"Mas Jesus lhe respondeu: Está escrito: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus". (Mateus 4.4)
Fico boquiaberto com a criatividade dos mercadejadores do evangelho em suas campanhas de prosperidade! As pessoas são levadas como gado a se ajuntarem em busca de benesses materiais, e são envolvidas em um clima de delírio coletivo que leva muitos deles a sacrificarem tudo, incluindo a própria razão.
A primeira tentação a que Jesus foi submetido foi justamente a de sacrificar a simples presença de Deus pela satisfação plena de suas necessidades legítimas. Repare comigo pelo contexto da passagem citada que Jesus estava há 40 dias sem comer, e foi sugestionado por Satanás a transformar várias daquelas pedras (em forma de pães) que abundavam naquele deserto em pão de verdade. Nada mais legítimo! Nada mais compreensivel! Nada mais tentador!
Mas, Jesus fez questão de reorientar o seu foco: até aquele momento ele havia sido sustentado apenas pela palavra de seu Pai, e não deveria ser diferente no decorrer de sua vida. Naquele momento o passado beija o futuro, mas Jesus firmado no presente diz: o pão saciaria minha fome urgente, mas não abro mão do que é importante, o próprio Deus. Jesus não sacrifica sua comunhão com o Pai no atendimento de uma necessidade puramente humana (embora necessária, pois repare que Jesus disse "nem só de pão", o que implica em "também de pão").
Fazendo uma aplicação rápida percebo que esses obreiros fraudulentos que têm usado a palavra do Senhor para sugestionar rebanhos inteiros a confiarem na satisfação de suas necessidades imediatas estão na realidade emprestando seus lábios ao próprio Satanás. São servos do diabo, que persiste em seu propósito funesto de desviar homens e mulheres a uma busca desenfreada por sucesso pessoal e satisfação apenas de seus caprichos egoístas! Suas igrejas são grandes "shopping centers da fé" onde a mercadoria é um evangelho barato de Jesus que não salva ninguém do inferno, apenas torna a vida mais confortável aqui na terra!
Gosto de fazer pontuações pelo grego bíblico, e descubro que "palavra que sai da boca de Deus" aqui no texto tem a ver com "rhema" e não com "logos" para traduzir "palavra". O que isto pode significar? Não quero ficar me atendo às grandes discussões se esses termos no grego são sinônimos ou não, mas me parece que "rhema" tem a ver com "palavras específicas" e não com discursos bem elaborados ("logos", radical da nossa palavra "lógica").
Caso meu pensamento esteja na direção correta o que vem a gerar vida no coração do crente não é a elaboração de um pensamento doutrinário sistemático (embora isso seja sobejamente importante!), mas sim a lembrança de princípios bíblicos que podem ser aplicados no nosso cotidiano. Em outras palavras, temos de abrir mão tanto do irracionalismo neo pentecostal quanto do superracionalismo tradicional, pois ambos conduzem o homem ao pecado mãe de outros pecados: o orgulho.
Gosto de pensar orgulho como sugere Jonathan Edwards, como "a pior víbora que há no coração, e o maior perturbador da paz da alma e da doce comunhão com Cristo, é a mais escondida, secreta e enganosa de todas as lascívias".
Temos de vigiar o nosso coração constantemente para não sermos escravos de milagreiros travestidos de evangelistas, que enganam o povo com promessas de soluções para os seus problemas humanos, que não apontem para Cristo, o "homem de dores". E, da mesma forma temos de cuidar para não sermos legalistas que apontam para a letra da lei como se ela pudesse criar vida em ossos que já estão secos de esperança, à espera do sopro do poder do Espírito Santo de Deus.
O equilíbrio está em Jesus. Sem campanhas, sem "cultos de libertação", sem "noites de vitória ou de conquista", apenas Jesus! Ele nos basta! Faça como o próprio Jesus orienta: "Mas tu, quando orares, entra no teu quarto e, fechando a porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará!". O que passar disso, é invencionice humana, palavras de lobos fantasiados de pastores!
Tenho dito.
terça-feira, 16 de outubro de 2012
terça-feira, 25 de setembro de 2012
IGREJA NÃO É PARTIDO POLÍTICO!
Spurgeon em uma de suas mensagens disse que se você for chamado para o ministério pastoral, não se rebaixe ao ponto de aceitar tornar-se Rei! O pregador referia-se à sublimidade do chamado pastoral em relação a qualquer outra atividade por mais nobre que o homem possa vir a fazer. Como estamos precisando dessa consciência em nossos dias!
Demorei uma semana para escrever esse artigo para me recuperar do susto de ver alguns de meus colegas pastores reunidos "para debater os rumos de nossa cidade" com um dos nossos candidatos à prefeitura de Angra dos Reis. Estranhei pelo principio simples de que, em uma democracia não se discute os rumos com uma vertente política só, mas sim com todas as forças que compõem uma cidade, ainda mais em relação à Angra que, encontra-se polarizada desde o seu nascedouro! Há muito tempo venho preocupado com essa polarização, e já escrevi aqui um artigo que discorro sobre essa aguda situação política!
Fico a pensar no que leva um grupo de pastores a, de maneira tão certa, fechar com uma candidatura, e começo a dissertar que isso acontece, dentre outros motivos por uma lógica perversa, que tem a sua origem no capitalismo, considerado de modo bem selvagem e utilitarista! Entendo assim o raciocínio estreito: quem poderia nos dar mais vantagens?
Hoje em dia não há polarização mais ideológica: quer ver um exemplo? O PT que vem sendo espifranado com razão no Supremo é um partido fisiologista, aliado às grandes elites, que fez um bem descomunal aos banqueiros e especulatores da máquina financeira de nosso país nos dois governos de Lula e agora, tenta dar um "choque capitalista" em nossa economia para evitar os efeitos nocivos da crise internacional que atravessamos! Não é mais o PT afeito às ideias socialistas, pois se acostumou com as benesses e com as tramóias do poder! Em nossa cidade é representada por um grupo que, governou durante 12 anos nossa gente, mais não conseguiu desenvolver confiança em boa parte da população que ainda tem em sua maioria uma pergunta no peito: "será que vale a pena mudar?".
Já no outro lado, temos um político populista (com o estilo "Garotinho" de ser!) com promessas que fazem o povão encher os olhos, mas que em seus governos anteriores (sem contar no "extra" do governo atual) foi conivente com denúncias de corrupção e questões ainda sob o juizo da lei. Em sua ampla aliança política envolve um partido com claras intenções comunistas e que apóia o que há de pior no mundo em termos de perseguição aos direitos minimos dos humanos direitos, que vem a ser o famigerado PC do B! Deste lado, o povo que entende de polítca ideológica, em crise, se pergunta? "teremos alegria de novo, com esse estilo personalista de fazer política?"
Mas, alguns de meus colegas pastores, desceram do púlpito já afirmando é melhor optar já! Sei de pastores que dizem mesmo quando estão no púlpito: "nossa igreja está fechada com....". Pasmo de saber que existem ovelhas tratadas como "gado marcado" em nossa cidade! E, respeitando as sensibilidades alheias, não posso terminar esse artigo, deixando de condenar os "coronéis travestidos de pastores" que pensam tratar de suas ovelhas como uma massa ignorante que insiste em brincar de "fazer tudo o que o mestre mandar".
A Bíblia é muito taxativa ao dizer que devemos orar pelos nossos governantes, II Timóteo 2.1,2; e que também devemos estar sujeitos às autoridades constituidas, Romanos 13.1; mas também diz que o governo do Anticristo virá por vias do poder político, Apocalipse 13; e nada tira de minha cabeça que esses que se locupletam com o poder, manipulando o povo de Deus já tem suas mentes tomadas pelo "espírito do anticristo".
Termino com um parte do capítulo de nossa "Declaração Doutrinária da Conveção Batista Brasileira", no que versa sobre "liberdade religiosa":
Demorei uma semana para escrever esse artigo para me recuperar do susto de ver alguns de meus colegas pastores reunidos "para debater os rumos de nossa cidade" com um dos nossos candidatos à prefeitura de Angra dos Reis. Estranhei pelo principio simples de que, em uma democracia não se discute os rumos com uma vertente política só, mas sim com todas as forças que compõem uma cidade, ainda mais em relação à Angra que, encontra-se polarizada desde o seu nascedouro! Há muito tempo venho preocupado com essa polarização, e já escrevi aqui um artigo que discorro sobre essa aguda situação política!
Fico a pensar no que leva um grupo de pastores a, de maneira tão certa, fechar com uma candidatura, e começo a dissertar que isso acontece, dentre outros motivos por uma lógica perversa, que tem a sua origem no capitalismo, considerado de modo bem selvagem e utilitarista! Entendo assim o raciocínio estreito: quem poderia nos dar mais vantagens?
Hoje em dia não há polarização mais ideológica: quer ver um exemplo? O PT que vem sendo espifranado com razão no Supremo é um partido fisiologista, aliado às grandes elites, que fez um bem descomunal aos banqueiros e especulatores da máquina financeira de nosso país nos dois governos de Lula e agora, tenta dar um "choque capitalista" em nossa economia para evitar os efeitos nocivos da crise internacional que atravessamos! Não é mais o PT afeito às ideias socialistas, pois se acostumou com as benesses e com as tramóias do poder! Em nossa cidade é representada por um grupo que, governou durante 12 anos nossa gente, mais não conseguiu desenvolver confiança em boa parte da população que ainda tem em sua maioria uma pergunta no peito: "será que vale a pena mudar?".
Já no outro lado, temos um político populista (com o estilo "Garotinho" de ser!) com promessas que fazem o povão encher os olhos, mas que em seus governos anteriores (sem contar no "extra" do governo atual) foi conivente com denúncias de corrupção e questões ainda sob o juizo da lei. Em sua ampla aliança política envolve um partido com claras intenções comunistas e que apóia o que há de pior no mundo em termos de perseguição aos direitos minimos dos humanos direitos, que vem a ser o famigerado PC do B! Deste lado, o povo que entende de polítca ideológica, em crise, se pergunta? "teremos alegria de novo, com esse estilo personalista de fazer política?"
Mas, alguns de meus colegas pastores, desceram do púlpito já afirmando é melhor optar já! Sei de pastores que dizem mesmo quando estão no púlpito: "nossa igreja está fechada com....". Pasmo de saber que existem ovelhas tratadas como "gado marcado" em nossa cidade! E, respeitando as sensibilidades alheias, não posso terminar esse artigo, deixando de condenar os "coronéis travestidos de pastores" que pensam tratar de suas ovelhas como uma massa ignorante que insiste em brincar de "fazer tudo o que o mestre mandar".
A Bíblia é muito taxativa ao dizer que devemos orar pelos nossos governantes, II Timóteo 2.1,2; e que também devemos estar sujeitos às autoridades constituidas, Romanos 13.1; mas também diz que o governo do Anticristo virá por vias do poder político, Apocalipse 13; e nada tira de minha cabeça que esses que se locupletam com o poder, manipulando o povo de Deus já tem suas mentes tomadas pelo "espírito do anticristo".
Termino com um parte do capítulo de nossa "Declaração Doutrinária da Conveção Batista Brasileira", no que versa sobre "liberdade religiosa":
"O Estado deve ser leigo e a Igreja livre. Reconhecendo que o governo do Estado é de ordenação divina para o bem-estar dos cidadãos e a ordem justa da sociedade, é dever dos crentes orar pelas autoridades, bem como respeitar e obedecer às leis e honrar os poderes constituídos, exceto naquilo que se oponha à vontade e à lei de Deus." (http://www.batistas.com/index.php?view=article&catid=5%3Adeclaracao-doutrinaria&id=15%3Adeclaracao-doutrinaria-da-convencao-batista-brasileira&format=pdf&option=com_content&Itemid=15)
É asssim que creio! Igreja não se envolve com política!
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
OS CATÓLICOS PRECISAM DE JESUS!
Escrevi esse texto para a "pastoral" de nosso boletim dominical, mas me ocorreu de que ele fosse útil para reflexão dos leitores desse meu modesto espaço de meditações. Quero referir-me ao fato de que, infelizmente há alguns evangélicos aliançando-se com o catolicismo no julgamento infantil de que eles são cristãos, e com isso acabam em contato estreito com uma das piores manifestações do espírito debochado do Anticristo. Afinal de contas, vemos em Apocalípse 13.11-18 quando o apóstolo João visualiza e registra acerca da besta que sobe "de dentro" da terra, que veria a ser o falso profeta, o grande propagandista do anticristo, uma espécie de "mestre de cerimônias".
E numa parte do registro, o apóstolo comenta que uma das medidas propostas do "falso profeta" no período que viveremos que será chamado de "grande tribulação" será justamente a disseminação da idolatria no culto cristão. Repare comigo:
E, operava grandes sinais, de maneira que fazia até descer fogo do céu à terra, à vista do homens; e, por meio dos sinais que lhe foi permitido fazer na presença da besta, enganava os que habitavam sobre a terra e lhes dizia que fizessem uma imagem à besta que recebera a ferida da espada e vivia. (Apocalipse 13.13,14)
Parece-me que há em nossos dias uma simpatia perigosa de crentes com o catolicismo. Recentemente uma cantora evangélica dividiu o palco com um padre cantor, e está sendo bem comum em algumas denominações antes tão reservadas uma certa complacência com o catolicismo. Sem contar que, em alguns jovens de nossas igrejas é comum vermos posturas a respeito de seus cantores e bandas prediletos no nível de verdadeira "idolatria". O que a Bíblia diz a respeito disso:
E numa parte do registro, o apóstolo comenta que uma das medidas propostas do "falso profeta" no período que viveremos que será chamado de "grande tribulação" será justamente a disseminação da idolatria no culto cristão. Repare comigo:
E, operava grandes sinais, de maneira que fazia até descer fogo do céu à terra, à vista do homens; e, por meio dos sinais que lhe foi permitido fazer na presença da besta, enganava os que habitavam sobre a terra e lhes dizia que fizessem uma imagem à besta que recebera a ferida da espada e vivia. (Apocalipse 13.13,14)
Não sabeis que os injustos não hão de herdar o reino de
Deus? Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os
efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem
os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus. (I Coríntios 6:9-10)
Mas, quanto aos tímidos, e aos incrédulos, e aos
abomináveis, e aos homicidas, e aos fornicadores, e aos feiticeiros, e aos
idólatras e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago que arde com fogo e
enxofre; o que é a segunda morte. (Apocalipse 21:8)
Bem-aventurados aqueles que guardam os seus
mandamentos, para que tenham direito à árvore da vida, e possam entrar na
cidade pelas portas. Ficarão de fora os cães e os feiticeiros, e os que se
prostituem, e os homicidas, e os idólatras, e qualquer que ama e comete a
mentira. (Apocalipse 22:14-15)
Deus
sempre espera “algo mais” de seus filhos! Vez por outra pensamos
equivocadamente que chegamos ao nosso máximo, e quando isso acontece, vem o Senhor
e nos diz: “você pode fazer algo mais”! Isso encanta o nosso coração: servimos
a um Deus que vive nos surpreendendo!
Quando
olhamos para os desafios evangelísticos em nossa volta, confesso, pensamos
estarmos muito aquém de tudo isso, afinal de contas, de todos os lados vemos
crianças carentes, jovens perdidos e adultos confusos, mas por conta desses
clamores vindo de pessoas “envolvidas em densas trevas” é que justifica o nosso
desafio de sermos luz!
A
nossa luz precisa brilhar para servir de referência às pessoas sem Jesus de que
há esperança para quaisquer dramas que eles estejam vivendo. Jesus não é
meramente um “resolvedor de problemas”, ele é aquele que dá dignidade e sentido
à existência humana! As pessoas tem conceitos muito equivocados a respeito de
Jesus, isso porque quando se está em trevas não se enxerga direito onde se está
caminhando, foi o próprio Jesus que disse: “quem anda nas trevas não sabe para
onde vai”, (João 12.35).
O
Brasil vive às voltas com o catolicismo que na minha ótica é uma das expressas
vivas do “espírito do Anticristo” que encontramos na Bíblia. E digo isso porque
essa religião tem um líder supremo (Papa) comprometido com a mentira do poder
intercessor de Maria e com a idolatria que vem a ser justamente o culto à
criatura ao invés do Criador! Não podemos tolerar qualquer união com o
catolicismo porque em fazendo isso, teríamos de desobedecer francamente o que a
Palavra de Deus (dentre tantos outros versos) diz em I Coríntios 7.4: “sabemos
que o ídolo nada é no mundo, e que não há outro Deus, senão um só”.
Temos
de iluminar os católicos com a luz de Cristo, mostrando-os o quanto eles estão
cegos por um sistema escravizante que vem se enriquecendo ao longo da história
da humanidade com base na ignorância de pessoas que se tornam presas de suas
superstições e crendices populares! Engana-se quem pensa no catolicismo com
cautela, julgando-o como uma igreja cristã, pois na realidade Jesus para o
católico é apenas um pretexto para chegar-se a quem na ótica cega da
instituição na realidade resolve as pendências entre os homens e Deus: Maria e
os santos. Poderia parafrasear o tema de uma outra campanha missionária: “Católicos,
eles também precisam da Graça do Pai”!
Aos
católicos, façamos brilhar a luz de Cristo!
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
MENTIRAS NO PULPITO!
"Deus não salpica milagres na Natureza a torto e a direito, como se saíssem de uma pimenteira". (C. S. Lewis)
O excelente livro, "caçador de pipas" de Khaled Hosseini merece a minha indicação. Recentemente citei em nossa igreja, uma declaração de um dos protagonistas do enredo que comenta que o maior de todos os pecados é roubar, e começa então a descrever que mentir, por exemplo, é roubar do direito que as pessoas tem da verdade! Apego-me a essa sucinta e pertinente questão para refletir nesse espaço sobre as verdades que tem sido roubadas das pessoas através de pastores e políticos, esses dois "p's" que somados aos policiais, formam o triste grupo dos que a sociedade moderna não vê com bons olhos!
E, semana passada vi uma cena que chamou-me a atenção. Antes, quero dizer que tenho todo o respeito aos meus leitores que vão pensar diferente de mim, pois creio que a discordância é uma das belezas da espécie humana, uma vez que através dos prismas diferentes que contemplamos o fascínio do arco-íris da complexidade social que vivemos. Mas, não me furto ao direito de me estarrecer quando vejo um pastor que propangadeia o seu suposto dom de curar pessoas, dividindo o mesmo espaço sagrado de um candidato a prefeito em nossa cidade! Logo me pergunto: o que está acontecendo?
Tenho dito que o movimento de curas e milagres é um sinal do espírito do anticristo. E, explico: creio na contemporaneidade dos dons e na ocorrência de milagres ainda hoje, apenas me coloco no patamar da cautela ao analisar os supostos milagreiros que, à custa de popularidade pessoal acaba criando verdadeiras cruzadas prometendo aquilo que não vêm deles próprios: a intervenção sobrenatural do Espírito Santo de Deus. Trata-se de um fenomeno que poderíamos chamar de "privatização do sagrado". Afinal de contas, se o doador é o Senhor, ele é que tem de receber a honra e não o homem a quem é doado da graça! Algo está invertido na cosmovisão evangélica! Hoje o pregador recebe mais cartaz do que a sua pregação!
Lembro-me perfeitamente de uma passagem em que Spurgeon encontrou um homem bêbado que lhe disse, "sou um dos seus convertidos". E Spurgeon disse, "realmente dá para ver que você é um dos meus convertidos! Certamente você não é um convertido do Senhor Jesus!". Uma das mais convincentes demonstrações de que uma pessoa foi genuinamente curada é o fato dela sair falando não do instrumento da cura, mas da fonte de sua cura! Quando Filipe batizou o eunuco, Atos 8, encontramos no texto a menção que lhe foi anunciado a Jesus, e quando sairam da água, cada um foi para um canto e o texto diz: "o Espírito do Senhor arrebatou a Filipe, não o viu mais o eunuco, que jubiloso seguia o seu caminho".
Repare que o eunuco não ficou com nenhuma fixação em Filipe, não houve absolutamente um marketing apontando o seu mentor como alguém que abala estruturas ou pessoas! Em outras palavras, quando o eunuco encontrou-se com Jesus, a partir da evangelização feita por Filipe, ele não precisou mais de Filipe, pois ele já tinha tudo o que precisava. Filipe tornou-se dispensável!
Não sei como seria isso hoje em dia, mas creio que o ideal do pastor (quer seja de igreja local, e ainda mais desses "itinerantes") é se tornar desnecessário! Quando o pregador amarga o ostracismo é porque cumpriu a sua verdadeira missão: tornar Jesus conhecido, somente Ele! Mas, o que vemos hoje são pregadores mais famosos que Jesus! Alguns ousam a dizer com seus ternos importados, relógios Rolex ao pulso, carros modernosos nas garagens que, como filhos de Deus merecem ter o melhor! E, tudo às custas de quem?
Mas, preciso voltar a cena que vi: pastor milagreiro e um político oportunista! O que deduzimos desse quadro? Parece-me que o evangelho como temos visto por ai serve como plataforma de sustentação do orgulho humano, da sede exagerada que alguns grupos de nossa cidade tem em relação ao poder temporal (dos homens, mesmo!). Acredito que faltam homens como Elias que tenham coragem de apontar o dedo para os "Acabes" de nosso tempo, "não sou eu que tenho perturbado a Israel, mas és tu e a casa de teu pai, por terdes deixado os mandamentos do Senhor, e por teres tu seguido os baalins." (I Reis 18.18)
Onde estão os que denunciaram a idolatria de nossa cidade? Quantos vão identificar os poderosos de nossa cidade como sendo todos ligados a um sistema pagão que limitam o acesso aos verdadeiros evangélicos das propostas para o bem de nossa cidade? Por que merecem tanto destaque àqueles que, somente em tempos de eleição se convertem em "evangélicos"? Onde estão os perturbadores de nossa cidade? Por que se dá tanta importância a pregadores que vêm e vão enquanto os profetas de nossa cidade são ridicularizados? Onde estão os verdadeiramente evangélicos?
Perguntas que não querem calar!
PS. Esse artigo é uma homenagem ao "Encontro de Teologia Reformada" que acontecerá em nossa cidade nos dias 22 e 23 de setembro no SERENAR. Preletores da estirpe de Franklin Ferreira, um dos mais renomados teólogos bíblico brasileiros e Adauto Lourenço, um físico que têm defendido o criacionismo em debates universitários no Brasil e fora dele estarão no evento, e você não pode perder! Creio que o avivamento em nossa cidade será recebido com Bíblias abertas e corações rasgados e não promessas de curas e milagres temporais! Por isso, participe, acesse o site www.petra-angra.weebly.com
O excelente livro, "caçador de pipas" de Khaled Hosseini merece a minha indicação. Recentemente citei em nossa igreja, uma declaração de um dos protagonistas do enredo que comenta que o maior de todos os pecados é roubar, e começa então a descrever que mentir, por exemplo, é roubar do direito que as pessoas tem da verdade! Apego-me a essa sucinta e pertinente questão para refletir nesse espaço sobre as verdades que tem sido roubadas das pessoas através de pastores e políticos, esses dois "p's" que somados aos policiais, formam o triste grupo dos que a sociedade moderna não vê com bons olhos!
E, semana passada vi uma cena que chamou-me a atenção. Antes, quero dizer que tenho todo o respeito aos meus leitores que vão pensar diferente de mim, pois creio que a discordância é uma das belezas da espécie humana, uma vez que através dos prismas diferentes que contemplamos o fascínio do arco-íris da complexidade social que vivemos. Mas, não me furto ao direito de me estarrecer quando vejo um pastor que propangadeia o seu suposto dom de curar pessoas, dividindo o mesmo espaço sagrado de um candidato a prefeito em nossa cidade! Logo me pergunto: o que está acontecendo?
Tenho dito que o movimento de curas e milagres é um sinal do espírito do anticristo. E, explico: creio na contemporaneidade dos dons e na ocorrência de milagres ainda hoje, apenas me coloco no patamar da cautela ao analisar os supostos milagreiros que, à custa de popularidade pessoal acaba criando verdadeiras cruzadas prometendo aquilo que não vêm deles próprios: a intervenção sobrenatural do Espírito Santo de Deus. Trata-se de um fenomeno que poderíamos chamar de "privatização do sagrado". Afinal de contas, se o doador é o Senhor, ele é que tem de receber a honra e não o homem a quem é doado da graça! Algo está invertido na cosmovisão evangélica! Hoje o pregador recebe mais cartaz do que a sua pregação!
Lembro-me perfeitamente de uma passagem em que Spurgeon encontrou um homem bêbado que lhe disse, "sou um dos seus convertidos". E Spurgeon disse, "realmente dá para ver que você é um dos meus convertidos! Certamente você não é um convertido do Senhor Jesus!". Uma das mais convincentes demonstrações de que uma pessoa foi genuinamente curada é o fato dela sair falando não do instrumento da cura, mas da fonte de sua cura! Quando Filipe batizou o eunuco, Atos 8, encontramos no texto a menção que lhe foi anunciado a Jesus, e quando sairam da água, cada um foi para um canto e o texto diz: "o Espírito do Senhor arrebatou a Filipe, não o viu mais o eunuco, que jubiloso seguia o seu caminho".
Repare que o eunuco não ficou com nenhuma fixação em Filipe, não houve absolutamente um marketing apontando o seu mentor como alguém que abala estruturas ou pessoas! Em outras palavras, quando o eunuco encontrou-se com Jesus, a partir da evangelização feita por Filipe, ele não precisou mais de Filipe, pois ele já tinha tudo o que precisava. Filipe tornou-se dispensável!
Não sei como seria isso hoje em dia, mas creio que o ideal do pastor (quer seja de igreja local, e ainda mais desses "itinerantes") é se tornar desnecessário! Quando o pregador amarga o ostracismo é porque cumpriu a sua verdadeira missão: tornar Jesus conhecido, somente Ele! Mas, o que vemos hoje são pregadores mais famosos que Jesus! Alguns ousam a dizer com seus ternos importados, relógios Rolex ao pulso, carros modernosos nas garagens que, como filhos de Deus merecem ter o melhor! E, tudo às custas de quem?
Mas, preciso voltar a cena que vi: pastor milagreiro e um político oportunista! O que deduzimos desse quadro? Parece-me que o evangelho como temos visto por ai serve como plataforma de sustentação do orgulho humano, da sede exagerada que alguns grupos de nossa cidade tem em relação ao poder temporal (dos homens, mesmo!). Acredito que faltam homens como Elias que tenham coragem de apontar o dedo para os "Acabes" de nosso tempo, "não sou eu que tenho perturbado a Israel, mas és tu e a casa de teu pai, por terdes deixado os mandamentos do Senhor, e por teres tu seguido os baalins." (I Reis 18.18)
Onde estão os que denunciaram a idolatria de nossa cidade? Quantos vão identificar os poderosos de nossa cidade como sendo todos ligados a um sistema pagão que limitam o acesso aos verdadeiros evangélicos das propostas para o bem de nossa cidade? Por que merecem tanto destaque àqueles que, somente em tempos de eleição se convertem em "evangélicos"? Onde estão os perturbadores de nossa cidade? Por que se dá tanta importância a pregadores que vêm e vão enquanto os profetas de nossa cidade são ridicularizados? Onde estão os verdadeiramente evangélicos?
Perguntas que não querem calar!
PS. Esse artigo é uma homenagem ao "Encontro de Teologia Reformada" que acontecerá em nossa cidade nos dias 22 e 23 de setembro no SERENAR. Preletores da estirpe de Franklin Ferreira, um dos mais renomados teólogos bíblico brasileiros e Adauto Lourenço, um físico que têm defendido o criacionismo em debates universitários no Brasil e fora dele estarão no evento, e você não pode perder! Creio que o avivamento em nossa cidade será recebido com Bíblias abertas e corações rasgados e não promessas de curas e milagres temporais! Por isso, participe, acesse o site www.petra-angra.weebly.com
quinta-feira, 16 de agosto de 2012
15 OU 13: EIS A QUESTÃO!
Vivemos atualmente nas mais variadas cidades do nosso país um clima eleitoral eletrizante. Nesse periodo, são famosos os casos onde os aspirantes tanto ao executivo quanto ao legislativo, extrapolam em suas propostas no afã de enganarem seus eleitores, com promessas totalmente dissociadas da realidade.
Fico preocupado quando vejo nas propostas de vereadores aspectos que não se esperam de legisladores do povo e para o povo, pois é muito comum vermos personagens folclóricos que querem apenas tumultuar o processo eleitoral, pois eles mesmos se vêem sem chances algumas de serem elevados ao poder. São as "tiriricas" do meio político, no sentido mais rasteiro da palavra, referindo-me às ervas daninhas, que não precisam ser plantadas, mas abundam em nossos quintais. Expõem a fragilidade de nossas instituições não haver um concurso exigente para se auferir não apenas a capacidade acadêmica, mas sobretudo de entendimento raso dos futuros vereadores! Tenho para mim que essa proposta seria muito bem vinda: avaliações criteriosas, uma espécie de "vestibular" aos candidatos políticos!
Agora, o que assombra também no contexto eleitoral é o "messianismo" com que alguns se apresentam, tipo "vou trazer de volta a alegria!", ou ainda "vou cuidar de vocês!". Nessas duas falas percebemos sutilezas que não podem ser ignoradas, e faço análise das duas indiscriminadamente, para o contexto de nossa cidade!
Ora, ser doador de uma alegria que se julga estar faltando em nossa cidade, é no mínimo pretencioso, até mesmo porque não pode ser cumprida integralmente. O que entristece uma cidade como a nossa é o fato de que sem variações, a despeito de alternâncias necessárias do poder, nossos governantes não são claros em atender interesses básicos da população, apenas se locupletam na tentativa de serem bem remunerados e favorecidos ao preço da desigualdade social. E, ainda "cuidar da cidade" não deve ser prerrogativa de ninguém em absoluto, uma vez que temos de cultivar o espírito em nossa cidade do "cuidado interdependente" que vem a ser a premissa de que o povo não pode permitir se tornar "massa de manobra" de expressões da mídia local que se dividem, e não tem qualquer compromisso com a verdade integral dos fatos, pois são tendenciosos politicamente!
A pergunta acima, no título de minha postagem, fica sem resposta. Cabe a cada eleitor ter a sensibilidade de analisar de maneira independente a relação que deve existir entre voto e consciência. Não se deve votar constrangido por conta de doações de materiais de construção, alimentos, promessas de empregos ou ainda por sorrisos e abraços voluptuosos! Vota-se não apenas com o coração, mas também com a razão!
Independente de 15 ou 13, nas eleições desse ano em Angra, uma coisa é certa: a cidade sairá do pleito dividida e faço aqui um clamor para que as nossas mãos estejam estendidas para a reconstrução moral de nosso município, e para isso, temos de retirar as "luvas da discórdia" e, trabalharmos para a unidade do povo, na crença de que, nossa cidade não é apenas bela, mas viável politicamente. A impressão que tenho é que a mídia em geral vende uma Angra dividida entre tons azuis e vermelhos, mas não aceito tal segregação, afinal quem é angrense ou mora nessa cidade sabe que, queremos sim, termos a alegria de volta e sermos cuidados, mas não por homens ou mulheres que nos representem, mas sim por nós mesmos, praticando a máxima ensinada pelo próprio Senhor Jesus, de lavarmos os pés uns dos outros, em João 13, na perspectiva de que a força de uma cidade está no caráter de seus moradores!
É por ai. O resto é resto!
Fico preocupado quando vejo nas propostas de vereadores aspectos que não se esperam de legisladores do povo e para o povo, pois é muito comum vermos personagens folclóricos que querem apenas tumultuar o processo eleitoral, pois eles mesmos se vêem sem chances algumas de serem elevados ao poder. São as "tiriricas" do meio político, no sentido mais rasteiro da palavra, referindo-me às ervas daninhas, que não precisam ser plantadas, mas abundam em nossos quintais. Expõem a fragilidade de nossas instituições não haver um concurso exigente para se auferir não apenas a capacidade acadêmica, mas sobretudo de entendimento raso dos futuros vereadores! Tenho para mim que essa proposta seria muito bem vinda: avaliações criteriosas, uma espécie de "vestibular" aos candidatos políticos!
Agora, o que assombra também no contexto eleitoral é o "messianismo" com que alguns se apresentam, tipo "vou trazer de volta a alegria!", ou ainda "vou cuidar de vocês!". Nessas duas falas percebemos sutilezas que não podem ser ignoradas, e faço análise das duas indiscriminadamente, para o contexto de nossa cidade!
Ora, ser doador de uma alegria que se julga estar faltando em nossa cidade, é no mínimo pretencioso, até mesmo porque não pode ser cumprida integralmente. O que entristece uma cidade como a nossa é o fato de que sem variações, a despeito de alternâncias necessárias do poder, nossos governantes não são claros em atender interesses básicos da população, apenas se locupletam na tentativa de serem bem remunerados e favorecidos ao preço da desigualdade social. E, ainda "cuidar da cidade" não deve ser prerrogativa de ninguém em absoluto, uma vez que temos de cultivar o espírito em nossa cidade do "cuidado interdependente" que vem a ser a premissa de que o povo não pode permitir se tornar "massa de manobra" de expressões da mídia local que se dividem, e não tem qualquer compromisso com a verdade integral dos fatos, pois são tendenciosos politicamente!
A pergunta acima, no título de minha postagem, fica sem resposta. Cabe a cada eleitor ter a sensibilidade de analisar de maneira independente a relação que deve existir entre voto e consciência. Não se deve votar constrangido por conta de doações de materiais de construção, alimentos, promessas de empregos ou ainda por sorrisos e abraços voluptuosos! Vota-se não apenas com o coração, mas também com a razão!
Independente de 15 ou 13, nas eleições desse ano em Angra, uma coisa é certa: a cidade sairá do pleito dividida e faço aqui um clamor para que as nossas mãos estejam estendidas para a reconstrução moral de nosso município, e para isso, temos de retirar as "luvas da discórdia" e, trabalharmos para a unidade do povo, na crença de que, nossa cidade não é apenas bela, mas viável politicamente. A impressão que tenho é que a mídia em geral vende uma Angra dividida entre tons azuis e vermelhos, mas não aceito tal segregação, afinal quem é angrense ou mora nessa cidade sabe que, queremos sim, termos a alegria de volta e sermos cuidados, mas não por homens ou mulheres que nos representem, mas sim por nós mesmos, praticando a máxima ensinada pelo próprio Senhor Jesus, de lavarmos os pés uns dos outros, em João 13, na perspectiva de que a força de uma cidade está no caráter de seus moradores!
É por ai. O resto é resto!
sexta-feira, 10 de agosto de 2012
UM CORAÇÃO DE SERVO
"Mas entre vós não será assim; antes, qualquer que entre vós quiser tornar-se grande, será esse o que vos sirva; e qualquer que entre vós quiser ser o primeiro, será servo de todos." (Marcos 10.43,44)
A palavra chave neste texto é "doulos", que traduz a ideia de "escravo, servo, homem de condição servil". Tenho parado a fim de pensar o valor da postura servil em nossos relacionamentos e ajuntamentos cristãos. Uma sociedade não subsiste na base do individualismo e do egocentrismo, pois quando o homem encara a sua vida apenas na dimensão da sua própria visão de mundo acaba tornando-se um idolo para si mesmo! É o que costumamos ouvir nos contextos urbanos mais sofisticados onde as pessoas pensam que se bastam a si mesmos apenas por conta de seus curriculos.
Quando o Senhor Jesus salientou a importância de servir e não de ser servido ele acaba quebrando um modelo de pensamento que prioriza o status para valorizar um ideal de vida em que o outro sempre tem a proeminência. Uma postura servil é diferente de um estilo servilista. Há distinção entre ser "servil" onde o que encontramos é a atitude de atenção em relação aos interesses do outro visando o bem comum, e ser "servilista", onde o que temos é uma relação predatória onde um acaba sendo sufocado pela aspereza do outro!
O que mais vemos nas ruas de nossas cidades são pessoas tentando se aproveitar das outras sempre com argumentos falsamente apresentados justamente para se buscar interesses próprios. Para ilustrar isso posso referir ao contexto que vivemos atualmente de propagandas políticas. O que os candidatos procuram no cultivo de suas imagens públicas? Apenas a apresentação de uma abordagem bem ao estilo "salvador da pátria", onde o outro não importa, mas sim que ele tem de valor, no caso em questão, o seu voto. E votar apenas com base em imagem, é servilismo!
A postura servil em um contexto político poderia ser considerado quando há o devido respeito à pessoa humana que detém o voto! Isto é, quando ele é ouvido nas suas queixas, seus medos e suas apreensões sobre o futuro! Onde estão em nossa cidade os foruns para ouvir a população? Infelizmente os homens públicos que militam na política parridária não estão dispostos a ouvir, só querem falar! E de palavras, nós os eleitores estamos cheios!
Faltam servos na política! E sobram gatunos que aproveitando-se do servilismo da população usam seus discursos e determinadas benesses para perpetuarem-se no poder!
A palavra chave neste texto é "doulos", que traduz a ideia de "escravo, servo, homem de condição servil". Tenho parado a fim de pensar o valor da postura servil em nossos relacionamentos e ajuntamentos cristãos. Uma sociedade não subsiste na base do individualismo e do egocentrismo, pois quando o homem encara a sua vida apenas na dimensão da sua própria visão de mundo acaba tornando-se um idolo para si mesmo! É o que costumamos ouvir nos contextos urbanos mais sofisticados onde as pessoas pensam que se bastam a si mesmos apenas por conta de seus curriculos.
Quando o Senhor Jesus salientou a importância de servir e não de ser servido ele acaba quebrando um modelo de pensamento que prioriza o status para valorizar um ideal de vida em que o outro sempre tem a proeminência. Uma postura servil é diferente de um estilo servilista. Há distinção entre ser "servil" onde o que encontramos é a atitude de atenção em relação aos interesses do outro visando o bem comum, e ser "servilista", onde o que temos é uma relação predatória onde um acaba sendo sufocado pela aspereza do outro!
O que mais vemos nas ruas de nossas cidades são pessoas tentando se aproveitar das outras sempre com argumentos falsamente apresentados justamente para se buscar interesses próprios. Para ilustrar isso posso referir ao contexto que vivemos atualmente de propagandas políticas. O que os candidatos procuram no cultivo de suas imagens públicas? Apenas a apresentação de uma abordagem bem ao estilo "salvador da pátria", onde o outro não importa, mas sim que ele tem de valor, no caso em questão, o seu voto. E votar apenas com base em imagem, é servilismo!
A postura servil em um contexto político poderia ser considerado quando há o devido respeito à pessoa humana que detém o voto! Isto é, quando ele é ouvido nas suas queixas, seus medos e suas apreensões sobre o futuro! Onde estão em nossa cidade os foruns para ouvir a população? Infelizmente os homens públicos que militam na política parridária não estão dispostos a ouvir, só querem falar! E de palavras, nós os eleitores estamos cheios!
Faltam servos na política! E sobram gatunos que aproveitando-se do servilismo da população usam seus discursos e determinadas benesses para perpetuarem-se no poder!
terça-feira, 31 de julho de 2012
CAMPO MISSIONÁRIO: PRESENTE DE DEUS!
"Coisa mais bem-aventurada é dar do que receber". (Atos 20.35)
De volta do Haiti, onde liderei uma equipe de quinze pessoas atuando na construção de uma creche-escola, realização de um Congresso Jovem e na visitação de igrejas e orfanatos, vivenciando condições bem caóticas de sobrevivência me ponho a refletir na fala de um dos meus colaboradores na viagem: "eu não ajudo o Haiti, é ele quem me ajuda!".
O nosso coração é tão soberbo que, mesmo quando temos motivações próximas às corretas para ajudar aos necessitados que encontramos em nosso caminho podemos eventualmente enxergar em nós mesmos uma perigosa veia de orgulho que insiste em permanecer ali instalada. Alguém já disse que o orgulho é como uma cebola: tentamos destrinchá-lo, mas não encontramos o seu cerne! A essência do orgulho é a nossa própria natureza humana que teima em chamar atenção para si mesma, e isso é tão verdade que a a Bíblia fala no desafio posto de "mortificarmos as obras da carne". É a proposta paulina:
Colossenses 3:5,6
Exterminai, pois, as vossas inclinações carnais: a prostituição, a impureza, a paixão, a vil concupiscência, e a avareza, que é idolatria; pelas quais coisas vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência.
O antídoto para o orgulho é a doação incondicional, e a esfera em que ocorre essa entrega tão irrestrita é sem dúvida alguma, é no envolvimento missionário. Quando o meu amigo disse que o Haiti faz bem a ele, bem mais do que ele ao Haiti, entendi pelo contexto de sua fala que a lembrança generosa dos nossos irmãos empobrecidos serve-lhe de estímulo para ele dar "graças em tudo". A gratidão é a linguagem de quem tem a graça de Deus encharcando o coração! Gosto de pensar na lógica absurda da graça. Como ser agradecido mesmo em meio aos mais desiguais sofrimentos?
Essa pergunta encontra sua resposta numa das canções que nossos irmãos haitianos nos ensinaram: "todas as coisas vão bem, quando Jesus está está no trono".
É por ai!
De volta do Haiti, onde liderei uma equipe de quinze pessoas atuando na construção de uma creche-escola, realização de um Congresso Jovem e na visitação de igrejas e orfanatos, vivenciando condições bem caóticas de sobrevivência me ponho a refletir na fala de um dos meus colaboradores na viagem: "eu não ajudo o Haiti, é ele quem me ajuda!".
O nosso coração é tão soberbo que, mesmo quando temos motivações próximas às corretas para ajudar aos necessitados que encontramos em nosso caminho podemos eventualmente enxergar em nós mesmos uma perigosa veia de orgulho que insiste em permanecer ali instalada. Alguém já disse que o orgulho é como uma cebola: tentamos destrinchá-lo, mas não encontramos o seu cerne! A essência do orgulho é a nossa própria natureza humana que teima em chamar atenção para si mesma, e isso é tão verdade que a a Bíblia fala no desafio posto de "mortificarmos as obras da carne". É a proposta paulina:
Colossenses 3:5,6
Exterminai, pois, as vossas inclinações carnais: a prostituição, a impureza, a paixão, a vil concupiscência, e a avareza, que é idolatria; pelas quais coisas vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência.
O antídoto para o orgulho é a doação incondicional, e a esfera em que ocorre essa entrega tão irrestrita é sem dúvida alguma, é no envolvimento missionário. Quando o meu amigo disse que o Haiti faz bem a ele, bem mais do que ele ao Haiti, entendi pelo contexto de sua fala que a lembrança generosa dos nossos irmãos empobrecidos serve-lhe de estímulo para ele dar "graças em tudo". A gratidão é a linguagem de quem tem a graça de Deus encharcando o coração! Gosto de pensar na lógica absurda da graça. Como ser agradecido mesmo em meio aos mais desiguais sofrimentos?
Essa pergunta encontra sua resposta numa das canções que nossos irmãos haitianos nos ensinaram: "todas as coisas vão bem, quando Jesus está está no trono".
É por ai!
Assinar:
Postagens (Atom)