segunda-feira, 30 de agosto de 2010

SEM FLERTAR COM O MUNDO!

“Devemos permanecer firmes durante os períodos de perseguição, visto que a igreja cristã jamais entrou em um túnel sem fim. Muitas vezes, o túnel pode ter sido mais escuro e mais longo do que alguém ousou imaginar, mas os que permaneceram firmes em sua fé, apesar de tudo, eventualmente saíram, de novo, para a luz do sol. No caso da perseguição final, o sol será o da exaltação do Salvador, no fim do mundo.” (Stuart Olyott)

A igreja do Senhor Jesus nesse tempo está sendo convocada a rever suas posições escatológicas sem a preocupação cronológica dos eventos descritos nas Escrituras, mas com o coração aquecido pela certeza de que o Senhor Jesus virá com poder e grande glória buscar os seus eleitos. Em outras palavras não importa o “como” ou o “quando”, mas sim com “quem” virá de entre as nuvens em uma vinda repentina, gloriosa e iminente.

A postura da igreja deve ser de cautela por conta do aparecimento do Anticristo. O Novo Testamento nos conta da vinda de um anticristo pessoal, mas também nos ensina que o espírito do anticristo já está no mundo e que muitos anticristos já surgiram (I João 2.18-19; 4.3; II João 7). Esses anticristos estão na realidade preparando o terreno para o maior deles, aquele que se encontra prefigurado na figura de Antioco Epifanio nas profecias de Daniel. O aparecimento desse cidadão do inferno fará o mundo experimentar uma modalidade excepcional de poder do império das trevas.

Agora é fato que como ministros do evangelho temos a responsabilidade de persistirmos em nossa abordagem sistemática das Escrituras, ensinando “todo o conselho de Deus” (Atos 20.27) sem abrirmos concessões para os poderes estabelecidos deste mundo, pois como igreja ansiamos agradar a Deus e não aos homens.

Com tristeza verifico um flerte indecente entre a igreja apóstata e o mundo. Parece-me que cada vez mais se proliferam na igreja evangélica brasileira um espírito midiático que a faz amar a estética e desvalorizar a ética; privilegiando o discurso e abrindo mão da missão, por fim, vejo que a postura da igreja deve ser beligerante em relação aos valores do mundo, e para tanto não pode compactuar-se com o ouro das propostas indecentes e dos acordos ilícitos! A palavra de ordem de nosso tempo é: santidade!

Termino com a fala do brilhante teólogo puritano, John Owen:

“Não há qualquer imaginação com a qual o homem é iludido, se torna mais insensato; sim, nenhuma imaginação mais perniciosa do que esta: pessoas não purificadas, não santificadas, não tornadas santas nesta vida devem, posteriormente, ser conduzidas a um estado de benção que consiste no gozo de Deus. Essas pessoas não podem desfrutar a Deus, nem Deus será a recompensa delas. A santidade é aperfeiçoada no céu; mas o seu inicio está invariavelmente confinado a este mundo. Ninguém é levado ao Céu por Deus, senão aqueles que Ele santifica na terra. A Cabeça viva não admitirá membros mortos.”

sábado, 28 de agosto de 2010

ORGULHO TEOLÓGICO!

"Com os ouvidos eu ouvira falar de ti; mas agora te vêem os meus olhos." (Jó 42.5)

Quando estive no Haiti o mês passado eu soube de que existe no país vários pastores analfabetos. De inicio, ficou chocado com essa declaração e me questionei se não havia alguns líderes de igrejas que acabavam sendo influenciados pelo "vodu" (expressão baixa do espiritismo, semelhante à "macumba" aqui no Brasil). Perguntei então ao coordenador de nossa viagem missionária, o pr. Mário de Freitas se havia sincretismo no Haiti.

O pr. Mário me respondeu: "Ezequias, eu fui missionário na China, lá encontrei pastores sem instrução teológica que acabavam vez por outra trazendo elementos de suas religiões antigas para dentro do cristianismo. eu não posso lhe garantir que não exista pastores usando algo do "vodu" nos cultos aqui no Haiti. Mas, cara, os pastores sem teologia que eu conheci na China e alguns dos que estão aqui no Haiti, são santos!".

Confesso que essa expressão, "são santos", mexeu comigo! Porque um filme passou em minha mente, quando percebi que aqui no Brasil temos tanta gentímpia ensinando e aprendendo teologia em nossos seminários! Lembrei-me da reclamação sincera de crentes que tentavam levar Deus a sério cursando teologia em grandes seminários, mas tendo de conviver com professores que negam a autoria de Moisés do Pentateuco, a historicidade de Genesis 1-11, a ocorrência de milagres na Bíblia, o fenômeno da possessão demoníaca, a ressurreição literal de Jesus, antes disso a sua própria encarnação no ventre de Maria, enfim, negam tudo o que é básico na constituição da fé cristã!

Sem contar em seminaristas que, apesar de ortodoxos em suas declações de fé são pedantes, orgulhosos, amantes dos livros mas, inimigos do bom senso! O orgulho é como uma víbora que se não for morta de imediato ela aloja dentro do peito provocando os seguintes sintomas:

* Na pregação do evangelho, os seminaristas orgulhosos gostam de citar termos teológicos ininteligíveis para o público, apenas para exibirem seus conhecimentos, gostam de citar as linguas originais, fazem citações de autores não cristãos para soar uma espécie de "abertura de mente",

* No trato com os outros membros eles estão sempre desejosos de dar conselhos evasivos, isso porque se sentem no dever de dar uma palavra, uma orientação, e algumas vezes fazem isso como que para criticar o seu próprio pastor, do tipo, "eu tenho de ouvir os membros, pois o pastor anda sempre ocupado...",

* Estão sempre críticos aos projetos de seu pastor, afinal de contas, o seminarista orgulhoso se sente agora ao mesmo nível de sua liderança espiritual. Então ele se põe a questionar a estrutura dos sermões que ouve, a razoabilidade dos projetos apresentados à igreja, o modo como a liderança da igreja administra suas finanças, o discipulado dos novos crentes e a qualidade dos músicos, enfim ele critica tudo, dizendo a si mesmo, "eu faria tudo isso diferente...",

* No seminário, no trato com os professores crentes, o seminarista orgulhoso questiona a idoneidade do professor que lhe dá uma nota baixa, questiona sempre acintosamente a secretária da instituição, e não pensa duas vezes em profetizar maldições a quem for contra a um ou outro de seus pronunciamentos (isso mesmo, o orgulhoso não fala, ele se pronuncia!,

* O seminarista orgulhoso quando chega ao ministério faz da igreja o seu "cabide de emprego", e está sempre de olho na igreja maior do vizinho, nunca vai se tornar um "médico de almas", pois ele assumiu o status de "profissional da religião".

Poderia ficar citando outras expresssões e situações bastante comum ao universo dos orgulhosos envolvidos no processo de educação teológica, tanto no nível dos alunos quanto nos dos professores, mas fico por aqui com a consciência de ter acendido uma luz na mente de cada um dos meus leitores para um cuidado que precisamos fazer ao olhar para cada um de nós, a fim de percebermos aquilo que ainda estamos deixando a desejar!

Que o Senhor tenha misericórdia de nós!

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

RESOLUÇÕES EM MEU ANIVERSÁRIO!

"Que darei eu ao Senhor por todos os benefícios que me tem feito?" (Salmo 116.12)

A pergunta do salmista arrebenta o meu coração nesta véspera de meu aniversário, data que completo 36 anos de existência planejada por um Deus misericordioso e providente. E, diante de tamanha graça, que farei eu? Eu tenho consciência absoluta de que o Senhor me escolheu não por ter encontrado algo em mim que o agradasse, ele fôra por demais generoso em meu atrair com "cordas de amor" e me proporcionar o privilégio de ser chamado seu filho, e ainda mais, vivendo em um tempo onde o evangelho de Jesus tem sido tão espezinhado! Vivemos em uma sociedade idólatra, onde o vil metal governa as inteções até mesmo de homens que podem ser considerados nobres aos olhos humanos!

Em minhas leituras sobre a vida do ministro tenho encontrado na fala de Joel Beeke um eco da minha própria consciência! Quando eu o leio e o releio tenho a impressão de ser martelado em fortes resoluções, que preciso tornar público neste artigo:

01. Me comprometo a orar mais e a falar menos!

"Aquilo que o homem é diante de Deus, em particular, é o que ele realmente é". Essa verdade cristalina expõe a minha pequenez em relação aos meus próprios compromissos de oração privada. Tenho dificuldades em me resguardar em meu "quarto secreto", para não estar para ninguém, apenas para o meu Deus!

Tenho sido, sou e sempre serei refém das artimanhas de Satanás para a minha queda, quando eu negligenciar esse ministério, que precisa vir antes de minha exposição ao púlpito, ao cuidado do meu rebanho ou até mesmo ao meu testemunho público. John Bunyan disse: "ore sempre, porque a oração é um escudo para a alma, um sacrifício para Deus e um chicote para Satanás".

02. Me comprometo a ser mais santo, menos mundano.

Fico preocupado quando um programa televisivo me atrái muito! Quando não consigo mudar de canal, enfim quando me vejo domesticado pelos atrativos dese mundo! Joel Beeke mais uma vez me confronta: "Se devemos ser pregadores e pastores eficazes, temos de decidir ser santos".

Não dá para aliviarmos em nossa visão acerca de nós mesmos. Para o Brasil há centenas de anos, o desafio era "independência ou morte!", para o cristão hoje é "independência é morte!". Sinto-me carente do Santo em minha vida, para que meus atos, atitudes, pensamentos e palavras espelhem o caráter de Jesus! Em outras palavras, preciso ser mais parecido com Jesus!

03. Me comprometo a dar mais tempo de qualidade para minha esposa e meu filho!

É fato que é no contexto familiar onde nossas máscaras caem! Somos essencialmente o que somos! Há muitos obreiros ai ganhando o mundo e perdendo a sua própria familia! São pastores dos filhos dos outros e não de seus próprios filhos! A igreja local não pode ser nossa amante, ela já tem um esposo, Jesus!

Minha esposa e meu filho são os meus principais alvos do rebanho que o Senhor colocou sobre meus ombros para cuidar! Tenho de ser zeloso e cuidadoso para com eles! Sinto-me no desafio de ser mais amoroso, mais presente, mais amigo, mais parceiro, mais sensível... mais, mais... enfim...

04. Por fim, comprometo-me a amar os que me criticam!

Isso! Vou procurar entender os meus críticos, me colocar no lugar deles, ver os pontos em que eu deixei a desejar! Quero crescer a partir dos olhos dos que enxergam defeitos em mim que eu mesmo não conseguiria ver!

Também nesse ponto preciso aprender com Spurgeon: "A menos que você perdoe os outros, você lê a sua própria sentença de morte, quando repete a oração do Pai Nosso. Perdoe e esqueça. Quando você sepulta um cão morto, não deixa a ponta do rabo fora da terra".

Meu coração não pode ser um canal de tantos ressentimentos e melindres! Quem me fez mal, na realidade foi agente de Deus para um bem maior, a médio e longo prazo! Quero crescer, melhorar, aprimorar, alicerçar-se em Deus para considerar que, não sou perfeito, sou um ser inacabado! John Stott vai dizer que o cristianismo pode ser relacionado à torres inacabadas! É por ai, ainda sou um "ser vivendo', antes de ser um "ser vivo"!

São resoluções curtas, sintéticas, práticas. Poderia citar outras mudanças pequenas que eu aspiro: quero ler mais, pregar melhor, fazer uma graduação de História, ser mais relacional, começar a construção das salas da igreja, plantar mais igrejas, apoiar ainda mais o Haiti, ver meu filho chegando à universidade, amar ainda mais a minha esposa... enfim, mais sei que tudo isso passa por essas áreas principais da oração, santidade e perdão!

Tenho dito, e "feliz aniversário" para mim!

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

CUIDADO COM A AVAREZA!

"E disse-lhes: Acautelai-vos e guardai-vos da avareza, porque a vida de qualquer não consiste na abundância do que possui". (Lucas 12.15)

Igrejas avarentas são as que tem como deus o patrimônio e as riquezas. Pode parecer estranho, mas mesmo igrejas e obreiros que iniciam seus ministérios com humildade e dependência ao Senhor podem ser vítimas do desejo de se ter mais do que se precisa! Por desobedecerem a recomendação de São João da Cruz, que dizia, "que sua alma se volte sempre não para desejar o mais, mais o menos", é fácil identificar pessoas que estão obcecadas pelas conquistas materiais.

D. L. Moody, o famoso evangelista americano costumava dizer que precisava de apenas 15 minutos de conversa para identificar se o seu interlocutor estava ajuntando tesouros na terra e não nos céus! Não sei se tenho a destreza de Moody, mas é fácil identificar ao conviver com pastores e líderes de vários ramos denominacionais que, a igreja evangélica brasileira sofre do mal do "exibicionismo público". Daí a minha insistente preocupação com a mídia, não que eu a esteja satanizando, ela não precisa disso, ela já é satânica em sua origem!

John Benton afirma que fomos chamados por Deus para abandonarmos essa sociedade de consumo que tende a dominar as nações e até a igreja do Ocidente! Isso porque temos um chamado: devemos ser santos! John Wesley costuma dizer que ele abria mão de todos os recursos excedentes ao seu orçamento minguado de 85 doláres ao mês, justamente para que o dinheiro não encontrasse o caminho de seu coração! Hoje há líderes evangélicas por demais endinheirados, e eu tenho um postulado: é incompatível ser um homem de Deus e um rico empresário da fé!

Certo homem desabafou com um pastor: não sei porque eu tenho essa impressão, mas é fato para mim que quando estou diante de um monge budista, sinto-me perto de um santo; e quando estou perto de um pastor evangélico, sinto-me do lado de um executivo! Triste constatação! Os homens de Deus que já não podem mais ser chamados de "médicos de almas", pois estão ocupados demais administrando suas finanças e as metas de seu ministério pessoal estão incorrendo num gravíssimo pecado: desviaram-se de suas funções sacerdotais!

Por que a tribo de Levi, a responsável pelo culto em Israel não possuia terra alguma? Porque a terra deles era o Senhor, conforme Deuteronomio 10.9. Mas é fato que muitas igrejas de nosso tempo já se mundanizaram e passaram a desejar as benesses do poder temporal, amando as coisas e usando as pessoas!

Temos de prantear a nossa miserabilidade espiritual ao depender de homens! Ao confiarmos em nossas performances! Ao investirmos em tanto patrimônio e visibilidade do nome de nossa igreja ou denominação, enquanto tantos no mundo inteiro precisariam do nosso suporte missionário!

É muito triste termos orgulho do nosso nome denominacional e não sermos sensíveis às necessidades dos miseráveis em nosso meio! Lamentamos o que ocorre na "cracolândia" em São Paulo e temos uma "cracolândia de luxúrias" em nosso próprio coração!

Que o Senhor tenha misericórdia de nós e de nossas igrejas!

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

IGREJA NA MÍDIA! ESSE É O CAMINHO?

Tenho me perguntado se o fato da igreja evangélica ocupar um lugar de destaque em alguns segmentos de mídia é de fato uma benção, ou uma grande armadilha! Fico pensando no conhecido mito do rei Midas, de onde vem o termo "mídia".

Midas era um rei muito rico, que estava insatisfeito por que ainda não possuía todo o ouro do mundo. Certa feita ao contemplar sua linda filha, Áurea ele desejou que ela fosse a princesa mais rica do mundo! Certo dia ele foi encontrado por um homem mágico que questionou primeiramente se o rei era feliz, e ao saber do infortúnio de Midas, o desconhecido logo lhe prometeu que, por conta de um passe de mágica tudo o que o rei tocasse transformaria em ouro. Do dia seguinte em diante a vida de Midas começou a mudar: ele pegou as flores de seu jardim para levar à sua filha, logo elas transformaram-se em ouro... ele pegou o seu livro predileto para ler, ele transformou-se em ouro... no café da manhã ele pegou sua fruta predileta, o pêssego, ele transformou-se em ouro... num gesto de carinho, sua filha querida se aproximou dele para um abraço, e ao toque de Midas, o inevitável aconteceu... ela transformou-se em ouro!

Mais tarde, o desconhecido mágico reaparece, e trava-se o seguinte diálogo:

- Vossa Excelência está feliz? - alguém perguntou. O rei levantou a cabeça e viu o estranho de pé a seu lado.

- Feliz! Como te atreves a perguntar uma coisa dessas? Sou o homem mais triste na face da terra! - disse o rei.

- Vossa Excelência tem o toque de ouro. E isso não basta?

O Rei Midas não tornou a olhar para o estranho, nem respondeu.

- O que Vossa Excelência prefere: comida e um copo d'água fresca ou essas pedras de ouro? - disse o estranho.

O Rei Midas não conseguiu responder.

- O que prefere ter, ó Majestade? Aquela estatueta de ouro ou uma menina que pode correr, rir e amá-lo?

- Ah, devolva-me minha filhinha Áurea e eu abdicarei de todo o ouro que tenho! - disse o rei. - Perdi a única coisa que realmente me valia ter.

Dessa história começo a refletir se o fato da igreja evangélica estar tão presente na mídia não acabará nos forçando a perdermos a suavidade, a ternura, a simplicidade, a beleza e o encanto de um grupo de pessoas que se reúnem em torno de um livro para aprender de Deus e compartilhar do amor dEle para o mundo inteiro!

Não sei não, mas a impressão que tenho é que a igreja vem se enriquecendo, ocupando espaços midiáticos, crescendo em expressão e com isso, estamos perdendo o toque do amor, o exercício da misericórdia e o riso sincero diante dos grandes feitos do Senhor na história. Nas cédulas de dólar, as letras grafadas formam a frase: "nós confiamos em Deus"!, mas me parece que em muitos dos nossos arraiais eclesiásticos a nota que fala mais alto é o dinheiro! O poder dos homens tem roubado nossa predileção pelo poder de Deus!

Daí eu oro: reconverta-nos Senhor, para Ti mesmo!

terça-feira, 17 de agosto de 2010

REVOLUÇÃO DO AMOR NO HAITI!

"Porque o reino de Deus não consiste em palavras, mas em poder". (I Corintios 4.20)

Olha, foi emocionante cantar junto com pastores haitianos a música, "Revolução do Amor", para conhecê-la acesse http://www.youtube.com/watch?v=h94SeU4cKlw. Estou persuadido em meu espírito que o Haiti precisa da ajuda de irmãos em Cristo que de verdade, creiam que a solução para os dramas humanos estão na satisfação plena em Deus.

A igreja do Senhor Jesus Cristo precisa acordar para o seu papel transformador em nossa sociedade! E para isso precisamos definir o que seria depender inteiramente do poder do Espírito para operar as transformações necessárias tanto em nosso país quanto no caso especifico do que pulsa em meu coração, no Haiti!

01. Precisamos resgatar nossa integridade em Cristo Jesus.

Para esse ponto eu cito a fala de Warren W. Wiersbe em seu livro "crise de integridade": "Durante séculos a igreja tem vindo a dizer ao mundo que reconheça os seus pecados, arrependa-se e creia no Evangelho. Hoje, o mundo diz à igreja que enfrente ela própria os seus pecados, se arrependa e comece a ser a verdadeira igreja desse Evangelho. Nós, os Cristãos, gabamo-nos de não nos envergonharmos do Evangelho de Cristo, mas talvez esse Evangelho se envergonhe de nós. Por alguma razão, o nosso ministério não combina com a nossa mensagem. Algo está errado, quanto à integridade da igreja."

Há muita canalhice na igreja do Senhor Jesus! E isso não é nada bom! Temos tido um testemunho apagado, uma mistura promíscua entre a igreja e o Estado, numa associação perversa com o poder público que tem impedido que a igreja ocupe sua voz profética em meio aos desmandos sociais que estamos envolvidos em nosso país. A igreja é de cima, e não pode se misturar com querelas partidárias, aliando-se a esse ou aquele candidato, com promessas dce cargos e facilitações aos seus membros! O mundo olha para a igreja e se frusta porque encontra nela as mesmas negociatas, tramóias, acordos escusos que em gabinetes políticos são tão comuns e corriqueiros! Dai, o que acontece: os falsos convertidos se avolumam em nossas igrejas, como falsários que estão no nosso meio como lobos devoradores e não como crentes convertidos genuinamente!

02. Precisamos resgatar nosso amor pelas vidas sem Jesus.

Há igrejas que estão por demais interessadas em seu crescimento em poder e expressão na sociedade, do que em envenenar o mundo com principios de fé e santidade! Não errei não! Coloquei "envenenar" sim... pois os valores do Reino são conflitantes com os valores do mundo, por isso eu creio sim num "santo envenenamento" quando a igreja se imiscui nos assuntos do mundo, causando uma natural perseguição à luz do testemunho cristão!

A igreja local que não causa nenhum incômodo em sua comunidade, onde nenhum estardalhaço é feito por conta de sua pregação e presença, é uma igreja que infelizmente, pode ter caído no gosto popular justamente porque ela não se opõe ao pecado, à maldade e ao estado de coisas que se encontram atuantes na sociedade corrumpida. Tenho para mim que a proposta bíblica é incomodarmos o mundo, sim! Essa é a fala do apóstolo Paulo aos filipenses: "para que vos torneis irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus imaculados no meio de uma geração corrupta e perversa, entre a qual resplandeceis como luminares no mundo". (Filipenses 2.15)

Fico preocupado quando a igreja começa a ser lisonjeada pelos homens e pela opinião pública! Não temos de buscar notoriedade, pois vez por outra vamos contrapor os valores da sociedade e receberemos pedradas, essas sim, são as respostas que caracterizam nossa postura. Estaremos cumprindo o nosso chamado quando nada formos, ao invés de sermos alguma coisa! A igreja é chamada para ser, como diria o pr. Israel Belo, o "endereço de Deus" e não o lugar onde as pessoas vão se encontrar umas com as outras, a fim de suprirem apenas suas próprias necessidades!

03. Por fim, precisamos de poder sobrenatural do Espírito Santo de Deus.

Sou parte de uma tradição denominacional que teme as expressões mais extemporâneas do Espírito Santo! Nos anos 60, os batistas se viram em um período de divisão por conta de interpretações a respeito de experiências que alguns dos nossos líderes estavam alegando terem, no que diz respeito ao tema, "batismo com o Espírito Santo". De lá para cá, nós, os "tradicionais" passamos a evitar toda e qualquer exposição à experiências que não estivessem presas ao compreendimento racional. Erramos! Fomos para um outro extremo!

Hoje, eu quero dizer, junto com os irmãos Haitianos em um culto que participei lá, "sopra Espírito!". Eu quero que o Espírito Santo sobre nossa igreja com tanto poder e manifestações tão absurdamente santas que estaremos envolvidos no apoio de missionários, edificando vidas em nossa cidade, trabalhando com afinco no acabamento de nosso templo e construção de nossas salas, cuidando de nossas crianças, vencendo a batalha contra as drogas em nosso bairro, enfim incomodando e perturbando santamente o Diabo e suas hostes! Não podemos temer o poder do Espírito Santo!

Em meus estudos para a minha dissertação de mestrado sobre os avivamentos, li algo que John White propõe em um dos seus livros, e tomei esse pensamento para a minha vida: “O maior dos medos que ocorre em certos grupos é que o que parece ser o poder de Deus possa ser nada mais do que um grande embuste feito pelo inimigo. É um medo que tem paralisado segmentos inteiros da igreja, um temor que debilita que torna nossas mãos frouxas e que põe os nossos pés para trás numa hora em que a trombeta está proclamando um avançar e atacar”.

Eu já decidi! Não quero ficar paralisado! Quero correr riscos para um ministério totalmente entregue à agenda de Deus! Quero trabalhar por uma Revolução do amor no Haiti! Quero que a IBACEN e meus leitores desse blog vivam o melhor dos dias de suas vidas no Senhor! Quero marcar essa geração não na covardia dos que são aplaudidos, mas na ousadia dos que são feridos por amor a Jesus!

Você está comigo?

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

SÓ VIVE BEM QUEM PERDOA!

"A vida é feita de respeito ao próximo e perdão. Não tenho mágoa. Não vou ganhar nada se disser que já comi muita coisa ruim por causa daquele cara e que vou me vingar. Soube das desculpas dele pela imprensa. Não recebi nenhum telefonema. Eu não tenho mágoa nenhuma. Agora, é ir para a próxima. Eu tenho, sim, a minha opinião sobre o que eu faria naquele caso. Estou muito tranquilo. A nossa convivência não pode ter inimizade dentro da pista porque um pode acabar machucando o outro." (Rubens Barrichelo)

Essa frase acima foi dita sobre o incidente no GP da Hungria, quando o piloto alemão Michael Schumacher tentou jogar o brasileiro rente ao muro da pista. O mundo inteiro reprovou o gesto abusivo do alemão que só se desculpou pela imprensa.

Fiquei pensando no inicio dessa semana ao ler essa frase na perspectiva de que, definitivamente temos de perdoar para manter nossa sanidade na vida. O perdão abre as comportas do nosso coração para a liberação de graça e de ternura mesmo em contextos onde os xingamentos, agressões e ridicularizações são constantes. No perdão, não importa o que fizeram a você, mas o que você vai fazer com o que fizeram a você!

Usando uma expressão de Ray Pritchard alguém precisa romper o ciclo de amargura, e nesse ponto temos de aprender com José que ao receber perseguição, desterro e abandono por parte de seus irmãos, quando teve oportunidade de se vingar, preferiu perdoar e esquecer, ao invés de ter a sua mente transformada em uma usina de ressentimentos. No fim, ele compreende que seus irmãos haviam sido agentes de Deus para seu crescimento no Egito! É isso ai! Os seus inimigos devem ser vistos como agentes do Senhor, enviados por ele, ou com a permissão dele para trazer bençãos futuras à sua vida!

Pensando desse modo, você poderá entender que os "schumachers" que tentar lhe prensar aos muros da vida, na realidade sem saber estão lhe ensinando a ser mais habilidoso. E, foi isso que aconteceu com o Rubinho, ele foi ágil, mereceu aplausos do mundo esportivo e agora, com essa atitude de coração perdoador ele ganha a aceitação daqueles que, como ele, compreendem que a vida é feita de superação e perdão.

Eu mesmo já fui injustamente criticado, traído, machucado, e digo a mim mesmo em todo o tempo que tenho de superar e perdoar, para continuar sendo saudável na liberação de amor a tantos outros! Nós precisamos cuidar do nosso coração, pois Tiago (3.11,12) vai dizer em sua carta que uma fonte de água doce não pode dar água salgada, e também uma fonte de água salgada não pode dar água doce, e ele estava referindo-se ao coração humano. Acostumados que estamos a gerar graça na vida das pessoas, não podemos, em hipótese nenhuma permitimo-nos sermos agentes de desgraça!

Temos uma vida só para vivermos e não podemos fazer dela, que constitui um grande presente de Deus, oportunidade para desferirmos veneno mesmo a quem nos desfere acusações e são mal-agradecidos! O desafio posto é o do Senhor Jesus: "Quando estiverdes orando, perdoai, se tendes alguma coisa contra alguém, para que também vosso Pai que está no céu, vos perdoe as vossas ofensas. Mas se não perdoardes, também vosso Pai, que está no céu, não vos perdoará as vossas ofensas". (Marcos 11.25,26)

O perdão não é um caminho para a vida feliz! É o único caminho!

Tenho dito.