes". Louvores entoados por jovens e velhos, brancos e negros, pobres e ricos, e tenho para mim que as 84 pessoas presentes ao culto (isso sim, eles contam o número de participantes do culto e dizem ao final) experimentavam uma forte consciência da presença de Deus!
A mensagem foi temática e o irmão Miro, o pregador da noite, nos lembrou de que existem dois tipos de fé: natural e sobrenatural. Usou de vários textos bíblicos, sem rigor exegético mas sem descaracterização hermenêutica alguma, e exortou aos presentes a desenvolverem uma fé que supere ao simples "eu acredito", para ir ao ponto do "eu creio". Foi um tempo de reflexão simples e contundente sobre o valor de termos uma fé que seja desenvolvida no contexto de uma entrega irrestrita ao governo do Senhor na nossa história pessoal. A pergunta repetida ao longo do culto foi "o que você está fazendo aqui?" e ela foi de encontro com o meu coração em vários momentos daquele culto.
Ao final, a Ceia do Senhor, entre os luteranos ela acontece todos os domingos, e sempre com o sentido de participarem do corpo e do sangue de Jesus naquilo que os teólogos chamam de "consubstanciação", isto é o pão e o vinho naquele momento ritualístico é invadido pelo corpo e pelo sangue de Jesus. Como batista creio que o que a Bíblia nos ensina é o "fazei isso em memória de mim", logo a Ceia é uma lembrança daquilo que a cruz nos ensina em termos de sacrificio e de cura das nossas próprias miseráveis memórias de morte. Logo, pensando como memorial participei da Ceia... olha, é tudo muito simples, envolvente e comovente... vi marmajões chorando... é profundo!
O culto terminou por volta das 22:OO...e fui para casa com algumas fortes decisões a serem tomadas... uma delas tomei logo no dia seguinte... e, com a certeza de que eu vi o Senhor com os irmãos luteranos. É possível sim, crer no avivamento. É possível sim, crer que quando ele vêm, ele visita as mais diversas denominações evangélicas e, sem dúvida alguma, percebi também nesse domingo que, Deus já está fazendo algo grande em nosso Brasil.
Maranata! Ora, vem Senhor Jesus!
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
LI "O CAÇADOR DE PIPAS"
Ainda estou sob o impacto do forte livro "O caçador de pipas" do autor árabe Kalhed Hosseini. O livro é um retrato do que uma alma em busca de redenção pessoal é capaz de fazer para exorcizar seus demônios mais interiores.
No livro, o protagonista depara-se com um drama pessoal. Em sua infância ele havia sido covarde em ridicularizar seu empregado de outra etnia, a sofrida "hazara", e na adolescência incipiente ainda em uma tensão entre o desejo de ter a sua culpa expiada e o desejo de ter bem longe o seu algoz interior, resolve fazer o que lhe parecia mais humano e pobre (não poderia usar de modo algum usar outra expressão a não ser, covardia): trair mais uma vez àquele que lhe prometeu ser fiel em tudo, mil vezes, se isso fosse preciso.
Na realidade, sem entrar nos pormenores da história fantástica quero apenas apontar algumas lições bem práticas e excelentes que tiro da narração que me fez amar o Afeganistão:
(a) Hà familias que vivem fantasmas em suas lembranças.
Eu fico a pensar, lembrando-me de Moisés e o egípcio que ele matou e enterrou debaixo da areia, e correlaciono com o segredo de família que no livro, acaba expondo o parentesco de Amir e Hassan. E não posso deixar de pensar nas famílias que tem esqueletos guardados em seus quarda roupas, assuntos que não são citados por trazer lembranças aterradoras em pessoas que se julgam no direito de silenciarem-se sobre assuntos de família, que na realidade pertencem a todos.
Ninguém tem o direito de esconder algo do passado que influencia diretamente a vida de toda uma família. Não é correto em reuniões familiares,sobretudo no final do ano, termos tantos sorrisos falsos nas mesas e nos cantos secretos da alma, segredos sérios que mudariam a sorte de uma pessoa ou quem sabe, de toda uma família!
Eu passo a considerar a séria possibilidade de estabelecermos em 2009 um "dia da verdade", onde todos as pendências seriam resolvidas ao toque saboroso da transparência e da sinceridade. Lembro-me de uma frase no livro, atribuida ao pai de Amir, "eu prefiro uma verdade que cause dor do que uma mentira que consola".
(b) É inegável no livro o valor de uma amizade que precisa ultrapassar barreiras.
Talvez eu ame bem pouco os meus amigos! Foi um sentimento que tive enquanto passava os olhos nessa história tão formidável! Estou disposto a defender meus amigos a qualquer custo? Ou são tantas vezes que faço como Amir e, simplesmente viro as costas, e deixo as tragédias acontecerem e me calo. Permita-me desabafar: miserável silêncio!
O auto-centrismo tem sido uma chaga de nossa geração! Há muitos que optam por um isolamento que protege apenas a si mesmo, justamente para não confrontar o reconhecimento de que se precisa de amigos. Ficamos apenas com uma parte do verso de Provérbios "quem tem muitos amigos, tem-nos para a própria ruina" e nos esquecemos do restante: "mas, há um amigo mais chegado do que um irmão".
Estamos sendo amigos de alguém em especial? Sobretudo, nesse tempo de tanta falsidade e pragmatismo, onde as relações são feitas na base do "o que vou ganhar sendo amigo de fulano (a)? Por que não paramos de sermos falsos e deixamos de lado a máscara do utilitarismo e passamos a nos entregar a amizades que sejam sinceras e integrais? Teríamos menos rugas no rosto se sorríssemos mais! Teríamos menos enxaquecas se nos preocupássemos mais com o outro! Teríamos menos pesadelos se sonhássemos mais com causas nobres! Chorariamos menos pelos falsos amigos, se valorizássemos mais os amigos verdadeiros!
(c) Deus sempre nos dá uma chance de nos redimirmos de erros do passado.
Eu sei que essa minha última aplicação vai chocar alguns, mas, Deus não permitirá que partamos desse mundo sem nos dar a chance de demonstrarmos de modo perfeito o nosso perdão reparador. Foi assim com José. Quando Jacó faleceu, seus irmãos ficaram com medo e o procuraram, temendo uma represália. Mas, José teve a oportunidade de reparar toda e qualquer brecha, perdoando-os novamente.
Foi assim também com Davi, que, após o episódio de Bate- Seba reparou-se com o Senhor e, acertando suas contas em uma contrição de causar comoção adquiriu o favor do Senhor que ainda lhe permitiu ter um filho a quem deu o nome sugestivo de Salomão, a saber, "pacífico".
Amir, o personagem do livro em busca de redenção pessoal teve o seu fim "salomônico" (no sentido etmilógico de "pacífico") pois sua consciência foi pacificada pelo desfecho incrível do livro. Agora, o mesmo espero para todos aqueles que tem seus corações doídos e carcomidos pelo tempo que parece eterno, de uma culpa que oprime sem dó nem piedade o coração repleto de ressentimentos pelo passado.
Esse é o meu comentário, desse primeiro livro lido em 2009.
No livro, o protagonista depara-se com um drama pessoal. Em sua infância ele havia sido covarde em ridicularizar seu empregado de outra etnia, a sofrida "hazara", e na adolescência incipiente ainda em uma tensão entre o desejo de ter a sua culpa expiada e o desejo de ter bem longe o seu algoz interior, resolve fazer o que lhe parecia mais humano e pobre (não poderia usar de modo algum usar outra expressão a não ser, covardia): trair mais uma vez àquele que lhe prometeu ser fiel em tudo, mil vezes, se isso fosse preciso.
Na realidade, sem entrar nos pormenores da história fantástica quero apenas apontar algumas lições bem práticas e excelentes que tiro da narração que me fez amar o Afeganistão:
(a) Hà familias que vivem fantasmas em suas lembranças.
Eu fico a pensar, lembrando-me de Moisés e o egípcio que ele matou e enterrou debaixo da areia, e correlaciono com o segredo de família que no livro, acaba expondo o parentesco de Amir e Hassan. E não posso deixar de pensar nas famílias que tem esqueletos guardados em seus quarda roupas, assuntos que não são citados por trazer lembranças aterradoras em pessoas que se julgam no direito de silenciarem-se sobre assuntos de família, que na realidade pertencem a todos.
Ninguém tem o direito de esconder algo do passado que influencia diretamente a vida de toda uma família. Não é correto em reuniões familiares,sobretudo no final do ano, termos tantos sorrisos falsos nas mesas e nos cantos secretos da alma, segredos sérios que mudariam a sorte de uma pessoa ou quem sabe, de toda uma família!
Eu passo a considerar a séria possibilidade de estabelecermos em 2009 um "dia da verdade", onde todos as pendências seriam resolvidas ao toque saboroso da transparência e da sinceridade. Lembro-me de uma frase no livro, atribuida ao pai de Amir, "eu prefiro uma verdade que cause dor do que uma mentira que consola".
(b) É inegável no livro o valor de uma amizade que precisa ultrapassar barreiras.
Talvez eu ame bem pouco os meus amigos! Foi um sentimento que tive enquanto passava os olhos nessa história tão formidável! Estou disposto a defender meus amigos a qualquer custo? Ou são tantas vezes que faço como Amir e, simplesmente viro as costas, e deixo as tragédias acontecerem e me calo. Permita-me desabafar: miserável silêncio!
O auto-centrismo tem sido uma chaga de nossa geração! Há muitos que optam por um isolamento que protege apenas a si mesmo, justamente para não confrontar o reconhecimento de que se precisa de amigos. Ficamos apenas com uma parte do verso de Provérbios "quem tem muitos amigos, tem-nos para a própria ruina" e nos esquecemos do restante: "mas, há um amigo mais chegado do que um irmão".
Estamos sendo amigos de alguém em especial? Sobretudo, nesse tempo de tanta falsidade e pragmatismo, onde as relações são feitas na base do "o que vou ganhar sendo amigo de fulano (a)? Por que não paramos de sermos falsos e deixamos de lado a máscara do utilitarismo e passamos a nos entregar a amizades que sejam sinceras e integrais? Teríamos menos rugas no rosto se sorríssemos mais! Teríamos menos enxaquecas se nos preocupássemos mais com o outro! Teríamos menos pesadelos se sonhássemos mais com causas nobres! Chorariamos menos pelos falsos amigos, se valorizássemos mais os amigos verdadeiros!
(c) Deus sempre nos dá uma chance de nos redimirmos de erros do passado.
Eu sei que essa minha última aplicação vai chocar alguns, mas, Deus não permitirá que partamos desse mundo sem nos dar a chance de demonstrarmos de modo perfeito o nosso perdão reparador. Foi assim com José. Quando Jacó faleceu, seus irmãos ficaram com medo e o procuraram, temendo uma represália. Mas, José teve a oportunidade de reparar toda e qualquer brecha, perdoando-os novamente.
Foi assim também com Davi, que, após o episódio de Bate- Seba reparou-se com o Senhor e, acertando suas contas em uma contrição de causar comoção adquiriu o favor do Senhor que ainda lhe permitiu ter um filho a quem deu o nome sugestivo de Salomão, a saber, "pacífico".
Amir, o personagem do livro em busca de redenção pessoal teve o seu fim "salomônico" (no sentido etmilógico de "pacífico") pois sua consciência foi pacificada pelo desfecho incrível do livro. Agora, o mesmo espero para todos aqueles que tem seus corações doídos e carcomidos pelo tempo que parece eterno, de uma culpa que oprime sem dó nem piedade o coração repleto de ressentimentos pelo passado.
Esse é o meu comentário, desse primeiro livro lido em 2009.
sábado, 27 de dezembro de 2008
MENSAGEM DE FIM DE ANO!
Fiquei meditando agora pela manhã no texto de II Reis 4.1-7 que comenta sobre uma viúva que chega diante do profeta Eliseu com uma necessidade urgente: "Meu marido, teu servo, morreu; e tu sabes que o teu servo temia ao Senhor. Agora acaba de chegar o credor para levar-me os meus dois filhos para serem escravos".
Que situação! Olha, para uma mãe antever a possibilidade de perder seus filhos como pagamento de dividas era de todas as realidades, sem dúvida a mais cruel. Mas, é sobretudo em contextos de negritude que o avivamento do Senhor visita aqueles que são seus, isso é comprovado em toda a história.
Gregory Frisell vai dizer que "como é de se esperar, Satanás trabalha melhor encoberto pela escuridão (Efésios 6.10)." Na dor, espaço vivencial para o surgimento de uma fé capaz de romper com o comodismo e o marasmo de uma vida espiritual apagada e raquítica.
Pode soar estranho, mas eu desejo para você em 2009 um ano de crises fenomenais! Um ano de vazilhas vazias para que o azeite do Senhor venha a ser derramado em profusão sobre a sua vida e de sua familia! Interessante foi a pergunta que Eliseu fez à mulher: "Dize-me o que tens em tua casa."
Aproveito esse tempo para lhe fazer a mesma pergunta: o que você tem em sua casa? quais são os valores já revistos em 2008 que serão solidificados em 2009? qual será a sua área de influência em 2009? Deus está chamando para si neste tempo um número interessante de pessoas famintas dele que estarão abalando as estruturas do inferno com um testemunho impactante. Eu creio que nossas igrejas vão viver em 2009 um ano de estruturas arrebentadas para um tempo de reconstrução nunca antes imaginado!
A ordem do profeta persiste: "vai, pede emprestadas vasilhas a todos os teus vizinhos, vasilhas vazias, não poucas". A ordem é encher-se de Deus! O que tem impedido você meu querido, minha querida de encher-se de Deus? Talvez seja o fato de que no fundo, você admite que tem sonhado pouco, ansiado pouco, desejado pouco um derramar que de fato, mexa com as suas estruturas mais arraigadas, mais profundas.
E, fico pensando que a vida é tão ligeira, tão passageira que, quando vimos já não nos resta fazer nada a não ser ver o surgimento de tantas catástrofes e ficarmos assentados em nossas "cadeiras de vovô" inertes, impassíveis e sem expressão.
Quando as vasilhas acabaram, o texto diz: "Então o azeite parou"! Oh! Senhor não nos permita tal desgraça, do seu azeite, sua presença transformadora encontrar o seu fim, justamente na nossa história, no nosso tempo, na nossa geração!
A velhice chega quando as vasilhas se acabam! Mas, nós precisamos ser como o idoso relatado no salmo 92.12-15: "os justos florescerão como a palmeira, crescerão como o cedro no Líbano. Estão plantados na casa do Senhor, florescerão nos átrios do nosso Deus. Na velhice ainda darão frutos, seão viçosos e florescentes, para proclamarem que o Senhor é reto. Ele é a minha rocha, e nele não há injustiça".
Se essa verdade bíblica não for a sua realidade, infelimente seu fim será como a poesia de Fernando Pessoa: "Fiz de mim o que não soube. E o que podia fazer de mim não o fiz. O dominó que vesti era errado. Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me. Quando quis tirar a máscara, Estava pegada à cara. Quando a tirei e me vi ao espelho, Já tinha envelhecido."
Esse fim será triste! O primeiro não, será coberto da benção do Senhor. Feliz ano novo e que Deus em sua soberana graça visite sua vida e sua familia com a benção da fidelidade!
Um abração.
PS. Dia 02/01 entro de férias, e vou para o sul do pais e depois para a aprazível Viçosa em Minas Gerais. Ficarei por hora sem postar textos, apenas refrescando a mente com leituras, reflexões e lazer. No ano que vem volto com postagens, o meu livro que será lançado aqui no blog e outras novidades mais. Sou muito grato ao Senhor pelo privilégio de escrever e de ter um e outro leitor! Fiquem com Deus!
Que situação! Olha, para uma mãe antever a possibilidade de perder seus filhos como pagamento de dividas era de todas as realidades, sem dúvida a mais cruel. Mas, é sobretudo em contextos de negritude que o avivamento do Senhor visita aqueles que são seus, isso é comprovado em toda a história.
Gregory Frisell vai dizer que "como é de se esperar, Satanás trabalha melhor encoberto pela escuridão (Efésios 6.10)." Na dor, espaço vivencial para o surgimento de uma fé capaz de romper com o comodismo e o marasmo de uma vida espiritual apagada e raquítica.
Pode soar estranho, mas eu desejo para você em 2009 um ano de crises fenomenais! Um ano de vazilhas vazias para que o azeite do Senhor venha a ser derramado em profusão sobre a sua vida e de sua familia! Interessante foi a pergunta que Eliseu fez à mulher: "Dize-me o que tens em tua casa."
Aproveito esse tempo para lhe fazer a mesma pergunta: o que você tem em sua casa? quais são os valores já revistos em 2008 que serão solidificados em 2009? qual será a sua área de influência em 2009? Deus está chamando para si neste tempo um número interessante de pessoas famintas dele que estarão abalando as estruturas do inferno com um testemunho impactante. Eu creio que nossas igrejas vão viver em 2009 um ano de estruturas arrebentadas para um tempo de reconstrução nunca antes imaginado!
A ordem do profeta persiste: "vai, pede emprestadas vasilhas a todos os teus vizinhos, vasilhas vazias, não poucas". A ordem é encher-se de Deus! O que tem impedido você meu querido, minha querida de encher-se de Deus? Talvez seja o fato de que no fundo, você admite que tem sonhado pouco, ansiado pouco, desejado pouco um derramar que de fato, mexa com as suas estruturas mais arraigadas, mais profundas.
E, fico pensando que a vida é tão ligeira, tão passageira que, quando vimos já não nos resta fazer nada a não ser ver o surgimento de tantas catástrofes e ficarmos assentados em nossas "cadeiras de vovô" inertes, impassíveis e sem expressão.
Quando as vasilhas acabaram, o texto diz: "Então o azeite parou"! Oh! Senhor não nos permita tal desgraça, do seu azeite, sua presença transformadora encontrar o seu fim, justamente na nossa história, no nosso tempo, na nossa geração!
A velhice chega quando as vasilhas se acabam! Mas, nós precisamos ser como o idoso relatado no salmo 92.12-15: "os justos florescerão como a palmeira, crescerão como o cedro no Líbano. Estão plantados na casa do Senhor, florescerão nos átrios do nosso Deus. Na velhice ainda darão frutos, seão viçosos e florescentes, para proclamarem que o Senhor é reto. Ele é a minha rocha, e nele não há injustiça".
Se essa verdade bíblica não for a sua realidade, infelimente seu fim será como a poesia de Fernando Pessoa: "Fiz de mim o que não soube. E o que podia fazer de mim não o fiz. O dominó que vesti era errado. Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me. Quando quis tirar a máscara, Estava pegada à cara. Quando a tirei e me vi ao espelho, Já tinha envelhecido."
Esse fim será triste! O primeiro não, será coberto da benção do Senhor. Feliz ano novo e que Deus em sua soberana graça visite sua vida e sua familia com a benção da fidelidade!
Um abração.
PS. Dia 02/01 entro de férias, e vou para o sul do pais e depois para a aprazível Viçosa em Minas Gerais. Ficarei por hora sem postar textos, apenas refrescando a mente com leituras, reflexões e lazer. No ano que vem volto com postagens, o meu livro que será lançado aqui no blog e outras novidades mais. Sou muito grato ao Senhor pelo privilégio de escrever e de ter um e outro leitor! Fiquem com Deus!
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
UMA PARADA NATALINA
Resolvi dar uma parada nas postagens dos textos do meu livro sobre a tragédia do modelo "uma igreja com propósitos" a fim de pensar numa realidade mais amena: o tempo festivo de natal.
Olha, no domingo passado preguei uma mensagem sobre o ideal de simplicidade que precisa se processar em tempos natalinos. Critiquei abertamente o consumismo e a pressão de se gastar o que não se tem, comprando coisas de que não precisamos para impressionar pessoas que não queremos conhecer! Tudo isso vem como propaganda enganosa acerca do Natal.
O Natal é oportunidade de lembrarmos de que Deus poderia perfeitamente ter abalado o mundo com uma bomba, mas optou em impressionar e bagunçar a vida de muita gente com um bebê. Isso tudo porque, de acordo com a profecia de Ageu 2.6,7, todas as nações deviam ser abaladas quando o "desejado das nações" iria nascer.
E, todas as coisas precisavam ser convergidas, para que Jesus nascesse na "cidade de Davi", mas não na cidade em que ele havia se sagrado rei, mas, sim na cidadela, a menor de todas as cidades de Judá, Miquéis 5.2, onde Davi havia nascido em pobreza, para ser um pastor de ovelhas.
Gosto de pensar em Natal como o tempo do cumprimento de profecias do Antigo Testamento: lembro-me de várias, posso citar algumas apenas: Genesis 3.15 (do homem nascido da semente da mulher que esmagaria a cabeça da serpente, Satanás), Deuteronômio 15.18 (do profeta que haveria de vir após Moisés), Isaias 7.14 e 9.6 (o menino que haveria de receber o governo do mundo em seus ombros) e a minha predileta: Daniel 2.34,35 (a grande pedra que seria precipitada montanha abaixo, sem o auxilio de mãos, e destruiria a estatua pelos pés, que na visão representava o império romano).
Jesus nasceu em um contexto de recenseamento, e me parece um contrasenso da divina Providência: "em vez de ter reis pagando tributos a Ele, quando veio ao mundo, Ele mesmo se fez um pagador de tributos".
Leon Morris em seu simpático comentário diz que "o nascimento do Filho de Deus é descrito com muita simplicidade. Maria enfaixou-o com longas faixas que seriam passadas muitas vezes ao redor das crianças. Que a própria Maria enfaixou a criança indica um nascimento na solidão. Que Ele foi deitado numa manjedoura tem sido entendido no sentido de Jesus ter nascido num estábulo".
Por fim, percebo nessa parada algumas sérias reflexões:
(a) Celebremos um Natal marcado pela solidariedade.
Incomoda-me saber que até a hora de adormecermos nesta noite, mais de dez mil indivíduos terão morrido de fome, mais de quatrocentos por hora. Muitos outros vivem à beira da extinção, estão subnutridos, desorientados e desesperados (R. Foster). O drama dos que passam fome, precisa nos levar a um Natal menos dispendioso mais "mão aberta".
(b) Celebremos um Natal marcado pela espiritualidade.
Alguém já disse que o lugar mais falso de toda a terra é a mesa de Natal de muitas famílias. Conversa-se sobre todos os assuntos com relativa superficialidade. Que tal neste ano separar um tempo na mesa para uma conversa franca sobre os últimos incidentes "cara a cara" e propiciar um espaço para o Espírito Santo de Deus fazer uma verdadeira limpeza de corações e almas? Sei que é difícil, mas penso que na noite natalina, é muito bom estabelecermos em nossas casas, tendas para abrigar um coração sensível ao mover de Deus no nosso meio.
(c) Celebremos um Natal marcado pela Palavra de Deus.
Termino esse artigo, com uma experiência compartilhada em um boletim de uma igreja da cidade do Rio de Janeiro que tive acesso na semana passada.
Ronaldo Lidório, missionário presbiteriano entre o povo Komkomba do Gana, no centro da África conta de uma mulher que se converteu em uma aldeia distante de onde morava o pastor. Ela não sabia ler e por isso ia até a aldeia do missionário e ali ouvia e decorava capítulos inteiros da Bíblia. Depois voltava e os repetia aos seus familiares, amigos e irmãos em Cristo. Certa feita, depois de dias decorando a Palavra, ela se preparou para voltar à sua casa. Andou mais de 4 horas pelas trilhas no mato quando percebeu que esquecera parte dos textos decorados. Voltou a trilha inteira e chegou à casa do missionário já ao anoitecer. O pastor então quis saber por que ela voltara a tanto custo. Afinal, só esquecera uns poucos versos no meio de vários capítulos. Ela respondeu: “A Palavra de Deus é importante demais para perder qualquer parte dela”.
Neste Natal façamos essa parada estratégica, e ousemos fazermos as seguintes perguntas: Cremos na condução da história da humanidade por um Deus providente, que pensa em tudo, e fez de Jesus, o menino que abalou as estruturas de nosso tempo? Temos aproveitado o clima natalino para sermos mais sensíveis em relação aos que sofrem dos desmandos desse "mundo cão"? Estamos dispostos de, ao invés de fazermos de nossa ceia familiar um espaço de hipocrisias para um tempo de verdade "olho a olho"? Queremos de fato consumirmos menos coisas e comermos mais da Palavra de Deus, que é alimento para a vida eterna?
Um feliz e pensativo Natal, sem farisaismos e mentiras, com mais verdade, amor e fidelidade ao Senhor nosso Deus!
Olha, no domingo passado preguei uma mensagem sobre o ideal de simplicidade que precisa se processar em tempos natalinos. Critiquei abertamente o consumismo e a pressão de se gastar o que não se tem, comprando coisas de que não precisamos para impressionar pessoas que não queremos conhecer! Tudo isso vem como propaganda enganosa acerca do Natal.
O Natal é oportunidade de lembrarmos de que Deus poderia perfeitamente ter abalado o mundo com uma bomba, mas optou em impressionar e bagunçar a vida de muita gente com um bebê. Isso tudo porque, de acordo com a profecia de Ageu 2.6,7, todas as nações deviam ser abaladas quando o "desejado das nações" iria nascer.
E, todas as coisas precisavam ser convergidas, para que Jesus nascesse na "cidade de Davi", mas não na cidade em que ele havia se sagrado rei, mas, sim na cidadela, a menor de todas as cidades de Judá, Miquéis 5.2, onde Davi havia nascido em pobreza, para ser um pastor de ovelhas.
Gosto de pensar em Natal como o tempo do cumprimento de profecias do Antigo Testamento: lembro-me de várias, posso citar algumas apenas: Genesis 3.15 (do homem nascido da semente da mulher que esmagaria a cabeça da serpente, Satanás), Deuteronômio 15.18 (do profeta que haveria de vir após Moisés), Isaias 7.14 e 9.6 (o menino que haveria de receber o governo do mundo em seus ombros) e a minha predileta: Daniel 2.34,35 (a grande pedra que seria precipitada montanha abaixo, sem o auxilio de mãos, e destruiria a estatua pelos pés, que na visão representava o império romano).
Jesus nasceu em um contexto de recenseamento, e me parece um contrasenso da divina Providência: "em vez de ter reis pagando tributos a Ele, quando veio ao mundo, Ele mesmo se fez um pagador de tributos".
Leon Morris em seu simpático comentário diz que "o nascimento do Filho de Deus é descrito com muita simplicidade. Maria enfaixou-o com longas faixas que seriam passadas muitas vezes ao redor das crianças. Que a própria Maria enfaixou a criança indica um nascimento na solidão. Que Ele foi deitado numa manjedoura tem sido entendido no sentido de Jesus ter nascido num estábulo".
Por fim, percebo nessa parada algumas sérias reflexões:
(a) Celebremos um Natal marcado pela solidariedade.
Incomoda-me saber que até a hora de adormecermos nesta noite, mais de dez mil indivíduos terão morrido de fome, mais de quatrocentos por hora. Muitos outros vivem à beira da extinção, estão subnutridos, desorientados e desesperados (R. Foster). O drama dos que passam fome, precisa nos levar a um Natal menos dispendioso mais "mão aberta".
(b) Celebremos um Natal marcado pela espiritualidade.
Alguém já disse que o lugar mais falso de toda a terra é a mesa de Natal de muitas famílias. Conversa-se sobre todos os assuntos com relativa superficialidade. Que tal neste ano separar um tempo na mesa para uma conversa franca sobre os últimos incidentes "cara a cara" e propiciar um espaço para o Espírito Santo de Deus fazer uma verdadeira limpeza de corações e almas? Sei que é difícil, mas penso que na noite natalina, é muito bom estabelecermos em nossas casas, tendas para abrigar um coração sensível ao mover de Deus no nosso meio.
(c) Celebremos um Natal marcado pela Palavra de Deus.
Termino esse artigo, com uma experiência compartilhada em um boletim de uma igreja da cidade do Rio de Janeiro que tive acesso na semana passada.
Ronaldo Lidório, missionário presbiteriano entre o povo Komkomba do Gana, no centro da África conta de uma mulher que se converteu em uma aldeia distante de onde morava o pastor. Ela não sabia ler e por isso ia até a aldeia do missionário e ali ouvia e decorava capítulos inteiros da Bíblia. Depois voltava e os repetia aos seus familiares, amigos e irmãos em Cristo. Certa feita, depois de dias decorando a Palavra, ela se preparou para voltar à sua casa. Andou mais de 4 horas pelas trilhas no mato quando percebeu que esquecera parte dos textos decorados. Voltou a trilha inteira e chegou à casa do missionário já ao anoitecer. O pastor então quis saber por que ela voltara a tanto custo. Afinal, só esquecera uns poucos versos no meio de vários capítulos. Ela respondeu: “A Palavra de Deus é importante demais para perder qualquer parte dela”.
Neste Natal façamos essa parada estratégica, e ousemos fazermos as seguintes perguntas: Cremos na condução da história da humanidade por um Deus providente, que pensa em tudo, e fez de Jesus, o menino que abalou as estruturas de nosso tempo? Temos aproveitado o clima natalino para sermos mais sensíveis em relação aos que sofrem dos desmandos desse "mundo cão"? Estamos dispostos de, ao invés de fazermos de nossa ceia familiar um espaço de hipocrisias para um tempo de verdade "olho a olho"? Queremos de fato consumirmos menos coisas e comermos mais da Palavra de Deus, que é alimento para a vida eterna?
Um feliz e pensativo Natal, sem farisaismos e mentiras, com mais verdade, amor e fidelidade ao Senhor nosso Deus!
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