Objetivos:
- Atuar no trabalho de primeira etapa da construção de um "Centro de Recuperação para dependentes químicos" na cidade de Arequipa.
- Viabilizar contatos com missionários brasileiros da região, bem como igrejas e organizações que atuam nessa área de combate às drogas.
Necessidades:
- Voluntários que tenham disposição e perícia para as mais diversas frentes de trabalho da construção em várias etapas ao longo de, no mínimo cinco anos de obra.
- Pastores que desejam viabilizar contatos para futuras parcerias junto às igrejas peruanas.
- Igrejas que se levantem como parceiras desse projeto, respondendo por cotas de R$ 1000,00 a 3000,00 para investimentos com materiais para operacionalização da obra.
Perfil do voluntário:
- Membros de igrejas evangélicas, com recomendação expressa de seus respectivos pastores.
- Compromisso de levantar os R$ 1500,00 que constitui o custo por pessoal em termos de passagens, alimentação e estadia no país.
- Estar disponível para viagem que compreenderá o período de 14 a 24 de outubro.
- Disposição para lidar com contratempos naturais a uma viagem desse porte.
Contatos:
Para maiores detalhes e agendamentos para falar às igrejas interessadas:
Ezequias Amancio Marins, pastor batista, Igreja Batista Central em Japuiba, Angra dos Reis, RJ.
Telefones: (24) 33775560 (casa), 33670741 (igreja), 78125246 (celular)
Conta do Projeto:
Bradesco, Ag. 6893-4; Cc. 2446-5
Igreja Batista Central em Japuiba
segunda-feira, 4 de março de 2013
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013
O DEUS DO MALAFAIA
"O grande deus Entretenimento diverte os seus devotos principalmente lhes contando histórias. O gosto por estórias, características da meninice, depressa tomou conta das mentes dos santos retardados dos nossos dias, tanto que não poucas pessoas pelejam para construir um confortável modo de vida contando lorotas, servindo-se com vários disfarces ao povo da igreja. O que é natural e bonito numa criança pode ser chocante quando persiste no adulto, e mais chocante quando aparece no santuário e procura passar por religião verdadeira". (A. W. Tozer)
É assustador pensar no contexto evangélico atual em nosso país. Somos tristemente considerados seres emburrecidos, por conta do perfil de algumas lideranças de destaque nacional. Não sei se o "deus" da Marilia Gabriela é o mesmo do Silas Malafaia, mas temo ao constatar que aquele que deveria anunciar o Deus da Bíblia é refém do deus entretenimento.
E os seguidores do Malafaia encontram-se em nossas igrejas e seminários defendendo alguns pontos doutrinários bem conservadores (alguns dos quais me identifico), mas em um tom tão amedrontador que, em nada, me faz remeter à lembrança ao estilo "manso e suave" do Senhor Jesus.
Tudo no meio evangélico transforma-se em "show", em plataformas de exibição pessoal. E fico pensando em muitos líderes que começaram seus ministérios de modo simples, e com motivações honestas, mas que em um momento definido de suas vidas viram-se picados pela "mosca do poder" e passaram a engendrar métodos para um rápido crescimento na hierarquia denominacional, para servirem seus caprichos megalomaníacos.
Poucos são os verdadeiramente pastores, pois o que se espera hoje de um lider é uma mente vívida na promoção de eventos, arrecadação de recursos financeiros, estruturas de viabilização do nome da intituição na mídia, e administração de um pessoal humano que, por gosto ignorante torna-se gado marcado. É triste!
Reclamamos dos políticos que elegeram dois "fichas sujas" para serem líderes do poder legislativo em nosso país, mas temos em nossas vitrines eclesiásticas homens da mesma estirpe, tão bandidos quanto! Na realidade, nossa situação é ainda pior que a dos políticos, uma vez que pecamos contra o conhecimento! Vivemos um tempo em que a profecia de Amós tem encontrado ecos nos púlpitos de nossas igrejas:
"Ai dos que vivem sossegados em Sião, e dos que estão seguros no monte de Samária, dos homens notáveis da principal das nações, e aos quais vem a casa de Israel". (6.1)
Para não ficar apenas no lamento, preciso propor uma atitude que precisamos tomar neste tempo de prostituição do sagrado, e faço uma abordagem de tratamento com uma frase: Precisamos de um avivamento!
Esse avivamento que proponho terá de ser clamado ao Pai, porque só poderá vir dEle. Não será resultado de persuasão humana, ou mesmo de algum movimento avivamentista liderado por alguma figura midiática do mundo gospel. Absolutamente. Ele virá dos grotões de nosso país. Virá do renascimento da pregação expositiva dos púlpitos, do discipulado feito em grupos nos dias da semana e na integridade exposta na vida de quem confessa Jesus com os lábios.
Repito, não fará parte da agenda de conselho de pastores ou cômites denominacionais, afinal de contas os que lideram tais corporações não tem interesse em mudanças de mentalidade por parte do povo crédulo demais para protestar os estelionatos cometidos em nome de Deus. Esse avivamento virá por parte dos simples, dos cordeiros em meio aos lobos, dos pecadores que não ousam olhar para cima, mas clamam: "Sê propício a mim, pecador".
Choro por esse avivamento! E a propósito, a Marília Gabriela não terá quem chamar para estar "frente a frente" com ela, pois homem algum liderará esse avivamento, senão o próprio Deus! Não do entretenimento! Mas, o da santidade!
Estamos juntos nesse clamor?
É assustador pensar no contexto evangélico atual em nosso país. Somos tristemente considerados seres emburrecidos, por conta do perfil de algumas lideranças de destaque nacional. Não sei se o "deus" da Marilia Gabriela é o mesmo do Silas Malafaia, mas temo ao constatar que aquele que deveria anunciar o Deus da Bíblia é refém do deus entretenimento.
E os seguidores do Malafaia encontram-se em nossas igrejas e seminários defendendo alguns pontos doutrinários bem conservadores (alguns dos quais me identifico), mas em um tom tão amedrontador que, em nada, me faz remeter à lembrança ao estilo "manso e suave" do Senhor Jesus.
Tudo no meio evangélico transforma-se em "show", em plataformas de exibição pessoal. E fico pensando em muitos líderes que começaram seus ministérios de modo simples, e com motivações honestas, mas que em um momento definido de suas vidas viram-se picados pela "mosca do poder" e passaram a engendrar métodos para um rápido crescimento na hierarquia denominacional, para servirem seus caprichos megalomaníacos.
Poucos são os verdadeiramente pastores, pois o que se espera hoje de um lider é uma mente vívida na promoção de eventos, arrecadação de recursos financeiros, estruturas de viabilização do nome da intituição na mídia, e administração de um pessoal humano que, por gosto ignorante torna-se gado marcado. É triste!
Reclamamos dos políticos que elegeram dois "fichas sujas" para serem líderes do poder legislativo em nosso país, mas temos em nossas vitrines eclesiásticas homens da mesma estirpe, tão bandidos quanto! Na realidade, nossa situação é ainda pior que a dos políticos, uma vez que pecamos contra o conhecimento! Vivemos um tempo em que a profecia de Amós tem encontrado ecos nos púlpitos de nossas igrejas:
"Ai dos que vivem sossegados em Sião, e dos que estão seguros no monte de Samária, dos homens notáveis da principal das nações, e aos quais vem a casa de Israel". (6.1)
Para não ficar apenas no lamento, preciso propor uma atitude que precisamos tomar neste tempo de prostituição do sagrado, e faço uma abordagem de tratamento com uma frase: Precisamos de um avivamento!
Esse avivamento que proponho terá de ser clamado ao Pai, porque só poderá vir dEle. Não será resultado de persuasão humana, ou mesmo de algum movimento avivamentista liderado por alguma figura midiática do mundo gospel. Absolutamente. Ele virá dos grotões de nosso país. Virá do renascimento da pregação expositiva dos púlpitos, do discipulado feito em grupos nos dias da semana e na integridade exposta na vida de quem confessa Jesus com os lábios.
Repito, não fará parte da agenda de conselho de pastores ou cômites denominacionais, afinal de contas os que lideram tais corporações não tem interesse em mudanças de mentalidade por parte do povo crédulo demais para protestar os estelionatos cometidos em nome de Deus. Esse avivamento virá por parte dos simples, dos cordeiros em meio aos lobos, dos pecadores que não ousam olhar para cima, mas clamam: "Sê propício a mim, pecador".
Choro por esse avivamento! E a propósito, a Marília Gabriela não terá quem chamar para estar "frente a frente" com ela, pois homem algum liderará esse avivamento, senão o próprio Deus! Não do entretenimento! Mas, o da santidade!
Estamos juntos nesse clamor?
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
QUAL TEM SIDO O SEU LEGADO?
Em minha primeira postagem pós férias, quero pensar sobre a importância de deixarmos um legado para as futuras gerações. Me pus a pensar nas verdades expostas no Salmo 37.24,25 que Eugene Peterson assim traduzia em sua "The Message":
25-26 Antes eu era jovem e agora sou um velho de barbas grisalhas — mas nem uma única vez vi o homem temente a Deus ser abandonado, ou seus filhos perambulando sem rumo pelas ruas. Ele sempre tem para dar e emprestar, e seus filhos o deixam orgulhoso.
O que vamos deixar de permanente para nossos filhos e netos? Há muitos que, se preocupam e por conta disso estão sinceramente equivocados, de que são obrigados a deixar recursos financeiros e bens materiais de todas as espécies, mas cada vez mais estou convencido que essa constatação óbvia de Davi perto do fim de sua vida, continua sendo a mais importante dádiva que podemos deixar para a posteridade: "nem uma única vez eu vi o homem temente a Deus ser abandonado, ou seus filhos perambulando sem rumo pelas ruas".
Esse é um dos textos mais citados de toda a Bíblia, e talvez figure entre os mais incompreendidos. Isso porque conhecemos vários homens e mulheres que são justos, ao menos em nossos próprios olhos, mas que passam por necessidades prementes. Mas, deve-se prestar atenção que o texto não aborda que não possa existir justos abandonados pelos homens, mas diz que Davi nunca "viu" isso!
Em outras palavras eu creio que o cerne está no verbo "ver", isto é, Davi não viu, porque quando ele estava diante de alguém assim ele logo assistiu!
Embora não tendo sido perfeito, e alguns dos meus leitores devem se lembrar de Urias, que foi bem mais justo que qualquer soldado, no episódio que culminou em sua morte, para que sua esposa, Bate Seba fosse tomada por Davi. O que salta aos olhos, mesmo nesse episódio, registrado em II Samuel 11, que quando ele foi repreendido pelo profeta Natã, logo houve o reconhecimento: "Pequei contra o Senhor", II Samuel 12.13.
Com Davi aprendemos que, mesmo de modo limitado não podemos "ver" nenhum justo desamparado, sem sermos canais de consolo e de ajuda, para que nossos descendentes nos vejam como generosos, e precisamos entender que a descendência do justo é mantida assistida por outras descedências de justos! Enfim, o bem que você faz hoje, amanhã seu filho fará para outros filhos de outros pais!
E a fala lacônica de um comentarista bíblico continua ecoando em minha mente, quando me apercebo da necessidade de sermos espelhos para os nossos filhos e netos:
"As gerações que nos sucedem estão à procura de modelos, de exemplos do que significa envelhecer na graça de Deus... No entanto, quando aqueles que estão mais velhos fingem que não o são, ou admitem sua idade, mas (supondo) que significa desistência, ou passar a viver dedicados a si mesmos, e se divertirem, o que acontece é que todo o mundo sai perdendo. Quem, afinal, serão os instrutores, os exemplos para os milhões que sabem que algum dia vão ser mais velhos também?
Quem vai dar direção? Quem vai mostrar o pensamento e a vontade de Deus em relação a isso, quando disse: "Até a vossa velhice eu serei o mesmo, e ainda até as cãs eu vos carregarei? (Isaias 46.6)."
Mas, onde estão os homens que se levantarão para deixar marcas visíveis nas vidas de seus filhos e netos do valor do cuidado em relação aos desamparados de nosso tempo? Onde estão os velhos que vão reconhecer "fui moço e agora sou velho", isto é sem tentar maquear a velhice com trejeitos joviais? Onde estão os abençoadores de nossa geração, que vão contribuir para a paz em nossas cidades? Onde estão os referenciais de nosso tempo, os modelos de "boa conduta", que são dignos de serem imitados? Onde estão?
Repito a pergunta: "Onde estão?".
25-26 Antes eu era jovem e agora sou um velho de barbas grisalhas — mas nem uma única vez vi o homem temente a Deus ser abandonado, ou seus filhos perambulando sem rumo pelas ruas. Ele sempre tem para dar e emprestar, e seus filhos o deixam orgulhoso.
O que vamos deixar de permanente para nossos filhos e netos? Há muitos que, se preocupam e por conta disso estão sinceramente equivocados, de que são obrigados a deixar recursos financeiros e bens materiais de todas as espécies, mas cada vez mais estou convencido que essa constatação óbvia de Davi perto do fim de sua vida, continua sendo a mais importante dádiva que podemos deixar para a posteridade: "nem uma única vez eu vi o homem temente a Deus ser abandonado, ou seus filhos perambulando sem rumo pelas ruas".
Esse é um dos textos mais citados de toda a Bíblia, e talvez figure entre os mais incompreendidos. Isso porque conhecemos vários homens e mulheres que são justos, ao menos em nossos próprios olhos, mas que passam por necessidades prementes. Mas, deve-se prestar atenção que o texto não aborda que não possa existir justos abandonados pelos homens, mas diz que Davi nunca "viu" isso!
Em outras palavras eu creio que o cerne está no verbo "ver", isto é, Davi não viu, porque quando ele estava diante de alguém assim ele logo assistiu!
Embora não tendo sido perfeito, e alguns dos meus leitores devem se lembrar de Urias, que foi bem mais justo que qualquer soldado, no episódio que culminou em sua morte, para que sua esposa, Bate Seba fosse tomada por Davi. O que salta aos olhos, mesmo nesse episódio, registrado em II Samuel 11, que quando ele foi repreendido pelo profeta Natã, logo houve o reconhecimento: "Pequei contra o Senhor", II Samuel 12.13.
Com Davi aprendemos que, mesmo de modo limitado não podemos "ver" nenhum justo desamparado, sem sermos canais de consolo e de ajuda, para que nossos descendentes nos vejam como generosos, e precisamos entender que a descendência do justo é mantida assistida por outras descedências de justos! Enfim, o bem que você faz hoje, amanhã seu filho fará para outros filhos de outros pais!
E a fala lacônica de um comentarista bíblico continua ecoando em minha mente, quando me apercebo da necessidade de sermos espelhos para os nossos filhos e netos:
"As gerações que nos sucedem estão à procura de modelos, de exemplos do que significa envelhecer na graça de Deus... No entanto, quando aqueles que estão mais velhos fingem que não o são, ou admitem sua idade, mas (supondo) que significa desistência, ou passar a viver dedicados a si mesmos, e se divertirem, o que acontece é que todo o mundo sai perdendo. Quem, afinal, serão os instrutores, os exemplos para os milhões que sabem que algum dia vão ser mais velhos também?
Quem vai dar direção? Quem vai mostrar o pensamento e a vontade de Deus em relação a isso, quando disse: "Até a vossa velhice eu serei o mesmo, e ainda até as cãs eu vos carregarei? (Isaias 46.6)."
Mas, onde estão os homens que se levantarão para deixar marcas visíveis nas vidas de seus filhos e netos do valor do cuidado em relação aos desamparados de nosso tempo? Onde estão os velhos que vão reconhecer "fui moço e agora sou velho", isto é sem tentar maquear a velhice com trejeitos joviais? Onde estão os abençoadores de nossa geração, que vão contribuir para a paz em nossas cidades? Onde estão os referenciais de nosso tempo, os modelos de "boa conduta", que são dignos de serem imitados? Onde estão?
Repito a pergunta: "Onde estão?".
segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
UM CHAMADO PARA 2013
"Devemos ter a coragem, a ousadia do Espírito Santo, de viver uma vida que seja mais revolucionária do que qualquer outra religião não cristã. Se quisermos, o Senhor nos dará a coragem de trabalhar como soldados, mas precisamos sair e levar sua Comissão. A ordem já foi dada pelo Senhor e o chamado é claro: preparem-se para a batalha espiritual. Vamos, em nome de Jesus! Nós conseguiremos porque, desde que deu as ordens, Jesus entregou para cada geração a habilidade, a força, a mão de obra e a oportunidade para realizar". (Irmão André)
No apagar das luzes de 2012, reflito neste último artigo do ano em nosso chamado para sermos soldados de Jesus em novas batalhas no ano que se inicia. Tenho para mim que de uma maneira ainda mais aguerrida temos de fazer do Evangelho do Senhor Jesus nossa principal bandeira. Mas que evangelho seria esse?
Não se trata de um "evangelho social", que acredita infantilmente na transformaçáo de nossa sociedade pela penetração da igreja em sua comunidade. Já há muito tempo não acredito nessa balela esquerdista. Nossa sociedade nunca será mais justa por uma razão simples: o homem é pecador, e por conta disso sua natureza só tem olhos para si mesmo! A violência, a dramaticidade das drogas, a chaga da prostituição não encontrará soluções nas iniciativas políticas (governamentais ou não), mas sim na sujeição dos sujeitos envolvidos ao senhorio do Senhor Jesus, e isso sem "virulas".
Não se trata também do "evangelho dos evangélicos", e eu tomo essa expressão emprestada de Juan Carlos Ortiz. Os evangélicos são assombrados com ideias de riquezas materiais à custa de seus decretos e recitação de mantras esotéricos-pentecostais. Enoja saber que milhões de trabalhadores humildes são assaltados com promessas tolas de pastores que são verdadeiros lobos travestidos de ministros empererecados. Mas, em relação a esses a Bíblia é bem taxativa em afirmar que receberão recompensas pelos seus feitos irresposáveis! Lembre-se comigo daquele texto em que o Senhor refere-se àqueles que fizerem desviar um dos seus "pequeninos", Mateus 18.3.
Por fim, trata-se do evangelho da cruz, que pode ser resumido com o que foi escrito pelo apóstolo Paulo em I Corintios 15.3,4: "Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras; foi sepultado; ressuscitado ao terceiro dia, segundo as Escrituras." Essa mensagem precisa ser dita em nossos encontros formais e informais, sua essência deve permear nosso sangue: Jesua morreu, foi sepultado e ressuscitou! Isso implica em dizer que somente a fé em Jesus (e nada mais) pode levar o homem do seu estado natural de separação completa do Senhor para uma relação de filiação.
Deve ser reiterado em nossa convicção evangélica que, sem fé e arrependimento ninguém poderá chegar a Deus! E isso vale para todos, quer seja ricos ou pobres, negros ou brancos, homens ou mulheres, adultos ou crianças. Enfim, a verdadeira distinção que existe no mundo é entre salvos e perdidos. E nessa questão, é importante relembrar o que temos registrado em Mateus 7:13: "Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela". Termino relembrando um episódio exposto na magnífica obra de John Bunyan, "O Peregrino". "Cristão" encontra-se com dois homens, "Formalista" e "Hipocrisia" que pularam o muro que segue ao lado do caminho estreito, evitando a “porta estreita”, que simboliza o arrependimento e a fé no Cristo crucificado, e ao serem indagados fizeram questão de se defenderem: “Se entramos no caminho, que importa a maneira como o fizemos? Se estamos nele, já estamos nele. Você também está no caminho, mas, como percebemos, entrou pela Porta Estreita; e nós, que igualmente estamos no caminho, viemos pulando por cima do muro. Em que a sua condição é melhor do que a nossa?” Mas, Cristão lhes mostra o rolo que lhe foi dado, o qual ele deveria apresentar no portão da cidade, para que tenha entrada. Quem conhece a história se lembrará que esse rolo é o que dã a autorização necessária para entrada nos portões da cidade celestial. Em outras palavras, não bastar estar no caminho estreito, é preciso ter passado pela porta estreita que dá acesso ao caminho estreito! E isso implica em sofrimento! Quem não deseja uma vida de renúncia torma-se inapto para o evangelho. Entendo o evangelho como sendo uma forma aceitável de se morrer! Não é a toa que o batismo cristão (Romanos 6) ilustra a morte para o mundo e a ressurreição para uma nova vida!
Por isso, não desejo um ano tranquilo para você! Pelo contrário peço a Deus por mim e você no sentido de termos mais 365 dias de renúncias e padecimentos a fim de cumprirmos com o que "resta das aflições de Cristo", de acordo com I Pedro 4. 12,13:
"Amados, não estranheis a ardente provação que vem sobre vós para vos experimentar, como se coisa estranha vos acontecesse; mas regozijai-vos por serdes participantes das aflições de Cristo; para que também na revelação da sua glória vos regozijeis e exulteis".
Que este texto seja concretizado em 2013 na minha e na sua vida.
Creio nisso!
PS. Estarei de férias em grande parte desse mês de janeiro, e com isso, meus publicações serão ainda mais escassas do que o habitual. Um período para mudar o foco e ouvir mais o coração em intimidade com o Senhor, será minha busca nesses dias. Que Deus me ajude!
No apagar das luzes de 2012, reflito neste último artigo do ano em nosso chamado para sermos soldados de Jesus em novas batalhas no ano que se inicia. Tenho para mim que de uma maneira ainda mais aguerrida temos de fazer do Evangelho do Senhor Jesus nossa principal bandeira. Mas que evangelho seria esse?
Não se trata de um "evangelho social", que acredita infantilmente na transformaçáo de nossa sociedade pela penetração da igreja em sua comunidade. Já há muito tempo não acredito nessa balela esquerdista. Nossa sociedade nunca será mais justa por uma razão simples: o homem é pecador, e por conta disso sua natureza só tem olhos para si mesmo! A violência, a dramaticidade das drogas, a chaga da prostituição não encontrará soluções nas iniciativas políticas (governamentais ou não), mas sim na sujeição dos sujeitos envolvidos ao senhorio do Senhor Jesus, e isso sem "virulas".
Não se trata também do "evangelho dos evangélicos", e eu tomo essa expressão emprestada de Juan Carlos Ortiz. Os evangélicos são assombrados com ideias de riquezas materiais à custa de seus decretos e recitação de mantras esotéricos-pentecostais. Enoja saber que milhões de trabalhadores humildes são assaltados com promessas tolas de pastores que são verdadeiros lobos travestidos de ministros empererecados. Mas, em relação a esses a Bíblia é bem taxativa em afirmar que receberão recompensas pelos seus feitos irresposáveis! Lembre-se comigo daquele texto em que o Senhor refere-se àqueles que fizerem desviar um dos seus "pequeninos", Mateus 18.3.
Por fim, trata-se do evangelho da cruz, que pode ser resumido com o que foi escrito pelo apóstolo Paulo em I Corintios 15.3,4: "Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras; foi sepultado; ressuscitado ao terceiro dia, segundo as Escrituras." Essa mensagem precisa ser dita em nossos encontros formais e informais, sua essência deve permear nosso sangue: Jesua morreu, foi sepultado e ressuscitou! Isso implica em dizer que somente a fé em Jesus (e nada mais) pode levar o homem do seu estado natural de separação completa do Senhor para uma relação de filiação.
Deve ser reiterado em nossa convicção evangélica que, sem fé e arrependimento ninguém poderá chegar a Deus! E isso vale para todos, quer seja ricos ou pobres, negros ou brancos, homens ou mulheres, adultos ou crianças. Enfim, a verdadeira distinção que existe no mundo é entre salvos e perdidos. E nessa questão, é importante relembrar o que temos registrado em Mateus 7:13: "Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela". Termino relembrando um episódio exposto na magnífica obra de John Bunyan, "O Peregrino". "Cristão" encontra-se com dois homens, "Formalista" e "Hipocrisia" que pularam o muro que segue ao lado do caminho estreito, evitando a “porta estreita”, que simboliza o arrependimento e a fé no Cristo crucificado, e ao serem indagados fizeram questão de se defenderem: “Se entramos no caminho, que importa a maneira como o fizemos? Se estamos nele, já estamos nele. Você também está no caminho, mas, como percebemos, entrou pela Porta Estreita; e nós, que igualmente estamos no caminho, viemos pulando por cima do muro. Em que a sua condição é melhor do que a nossa?” Mas, Cristão lhes mostra o rolo que lhe foi dado, o qual ele deveria apresentar no portão da cidade, para que tenha entrada. Quem conhece a história se lembrará que esse rolo é o que dã a autorização necessária para entrada nos portões da cidade celestial. Em outras palavras, não bastar estar no caminho estreito, é preciso ter passado pela porta estreita que dá acesso ao caminho estreito! E isso implica em sofrimento! Quem não deseja uma vida de renúncia torma-se inapto para o evangelho. Entendo o evangelho como sendo uma forma aceitável de se morrer! Não é a toa que o batismo cristão (Romanos 6) ilustra a morte para o mundo e a ressurreição para uma nova vida!
Por isso, não desejo um ano tranquilo para você! Pelo contrário peço a Deus por mim e você no sentido de termos mais 365 dias de renúncias e padecimentos a fim de cumprirmos com o que "resta das aflições de Cristo", de acordo com I Pedro 4. 12,13:
"Amados, não estranheis a ardente provação que vem sobre vós para vos experimentar, como se coisa estranha vos acontecesse; mas regozijai-vos por serdes participantes das aflições de Cristo; para que também na revelação da sua glória vos regozijeis e exulteis".
Que este texto seja concretizado em 2013 na minha e na sua vida.
Creio nisso!
PS. Estarei de férias em grande parte desse mês de janeiro, e com isso, meus publicações serão ainda mais escassas do que o habitual. Um período para mudar o foco e ouvir mais o coração em intimidade com o Senhor, será minha busca nesses dias. Que Deus me ajude!
segunda-feira, 24 de dezembro de 2012
QUEM É JESUS PARA VOCÊ?
"o qual é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação; porque nele foram criadas todas as coisas nos céus e na terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades; tudo foi criado por ele e para ele". (Colossenses 1.15,16)
Encanta-me e ao mesmo tempo me desconcerta falar sobre Jesus. Recentemente fui tomado de uma dúvida (provocada por um esquecimento) que me foi solucionada ao rever o "credo de Nicéia", escrito em 325: "E em só Jesus Cristo,o unigênito Filho de Deus, gerado pelo Pai antes de todos os séculos, Luz da Luz, verdadeiro Deus de verdadeiro Deus, gerado e não criado, de uma só substância com o Pai,".
Fiquei rememorando o ponto enigmático da expressão: "gerado e não criado", e me pus a refletir sobre a verdade dessas palavras que apontam para a transmissão da mesma essência que envolve o Pai e o Filho, de modo inseparável e eterno. Jesus não é uma mera imitação do Pai, ele é essencialmente um com o Pai! Negar o Filho é negar o Pai, e aceitar o Filho é aceitar o Pai.
Nesse tempo de clima natalino é muito comum deixarmos de lado determinadas verdades cristológicas, quer seja por desconhecimento ou por excessiva ênfase nos "ladrões do Natal". Infelizmente, muitos celebrarão nesta madrugada uma festa que já não tem muita coisa de cristã. Quanta falsidade na mesa de Natal! Pessoas que desprezam a Jesus com suas vidas vão tentar adorá-lo com os lábios! Mas, tudo isso é inútil, uma vez que o cristianismo antes de ser uma religião, é um estilo de vida!
Jesus não pode ser limitado a um nome a ser pronunciado em momentos de sufoco e desespero, pois ele não veio ao mundo para ser um solucionador de problemas, mas sim "o Salvador". Só Jesus pode desafogar a alma humana de suas inquietantes questões existenciais, é bem verdade que somente em pronunciar o seu nome nossa alma se enche de dulçor.
Não se esqueça disso: gerado e não criado, da mesma substância com o Pai, único a receber dignamente da igreja toda honra e todo o louvor! Que este tempo de Natal seja para você um tempo de evangelização no sentido mais radical da palavra, anunciando a "boa notícia" de que Jesus é o Cristo.
Termino com uma porção de um poema de C.H. Spurgeon:
"Proclame a fama do Salvador, em alto som,
Ele leva o nome maravilhoso e bom;
Um doce nome, que lhe é adequado, que destrói o inimigo, a morte, o inferno e o pecado."
Ao único "gerado e não criado" toda honra e todo louvor!
Amém.
Encanta-me e ao mesmo tempo me desconcerta falar sobre Jesus. Recentemente fui tomado de uma dúvida (provocada por um esquecimento) que me foi solucionada ao rever o "credo de Nicéia", escrito em 325: "E em só Jesus Cristo,o unigênito Filho de Deus, gerado pelo Pai antes de todos os séculos, Luz da Luz, verdadeiro Deus de verdadeiro Deus, gerado e não criado, de uma só substância com o Pai,".
Fiquei rememorando o ponto enigmático da expressão: "gerado e não criado", e me pus a refletir sobre a verdade dessas palavras que apontam para a transmissão da mesma essência que envolve o Pai e o Filho, de modo inseparável e eterno. Jesus não é uma mera imitação do Pai, ele é essencialmente um com o Pai! Negar o Filho é negar o Pai, e aceitar o Filho é aceitar o Pai.
Nesse tempo de clima natalino é muito comum deixarmos de lado determinadas verdades cristológicas, quer seja por desconhecimento ou por excessiva ênfase nos "ladrões do Natal". Infelizmente, muitos celebrarão nesta madrugada uma festa que já não tem muita coisa de cristã. Quanta falsidade na mesa de Natal! Pessoas que desprezam a Jesus com suas vidas vão tentar adorá-lo com os lábios! Mas, tudo isso é inútil, uma vez que o cristianismo antes de ser uma religião, é um estilo de vida!
Jesus não pode ser limitado a um nome a ser pronunciado em momentos de sufoco e desespero, pois ele não veio ao mundo para ser um solucionador de problemas, mas sim "o Salvador". Só Jesus pode desafogar a alma humana de suas inquietantes questões existenciais, é bem verdade que somente em pronunciar o seu nome nossa alma se enche de dulçor.
Não se esqueça disso: gerado e não criado, da mesma substância com o Pai, único a receber dignamente da igreja toda honra e todo o louvor! Que este tempo de Natal seja para você um tempo de evangelização no sentido mais radical da palavra, anunciando a "boa notícia" de que Jesus é o Cristo.
Termino com uma porção de um poema de C.H. Spurgeon:
"Proclame a fama do Salvador, em alto som,
Ele leva o nome maravilhoso e bom;
Um doce nome, que lhe é adequado, que destrói o inimigo, a morte, o inferno e o pecado."
Ao único "gerado e não criado" toda honra e todo louvor!
Amém.
quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
POR UM NATAL MAIS SIMPLES
Algo que me encanta no espírito do primeiro Natal é a simplicidade. Fico extasiado em poder imaginar o quadro bucólico do nascimento de Jesus na pacata Belém. Apesar de ser cidade de um rei (Davi), Belém escondia em si alguns aspectos de simploriedade, a ponto disso suscitar uma fala do profeta Miquéias:
"Mas tu, Belém Efrata, posto que pequena para estar entre os milhares de Judá, de ti é que me sairá aquele que há de reinar em Israel, e cujas saídas são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade". (5.2)
Olha que quadro mais interessante: um rei de dimensões eternas oriundo de uma cidade pequeníssima. Isso mostra de uma forma tocante a verdade de que, em Jesus o pequeno veio para ser a origem do grande, o belo nasceu a partir do feio, e o complexo veio como consequência do simples. Esse é o Jesus das contradições, que desconcerta os valores mundanos que costumam supervalorizar os eminentes e poderosos. Jesus veio para inaugurar o tempo em que o ápice de seu governo seria o poder de amar e não o amor ao poder!
Fico pensando que nossa futura prefeita e todos os nobres vereadores deveriam aproveitar o clima natalino para tomarem a decisão de governarem nossa cidade tendo a força do amor como evidência. Como seria encantador saber que as pessoas que fazem de nossas cidades extensão de suas próprias casas tivessem a certeza de estarem sendo guiados por homens e mulheres que admitem suas limitações pessoais e sem sandices buscam em Jesus inspiração para governarem! Que sonho!
Jesus, o "Rei dos Reis e Senhor dos Senhores" (Apocalipse 19.16) não nasceu em um hotel cinco estrelas, mas dois anos após o seu nascimento, uma estrela orientou os magos viajantes até o local onde ele estava! Sua alimentação fôra simples, mas farta ("mel e manteiga", Isaías 7.15), e como é encantador saber que até hoje dos seus lábios saem o néctar da vida que adoça o nosso coração e apavora santamente nossa alma! Relembro sempre com alegria o dito por Bernardo de Claraval no século XII, "oh! Jesus só de dizer o teu nome, minha alma enche de dulçor!".
Termino aplicando algo que deixa o meu coração perturbado: tomemos cuidado para não comemorarmos de modo grandiloquente algo que originalmente foi tão simples! Em outras palavras, incomoda-me algumas celebrações natalinas muito voluptuosas que, em nada chega perto da grandiloquência da simplicidade, que foi o nascimenro do Deus-menino, Jesus!
Um simpes Natal simples para você!
"Mas tu, Belém Efrata, posto que pequena para estar entre os milhares de Judá, de ti é que me sairá aquele que há de reinar em Israel, e cujas saídas são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade". (5.2)
Olha que quadro mais interessante: um rei de dimensões eternas oriundo de uma cidade pequeníssima. Isso mostra de uma forma tocante a verdade de que, em Jesus o pequeno veio para ser a origem do grande, o belo nasceu a partir do feio, e o complexo veio como consequência do simples. Esse é o Jesus das contradições, que desconcerta os valores mundanos que costumam supervalorizar os eminentes e poderosos. Jesus veio para inaugurar o tempo em que o ápice de seu governo seria o poder de amar e não o amor ao poder!
Fico pensando que nossa futura prefeita e todos os nobres vereadores deveriam aproveitar o clima natalino para tomarem a decisão de governarem nossa cidade tendo a força do amor como evidência. Como seria encantador saber que as pessoas que fazem de nossas cidades extensão de suas próprias casas tivessem a certeza de estarem sendo guiados por homens e mulheres que admitem suas limitações pessoais e sem sandices buscam em Jesus inspiração para governarem! Que sonho!
Jesus, o "Rei dos Reis e Senhor dos Senhores" (Apocalipse 19.16) não nasceu em um hotel cinco estrelas, mas dois anos após o seu nascimento, uma estrela orientou os magos viajantes até o local onde ele estava! Sua alimentação fôra simples, mas farta ("mel e manteiga", Isaías 7.15), e como é encantador saber que até hoje dos seus lábios saem o néctar da vida que adoça o nosso coração e apavora santamente nossa alma! Relembro sempre com alegria o dito por Bernardo de Claraval no século XII, "oh! Jesus só de dizer o teu nome, minha alma enche de dulçor!".
Termino aplicando algo que deixa o meu coração perturbado: tomemos cuidado para não comemorarmos de modo grandiloquente algo que originalmente foi tão simples! Em outras palavras, incomoda-me algumas celebrações natalinas muito voluptuosas que, em nada chega perto da grandiloquência da simplicidade, que foi o nascimenro do Deus-menino, Jesus!
Um simpes Natal simples para você!
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
VOZ A UM CRISTÃO SIRIO!
Estou dando voz a um cristão de Aleppo, na Siria para mostrar aos meus dignos leitores o drama de ser cristão em um contexto de guerra. Oremos e divulguemos essas informações. Retirei a carta do site www.portasabertas.org.br

Querido irmão,
Carta de um pastor sírio: "O Mundo se esqueceu de Aleppo"
02 dez 2012Síria
A Portas Abertas recebe regularmente cartas de cristãos da Síria. Um pastor sírio da cidade de Aleppo escreveu a carta abaixo, que nos dá uma boa impressão sobre quais são as necessidades da maior cidade da Síria. Por razões de segurança, os nomes dos cristãos não serão citados.
Querido irmão,
Saudações de Aleppo e espero que você esteja bem.
Às vezes tenho a impressão que o mundo se esqueceu de Aleppo, pois a cidade já não dá tanta audiência e não é mais tão "interessante" para a mídia. É por isso que não se ouve mais falar de Aleppo nos veículos de comunicação. Mas, infelizmente, a situação é a mesma. As pessoas continuam sofrendo.
Muito obrigado por suas orações, preocupações e apoio, vou tentar dar-lhe algumas informações sobre as áreas nas quais temos tentado ajudar e fazer o nosso melhor.
Muito obrigado por suas orações, preocupações e apoio, vou tentar dar-lhe algumas informações sobre as áreas nas quais temos tentado ajudar e fazer o nosso melhor.
1. Refugiados: Famílias deixaram suas casas, porque não aguentavam mais viver na zona de guerra ou porque suas casas foram destruídas.
Neste sentido, temos:
Iraquianos. Eles deixaram o país desde a guerra do Iraque. Eles têm aluguel pra pagar e precisam de dinheiro para isso, mas vivem sem qualquer renda. Até poucos meses atrás, a única renda que recebiam era de 100 dólares mensais que recebiam da ONU. Mas, esta parou de enviar o dinheiro, por isso estão desprovidos agora. Ainda assim, eles estão esperando autorização da ONU, para imigrar para outro país. Nós estamos tentando ajudá-los no pagamento do aluguel e no fornecimento de cestas básicas de alimentos.
Os sírios, da cidade de Homs, estão há nove meses alugando quartos e casas em Aleppo. Eles deixaram suas casas em Homs quando os rebeldes entraram e ocuparam a cidade e destruíram suas casas. Eles fugiram sem ao menos levar suas roupas. Eles não têm nenhum tipo de renda.
Já os sírios, de Aleppo deixaram suas casas, por causa da guerra. Eles são obrigados a alugar casas em outras áreas da cidade. No caso deles também estamos tentando ajudar com o aluguel, cestas básicas, roupas e cobertores.
Por exemplo: o aluguel mensal de um quarto custa 150 dólares, uma cesta de alimentos custa em média de 45 a 55 dólares. A cesta é composta de óleo de cozinha, farinha, atum, espaguete, arroz, açúcar, chá, geleia, detergente, sabão, leite e queijo para as crianças.
2. As famílias mais necessitadas: são aquelas que estão desempregadas há mais de um ano, e especialmente nos últimos 5-6 meses, por causa da situação de guerra em Aleppo. Nesta categoria temos famílias cujas lojas foram destruídas pela guerra deixando-os completamente sem renda.
3. Estudantes: Nós tentamos ajudar os alunos carentes comprando seus livros e pagando a taxa de inscrição deles. A taxa de inscrição de cada aluno e o custo dos livros varia de 200 a 300 dólares. Já a mensalidade escolar é muito cara, varia entre 800 e 1200 dólares.
3. Estudantes: Nós tentamos ajudar os alunos carentes comprando seus livros e pagando a taxa de inscrição deles. A taxa de inscrição de cada aluno e o custo dos livros varia de 200 a 300 dólares. Já a mensalidade escolar é muito cara, varia entre 800 e 1200 dólares.
4. Os enfermos: Nós tentamos ajudar algumas pessoas que sofrem de algumas doenças graves. Infelizmente, eles não têm seguro ou plano de saúde. Por isso, eles precisam de ajuda para pagar seus tratamentos, remédios e internações hospitalares. Infelizmente, a maioria dos médicos fugiram da cidade e os medicamentos estão em falta. As pessoas tentam obter medicamentos no mercado negro.
5. Viúvas e idosos: Nós tentamos ajudá-los, com cestas básicas, medicamentos e suprir outras de suas necessidades. A maioria deles está sem renda (não são aposentados).
6. Um novo desafio; conseguir combustível para aquecer as casas.
Aleppo é uma cidade do deserto e o clima é muito frio no inverno. Agora, o inverno está chegando. Infelizmente não há combustível para aquecimento das casas. No mercado negro há combustível, mas é cinco vezes mais caro. É muito difícil pra uma família conseguir combustível. Essa é uma necessidade primordial, especialmente para as famílias que têm filhos pequenos. Uma família, por exemplo, precisa de no mínimo mil litros de combustível para o inverno, isso custa em média 1.800 dólares. Estes preços são os altos e assustadores. Nossa esperança é que eles não cortem a eletricidade, assim, pelo menos, as pessoas podem aquecer suas casas com energia elétrica. Há mais de uma semana vários lugares estão sem eletricidade ou a têm por apenas dez horas diárias, este é um grande desafio.
7. O último desafio diz respeito ao sequestro de cristãos e aos pedidos de resgate. Isso é terrível! Somos muito cuidadosos e a maior parte do tempo eu fico dentro do prédio. É difícil agir diante de tal situação.
Infelizmente, a necessidade tem aumentado. Mas nós tentamos ajudar o máximo que podemos, e estou ciente de que não é possível fazer tudo. Enquanto isso, continuamos orando para que a paz de Deus habite em nossa cidade e país, e esperamos que as pessoas possam ter dias melhores e que vivam em uma situação melhor.
Mais uma vez muito obrigado por suas orações e apoio.
Com os melhores votos e orações,
Um irmão da Síria.
FontePortas Abertas
TraduçãoMarcelo Peixoto
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