Confesso que me emociono com casos como a da garota de 14 anos, única sobrevivente da queda do avião da companhia Yemenia Airway nesta terça feira, e o seu relato me lançou a algumas reflexões bem sérias sobre a importância da vida!
Pense comigo, a única sobrevivente em um avião que tinha em seu interior 153 pessoas! Deus tem a pequena Baya como alguém muito especial! Embora Deus tenha terminado os seus propósitos na vida dos outros passageiros do avião, para Baya o soberano tem uma mensagem: ainda penso em você neste mundo para contemplar ainda mais a minha beleza e assistir ao meu governo sobre todas as coisas!
Alguns textos da Bíblia me vêem à mente agora:
"Para que se saiba desde o nascente do sol, e desde o poente, que fora de mim não há outro. Eu formo a luz, e crio as trevas; eu faço a paz, e crio o mal; eu sou o Senhor, que faço todas estas coisas". (Isaias 45.6,7)
"O homem é semelhante a um sopro; os seus dias são como a sombra que passa." (Salmo 144.4)
"Se, pois, o homem viver muitos anos, regozije-se em todos eles; contudo lembre-se dos dias das trevas. porque hão de ser muitos. Tudo quanto sucede é vaidade." (Eclesiastes 11.8)
Com base nestes textos me ponho a refletir sobre o ocorrido com a menina e tento traçar um paralelo metafórico com a nossa caminhada sobre esta terra, em uma existência tão finita, curta, passageira, cheio de encantos e desencantos. É natural pensar na vida a partir da morte, e faço isso com a convicção de que a morte é o maior lembrete que a vida tem!
(a) Deus tem o controle sobre o dia do nosso nascimento e o dia do nosso falecimento.
Estas duas datas estão patentes na mente divina. Ele não se surpreende quando a menina africana sobrevive e a outra meninica carioca (Luana da Silva Macedo, 12 anos)falece quando o ônibus que ela tentava pegar arranca precipitadamente!
Essas duas históris fundem a nossa cabeça momentaneamente: Baya sobrevive, Luana se despede da vida! Quem está no controle dessas situações tão contraditórias? Um Deus que diz: Eu sou! O que temos de fazer é humildemente reconhecer que não temos respostas sobre esse mistério e bendizermos ao Senhor na vida e na morte (ou seria na vida apesar da morte?). Tudo é muito confuso, admito, mas a fé é um convite à loucura da realidade para abraçarmos a certeza do cuidado de um Deus que não é ilógico, pois é o Senhor da própria Lógica!
(b) Nossa vida é muito curta para ser pequena.
Gosto muito de pensar de que ninguém é chamado à morte antes do tempo! Estou aqui digitando essas letras e há algum tempo atrás estava me deliciando com uma canção de um hino tradicional que tocou no meu coração, levando-me às lágrimas quando me reportei a Jesus como um pastor que nunca me abandonou nos meus momentos mais críticos! A letra do hino até agora fervilha em meu coração: "sim Jesus amou-me, com amor buscou-me. Ele mesmo restaurou-me a Deus. Por seu sangue restaurou-me a Deus!".
É bom saber que no absurdo da brevidade da vida, temos sim de vivê-la com grandiosidade, analisando todas as coisas e contemplando tudo como obra de suas mãos criativas-criadoras. Isso me faz lembrar uma história que li essa semana no livro que estou lendo atualmente, "a maldição do Cristo genérico" de Eugene Peterson: Um aluno dele morava longe da faculdade e tomava ônibus lotado todo dia para estudar. Um dia quando saia de casa aquele rapaz disse à sua esposa: "hoje vou curtir a criação de Deus". No dia seguinte disse a mesma coisa. No terceiro dia ele já ia repetindo a frase quando foi interrompido por sua esposa: "você não acha que devia ir à aula hoje? Andar no meio do mato ou na praia um dia ou dois é bom, mas e as suas responsabilidades? E ele respondeu: "Mas estou indo para a faculdade todos os dias. Todos os dias passo quarenta minutos dentro do ônibus de manhã e outros quarenta à noite. Você consegue imaginar um lugar mais cheio da criação do que esse? Todas essas pessoas foram criadas, são criaturas feitas à imagem de Deus, homens e mulheres."
Amei de verdade essa história! Trata-se de um convite para apreciarmos a vida que Deus nos deu e também a celebrarmos os nossos próximos que tem sobrevivido conosco mais esse dia justamente para fazer com que a glória de Deus seja manifesta mais uma vez em sua criação. Baya Bakari torna-se um símbolo para mim e para você de o nosso Deus costuma dar chances para algumas pessoas a fim de começar de novo. Sonhar novamente. Reestabelecer metas. Arrumar pendências. Terminar conversas iniciadas. Acertar os ponteiros no casamento. Perdoar os inimigos. Tratar de avançar para aquela conquista que ficou em meio do caminho. Enfim, recomeçar!
Que o estimulo a nós proposto por essa sobrevivente, ainda mais no seu gesto de não conseguir depois de 12 horas no mar segurar-se ao bote salva-vidas, ela em determinado tempo apenas confiou, esperou o seu salvamento de forma heróica mas humana. Ontem vi no noticiário que um marinheiro saltou-se ao mar para salvá-la. Baya foi salvo em um abraço! Como eu e você precisamos aprender a esperarmos pelo abraço salvador de Deus! Chega de lutas, brigas e contendas! É tempo de esperar pelo abraço! É tempo de amarmos ao nosso Salvador! É tempo, enfim de viver celebrando a vida, para que quando a morte chegar (mais cedo ou mais tarde ela sempre vem) venhamos a ir de cabeça erquida. Que morramos vivos! É isso ai!
quinta-feira, 2 de julho de 2009
terça-feira, 30 de junho de 2009
QUEM MATOU MICHAEL JACSON?
Na realidade o mundo já não comporta mais a perda (e a posterior divulgação) de astros da música que sempre terminam em um período inútil de investigações sobre a verdadeira "causa mortis". Foi assim com todos os nomes já falecidos dos "Beathes", do mito "Elvis" e de tantos outros. Eu creio que esse clima de "por quês" deve-se ao fato de que o mito não morre, ou não deve morrer! AS pessoas costumam aumentar o tempo de sobrevivência de seus astros preferidos com requintadas perguntas, documentários infindáveis e acompanhamento obscessivo dos telejornais por noticias mais atuais.
Eu mesmo me vi "viciado" em notícias sobre Michael Jacson, acompanhei depoimentos, vi documentários na TV aberta, vi no site da revista Época as fotos que revelam a transformação do rosto do pop star e ouso fazer algumas considerações em forma de artigo.
(1) Michael Jacson é icone de uma geração abusada pelos pais.
E quando eu falo de abuso não me refiro apenas ao sexual (o que é a forma mais perversa de violência, diga-se de passagem), mas refiro-me ao abuso do abandono, da perda da infância, do desprezo da inocência.
Michael foi cobrado como adulto enquanto criança pelo seu pai, um músico fracassado que se viu na possibilidade de se realizar nos filhos talentosos. Há quem diga que as surras eram frequentes... e de... chicote! Ele não permitia que seus filhos brincassem ou se divertissem, eles tiveram de trabalhar duro! Até mesmo para cumprir a extenuante carga de shows e compromissos pirotécnicos!
Abandonado em sua infância pelos seus pais (sua mãe silenciava-se em meio a isso tudo...) Michael nunca quis crescer! Era o "Peter Pan" pós moderno em sua divertida busca pela infância perdida, o seu rancho "Netlherland" (Terra do Nunca) representava muito bem isso. Estando aqui em São Paulo ele fez questão de fechar um parque de diversões para brincar... Michael pensava que o tempo pararia a fim dele realizar seus sonhos de garoto, ledo engano, pois como dizia um outro astro: "o tempo não para!".
Assim como Michael são muitas as crianças que estão tendo suas infâncias roubadas! Vi um forte e contundente documentário pelo "Domingo Espetacular", da Record, sobre as crianças do Bangladesh, um país na Ásia cuja metade da população está abaixo dos 14 anos, e para manter a roda vida do país, elas precisam trabalhar e muito... Quase fui às lágrimas ao ver o rostinho cinzento das crianças daquele miserável país!
(2) Michael é de uma geração abusada pelo desejo de superação.
Tudo leva a crer que a bateria de 50 shows para o próximo mês causou em Michael Jacson um frenesi insustentável. Ele queria a qualquer custo cumprir o agendado (há quem diga que ele inicialmente pensou em 5 shows e depois seus assessores lhe explicaram que era 50!) e para isso, pelo que tudo indica, se dopou de analgésicos. Infelizmente Michael Jacson confundiu-se, entrou em conflito o homem e o mito, a imagem e o ser humano, o estereótipo com a essência!
É muito triste saber que essa sede pela superação pessoal tem derrubado outros que não possuem a fama do pop star mas que todos os dias pela manhã saem para trabalhar na pretenção de apenas mostrar-se capaz de alguma coisa! São pessoas comuns que querem provar a qualquer custo que são especias. São estrelas opacas, vidas cheias de vazio, existências improvisadas e marcadas pela dor de nunca conseguirem realizar seus sonhos!
Eu penso que posso caminhar para o fim desse artigo fazendo uma rápida consideração conclusiva sobre o fato de que Michael Jacson morreu porque nunca soube viver. Escondia a sua verdadeira face em meio às mais variadas técnicas de plásticas e uso de produtos de pele. Ele negava o seu verdadeiro eu e massageava o seu ego com brinquedos infantis e sonhos de criança mimada! Michael Jacson vai deixar um legado de tristeza em relação ao uso indevido do sucesso infantil pelas mega gravadoras e também um alerta para os pais: deixem seus filhos serem crianças!
Não é que eu fiquei triste com a morte de Michael Jacson? Não porque eu apreciava o seu requebrado estranho mas sim, porque eu o via como um adulto criança (ou seria uma criança adulto?) que vivia como que anunciando em meio a sua testa a seguinte expressão: NÃO SE TORNEM COMO EU!
Eu mesmo me vi "viciado" em notícias sobre Michael Jacson, acompanhei depoimentos, vi documentários na TV aberta, vi no site da revista Época as fotos que revelam a transformação do rosto do pop star e ouso fazer algumas considerações em forma de artigo.
(1) Michael Jacson é icone de uma geração abusada pelos pais.
E quando eu falo de abuso não me refiro apenas ao sexual (o que é a forma mais perversa de violência, diga-se de passagem), mas refiro-me ao abuso do abandono, da perda da infância, do desprezo da inocência.
Michael foi cobrado como adulto enquanto criança pelo seu pai, um músico fracassado que se viu na possibilidade de se realizar nos filhos talentosos. Há quem diga que as surras eram frequentes... e de... chicote! Ele não permitia que seus filhos brincassem ou se divertissem, eles tiveram de trabalhar duro! Até mesmo para cumprir a extenuante carga de shows e compromissos pirotécnicos!
Abandonado em sua infância pelos seus pais (sua mãe silenciava-se em meio a isso tudo...) Michael nunca quis crescer! Era o "Peter Pan" pós moderno em sua divertida busca pela infância perdida, o seu rancho "Netlherland" (Terra do Nunca) representava muito bem isso. Estando aqui em São Paulo ele fez questão de fechar um parque de diversões para brincar... Michael pensava que o tempo pararia a fim dele realizar seus sonhos de garoto, ledo engano, pois como dizia um outro astro: "o tempo não para!".
Assim como Michael são muitas as crianças que estão tendo suas infâncias roubadas! Vi um forte e contundente documentário pelo "Domingo Espetacular", da Record, sobre as crianças do Bangladesh, um país na Ásia cuja metade da população está abaixo dos 14 anos, e para manter a roda vida do país, elas precisam trabalhar e muito... Quase fui às lágrimas ao ver o rostinho cinzento das crianças daquele miserável país!
(2) Michael é de uma geração abusada pelo desejo de superação.
Tudo leva a crer que a bateria de 50 shows para o próximo mês causou em Michael Jacson um frenesi insustentável. Ele queria a qualquer custo cumprir o agendado (há quem diga que ele inicialmente pensou em 5 shows e depois seus assessores lhe explicaram que era 50!) e para isso, pelo que tudo indica, se dopou de analgésicos. Infelizmente Michael Jacson confundiu-se, entrou em conflito o homem e o mito, a imagem e o ser humano, o estereótipo com a essência!
É muito triste saber que essa sede pela superação pessoal tem derrubado outros que não possuem a fama do pop star mas que todos os dias pela manhã saem para trabalhar na pretenção de apenas mostrar-se capaz de alguma coisa! São pessoas comuns que querem provar a qualquer custo que são especias. São estrelas opacas, vidas cheias de vazio, existências improvisadas e marcadas pela dor de nunca conseguirem realizar seus sonhos!
Eu penso que posso caminhar para o fim desse artigo fazendo uma rápida consideração conclusiva sobre o fato de que Michael Jacson morreu porque nunca soube viver. Escondia a sua verdadeira face em meio às mais variadas técnicas de plásticas e uso de produtos de pele. Ele negava o seu verdadeiro eu e massageava o seu ego com brinquedos infantis e sonhos de criança mimada! Michael Jacson vai deixar um legado de tristeza em relação ao uso indevido do sucesso infantil pelas mega gravadoras e também um alerta para os pais: deixem seus filhos serem crianças!
Não é que eu fiquei triste com a morte de Michael Jacson? Não porque eu apreciava o seu requebrado estranho mas sim, porque eu o via como um adulto criança (ou seria uma criança adulto?) que vivia como que anunciando em meio a sua testa a seguinte expressão: NÃO SE TORNEM COMO EU!
terça-feira, 23 de junho de 2009
VOCÊ JÁ LAVOU OS PÉS DE ALGUÉM HOJE?
Terminei de expor neste domingo passado os primeiros 20 versos do capítulo 13 de João. Foram três mensagens com o mesmo tema: "Humildade, a verdadeira grandeza". O título foi tirado da obra de C.J. Mahaney.
Apresentei nestes domingos alguns principios bem práticos e entre eles coloquei como de costume, ilustrações bem vívidas que são postas diante de quem almeja ser humilde.
Foi-me muito caro compartilhar com meus irmãos e irmãs tão preciosos aqui da nossa igreja que o coração de Jesus nesta oportunidade, em plena quinta feira à noite, estava cheio do mais terno amor enquanto lavava os pés dos discipulos. Jesus, embora soubesse de todas as agruras que passaria não azedou o seu coração e serviu os seus amados de uma forma inimiginável!
Com Jesus aprendemos que o nosso ideal de cristianismo precisa ser aquele que desce e não aquele que sobe, que somos perfeitos quando servimos e não quando somos servidos, e que a melhor posição para vencermos na vida é de joelhos lavando os pés poirentos de nossos amigos e sobretudo, de nossos inimigos, daqueles que um dia comeram o nosso pão e hoje lançam seus calcanhares em nossa direção!
Aprendemos juntos com Santo Agostinho que se não estivermos dispostos (por falta de oportunidades) de lavarmos realmente os pés uns dos outros, devemos fazê-lo ao menos no coração! Isso é muito importante, e ainda mais quando precisamos amar as pessoas a ponto de nos importarmos com elas, algo bem diferente do que existe hoje em nossa sociedade umbigua (esse neo-logismo é do Renato Vargens, e diz respeito a pessoas que só pensam em seu próprio umbigo!).
E, por fim neste curto artigo (estou aqui com minha bateria esgotando-se)... o que me marcou foi a fala de Mattew Henry de que precisamos lavar os pés sujos de nossos irmãos com nossas lágrimas!!! Ufá! que desafio!
Termino essa postagem com uma ilustração que serve de provocação (essa não usei nas mensagens, é nova!): Uma pobre jovem inglesa vivia como empregada de uma família rica. Seu trabalho era um tanto humilde e grosseiro e, além disso, o dono da casa era bem pouco agradável. A jovem procurava sempre ser cristã e viver de tal modo que agradasse a seu Salvador; mas surgiu-lhe na mente o pensamento: "Como posso fazer, de forma cristã, um trabalho tão rude para este homem tão desconsiderado?" Certa manhã o patrão lhe trouxe os sapatos cheios de lama, para que ela os limpasse. Ela se encheu de revolta, mas à medida que os ia limpando, outro pensamento lhe ocorreu à memória: "Se fossem estes os sapatos de Jesus, como eu os faria brilhar!"
Que bençãos, que lições! Vou continuar, em Deus permitindo esse tema em outros artigos!
Apresentei nestes domingos alguns principios bem práticos e entre eles coloquei como de costume, ilustrações bem vívidas que são postas diante de quem almeja ser humilde.
Foi-me muito caro compartilhar com meus irmãos e irmãs tão preciosos aqui da nossa igreja que o coração de Jesus nesta oportunidade, em plena quinta feira à noite, estava cheio do mais terno amor enquanto lavava os pés dos discipulos. Jesus, embora soubesse de todas as agruras que passaria não azedou o seu coração e serviu os seus amados de uma forma inimiginável!
Com Jesus aprendemos que o nosso ideal de cristianismo precisa ser aquele que desce e não aquele que sobe, que somos perfeitos quando servimos e não quando somos servidos, e que a melhor posição para vencermos na vida é de joelhos lavando os pés poirentos de nossos amigos e sobretudo, de nossos inimigos, daqueles que um dia comeram o nosso pão e hoje lançam seus calcanhares em nossa direção!
Aprendemos juntos com Santo Agostinho que se não estivermos dispostos (por falta de oportunidades) de lavarmos realmente os pés uns dos outros, devemos fazê-lo ao menos no coração! Isso é muito importante, e ainda mais quando precisamos amar as pessoas a ponto de nos importarmos com elas, algo bem diferente do que existe hoje em nossa sociedade umbigua (esse neo-logismo é do Renato Vargens, e diz respeito a pessoas que só pensam em seu próprio umbigo!).
E, por fim neste curto artigo (estou aqui com minha bateria esgotando-se)... o que me marcou foi a fala de Mattew Henry de que precisamos lavar os pés sujos de nossos irmãos com nossas lágrimas!!! Ufá! que desafio!
Termino essa postagem com uma ilustração que serve de provocação (essa não usei nas mensagens, é nova!): Uma pobre jovem inglesa vivia como empregada de uma família rica. Seu trabalho era um tanto humilde e grosseiro e, além disso, o dono da casa era bem pouco agradável. A jovem procurava sempre ser cristã e viver de tal modo que agradasse a seu Salvador; mas surgiu-lhe na mente o pensamento: "Como posso fazer, de forma cristã, um trabalho tão rude para este homem tão desconsiderado?" Certa manhã o patrão lhe trouxe os sapatos cheios de lama, para que ela os limpasse. Ela se encheu de revolta, mas à medida que os ia limpando, outro pensamento lhe ocorreu à memória: "Se fossem estes os sapatos de Jesus, como eu os faria brilhar!"
Que bençãos, que lições! Vou continuar, em Deus permitindo esse tema em outros artigos!
quarta-feira, 10 de junho de 2009
PENSE BEM ANTES DE SE CASAR!
"Assim já não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou, não o separe o homem". (Mateus 19.6)
O que tem de casamentos que já começaram terminando! Isso acontece quando um homem e uma mulher se unem apenas com base nas concordâncias ocasionais e não suportam quando têm de lidar, o que quase sempre acontece, com discordâncias conciliadas apenas com diálogo respeitoso e paciente.
Tenho crido que nossa geração anda muito apressada! Soube recentemente de um restaurante em Tóquio que se paga pelo tempo que se passa na mesa e não pela comida em si! Sinal dos Tempos! O casamento tem sido encarado em um momento ou outro como mero passatempo e os seus vinculos são rompidos pelas coisas mais insignificantes possíveis. E o que eu fico pasmo é quando a falta de perdão acirra ainda mais a intrigada vida conjugal com "tortas na cara" com sabor de ódio e ressentimentos.
Olha, se você não quer viver boa parte de sua vida perdoando, é melhor não se casar! No casamento aprendemos que perdoar não é opção, é mandamento bíblico e algo indispensável para a boa vida a dois. Nem tudo pode ser levado a "ferro e fogo" no casamento, temos sempre de usar o princípio bíblico de Mateus 18.35: "Assim vos fará meu Pai celestial, se de coração não perdoardes, cada um a seu irmão." Só para lançar alguma luz nesse princípio vamos recordar da história: um servo foi perdoado pelo seu rei em um valor impagável mas não perdoou um valor irrisório de um semelhante. O rei então manda esse servo incompreensivo para a prisão. Dai o principio: Deus também faz assim com quem não perdoa: lança na prisão do ódio e do ressentimento.
Ressentimento é você tomar um cálice de veneno na intenção de que o seu inimigo morra! É estultícia, loucura declarada! O perdão é atitude de quem vence, de quem triunfa em meio aos cataclismas familiares, de quem sabe que é perdendo que se ganha!
Nesse dia dos namorados pensei neste artigo em um contexto de fortes expectativas pelo nosso "Encontro para Casais" que acontecerá no sábado, dia 13/06 às 17 horas aqui em nossa igreja! Fui tomado hoje por um senso de grande responsabilidade para interceder por casais que precisam vencer realidades passadas que ainda atormentam o presente conjugal. São casais escravos do ontem, e que não conseguem viver o hoje de modo triunfante! Quero dar rápidos conselhos a estes:
(a) Não deixe que a dor provocada ontem persista em doer hoje.
É difícil falar isso em poucas palavras mas, você tem o poder de perdoar! Não espere ter sentimentos agradáveis a respeito do seu cônjuge para perdoá-lo. Perdoe e você terá como resultado o transbordamento de sentimentos espirituais em seu peito originados no coração do próprio Deus. Quem disse que o outro precisa mudar para eu perdoar? Certamente não foi Jesus, pois Ele ordenou que perdoássemos "70 vezes 7" e isso não tem a ver com sentimento, e sim com decisão! Decida perdoar, lance mão do seu preciosismo!
(b) Permita que o Senhor apague sua memória ressentida.
O cérebro humano deveria ter uma tecla "reset", mas não tem! Seria bom simplesmente apagar os dados e ter uma reinicialização de emoções, bem como uma seleção de lembranças prazerosas, mas isso não acontece! O que pode acontecer em sua vida é você permitir que o Senhor apague sua memória. Como? Seguindo a orientação do Salmo 85.8: "Escutarei o que Deus, o Senhor, disser; porque falará de paz ao seu povo, e aos seus santos, contanto que não voltem à insensatez". Deixa Deus falar com você, aproprie-se da paz que vem dEle, e não seja insensato (tolo) em desobedecer seu ideal de graça e de perdão sobre a sua vida!
(c) Viva o dia de hoje como se fosse o seu último dia.
Os corpos das vítimas do vôo AF 447 estão sendo encontrados! As memórias dos familiares estão sendo remexidas em suas lembranças mais dolorosas! Mas, não posso me furtar de dizer que, muitas vidas se foram sem uma devida consideração do valor da própria vida! Existem muitos que se precipitam para a morte sem nunca terem vivido de modo significativo. São pessoas que levam para os seus túmulos amarguras e sentimentos de culpa justamente porque não aproveitaram os dias de sua vida com "coração sábio".
A vida passa com muita rapidez! O casamento pode e dever ser uma experiência das mais sublimes na humanidade! Mas, só poderá viver bem a dois, aqueles que souberem viver bem com Deus! A felicidade a dois (homem, mulher) depende do relacionamento a três (homem, mulher e Deus)!
Viva feliz com o seu cônjuge, mas não se esquece de perdoar, pois o seu coração não foi criado por Deus para ser um pântano de ódio, mas sim um manancial de alegria e vitalidade!
O que tem de casamentos que já começaram terminando! Isso acontece quando um homem e uma mulher se unem apenas com base nas concordâncias ocasionais e não suportam quando têm de lidar, o que quase sempre acontece, com discordâncias conciliadas apenas com diálogo respeitoso e paciente.
Tenho crido que nossa geração anda muito apressada! Soube recentemente de um restaurante em Tóquio que se paga pelo tempo que se passa na mesa e não pela comida em si! Sinal dos Tempos! O casamento tem sido encarado em um momento ou outro como mero passatempo e os seus vinculos são rompidos pelas coisas mais insignificantes possíveis. E o que eu fico pasmo é quando a falta de perdão acirra ainda mais a intrigada vida conjugal com "tortas na cara" com sabor de ódio e ressentimentos.
Olha, se você não quer viver boa parte de sua vida perdoando, é melhor não se casar! No casamento aprendemos que perdoar não é opção, é mandamento bíblico e algo indispensável para a boa vida a dois. Nem tudo pode ser levado a "ferro e fogo" no casamento, temos sempre de usar o princípio bíblico de Mateus 18.35: "Assim vos fará meu Pai celestial, se de coração não perdoardes, cada um a seu irmão." Só para lançar alguma luz nesse princípio vamos recordar da história: um servo foi perdoado pelo seu rei em um valor impagável mas não perdoou um valor irrisório de um semelhante. O rei então manda esse servo incompreensivo para a prisão. Dai o principio: Deus também faz assim com quem não perdoa: lança na prisão do ódio e do ressentimento.
Ressentimento é você tomar um cálice de veneno na intenção de que o seu inimigo morra! É estultícia, loucura declarada! O perdão é atitude de quem vence, de quem triunfa em meio aos cataclismas familiares, de quem sabe que é perdendo que se ganha!
Nesse dia dos namorados pensei neste artigo em um contexto de fortes expectativas pelo nosso "Encontro para Casais" que acontecerá no sábado, dia 13/06 às 17 horas aqui em nossa igreja! Fui tomado hoje por um senso de grande responsabilidade para interceder por casais que precisam vencer realidades passadas que ainda atormentam o presente conjugal. São casais escravos do ontem, e que não conseguem viver o hoje de modo triunfante! Quero dar rápidos conselhos a estes:
(a) Não deixe que a dor provocada ontem persista em doer hoje.
É difícil falar isso em poucas palavras mas, você tem o poder de perdoar! Não espere ter sentimentos agradáveis a respeito do seu cônjuge para perdoá-lo. Perdoe e você terá como resultado o transbordamento de sentimentos espirituais em seu peito originados no coração do próprio Deus. Quem disse que o outro precisa mudar para eu perdoar? Certamente não foi Jesus, pois Ele ordenou que perdoássemos "70 vezes 7" e isso não tem a ver com sentimento, e sim com decisão! Decida perdoar, lance mão do seu preciosismo!
(b) Permita que o Senhor apague sua memória ressentida.
O cérebro humano deveria ter uma tecla "reset", mas não tem! Seria bom simplesmente apagar os dados e ter uma reinicialização de emoções, bem como uma seleção de lembranças prazerosas, mas isso não acontece! O que pode acontecer em sua vida é você permitir que o Senhor apague sua memória. Como? Seguindo a orientação do Salmo 85.8: "Escutarei o que Deus, o Senhor, disser; porque falará de paz ao seu povo, e aos seus santos, contanto que não voltem à insensatez". Deixa Deus falar com você, aproprie-se da paz que vem dEle, e não seja insensato (tolo) em desobedecer seu ideal de graça e de perdão sobre a sua vida!
(c) Viva o dia de hoje como se fosse o seu último dia.
Os corpos das vítimas do vôo AF 447 estão sendo encontrados! As memórias dos familiares estão sendo remexidas em suas lembranças mais dolorosas! Mas, não posso me furtar de dizer que, muitas vidas se foram sem uma devida consideração do valor da própria vida! Existem muitos que se precipitam para a morte sem nunca terem vivido de modo significativo. São pessoas que levam para os seus túmulos amarguras e sentimentos de culpa justamente porque não aproveitaram os dias de sua vida com "coração sábio".
A vida passa com muita rapidez! O casamento pode e dever ser uma experiência das mais sublimes na humanidade! Mas, só poderá viver bem a dois, aqueles que souberem viver bem com Deus! A felicidade a dois (homem, mulher) depende do relacionamento a três (homem, mulher e Deus)!
Viva feliz com o seu cônjuge, mas não se esquece de perdoar, pois o seu coração não foi criado por Deus para ser um pântano de ódio, mas sim um manancial de alegria e vitalidade!
terça-feira, 2 de junho de 2009
UM POUCO DE NÓS ESTAVA TAMBÉM NO VOÔ AF 447
“E, como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo depois disso o juízo”. (Hebreus 9.27)
John Donne foi um pastor protestante no século XIX que dizia: “não importa por quem os sinos dobram (uma alusão ao repicar de sinos das igrejas católicas na Europa quando alguém falecia na cidade), eles dobram por mim e por você!”. Num tempo de consternação como esse que vivemos não encontro outras palavras para referir-se a tudo isso que vimos e participamos como: morremos um pouco mais! Nossa tecnologia que faz com que o homem transite na mesma órbita dos pássaros, não nos torna suficientemente protegidos das contingências da própria natureza que parece não se conformar com tamanha invasão de seu espaço vital.
Durante uma cerimônia de formatura, um pastor levantou-se e disse: “Vocês não pensam nisso agora, mas um dia vocês vão morrer. Quando forem colocados em seus túmulos, as pessoas vão se reunir ao redor citando os títulos que vocês conquistaram, ou falarão sobre o quanto vocês foram uma benção? As pessoas se lembrarão do quanto vocês foram ‘importantes’, ou lamentarão a perda do melhor amigo que tiveram? Os títulos são bons, mas se tiver de escolher entre um título e um testemunho, opte pelo testemunho! Faraó tinha o título, Moisés o testemunho. Nabucodonozor tinha o título, Daniel o testemunho. Jezabel tinha o título, Elias o testemunho. Pilatos tinha o título, mas Jesus o testemunho. É fácil pensar que ser alguém é o mais importante, mas são os atos de amor que você pratica que serão lembrados”.
Ainda estou com o coração partido pela queda do avião francês em território aéreo supostamente brasileiro ceifando a vida de mais de duas centenas de pessoas que, desfrutavam em sua maioria dos seus melhores anos. Dentre a tripulação havia príncipe brasileiro, um médico respeitado internacionalmente, um assessor político do prefeito da cidade do Rio de Janeiro, artistas, engenheiros, dentre outras pessoas “comuns” que iam à trabalho para a Europa ou ainda no desfrute de merecidas férias e comemorações festivas diversas!
Eles representavam muitos títulos, como os noticiários vêm alardeando desde ontem, mas eu quero me ater nesse artigo em seus testemunhos, suas histórias de vida e também preciso lançar uma reflexão sobre dois aspectos para mim muito taxativos sobre a morte: a necessidade de estarmos preparados para o encontro com ela e também no fato de que precisamos morrer sem perder a vida. E, a partir da história dessa tragédia aérea que nos tem deixado assustados vamos pensar sobre a brevidade da vida.
Ouvi histórias de quem estava nesse vôo que me marcaram: a do alemão que voltava a Europa para pegar alguns documentos para viabilizar seu casamento com uma brasileira, um trabalhador que iria exercer sua profissão em Angola prevendo um tempo melhor para a sua família, uma jovem que ao ouvir de sua mãe o quanto ela amava disse apenas: “amém, amém e amém”! Foram dados alguns abraços efusivos (como do que iria para a Angola) que geraram um e outro estranhamento, mas que em contextos de viagens sem volta sempre ficam a martelar a frágil consciência de quem fica e sofre dobrado! A morte de fato é inexplicável mas, algo que acontece em várias histórias é a impressão de que muitos estavam se despedindo, não era um “até breve”, mas um “adeus”!
Um pouco de nós estava naquele vôo, a natureza humana é muito volátil em suas sensações e eu temo que daqui a alguns dias todos se esquecerão dessa tragédia e continuarão suas vidas. Mas, algo precisa acontecer! Temos de nos impactar! Ontem até mesmo o irreverente programa de televisão “CQC” fez um tempo de silêncio em solidariedade ao acontecido! O próprio presidente Lula não participou de um almoço comemorativo em El Salvador, dizendo: “não há clima para se comemorar nada!”.
Temos de parar, refletir sobre a vida, e eu lanço aqui algumas reflexões:
(a) Temos de viver a vida de fato como quem se encontra de passagem nesta terra!
Era esse o pensamento do autor da carta aos Hebreus: “Porque não temos aqui cidade permanente, mas buscamos a vindoura” (13.14). Essa busca tem de ser séria na nossa curta existência aqui na terra. Não somos de fato donos de nada por aqui, somos peregrinos, estamos indo na direção da nossa verdadeira casa: a cidade celestial.
Não podemos nos dar ao luxo de nos encantarmos com as belezas desse mundo tão vil e cruel. Há belezas aqui, sim, mas elas não podem nos roubar da visão de que nada permanecerá de pé por toda a vida, tudo um dia cederá o lugar para o que de fato será permanente, a eternidade. No momento estamos presos a esse tempo cronológico, mas não persistiremos assim não, e o que me impacta é o fato de que aquelas pessoas que estavam no vôo pensavam que chegariam aos seus respectivos destinos, fizeram planos, elaboraram metas, mas o Senhor Deus resolveu recolher-nos no tempo que Ele determinou para cada um deles!
(b) A morte deixa-nos com uma sensação amarga na boca!
É sempre assim: quando sabemos de uma tragédia, um pouco de nós morre, fica como que desmaiado, sob o efeito do narcótico da dor. Logo pensamos nos nossos filhos, pais, amigos, irmãos, enfim, naqueles que amamos e pretendemos ainda marcar suas vidas com o nosso testemunho. É triste, mas ao mesmo tempo é realista pensar que um dia todos nós vamos experimentar o lado de dentro da morte! Hoje temos visão dela por fora, visitamos os funerais, choramos nos velórios dos outros, mas um dia estaremos vivendo o lado de dentro dessa questão emblemática, seremos nós os mortos! E ai? Como encararemos?
Quando lidamos de perto com a morte, lidamos com o que há de mais melindroso em nós, o temor de passar uma vida inteira e não conseguir influenciar nada para que esse mundo fosse um pouquinho melhor! Só pode se sentir completo quem cumpre bem a sua missão olhando para a sua volta e percebendo que o mundo ficou um pouco mais colorido graças a sua presença. Isso é sério! É quando morremos, mas não perdemos a vida! Parece estranho, mas é real. Alguns morrem sem perder a vida. E outros perdem a vida sem morrerem!
Jim Elliot, o missionário sacrificado com 29 anos pelos indígenas em sua tentativa de comunicação com uma tribo do Equador para a implantação de um trabalho missionário, disse em seu diário: “não é tolo aquele que dá o que não pode reter, para ganhar o que não pode perder!” Ele morreu, mas não perdeu a vida! Seu exemplo de vida, mesmo depois de morto encoraja milhares de missionários em todo o mundo! Sua abnegação não foi em vão! E a história confirma que a esposa e o filho de Jim Elliot fizeram uma obra incrível no Equador entre os mesmos índios que tiraram a sua vida!
Quer saber de outro exemplo bíblico que me fascina: Eliseu ao morrer, adoecido por uma séria enfermidade foi sepultado e o texto de I Reis 13.20-25 é lindo ao referir-se ao que aconteceu quando um homem foi enterrado na mesma cova que o profeta: “Logo que ele tocou os ossos de Eliseu, reviveu e se levantou sobre os seus pés”. Ainda morto, Eliseu não perde sua unção profética e Deus lhe concede a realização de um derradeiro milagre, nada menos do que uma ressuscitação! Que Deus fantástico!
Assim é morrer e não perder a vida! Mesmo morto sendo alvo de lembranças curadoras, e sendo canal de bênçãos pelo testemunho empenhado por toda uma vida de dedicação à vontade do Senhor. A morte mesmo com seu sabor amargo na boca sempre produzirá gosto de mel quando se trata de apenas uma pausa para o desfrute de uma eternidade inteira com o Senhor da Vida, o próprio Deus revelado na Bíblia e encarnado em Jesus Cristo, nosso Senhor e Salvador!
John Donne foi um pastor protestante no século XIX que dizia: “não importa por quem os sinos dobram (uma alusão ao repicar de sinos das igrejas católicas na Europa quando alguém falecia na cidade), eles dobram por mim e por você!”. Num tempo de consternação como esse que vivemos não encontro outras palavras para referir-se a tudo isso que vimos e participamos como: morremos um pouco mais! Nossa tecnologia que faz com que o homem transite na mesma órbita dos pássaros, não nos torna suficientemente protegidos das contingências da própria natureza que parece não se conformar com tamanha invasão de seu espaço vital.
Durante uma cerimônia de formatura, um pastor levantou-se e disse: “Vocês não pensam nisso agora, mas um dia vocês vão morrer. Quando forem colocados em seus túmulos, as pessoas vão se reunir ao redor citando os títulos que vocês conquistaram, ou falarão sobre o quanto vocês foram uma benção? As pessoas se lembrarão do quanto vocês foram ‘importantes’, ou lamentarão a perda do melhor amigo que tiveram? Os títulos são bons, mas se tiver de escolher entre um título e um testemunho, opte pelo testemunho! Faraó tinha o título, Moisés o testemunho. Nabucodonozor tinha o título, Daniel o testemunho. Jezabel tinha o título, Elias o testemunho. Pilatos tinha o título, mas Jesus o testemunho. É fácil pensar que ser alguém é o mais importante, mas são os atos de amor que você pratica que serão lembrados”.
Ainda estou com o coração partido pela queda do avião francês em território aéreo supostamente brasileiro ceifando a vida de mais de duas centenas de pessoas que, desfrutavam em sua maioria dos seus melhores anos. Dentre a tripulação havia príncipe brasileiro, um médico respeitado internacionalmente, um assessor político do prefeito da cidade do Rio de Janeiro, artistas, engenheiros, dentre outras pessoas “comuns” que iam à trabalho para a Europa ou ainda no desfrute de merecidas férias e comemorações festivas diversas!
Eles representavam muitos títulos, como os noticiários vêm alardeando desde ontem, mas eu quero me ater nesse artigo em seus testemunhos, suas histórias de vida e também preciso lançar uma reflexão sobre dois aspectos para mim muito taxativos sobre a morte: a necessidade de estarmos preparados para o encontro com ela e também no fato de que precisamos morrer sem perder a vida. E, a partir da história dessa tragédia aérea que nos tem deixado assustados vamos pensar sobre a brevidade da vida.
Ouvi histórias de quem estava nesse vôo que me marcaram: a do alemão que voltava a Europa para pegar alguns documentos para viabilizar seu casamento com uma brasileira, um trabalhador que iria exercer sua profissão em Angola prevendo um tempo melhor para a sua família, uma jovem que ao ouvir de sua mãe o quanto ela amava disse apenas: “amém, amém e amém”! Foram dados alguns abraços efusivos (como do que iria para a Angola) que geraram um e outro estranhamento, mas que em contextos de viagens sem volta sempre ficam a martelar a frágil consciência de quem fica e sofre dobrado! A morte de fato é inexplicável mas, algo que acontece em várias histórias é a impressão de que muitos estavam se despedindo, não era um “até breve”, mas um “adeus”!
Um pouco de nós estava naquele vôo, a natureza humana é muito volátil em suas sensações e eu temo que daqui a alguns dias todos se esquecerão dessa tragédia e continuarão suas vidas. Mas, algo precisa acontecer! Temos de nos impactar! Ontem até mesmo o irreverente programa de televisão “CQC” fez um tempo de silêncio em solidariedade ao acontecido! O próprio presidente Lula não participou de um almoço comemorativo em El Salvador, dizendo: “não há clima para se comemorar nada!”.
Temos de parar, refletir sobre a vida, e eu lanço aqui algumas reflexões:
(a) Temos de viver a vida de fato como quem se encontra de passagem nesta terra!
Era esse o pensamento do autor da carta aos Hebreus: “Porque não temos aqui cidade permanente, mas buscamos a vindoura” (13.14). Essa busca tem de ser séria na nossa curta existência aqui na terra. Não somos de fato donos de nada por aqui, somos peregrinos, estamos indo na direção da nossa verdadeira casa: a cidade celestial.
Não podemos nos dar ao luxo de nos encantarmos com as belezas desse mundo tão vil e cruel. Há belezas aqui, sim, mas elas não podem nos roubar da visão de que nada permanecerá de pé por toda a vida, tudo um dia cederá o lugar para o que de fato será permanente, a eternidade. No momento estamos presos a esse tempo cronológico, mas não persistiremos assim não, e o que me impacta é o fato de que aquelas pessoas que estavam no vôo pensavam que chegariam aos seus respectivos destinos, fizeram planos, elaboraram metas, mas o Senhor Deus resolveu recolher-nos no tempo que Ele determinou para cada um deles!
(b) A morte deixa-nos com uma sensação amarga na boca!
É sempre assim: quando sabemos de uma tragédia, um pouco de nós morre, fica como que desmaiado, sob o efeito do narcótico da dor. Logo pensamos nos nossos filhos, pais, amigos, irmãos, enfim, naqueles que amamos e pretendemos ainda marcar suas vidas com o nosso testemunho. É triste, mas ao mesmo tempo é realista pensar que um dia todos nós vamos experimentar o lado de dentro da morte! Hoje temos visão dela por fora, visitamos os funerais, choramos nos velórios dos outros, mas um dia estaremos vivendo o lado de dentro dessa questão emblemática, seremos nós os mortos! E ai? Como encararemos?
Quando lidamos de perto com a morte, lidamos com o que há de mais melindroso em nós, o temor de passar uma vida inteira e não conseguir influenciar nada para que esse mundo fosse um pouquinho melhor! Só pode se sentir completo quem cumpre bem a sua missão olhando para a sua volta e percebendo que o mundo ficou um pouco mais colorido graças a sua presença. Isso é sério! É quando morremos, mas não perdemos a vida! Parece estranho, mas é real. Alguns morrem sem perder a vida. E outros perdem a vida sem morrerem!
Jim Elliot, o missionário sacrificado com 29 anos pelos indígenas em sua tentativa de comunicação com uma tribo do Equador para a implantação de um trabalho missionário, disse em seu diário: “não é tolo aquele que dá o que não pode reter, para ganhar o que não pode perder!” Ele morreu, mas não perdeu a vida! Seu exemplo de vida, mesmo depois de morto encoraja milhares de missionários em todo o mundo! Sua abnegação não foi em vão! E a história confirma que a esposa e o filho de Jim Elliot fizeram uma obra incrível no Equador entre os mesmos índios que tiraram a sua vida!
Quer saber de outro exemplo bíblico que me fascina: Eliseu ao morrer, adoecido por uma séria enfermidade foi sepultado e o texto de I Reis 13.20-25 é lindo ao referir-se ao que aconteceu quando um homem foi enterrado na mesma cova que o profeta: “Logo que ele tocou os ossos de Eliseu, reviveu e se levantou sobre os seus pés”. Ainda morto, Eliseu não perde sua unção profética e Deus lhe concede a realização de um derradeiro milagre, nada menos do que uma ressuscitação! Que Deus fantástico!
Assim é morrer e não perder a vida! Mesmo morto sendo alvo de lembranças curadoras, e sendo canal de bênçãos pelo testemunho empenhado por toda uma vida de dedicação à vontade do Senhor. A morte mesmo com seu sabor amargo na boca sempre produzirá gosto de mel quando se trata de apenas uma pausa para o desfrute de uma eternidade inteira com o Senhor da Vida, o próprio Deus revelado na Bíblia e encarnado em Jesus Cristo, nosso Senhor e Salvador!
quarta-feira, 27 de maio de 2009
O LIVRO "A CABANA" E ALGUMAS PERGUNTAS QUE NÃO ENCONTRO RESPOSTAS!
"A fé nunca sabe aonde está sendo levada. Mas conhece e ama Aquele que a está levando". (Oswald Chambers)
Eu confesso que ainda estou impressionado com o relato do livro sobre a inconsistência dos arrazoados humanos na tentativa de compreender o sofrimento. William P. Yong é um canadense, filho de missionários cristãos, que nasceu em uma tribo em Papua Nova Guiné e que completou seus estudos em Religião nos EUA. Ele é um cristão não enganjado em uma denominação, o que torna os seus escritos bem palatáveis aos mais liberais que só sabem criticar a igreja institucionada, como grande vilã da pobreza de vida cristã que eles mesmo vivem! (apenas um desabafo para fazer valer o que penso sobre esses intelectuais que partem de suas idéias para criticar a igreja mesmo fazendo parte dela!).
Mas, o diferencial do livro é que, embora possa vir a soar bem irreverente, a Trindade Divina é nos apresentada de uma forma bem candente e bela, em meio à trama que passa o personagem principal em sua perda irreparável conceitos como: perdão, culpa, esperança, libertação emocional e outros parecem sair de suas linhas de uma forma bem incômoda e certeira. Confesso: é de atingir o coração!
Quem nunca desejou encontrar-se em uma cabana para encontrar seus fantasmas mais torturantes e em meio a isso tudo encontrar a essência da paternidade divina, a amorosidade do Espírito Santo e a cumplicidade de Jesus Cristo? Tudo isso nos é passado no livro com uma linguagem que só peca quando inclui demais o alcance da redenção divina abraçando religiões não cristãs, o que é um erro!
"A cabana" é um murro na "boca do estomâgo" de quem pensa que seu passado é justificativa para sair por ai tratando mal outros semelhantes a Deus que deveriam merecer todo o respeito e consideração humana! Na realidade esse livro vem demonstrar aquilo que tenho dito porque acredito de todo o meu coração: arrogância é bobagem, orgulho é cretinice, todos nós vamos para o mesmo lugar no cemitério e a morte não escolhe bem ou mal preparados para a vida!
Ontem eu me vi pensando na realidade do céu e convidando o Deus Triúno a partilhar de minha humanidade, depois pontuei algumas perguntas que quero tornar público nesse texto, intitulei a elas de "questões que não querem se calar", vamos a elas, abri-lhes o meu coração:
* Por que eu não capturo o coração de alguns homens da igreja?
* Por que eu me tornei tão "sem graça" no desfrute dos relacionamentos?
* Por que vez por outra me vejo com sentimentos bem próximos a algo que poderia chamar de ciúme?
* Por que eu não perdoei ainda de coração algumas pessoas que me fizeram tão mal?
* O que falta para Deus cumprir na minha vida a promessa de me confiar "grandes responsabilidades"?
* Onde Deus quer me levar em minha devocionalidade e intimidade com Ele?
* Nossa igreja alcançará vôos mais altos comigo? Será eu, Senhor o homem para pastorear esse povo por outros 15 anos?
* Tenho direito de fazer o que eu faço em tom de despedida?
* Preciso me preparar melhor para a minha missão. Estudar o que e aonde?
* Como ser melhor pai, esposo, amigo, pastor, professor, pessoa?
* Por que o tema "morte" tem me atraido ultimamente?
* O que fazer se, de fato, no processo de conhecimento/enamoramento houver convite de outra igreja para pastorear? O que deverá pesar na decisão independente de ser "sim" ou "não" (no prisma humano)?
* Do que eu tenho mais medo: assumir o controle ou perder o controle de vez da minha vida?
Isso tudo me fez parar ontem à noite e eu confesso que ainda me parará. Não tenho respostas e nem vou atrás delas não... vou seguir em frente, o Senhor está comigo, e ele já garantiu que estaria me concedendo graça. Sigo em fé! Fé cega e dependente!
Eu confesso que ainda estou impressionado com o relato do livro sobre a inconsistência dos arrazoados humanos na tentativa de compreender o sofrimento. William P. Yong é um canadense, filho de missionários cristãos, que nasceu em uma tribo em Papua Nova Guiné e que completou seus estudos em Religião nos EUA. Ele é um cristão não enganjado em uma denominação, o que torna os seus escritos bem palatáveis aos mais liberais que só sabem criticar a igreja institucionada, como grande vilã da pobreza de vida cristã que eles mesmo vivem! (apenas um desabafo para fazer valer o que penso sobre esses intelectuais que partem de suas idéias para criticar a igreja mesmo fazendo parte dela!).
Mas, o diferencial do livro é que, embora possa vir a soar bem irreverente, a Trindade Divina é nos apresentada de uma forma bem candente e bela, em meio à trama que passa o personagem principal em sua perda irreparável conceitos como: perdão, culpa, esperança, libertação emocional e outros parecem sair de suas linhas de uma forma bem incômoda e certeira. Confesso: é de atingir o coração!
Quem nunca desejou encontrar-se em uma cabana para encontrar seus fantasmas mais torturantes e em meio a isso tudo encontrar a essência da paternidade divina, a amorosidade do Espírito Santo e a cumplicidade de Jesus Cristo? Tudo isso nos é passado no livro com uma linguagem que só peca quando inclui demais o alcance da redenção divina abraçando religiões não cristãs, o que é um erro!
"A cabana" é um murro na "boca do estomâgo" de quem pensa que seu passado é justificativa para sair por ai tratando mal outros semelhantes a Deus que deveriam merecer todo o respeito e consideração humana! Na realidade esse livro vem demonstrar aquilo que tenho dito porque acredito de todo o meu coração: arrogância é bobagem, orgulho é cretinice, todos nós vamos para o mesmo lugar no cemitério e a morte não escolhe bem ou mal preparados para a vida!
Ontem eu me vi pensando na realidade do céu e convidando o Deus Triúno a partilhar de minha humanidade, depois pontuei algumas perguntas que quero tornar público nesse texto, intitulei a elas de "questões que não querem se calar", vamos a elas, abri-lhes o meu coração:
* Por que eu não capturo o coração de alguns homens da igreja?
* Por que eu me tornei tão "sem graça" no desfrute dos relacionamentos?
* Por que vez por outra me vejo com sentimentos bem próximos a algo que poderia chamar de ciúme?
* Por que eu não perdoei ainda de coração algumas pessoas que me fizeram tão mal?
* O que falta para Deus cumprir na minha vida a promessa de me confiar "grandes responsabilidades"?
* Onde Deus quer me levar em minha devocionalidade e intimidade com Ele?
* Nossa igreja alcançará vôos mais altos comigo? Será eu, Senhor o homem para pastorear esse povo por outros 15 anos?
* Tenho direito de fazer o que eu faço em tom de despedida?
* Preciso me preparar melhor para a minha missão. Estudar o que e aonde?
* Como ser melhor pai, esposo, amigo, pastor, professor, pessoa?
* Por que o tema "morte" tem me atraido ultimamente?
* O que fazer se, de fato, no processo de conhecimento/enamoramento houver convite de outra igreja para pastorear? O que deverá pesar na decisão independente de ser "sim" ou "não" (no prisma humano)?
* Do que eu tenho mais medo: assumir o controle ou perder o controle de vez da minha vida?
Isso tudo me fez parar ontem à noite e eu confesso que ainda me parará. Não tenho respostas e nem vou atrás delas não... vou seguir em frente, o Senhor está comigo, e ele já garantiu que estaria me concedendo graça. Sigo em fé! Fé cega e dependente!
quinta-feira, 14 de maio de 2009
EU PRECISO APRENDER UM POUCO AQUI...
"Sem os vossos ferimentos e chagas, onde acharíeis esse poder que faz a vossa tremente voz penetrar nos corações dos homens? Os próprios anjos de Deus no céu não podem persuadir os infelizes e errados filhos da terra como o pode fazer a criatura humana atropelada pelas rodas do carro da vida. No serviço do amor, só os soldados feridos conseguem alguma coisa." (Thornton Wilder)
Ao olhar para dentro de meu coração tenho reparado o quanto eu preciso aprender mais de Deus! E entendo que essa caminhada na direção de um conhecimento intimo dos desígnios do Pai a meu respeito passa pelas lágrimas e pela sofreguidão humana. São muitos os momentos em que me enxergo na minha insignificância de ser tendo de apelar para o propósito último da minha existência: glorificar a Deus me satisfazendo em Deus!
Minha vida tem sido um quadro que vem sendo pintado desde o meu primeiro suspiro em vida, no dia 26 de agosto de 1974, e analisando minha história de vida (ainda curta, admito) tenho aprendido que a vida é bem curta para ser pequena, logo eu tenho de ser mais intenso em minha busca por Deus! Venho sendo envergonhado em minha leitura sobre o avivamento que tem varrido a Indonésias desde os anos 60, e o meu constrangimento tem tido origem em minha inadequação diante dos desafios espirituais que um tempo de avivamento propõe ao crente: sobretudo uma renúncia completa de direitos pessoais!
Num contexto de avivamento há uma mortificação do nosso próprio eu, no reconhecimento de nossa fragilidade e também no acorde harmonioso entre luzes e sombras na nossa existência. Aprendo com tudo isso que o som mavioso do Espírito Santo em uma sinfonia com o Pai e o Filho na administração incrível da Trindade Divina só fará coro em mim quando eu aprender a dedilhar as cordas do sofrimento e das penúrias de minha existência paupérima!
Sem dúvida alguma, como diria Cowper em seu poema famoso: por detrás de toda providência divina carrancuda, há um rosto sorridente! Deus tem sorrido para mim em meio ao carranco de uma face bem dura, empedernida e vez por outra marcada por decepções, traições, incompreensões, conspirações e oposições bem vis. Mas, eu não posso absolutamente me dar ao luxo de choramingar pelos cantos, e não é isso que ensino cotidianamente aos meus liderados e ovelhas do rebanho que o Senhor a mim concedeu cuidar! Eu ensino que: "bem aventurados os que são perseguidos por causa da justiça... pois deles é o Reino dos céus." E, em sendo perseguidos, injuriados, caluniados e mal considerados, os discipulos de Jesus serão discípulos dos profetas que, perdiam a vida, mas nunca perdiam a esperança! (Mateus 5.10-12).
Não dá para desistir! Não dá para fazer "corpo mole"! Temos de insistir! A vida na maioria das vezes não é colorida, é bicromotizada em preto e branco, trata-se de uma pintura que envolve luz e sombras, mas, como disse a frase no cabeçalho do artigo, somente os feridos é que alcançam alguma coisa! Os que choram por seus sofrimentos e são rotulados de antiquadros, ridiculos e obstinados serão os que empreenderão vitórias no mundo espiritual, e, não se esqueça: Deus um dia, enxugará dos nossos olhos toda a lágrima, Apocalípse 21.4, e Deus é bom nisso: recompensar os que se permitiram ferir por causa dos valores de Jesus, os mesmos que, deixaram de viver bem diante dos homens, para morrerem bem diante dos olhos de Deus.
"Bem aventurados os mortos que desde agora morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem dos seus trabalhos, pois as suas obras os acompanham". (Apocalipse 15.13).
Uma boa morte para você!
Ao olhar para dentro de meu coração tenho reparado o quanto eu preciso aprender mais de Deus! E entendo que essa caminhada na direção de um conhecimento intimo dos desígnios do Pai a meu respeito passa pelas lágrimas e pela sofreguidão humana. São muitos os momentos em que me enxergo na minha insignificância de ser tendo de apelar para o propósito último da minha existência: glorificar a Deus me satisfazendo em Deus!
Minha vida tem sido um quadro que vem sendo pintado desde o meu primeiro suspiro em vida, no dia 26 de agosto de 1974, e analisando minha história de vida (ainda curta, admito) tenho aprendido que a vida é bem curta para ser pequena, logo eu tenho de ser mais intenso em minha busca por Deus! Venho sendo envergonhado em minha leitura sobre o avivamento que tem varrido a Indonésias desde os anos 60, e o meu constrangimento tem tido origem em minha inadequação diante dos desafios espirituais que um tempo de avivamento propõe ao crente: sobretudo uma renúncia completa de direitos pessoais!
Num contexto de avivamento há uma mortificação do nosso próprio eu, no reconhecimento de nossa fragilidade e também no acorde harmonioso entre luzes e sombras na nossa existência. Aprendo com tudo isso que o som mavioso do Espírito Santo em uma sinfonia com o Pai e o Filho na administração incrível da Trindade Divina só fará coro em mim quando eu aprender a dedilhar as cordas do sofrimento e das penúrias de minha existência paupérima!
Sem dúvida alguma, como diria Cowper em seu poema famoso: por detrás de toda providência divina carrancuda, há um rosto sorridente! Deus tem sorrido para mim em meio ao carranco de uma face bem dura, empedernida e vez por outra marcada por decepções, traições, incompreensões, conspirações e oposições bem vis. Mas, eu não posso absolutamente me dar ao luxo de choramingar pelos cantos, e não é isso que ensino cotidianamente aos meus liderados e ovelhas do rebanho que o Senhor a mim concedeu cuidar! Eu ensino que: "bem aventurados os que são perseguidos por causa da justiça... pois deles é o Reino dos céus." E, em sendo perseguidos, injuriados, caluniados e mal considerados, os discipulos de Jesus serão discípulos dos profetas que, perdiam a vida, mas nunca perdiam a esperança! (Mateus 5.10-12).
Não dá para desistir! Não dá para fazer "corpo mole"! Temos de insistir! A vida na maioria das vezes não é colorida, é bicromotizada em preto e branco, trata-se de uma pintura que envolve luz e sombras, mas, como disse a frase no cabeçalho do artigo, somente os feridos é que alcançam alguma coisa! Os que choram por seus sofrimentos e são rotulados de antiquadros, ridiculos e obstinados serão os que empreenderão vitórias no mundo espiritual, e, não se esqueça: Deus um dia, enxugará dos nossos olhos toda a lágrima, Apocalípse 21.4, e Deus é bom nisso: recompensar os que se permitiram ferir por causa dos valores de Jesus, os mesmos que, deixaram de viver bem diante dos homens, para morrerem bem diante dos olhos de Deus.
"Bem aventurados os mortos que desde agora morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem dos seus trabalhos, pois as suas obras os acompanham". (Apocalipse 15.13).
Uma boa morte para você!
Assinar:
Postagens (Atom)