"Coisa mais bem-aventurada é dar do que receber". (Atos 20.35)
De volta do Haiti, onde liderei uma equipe de quinze pessoas atuando na construção de uma creche-escola, realização de um Congresso Jovem e na visitação de igrejas e orfanatos, vivenciando condições bem caóticas de sobrevivência me ponho a refletir na fala de um dos meus colaboradores na viagem: "eu não ajudo o Haiti, é ele quem me ajuda!".
O nosso coração é tão soberbo que, mesmo quando temos motivações próximas às corretas para ajudar aos necessitados que encontramos em nosso caminho podemos eventualmente enxergar em nós mesmos uma perigosa veia de orgulho que insiste em permanecer ali instalada. Alguém já disse que o orgulho é como uma cebola: tentamos destrinchá-lo, mas não encontramos o seu cerne! A essência do orgulho é a nossa própria natureza humana que teima em chamar atenção para si mesma, e isso é tão verdade que a a Bíblia fala no desafio posto de "mortificarmos as obras da carne". É a proposta paulina:
Colossenses 3:5,6
Exterminai, pois, as vossas inclinações carnais: a prostituição, a impureza, a paixão, a vil concupiscência, e a avareza, que é idolatria; pelas quais coisas vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência.
O antídoto para o orgulho é a doação incondicional, e a esfera em que ocorre essa entrega tão irrestrita é sem dúvida alguma, é no envolvimento missionário. Quando o meu amigo disse que o Haiti faz bem a ele, bem mais do que ele ao Haiti, entendi pelo contexto de sua fala que a lembrança generosa dos nossos irmãos empobrecidos serve-lhe de estímulo para ele dar "graças em tudo". A gratidão é a linguagem de quem tem a graça de Deus encharcando o coração! Gosto de pensar na lógica absurda da graça. Como ser agradecido mesmo em meio aos mais desiguais sofrimentos?
Essa pergunta encontra sua resposta numa das canções que nossos irmãos haitianos nos ensinaram: "todas as coisas vão bem, quando Jesus está está no trono".
É por ai!
terça-feira, 31 de julho de 2012
quinta-feira, 26 de julho de 2012
AS CRIANÇAS DO HAITI
Fiquei devendo um artigo sobre o trabalho que as mulheres de nossa equipe aqui no Haiti fizeram com espirito abnegado e uma dedicação bem singular. Foram realizadas visitas em alguns orfanatos e igrejas com programações voltadas às crianças como histórias, músicas e distribuição de kits com doces e balas.
A sensação que se tem quando se sai desses programas sempre é de um forte senso de impotência pois há muita coisa a ser feita, e na maioria das vezes o que nos propomos a fazer no final das contas, parece ser muito pouco!
As irmãs, lideradas pela Débora se portaram de modo bem criativo na contação das histórias e na animação por meio das músicas e dinâmicas diversas, em tudo elas demonstraram a vontade de marcarem vidas que, sabem de perto o que vem a ser a dor do abandono. O prêmio que temos é o sorriso estampado de crianças que, ao menos por algumas horas, tem a dinâmica da vida deles mudada, com o brilho do amor solidário.
O ano que vem voltaremos com uma estrutura melhor e o desafio persiste: por que você não vem no próximo ano conosco?
A sensação que se tem quando se sai desses programas sempre é de um forte senso de impotência pois há muita coisa a ser feita, e na maioria das vezes o que nos propomos a fazer no final das contas, parece ser muito pouco!
As irmãs, lideradas pela Débora se portaram de modo bem criativo na contação das histórias e na animação por meio das músicas e dinâmicas diversas, em tudo elas demonstraram a vontade de marcarem vidas que, sabem de perto o que vem a ser a dor do abandono. O prêmio que temos é o sorriso estampado de crianças que, ao menos por algumas horas, tem a dinâmica da vida deles mudada, com o brilho do amor solidário.
O ano que vem voltaremos com uma estrutura melhor e o desafio persiste: por que você não vem no próximo ano conosco?
quarta-feira, 25 de julho de 2012
CARREIRA TERMINADA NO HAITI
Quando o apóstolo Paulo fala em Atos sobre "completar a carreira que recevi do meu Senhor" ele se referia à sua tarefa missionária no decorrer de sua vida. Apesar do tema acima, compreendo que nossa carreira foi terminada no Haiti apenas no quesito: obra em Cottard, 2012. Pois ainda há muito o que fazer para que o Haiti volte a sorrir de novo.
Acabei de conversar com o pr. Genele, da Igreja Batista em Cottard que, emocionado demostrou sua gratidão pelo trabalho de toda a nossa equipe de construção durante esses 06 dias envolvidos integralmente na Obra do Senhor aqui no Haiti.
O teatemunho que eu tenho recolhido aqui com a minha equipe é que essa obra (a construção de uma unidade do PEP, uma escola pré escolar) realizada em tão pouco tempo e com uma equipe mista que envolveu um pedreiro, três pastores, um técnico em desinsetização, um mecânico naval e um técnico agrícula! Coisa de Deus! Pessoas que não possuem em si mesmas quaisquer habilidades na área da carpintaria, mas que se uniram em torno de um ideal comum: "fazer o algo mais"
O que levamos destes momentos passados aqui em Cottard é a hospitalidade generosa da família pastoral, que nos recebeu com o que tinham de melhor: uma igreja em obras, banhos de "caneca", alimentação em horários regulares e com uma fartura que, só foi possível pelas ofertas que deixamos, mas o que na realidade foi o diferencial, sem dúvida alguma foi a presença do Espírito Santo que permeou em nossas vidas trazendo uma brisa santa nas noites quentes, um renovo nos momentos de cansaço e o dulçor que só pode perceber quem se torna dependente do favor do Senhor!
Em suma, podemos dizer que fizemos história no Haiti com a construção do primeiro PEPE em solo haitiano, e agora fica o desejo de que o projeto agora cresça a partir do que deixamos: quatro salas e dois banheiros. Estamos conscientes de que ainda falta algo mais para o funcionamento digno desse mega projeto: cisterna, caixa d'água, muros, cadeiras escolares, quadro negros, o treinamento dos professores, e outros adendos. Mas, empreendemos uma obra que ficou em 20 mil dólares, que conseguimos, graças às doações das igrejas brasileiras, e da nossa parceira no projeto: a "Junta de Missões Mundiais", da "Convenção Batista Brasileira".
Não podemos deixar de agradecer a Deus pela oportunidade de servir mais um ano no Haiti e termino esse artigo desafiando pastores e igrejas para a próxima caravana que estarei à frente em julho de 2013! Tudo por um novo Haiti. E, em relação à carreira mais lata que o Senhor quer que cumpramos no decorrer da nossa vida, lembro-me de alguém que disse o seguinte: só há um jeito de saber se cumprimos nossa missão aqui na terra: se estamos vivos é porque ainda não a completamos!
Estou abrindo a minha agenda para estar falando em igrejas sobre os desafios do Haiti. Basta enviar um email para ezequias@ibacen.com.br
Acabei de conversar com o pr. Genele, da Igreja Batista em Cottard que, emocionado demostrou sua gratidão pelo trabalho de toda a nossa equipe de construção durante esses 06 dias envolvidos integralmente na Obra do Senhor aqui no Haiti.
O teatemunho que eu tenho recolhido aqui com a minha equipe é que essa obra (a construção de uma unidade do PEP, uma escola pré escolar) realizada em tão pouco tempo e com uma equipe mista que envolveu um pedreiro, três pastores, um técnico em desinsetização, um mecânico naval e um técnico agrícula! Coisa de Deus! Pessoas que não possuem em si mesmas quaisquer habilidades na área da carpintaria, mas que se uniram em torno de um ideal comum: "fazer o algo mais"
O que levamos destes momentos passados aqui em Cottard é a hospitalidade generosa da família pastoral, que nos recebeu com o que tinham de melhor: uma igreja em obras, banhos de "caneca", alimentação em horários regulares e com uma fartura que, só foi possível pelas ofertas que deixamos, mas o que na realidade foi o diferencial, sem dúvida alguma foi a presença do Espírito Santo que permeou em nossas vidas trazendo uma brisa santa nas noites quentes, um renovo nos momentos de cansaço e o dulçor que só pode perceber quem se torna dependente do favor do Senhor!
Em suma, podemos dizer que fizemos história no Haiti com a construção do primeiro PEPE em solo haitiano, e agora fica o desejo de que o projeto agora cresça a partir do que deixamos: quatro salas e dois banheiros. Estamos conscientes de que ainda falta algo mais para o funcionamento digno desse mega projeto: cisterna, caixa d'água, muros, cadeiras escolares, quadro negros, o treinamento dos professores, e outros adendos. Mas, empreendemos uma obra que ficou em 20 mil dólares, que conseguimos, graças às doações das igrejas brasileiras, e da nossa parceira no projeto: a "Junta de Missões Mundiais", da "Convenção Batista Brasileira".
Não podemos deixar de agradecer a Deus pela oportunidade de servir mais um ano no Haiti e termino esse artigo desafiando pastores e igrejas para a próxima caravana que estarei à frente em julho de 2013! Tudo por um novo Haiti. E, em relação à carreira mais lata que o Senhor quer que cumpramos no decorrer da nossa vida, lembro-me de alguém que disse o seguinte: só há um jeito de saber se cumprimos nossa missão aqui na terra: se estamos vivos é porque ainda não a completamos!
Estou abrindo a minha agenda para estar falando em igrejas sobre os desafios do Haiti. Basta enviar um email para ezequias@ibacen.com.br
CARREIRA TERMINADA NO HAITI
Quando o apóstolo Paulo fala em Atos sobre "completar a carreira que recevi do meu Senhor" ele se referia à sua tarefa missionária no decorrer de sua vida. Apesar do tema acima, compreendo que nossa carreira foi terminada no Haiti apenas no quesito: obra em Cottard, 2012. Pois ainda há muito o que fazer para que o Haiti volte a sorrir de novo.
Acabei de conversar com o pr. Genele, da Igreja Batista em Cottard que, emocionado demostrou sua gratidão pelo trabalho de toda a nossa equipe de construção durante esses 06 dias envolvidos integralmente na Obra do Senhor aqui no Haiti.
O teatemunho que eu tenho recolhido aqui com a minha equipe é que essa obra (a construção de uma unidade do PEP, uma escola pré escolar) realizada em tão pouco tempo e com uma equipe mista que envolveu um pedreiro, três pastores, um técnico em desinsetização, um mecânico naval e um técnico agrícula! Coisa de Deus! Pessoas que não possuem em si mesmas quaisquer habilidades na área da carpintaria, mas que se uniram em torno de um ideal comum: "fazer o algo mais"
O que levamos destes momentos passados aqui em Cottard é a hospitalidade generosa da família pastoral, que nos recebeu com o que tinham de melhor: uma igreja em obras, banhos de "caneca", alimentação em horários regulares e com uma fartura que, só foi possível pelas ofertas que deixamos, mas o que na realidade foi o diferencial, sem dúvida alguma foi a presença do Espírito Santo que permeou em nossas vidas trazendo uma brisa santa nas noites quentes, um renovo nos momentos de cansaço e o dulçor que só pode perceber quem se torna dependente do favor do Senhor!
Em suma, podemos dizer que fizemos história no Haiti com a construção do primeiro PEPE em solo haitiano, e agora fica o desejo de que o projeto agora cresça a partir do que deixamos: quatro salas e dois banheiros. Estamos conscientes de que ainda falta algo mais para o funcionamento digno desse mega projeto: cisterna, caixa d'água, muros, cadeiras escolares, quadro negros, o treinamento dos professores, e outros adendos. Mas, empreendemos uma obra que ficou em 20 mil dólares, que conseguimos, graças às doações das igrejas brasileiras, e da nossa parceira no projeto: a "Junta de Missões Mundiais", da "Convenção Batista Brasileira".
Não podemos deixar de agradecer a Deus pela oportunidade de servir mais um ano no Haiti e termino esse artigo desafiando pastores e igrejas para a próxima caravana que estarei à frente em julho de 2013! Tudo por um novo Haiti. E, em relação à carreira mais lata que o Senhor quer que cumpramos no decorrer da nossa vida, lembro-me de alguém que disse o seguinte: só há um jeito de saber se cumprimos nossa missão aqui na terra: se estamos vivos é porque ainda não a completamos!
Estou abrindo a minha agenda para estar falando em igrejas sobre os desafios do Haiti. Basta enviar um email para ezequias@ibacen.com.br
Acabei de conversar com o pr. Genele, da Igreja Batista em Cottard que, emocionado demostrou sua gratidão pelo trabalho de toda a nossa equipe de construção durante esses 06 dias envolvidos integralmente na Obra do Senhor aqui no Haiti.
O teatemunho que eu tenho recolhido aqui com a minha equipe é que essa obra (a construção de uma unidade do PEP, uma escola pré escolar) realizada em tão pouco tempo e com uma equipe mista que envolveu um pedreiro, três pastores, um técnico em desinsetização, um mecânico naval e um técnico agrícula! Coisa de Deus! Pessoas que não possuem em si mesmas quaisquer habilidades na área da carpintaria, mas que se uniram em torno de um ideal comum: "fazer o algo mais"
O que levamos destes momentos passados aqui em Cottard é a hospitalidade generosa da família pastoral, que nos recebeu com o que tinham de melhor: uma igreja em obras, banhos de "caneca", alimentação em horários regulares e com uma fartura que, só foi possível pelas ofertas que deixamos, mas o que na realidade foi o diferencial, sem dúvida alguma foi a presença do Espírito Santo que permeou em nossas vidas trazendo uma brisa santa nas noites quentes, um renovo nos momentos de cansaço e o dulçor que só pode perceber quem se torna dependente do favor do Senhor!
Em suma, podemos dizer que fizemos história no Haiti com a construção do primeiro PEPE em solo haitiano, e agora fica o desejo de que o projeto agora cresça a partir do que deixamos: quatro salas e dois banheiros. Estamos conscientes de que ainda falta algo mais para o funcionamento digno desse mega projeto: cisterna, caixa d'água, muros, cadeiras escolares, quadro negros, o treinamento dos professores, e outros adendos. Mas, empreendemos uma obra que ficou em 20 mil dólares, que conseguimos, graças às doações das igrejas brasileiras, e da nossa parceira no projeto: a "Junta de Missões Mundiais", da "Convenção Batista Brasileira".
Não podemos deixar de agradecer a Deus pela oportunidade de servir mais um ano no Haiti e termino esse artigo desafiando pastores e igrejas para a próxima caravana que estarei à frente em julho de 2013! Tudo por um novo Haiti. E, em relação à carreira mais lata que o Senhor quer que cumpramos no decorrer da nossa vida, lembro-me de alguém que disse o seguinte: só há um jeito de saber se cumprimos nossa missão aqui na terra: se estamos vivos é porque ainda não a completamos!
Estou abrindo a minha agenda para estar falando em igrejas sobre os desafios do Haiti. Basta enviar um email para ezequias@ibacen.com.br
sexta-feira, 20 de julho de 2012
INFORMATIVO PROJETO HAITI 2012
Estou aqui na sede da "Conexão das Igrejas Batistas no Haiti", organização que tem uma parceria com a nossa "Junta de Missões Mundiais" da Convenção Batista Brasileira. Dentro de pouco mais de uma hora estaremos dando abertura oficial ao nosso Congresso Jovem aqui no Haiti.
Estamos com dois grupos de trabalho em nosso projeto. Uma equipe de construção formada por 07 homens, com o apoio de nosso missionário no Haiti ("Missão de Apoio à Igreja Sofredora), Douglas Soares está em Cottard realizando a construção de uma creche escola que atenderá a um projeto denominado PEPE (Programa de Educação Pré Escolar) que a nossa Junta missionária tem mantido em vários países do mundo com a visão empolgante de ensinar as primeiras letras às crianças com valores cristãos. A região de Cottard parece ser uma área bem carente, e como é típico no Haiti as crianças ali não tem acesso fácil à alfabetização e a Igreja Batista do bairro, liderada pelo pr. Genele tem um bom testemunho na comunidade e cremos que estamos fazendo história nesse país a partir desse projeto de construção que servirá de padrão para as próximas unidades do PEPE no país.
O outro grupo de nossa caravana, formada por 08 irmãs que tem sido lideradas pela minha esposa, Débora Marins, está hospedado na sede da "Missão de Apoio à Igreja Sofredora", de uma forma generosa, a ponto delas mesmas se expressarem que vem sendo tratadas como "princesas". Elas tem visitado todas as tardes orfanatos nas redondezas de Porto Principe, e todas tem sido impactadas com experiências de aproximação ao sofrimento mais torturante aqui no Haiti: o das crianças. Os órfáos haitianos tem olhos vivos, que mascaram muito bem o estado desolador de suas vidas, com horizontes de esperança bem escondidos. O nosso trabalho aqui no Haiti é proporcionar em algumas horas um vislumbre daquilo que a Graça de Deus pode proporcionar aos coraçõezinhos que já viram a morte tão de perto, e tantas vezes!
O nosso ponto alto nesse fim de semana será a promoção do Congresso Jovem. Trinta jovens estão por aqui, e todos estão bem vestidos, alegres (já ouvimos o canto das moças) e sentindo-se privilegiados em serem convidados para participar desse programa de treinamento ministerial. A coordenação do Congresso está a cargo da irmã Enilze Lucena, e ela notabilizou-se com o melhor da organização pois cada congressista terá um crachá e receberá uma pasta com a programação, dados dos preletores (ao todo serão duas mensagens e seis palestras) e um brinde: um CD do cantor brasileiro Carlinhos Félix! Além disso, temos aqui um banner feito com a qualidade e presteza necessárias ao Reino com o tema (em francês) do nosso Congresso: "Fazendo diferença em um mundo indiferente!".
Semana que vem completaremos nossa construção e avançaremos nas visitas aos orfanatos! Deus tem muitos tesouros para serem dados a nós nestes dias! E, repito "tesouros", pois o Haiti a despeito de ser um dos paises mais pobres do mundo, sempre nos deixa mais ricos, sobretudo quando entendemos o propósito de nossa missão aqui no mundo: marcarmos vidas com a vida de Deus!
Como as lágrimas estão perto de pedirem licença para chegar, me despeço neste primeiro (podendo ser o único) artigo de nossa viagem! Antea de encerrar, não posso deixar de registrar minha gratidão às pessoas e igrejas que tornaram esse projeto possivel:
* Familiares,
* Doadores da obra missionária,
* Igrejas apoiadoras,
* Pastores parceiros,
* Missão de Apoio a Igreja Sofredora,
* Junta de Missões Nacionais,
* Conexão das Igrejas Batistas do Haiti,
* Rosângela,
* Enilze e Priscila (CD's),
Igrejas apoiadoras:
Igreja Batista Central em Japuiba
Igreja Evangélica Congregacional Agape
Igreja Assembleia de Deus, ministério Belem
Igreja Assembleia de Deus, ministério Madureira,
Igreja Batista Central em Brisamar
Igreja Batista Central em Seropédica
Igreja Batista Nickei
Igreja Batista em Nova Aurora
Primeira Igreja Batista em Itanhanhém
Primeira Igreja Batista em Seropédica
Igreja Batista Central em Lagoinha
Igreja Batista Nacional da Japuiba
Igreja Batista Central em Piranema
Igreja Batista Nova Jerusalém
Juventude Batista Sudeste Fluminense
Estamos com dois grupos de trabalho em nosso projeto. Uma equipe de construção formada por 07 homens, com o apoio de nosso missionário no Haiti ("Missão de Apoio à Igreja Sofredora), Douglas Soares está em Cottard realizando a construção de uma creche escola que atenderá a um projeto denominado PEPE (Programa de Educação Pré Escolar) que a nossa Junta missionária tem mantido em vários países do mundo com a visão empolgante de ensinar as primeiras letras às crianças com valores cristãos. A região de Cottard parece ser uma área bem carente, e como é típico no Haiti as crianças ali não tem acesso fácil à alfabetização e a Igreja Batista do bairro, liderada pelo pr. Genele tem um bom testemunho na comunidade e cremos que estamos fazendo história nesse país a partir desse projeto de construção que servirá de padrão para as próximas unidades do PEPE no país.
O outro grupo de nossa caravana, formada por 08 irmãs que tem sido lideradas pela minha esposa, Débora Marins, está hospedado na sede da "Missão de Apoio à Igreja Sofredora", de uma forma generosa, a ponto delas mesmas se expressarem que vem sendo tratadas como "princesas". Elas tem visitado todas as tardes orfanatos nas redondezas de Porto Principe, e todas tem sido impactadas com experiências de aproximação ao sofrimento mais torturante aqui no Haiti: o das crianças. Os órfáos haitianos tem olhos vivos, que mascaram muito bem o estado desolador de suas vidas, com horizontes de esperança bem escondidos. O nosso trabalho aqui no Haiti é proporcionar em algumas horas um vislumbre daquilo que a Graça de Deus pode proporcionar aos coraçõezinhos que já viram a morte tão de perto, e tantas vezes!
O nosso ponto alto nesse fim de semana será a promoção do Congresso Jovem. Trinta jovens estão por aqui, e todos estão bem vestidos, alegres (já ouvimos o canto das moças) e sentindo-se privilegiados em serem convidados para participar desse programa de treinamento ministerial. A coordenação do Congresso está a cargo da irmã Enilze Lucena, e ela notabilizou-se com o melhor da organização pois cada congressista terá um crachá e receberá uma pasta com a programação, dados dos preletores (ao todo serão duas mensagens e seis palestras) e um brinde: um CD do cantor brasileiro Carlinhos Félix! Além disso, temos aqui um banner feito com a qualidade e presteza necessárias ao Reino com o tema (em francês) do nosso Congresso: "Fazendo diferença em um mundo indiferente!".
Semana que vem completaremos nossa construção e avançaremos nas visitas aos orfanatos! Deus tem muitos tesouros para serem dados a nós nestes dias! E, repito "tesouros", pois o Haiti a despeito de ser um dos paises mais pobres do mundo, sempre nos deixa mais ricos, sobretudo quando entendemos o propósito de nossa missão aqui no mundo: marcarmos vidas com a vida de Deus!
Como as lágrimas estão perto de pedirem licença para chegar, me despeço neste primeiro (podendo ser o único) artigo de nossa viagem! Antea de encerrar, não posso deixar de registrar minha gratidão às pessoas e igrejas que tornaram esse projeto possivel:
* Familiares,
* Doadores da obra missionária,
* Igrejas apoiadoras,
* Pastores parceiros,
* Missão de Apoio a Igreja Sofredora,
* Junta de Missões Nacionais,
* Conexão das Igrejas Batistas do Haiti,
* Rosângela,
* Enilze e Priscila (CD's),
Igrejas apoiadoras:
Igreja Batista Central em Japuiba
Igreja Evangélica Congregacional Agape
Igreja Assembleia de Deus, ministério Belem
Igreja Assembleia de Deus, ministério Madureira,
Igreja Batista Central em Brisamar
Igreja Batista Central em Seropédica
Igreja Batista Nickei
Igreja Batista em Nova Aurora
Primeira Igreja Batista em Itanhanhém
Primeira Igreja Batista em Seropédica
Igreja Batista Central em Lagoinha
Igreja Batista Nacional da Japuiba
Igreja Batista Central em Piranema
Igreja Batista Nova Jerusalém
Juventude Batista Sudeste Fluminense
quinta-feira, 12 de julho de 2012
O NOSSO HAITI INTERNO!
"Deus, que de nada necessita, ama por toda a existência criaturas inteiramente supérfluasa para poder amá-las e aperfeiçoá-las". (C. S. Lewis)
Na iminência de voltar a pisar o santo solo haitiano leio esse pensamento no livro que estou lendo atualmente, "De volta à cabana" de C. Baxter Kruger, e fico absorto em imaginar o quanto Deus nos ama, a despeito de nossas fragilidades existenciais. Nossas esquisitizes interiores não são vis o suficiente para fazer com que o nosso amado Jesus vire as costas a nós a ponto de experimentarmos o que poderia chamar de "desprezo divino". Me encanta em pensar que quanto mais sou humano, mais sou amado! E, isso tem a ver com as minhas impressões a respeito do Haiti.
Nas duas últimas vezes que estive nesse que é o país mais pobre das Américas, fui incomodado com lágrimas teimosas que vinham justamente pelas cenas de pobreza extrema, gente misturado com lixo e dignidades enfeiadas, e tomei uma atitide no meu espírito: não ficarei apenas na contemplação! Penso que, salvaguardadas as devidas proporções, isso é o que estava na mente de Deus quando, na eternidade pensou em sua intervenção sobre a terra para liberar o caminho que o pecado havia bloqueado, a saber, a trilha que conduz o homem ao Seu coração amoroso. Deus poderia ter se calado, mas não fez! Ele abriu sua boca, revelou seu mais forte argumento, enviou o "verbo", enfim, movimentou com a força da graça as estruturas do universo.
E, saber que em sua vinda humilde facilmente identificamos a invasão do sobrenatural inexplicável a um mundo natural chafurdadaso e mal cheiroso, só podemos exprimir esse amor de uma forma louca: "que amor é esse?". Foim uma entrega apaixonada a uma humanidade que em sua gênese tem mais a ver com o Haiti do que com a Suíça, pois concordo com o bispo anglicano William Temple que vai dizer que a única contribuição que fizemos em relação à nossa salvação foii a entrega da nossa miséria! Não temos dúvidas que nossa pobreza é a essência da humanidade caida e, sem dúvida, se não fosse a graça de um Deus que se nivelou por baixo ao nos encontrar, estaríamos irremediavelmente perdidos.
Concluo que ir ao Haiti é como encontrar-se comigo mesmo em meu mais verdadeiro "eu". Enquanto vivo no conforto de minha rotina não sou autêntico. Por mais que seja franco, vez por outra represento um papel social, e os benefícios da vida em nosso país maqueia, minha fealdade, e isso narcotiza minhas neuras! Agora, no Haiti, desnudo-me daquilo que projeto apenas para os outros, enganando a mim mesmo.
Por isso penso que, independente de irmos ou não ao Haiti, é necessário que ele venha até nós e revele nossas falsidades e maquinações, e sobretudo ao nos desnudar, torna- nos mais gente, mais simples e sobretudo, mais livre! Somos pobres haitianos de alma que, por vivermos em um contexto superficialmente mais rico, facilmente pensamos ser mais do que realmente somos: pobres crianças de Deus!
É o que penso.
PS. As próximas postagens serão no trânsito ou no próprio Haiti. Vou em busca do que insisto em perder. E, em achando não quero voltar a perder! Vamos juntos?
Na iminência de voltar a pisar o santo solo haitiano leio esse pensamento no livro que estou lendo atualmente, "De volta à cabana" de C. Baxter Kruger, e fico absorto em imaginar o quanto Deus nos ama, a despeito de nossas fragilidades existenciais. Nossas esquisitizes interiores não são vis o suficiente para fazer com que o nosso amado Jesus vire as costas a nós a ponto de experimentarmos o que poderia chamar de "desprezo divino". Me encanta em pensar que quanto mais sou humano, mais sou amado! E, isso tem a ver com as minhas impressões a respeito do Haiti.
Nas duas últimas vezes que estive nesse que é o país mais pobre das Américas, fui incomodado com lágrimas teimosas que vinham justamente pelas cenas de pobreza extrema, gente misturado com lixo e dignidades enfeiadas, e tomei uma atitide no meu espírito: não ficarei apenas na contemplação! Penso que, salvaguardadas as devidas proporções, isso é o que estava na mente de Deus quando, na eternidade pensou em sua intervenção sobre a terra para liberar o caminho que o pecado havia bloqueado, a saber, a trilha que conduz o homem ao Seu coração amoroso. Deus poderia ter se calado, mas não fez! Ele abriu sua boca, revelou seu mais forte argumento, enviou o "verbo", enfim, movimentou com a força da graça as estruturas do universo.
E, saber que em sua vinda humilde facilmente identificamos a invasão do sobrenatural inexplicável a um mundo natural chafurdadaso e mal cheiroso, só podemos exprimir esse amor de uma forma louca: "que amor é esse?". Foim uma entrega apaixonada a uma humanidade que em sua gênese tem mais a ver com o Haiti do que com a Suíça, pois concordo com o bispo anglicano William Temple que vai dizer que a única contribuição que fizemos em relação à nossa salvação foii a entrega da nossa miséria! Não temos dúvidas que nossa pobreza é a essência da humanidade caida e, sem dúvida, se não fosse a graça de um Deus que se nivelou por baixo ao nos encontrar, estaríamos irremediavelmente perdidos.
Concluo que ir ao Haiti é como encontrar-se comigo mesmo em meu mais verdadeiro "eu". Enquanto vivo no conforto de minha rotina não sou autêntico. Por mais que seja franco, vez por outra represento um papel social, e os benefícios da vida em nosso país maqueia, minha fealdade, e isso narcotiza minhas neuras! Agora, no Haiti, desnudo-me daquilo que projeto apenas para os outros, enganando a mim mesmo.
Por isso penso que, independente de irmos ou não ao Haiti, é necessário que ele venha até nós e revele nossas falsidades e maquinações, e sobretudo ao nos desnudar, torna- nos mais gente, mais simples e sobretudo, mais livre! Somos pobres haitianos de alma que, por vivermos em um contexto superficialmente mais rico, facilmente pensamos ser mais do que realmente somos: pobres crianças de Deus!
É o que penso.
PS. As próximas postagens serão no trânsito ou no próprio Haiti. Vou em busca do que insisto em perder. E, em achando não quero voltar a perder! Vamos juntos?
terça-feira, 10 de julho de 2012
HAITI 2012! SONHANDO EM FAZER MAIS!
“Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para
que vejam as vossas boas obras, e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus”. (Mateus 5.16)
Estive
no Haiti no ano do terremoto, 2010, o mais catastrófico de todos os tempos, que
dizimou a vida de 250 mil pessoas, deixando 1,5 milhão de desabrigados e 90 mil
órfãos. Chorei ao chegar ao país, olhando seu solo seco, montanhoso e escasso
de vida! Confesso que senti um forte cheiro de morte! Com o dia bem mais longo
do que o nosso por aqui, vez por outra me batia um desanimo (opressivo até) que
só saia quando orava! No fundo, uma voz que não se calava dentro de mim: “eu
posso fazer alguma coisa!”.
Chegando
ao Brasil, convoquei nossa igreja a sustentarmos um pastor local, o pr. Cledion
Solon da Eglise Weslleyanne, e o fizemos por dois anos! Ano passado estive
hospedado e pregando nessa igreja e percebi a claros olhos o avanço na
estrutura do trabalho físico e espiritual daquele rebanho tão sofrido!
Liderando um grupo de 18 pessoas visitamos orfanatos, realizamos uma semana de
conferencias bíblicas na igreja do pr. Solon e construímos o tempo da Eglise
Armee de Cristo, liderada pelo simpático pr. Danjour. Foi um tempo
indescritível, onde o Senhor confirmou que de fato eu poderia fazer alguma
coisa.
Agora,
em 2012, vamos juntos assumir um compromisso ainda maior: vamos levar um grupo
menor (15 pessoas), ficaremos menos tempo (10 dias) e vamos trabalhar mais,
pois realizaremos um “Congresso Jovem” na sede da Convenção das Igrejas
Batistas Haitianas, visitaremos orfanatos e igrejas com atividades voltadas
para as crianças com entrega de kits de doces e pipocas e ainda construiremos
uma creche escola com a obra orçada em 11 mil dólares!
*
Ore para o Senhor enviar mais recursos financeiros, pois precisaremos levar aqui
do Brasil algo em torno de R$ 40000,00 (quarenta mil reais).
*
Ore para que o Senhor nos dê tempo bom (sem chuvas) para a nossa construção, e
também para que haja harmonia entre a nossa equipe e os irmãos haitianos em
nosso projeto.
*
Ore pela proteção espiritual da equipe. Não podemos nos esquecer de que há uma
herança espiritual pesada naquele país. Mas creio que já somos “mais do que
vencedores”.
*
Ore pelos nossos familiares que vão ficar no país. Alguns deixarão filhos e
cônjuges confiados na promessa de que Deus cuidará dos seus. Ajude-os em
oração!
Estaremos saindo daqui do Brasil na madrugada da próxima segunda feira, 16/07 e chegando aqui no Estado do Rio de Janeiro na manhã do dia 27/07. Serão dez dias de "imersão cultural" e serviço aos nossos irmãos haitianos!
Você pode nos ajudar: em oração (o mais importante de todas as ajudas!), ofertando (Bradesco, Ag. 0459-6, C/C 28972-8) e mantendo-se informado. Direto do Haiti ou no percurso estarei postando artigos nesse blog para manter informado nossos amigos e apoiadores no Brasil do que Deus estará fazendo em nós e através de nós!
Vamos juntos ao Haiti?
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