Quando se pára a fim de pensar se é possível para a igreja alcançar as quatro áreas geográficas de Atos 1.8: “Jerusalém, Judéia, Samária e até os confins da terra”, deve-se permitir-se ser orientado nos três desafios missionários de nosso tempo. E eu percebo que “missões transculturais” tem a ver com o desafio da igreja de alcançar todos os povos da terra com a mensagem do evangelho.
Um conceito missiológico importante que retiro de uma palestra de Samuel Escobar é: “Evangelização é, então, a chamada a esses que estão fora para que entrem como filhos do Pai na abundância da vida eterna em Cristo pelo Espírito, e na alegria de uma comunidade amorosa, na comunhão da igreja”.
Deus tem os seus filhos eleitos que, no tempo aprazado se achegarão ao filho conduzidos pelo Espírito (João 6.37, Romanos 8.14) e consiste em necessidade por parte da igreja de uma abordagem que vença sim, os obstáculos culturais, lingüísticos, geográfico e de pensamentos diversos para consumação da obra do Senhor Jesus em nosso tempo.
(a) Temos de orar.
A oração é a chave para resolvermos o grande “problema missionário” que é justamente a distância que existe entre a igreja que envia, e pensa que por conta disso já tem a sua consciência aliviada e abandona o missionário no campo com suas crises humanas, desconsiderando por completo que o mesmo é gente, e vez por outra, enfraquecida pelos desafios do seu hercúleo trabalho!
Pela oração o crente da igreja local faz missões! Ele não apenas se embebeda de informações e pelos números eloqüentes do trabalho além das suas fronteiras, mas ele participa, “veste a camisa”, sua o suor do missionário!
(b) Temos de contribuir.
Não gosto muito das atuais pesquisas expedidas por entidades denominacionais, inclusive a minha, que fala em termos de 1 real por crente brasileiro para missões! Não considero que seja justo fazer tal maquiagem numérica, isso porque não contempla com reconhecimento daqueles que se sacrificam a ponto de passarem os meses de campanha missionária tendo de sobreviver com parcos recursos para dedicar 30%, 50% e até 90% dos seus ordenados, tudo pela causa missionária!
A matemática fria enfraquece o coração, porque não leva em conta o fato de que, se há crentes medíocres que não colaboram em nada para a obra missionária, também podemos verificar nas mais diversas denominações evangélicas de nosso pais homens e mulheres que se doam para missões transculturais com a alma cheia de contentamento e gozo espirituais!
(c) Temos de ir.
Edison Queiroz denuncia: “Hoje em dia verificamos uma falta de compromisso no meio do povo evangélico. O povo quer somente receber. Poucos estão dispostos a dar, servir e trabalhar para o reino de Deus”. Li essa semana um artigo muito interessante de Robinson Cavalcanti em que ele suspira de saudades pelo tempo em que ser evangélico em nosso pais não era status, e sim martírio. Há jovens em nossas igrejas dispostos a ir para os campos, mas não se inclinam para a obediência porque estão ainda contaminados pelo espírito do deus desse século, Mamom (divindade das riquezas materiais).
Sei que muitos dos nossos futuros missionários vão ficar em nossas cidades mesmo. É conveniente afirmarmos que esta certo a observação logo no inicio do texto sobre “missões transculturais” em nossa apostila. E, concordo que isso não é desperdício e sim propósito divino. Agora não me sossega o coração saber que, muitos não estão indo, porque falta na igreja uma visão de entrega e de priorização das coisas genuinamente espirituais. Ora, numa igreja em que um tijolo vale mais do que um missionário, está decretada a falência da visão espiritual desse rebanho, e no lugar de Cristo já está entronizado um falso deus, e o consumismo terá ganhado a batalha contra o cristianismo!
sexta-feira, 5 de setembro de 2008
segunda-feira, 25 de agosto de 2008
MEU BALANÇO DE VIDA!
“Ensina-nos a contar os nossos dias de tal maneira que alcancemos corações sábios”. (Salmo 90.12)
Nesta véspera do meu aniversário me proponho a sentar em meu gabinete a escrever algo que serve como balanço de minha vida e me ajudará a organizar meus pensamentos neste momento de séria reflexão sobre o que Deus tem feito na minha existência.
(1) Eu chego à conclusão de que, ao chegar aos meus 34 anos, não tenho do que reclamar de minha escolha em me render ao chamado do Senhor para o ministério pastoral. Percebo que foi uma atração irresistível do Pai em me conceder a honra de, mesmo sendo o menor de todos, assumir o cuidado espiritual de hoje, centenas de pessoas, que se reúnem numa expressão local da igreja do Senhor Jesus para me ouvir semana após semana no cultivo de uma fé bíblica e madura.
(2) Eu chego à conclusão de que, ao chegar aos meus 34 anos, escolheria me casar com a mesma pessoa que conheci em 1993, comecei o namoro em 1994 e me casei em 1995! Débora é minha companheira fidelíssima, que me completa em todos os sentidos! Devo a ele muitos “toques graciosos” que me ajudam a me posicionar de uma forma mais equilibrada, sobretudo em momentos de tensas crises. A escolha de uma esposa figura entre as questões de maior seriedade na vida, muitos choram lágrimas de sangue por não terem sido bem iluminados na condução do processo conjugal.
(3) Eu chego à conclusão de que, ao chegar aos meus 34 anos, de que eu persistiria em minha paixão pelo ensino teológico. Dou aulas em seminários desde 1997 e não me arrependo absolutamente de dedicar semanalmente, horas a fio em pesquisas, preparação de apostilas e enriquecimento de conteúdos e vivencias para serem compartilhadas em sala de aula para homens e mulheres que se vêem chamados para o ministério eclesiástico. Tive decepções imensas, mas também grandes surpresas e alegrias nessa caminhada!
(4) Eu chego à conclusão de que, ao chegar aos meus 34 anos, de que preciso fazer mais amigos! Reconheço que os meus relacionamentos com outros pastores, alguns lideres de confiança irrestrita, minha família, dentre outros grupos de pessoas precisa melhorar! Talvez eu tenha de chorar mais por não ter lágrimas para chorar em determinados momentos onde, tento ser mais forte do que o necessário. Preciso “entregar mais os pontos” no sentido de pura e simplesmente dizer para alguém próximo: “preciso de sua ajuda!”.
(5) Eu chego à conclusão de que, ao chegar aos meus 34 anos, olha, eu confiei em várias pessoas que me decepcionaram, mas em todos esses momentos de dor e desapontamento algo ficou em minha mente: eu cresci um pouco mais! Penso que eu nunca chegarei à maturidade se eu não errar em algumas escolhas. Sou humano e preciso me limitar a compreender que também sou falho, e que, mesmo tentando acertar, já errei (e persistirei errando).
(6) Eu chego à conclusão de que, ao chegar aos meus 34 anos, tenho de orar mais! Eu tenho crescido muito lendo sobre as “disciplinas espirituais”. Eu assumi o compromisso de, neste ano, enriquecer minha devocionalidade e percebo avanços: tenho tido mais garra e tenacidade em meus encontros no “quarto secreto”. Vejo que crescerei ainda mais! Gostaria muito de ter a companhia de mais pessoas nessa caminhada, e percebo que esse desejo já vai se tornando realidade neste tempo!
(7) Eu chego à conclusão de que, ao chegar aos meus 34 anos, que eu preciso brincar mais com o meu filho, João Marcos. Olha, ontem ouvi uma mensagem antes de ir para o culto em que o pregador dizia que o que os nossos filhos precisam não é de brinquedos caros, mas sim do nosso tempo! Coisa simples, mas contundente! Hoje fiquei um pouco mais com ele, tomei banho com ele, e confesso: vale a pena! Um dia desse ele me disse todo feliz: “você é o meu ursão!”. Quase chorei (e me preocupei com a minha barriga!!!).
(8) Eu chego a conclusão de que, ao chegar aos meus 34 anos, de que tenho realmente que me dedicar à pregação expositiva. Hoje eu percebo que prego melhor do que há algum tempo atrás! Deus tem se agraciado de mim. Tenho estudado e aprimorado esse método de pregação, que para Augustus Nicodemos não se trata de um estilo, mas sim, de uma postura séria diante do texto bíblico! Tenho exposto livro a livro na igreja desde o ano passado (já foi Jonas, Tiago, e agora estou com Daniel e João) e tenho vibrado! E a igreja tem crescido em maturidade bíblica, experimentando sinais de avivamento!
(9) Eu chego a conclusão de que, ao chegar aos meus 34 anos, que eu preciso cultivar alguns sonhos! Dentre eles, tenho desejo de fazer uma faculdade! Sei das limitações em nossa cidade, e de embaraços quanto ao meu tempo, mas tenho muita vontade de fazer um curso de “História”, isso enriqueceria muito o meu ministério e me alegraria muito!
(10) Eu chego a conclusão de que, ao chegar aos meus 34 anos, preciso persistir com meus valores, sobretudo os morais, intelectuais, familiares, no bom trato da vida pública, me afastando de pessoas inescrupulosas (dentro e fora do meio evangélico) e mantendo-me puro com a minha consciência. Sei das penalidades do erro moral e peço misericórdia ao Senhor para permanecer de pé!
Escrevi algumas considerações que, brotaram da minha alma, espero não ter cansado meus poucos leitores com essas divagações, que me entendam de que, o meu contentamento é resultado da minha satisfação em Deus, e isso acontece independente das circunstâncias. Não jogo de volta as lanças a mim direcionadas, apenas me ajoelho, na perspectiva de dizer em alto e bom som: “Que o Senhor me conceda a graça de ser um instrumento do seu amor!”.
Obrigado Senhor, pelos meus 34 anos a serem completados amanhã, 26 de agosto de 2008! Valeu pr. Marins (pai) e Zilda (mãe), pelo investimento de suas orações pela minha vida! Sou agradecido a Débora e João Marcos por serem um comigo! E devo à IBACEN a oportunidade de servir a Deus no ministério pastoral batista! Ao SETIAR e MAR, gratidão pelo privilégio de contribuir para a expansão do Reino de Deus entre nós! Aos amigos de perto e de longe, e também aos poucos desafetos, também minha generosa gratidão!
Nesta véspera do meu aniversário me proponho a sentar em meu gabinete a escrever algo que serve como balanço de minha vida e me ajudará a organizar meus pensamentos neste momento de séria reflexão sobre o que Deus tem feito na minha existência.
(1) Eu chego à conclusão de que, ao chegar aos meus 34 anos, não tenho do que reclamar de minha escolha em me render ao chamado do Senhor para o ministério pastoral. Percebo que foi uma atração irresistível do Pai em me conceder a honra de, mesmo sendo o menor de todos, assumir o cuidado espiritual de hoje, centenas de pessoas, que se reúnem numa expressão local da igreja do Senhor Jesus para me ouvir semana após semana no cultivo de uma fé bíblica e madura.
(2) Eu chego à conclusão de que, ao chegar aos meus 34 anos, escolheria me casar com a mesma pessoa que conheci em 1993, comecei o namoro em 1994 e me casei em 1995! Débora é minha companheira fidelíssima, que me completa em todos os sentidos! Devo a ele muitos “toques graciosos” que me ajudam a me posicionar de uma forma mais equilibrada, sobretudo em momentos de tensas crises. A escolha de uma esposa figura entre as questões de maior seriedade na vida, muitos choram lágrimas de sangue por não terem sido bem iluminados na condução do processo conjugal.
(3) Eu chego à conclusão de que, ao chegar aos meus 34 anos, de que eu persistiria em minha paixão pelo ensino teológico. Dou aulas em seminários desde 1997 e não me arrependo absolutamente de dedicar semanalmente, horas a fio em pesquisas, preparação de apostilas e enriquecimento de conteúdos e vivencias para serem compartilhadas em sala de aula para homens e mulheres que se vêem chamados para o ministério eclesiástico. Tive decepções imensas, mas também grandes surpresas e alegrias nessa caminhada!
(4) Eu chego à conclusão de que, ao chegar aos meus 34 anos, de que preciso fazer mais amigos! Reconheço que os meus relacionamentos com outros pastores, alguns lideres de confiança irrestrita, minha família, dentre outros grupos de pessoas precisa melhorar! Talvez eu tenha de chorar mais por não ter lágrimas para chorar em determinados momentos onde, tento ser mais forte do que o necessário. Preciso “entregar mais os pontos” no sentido de pura e simplesmente dizer para alguém próximo: “preciso de sua ajuda!”.
(5) Eu chego à conclusão de que, ao chegar aos meus 34 anos, olha, eu confiei em várias pessoas que me decepcionaram, mas em todos esses momentos de dor e desapontamento algo ficou em minha mente: eu cresci um pouco mais! Penso que eu nunca chegarei à maturidade se eu não errar em algumas escolhas. Sou humano e preciso me limitar a compreender que também sou falho, e que, mesmo tentando acertar, já errei (e persistirei errando).
(6) Eu chego à conclusão de que, ao chegar aos meus 34 anos, tenho de orar mais! Eu tenho crescido muito lendo sobre as “disciplinas espirituais”. Eu assumi o compromisso de, neste ano, enriquecer minha devocionalidade e percebo avanços: tenho tido mais garra e tenacidade em meus encontros no “quarto secreto”. Vejo que crescerei ainda mais! Gostaria muito de ter a companhia de mais pessoas nessa caminhada, e percebo que esse desejo já vai se tornando realidade neste tempo!
(7) Eu chego à conclusão de que, ao chegar aos meus 34 anos, que eu preciso brincar mais com o meu filho, João Marcos. Olha, ontem ouvi uma mensagem antes de ir para o culto em que o pregador dizia que o que os nossos filhos precisam não é de brinquedos caros, mas sim do nosso tempo! Coisa simples, mas contundente! Hoje fiquei um pouco mais com ele, tomei banho com ele, e confesso: vale a pena! Um dia desse ele me disse todo feliz: “você é o meu ursão!”. Quase chorei (e me preocupei com a minha barriga!!!).
(8) Eu chego a conclusão de que, ao chegar aos meus 34 anos, de que tenho realmente que me dedicar à pregação expositiva. Hoje eu percebo que prego melhor do que há algum tempo atrás! Deus tem se agraciado de mim. Tenho estudado e aprimorado esse método de pregação, que para Augustus Nicodemos não se trata de um estilo, mas sim, de uma postura séria diante do texto bíblico! Tenho exposto livro a livro na igreja desde o ano passado (já foi Jonas, Tiago, e agora estou com Daniel e João) e tenho vibrado! E a igreja tem crescido em maturidade bíblica, experimentando sinais de avivamento!
(9) Eu chego a conclusão de que, ao chegar aos meus 34 anos, que eu preciso cultivar alguns sonhos! Dentre eles, tenho desejo de fazer uma faculdade! Sei das limitações em nossa cidade, e de embaraços quanto ao meu tempo, mas tenho muita vontade de fazer um curso de “História”, isso enriqueceria muito o meu ministério e me alegraria muito!
(10) Eu chego a conclusão de que, ao chegar aos meus 34 anos, preciso persistir com meus valores, sobretudo os morais, intelectuais, familiares, no bom trato da vida pública, me afastando de pessoas inescrupulosas (dentro e fora do meio evangélico) e mantendo-me puro com a minha consciência. Sei das penalidades do erro moral e peço misericórdia ao Senhor para permanecer de pé!
Escrevi algumas considerações que, brotaram da minha alma, espero não ter cansado meus poucos leitores com essas divagações, que me entendam de que, o meu contentamento é resultado da minha satisfação em Deus, e isso acontece independente das circunstâncias. Não jogo de volta as lanças a mim direcionadas, apenas me ajoelho, na perspectiva de dizer em alto e bom som: “Que o Senhor me conceda a graça de ser um instrumento do seu amor!”.
Obrigado Senhor, pelos meus 34 anos a serem completados amanhã, 26 de agosto de 2008! Valeu pr. Marins (pai) e Zilda (mãe), pelo investimento de suas orações pela minha vida! Sou agradecido a Débora e João Marcos por serem um comigo! E devo à IBACEN a oportunidade de servir a Deus no ministério pastoral batista! Ao SETIAR e MAR, gratidão pelo privilégio de contribuir para a expansão do Reino de Deus entre nós! Aos amigos de perto e de longe, e também aos poucos desafetos, também minha generosa gratidão!
sexta-feira, 22 de agosto de 2008
ORAÇÃO NÃO É UM CAMINHO, É O CAMINHO!
“Estava Jesus em certo lugar orando e, quando acabou, disse-lhe um dos seus discípulos: Senhor, ensina-nos a orar, como também João ensinou aos seus discípulos”. (Lucas 11.1)
Estou saindo agora de um encontro de compartilhamento entre pastores que começou curiosamente às 05h00min, depois para mim de uma noite de descanso e ao mesmo tempo busca por um renovo do Senhor. Tenho vivido dias difíceis! Mas, tenho aprendido que a oração não é um caminho, ela é o caminho para se achegar a Deus com intimidade.
Jesus tinha uma prática constante de oração em seu ministério, em momentos específicos ele passava noites inteiras em clamor ao Pai. O pedido dos seus discípulos “ensina-nos a orar” apresenta para cada um de nós alguns princípios importantes para a nossa compreensão do que vem a ser a oração:
01) Oração é desespero da alma por Deus.
Há uma fome no nosso coração neste tempo por mais de Deus. Na oração nos alimentamos de Deus, e nesse processo de se encher mais dos valores divinos aprendemos também a esvaziarmos de nós mesmos! Por isso que uma oração de um homem de Deus foi “Senhor, esvazia-me do que estou cheio e encha-me do que estou vazio”.
Uma canção que marcou um dos avivamentos que o Pais de Gales presenciou tem em sua letra uma oração que precisa ser repetido por todos nós quando queremos buscar a face de Deus:
Enche-me Espírito, mais que cheio quero estar
Eu menor dos Teus vasos, posso muito transbordar!
Oh dá-me falar cada dia, com salmos hinos de amor
Oh dá-me viver cada dia com gratidão e louvor!
Oh dá-me viver cada dia com sobriedade e temor
Em sujeição uns aos outros como convém no Senhor!
Enche-me Espírito, mais que cheio quero estar
Eu menor dos Teus vasos, posso muito transbordar!
02) Oração é algo que se aprende na escola do Espírito.
Agora eu aprendo “aos pés” de Richard Foxter que trinta anos atrás lançou o livro “Celebração da Disciplina”, que é justamente o nosso devocionário em nossos encontros de pastores que em seu livro apresenta alguns princípios importantíssimos.
Um dos valores que ele apresenta é que orar é realizar uma pesquisa na escola do Espírito Santo, citando P.T. Forsythe: “A oração representa para a religião aquilo que a pesquisa representa para a ciência”. Temos de crescer no entendimento acerca da oração, na realidade como Paulo disse aos corintios, “não sabemos orar como convém” (Romanos 8.26) e por conta disso precisamos estar matriculados nessa escola!
Na escola do Espírito Santo aprendemos a orar com base nas nossas fraquezas e não naquilo que temos de bom e de melhor! Não é a toa que Gordon Macdonald vai orar assim: “Senhor, as minhas orações nascem daquilo que não sou, mas espero que as suas respostas me ajudem a ser o que devo ser”.
Olha amados e amadas, diante das lutas que temos travado em nossa própria humanidade eu não tenho dúvidas que precisamos ser tratados por Deus naquilo que é debilidade do nosso homem interior! O Senhor Deus nesse tempo está chamando homens e mulheres comprometidos com o verdadeiro evangelho para fazer diferença em nossa nação!
Sem sombra de dúvida, nossa igreja não precisa ser inundada por óleo “ungido” que desce por um helicóptero repleto de pastores sinceramente enganados, mas sim de um espírito de unidade que parta do princípio de que o Senhor quer nos levar a desfrutar um tempo de quebrantamento e humilhação.
Nesse tempo de consternação pelos nossos pecados, os púlpitos de nossas igrejas não estarão mais sendo ocupados por politiqueiros e sim por profetas, não por homens que estão interessados em conchavos, mas sim por corajosos de Deus que tem um ultimato para apresentar à essa tão prejudicada sociedade!
Tenho de terminar com uma citação muito pertinente de Tomaz Germanovix: “Quanto mais próximos da manifestação do anticristo neste mundo, mas a ‘igreja’ sofrerá as pressões do maligno. Satanás usará todos os artifícios para manter o povo de Deus distraído. Ele tem derramado toda a sujeira do inferno sobre os santos com a intenção de traga-los. Espíritos demoníacos de sensualidade e lascívia estão atacando sem trégua aqueles que já foram comprados por bom preço. É triste admitir, mas muitos filhos de Deus têm sucumbido aos ataques satânicos”.
A verdade é essa: basta de “Angra Expo”, é tempo de quebrantamento e oração. A oração não é um caminho, ela é o caminho!
Estou saindo agora de um encontro de compartilhamento entre pastores que começou curiosamente às 05h00min, depois para mim de uma noite de descanso e ao mesmo tempo busca por um renovo do Senhor. Tenho vivido dias difíceis! Mas, tenho aprendido que a oração não é um caminho, ela é o caminho para se achegar a Deus com intimidade.
Jesus tinha uma prática constante de oração em seu ministério, em momentos específicos ele passava noites inteiras em clamor ao Pai. O pedido dos seus discípulos “ensina-nos a orar” apresenta para cada um de nós alguns princípios importantes para a nossa compreensão do que vem a ser a oração:
01) Oração é desespero da alma por Deus.
Há uma fome no nosso coração neste tempo por mais de Deus. Na oração nos alimentamos de Deus, e nesse processo de se encher mais dos valores divinos aprendemos também a esvaziarmos de nós mesmos! Por isso que uma oração de um homem de Deus foi “Senhor, esvazia-me do que estou cheio e encha-me do que estou vazio”.
Uma canção que marcou um dos avivamentos que o Pais de Gales presenciou tem em sua letra uma oração que precisa ser repetido por todos nós quando queremos buscar a face de Deus:
Enche-me Espírito, mais que cheio quero estar
Eu menor dos Teus vasos, posso muito transbordar!
Oh dá-me falar cada dia, com salmos hinos de amor
Oh dá-me viver cada dia com gratidão e louvor!
Oh dá-me viver cada dia com sobriedade e temor
Em sujeição uns aos outros como convém no Senhor!
Enche-me Espírito, mais que cheio quero estar
Eu menor dos Teus vasos, posso muito transbordar!
02) Oração é algo que se aprende na escola do Espírito.
Agora eu aprendo “aos pés” de Richard Foxter que trinta anos atrás lançou o livro “Celebração da Disciplina”, que é justamente o nosso devocionário em nossos encontros de pastores que em seu livro apresenta alguns princípios importantíssimos.
Um dos valores que ele apresenta é que orar é realizar uma pesquisa na escola do Espírito Santo, citando P.T. Forsythe: “A oração representa para a religião aquilo que a pesquisa representa para a ciência”. Temos de crescer no entendimento acerca da oração, na realidade como Paulo disse aos corintios, “não sabemos orar como convém” (Romanos 8.26) e por conta disso precisamos estar matriculados nessa escola!
Na escola do Espírito Santo aprendemos a orar com base nas nossas fraquezas e não naquilo que temos de bom e de melhor! Não é a toa que Gordon Macdonald vai orar assim: “Senhor, as minhas orações nascem daquilo que não sou, mas espero que as suas respostas me ajudem a ser o que devo ser”.
Olha amados e amadas, diante das lutas que temos travado em nossa própria humanidade eu não tenho dúvidas que precisamos ser tratados por Deus naquilo que é debilidade do nosso homem interior! O Senhor Deus nesse tempo está chamando homens e mulheres comprometidos com o verdadeiro evangelho para fazer diferença em nossa nação!
Sem sombra de dúvida, nossa igreja não precisa ser inundada por óleo “ungido” que desce por um helicóptero repleto de pastores sinceramente enganados, mas sim de um espírito de unidade que parta do princípio de que o Senhor quer nos levar a desfrutar um tempo de quebrantamento e humilhação.
Nesse tempo de consternação pelos nossos pecados, os púlpitos de nossas igrejas não estarão mais sendo ocupados por politiqueiros e sim por profetas, não por homens que estão interessados em conchavos, mas sim por corajosos de Deus que tem um ultimato para apresentar à essa tão prejudicada sociedade!
Tenho de terminar com uma citação muito pertinente de Tomaz Germanovix: “Quanto mais próximos da manifestação do anticristo neste mundo, mas a ‘igreja’ sofrerá as pressões do maligno. Satanás usará todos os artifícios para manter o povo de Deus distraído. Ele tem derramado toda a sujeira do inferno sobre os santos com a intenção de traga-los. Espíritos demoníacos de sensualidade e lascívia estão atacando sem trégua aqueles que já foram comprados por bom preço. É triste admitir, mas muitos filhos de Deus têm sucumbido aos ataques satânicos”.
A verdade é essa: basta de “Angra Expo”, é tempo de quebrantamento e oração. A oração não é um caminho, ela é o caminho!
segunda-feira, 18 de agosto de 2008
MEU PROTESTO SILENCIOSO NA ANGRA EXPO!
“Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem mal; que põem as trevas por luz, e a luz por trevas, e o amargo por doce, e o doce por amargo”. (Isaias 5.20)
Na primeira edição da Angra Expo Cristã, isso em 2006 eu participei com um stand pela “Missão Angrense Reformada”, conseguido à custa de muita negociação e pedido por reconhecimento de nossos méritos como instituição balizadora do pensamento evangélico reformado com propostas de oferecimento ao público de nossa cidade acesso a material de primeiríssima qualidade. Não participei dos shows, não ouvi mensagens, apenas fui barrado e empurrado por seguranças brutamontes que queriam abrir cortejo para a passagem de uma cantora gospel de calibre “pop star”.
Na segunda edição, fiquei em casa, assustado com o fato de que o evento deixara de ser liderada pelo Conselho de Pastores de nossa cidade, proposta essa que eu desbravei desde o inicio, pois eu julgo que evento evangélico dessa magnitude tem de ter a liderança do Conselho de Pastores que eu ajudei a fundar aqui em Angra dos Reis por representar a gama de lideres evangélicos de nossa cidade com o cacife de credibilidade e visibilidade que julgava à época seria e de moral ilibada.
Fui surpreendido pelo fato de que uma ONG apareceu como que “do nada” apareceu e capitaneou recursos financeiros com somas astronômicas e montou uma das estruturas mais esplendorosas da Festa sem qualquer necessidade de, a priori, prestar contas a ninguém. Falei e me cansei de falar em termos de prestação de contas e transparências nas operações estruturais do evento. Resultado: fui alijado de todo processo decisório dentro e fora do Conselho de Pastores. A verdade é que, se não fui convidado a me retirar, ao menos não fui mais considerado pessoa bem-vinda no Conselho ou em qualquer grupo de pastores que falavam em termos de “Expo”. Isso porque eu sempre cobrei uma coisa apenas: transparência na participação de todos os pastores que eram representativos de nossa classe na promoção do Evento. Mas sempre eu era ignorado pelo tal, Conselho de Planejamento da Festa.
Na terceira edição, agora que terminou ontem, também fiz o meu protesto silencioso. O pessoal aqui da IBACEN, igreja que pastoreio, não foi de modo algum coagido a não participar, apenas eu disse que não iria porque não acredito no sistema que rege a Expo. Vou salientar aqui, mas uma vez, algumas razões que me deixam entristecido com a realização desse evento de claras intenções político-partidárias. E devo adiantar que esse artigo será posto em meu blog, no da Missão Angrense Reformada, mandarei para o e-mail da “Angra Expo” e para quem quiser tornar conhecido fique à vontade para publicar, desde que, respeitando o teor de minhas palavras que, em nenhum momento citarão nomes ou situações específicas, mas que procurará de modo contundente explicar por que eu penso que “Angra Expo” é um evento autofágico:
(a) Não há de modo claro a indicação de quem está por detrás da organização da “Angra Expo” de 2008: seria o Conselho de Pastores, a ONG que organizou o ano passado, um grupo de pastores amigos, a Prefeitura Municipal de Angra dos Reis, enfim, se eu não sei quem organiza logo não vejo prudente à minha participação: eu temo de estar dando legitimidade a alguém no escuro, sem saber suas reais intenções.
(b) Não houve por parte das outras direções da Expo uma “prestação de contas” reunindo grande parte representativa dos pastores de nossa cidade. Estranho isso. Não estou afirmando que há desvios de verba, ou isso ou aquilo, apenas eu gostaria de ter sido convocado para ouvir, ver e analisar números. Como pastor nessa cidade eu gostaria de ser levado mais a sério, bem como os meus outros colegas, que vez por outra por serem de igrejas tidas pequenas são menosprezados e ignorados nas decisões que envolvem o nome da liderança evangélica dessa cidade!
(c) Sou contra a intromissão da Prefeitura em todos os detalhes da Festa. Em ano eleitoral tudo isso fica muito bem demarcado, há uma postura de se tirar proveito do ajuntamento do povo para uma sinalização política viciosa e claramente autoritária por parte das candidaturas oficiais, tanto majoritárias quanto proporcionais.
(d) Não consigo entender porque os nomes de pregadores e cantores sempre contemplam apenas o espectro pentecostal e neo-pentecostal! Não tenho absolutamente nada em relação a esses grupos que contribuem (alguns mais, outros menos) para a evangelização de nossa nação. Mas, tem de haver um critério mais amplo, temos de abrir o leque, é natural que há valores também expressivos nas fileiras tradicionais do protestantismo brasileiro.
(e) Um evento dessa magnitude, que atrai tantos crentes de nossas igrejas não poderia em hipótese alguma terminar domingo à noite. Isso fragiliza as reuniões das igrejas, divide o povo de suas dinâmicas particulares, é um tiro no bom-senso!
Essas são algumas poucas pontuadas linhas, eu espero apenas fazer-me ouvido. E aproveito para lançar o desafio de reunirmos uma base maior de representativa de pastores de nossa cidade que, desgostosos com o “andar da carruagem” querem uma proposta melhor de reunião, de compartilhamento e de amizade entre os pastores visando um respeito maior e a decretação de um “Basta” de política partidária entre os pastores de nossa cidade! Política é elemento divisório entre o povo de Deus!
Igreja é Igreja! Prefeitura é Prefeitura! Pastor é Pastor! Candidato Político é Candidato Político!
Por uma definição maior dos termos!
Ezequias Amancio Marins
(Pastor Igreja Batista Central em Japuiba, Presidente da Missão Angrense Reformada, Diretor Geral do Seminário Teológico Interdenominacional em Angra dos Reis).
Na primeira edição da Angra Expo Cristã, isso em 2006 eu participei com um stand pela “Missão Angrense Reformada”, conseguido à custa de muita negociação e pedido por reconhecimento de nossos méritos como instituição balizadora do pensamento evangélico reformado com propostas de oferecimento ao público de nossa cidade acesso a material de primeiríssima qualidade. Não participei dos shows, não ouvi mensagens, apenas fui barrado e empurrado por seguranças brutamontes que queriam abrir cortejo para a passagem de uma cantora gospel de calibre “pop star”.
Na segunda edição, fiquei em casa, assustado com o fato de que o evento deixara de ser liderada pelo Conselho de Pastores de nossa cidade, proposta essa que eu desbravei desde o inicio, pois eu julgo que evento evangélico dessa magnitude tem de ter a liderança do Conselho de Pastores que eu ajudei a fundar aqui em Angra dos Reis por representar a gama de lideres evangélicos de nossa cidade com o cacife de credibilidade e visibilidade que julgava à época seria e de moral ilibada.
Fui surpreendido pelo fato de que uma ONG apareceu como que “do nada” apareceu e capitaneou recursos financeiros com somas astronômicas e montou uma das estruturas mais esplendorosas da Festa sem qualquer necessidade de, a priori, prestar contas a ninguém. Falei e me cansei de falar em termos de prestação de contas e transparências nas operações estruturais do evento. Resultado: fui alijado de todo processo decisório dentro e fora do Conselho de Pastores. A verdade é que, se não fui convidado a me retirar, ao menos não fui mais considerado pessoa bem-vinda no Conselho ou em qualquer grupo de pastores que falavam em termos de “Expo”. Isso porque eu sempre cobrei uma coisa apenas: transparência na participação de todos os pastores que eram representativos de nossa classe na promoção do Evento. Mas sempre eu era ignorado pelo tal, Conselho de Planejamento da Festa.
Na terceira edição, agora que terminou ontem, também fiz o meu protesto silencioso. O pessoal aqui da IBACEN, igreja que pastoreio, não foi de modo algum coagido a não participar, apenas eu disse que não iria porque não acredito no sistema que rege a Expo. Vou salientar aqui, mas uma vez, algumas razões que me deixam entristecido com a realização desse evento de claras intenções político-partidárias. E devo adiantar que esse artigo será posto em meu blog, no da Missão Angrense Reformada, mandarei para o e-mail da “Angra Expo” e para quem quiser tornar conhecido fique à vontade para publicar, desde que, respeitando o teor de minhas palavras que, em nenhum momento citarão nomes ou situações específicas, mas que procurará de modo contundente explicar por que eu penso que “Angra Expo” é um evento autofágico:
(a) Não há de modo claro a indicação de quem está por detrás da organização da “Angra Expo” de 2008: seria o Conselho de Pastores, a ONG que organizou o ano passado, um grupo de pastores amigos, a Prefeitura Municipal de Angra dos Reis, enfim, se eu não sei quem organiza logo não vejo prudente à minha participação: eu temo de estar dando legitimidade a alguém no escuro, sem saber suas reais intenções.
(b) Não houve por parte das outras direções da Expo uma “prestação de contas” reunindo grande parte representativa dos pastores de nossa cidade. Estranho isso. Não estou afirmando que há desvios de verba, ou isso ou aquilo, apenas eu gostaria de ter sido convocado para ouvir, ver e analisar números. Como pastor nessa cidade eu gostaria de ser levado mais a sério, bem como os meus outros colegas, que vez por outra por serem de igrejas tidas pequenas são menosprezados e ignorados nas decisões que envolvem o nome da liderança evangélica dessa cidade!
(c) Sou contra a intromissão da Prefeitura em todos os detalhes da Festa. Em ano eleitoral tudo isso fica muito bem demarcado, há uma postura de se tirar proveito do ajuntamento do povo para uma sinalização política viciosa e claramente autoritária por parte das candidaturas oficiais, tanto majoritárias quanto proporcionais.
(d) Não consigo entender porque os nomes de pregadores e cantores sempre contemplam apenas o espectro pentecostal e neo-pentecostal! Não tenho absolutamente nada em relação a esses grupos que contribuem (alguns mais, outros menos) para a evangelização de nossa nação. Mas, tem de haver um critério mais amplo, temos de abrir o leque, é natural que há valores também expressivos nas fileiras tradicionais do protestantismo brasileiro.
(e) Um evento dessa magnitude, que atrai tantos crentes de nossas igrejas não poderia em hipótese alguma terminar domingo à noite. Isso fragiliza as reuniões das igrejas, divide o povo de suas dinâmicas particulares, é um tiro no bom-senso!
Essas são algumas poucas pontuadas linhas, eu espero apenas fazer-me ouvido. E aproveito para lançar o desafio de reunirmos uma base maior de representativa de pastores de nossa cidade que, desgostosos com o “andar da carruagem” querem uma proposta melhor de reunião, de compartilhamento e de amizade entre os pastores visando um respeito maior e a decretação de um “Basta” de política partidária entre os pastores de nossa cidade! Política é elemento divisório entre o povo de Deus!
Igreja é Igreja! Prefeitura é Prefeitura! Pastor é Pastor! Candidato Político é Candidato Político!
Por uma definição maior dos termos!
Ezequias Amancio Marins
(Pastor Igreja Batista Central em Japuiba, Presidente da Missão Angrense Reformada, Diretor Geral do Seminário Teológico Interdenominacional em Angra dos Reis).
sexta-feira, 15 de agosto de 2008
TENDO DE TOMAR UMA DECISÃO!
"Deus não pode ser corretamente adorado ou temido a menos que nos convençamos de que ele é acessível às nossas súplicas; e mais ainda, a não ser que nos convençamos de que ele nos é propício". (João Calvino)
Quando Daniel foi submetido àquela noite na cova dos leões (Daniel 6) vemos o quanto o homem é frágil diante das perseguições e realidades da nossa vida fútil. Somos inclinados à murmuração, ao desespero e a procurarmos respostas puramente naturais para questões de fundo e alcance espirituais.
Todo homem e mulher tementes a Deus terão uma cova para passar ao menos uma noite! E essa noite não tem duração de 12 horas... ela pode durar bem mais! A cova dos leões representa um tempo que o Senhor permite que tenhamos conosco mesmos, onde nossa fé é robustecida e o nosso senso de dependência de Deus é testado. Pode ser algo tramado pelo Diabo ou pelos nossos inimigos em primeiro plano, mas no fundo todas as coisas que nos ocorrem vem das mãos de um Deus que quer nos tratar.
Em Daniel eu vejo um homem constante em seus posicionamentos, e isso fazia com que ele fosse integro estando jovem, e integro quando era velho... integro quando estava no anonimato, íntegro quando estava no estrelato...
O desafio de manter a constância em sua vivência com o Senhor estava presente no seu coração. É de se destacar que ele só foi fiel a Deus em meio aos leões porque um dia quando jovem, ele resolveu aplicar no seu coração não se deixar contaminar com a comida real, conforme Daniel 1.8.
Esse principio da constância me faz lembrar o que Paulo disse aos coríntios: "Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor." (I Corintios 15.58)
Existem muitos crentes instáveis em nosso meio! Gente que ora está muito bem, ora está muito mal, nunca cresce, nunca amadurece, está sempre à procura de tragédias para se posicionar sempre do lado oposto da liderança espiritual da igreja.
Por isso mesmo que diante de situações-limite, quando só temos o Senhor para olhar precisamos firmemente fazer como Daniel em sua saida da cova: "O meu Deus enviou o seu anjo, e fechou a boca dos leões" (Daniel 6.22).
Nosso relacionamento com o Senhor, sobretudo em um momento de grande decisão é de um tom pessoal. Como pensa J. Calvino: "Daniel descansou no auxílio divino, mas fechou seus olhos para o resultado final e não ficou em extremo ansioso quanto à sua vida. Entretanto, visto que sua mente estava fixada na esperança de uma vida superior, mesmo que isso significasse que teria de morrer cem mortes, ele não cessaria de confiar!".
Essa é a ousadia que Deus precisa encontrar em cada um de nós! Amados e Amadas, vivemos um tempo na IBACEN de tomada de decisões importantes: nestes últimos meses tratamos de mudanças em áreas ministeriais vitais tais como zeladoria, ministério de música e HAJA (atendimento a pessoas escravizadas por vícios), e agora ministério de jovens e adolescentes. Mas, em nenhum momento tememos o fato de termos a ausência de Deus em meio a tudo isso, em tudo Ele está no comando! Temos orado e buscado a face de Deus para não errarmos!
Hoje tive uma experiência boa com o Senhor: Ele tem falado ao meu coração desde ontem que Ele irá me colocar em fortes pressões para que eu e a sua igreja o busque mais! Isso me faz lembrar um princípio ensinado por Watchaman Nee: "Antes de Deus responder às orações, Ele frequentemente coloca grande pressão sobre nós para nos levar a orar".
Sinto-me pressionado a orar, e o farei, e levarei minha liderança a fazer, a igreja a fazer, você leitor a fazer, e assim conseguiremos visualizar quando sairmos dessa "cova de leões" a certeza de que o nosso Deus mandou anjos para fechar a boca dos leões. Deus é o maior domador de leões que existe! E ele está do nosso lado! Creia nisso!!!
Quando Daniel foi submetido àquela noite na cova dos leões (Daniel 6) vemos o quanto o homem é frágil diante das perseguições e realidades da nossa vida fútil. Somos inclinados à murmuração, ao desespero e a procurarmos respostas puramente naturais para questões de fundo e alcance espirituais.
Todo homem e mulher tementes a Deus terão uma cova para passar ao menos uma noite! E essa noite não tem duração de 12 horas... ela pode durar bem mais! A cova dos leões representa um tempo que o Senhor permite que tenhamos conosco mesmos, onde nossa fé é robustecida e o nosso senso de dependência de Deus é testado. Pode ser algo tramado pelo Diabo ou pelos nossos inimigos em primeiro plano, mas no fundo todas as coisas que nos ocorrem vem das mãos de um Deus que quer nos tratar.
Em Daniel eu vejo um homem constante em seus posicionamentos, e isso fazia com que ele fosse integro estando jovem, e integro quando era velho... integro quando estava no anonimato, íntegro quando estava no estrelato...
O desafio de manter a constância em sua vivência com o Senhor estava presente no seu coração. É de se destacar que ele só foi fiel a Deus em meio aos leões porque um dia quando jovem, ele resolveu aplicar no seu coração não se deixar contaminar com a comida real, conforme Daniel 1.8.
Esse principio da constância me faz lembrar o que Paulo disse aos coríntios: "Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor." (I Corintios 15.58)
Existem muitos crentes instáveis em nosso meio! Gente que ora está muito bem, ora está muito mal, nunca cresce, nunca amadurece, está sempre à procura de tragédias para se posicionar sempre do lado oposto da liderança espiritual da igreja.
Por isso mesmo que diante de situações-limite, quando só temos o Senhor para olhar precisamos firmemente fazer como Daniel em sua saida da cova: "O meu Deus enviou o seu anjo, e fechou a boca dos leões" (Daniel 6.22).
Nosso relacionamento com o Senhor, sobretudo em um momento de grande decisão é de um tom pessoal. Como pensa J. Calvino: "Daniel descansou no auxílio divino, mas fechou seus olhos para o resultado final e não ficou em extremo ansioso quanto à sua vida. Entretanto, visto que sua mente estava fixada na esperança de uma vida superior, mesmo que isso significasse que teria de morrer cem mortes, ele não cessaria de confiar!".
Essa é a ousadia que Deus precisa encontrar em cada um de nós! Amados e Amadas, vivemos um tempo na IBACEN de tomada de decisões importantes: nestes últimos meses tratamos de mudanças em áreas ministeriais vitais tais como zeladoria, ministério de música e HAJA (atendimento a pessoas escravizadas por vícios), e agora ministério de jovens e adolescentes. Mas, em nenhum momento tememos o fato de termos a ausência de Deus em meio a tudo isso, em tudo Ele está no comando! Temos orado e buscado a face de Deus para não errarmos!
Hoje tive uma experiência boa com o Senhor: Ele tem falado ao meu coração desde ontem que Ele irá me colocar em fortes pressões para que eu e a sua igreja o busque mais! Isso me faz lembrar um princípio ensinado por Watchaman Nee: "Antes de Deus responder às orações, Ele frequentemente coloca grande pressão sobre nós para nos levar a orar".
Sinto-me pressionado a orar, e o farei, e levarei minha liderança a fazer, a igreja a fazer, você leitor a fazer, e assim conseguiremos visualizar quando sairmos dessa "cova de leões" a certeza de que o nosso Deus mandou anjos para fechar a boca dos leões. Deus é o maior domador de leões que existe! E ele está do nosso lado! Creia nisso!!!
segunda-feira, 11 de agosto de 2008
VALEU IBACEN PELA FESTA DO MILHO!
"Não vos lembreis das coisas passadas, nem considereis as antigas. Eis que faço uma coisa nova; agora está saindo a luz; porventura não a percebeis? eis que porei um caminho no deserto, e rios no ermo". (Isaias 43.18,19)
Existem situações em que eu prefiro escrever algo no calor da emoção. Estou na segunda feira, pela manhã, em meu escritório e me ponho a ponderar algo sobre a maior "Festa do Milho" que já fizemos em nossa igreja desde 1998.
Foi um deleite trabalhar nesse fim de semana! As coordenadorias funcionando muito bem, as lideranças estabelececidas "chamando para si" toda a responsabilidade e o cerca de 200 voluntários trabalhando pela excelência da produção e do atendimento das milhares de pessoas que estiveram em nossa Festa.
No sábado pela manhã tivemos um agito para colocarmos as coisas no eixo, mas como já tinhamos trabalhado já há 15 dias com a montagem da infraestrutura de produção tudo ficou mais fácil. As barracas foram montadas na sexta, uma tenda precisou ser carregada (isso sim com o apoio de fortes braços!!!), o palco e o som foram disponibilizados madrugada àfora e no sábado à tarde a população já começou a ver e ouvir o "barulho" da Festa.
O torneio de futebol transcorreu com qualidade e animação viril. Se existe uma palavra que poderia resumir a alegria de servir a Deus na IBACEN (independente de Festa) é "superação". Somos um povo que vive superando os seus próprios limites! Podemos não ser os maiores, e nem pretendemos ser, mais o que somos dependemos totalmente do agir do Senhor em nosso meio! E Deus nos agracia infinita e surpreendentemente!!!
Tivemos problemas, sim! Percalços, sim! Pontos a melhorar, sim! Mas, terminamos sábado na forte expectativa de domingo seria melhor! Muita chuva, mais o povo vinha chegando às centenas e milhares!!! Participações no palco com o pessoal do Asaph, Banda Nexus, Ministério Igreja Batista Monte Calvário, o nosso pessoal da Música e Dança, Kids Dança e às 11:20 tivemos a participação do Ministério da Igreja Batista Monte Gerizim com uma apresentação simples, vibrante, envolvente, enfim às 00:00 fechamos toda a programação debaixo de chuva, encharcados, mas alegres, infinitamente alegres!!!
Pela madrugada de sábado e domingo, sustos: chuva, ventania, falta de energia, enfim... mas, o Senhor foi fiel e a nossa equipe de vigilância esteve à postos e evitaram o pior! Lembrei-me dos "valentes de Davi" aqueles que ousaram atravessar o território inimigo por um copo de água para o rei. Esses valentes durante o pré-Festa, a Festa propriamente dita e o pós-Festa envidaram todos os esforços possíveis e impossíveis porque sabiam que tudo valia a pena! Como é bom servir a Deus na IBACEN!
No domingo Deus já havia comentado em nosso coração que tudo seria diferente! A temperatura estava agradável, a motivação para o trabalho aumentou com os sustos da madrugada, as 150 sacas de milho acabaram logo pela manhã! O almoço especial pelo "Dias dos Pais" foi um sucesso! Restaurante lotado sempre, barracas sendo acessadas, uma livraria oferecendo titulos essenciais para o crescimento do crente, e as grandes finais do Torneio de Futebol, e tudo incrementado pela "passagem do som" em seus ajustes e investimentos maiores para que tudo ficasse impecável para a grande noite de encerramento.
Às 20:30 começamos a programação de palco, e no domingo tivemos a participação do "ouro da casa", o nossos ministérios de música e dança, e o nosso Quarteto "Unção e Louvor". Tudo foi singelo, alegre, impactante. Trouve uma reflexão bíblica em Isaias 49.14-16 e disse em alto e bom som (pela graça!) que Deus naquela noite estava gravando em suas palmas de mãos nomes para salvação!!!
Agora, o que aconteceu às 23:00 foi fantástico, uma fantástica queima de fogos em um painel escrito: "10 anos de Festa do Milho!" ao som da música "Tu és fiel" (Fernandinho) pelo nosso ministério teve uma atmosfera inesquecível. Fez-me parar e orar: "Obrigado, Senhor!".
Não citarei nomes nesse "release" da Festa, e não precisamos fazer destaques à pessoas específicas, para que toda honra e toda a glória seja dada ao nome do Senhor Jesus!!!
Valeu IBaCEN, e pelo que temos ouvido e visto, até a 11a edição da "Festa do Milho"!
Existem situações em que eu prefiro escrever algo no calor da emoção. Estou na segunda feira, pela manhã, em meu escritório e me ponho a ponderar algo sobre a maior "Festa do Milho" que já fizemos em nossa igreja desde 1998.
Foi um deleite trabalhar nesse fim de semana! As coordenadorias funcionando muito bem, as lideranças estabelececidas "chamando para si" toda a responsabilidade e o cerca de 200 voluntários trabalhando pela excelência da produção e do atendimento das milhares de pessoas que estiveram em nossa Festa.
No sábado pela manhã tivemos um agito para colocarmos as coisas no eixo, mas como já tinhamos trabalhado já há 15 dias com a montagem da infraestrutura de produção tudo ficou mais fácil. As barracas foram montadas na sexta, uma tenda precisou ser carregada (isso sim com o apoio de fortes braços!!!), o palco e o som foram disponibilizados madrugada àfora e no sábado à tarde a população já começou a ver e ouvir o "barulho" da Festa.
O torneio de futebol transcorreu com qualidade e animação viril. Se existe uma palavra que poderia resumir a alegria de servir a Deus na IBACEN (independente de Festa) é "superação". Somos um povo que vive superando os seus próprios limites! Podemos não ser os maiores, e nem pretendemos ser, mais o que somos dependemos totalmente do agir do Senhor em nosso meio! E Deus nos agracia infinita e surpreendentemente!!!
Tivemos problemas, sim! Percalços, sim! Pontos a melhorar, sim! Mas, terminamos sábado na forte expectativa de domingo seria melhor! Muita chuva, mais o povo vinha chegando às centenas e milhares!!! Participações no palco com o pessoal do Asaph, Banda Nexus, Ministério Igreja Batista Monte Calvário, o nosso pessoal da Música e Dança, Kids Dança e às 11:20 tivemos a participação do Ministério da Igreja Batista Monte Gerizim com uma apresentação simples, vibrante, envolvente, enfim às 00:00 fechamos toda a programação debaixo de chuva, encharcados, mas alegres, infinitamente alegres!!!
Pela madrugada de sábado e domingo, sustos: chuva, ventania, falta de energia, enfim... mas, o Senhor foi fiel e a nossa equipe de vigilância esteve à postos e evitaram o pior! Lembrei-me dos "valentes de Davi" aqueles que ousaram atravessar o território inimigo por um copo de água para o rei. Esses valentes durante o pré-Festa, a Festa propriamente dita e o pós-Festa envidaram todos os esforços possíveis e impossíveis porque sabiam que tudo valia a pena! Como é bom servir a Deus na IBACEN!
No domingo Deus já havia comentado em nosso coração que tudo seria diferente! A temperatura estava agradável, a motivação para o trabalho aumentou com os sustos da madrugada, as 150 sacas de milho acabaram logo pela manhã! O almoço especial pelo "Dias dos Pais" foi um sucesso! Restaurante lotado sempre, barracas sendo acessadas, uma livraria oferecendo titulos essenciais para o crescimento do crente, e as grandes finais do Torneio de Futebol, e tudo incrementado pela "passagem do som" em seus ajustes e investimentos maiores para que tudo ficasse impecável para a grande noite de encerramento.
Às 20:30 começamos a programação de palco, e no domingo tivemos a participação do "ouro da casa", o nossos ministérios de música e dança, e o nosso Quarteto "Unção e Louvor". Tudo foi singelo, alegre, impactante. Trouve uma reflexão bíblica em Isaias 49.14-16 e disse em alto e bom som (pela graça!) que Deus naquela noite estava gravando em suas palmas de mãos nomes para salvação!!!
Agora, o que aconteceu às 23:00 foi fantástico, uma fantástica queima de fogos em um painel escrito: "10 anos de Festa do Milho!" ao som da música "Tu és fiel" (Fernandinho) pelo nosso ministério teve uma atmosfera inesquecível. Fez-me parar e orar: "Obrigado, Senhor!".
Não citarei nomes nesse "release" da Festa, e não precisamos fazer destaques à pessoas específicas, para que toda honra e toda a glória seja dada ao nome do Senhor Jesus!!!
Valeu IBaCEN, e pelo que temos ouvido e visto, até a 11a edição da "Festa do Milho"!
sexta-feira, 8 de agosto de 2008
ESPIRITO DE BARNABÉ? VOCÊ ESTÁ DENTRO?
Amados e Amadas do Senhor, travei conhecimento de um sermão pregado pelo meu professor João Alves dos Santos sobre Barnabé e ele acabou me inspirando para, cativo às Escrituras, me colocar no estudo sobre o que Barnabé tem a nos ensinar enquanto igreja, povo de Deus, nesse tempo em que a igreja encontra-se carente de amor, tolerância, e de homens e mulheres que não coloquem seus interesses particulares acima do senso de seriedade para com a Obra de Deus.
Barnabé em Atos 4.34-37, é nos apresentado como alguém que estava sintonizado com o espírito de unidade e companheirismo da igreja em Jerusalém, que no seu primeiro século vivia o que eu poderia chamar de "o conceito 100% do que vem a ser igreja".
Eles eram liberais na condução de suas vivências financeiras porque criam que tudo o que eles possuiam deveriam ser usados totalmente no abastecimento das necessidades de todos. Enfim, eles tinham uma visão de que quem cresce no coletivo, cresce também no pessoal.
A lógica deles no que diz respeito ao dinheiro, contagiou a Barnabé que tendo um campo (tudo nos leva a crer que era o único que tinha) o vendeu e colocou todo o dinheiro aos pés dos apóstolos. Dois destaques dá para fazermos:
Primeiro, Barnabé que era da linhagem de Levi, acaba sustentando aqui em seu tempo, e isso voluntariamente, uma tradição pertencente à sua ascendência levítica, quando o próprio Deus havia determinado que Levi teria como herança o próprio Senhor, em conformidade com Deuteronômio 10.9: "Por esse tempo o Senhor separou a tribo de Levi, para levar a arca do pacto do Senhor para estar diante do Senhor, servindo-o, e para abençoar em seu nome até o dia de hoje".
Segundo, Barnabé em comum acordo com os outros crentes, colocava todo o valor de ofertas aos pés dos apostólos (Atos 4.34,37). Interessante que dinheiro tem que ser colocado nos pés da gente, sobretudo os líderes na igreja. Não é a toa que John Wesley costumava dizer que quando recebia algum dinheiro fazia questão de gastar o mais rápido e mais bem aplicado possível para que o mesmo não encontrasse o caminho de seu coração!
Ainda em Atos 9.26,27 vemos Barnabé acolhendo a Saulo, antes um ferrenho perseguidor da igreja e agora um novo convertido que precisava de amparo e um voto de confiança.
Era compreensível, sem dúvida, o medo por parte da igreja em acolher a Saulo, uma vez que eles não criam ainda de que a decisão por Jesus havia sido tão definida assim... mas, Saulo, como diz o verso 27, "tomou Saulo consigo..." em outras palavras, chamou-o para uma caminhada junto, mais perto, acolheu-o em seu peito, deu-lhe condições de ter destrancadas as algemas do coração e o resultado foi um investimento amigo e altruísta.
Quando Barnabé estava em Antioquia se alegrando com a graça de Deus naquela crescente igreja, foi atrás de Saulo e fez questão de investir nos seus dons e talentos (Atos 11.21-24).
Jóia é que Barnabé teve humildade em reconhecer que Paulo era muito melhor que ele! Pregava melhor, era mais aguerrido, mais aplicado, mais enérgico, vibrante e tudo o mais... por isso, fez questão de investir no ministério de seu liderado com graça e ternura. De líderes assim que estamos em falta hoje: homens e mulheres que admitam que precisam investir nos mais jovens, sobretudo quando eles são melhores do que os próprios mestres!!!
Foi Mattew Henry que fez esse comentário sobre essa situação toda: Barnabé "não parou pensar que poderia ser sobrepujado e ofuscado pela mente arguta e bem treinada do vigoroso Saulo de Tarso. O interesse em jogo não era o seu, mas o de Cristo. Foi buscar a Paulo para que o ajudasse, aquele que logo passaria para a linha de frente, deixando-o em segundo plano. Barnabé estava interessado na realização da obra, não na promoção do seu nome. Estaria contente à sombra de Paulo, desde que a obra fosse feita e bem feita."
Merece destaque também, a passagem de Atos 13.36-39 quando Paulo tem a oportunidade de ouro de fazer com João Marcos o que Barnabé havia um dia feito a ele, isto é, acolhimento e ternura mesmo com alguém errante e principiante, mas o texto aborda um Paulo radical que diz: "João Marcos não está apto para o ministério".
Barnabé e Paulo acabam discutindo severamente e Barnabé aceita dar um voto de confiança ao jovem João Marcos, ele enxergou o garoto com os "olhos de Deus". E mais tarde, vemos que ele tinha razão, pois João Marcos transforma-se em um baita colaborador do apóstolo Paulo, a ponto dele em I Timóteo 4.11 mandar chamá-lo enfatizando que era lhe era "muito útil".
Algumas aplicações para a minha vida e a de nossa liderança:
(a) Deus está nos chamando para sermos líderes que confiem nas pessoas, mesmo quando todas as possibilidades são contrárias, aliando firme na disciplina com a doçura do aconchego.
Nisso precisamos tanto do espírito aguerrido de Paulo, mas sem destoarmos da ternura estampada no perfil de Barnabé. É nesse ponto que eu faço uma critica aos modernos métodos de crescimento de igreja que acabam privilegiando sempre o mais expressivo, o melhor e o mais excelente e acabam se deixando levar pelos padrões marqueteiros de nosso tempo! Igreja não é empresa, gente, precisamos compreender que em nosso contexto bíblico e vivencial o melhor nem sempre é o mais bem preparado e sim o que encontra-se disponível ao trabalho de Deus.
b) Precisamos de líderes que saibam lidar com a crise de serem substituidos por liderados que sejam melhores, sem orgulho encastelado, sem amor excessivo ao poder e à posição. Infelizmente encontramos em nosso meio pastores e líderes que usam a velha e demoniaca mania de "puxar o tapete" de quem está começando, justamente temendo que amanhã ele tenha de ser liderado por um discípulo seu. Quando orgulho!
(c) Temos de ver na igreja, adultos mais velhos que compreendam que os mais jovens ("João Marcos") precisam de constante investimento e não apenas de críticas ferozes. Há pessoas mais idosas que só vêem pontos negativos nos jovens, nunca elogiam, nunca têm para com eles um senso de graça. Precisamos compreender que não adianta insistirmos nesse tom pessimista! Aqueles que hoje estão em nosso meio, mesmo com as suas traquinagens infantis precisam de um peso de confiaça para que amanhã, eles venham a tornar-se líderes expressivos em nosso meio!
Interessante que li em algum lugar que o nosso diretor geral (CBB), pr. Socrátes disse que muitas convenções estaduais elegeram jovens para o posto de presidente, isso é termomêtro desse tempo que vivemos em que precisamos de "Barnabés", isto é, homens e mulhres que saibam que uma palavra amiga, uma exortação e um incentivo (não é a toa que Barnabé é "filho da consolação ou da profecia") será sempre bem-vinda!
Que surjam "Barnabés" em nosso meio, gente graúda que investe nos "pequenos" com espírito tolerante e que enxerguem "Paulos" e "João Marcos" que precisam de investimento!
Barnabé em Atos 4.34-37, é nos apresentado como alguém que estava sintonizado com o espírito de unidade e companheirismo da igreja em Jerusalém, que no seu primeiro século vivia o que eu poderia chamar de "o conceito 100% do que vem a ser igreja".
Eles eram liberais na condução de suas vivências financeiras porque criam que tudo o que eles possuiam deveriam ser usados totalmente no abastecimento das necessidades de todos. Enfim, eles tinham uma visão de que quem cresce no coletivo, cresce também no pessoal.
A lógica deles no que diz respeito ao dinheiro, contagiou a Barnabé que tendo um campo (tudo nos leva a crer que era o único que tinha) o vendeu e colocou todo o dinheiro aos pés dos apóstolos. Dois destaques dá para fazermos:
Primeiro, Barnabé que era da linhagem de Levi, acaba sustentando aqui em seu tempo, e isso voluntariamente, uma tradição pertencente à sua ascendência levítica, quando o próprio Deus havia determinado que Levi teria como herança o próprio Senhor, em conformidade com Deuteronômio 10.9: "Por esse tempo o Senhor separou a tribo de Levi, para levar a arca do pacto do Senhor para estar diante do Senhor, servindo-o, e para abençoar em seu nome até o dia de hoje".
Segundo, Barnabé em comum acordo com os outros crentes, colocava todo o valor de ofertas aos pés dos apostólos (Atos 4.34,37). Interessante que dinheiro tem que ser colocado nos pés da gente, sobretudo os líderes na igreja. Não é a toa que John Wesley costumava dizer que quando recebia algum dinheiro fazia questão de gastar o mais rápido e mais bem aplicado possível para que o mesmo não encontrasse o caminho de seu coração!
Ainda em Atos 9.26,27 vemos Barnabé acolhendo a Saulo, antes um ferrenho perseguidor da igreja e agora um novo convertido que precisava de amparo e um voto de confiança.
Era compreensível, sem dúvida, o medo por parte da igreja em acolher a Saulo, uma vez que eles não criam ainda de que a decisão por Jesus havia sido tão definida assim... mas, Saulo, como diz o verso 27, "tomou Saulo consigo..." em outras palavras, chamou-o para uma caminhada junto, mais perto, acolheu-o em seu peito, deu-lhe condições de ter destrancadas as algemas do coração e o resultado foi um investimento amigo e altruísta.
Quando Barnabé estava em Antioquia se alegrando com a graça de Deus naquela crescente igreja, foi atrás de Saulo e fez questão de investir nos seus dons e talentos (Atos 11.21-24).
Jóia é que Barnabé teve humildade em reconhecer que Paulo era muito melhor que ele! Pregava melhor, era mais aguerrido, mais aplicado, mais enérgico, vibrante e tudo o mais... por isso, fez questão de investir no ministério de seu liderado com graça e ternura. De líderes assim que estamos em falta hoje: homens e mulheres que admitam que precisam investir nos mais jovens, sobretudo quando eles são melhores do que os próprios mestres!!!
Foi Mattew Henry que fez esse comentário sobre essa situação toda: Barnabé "não parou pensar que poderia ser sobrepujado e ofuscado pela mente arguta e bem treinada do vigoroso Saulo de Tarso. O interesse em jogo não era o seu, mas o de Cristo. Foi buscar a Paulo para que o ajudasse, aquele que logo passaria para a linha de frente, deixando-o em segundo plano. Barnabé estava interessado na realização da obra, não na promoção do seu nome. Estaria contente à sombra de Paulo, desde que a obra fosse feita e bem feita."
Merece destaque também, a passagem de Atos 13.36-39 quando Paulo tem a oportunidade de ouro de fazer com João Marcos o que Barnabé havia um dia feito a ele, isto é, acolhimento e ternura mesmo com alguém errante e principiante, mas o texto aborda um Paulo radical que diz: "João Marcos não está apto para o ministério".
Barnabé e Paulo acabam discutindo severamente e Barnabé aceita dar um voto de confiança ao jovem João Marcos, ele enxergou o garoto com os "olhos de Deus". E mais tarde, vemos que ele tinha razão, pois João Marcos transforma-se em um baita colaborador do apóstolo Paulo, a ponto dele em I Timóteo 4.11 mandar chamá-lo enfatizando que era lhe era "muito útil".
Algumas aplicações para a minha vida e a de nossa liderança:
(a) Deus está nos chamando para sermos líderes que confiem nas pessoas, mesmo quando todas as possibilidades são contrárias, aliando firme na disciplina com a doçura do aconchego.
Nisso precisamos tanto do espírito aguerrido de Paulo, mas sem destoarmos da ternura estampada no perfil de Barnabé. É nesse ponto que eu faço uma critica aos modernos métodos de crescimento de igreja que acabam privilegiando sempre o mais expressivo, o melhor e o mais excelente e acabam se deixando levar pelos padrões marqueteiros de nosso tempo! Igreja não é empresa, gente, precisamos compreender que em nosso contexto bíblico e vivencial o melhor nem sempre é o mais bem preparado e sim o que encontra-se disponível ao trabalho de Deus.
b) Precisamos de líderes que saibam lidar com a crise de serem substituidos por liderados que sejam melhores, sem orgulho encastelado, sem amor excessivo ao poder e à posição. Infelizmente encontramos em nosso meio pastores e líderes que usam a velha e demoniaca mania de "puxar o tapete" de quem está começando, justamente temendo que amanhã ele tenha de ser liderado por um discípulo seu. Quando orgulho!
(c) Temos de ver na igreja, adultos mais velhos que compreendam que os mais jovens ("João Marcos") precisam de constante investimento e não apenas de críticas ferozes. Há pessoas mais idosas que só vêem pontos negativos nos jovens, nunca elogiam, nunca têm para com eles um senso de graça. Precisamos compreender que não adianta insistirmos nesse tom pessimista! Aqueles que hoje estão em nosso meio, mesmo com as suas traquinagens infantis precisam de um peso de confiaça para que amanhã, eles venham a tornar-se líderes expressivos em nosso meio!
Interessante que li em algum lugar que o nosso diretor geral (CBB), pr. Socrátes disse que muitas convenções estaduais elegeram jovens para o posto de presidente, isso é termomêtro desse tempo que vivemos em que precisamos de "Barnabés", isto é, homens e mulhres que saibam que uma palavra amiga, uma exortação e um incentivo (não é a toa que Barnabé é "filho da consolação ou da profecia") será sempre bem-vinda!
Que surjam "Barnabés" em nosso meio, gente graúda que investe nos "pequenos" com espírito tolerante e que enxerguem "Paulos" e "João Marcos" que precisam de investimento!
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